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 Os mármores transmontanos

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MensagemAssunto: Os mármores transmontanos   Qua Out 01, 2008 11:22 am

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Minas de Santo Adrião
Miranda do Douro




Mármore e alabastro entranhados na natureza

O troço do IP4 entre Bragança e Quintanilha foi a última obra construída com os materiais retirados das minas de Santo Adrião em plena actividade. Rico em mármore, alabastro e calcário, este local começou a ser explorado pelos Romanos, seguindo-se os ingleses e algumas empresas mirandesas.

Aliás, a exploração das rochas que afloram nos montes que circundam a freguesia de Silva, no concelho de Miranda do Douro, prolongou-se até 2001, abastecendo diversas obras de construção civil.
A desactivação da ABRICAL, a última empresa a explorar os jazigos de mármore e calcário, ditou o fim da exploração das minas, que, actualmente, só são visitadas por alguns curiosos.

Os tempos áureos das minas de Santo Adrião remontam a 1900, altura em que os ingleses se instalaram no Planalto para aproveitarem a riqueza que extraíam da natureza. Nessa altura, o forte da produção era o alabastro e o mármore, duas pedras ornamentais preparadas para a decoração de interiores ou para esculpir estatuetas.

Seguiu-se a empresa Mármores e Alabastros de Vimioso, que pertencia a empresários ingleses, por volta de 1912. No entanto, a recessão económica vivida na altura levou à falência da empresa e atirou para o desemprego cerca de 100 trabalhadores.

Foi precisamente o nome desta firma que originou alguns desentendimentos quanto à pertença dos jazigos de mármore. “Era apenas o nome da empresa, mas as minas sempre estiveram em território mirandês. Como os de Vimioso sempre foram muito bairristas, queriam que as minas lhes pertencessem”, conta o presidente da Junta de Freguesia de Silva, Francisco Fidalgo, que trabalhou nas minas durante 17 anos.

Já na década de 80, a empresa Terras de Miranda Calcários, Lda retomou a exploração. Foi nessa altura que Francisco Fidalgo iniciou a sua actividade como mineiro. “Era responsável pela construção civil. Fazia maciços para a fixação de máquinas e ferramentas”, conta o ex-mineiro.

Nessa altura, o forte era o correctivo de terrenos extraído do calcário. “Chegámos a produzir 2 mil sacos de 50 quilos por dia, que era levado para a zona do Douro”, conta Francisco Fidalgo.

Beleza natural das grutas e zona envolvente tornam as minas um local de interesse para a Rota da Terra Fria

A forte actividade originou mesmo um projecto para a criação de um pólo industrial nas minas de Santo Adrião. “Pretendia-se apostar no fabrico de micronizado, inertes, cal para a construção civil e correctivo de terrenos, mas a crise levou a que só fossem trabalhados os inertes e o correctivo”, recorda o autarca.
Esta empresa foi à falência e Francisco Fidalgo formou a ABRICAL, que laborou entre 1990 e 2001. Foi durante este período que as minas abasteceram a construção do IP4. “Tirávamos de lá cerca de 1400 metros cúbicos de inertes por dia”, conta.

A exploração parou e os inertes que restaram foram usados para a construção de outras estradas na região. Os tempos mudaram e actividade mineira terminou, mas Francisco Fidalgo acredita que ainda pode ser retomada caso avancem obras de grande envergadura, até porque a ABRICAL ainda possui licença de exploração das minas.

Além disso, o autarca de Silva também gostaria que as minas sofressem uma requalificação para serem integradas na Rota da Terra Fria, até porque ainda existem grutas que guardam uma beleza natural rara e onde já foram encontrados vestígios pré-históricos.

Teresa Batista, Jornal Nordeste, 2008-10-01
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