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Fantômas

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MensagemAssunto: População de Carção continua a encomendar as almas   Qua Abr 07, 2010 4:33 pm

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Tradições ancestrais
Vimioso


População de Carção continua a encomendar as almas

As gentes de Carção, em Bragança, saem à rua madrugada fora em cada Quaresma a encomendar as almas, num costume que ninguém sabe como começou nem se questiona porque de ano para ano se repete religiosamente.

O ritual está associado à época sagrada da morte de Cristo, mas são as pessoas do povo que intercedem directamente a Deus pelos seus que já partiram e por todas as almas que ainda não encontraram o caminho do Céu.
Um ritual à revelia da Igreja e dos sacerdotes que se vai perdendo nas aldeias transmontanas mas que em Carção se repete graças à persistência dos antigos e ao incentivo da jovem associação judia Almocreve que se dedica à recolha das tradições locais. Nesta aldeia do concelho de Vimioso, às quartas e sábado, durante a Quaresma, um grupo de homens e mulheres iniciam, à meia noite, um percurso de duas horas por doze encruzilhadas da aldeia. Em cada uma cantam pelas almas do Purgatório e por aqueles que já partiram e convidam a rezar pela mesma causa quem os ouve em casa.
Ao contrário de antigamente, a luz já ilumina as ruas e fez esmorecer o ambiente tenebroso que envolvia esta tradição em que ao som dos cânticos se acendiam candeias de azeite por detrás das janelas. Hoje em dia, vai aparecendo uma ou outra vela, mas já nem os xailes negros sobre as cabeças das mulheres conseguem manter o “segredo” de quem outrora encomendava as almas.
Os homens abandonaram as capas de pardo com que se cobriam e são eles que fazem temer a perda da tradição, como diz à Lusa Luísa Afonso.

Tradições ancestrais

“As mulheres ainda se juntam, o que vai faltando são homens, e são precisas as vozes deles”, lamenta aquela a quem cabe no ritual “deitar o cimo”. É a voz de Luísa que sobressai nos cânticos quando é preciso puxar, enquanto as outras, “as contras”, baixam o tom.
Desde pequenina que Luísa ia com a mãe encomendar as almas e quando não iam acompanhavam religiosamente a passagem do grupo, fazendo parar o tear enquanto se ouvissem as preces. “Isto já é tão antigo que talvez já nem os nosso avós se lembrem da origem”, responde Teresa Quina que não sabe quando começou nem o porquê desta tradição, uma questão que não preocupa quem a pratica. O importante “é a devoção”, garante Alcina Borges, de 77 anos, que este ano decidiu ser ela a mandar encomendar as almas para cumprir uma vontade que o marido não alcançou antes de morrer. Antes do ritual, a casa de Alcina enche-se de gente numa ceia à base de iguarias da terra que prepara os encomendadores para a caminhada que se segue.
“Começa sempre à meia noite, nunca procurei à minha mãe porque era isto” observa Luísa. Paulo Lopes da associação Almocreve só tem uma certeza da recolha que têm feito sobre esta tradição: “é realmente muito antiga, tem séculos”. São tradições como esta que ainda vão prendendo à terra alguns filhos emigrantes que fazem questão de passar férias nestas ocasiões na aldeia. E embora implique algum sacrifício para quem já tem alguma idade, Gualter Prada faz questão de participar no ritual para que não faltem homens, mas sobretudo para que “não se percam as tradições”.

M. Português, 2010-04-07

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MensagemAssunto: Família inglesa vendeu casa e carro e anda num autocarro a percorrer a Europa   Sex Abr 09, 2010 2:32 pm

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Nómadas modernos
Bragança



Família inglesa vendeu casa e carro e anda num autocarro a percorrer a Europa

Há quem lhes diga que são loucos e os olhe de lado, mas Boss (Jim), Kaz e Cherry, um casal de ingleses e a filha, vêem-se como «os nómadas dos tempos modernos» e consideram que trocar uma habitação de cimento, em Inglaterra, por um lar num autocarro transformado em casa que permite viajar por toda a Europa, é uma forma romântica de encarar a vida.

Em 2008, a família deixou tudo para trás em Norwich (Inglaterra). Vendeu casa e carro e, na companhia de dois cães, mais três que recolheram pelo caminho, fizeram-se à estrada para «uma jornada guiados pelos poder do sol e do biodisel» na Boudicca, o nome da casa/autocarro, através do qual prestam homenagem à antiga rainha celta da Vitória que viveu em Norfolk, contaram, ao Jornal de Notícias, em pleno parque de estacionamento de um supermercado, em Bragança, onde foram fazer compras, pois os nómadas também comem, mesmo que vivam sob o poder e a influência da natureza.

Ex-bancária e ex-motorista

Kaz trabalhava num banco, Boss era motorista de pesados, Cherry, a filha, era estudante, mas estavam insatisfeitos com a vida de todos os dias. A morte da mãe de Kaz levou-os a tomar a decisão de embarcar nesta aventura sobre rodas. «Era agora ou nunca. Precisávamos de partir e o tempo estava a passar. Tomámos a decisão. Optámos pelo autocarro porque, como é grande, serve de casa, temos tudo, até um duche e máquina de lavar», contou Kaz.

Esta exploração por terras europeias já os levou à Republica Checa, nomeadamente a Praga, à Transilvânia e a várias cidades de Espanha. Há mais de um mês que estão em Portugal e garantem que estão a adorar. «O clima é ameno, até é quente se comparado com o de Inglaterra, as pessoas são muito simpáticas», acrescentou.

Para já estão estacionados em Rabal, uma aldeia do Parque de Montesinho, e estão a considerar ficar por lá uns tempos. «Temos sido muito bem tratados pelos habitantes», justificou. Não é uma paragem para sempre, porque a seguir vão para a Roménia e a Bulgária.

A filha não vai à escola, mas tem lições dadas pelos pais: «É uma forma de aprender mais enriquecedora porque viaja e tem muitas experiências, conhece pessoas e aprende línguas», disse, ainda, o patriarca.

Foto: Glória Lppes

Glória Lopes in JN, 2010-04-09
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MensagemAssunto: O crocodilo que já matou 300 pessoas   Dom Abr 18, 2010 9:46 am

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O crocodilo que já matou 300 pessoas

por SUSANA SALVADOR
Hoje


A vida de um crododilo gigante e do homem que tenta apanhá-lo há quase 20 anos.

Apesar de medir sete metros de comprimento e pesar uma tonelada, sendo por isso mais lento que os seus parentes dentro de água, tem conseguido escapar a todas as armadilhas que o francês Patrice Faye lhe monta. O seu nome é conhecido e temido em toda a região porque 'Gustave' continua a matar.

Audifax tem 25 anos e foi um dos poucos que escaparam. Mas não mostra com orgulho a sua perna amputada pelo joelho. Não arranja trabalho, é gozado por todos e as mulheres não querem nada com ele. Não é uma estrela, como o crocodilo que, aos 13 anos, o atacou quando tomava banho no lago Tanganica. Não há nas redondezas ninguém que não saiba a história de Gustave, um monstro de sete metros de comprimento, uma tonelada de peso e a fama de ter matado 300 pessoas nos seus estimados 68 anos.

"Que se saiba, é o maior crocodilo africano, o único que vive tão perto de uma cidade e que, além disso, engoliu centenas de pessoas", contou ao El Mundo o explorador francês Patrice Faye, que há quase 20 anos persegue o animal que, por alguma razão desconhecida, resolveu baptizar de Gustave. "A princípio queria matá--lo. Depois pensei que seria melhor capturá-lo e estudá-lo porque é um espécime magnífico e único", admitiu Faye, que há pouco reconhecia à BBC que Gustave era a sua verdadeira "alma gémea".

Os ataques sucedem-se ao longo da costa norte do lago Tanganica e do rio Rusizi. Em duas semanas pode haver seis ou sete relatos e outras tantas vítimas, antes de os habitantes da região se esquecerem do perigo e voltarem ao seu dia-a-dia na água. Meses ou anos depois, o crocodilo-do-nilo volta a atacar. Como é que Patrice sabe que é ele? Porque além das testemunhas falarem de um animal gigante (os "normais" não chegam a superar os 4,5 metros), mencionam a cicatriz na cabeça. O francês pensa que se trata de uma antiga ferida de bala. Uma das lendas diz que Gustave um dia "engoliu" os tiros disparados pelos soldados.

Tal como os outros crocodilos, este caça de forma oportunista. Se houver comida disponível, vai aproveitar. E o seu apetite por carne humana pode ter começado durante os anos da guerra civil na República Democrática do Congo, durante os quais os corpos das vítimas eram lançados ao rio Rusizi de tal forma que se diz que chegavam a entupir a sua foz.

Actualmente, o seu peso torna--o mais lento que o normal dentro da água, razão pela qual deve preferir atacar os humanos. "Ao ser tão grande, é mais lento e então a sua única opção é caçar presas fáceis e na água não há presa mais fácil que os humanos. Não acho que seja uma questão de gosto, mas uma questão do que pode caçar", disse Faye à BBC.

Segundo Patrice, o início da lenda de Gustave remonta ao início dos anos 1990, quando a população do Burundi (80% de etnia hutu), decidiu dar a alcunha de "Gustave" ao então presidente, o ex-general tutsi Pierre Buyoya. O francês acha que nesse momento a sua cruzada para salvar o gigante começou a ter hipótese de se tornar realidade. E colocou definitivamente de lado a licença para matar que tinha tirado anos antes.

"Nunca tive medo quando fui à procura dele. O que verdadeiramente é para mim aterrador é o dia em que ele decidir vir atrás de mim. Então, sim, terei motivos para me preocupar", disse Faye. E não foram poucas as vezes que o francês lhe tentou pôr as mãos em cima - o mais próximo que esteve foi a dois metros. Para um documentário em 2004 construiu uma armadilha gigante: tinha dez metros de comprimento, dois metros de largura e outros tantos de altura. Não resultou.

Há quatro anos, um jornalista da National Geographic juntou-se a Faye para mais uma tentativa para capturar e estudar a lenda. "Encontrar um crocodilo entre milhares, mesmo um tão chamativo como Gustave, prometia ser tão confuso como encontrar Ussama ben Laden", escreveu Michael McRae. No final, acabou por deixar o Burundi sem medir o gigante ou tirar-lhe amostras de sangue e do ADN, depois do reatar dos combates na fronteira.

Mas a busca continua e o pior pesadelo do francês será ver Gustave capturado por outra pessoa que não ele: "Sentiria como se me tivessem roubado algo. Vou permanecer-lhe fiel e espero que ele faça o mesmo."

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MensagemAssunto: Alfaiate faz calças gigantes   Qui Abr 22, 2010 3:54 pm

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Alfaiate faz calças gigantes
Bragança



A peça tem mais 16 centímetros de cintura do que as calças do Imperador Gungunhana

Com 44 anos de experiência no mundo do corte e costura, António Francisco Pires, mais conhecido por «Jaleco», nunca tinha talhado umas calças com 146 centímetros de cintura, feitas à medida de uma cliente
“Nunca tinha feito umas calças tão grandes e já fiz calças para pessoas com bom físico”, conta o alfaiate.

Quando meteu mãos à obra, o alfaiate lembrou-se que a vestimenta poderia ser maior do que a réplica das calças expostas no Museu Militar de Bragança, pertencente a Gungunhana, Imperador de Gaza.

“Numa visita ao museu já tinha reparado no tamanho fora do vulgar daquelas calças. Conforme fui fazendo lembrei-me que estas ainda deviam ser maiores. Fui confirmar e verifiquei que ainda tinham mais 16 centímetros de cintura do que as do Gungunhana”, conta

As calças em causa têm 73 centímetros de perímetro na cintura, o que perfaz 146 centímetros. “O normal anda por volta dos 45, 50 ou, até, 55 centímetros. A partir de 60 centímetros já é uma barriga de respeito, agora 73 centímetros…”, acrescenta.

A par das medidas fora do normal na cintura, também a entre perna apresenta uma dimensão abastada, com 48 centímetros de perímetro, e 27 centímetros de largura no fundo, para ser proporcional ao resto das medidas. “Só no joelho é quase uma saia”, graceja.

O tamanho XXXXL obrigou mesmo o alfaiate a usar o pano de dois pares de calças com tamanho normal para fazer, apenas, uma vestimenta. “ Já tenho feito calças com 64 e 65 centímetros de perímetro de cinta e nunca precisei de utilizar o tecido de dois pares. Estas nem precisaram de emendas”, realça o artesão.

Como o trabalho de António Pires é feito à medida, só falta o cliente provar as calças, para que o alfaiate possa fazer o segundo par avantajado. “É um feito inédito na minha profissão, e já lá vão 44 anos”, concluiu “O Jaleco”.

Reinaldo Frederico Gungunhana nasceu em Gaza, em 1850 e morreu em Angra do Heroísmo (Açores), a 23 de Dezembro de 1906. Foi o último imperador de Gaza, actualmente Moçambique, e o último monarca da dinastia Jamine.

Cognominado o Leão de Gaza, o seu reinando estendeu-se entre 1884 e 1895, altura em que foi feito prisioneiro por Joaquim Mouzinho de Albuquerque, na aldeia fortificada de Chaimite. A administração colonial portuguesa decidiu condená-lo ao exílio em vez de o mandar fuzilar, como o fizera a outros.

Foi transportado para Lisboa, acompanhado pelo filho Godide e por outros dignitários. Após uma breve permanência naquela cidade, foi desterrado para os Açores, onde viria a falecer 11 anos mais tarde.

Teresa Batista, Jornal Nordeste, 2010-04-21
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MensagemAssunto: Empreendimento compromete vários projectos culturais e de lazer   Ter Maio 04, 2010 1:13 pm

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Barragem leva «Ilha dos Amores»
Ribeira de Pena



Empreendimento compromete vários projectos culturais e de lazer

Alguns dos ex-libris turísticos de Ribeira de Pena vão ser afectados pela construção das barragens no Tâmega. Além da Ponte de Arame, que terá de ser deslocalizada, desaparecerá a «Ilha dos Amores», um local evocado na obra de Camilo Castelo Branco.

Se Camilo Castelo Branco ressuscitasse e regressasse a Friúme, em Ribeira de Pena, onde viveu durante pouco mais de um ano, e visitasse a \"Ilha dos Amores\", teria, porventura, um colapso. O acesso à idílica ilhota do Tâmega de que Camilo fala na sua obra e, onde, provavelmente, terá vivido o seu amor com a ribeirapenense Joaquina Pereira França, é quase impossível devido à vegetação que cresce desregrada.

Maria dos Anjos Barbosa, de 69 anos, familiar já muito afastada de Joaquina, com quem Camilo viria a casar, lamenta o actual estado do local, \"porque agora ninguém limpa nada\", mas guarda na memória, quando, na sua juventude, a ilha estava \"limpinha\" e para lá iam namorar e tomar banho. De combinação. \"Os nossos pais não nos deixavam andar descascadas\", recorda, a rir-se. A Ilha dos Amores, embora pouco acessível, faz parte da memória colectiva de Friúme e, pela sua associação a Camilo Castelo Branco, é um emblema turístico de Ribeira de Pena.

O local faz, aliás, parte do Roteiro Camiliano, uma iniciativa da Câmara, destinado a turistas e que inclui um conjunto de locais relacionado com a passagem do escritor pelo concelho. No entanto, se a barragem de Daivões, integrada na cascata de albufeiras prevista para o Tâmega e afluentes, for construída, o local ficará submerso.

Mas a Ilha dos Amores não é o único símbolo turístico de Ribeira de Pena que a barragem vai pôr em causa. A Câmara elaborou, aliás, um documento, onde elencou todo o património no âmbito da estratégia delineada para a o sector do turismo com o qual a barragem vai \"colidir\". A lista foi apresentada no âmbito do parecer que a Câmara remeteu ao Governo no âmbito do processo de discussão pública sobre a construção dos empreendimentos e que terminou no passado dia 14 de Abril. A decisão do Governo sobre a construção ou não deverá ser conhecida em Junho.

A barragem vai fazer desaparecer, pelo menos do sítio actual, a Ponte de Arame, um dos ex-libris. Com quase cem anos, a travessia foi a primeira ligação entre duas freguesias, Salvador e Santo Aleixo. Até então, a passagem era feita através de poldras. O problema é que no Inverno, o rio subia as populações ficavam isoladas. A ideia de construção da ponte foi de um pároco que, num Natal, decidiu passar o bacalhau para o outro lado da margem através de um cabo de arame e uma roldana. A ponte deverá ser deslocalizada.

Além disso, com a barragem vão também ficar comprometidos vários percursos pedestres, parques de lazer e campismo e a Rota do Pão, um projecto em desenvolvimento e que prevê a recuperação de 13 moinhos e um pisão. E também colidirá com o desenvolvimento da segunda fase do Pena Aventura Park, um projecto privado na área dos desportos de natureza.

O presidente da Câmara, Agostinho Pinto, acredita que o \"mal será menor, se a barragem tiver aproveitamento turístico\". O que o preocupa são os que vão ser desalojados.

Margarida Luzio in JN, 2010-05-04
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MensagemAssunto: Nem Sampaio escapou a tentativa de burla   Ter Maio 11, 2010 3:06 pm

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Nem Sampaio escapou a tentativa de burla

por LUÍS MANETA
Hoje


Ex-presidente recebeu pedido do burlão belga, que aguarda julgamento na cadeia

Nem o presidente da República Jorge Sampaio escapou à "investida" do alegado "príncipe da Transilvânia", Tristan Jacques Gillot, acusado pelo Tribunal Central de Instrução Criminal de um total de cinco crimes de burla qualificada.

Apresentando-se como o príncipe herdeiro da Transilvânia, uma região montanhosa da Hungria e da Roménia conhecida como a "pátria" do conde Drácula, Tristan Jacques Gillot dirigiu ao então presidente da República uma carta, assinada representante legal em Portugal, Christian Bernard Decot, na qual solicitava uma audiência para "prestar informação detalhada sobre proposta de investimento para utilização no desenvolvimento de Portugal".

No ofício, dirigido ao então presidente Sampaio, e que ficou sem resposta, Tristan Gillot propunha--se "disponibilizar a sua linha de crédito, no Banco Mundial, em ONG [organização não governamental], garantida pela sua fortuna pessoal para utilização no desenvolvimento económico e industrial e, também, para fazer face à actual situação difícil no sector agrícola".

Christian Bernard Decot aproveitava a oportunidade para explicar a Belém a origem da imensa fortuna do seu conterrâneo, assegurando que "Tristan Gillot herdou da sua avó, Ilona Hocha (Princesa Erzebeth Bathory Ecsed et Somlyo de Transilvânia), viúva do milionário Sr. Piedbeuf, o dinheiro das minas de ouro, a céu aberto, da África do Sul, vendidas ao Governo dos Estados Unidos da América em 1975 (Fort Knox) e família Rothscild".

A acreditar nesta versão, o dinheiro acabou depositado no Banco Mundial, de onde poderia ser transferido para Portugal.

O Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP), dirigido pelo juiz Carlos Alexandre, acusou Gillot e Decot da prática de diversos crimes: o alegado "príncipe da Transilvânia" irá responder por cinco crimes de burla qualificada, enquanto o seu "representante" em Portugal, Christian Bernard Decot, viu confirmadas as acusações por sete crimes de burla qualificada (cinco consumados e os restantes tentados), três crimes de burla simples consumada e três de uso de documento falsificado.

Os dois homens, que se encontram em prisão preventiva depois de terem sido detidos pela Polícia Judiciária, são acusados pelo Ministério Público de ter "engendrado" um esquema de burla através do qual prometiam construir uma fábrica de construção de aviões (em Ponte de Sor, Évora e Arraiolos), que envolveria a criação de 300 postos de trabalho mas para a qual seria necessário obter financiamentos bancários até 250 milhões de euros.

No caso de Évora, a autarquia chegou a aprovar por unanimidade a cedência de 2688 metros quadrados à empresa liderada pelo alegado "príncipe da Transilvânia", denominada Falcon Wings, justificando a decisão com o facto de a empresa se preparar para investir 600 mil contos (três milhões de euros) e criar "300 postos de trabalho".

A acreditar na concretização deste investimento externo, seriam produzidos em Évora quatro tipos de avião, entre os quais um apresentado como sendo uma espécie de "todo-o-terreno do ar" e destinado a popularizar o transporte aéreo dado o baixo custo de comercialização.

Os outros modelos poderiam destruir minas, vigiar a floresta e até combater fogos. "Se o Governo pedir o avião para o ano que vem, temos capacidade de resposta",

A Falcon Wings chegou a dispor de uma construção prefabricada no Aeródromo Municipal de Évora - que nunca terá pago - onde recolhia candidaturas de emprego, tendo o projecto sido abandonado depois da detenção do alegado representante do "príncipe da Transilvânia".

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MensagemAssunto: Admiradora chama "brasa" a Obama   Sex Maio 14, 2010 4:40 pm

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Admiradora chama "brasa" a Obama

por H.T.
Hoje


Presidente abraçou mulher de 45 anos, mas avisou que a mulher estava a ver.

Antes de um discurso sobre economia em Buffalo, Barack Obama decidiu comer umas asinhas de frango no famoso Durff's Famous Wings, naquela cidade do estado de Nova Iorque. O que o Presidente não esperava era ser assediado por uma admiradora. Luann Haley deixou o inquilino da Casa Branca sem jeito quando o interpelou com um sonoro: "És uma brasa com um corpinho muito jeitoso!".

Obama rapidamente se recompôs da surpresa. E, fiel à reputação de homem descontraído, apressou-se a dar um abraço a esta fã, de 45 anos. Mas, pelo sim, pelo não, lá foi avisando que a mulher, Michelle, estava em casa a ver tudo pela televisão.

Pouco impressionada, Haley olhou de frente para as câmaras e disse: "Tudo bem. Olá Michelle, que inveja tenho de ti!". Um remate à altura para um almoço diferente na vida do Presidente Obama.

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MensagemAssunto: Acaba mal encontro com Chico Buarque   Dom Maio 30, 2010 11:24 am

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Acaba mal encontro com Chico Buarque

por DAVID DINIS, enviado ao Brasil e à Venezuela
Hoje


Sócrates foi tomar um café a casa do músico. A pedido deste, disse o seu gabinete. Chico Buarque desmentiu-o categoricamente.

Pelos melhores e piores motivos, a passagem de José Sócrates pelo Rio de Janeiro foi uma verdadeira aventura. Como em qualquer história há, porém, pelo menos um registo que o primeiro-ministro leva para casa: a de um café em casa de Chico Buarque, na melhor zona de Ipanema, com direito a fotografia para a posteridade.

Dizia quem acompanhava o PM que o momento se proporcionou por um pedido brasileiro do próprio cantor/compositor a Lula da Silva, seu amigo de longa data. Ao caso, uma cunha antiga: se lhe marcava um café com Sócrates. As razões para tal convite são desconhecidas.

Acontece que Chico Buarque desmentiu esta versão. Disse ao Público que foi Sócrates quem o quis conhecer. "Foi o vosso ministro quem pediu o encontro. Nem faria muito sentido eu pedir um encontro e o primeiro-ministro vir ter à minha casa", afirmou, mostrando-se indignado com a versão da história contada pelo staff de Sócrates.

A seguir a este desmentido, o gabinete do PM rectificou: afinal a iniciativa partira mesmo de Sócrates, que há algum tempo tinha dito a Lula que gostava de conhecer pessoalmente o cantor/escritor. E a versão inicial (Chico a pedir o encontro) não passara, afinal, de um "erro de transmissão" no gabinete.

Seja como for, Sócrates não hesitou. Cortou ao meio uma reunião com empresários e lançou-se ao trânsito para ter uns minutos com quem disse ser o seu símbolo de juventude.

O primeiro-ministro aproveitou para pedir autógrafos para distribuir pela família. Levava na cara um sorriso (para além de enorme cansaço), deixando cair um "vai ser um sucesso lá em casa".

No dia antes, de resto, o meio cultural brasileiro foi motivo para uma desventura. Estava marcado, também no Rio, um jantar no consulado com 35 personalidades da vida cultural da cidade.

Mas, nesse dia, José Sócrates não esteve para tanto. Deu ordem para reduzir o jantar ao mínimo, deslocou-o para um restaurante italiano da moda (também em Ipanema) e causou um embaraço ao cônsul português obrigado a desconvidar personalidades como a actriz Marília Pera, o ex-campeão do mundo de futebol Zico e, sobretudo, o ex-ministro e cantor Caetano Veloso.

Pelo meio, ficou um dia atribulado. Vários encontros bilaterais desmarcados no Fórum das Civilizações, mais por culpa da desorganização do evento; um encontro com empresários que acabou com cadeiras a mais para os presentes (cerca de 20); e umas declarações à comunicação social tiradas a ferros.

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MensagemAssunto: um 'anjo' com os pés assentes na terra   Dom Jun 27, 2010 10:33 am

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um 'anjo' com os pés assentes na terra

por ABEL COELHO DE MORAIS
Hoje


A baía de Sydney não é apenas conhecida pelo edifício da Ópera, pelos fogos-de-artifício que envolvem a sua ponte nem pela proximidade de belas praias. É também assinalada pela existência de um penhasco onde muitos vão para porem fim à vida. Para os dissuadir, lá está o 'anjo de Sydney'.

Don Ritchie muitas vezes teve de arriscar a sua vida para salvar a dos outros. Conhecido como o "anjo da guarda de Sydney", durante mais de meio século dedicou-se a vigiar um local à entrada do porto desta cidade australiana, o promontório The Gap, tristemente conhecido por ser um ponto procurado por aqueles que querem pôr termo à vida.

Apenas uma pequena vedação de um metro de altura bloqueia o acesso ao precipício. Só recentemente o município local pediu um subsídio ao Governo federal para edificar um muro de segurança mais elevado e outros sistemas de protecção.

O que não podia suceder em momento mais adequado: Ritchie anunciou que, aos 84 anos, vai reformar-se da sua função de "anjo da guarda".

"Creio que alguém irá aparecer para fazer o que tenho feito até aqui", disse na passada semana numa das entrevistas dadas aos jornais australianos e agências internacionais quando se soube que este antigo agente de seguros ia cessar a sua vigília ao The Gap.

Ritchie sabe por experiência própria o valor da vida e da morte. Nestes últimos anos, foi-lhe diagnosticado um cancro para o qual está a receber tratamento.

Marinheiro na sua juventude, Ritchie não segue uma qualquer estratégia psicanalítica nem sugere estar em condições de resolver os problemas e as causas de angústia na vida de cada um. "Apenas sorrio", explica. "De facto, muitos deles não querem pôr fim à vida. Querem principalmente que desapareça o sofrimento, a dor, por que estão a passar".

Por isso, Ritchie acredita que "alguém que seja capaz de se mostrar bondoso, de mostrar esperança, está em condições de ajudar muitas pessoas". É isso que ele faz: ofereço-lhes "uma alternativa" quando pergunta "se querem falar" e os convida para "tomarem um chá" na sua casa. "Às vezes aceitam." Claro que nem sempre conseguiu esse objectivo e nos seus tempos de maior destreza física foi forçado a impedir pessoas de saltarem enquanto a sua mulher, Moya, telefonava para a polícia. Numa das vezes, o próprio esteve quase a cair ao precipício, quando tentou impedir uma mulher de saltar. Se esta se tivesse lançado, ele teria caído primeiro.

Nesses tempos, Ritchie ajudava as equipas de salvamento a recuperarem os corpos dos que se lançavam do The Gap.

Para muitos, a localização da pequena moradia de dois andares deste casal com três filhas e três netos seria uma "maldição". A ideia de estar à janela e ver alguém do outro lado da rua saltar para o precipício não seria uma visão agradável. Mas para Ritchie e para a mulher é "uma bênção". "Acreditamos que é maravilhoso vivermos onde vivemos e ajudar as pessoas", diz Moya.

Isso mesmo reconheceu o Governo de Camberra ao entregar ao casal, em 2006, a Medalha da Ordem da Austrália, uma das mais importantes distinções civis.

Ritchie "não se deixa abater por ter morrido alguém. Já não se lembra do primeiro suicídio a que assistiu", diz a mulher. "Ele acredita que faz o melhor possível por cada pessoa, e quando as perde aceita que não havia nada a fazer naquele caso." Mas houve, pelo menos, 160 situações em que Ritchie conseguiu salvar vidas.

Num dos artigos sobre o "anjo da guarda de Sydney" era recordada uma história muitas vezes citada quando se fala do suicídio. É a história passada nos anos 70 de um homem que deixou uma mensagem no seu apartamento. Nela lia-se: "Vou andar até à ponte. Se alguém sorrir para mim durante o caminho, não saltarei." Ninguém sorriu. Aos 30 e poucos anos de idade, lançou-se da Ponte Golden Gate, em San Francisco. É esta a diferença entre a vida e a morte. É este o valor do sorriso de Don Ritchie.

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MensagemAssunto: Ronaldo Jr. vale 180 milhões de euros   Qui Jul 08, 2010 2:55 pm

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Ronaldo Jr. vale 180 milhões de euros

por ANA CARRETEIRO, com NUNO CARDOSO
Hoje


Filho do futebolista é o único herdeiro da fortuna, que inclui casas, carros e muito dinheiro.

O filho de Ronaldo é o único herdeiro de CR9. Segundo especialistas financeiros contactados pelo jornal Daily Star, a fortuna de Ronaldo valerá mais de 180 milhões de euros quando o futebolista acabar a carreira.

O bebé nasceu a 17 de Junho e, alegadamente, está à guarda da sua avó Dolores Aveiro, numa casa de férias, em Vilamoura. O jogador continua em Nova Iorque, ao lado da namorada, a manequim russa Irina Shayk (ver caixa). Perseguido por paparazzi, Ronaldo faz um dia-a-dia normal e insiste em não falar à imprensa sobre o filho.

Aos 25 anos, CR9 já tem um património avaliado em vários milhões de euros. Na publicidade, Ronaldo já deu a cara por marcas como a Nike, o BES, a Armani, a Linic ou a Motorola. Em Fevereiro último, CR9 renovou o contrato com a Nike, passando a receber mais de seis milhões de euros por ano, até 2014. Ronaldo tem sido também o protagonista das campanhas do BES, numa relação que já vem de 2003. Segundo a Agência Financeira, além do cachê o contrato prevê que "parte significativa" do pagamento seja feito em acções do BES. No final de 2009, Ronaldo assinou um contrato com Giorgio Armani, fazendo furor em todo o mundo com a campanha de roupa interior que protagonizou em Janeiro. No que toca a casas, Ronaldo não brinca. A vivenda de Madrid tem uma área de mil metros quadrados e conta com cinco suites, piscina e jardim. Viver na urbanização La Finca, onde se situa a vivenda, oscila entre os sete e os 12 milhões. CR9 tem ainda a sua mais antiga aquisição, a casa da Quinta da Beloura, em Sintra, à venda por 990 mil euros.

Em construção está a nova moradia de luxo no Gerês. Em Fevereiro, ofereceu uma moradia à irmã Kátia, na Moita, no valor de 250 mil euros. Em carros, CR9 tem à sua disposição um Ferrari, um Porsche Panamera Turbo, um Audi K7, um Audi RS8 e, ainda, um quinto, que está "escondido" e cuja marca, e modelo, é segredo.

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MensagemAssunto: Cristiano Ronaldo pinta as unhas do pés   Qui Jul 08, 2010 9:14 pm

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Cristiano Ronaldo pinta as unhas do pés

Hoje


Cristiano Ronaldo é obcecado por moda, já se sabe. Mas desta vez o jogador do Real Madrid e da selecção nacional espantou toda a gente ao aparecer com as unhas dos pés pintadas.

A fotografia que ilustra esta excentricidade do jogador surge no site norte-americano TMZ, onde é possível ver Ronaldo com as unhas dos pés pintadas de cor preta. A foto foi tirada no domingo, num clube de Nova Iorque. O craque, depois da eliminação de Portugal no Mundial e de ter sido notícia por causa do filho, encontra-se a passar uns dias de férias nos Estados Unidos com a namorada Irina Shayk.



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MensagemAssunto: Quatro meses num quarto com 40 cobras venenosas   Sex Jul 09, 2010 3:56 pm

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Quatro meses num quarto com 40 cobras venenosas

Hoje


David Jones quer entrar para o livro dos recordes e diz que este é o 'grande desafio' da sua vida

David Jones, um carpinteiro inglês, vai morar durante quatro meses com uns companheiros de quarto perigosos e muito pouco habituais. Este homem, com o objectivo de entrar para o Guiness, aceitou o desafio de partilhar o mesmo espaço durante 114 dias com 40 espécies de cobras venenosas.

O quarto alugado fica situado na localidade de Chameleon Vilage, na África do Sul. E aparentemente este carpinteiro está mesmo disposto a cumprir até ao fim a sua missão. "Muitas pessoas arriscam a vida para escalar o Monte Evereste. Este é o grande desafio da minha vida", disse ao jornal inglês 'The Telegraph', referindo-se ao enorme perigo a que está sujeito pois a qualquer momento pode ser mordido por uma das 40 cobras.



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MensagemAssunto: Ronaldo foge à multidão por porta da cozinha do restaurante   Qua Jul 14, 2010 3:44 pm

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Ronaldo foge à multidão por porta da cozinha do restaurante

por IRINA FERNANDES
Hoje


O internacional português foi jantar à Marina de Vilamoura e os fãs não lhe deram descanso. CR9 deixou recinto perto da meia-noite surpreendido pela histeria e cabisbaixo

Cristiano Ronaldo sentiu na segunda-feira à noite o outro lado da fama. Por volta das 23.40 e depois de desfrutar de um tranquilo jantar numa sala privada do restaurante Prime, localizado na Marina de Vilamoura - mesmo ao lado da loja de roupa da marca CR7, que o futebolista abriu recentemente -, o capitão da selecção nacional foi "assaltado" por uma multidão de fãs em histeria.

Mal se aperceberam da presença do futebolista do Real Madrid nas redondezas, foram muitos os clientes que se levantaram de imediato, ávidos por ver de perto o futebolista. Choro, euforia e o flash de dezenas de máquinas fotográficas surpreenderam o jogador e fizeram-no recuar. Perante tal cenário, Ronaldo, de 25 anos, não teve outra alternativa senão procurar uma fuga. Com a ajuda de alguns empregados do restaurante, que tentaram convencer a multidão de que o cliente famoso já não estava ali, CR9 lá acabou por sair... pela porta da cozinha. "Ele ficou surpreendido por ver tanta gente e ficou sem reacção. Foi-se embora de cabeça baixa", explicou ao DN uma testemunha. Nas traseiras do restaurante, o internacional português tinha à sua espera o Audi Q7 que ofereceu ao cunhado, José Pereira. "O Ronaldo entrou pela porta traseira do lado direito do carro. A mãe também estava no banco de trás e o cunhado ia num dos bancos da frente… O Cristiano não conversou com a mãe e seguiu no carro a olhar em frente com um ar desiludido", contou outra fonte.

Clientes saíram sem pagar

A noite em Vilamoura, que ficou marcada pela emoção dos fãs de CR9, trouxe ainda alguns dissabores a comerciantes locais. Houve quem aproveitasse os momentos de confusão em torno do jogador mais caro do mundo para abandonar um espaço de restauração sem pagar a conta. "Estávamos a jantar e ouvimos um homem dizer para a mulher: 'Vamos embora! Vamos embora.' Eles até iam pagar a conta, mas levantaram-se e foram", relatou uma outra fonte que jantava num estabelecimento próximo daquele onde esteve Ronaldo.

O futebolista abandonou a marina às 23.50 e voltou então a refugiar-se na sua casa em Vilamoura. É nesta moradia de luxo que, depois de ter anunciado ao mundo que tinha sido pai e de ter desfrutado um período de férias em Nova Iorque ao lado da namorada, a manequim russa Irina Shayk, o extremo do Real Madrid está alojado com a família e o pequeno Cristiano Ronaldo Júnior, nascido a 17 de Junho último, com 4,300kg e 53 centímetros.

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MensagemAssunto: Ronaldo gasta 450 mil euros em quatro relógios   Seg Ago 02, 2010 5:04 pm

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Ronaldo gasta 450 mil euros em quatro relógios

por Agências
Hoje


O craque português adora 'jóias' da marca suíça Delacour com diamantes incrustados. Mas não é o único

Cristiano Ronaldo gastou 450 mil euros na compra de quatro relógios da marca suíça Delacour. A notícia foi avançada na edição de hoje do jornal 'Marca', numa altura em que a comitiva do Real Madrid se encontra em digressão nos Estados Unidos.

Os relógios Delacour são autênticas jóias e assim se explica o elevado preço. Muitos têm diamantes incrustados e pulseiras em ouro.

Cristiano Ronaldo, aliás, é um fã desta marca. Curiosamente há um ano, quando assinou contrato com o Real Madrid, surgiu com um modelo destes avaliado em 80 mil euros.

Os Delacour estão muito na moda entre os futebolistas. Sergio Ramos, colega de equipa de Ronaldo no Real Madrid, também tem alguns exemplares. E a semana passada, os responsáveis do clube turco Besiktas, ofereceram um relógio desta marca ao espanhol Guti para assinalar a sua contratação

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MensagemAssunto: Ninguém quer viver em casas manchadas pelo crime   Dom Ago 08, 2010 11:45 am

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Ninguém quer viver em casas manchadas pelo crime

por JOANA CAPUCHO
Hoje


As habitações onde ocorrem crimes sangrentos ficam, muitas vezes, vazias. Poucos gostam de comprar uma casa onde ocorreram mortes violentas. Mesmo que os preços desvalorizem muito, como é frequente, as pessoas resistem.

Especialistas explicam que é o medo mítico dos fantasmas que afasta potenciais novos proprietários. O castelo na Carqueja do 'rei Ghob' pode tornar-se em mais uma casa-fantasma, desabitada e sem interessados.

Um castelo gótico no pataco lugar de Carqueja, em São Bartolomeu dos Galegos (Lourinhã). Um jardim com figuras da Disney, como a Branca de Neve e os Sete Anões. Anjos e querubins em pedra. Câmaras de vigilância nos torrões. Réplicas de brasões medievais. Francisco Leitão, de 41 anos, conhecido como "rei Ghob", transformou a casa que herdou num castelo associado ao culto pagão.

O castelo que se destaca nas poucas casas que povoam Carqueja foi construído pelo "rei Ghob" nos últimos cinco anos, com sucessivos acrescentos. "Um indivíduo que vive num castelo é uma pessoa com características egocêntricas e narcisistas, que acredita ser superior aos outros", explica ao DN Francisca Rebocho, especialista em psicologia criminal, para quem a vontade de habitar um castelo demonstra que o rei do Gnomos é um indivíduo que "sente necessidade de chamar a atenção".

Segundo Francisca Rebocho, o castelo, as réplicas de brasões medievais e os gnomos são indícios da sua "aspiração monárquica". Pondo de lado a hipótese de devaneio, a psicóloga defende que "é narcisismo, mais do que delírio".

Carlos Poiares, docente de psicologia forense, acredita que o castelo de Francisco Leitão "é uma metáfora da sua vida e daquilo em que ele acredita". O psicólogo refere-se aos vídeos que o rei publicou na Internet, anunciando o fim do mundo. "Uma fortificação que engloba todas as defesas contra as invasões externas por ele anunciadas", reforça.

Se em Inglaterra existem multidões de mansões e castelos assombrados, em Portugal há casas que, na sua maioria por terem sido manchadas de sangue, se tornaram malfadadas. Essas casas desvalorizam e, ainda assim, a sua venda é difícil. "Há maior dificuldade na venda de habitações onde ocorreram crimes violentos: se as pessoas souberem o que aconteceu, não vão querer viver nessa casa. Mas isto depende da sensibilidade de cada um", diz ao DN Luís Lima, presidente da Associação Portuguesa de Empresas de Mediação Imobiliária (APEMI).

Moita Flores, especialista em investigação criminal, refere que a dificuldade na venda dessas habitações "está relacionada com a multiplicação do medo da morte, da violência, da ausência de alegria". "As pessoas têm medo de estar nos sítios onde os crimes aconteceram. Isto está relacionado com o pensamento mítico que ainda se mantém de que o fantasma da pessoa que morreu apareça e provoque estragos imensuráveis", esclarece Carlos Poiares.

Quando o suicídio ocorre em casa, a habitação também passa a ser mal olhada e, por isso, desvalorizada.


MORADIAS DE MORTE


Praia da Luz

Ninguém compra o apartamento de Maddie

O imóvel, pertencente a uma inglesa, foi colocado à venda, em 2008, por 200 mil euros, mas só tem havido interessados em vê-lo por curiosidade. Excursões desde o Norte do Pais chegaram a incluir o local nos seus programas. O apartamento nº. 5 A do resort The Ocean Club, situado na Praia Luz, no concelho de Lagos, de onde a inglesa Madeleine McCann, de três anos, desapareceu misteriosamente na noite de 3 de Maio de 2007 quando passava férias com os pais e os dois irmãos, também menores, continua fechado e à venda, desde Agosto do ano seguinte por 200 mil euros, embora já não exista placa informativa no local. O mediatismo mundial em torno do caso "não retira valor nem o dá" ao imóvel, de rés-do-chão e tipologia T2, localizado a cerca de 200 metros da praia, dizem ao DN empresários do sector imobiliário.

José Manuel Oliveira

Vale de Ílhavo

Casa onde Tó-Jó matou os pais foi comprada, mas voltou ao mercado


No dia 12 de Janeiro de 1999, a localidade de Vale de Ílhavo, no concelho de Ílhavo, acordou com uma verdadeira cena de terror: Tó-Jó, de 23 anos, assassinou brutalmente os pais, um conhecido médico, Jorge Machado, e a esposa, Maria Fernanda. No dia do último eclipse solar do ano, o número 60 da Rua Prior Valente, em Vale de Ílhavo, ficou manchado de sangue. O casal foi morto com dezenas de facadas e houve, ainda, tentativa de pegar fogo ao local. Houve teorias de que o crime se tinha ficado a dever a um ritual satânico. A moradia estava inacabada. Cerca de cinco anos depois foi comprada. Os compradores, que são ainda os proprietários, acabaram a construção. Mas o DN soube que já fizeram várias tentativas para vender a habitação. "Dizem que os donos não se sentem bem lá", conta uma vizinha.


Joana Capucho, em Aveiro


Borralheira

Café da Borralheira mudou de dono, mas continua a funcionar

Em Novembro de 2007, o Café Regional, localizado na principal rua da localidade da Borralheira, concelho da Covilhã, tornou-se notícia nacional. Era o local onde João Inácio, um homem de 42 anos, tinha sido encontrado morto. Estava atado às grades da janela e às jantes de um carro.

O café encerrou mas reabriu depois. José Cruz Reis foi o homem que decidiu arrendar. "Esse assunto aqui não é comentado. As pessoas querem esquecer. Não sei se este local lhes traz, ou não, lembranças", explica. Já Valdecir Bittencourt, o homem que em 2007 explorava o espaço, assume que os acontecimentos daquela noite mudaram a sua vida. "Se aquilo não tivesse acontecido, provavelmente ainda estava no café. Mas de 30 quilos de café que eu vendia mensalmente, passei a vender menos de cinco", conta.

Catarina Canotilho, Fundão


Bairro de Santa Eugénia

Casa onde agente imobiliária foi morta voltou ao mercado de aluguer


18 meses depois do crime, que abalou a cidade viseense, o andar onde a agente imobiliária foi encontrada morta está de novo no mercado de arrendamento.
Dulce Moreira, agente imobiliária, foi encontrada morta num 5.º andar de um prédio do Bairro de Santa Eugénia, pelo próprio filho, a 15 de Dezembro de 2008.

Preparava-se para alugar o apartamento a um potencial cliente que a terá, alegadamente, degolado.

Anabela Nunes, agente imobiliária da cidade e testemunha no julgamento, confirma que o andar "esteve vazio" mas actualmente não sabe se foi alugado. Na vizinhança, ninguém gosta de falar do assunto. São necessários muitos telefonemas para encontrar a resposta. "A casa foi alugada e voltou ao mercado. O proprietário não pode arcar com os prejuízos pelos disparates dos outros", conta o proprietário de uma imobiliária na Ribeira.

Amadeu Araújo, em Viseu


S. Xisto

Aldeia mantém três habitantes após metade da população ter sido assassinada

Encavalitada no Douro, desde cedo que S. Xisto, em S. João da Pesqueira, cujas casas fazem jus ao nome, viu partir os seus. A aldeia, que já teve 40 habitantes, chegou a 2005 com apenas sete. A meio da tarde de 21 de Janeiro de 2005, de uma só vez morreram quatro habitantes: Augusto Vila Real, de 60 anos, Alice Ribeiro, 64, Ernesto Ermida, 76, e Etelvina Lopes, 75. Em 30 minutos, metade da população foi dizimada por Augusto Vila Real, que nos tempos vagos disparava a caçadeira pelos montes. Movido pelos ciúmes, matou a mulher e três vizinhos. Do crime, que correu mundo, quase ninguém se lembra. Hoje "restam os três habitantes e os turistas", conta Adelino Nascimento, presidente da Junta de Freguesia de Vale Figueira. "A tragédia é a desertificação não a loucura de um homem. O que lá vai, lá vai."

Amadeu Araújo, em Viseu

Madragoa

Casa onde degolaram italiana nunca mais foi habitada

As águas-furtadas do n.º 98 da Rua das Madres (na Madragoa) não voltaram a ser habitadas desde que, há dois anos, foi lá assassinada Marilina, uma italiana de 39 anos. Maria Drisolina Anna Ciraudo foi degolada com um objecto contundente em Março de 2008 e, na altura, a notícia transformou aquela pacata zona da cidade de Lisboa num rebuliço, onde se instalou o medo. No prédio onde a jornalista foi morta, o 1.º andar é habitado por três rapazes entre os 20 e os 30 anos. Há três anos que vivem ali, acompanharam o que aconteceu, mas nunca lhes passou pela cabeça mudarem de casa. "A porta não foi arrombada e, pelo que se percebeu na altura, terá sido uma questão pessoal que levou àquela morte. Por isso, nunca tivemos necessidade de mudar", conta um dos jovens.

Isaltina Padrão

Cacém

Vivenda que serviu para tortura e homicídio continua mal frequentada

O cheiro nauseabundo e o quintal coberto de lixo e mato não deixam dúvidas a quem passa pelo número cinco da Rua Virgílio Lory, no Cacém, Sintra. Apesar de estar a poucos metros de uma das ruas mais movimentadas da cidade, a vivenda abandonada continua a atrair diversos tráficos e já foi cenário de uma longa sessão de tortura que culminou com a morte de um jovem de 27 anos.
Há quase um ano, dois irmãos angolanos sequestraram, torturaram e acabaram por matar um cabo-verdiano, alegadamente por acreditarem que este estava envolvido num assalto a um dos irmãos. Segundo se conta na rua, a casa esteve vazia e fechada até há cerca de dez anos ter sido assaltada. Desde então "é usada por sem-abrigo, traficantes e prostitutas", apesar "das limpezas" que a PSP efectua esporadicamente.

Luís Galrão, em Sintra

Vila Fria

Quinze anos depois, palco de triplo homicídio continua deserto mas já tem novo dono

As ervas pela entrada da casa e uma pintura a precisar de tratamento indiciam pouca utilização, mas Albina garante que todas as semanas por lá passa. "Para tratar das coisas, dos jardins e da casa. Porque agora é de uns amigos nossos", começou por explicar ao DN. Depois de 12 anos fechada, a casa onde ocorreu um dos mais graves homicídios que há memória no Minho, continua deserta. A mesma onde a 10 de Agosto de 1995 Rui Amorim matou, a golpes de machado e faca, os dois tios e o filho destes. A pacata freguesia de Vila Fria, Viana do Castelo, nunca mais foi a mesma. O tempo foi passando e o único filho vivo das vítimas emigrou para a Alemanha. "Quis vender a casa mas ninguém a comprou porque dizem que estava embruxada", confessa outro vizinho. Após 12 anos à venda, agora é propriedade de um emigrante em Andorra. Custou 125 mil euros. Uma pechincha, dizem.

Paulo Julião, em Viana do Castelo

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MensagemAssunto: Primeiro computador nacional foi salvo do lixo   Dom Set 05, 2010 1:20 pm

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[ize=18]Primeiro computador nacional foi salvo do lixo[/size]

por Lusa
Hoje


Aparelho resgatado está guardado no sótão da casa de um professor nos Açores. Na altura custava o equivalente a 500 mil euros.

O primeiro computador utilizado para investigação em Portugal foi salvo da lixeira por um professor universitário dos Açores. A relíquia está no sótão de sua casa em Angra do Heroísmo.

"É o modelo PDP 11, de tecnologia norte-americana, com uma disquete com 246k de memória, que foi para a Universidade de Coimbra em 1974 e que, no início dos anos 80, estando destinado à sucata, eu trouxe para Angra do Heroísmo", revela Félix Rodrigues, em declarações à Lusa.

Este professor de Física, Matemática e Ambiente do Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores é um amante "de velharias", desde que tenham "significado para compreender o presente".

"No âmbito da cooperação entre as duas universidades consegui que [o computador] viesse para a universidade açoriana e ali trabalhou três ou quatro anos, mas depois, também devido à evolução tecnológica, o seu futuro era a lixeira", recorda.

Nessa altura, Félix Rodrigues tentou que "fosse colocado no Museu da Ciência da Universidade dos Açores ou no Museu de Angra do Heroísmo", mas a ideia não teve acolhimento, pelo que o computador "parou no sótão" da sua casa.

"Apesar dos protestos familiares, não o deito fora porque é um bem histórico", diz o docente, embora esteja consciente de que este "não é o local apropriado" para a relíquia.

Ao primeiro olhar, parece um camiseiro, apenas o ecrã deixa entender, ainda que vagamente, que o aparelho tem outras funções. Analisar e descrever este computador - cuja disquete tem o tamanho da roda de um automóvel - "é fazer a história da evolução da tecnologia, que deu passos de gigante ao longo de uma década, mais do que nos dez séculos anteriores", explica Félix Rodrigues.

"A maioria dos jovens que hoje lidam com um PC de secretária e uma pen drive não faz ideia nenhuma da história que está por trás dos computadores, incluindo a espionagem industrial", frisa o professor universitário.

Félix Rodrigues recordou, a este propósito, notícias que "davam conta de que a ex-União Soviética se apropriara dos esquemas do computador e começara a fabricar clones".

"Este modelo, o mais avançado da alta tecnologia norte-americana da época, eficaz em controlo de redes e investigação científica, custava a módica quantia de 650 mil dólares, qualquer coisa como 512 mil euros actualmente", salientou Félix Rodrigues.

A disquete usada no computador podia armazenar uma tese universitária com mil páginas, mas com poucos gráficos e fotografias. No entanto, não tinha capacidade para gravar uma fotografia de alta definição.

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MensagemAssunto: O último ferreiro de Vale de Frades   Qua Out 27, 2010 12:06 pm

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Ernesto Pires
Vimioso


O último ferreiro de Vale de Frades

Ainda era criança quando começou a aprender a arte que o pai já tinha herdado dos seus antepassados. Ernesto Pires é o último ferreiro de Vale de Frades, no concelho de Vimioso.

Aos 77 anos, o artesão teima em manter viva a profissão de família, apesar do volume de trabalho ter vindo a diminuir e da saúde já lhe faltar para moldar o ferro.
“Ando aleijado já há alguns anos. Mas ainda divido o tempo no campo e na oficina. Sou o maior produtor de azeite de Vale de Frades. Na forja ainda vou fazendo uns trabalhitos, apesar das máquinas agrícolas terem substituído a maioria das ferramentas”, conta Ernesto Pires.

O ferreiro recorda os tempos árduos em que trabalhava com o pai. “Durante o Inverno começava-se a trabalhar ainda de noite e era até às tantas. O meu pai também tinha lavoura, então nos meses de Inverno marcava um dia para cada lavrador, chamávamos-lhe nós a frauga. Quando não se acabava naquele dia pegava-se no trabalho no dia seguinte”, explica Ernesto.

É um trabalho duro, por isso não teve seguidores. “ É dos trabalhos mais ingratos e mais forçados que existe, mas eu ainda me lembro da minha mãe me ir chamar à escola para vir dar ao fole. Naquele tempo, mal chegava à argola. Mas quando tinha para aí uma dúzia de anos comecei logo a trabalhar com o malho na bigorna”, salienta o ferreiro.

Ernesto Pires realça a influência da vizinha Espanha no trabalho desenvolvido pelo seu pai. Aliás, foi Ernesto que passou a salto a bigorna que tem na oficina. “O meu pai tinha uma terra junto à fronteira. Então meteu a bigorna dentro de uma saca e eu trouxe-a às costas para o lado de cá. Depois carregamo-la em cima de uma carroça e cobrimo-la com lenha, que era para os guardas não verem”, recorda o artesão.

Na oficina o trabalho não dava tréguas. Vinham pessoas de longe para arranjar as ferramentas com que trabalhavam a terra, o que, por vezes, obrigava a trabalhar até ao domingo. “Aos 12 anos, eu e o meu irmão já fazíamos trabalho de adultos”, lembra.

Numa visita à forja, Ernesto Pires mostra as máquinas que usa para moldar o ferro e enaltece que algumas foram criadas pelo seu pai, que apesar de não saber ler nem escrever, “era um homem inteligente”. “Antigamente aqui os arados eram de madeira, mas em Espanha começaram a fazer de ferro. Então o meu pai, mais conhecido pelo Tio Carriço, viu e fez os primeiros arados de ferro aqui na aldeia”, recorda o artesão.

Ernesto Pires recorda os tempos em que o trabalho era de sol a sol e afirma que a dureza do trabalho afasta seguidores.

A par das ferramentas, na forja desta família também era feita a circunferência em ferro para encaixar as rodas das carroças de animais. “Foi ele [pai] que criou a máquina para fazer a circunferência com o ferro”, acrescenta.
A par da profissão de ferreiro, Ernesto também aprendeu a arte de ferrador. Era na forja que fazia as ferraduras que usava para “calçar” os animais. Hoje, apesar da saúde já não o ajudar, ainda mostra como se ferra um animal para proteger os cascos.

A forja comunitária também foi construída pela Junta quando o “Tio Carriço” adoeceu e teve que parar durante uns tempos. “Na altura, vinha cá um ferreiro de Avelanoso fazer o trabalho. Depois eu e o meu irmão seguimos as pisadas do meu pai”, conta Ernesto Pires.

Teresa Batista, Jornal Nordeste, 2010-10-25
In DTM

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MensagemAssunto: Jornais ignoraram adesão portuguesa ao FMI há 50 anos   Qua Nov 17, 2010 11:22 am

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Jornais ignoraram adesão portuguesa ao FMI há 50 anos

por Lusa
Hoje


Portugal entrou no FMI há 50 anos. Se a imprensa não se cansa de noticiar hoje as relações com o fundo monetário, há meio século, a adesão de Portugal nem sequer mereceu honras de notícia.

"O Governo decreta e eu promulgo, para valer como lei, o seguinte: É aprovado, para adesão, o acordo relativo ao Fundo Monetário Internacional", referia o texto do Decreto-Lei 43.338, de 21 de Novembro de 1960, assinado por Américo Thomaz e, logo de seguida, pelo presidente do Conselho de Ministros, António de Oliveira Salazar.

Com a censura a cortar a azul os conteúdos dos jornais e a ditadura a dar o mote à cobertura noticiosa, a imprensa de 21 de Novembro de 1960 destacava as respostas de Lisboa ao que os jornais titulavam como "calúnias" na assembleia geral das Nações Unidas por causa da questão colonial portuguesa.

Nas Nações Unidas, cada vez mais países acusavam Portugal de ser um país colonialista. Lisboa contestava, afirmando que tinha províncias ultramarinas num quadro da nação pluricontinental. A imprensa de então apoiava o regime, acusava Nehru, na Índia, de "caluniar Portugal" e dava destaque às posições de Franco Nogueira, representante português na ONU, que "só, isolado, batendo-se, tendo saído vencido mas não convencido, manteve-se firme, não tergiversou, não fez marcha-atrás!"

A entrada de Portugal no FMI passou assim despercebida neste contexto, sem sequer uma notícia no dia -- nem nos seguintes - em que o Presidente da República Américo Thomaz promulgava em Diário da República a aprovação da adesão portuguesa ao FMI.

Nos jornais Diário de Notícias, República, Diário Popular e Século, o FMI nem sequer existia. Só Diário de Lisboa ("transportado para o Porto nos aviões da TAP", dizia orgulhosamente a capa) foi excepção, com um título complicado para um texto que elogiava o FMI.

"Revela um acordo entre as autoridades monetárias dos dois lados do Atlântico a recente oscilação do preço do oiro", titulava o jornal, na página 16, elogiando o papel da colaboração internacional entre as autoridades monetárias internacionais e acrescentando que quando o preço do metal tinha subido, poucos dias antes, "o rápido abastecimento do mercado obrigou a baixar de novo o seu preço".

"A reunião anual dos governadores do Banco Mundial e do Fundo Monetário Internacional é uma ocasião importantes para estabelecer esses contactos e para preparar decisões", dizia o jornal.

O Diário de Lisboa dava também voz ao sueco Per Jacobsson, então director geral do FMI, que "energicamente" defendia a colaboração entre as autoridades monetárias, segundo o jornal. "É essencial que haja estreito contacto entre as entidades financeiras dos dois lados do Atlântico. O FMI tem sido muito útil, sob esse aspecto", dizia Jacobsson.

Ao todo, há meio século, a realidade nos jornais era exactamente a oposta da actual, quando os jornais não param de falar da possível entrada do FMI em Portugal. Em 1960, era Portugal que entrava no FMI e os jornais não tocavam no assunto. O Benfica não tinha, até Novembro, sofrido nenhuma derrota no campeonato nacional de futebol e tinha mesmo ido, segundo a machete do Diário de Lisboa, no jogo contra a CUF, "do nada ao máximo".

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MensagemAssunto: Partem os jovens… permanecem os «velhos»   Qui Dez 02, 2010 3:05 pm

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Vale da Pena
Vimioso




Partem os jovens… permanecem os «velhos»

Numa encosta protegida pelo sol guarda Vale da Pena e as suas gentes, que há muito “abandonaram” a aldeia.
Intimidada pela presença alheia, Maria Fernandes esconde a cara da objectiva, com receio de que algum mal lhe possa advir da conversa contrariada com estranhos às suas memórias.

Sem saber ler, não consegue verificar o logótipo na viatura do Jornal Nordeste e oculta-se sob as suas vestes negras. A picar abóboras para alimentar os suínos, esta senhora de 89 anos nasceu e criou-se para eleger Vale da Pena como última morada.

Situada no concelho de Vimioso, numa encosta propícia à lavoura, a aldeia, que conta, actualmente, com cerca de 40 residentes fixos, é uma terra deveras dada ao azeite. A trabalhar no campo, bem no interior do povo, estava um grupo de seis pessoas que varejava os olivais.

Aquilo que distingue Vale da Pena é, essencialmente, a sua situação geográfica. Ao declarar-se numa encosta, fá-lo em termos de clima, tornando-se mais vantajosa para os produtos hortícolas do que outras aldeias anexas. Um facto desvalorizado, já que poucos são aqueles que se dedicam à agricultura a tempo inteiro. “Se as pessoas que estão cá ainda fizessem alguma coisa com a terra, acho que sairiam bastante beneficiadas pelo facto de viverem numa encosta”, afirmava, quando, abruptamente, foi interrompida na conversa pela queda, demasiado próxima, de um ramo monumental.

Já Glória Pires nasceu em Vale da Pena, mas habita em Vimioso. Hoje, regressa para a apanha da azeitona e expõe o sentimento de tristeza que a invade sempre que regressa ao “deserto”. “Gostava de ver aqui mais pessoas porque quando venho cá sinto tristeza de ver a aldeia deserta, sem ninguém”, manifesta Glória, que há 18 anos trabalha no Lar de Pinelo como encarregada.

Aldeia conquistou condições, mas perdeu as pessoas que lhe davam ritmo e vida.

Ao longo das últimas décadas, a aldeia cuja padroeira é Nossa Senhora da Piedade, conquistou inúmeras condições, sobretudo, de habitabilidade, mas perdeu o mais importante, as pessoas que lhe davam ritmo e vida. Somente no Verão, consegue reconquistar parte desses tempos idos. “Modificaram-se as ruas, os esgotos, não havia telefone e, agora, há telefone, há luz, isso temos. Pronto, mas, mais do resto… Fizeram-se umas casas novas, mas estão desabitadas porque as pessoas estão para fora e só vêm de férias no mês de Agosto”, revelou Glória, referindo-se aos emigrantes e a outras pessoas da aldeia, que, ficando em Portugal, partiram em busca do sonho. Resumido, essencialmente, em melhores condições de vida.

É o caso de Nuno Pires, que rumou em direcção ao calor dos trópicos. Hoje, é o orgulhoso chefe de um restaurante nas Ilhas Canárias. O jovem de 28 anos regressa às origens, normalmente, quando se encontra de férias e fá-lo por vários motivos: para abraçar a família, para ver os amigos, para matar saudades da sua terra lusa, companheira de infância. “Fui embora pelas mesmas razões de toda a gente que parte. Falta de emprego, à procura de uma vida melhor e pela aventura, também”, confessa Nuno.

“Enquanto que a maioria dos jovens decidiu, por bem, partir, houve outros, poucos, que tomaram a decisão contrária. Arnaldo Martins é o exemplo de alguém que optou por ficar, apesar das contrariedades inerentes à sua permanência. “Dinheiro não há, pessoas, somos muito poucas, arranjar trabalho é complicado”, expõe. Com 49 anos, Arnaldo é pintor de profissão e trabalha por conta própria nas redondezas de Vale da Pena. Apesar das dificuldades e de certas privações, Arnaldo não desanima. “Há muita coisa que faz falta! Postos de trabalho, principalmente, que aqui quase não há. Mas, no momento de crise em que nos encontramos, uma pessoa não pode exigir muito”, afirma, ciente do estado de declínio a que a economia portuguesa chegou. “Batemos fundo”, ironiza, enquanto ajuda os familiares a executar o primeiro passo no processo de obtenção do azeite, a apanha da azeitona.


Bruno Filiena, Jornal Nordeste, 2010-12-02
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MensagemAssunto: Avião angolano deixa cair peças em rua de Almada   Seg Dez 06, 2010 2:58 pm

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Avião angolano deixa cair peças em rua de Almada

por dn.pt
Hoje


A aeronave pertence à TAAG (Transportadora Aérea de Angola) e tinha acabado de descolar do aeroporto da Portela. Os destroços caíram numa rua de Almada, causaram dois feridos ligeiros e danificaram várias viaturas

Um avião da TAAG (Transportadora Aérea de Angola) largou hoje, cerca das 12h30, várias peças em metal ao descolar do aeroporto da Portela, danificando vários carros em Almada e causando dois feridos ligeiros, noticiou a SIC Notícias.

O avião, que tinha Luanda como destino, foi por isso obrigado a regressar ao aeroporto de Lisboa e a aterrar de emergência. De acordo com a RTP, também em Cacilhas caíram algumas peças do avião. O Boeing 777 da TAAG terá ainda descarregado parte do combustível na zona da Costa da Caparica.

Em declarações à agência Lusa, o comandante dos bombeiros voluntários de Almada, Vítor Espírito Santo, disse que se tratavam de "pequenos destroços metálicos, com cerca de cinco por 15 centímetros, pertencentes a um avião", que caíram "pelo menos em quatro pontos da cidade de Almada".

Os bombeiros não tinham registo de feridos e quanto a estragos falavam apenas num veículo atingido, apesar de nas imagens da SIC Notícias se verem mais

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MensagemAssunto: Avião angolano deixa cair peças em rua de Almada   Seg Dez 06, 2010 5:42 pm

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Avião angolano deixa cair peças em rua de Almada

por dn.pt
Hoje


A aeronave pertence à TAAG e tinha acabado de descolar do aeroporto da Portela. Os destroços caíram numa rua de Almada, danificaram várias viaturas, mas os bombeiros dizem que não há feridos

Um avião da TAAG (Transportadora Aérea de Angola) largou hoje, cerca das 12h30, várias peças em metal ao descolar do aeroporto da Portela, danificando vários carros em Almada, noticiou a SIC Notícias.

O avião, que tinha Luanda como destino, foi por isso obrigado a regressar ao aeroporto de Lisboa e a aterrar de emergência. De acordo com a RTP, também em Cacilhas caíram algumas peças do avião. O Boeing 777 da TAAG terá ainda descarregado parte do combustível na zona da Costa da Caparica.

Em declarações à agência Lusa, o comandante dos bombeiros voluntários de Almada, Vítor Espírito Santo, disse que se tratavam de "pequenos destroços metálicos, com cerca de cinco por 15 centímetros, pertencentes a um avião", que caíram "pelo menos em quatro pontos da cidade de Almada".

Os bombeiros não tinham registo de feridos e quanto a estragos falavam apenas num veículo atingido, apesar de nas imagens da SIC Notícias se verem mais.

http://dn.sapo.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=1728472&seccao=Sul

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MensagemAssunto: Vaca pulou a cerca foi à aldeia vizinha à procura de touro   Dom Dez 12, 2010 11:08 am

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Esperteza da vaca Mocha
Macedo de Cavaleiros




Vaca pulou a cerca foi à aldeia vizinha à procura de touro

A história anda de boca-e-boca na aldeia de Podence e arredores. Uma vaca pulou a cerca do lameiro onde pastava, percorreu cerca de quatro quilómetros até à aldeia de Azibeiro, parou à porta de um touro e só parou de mugir quando o dono do boi abriu a porta ao touro. Já coberta pelo boi, a vaca regressou ao lameiro onde andava. O dono só soube dias depois quando o patrão do touro lhe contou a façanha e exigiu o dinheiro da cobrição.

Mocha tornou-se a vaca mais famosa de Podence e arredores, onde já anda na boca de toda a população. Estando em período de cio não precisou do dono para ir ao touro. Saltou a vedação do lameiro onde fora deixada pelo dono a pastar e meteu-se à estrada tomando o rumo da vizinha aldeia de Azibeiro, onde se encontrava o touro. De Podence, onde mora o dono da vaca, até Azibeiro, são uns três ou quatro quilómetros. E porque não é só com gestos que se conseguem os objectivos, esperta, Mocha não parou de mugir enquanto o dono do touro não lhe veio abrir a porta do estábulo. O dono do boi, Júlio Bragada, logo reconheceu a vaca, pertencente a Luís Carneiro, residente em Podence, que já ali a tinha levado noutra ocasião em estado semelhante.

Cumprida a «obrigação», a Mocha retomou, sozinha, o caminho do lameiro, onde o dono a deixara antes. Luís Carneiro não deu conta de nada e só no domingo seguinte é que soube da «proeza» da sua vaca através do dono do touro. Feitas as contas, ficou a estória que ambos não se cansam de contar aos vizinhos, pelo insólito que a acção da Mocha representa.

Esperteza da vaca Mocha não espanta veterinário

Apesar de considerar que não é muito normal acontecer, o atrevimento e a desenvoltura da vaca Mocha não espantam Pedro Barroso, um veterinário contactado pelo Semanário TRANSMONTANO. “As vacas quando andam com o cio ficam muito irrequietas e procuram o macho”, explica o especialista, revelando, aliás, que um dos sintomas do cio é o facto de as vacas andarem muito nesses dias. «Quando num rebanho não existe macho, usa-se, aliás, o chamado pedómetro, uma bracelete que é colocada na pata do animal e que contabiliza os passos que dá por dia. Quando estão com o cio andam o dobro ou o triplo», explica Pedro Barroso.

João Branco, Semanário Transmontano, 2010-12-10
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MensagemAssunto: Bombeiros recebem herança e tornam-se empresários agrícolas   Seg Dez 13, 2010 4:26 pm

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Veneranda de Castro Martins
Freixo de Espada à Cinta



Bombeiros recebem herança e tornam-se empresários agrícolas

Veneranda de Castro Martins doou a fortuna em imóveis e terrenos aos bombeiros de Freixo de Espada à Cinta.

Uma herança inesperada transformou os bombeiros de Freixo de Espada à Cinta em empresários agrícolas dispostos a tirar da terra o "desafogo financeiro" para servir a comunidade sem dependência dos subsídios dos Estado.

Uma benemérita da aldeia de Ligares decidiu deixar-lhes a sua fortuna em imóveis e propriedades agrícolas. Eles deitaram mão à enxada e converteram em terra fértil terrenos há anos ao abandono.

São 53 hectares de uma quinta em que muito do trabalho segue o lema do voluntariado. Contudo, estas terras também dão emprego a gente da zona. A quinta já beneficiou de apoios comunitários e será complementada com um projecto de turismo rural.

O comandante Sá Lopes, impulsionador deste trabalho na aldeia da benemérita, acredita que "a curto, médio prazo a quinta será auto-sustentável e contribuirá para a autonomia financeira dos bombeiros".

Para o presidente da Associação Humanitária dos Voluntários, Eugénio Tavares, o "balão de oxigénio" será a venda de outras partes da herança, como uma casa em Cascais e uma quinta na zona demarcada do Douro vinhateiro, em Barca D Alva.

Eugénio Tavares não avança números, fala apenas "num valor bastante elevado que garantirá a independência financeira dos bombeiros em relação a subsídios estatais".

"Vamos poder respirar de alívio", assegurou, adiantando que a primeira preocupação será a renovação da frota da saúde (ambulâncias). Com "bens tão valiosos", Eugénio Tavares acredita que esta herança é inédita no país e agradece a "feliz ideia da "menina" Veneranda de Castro Martins", que nunca casou nem tinha herdeiros.

Faleceu há pouco mais de doze meses, aos 86 anos. Foi a empregada que a acompanhou durante quase meia vida, Vitória Ferreira, que lhe deu a ideia, como contou a própria à agência Lusa.

Avistando um grande incêndio, Vitória comentou: "Com tanto trabalho que eles têm, nunca ninguém se lembra dos bombeiros e são eles que nos acodem." "Tens razão" foi a resposta que levou a benemérita a fazer o testamento.

Fez-se um contrato de arrendamento ainda em vida de Veneranda de Castro Martins. Há três anos os bombeiros começaram a trabalhar nas terras junto à aldeia - agora até são sócios de organizações agrícolas. Já plantaram 21 hectares de novo amendoal a somar a 13 de olival, cerca de três hectares de vinha, parte dela beneficiada (recebe subsídio), e nove hectares e meio de sobreiral.

Construíram um edifício de apoio com material reciclado de outras obras e ofertas, com mão--de-obra voluntária como a do bombeiro Ricardo Sapage, que dá o que sabe de construção civil.

O comandante quer aproveitar o espaço também para formação de bombeiros e espera ter já no próximo ano as condições necessárias.

Além disso, procura programas para financiar a adaptação da antiga casa da benemérita ao turismo rural, a pensar nos barcos que chegam com turistas do Douro. "Se a flor da amendoeira é um chamariz, nós vamos ter aqui um mar de amendoeiras", disse.

Parte da casa será convertida num espaço museológico dedicado aos bombeiros e à benemérita.

Para o comandante, "em tempos de crise a agricultura é que dá" e prova disso é que "já há muito tempo não via mexer tanto na terra como nestes últimos dois anos".

Além do voluntariado dos cerca de 70 bombeiros da corporação, há dois postos de trabalho fixos na quinta e são pagas jeiras [salários diários] como as das três jovens que estão a plantar o novo amendoal: Sílvia Vianês, Sónia Lopes e Mafalda Salgado.

Para as jovens, estas jeiras de algumas semanas são "uma oportunidade de irem ganhando alguma coisa em vez de estarem estarem em casa sem fazer nada e sem rendimentos". As três "estavam paradas" e o que ganham ali vai dando para se "orientarem". "Mais que não seja para comer. Já é bom", garantem.

Ionline, 2010-12-13
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MensagemAssunto: Bairro Alto festeja anos pela primeira vez   Ter Dez 14, 2010 4:18 pm

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Bairro Alto festeja anos pela primeira vez

por INÊS BANHA
Hoje


Zona criada há 497 anos. Do programa das comemorações fazem parte percursos históricos e animação de rua

A 15 de Dezembro de 1513, foi dada autorização para a construção de habitações no que é hoje o Bairro Alto, em Lisboa. 497 anos depois, a data é assinalada pela primeira vez, com um programa que inclui, entre outros, percursos históricos, animação de rua e um almoço no Café Luso. Na véspera do Dia do Bairro Alto, ainda há vagas para grande parte das actividades.

São várias as iniciativas que vão decorrer amanhã, entre as 10.00 e as 24.00, a maioria delas organizadas pela Hemeroteca Municipal de Lisboa (HML) e com um forte cariz histórico. O ponto de partida é dado com a inauguração, na Sala do Espelho da HML, da mostra bibliográfica O Bairro Alto no Fundo Histórico da Hemeroteca Municipal de Lisboa. A exposição, aberta até 31 deste mês, reúne publicações até ao início do século passado.

Uma hora depois, começa, na Hemeroteca, o primeiro percurso histórico do programa sob o tema Bairro Alto - Capital do Jornalismo Português. O passeio literário inclui passagens "pelas ruas das redacções de jornais e revistas já extintos", intercaladas "com pequenas histórias sobre a vida dos periódicos".

Às 15.00, é a vez de o percurso Ribeiro de Carvalho (1880-1942) - Da Escrita à Política ter início. Em foco, vai estar a vida do político e jornalista, relacionando-a com os espaços do Bairro Alto. A participação nos roteiros é gratuita, mas sujeita a inscrição prévia.

Maura Pessoa, da HML, revelou ontem ao DN que, até ao momento, ainda não houve "grandes inscrições", admitindo que está "na expectativa de saber qual será a adesão". Para tal contribui, acredita, o facto de ser a primeira vez que se comemora o Dia do Bairro Alto e de este não ter sido "muito divulgado". Por isso, as inscrições vão ser aceites até "à altura do evento".

Também as duas visitas de Estudo que vão decorrer amanhã estão sujeitas a inscrição prévia. A primeira, denominada As Ruas Têm Nome - Ler a Toponímia, começa às 15.00 e "consiste numa visita guiada pelas ruas do Bairro Alto", durante a qual "os participantes poderão ler a aprender a sua toponímia", lê-se no programa.

Já a segunda, inicia-se às 17.00 e tem como objectivo dar a conhecer a HML, localizada em pleno Bairro Alto, a professores e alunos das escolas básicas e secundárias.

Embora o público-alvo deste percurso seja escolar, Maura Pessoa disse ao DN que, no caso de haver outros interessados, "não haverá problema" em participarem. O ponto de encontro das visitas de estudo é, tal como o dos percursos históricos, na Hemeroteca.

Do programa do Dia do Bairro Alto, faz ainda parte uma conferência, com início às 18.30. A actividade, sob o tema Bairro Alto: Capital do Jornalismo na I República, vai decorrer na Sala do Espelho da HML e está a cargo de Álvaro Costa de Matos. A iniciativa decorre depois de ser inaugurada na Galeria Somafre, Travessa da Queimada, às 18.00, uma mostra fotográfica com o Bairro Alto de agora e de antigamente.

O dia termina com animação de rua pelo Bairro Alto, a cargo da orquestra Nema Problema e da responsabilidade da Associação de Comerciantes do Bairro Alto. Já as juntas de freguesia da Encarnação e de Santa Catarina fazem parte da organização do almoço que será oferecido pelo Café Luso.

In DM

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MensagemAssunto: Frio transforma farol em escultura de gelo   Sex Dez 17, 2010 10:38 pm

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Frio transforma farol em escultura de gelo

por DN.pt
Hoje


O frio intenso que se faz sentir na região dos Grandes Lagos, nos Estados Unidos da América, transformou o farol do porto de Cleveland numa inusitada escultura natural de gelo.

O West Pierhead Lighthouse está localizado no Lago Erie, perto de Cleveland, no estado de Ohio. O vento forte que tem estado a criar forte ondulação de encontro ao farol, bem como as temperaturas abaixo de zero que se verificam na região, contribuiram para esta "escultura" que tem estado a maravilhar os norte-americanos



In DN

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