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MensagemAssunto: Curiosidades   Dom Set 07, 2008 11:51 pm

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Um ursinho que nunca bebe



MARIA GABRIEL SOUSA

Reprodução. Originário da Austrália, o koala - "aquele que nunca bebe", em língua aborígene - encontra-se em perigo de extinção no seu 'habitat' natural. Mas a sua reprodução em cativeiro no Zoo de Lisboa tem sido um êxito. O 'Difícil' foi o primeiro a adaptar-se ao seu novo 'habitat' e há ano e meio nasceu a 'Benvinda'.

O ar de peluche engana. Os koalas não são sociáveis

O "ursinho da Austrália", o koala, nem sempre é merecedor do carinhoso diminutivo. Por detrás daquele aspecto doce, indolente e pacífico esconde-se um animal do qual por vezes é melhor fugir. "Já andei a correr à frente dele. Um dia em que estava a arranjar a sala, resolveu atacar ...", recorda António Barreto, funcionário do Jardim Zoológico de Lisboa há 18 anos, e tratador dos koalas há dez. A verdade é que o DN foi recebido na sala do macho e pouco depois de iniciada a conversa foi convidado a sair "porque ele estava a ficar nervoso".

"Em cativeiro, os koalas nunca podem coabitar na mesma sala, justamente porque são animais muito agressivos", adianta António Barreto. Por isso é preciso estar muito atento para perceber quando é que a fêmea está na altura do acasalamento de forma a levá-la ao macho. Após o ritual que é de grande violência, é preciso voltar a separá-los, o que nem sempre é tarefa fácil. Por tudo isto, é difícil a reprodução da espécie fora do seu habitat natural.

Por isso mesmo, nós por cá estamos de parabéns - temos quatro koalas já nascidos no Zoo e já tivemos outros, entretanto enviados para parques europeus para não haver consanguinidade, ao abrigo de um programa de preservação de espécies em perigo, o Endangered Species Program (EEP).

Numa das duas salas que lhes estão reservadas no Zoo de Lisboa está o macho reprodutor Moonan, nome aborígene que significa "Difícil", e assim baptizado "por ter sido o primeiro a sobreviver após um período de adaptação dos koalas a este espaço", conta o tratador. Tem seis anos. Noutra sala temos duas fêmeas, a Koomeela ("Vento"), que tem oito anos e a Bunyarra ("Meiga"), com dez, irmãs vindas da Alemanha, além da cria Orana ("Benvinda") com ano e meio, nascida e criada em Portugal.

A casa onde vivem é bastante acolhedora, tem cascalho no chão, e vários troncos de eucalipto, com vasos carregados de folhas daquela árvore, a grande e única fonte de alimentação desta espécie, que não bebe água. Aliás, a tradução de koala é "o que não bebe". "As tigelas que temos aqui com água servem para controlo, porque se eles começarem a beber é sinal de que algo vai mal". O único líquido que estes animais ingerem é o que está contido nos rebentos de eucalipto, que Koomeela mastiga, produzindo vocalizações de prazer que o tratador diz serem únicas. "Eu, pelo menos, nunca vi tal coisa."

Ora dormem abraçados aos troncos, ora deslizam por eles lentamente sempre à procura de comida. Gastam em média 18 e 6 horas em cada uma das funções, respectivamente. A sua esperança de vida é de 15 anos, se tudo correr bem. "Vivem mais em cativeiro, porque estão livres dos predadores (o maior dos quais é o Homem...) e porque têm assistência médica", defende o tratador.

Pequenos, mas pesados (podem atingir os 10 kg) quando adultos, os koalas "nascem do tamanho de um feijão, com os braços já desenvolvidos e os membros posteriores pouco", diz António Barreto. Isto tem uma explicação: é que precisam da robustez das duas patas da frente para se deslocar para a bolsa marsupial da mãe, situada na parte inferior do ventre, e onde a cria vai permanecer agarrada a uma das mamas até aos seis meses.

Nessa altura já mede 20 cms, pesa 400 grs. Ainda mama mas também consome uma papa constituída por folhas de eucalipto, pré-digerida pela mãe, e que sai pela cloaca mantendo todos os nutrientes. "A cloaca tem três funções: serve para ter bebés, para urinar e defecar", diz .

Com um ano, o desmame está completo e o koala pode até começar a andar de vez em quando nas costas da tia. Como faz a jovem Orana, para delícia de todos os que visitam o Zoo de Lisboa.

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MensagemAssunto: Re: Curiosidades   Seg Set 08, 2008 9:25 am

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Nossa Senhora da Pena
Vila Real


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Andor de 22 metros transportado por 80 homens

Catorze andares, com mais de 20 metros de altura, vão participar na procissão de Nossa Senhora da Pena, a maior romaria do concelho de Vila Real, que decorre entre sexta e domingo próximos.

Fonte da organização disse hoje à agência Lusa que os 14 andores da procissão, que se realiza anualmente em Setembro, na freguesia de Mouçós, representam figuras religiosas, entre as quais a Senhora da Pena.

O mais imponente dos andores, o da Senhora da Pena, com 22,2 metros de altura e dez de largura, necessita para o seu transporte, em ombros, de mais de 100 homens.

Nos dois últimos anos, a organização chegou a anunciar uma candidatura Guinness Book of Records pelo andor mais alto, que nunca chegou a ser concretizada.

A organização deste ano disse à Lusa que não desistiu da ideia do Guinness e que continua a trabalhar no sentido de bater o recorde do andor mais alto, mas que o processo é longo e só deverá ser concretizado nos próximos anos.

A procissão, que se realiza a 14 de Setembro em Mouçós, uma localidade semiurbana de Vila Real situada na margem esquerda do Rio Corgo, demora cerca de uma hora e deverá juntar milhares pessoas vindas em excursões de todo o país e do estrangeiro.

A organização da festa é assumida, de forma rotativa, por onze das vinte aldeias da freguesia de Mouçós, nomeadamente Lagares, Sequeiros, Abobeleira, Jorjais, Lage, Varge, Alvites, Magarelos, Cigarrosa, Pena de Amigo e Sanguinhedo, este ano responsável pelo evento.

O programa inclui animação a cargo de Emanuel, Rui Bandeira e o grupo Rebelde.

A capela de Nossa Senhora da Pena, datada do século XVIII, é de origem barroca e faz conjunto com um cruzeiro e um fontanário da mesma época.

Trata-se de um santuário mariano, considerado um dos mais importantes da região, cuja origem está descrita na lenda do grande rochedo - «pena» - no qual terá aparecido a imagem de Nossa Senhora pedindo a construção de uma capela naquele local.


Lusa, 2008-09-07
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MensagemAssunto: Nós e a Europa   Qua Out 08, 2008 4:35 pm

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NÓS E A EUROPA

Vasco Graça Moura
Escritor

Foi nos idos de 1987, salvo erro no mês de Outubro.

Em Genebra, no Centre Européen de la Culture, ao tempo ainda dirigido por Jacques Freymond, realizava-se um colóquio sobre Portugal, a cultura portuguesa e as nossas relações com a Europa. Fundado por Denis de Rougemont, o CEC tinha sido profundamente marcado pelo seu pensamento federalista, mas essa questão, naquela altura, ainda não se inscrevia propriamente no quadro das preocupações imediatas dos participantes portugueses no colóquio. A adesão de Portugal à CEE era muito recente e ali o que era importante era dar a conhecer algumas linhas caracterizadoras da tradição europeia do nosso país, algumas notas relevantes sobre a nossa cultura, algumas ideias sobre aquilo que Portugal esperava da Europa e sobre aquilo que poderia trazer-lhe, a pessoas que sabiam muito pouco a nosso respeito mas estavam profundamente interessadas na construção europeia.

Ao fim da tarde, durante a recepção de encerramento, Alison, a mulher de Gérard de Puymège, então secretário-geral do CEC, em conversa comigo perguntou- -me se tínhamos algum ensaísta realmente importante em Portugal. Disse- -lhe que o maior ensaísta português se encontrava ali, entre nós, e apontei para o Eduardo Lourenço, que falava com outras pessoas no outro lado da sala. Na expressão da minha interlocutora perpassou um ar dubitativo, como se pensasse que isso seria coincidência a mais, ou que eu estaria a exagerar, ou apenas a tentar impressioná-la.

Felizmente, ia a passar José Blanco, que dera o imprescindível apoio da Fundação Calouste Gulbenkian à realização daquele colóquio. Chamei-o e pedi-lhe que dissesse à nossa amiga quem era o maior ensaísta português. O Zé Blanco ergueu as sobrancelhas quase até à vertical, como se eu estivesse a fazer-lhe uma pergunta perfeitamente idiota, de tão óbvia que era a resposta, e exclamou: "O maior ensaísta português? Mas ele está aqui... é o Eduardo Lourenço!..."

Foi então que Alison falou do prémio Charles Veillon, destinado a galardoar anualmente a obra de um autor europeu que representasse um contributo relevante para o aprofundamento da temática e da problemática da construção europeia. E perguntou se Eduardo tinha escrito ensaios sobre a Europa e, nesse caso, se eles estavam publicados em livro, de modo a poder concorrer ao prémio. Confirmei ser ele autor de vários ensaios importantes sobre a Europa e, quanto ao livro, arrisquei e garanti que iria sair em breve na Imprensa Nacional - Casa da Moeda, de que eu era administrador. E fiquei de lhe fazer sinal, de modo a poder-se apresentar a candidatura de Eduardo Lourenço logo que a edição estivesse pronta. Depois, e embora não tenha sido difícil persuadir o Eduardo a reunir em livro os seus textos sobre a Europa, a primeira dificuldade foi levá-lo a concretizar esse projecto, repescando e ordenando os textos e fazendo-os chegar à IN-CM. Havia coisas que não estavam dactilografadas, outras, o próprio autor teria de procurá-las nos seus papéis, outras ainda teriam de ser revistas ou reescritas. Quando, aflito por ver passar o tempo, eu lhe telefonava para Vence, Eduardo dizia que sim, claro que sim, e prometia andar o mais depressa que pudesse, mas o seu desprendimento era muito grande e ainda era maior o dispersivo labirinto dos compromissos que ele já então assumia generosamente, correspondendo às múltiplas solicitações que lhe estavam sempre a chegar. O problema seguinte, talvez ainda mais complicado do que o primeiro, foi levá-lo a corrigir e devolver as provas a tempo e horas...

Felizmente tudo se resolveu e o livro, Nós e a Europa, ficou pronto e foi enviado para Genebra dentro do prazo previsto para se assegurar a candidatura, vindo a ser distinguido com o Prémio Europeu de Ensaio Charles Veillon em 1988.

Há portanto 20 anos que Eduardo Lourenço faz parte de uma galeria em que encontramos Edgar Morin, Roger Caillois, Leslek Kolakowsky, Norberto Bobbio, Timothy Garton-Ash e Giorgio Agamben, entre muitos outros grandes vultos do pensamento europeu contemporâneo. E poucos como ele terão sabido analisar tão a fundo essa entranhada, mas contraditória, nem sempre bem compreendida e por vezes exasperante relação que há entre... nós e a Europa.

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MensagemAssunto: O homem que melhor pergunta   Sab Out 11, 2008 4:35 pm

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O HOMEM QUE MELHOR PERGUNTA



Ferreira Fernandes

Um dia, Mário Crespo encontrou-se sem emprego.

Tinha mais de 50 anos, altura em que os jornalistas procuram reformar-se. Ele foi procurar trabalho. Bateu à porta da SIC e houve quem (Emídio Rangel) lhe tivesse dito para entrar. Geralmente os que em Portugal se encontram no limite de não ter emprego em anos tardios fazem por desaparecer na paisagem - a prudência aprende- -se. Estranhamente, Mário Crespo decidiu ser único. Os jornalistas de televisão, em geral, adquirem aquela voz de fórmica com que se fazem os maus móveis e os pivots desinteressantes. Crespo fala deixando as coisas enrugar-se na garganta antes de sabermos qual a pergunta e a expectativa atira- -nos a atenção para o homem. Ele não é bonito, não é, os dentes que ficam giros num adolescente, saiditos, não se usam num senhor daquela idade e não será por isso que ficamos presos nele. Ficamos presos por isto: Mário Crespo não debita, fala. É tão raro na televisão. Ontem, eu fiquei como António Lobo Antunes, que ele entrevistava (SIC Notícias), ouvindo interessado o que ele perguntava. Essa é outra coisa rara, assistir a um diálogo entre iguais e não entre uma carpete e a diva.|

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MensagemAssunto: A Luzerna ao fundo da História   Seg Fev 02, 2009 4:39 pm

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A LUZERNA AO FUNDO DA HISTÓRIA

Ferreira Fernandes

No sábado, Barack Obama jantou no Alfalfa Club, um selecto clube de Washington, fundado em 1907.

Um grupo de cavalheiros do Sul fundara o clube para homenagear o general Lee, o líder que na Guerra Civil defendeu a escravatura. Obama fez humor com as raízes do clube: "Se estivesse aqui, hoje, o general Lee teria 202 anos. E estaria muito confuso." Um Presidente negro, convidado de honra num clube fundado para homenagear o general Robert Lee, a mim comove- -me. Vou contar outro ângulo da história, para ver se comovo mais gente. Vou lembrar outras raízes. O clube chama-se Alfalfa, em português, alfafa ou luzerna. A rainha das forragens, a melhor para as vacas. Cinco anos depois do clube fundado, em 1913, Jack London, em "O Vale da Lua", escreveu páginas que são um hino aos açorianos da Califórnia que plantavam até à berma das estradas. Esses camponeses, produzindo "alfalfa", tornaram-se os maiores leiteiros da América. Apesar disso, em 1920, o Congresso fez uma lei que estabeleceu quotas: favoreceu os imigrantes de olhos azuis, ingleses e alemães, e os açorianos de São Jorge, os pais do leite americano, ficaram décadas sem poder emigrar...

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MensagemAssunto: E para lá da alfafa   Seg Fev 02, 2009 11:05 pm

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E, para lá da alfafa

Presidente deixa Washington às gargalhadas num jantar de elite

HUGO COELHO

História. Evento assinala o aniversário de Robert E. Lee, o general que lutou pela escravatura
Lá fora, sapatos engraxados, fatos de cerimónia, gravatas de nós cuidados. Lá dentro, sorrisos, gargalhadas. Sábado, Washington vestiu-se a rigor para rir das piadas do Presidente num jantar selecto no Clube Alfalfa.

O encontro de engravatados e piadas políticas tem mais de um século. Todos os anos, no final de Janeiro, a elite política americana é arrastada para o palco e convidada a dar um espectáculo de comédia. O jantar assinala o aniversário do general Robert E. Lee, comandante do exército da Confederação na Guerra da Secessão e defensor da escravatura.

Barack Obama, o primeiro afro- -americano na Casa Branca, subiu ao palco e começou por realçar a ironia da sua presença: "Eu sei que muitos de vocês estão a pensar que este jantar se realizou pela primeira vez para celebrar o aniversário do general Robert E. Lee. Se estivesse connosco, o general teria 202 anos e estaria muito confuso."

A cerimónia esteve fechada à imprensa, mas a Casa Branca divulgou excertos do discurso do Presidente.

Obama fez troça do seu chefe de Gabinete, Rahm Emanuel, o judeu confesso e pulso de ferro da Administração. "Há uma coisa que ainda não se sabe: a ideia de repetir a cerimónia do juramento foi do Rahm. Mas, claro. Para ele todo o dia é um juramento."

O famoso mau humor de Rahm também deu que falar: "Não acreditem nas coisas que lêem", disse Obama. "O Rahm tem um coração de manteiga. É verdade! Todas as semanas arranja tempo para ajudar a comunidade. Na semana passada foi a uma escola ensinar as crianças pobre a dizer palavrões."

O adversário de Obama na eleição para a Casa Branca, John Mc-Cain, também participou no jantar. Tal como a sua número dois, Sarah Palin, que viajou do Alasca, onde é governadora, e apareceu com um vestido preto de cetim para alimentar especulações sobre o seu futuro.

Segundo a colunista social Letitia Baldrige, a participação de Palin prova a sua força política: "Toda a gente quer ser convidada para o jantar."

No final do acto, Obama confessou que passou um teste aos seus dotes diplomáticos para manter o blackberry. "Para conseguir tive de limitar o número de contactos", disse. "A quantos? Olhem para a pessoa à vossa esquerda. Agora para a pessoa à vossa direita. Nenhum de vocês tem o meu endereço de e-mail."

In DN

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MensagemAssunto: Chá verde bloqueia efeito de medicamento   Dom Fev 08, 2009 1:08 pm

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Chá verde bloqueia efeito de medicamento

Cientistas estudaram a acção conjunta de um componente do chá verde - o EGCG - e de outros polifenóis presentes na bebida e descobriram que o EGCG bloqueou a acção de um medicamento utilizado no tratamento do mieloma múltiplo e do linfoma, chamado.

A quimioterapia actua sobre as células tumorais induzindo a sua destruição, o que não acontece quando associada ao chá verde.

O chá verde impede o aparecimento dos efeitos colaterais do tratamento, o que faz os doentes se sentirem melhor. Não obstante, o tratamento, de acordo com o noticiado no Globo.com, também poderá não ser efectivo contra a doença.

Os suplementos e chás de origem natural têm grande procura por parte das pessoas que procuram tratamentos para doenças graves. Mas, por outro lado, essas substâncias não são adequadamente testadas como tratamento isolado ou em associação com medicamentos tradicionais. Outro ponto de preocupação para as autoridades sanitárias está no facto de que a produção dos produtos ditos naturais muitas vezes não é regulada pelos órgãos de saúde pública.

Daí ser aconselhado discutir com o médico o uso de qualquer substância para além dos medicamentos, pois podem existir interacções com os fármacos prescritos.

In NSN Notícias

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MensagemAssunto: Esquema de rega perdura há mais de 50 anos   Sab Fev 28, 2009 1:11 am

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Paredes do Rio
Montalegre




Esquema de rega perdura há mais de 50 anos

Em Paredes do Rio, a rega dos lameiros tem hora marcada. O esquema foi criado há mais de 50 anos por um homem com a quarta classe para evitar «zangas» entre a população e depois de o melhor advogado da vila ter recusado a tarefa por entender que era impossível conciliar os interesses de toda a gente. Agora, o trabalho faz parte de uma tese de doutoramento.

Teresa Moura só tem um lameiro. Uma semana, rega de dia, duas horas e meia. Na outra, rega de noite, outro tanto tempo. Mas os “grandes herdeiros” [com muitos pastos] regam aos meios-dias”. Seguindo o mesmo esquema, uma semana de dia e outra de noite. Em Paredes do Rio, em Montalegre, o uso da água pública da Corga da Ameixeira, o maior curso de água da aldeia, tem regras definidas há mais de 50 anos. O esquema foi criado por um elemento da Junta de Freguesia de então, João Moura, depois de o mais conhecido advogado do concelho ter recusado a tarefa, argumentando que “era impossível conciliar os interesses de toda a gente”. Na acta onde descreveu o esquema, em 1953,o autor justificou a sua necessidade para “evitar zangas”. “Havia pessoas que passavam noites inteiras a guardar a água ao frio e à neve. Morreu muita gente com doenças que apanharam nessas esperas”, recorda, Senhorinha Lourenço, de 64 anos.

A população da aldeia está-lhe reconhecida. No passado sábado à noite, no dia em que a Associação Social e Cultural de Paredes do Rio festejou o dia do pastor, João Moura foi homenageado a título póstumo. Mas o trabalho de João Moura não conta apenas com o reconhecimento do povo. O seu esquema serviu de base a uma tese de doutoramento da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto (FCUP) num “estudo sobre lameiros e a importância da água neste tipo de pastagens”. “Mais de cinquenta anos depois, este esquema continua actual e funcional, o que mostra a capacidade de visão deste homem”, disse Isabel Poças, doutoranda, na FCUP, e “menina dos lameiros”, em Paredes.

Em forma de agradecimento e homenagem ao autor da chamada Aviação da água da Ameixeira, Isabel Poças ofereceu à aldeia dois painéis. Um com o esquema da rega e outro com a acta onde o João Moura descreveu o funcionamento e justificou o sistema. “Fizemos apenas a actualização de registos”, explicou a técnica, referindo-se à actualização dos proprietários dos lameiros.

O presidente da Câmara de Municipal de Montalegre, Fernando Rodrigues, referiu, por sua vez, que a homenagem a João Moura é um “tributo à cultura” do concelho.


O homem dos sete ofícios

João Moura não ficou apenas conhecido pelo esquema de rega. O “Tio João de baixo”, como recordou o presidente da Associação Cultural de Paredes, José Moura, foi artesão, poeta, “médico” e “veterinário”. “Dava injecções em animais e em pessoas”. Também a ele se deve a compra do relógio da aldeia, necessário após a invenção do esquema de rega por horas. Para arrecadar o dinheiro, organizou dois cortejos e leilões de produtos doados pela população. Foi intermediário entre a população e o Parque Nacional Peneda Gerês e também se lhe deve a indemnização que aldeia recebeu por perda de água na altura da construção das barragens. 50 contos por moinho. Trocava correspondência com o filósofo Agostinho da Silva. “Era uma pessoa muito educada e muito sabida”, recordou a moradora Senhorinha Lourenço. Tinha apenas a quarta classe, mas “bem feita”. “Já sabia a regra de três simples, que agora só se aprende no terceiro ciclo”, lembrou a neta Alda Moura.

Margarida Luzio, Semanário Transmontano, 2009-02-27
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MensagemAssunto: Quilómetro e meio de cauda   Qui Abr 09, 2009 11:18 am

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Um quilómetro e meio de cauda põe Roménia no Livro do Guinness

http://www.tsf.pt/paginainicial/AudioeVideo.aspx?content_id=1195262

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MensagemAssunto: Portugueses cada vez mais dependentes da Internet   Qui Abr 09, 2009 11:34 am

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Portugueses cada vez mais dependentes da Internet

Hoje às 11:26



Um estudo realizado pela Microsoft ao comportamento dos europeus que navegam na Internet conclui que em Portugal os utilizadores não páram de aumentar e passam em média cerca de 11 horas por semana online.

Há quatro milhões de portugueses cada vez mais dependentes da Internet. Passam cerca de 11 horas por semana online e, dentro de pouco mais de um ano, o tempo consumido a navegar ou a usar aplicações de conversação em tempo real deve ultrapassar as 14 horas por semana.


A Microsoft acredita que pela avaliação do cenário actual se caminha rapidamente para um «estilo de vida digital». A designação é da empresa e significa estar sempre contactável e em constante partilha de informação através das redes sociais.

Os primeiros sinais de alteração do comportamento lêem-se nas gerações mais novas: 1 em cada 7 jovens entre os 18 e os 24 anos já não vê programas em directo na televisão. A caixa perdeu a magia e o ecran do PC é hoje em dia onde consomem, em diferido, os programas e séries que querem.

De acordo com o estudo da Microsoft, o vídeo online é das aplicações mais populares. Um quarto dos europeus visualiza regularmente vídeos de curta ou longa duração no Computador.

In TSF


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MensagemAssunto: Comem mais arroz, atum e salsichas em tempo de crise   Qui Abr 09, 2009 12:07 pm

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Portugueses comem mais arroz, atum enlatado e salsichas em tempo de crise

Hoje às 07:02

Em época de crise, os portugueses estão a comer mais arroz, atum enlatado e salsichas. Os artigos alimentares mais básicos e baratos têm mais procura, em detrimento de produtos mais caros. Pescadores, produtores de carne e supermercados registam mudanças nos hábitos alimentares.

http://www.tsf.pt/paginainicial/AudioeVideo.aspx?content_id=1196091

- Jornalista Nuno Guedes investigou novos hábitos alimentares dos portugueses

Em Janeiro e Fevereiro venderam-se mais quase 40 por cento de ovos, salsichas e legumes secos embalados nos supermercados do grupo de distribuição alimentar Jerónimo Martins (o único que respondeu a questões da TSF sobre os novos hábitos de consumo dos portugueses).

No arroz e atum o aumento do consumo foi de 25 por cento. Os responsáveis do grupo registam mudanças «visíveis no aumento da procura de artigos alimentares mais básicos e mais baratos, de menor valor acrescentado, em detrimento de produtos mais caros».

José Campos Oliveira é presidente da Associação de Produtores de Leite e Carne, alimentos que, segundo diz, os portugueses «compram em cada vez menor quantidade, optando por uma alimentação mais à base de sopas e produtos mais baratos. Em algumas regiões o consumo de leite e carne diminuiu significativamente».

No peixe, a crise até traz boas notícias para o presidente da Associação de Armadores das Pescas Industriais. Miguel Cunha explica que nos primeiros meses do ano diminuíram as vendas de espécies mais caras.

Pelo contrário, aumentou a procura de peixes mais baratos, como o carapau, a cavala ou a sarda. Espécies que segundo os armadores são boas para a saúde e muito capturadas na costa portuguesa.

Nuno Guedes

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MensagemAssunto: Temíveis balões   Ter Abr 21, 2009 4:03 pm


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Última edição por Admin em Ter Abr 21, 2009 4:55 pm, editado 2 vez(es)
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MensagemAssunto: Livro sobe ao segundo lugar de vendas   Ter Abr 21, 2009 4:52 pm

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Livro que Chavez ofereceu a Obama sobe ao segundo lugar de vendas

Hoje às 06:24



O livro "As veias abertas da América Latina" que o presidente venezuelano, Hugo Chavez, ofereceu ao seu homólogo norte-americano, Barack Obama, na V Cimeira das Américas, subiu segunda-feira ao segundo lugar de vendas no sítio na Internet da Amazon.com.

Escrita em 1971, a obra do escritor uruguaio Eduardo Galeano narra o saque das riquezas do continente durante meio século às mãos das potências da época.

Há 40 anos, no meio da proliferação das ditaduras militares de direita no continente, a obra foi um dos factores que influenciou a esquerda latino-americana.

Paradoxalmente, a obra "As veias abertas da América Latina: Cinco Séculos de Pilhagenm de um continente" é precedida por "Liberdade e Tirania: um Manifesto Conservador", do escritor norte-americano Mark R. Levin.

Segundo defendeu segunda-feira a revista Newsweek na sua edição electrónica, Galeano deveria enviar uma mensagem de agradecimento a Chavez, porque, graças ao gesto do presidente venezuelano na cimeira de Trinidad e Tobago, as vendas do seu livro dispararam.

O livro do escritor uruguaio está a vender-se por um preço de ocasião de 12,24 dólares.

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MensagemAssunto: Crise priva múmia de Lénine de fato novo   Ter Abr 21, 2009 4:57 pm

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Crise priva múmia de Lénine de fato novo

Hoje às 09:13

A múmia de Lénine, que se encontra exposta ao público no mausoléu da Praça Vermelha da capital russa, não mudou de fato devido à crise económica, embora esteja a precisar disso há alguns anos, escreve hoje o diário Trud.

Os especialistas que olham pelo estado da múmia do dirigente da revolução comunista na Rússia, em 1917, queixam-se de que nem sequer há dinheiro para os trabalhos de embalsamamento, a que Lénine tem que ser sujeito anualmente.

«O Estado não dá um cêntimo desde 1992. Tudo é mantido à custa da Fundação 'Mausoléu de Lénine' e dos mecenas. E agora com a crise», declarou ao jornal Iúri Denissov-Nikolski, vice-director do Instituto de Investigação de ervas medicinais e médicas, que participa nos trabalhos de conservação da múmia.

O cadáver de Lénine foi embalsamado depois da sua morte, em 1921, e exposto num mausoléu construído para o efeito. Durante os primeiros 17 anos, a múmia envergava um fato militar, igual ao usado pelos dirigentes comunistas.

Porém, depois, Lénine passou a vestir um fato civil caro de tecido de lã brilhante, fabricado na Suíça, igual aos que ele gostava de usar quando era vivo. O último foi confeccionado por encomenda em 2003.

Esse fato já devia ter sido mudado há vários anos, mas, devido à falta de meios, é sujeito a limpeza a vapor e engomado para que a mais pequena sujidade não prejudique o embalsamento.

Recentemente, a múmia foi sujeita ao tratamento anual com ervas medicinais para melhor se conservar.

«Trata-se de uma tecnologia única. Graças a ela, Lénine pode conservar-se mais cem anos», sublinha Denissov-Nikolski.

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MensagemAssunto: Avô Vasco, pai Ernesto, avô Marcello   Sab Abr 25, 2009 5:42 pm

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Avô Vasco, pai Ernesto, avô Marcello

Hoje, Por FERNANDA CÂNCIO



Filhos e netos de revolucionários e descendentes dos "da situação": memórias que divergem, se encontram e se atraem - e se cruzam na mesma família, nos netos de Melo Antunes e bisnetos de Caetano. Leia estas e outras histórias no especial "A Revolução de Abril".

Vasco Laranjeira nasceu oito anos depois. Não se lembra da primeira vez que lhe falaram do 25 de Abril. Mas sabe que a primeira vez em que quis mesmo saber o que se tinha passado tinha 12 anos. "Fui viver para o Alentejo com a minha mãe e fiz lá uma série de amigos cujas herdades tinham sido ocupadas e que me disseram 'O teu avô mandou ocupar isto tudo'. Não sabia de que falavam e perguntei ao meu avô que raio de conversa era aquela. Ele riu-se e disse que não era nada daquilo. Explicou-me como se vivia no Alentejo antes do 25 de Abril, como é que as pessoas eram tratadas, e disse-me que os exageros que existiram depois também eram fruto dos exageros anteriores." Vasco é director de arte de uma agência de publicidade. Um emprego que não tem a certeza que o avô aprovasse: "Ele já não era vivo quando comecei a trabalhar nisto. Se calhar gostaria que eu fizesse uma coisa que ajudasse mais as pessoas, que as fizesse pensar mais... A publicidade geralmente é muito conformista, muito estereotipada".

Como o neto, o avô chamava-se Vasco - Vasco Gonçalves, o companheiro Vasco da muralha de aço que foi primeiro-ministro na altura mais quente do pós-25 de Abril e que ficou para a história como um homem no mínimo controverso. O neto único, que "viveu muito" com ele após o divórcio dos pais, desmente o carácter faccioso que lhe é associado. "Ele tentou sempre incutir-me a visão do outro lado da moeda. Tentava fazer-me pensar nas várias perspectivas. Tanto a nível político como a nível social. A grande herança que tenho da convivência com ele foi sobretudo o lado humanista. Lembro-me por exemplo de que a dada altura, quando era miúdo, havia casos de roubos em que muito rapidamente se acusavam etnias e ele desconstruía essas visões, procurava fazer-me reflectir."

Com três anos no dia que Sophia escreveu "inteiro e limpo", Bruno não se lembra de nada. Mas dos discursos do Vasco Gonçalves, sim. "Não percebia mas achava graça a tudo aquilo". Quando entrou para a escola primária "havia miúdos com autocolantes do PC a chamarem-me fascista. Eu dizia que era do CDS e do Sá Carneiro. Ainda andei à pancada por causa disso." Neto do Conde Caria, que foi preso duas vezes no pós 25 de Abril - uma vez, conta, porque queriam obrigá-lo, como membro da mesa da assembleia geral do Banco Pinto & Sottomayor, a revelar onde António Champalimaud tinha o dinheiro, e outra porque um colaborador seu de uma empresa fez um cartaz contra o COPCON (Comando operacional do Continente, criado em Julho de 1974 e chefiado por Otelo Saraiva de Carvalho) - Bruno Pignatelli fala das desventuras do avô com tal naturalidade que se chega a crer que terá parecido normal a um empresário passar meses na cadeia sem saber bem porquê. "De uma das vezes, avisaram-no de manhã e ele teve tempo de ir a casa fazer as malas para ir para Caxias Ele sempre brincou com o facto de lá estar. Dizia que ajudava os outros presos. Ensinou uns a ler, até. E a um dos guardas deu emprego numa das empresas dele." Desaparecido em 1999, Bernardo Mendes de Almeida (o conde de Caria) deixou no neto, hoje responsável comercial de uma multinacional de soldadura, uma impressão de resiliência e bonomia. "Vi-o como um homem de família extraordinário. Nasceu bem mas foi muito empreendedor e trabalhou. Politicamente nunca esteve conotado com nada. Sempre viajou muito, não era nada retrógrado. Podia ter fugido, como muitos outros, mas escolheu ficar e apesar de lhe terem nacionalizado uma empresa - uma fábrica de cervejas - nunca falava dessas coisas, nunca lhe ouvi uma referência elogiosa ou saudosa ao fascismo. Não ficou nada traumatizado."

Então com 13 anos, o Filipe tem todos os motivos para ainda se lembrar, incluindo do feriado inesperado. "O meu pai foi-nos dizer que não podíamos ir à escola e fui para a rua jogar à bola. Ninguém me explicou o que se passava e para mim aquilo era uma coisa sem importância, até porque não tinha nada a noção de viver num Estado totalitário, vivia-se numa relativa paz civil." Foram os amigos da rua - morava na Avenida dos Estados Unidos da América - que, ao vê-lo descontraído a jogar à bola, o vieram avisar da gravidade da situação. "Estavam espantados por me ver ali, não percebiam". Não era motivo para menos: Filipe é neto de Marcello Caetano. É um dos quatro filhos de João Caetano, o filho mais velho do último presidente do Conselho (os outros são José Maria, já desaparecido, Miguel e Ana Maria). "O meu pai ainda conseguiu ir ter com o meu avô porque era amigo de um dos capitães. Mas ninguém mais se despediu dele nesse primeiro exílio para a Madeira." Filipe havia de ir visitar o avô ao Brasil, aos 17 anos. "Estive lá um mês. Falámos pouco do acontecido. Sobre uma possível futura autonomia das províncias ultramarinas, apenas disse 'num jogo de xadrez joga-se uma peça de cada vez'. Ele ficou muito magoado com o que lhe fizeram por não lhe permitirem defender-se. Queria ser julgado em tribunal no âmbito da Constituição vigente. E também lhe custou muito o facto de lhe terem mandado retirar o passaporte. De tal modo que não quis regressar a Portugal nem depois de morto. Deixou essa decisão para os filhos".

Filipe não voltou a ver o avô, que morreu em 1980, três três anos depois da visita, e foi enterrado no Brasil. "Quando se é muito jovem procura-se perceber quem tem razão, procura-se justiça, procuram-se respostas - depois, com a idade, percebe-se que as coisas não são a preto e branco. Não sinto ter guardado grandes amarguras." Nem sequer ao rever as imagens do cerco do Carmo. "Na altura posso ter sentido alguma mágoa. Mas agora vejo uma revolução que não teve praticamente vítimas - não houve guerra civil, conseguimos ultrapassar a fase mais perigosa sem isso - e vejo o regime democrático que dela resultou, longe de ser perfeito mas é capaz de ser o menos mau, pelo menos na garantia das liberdades."

Jorge, primo de Filipe (é filho de Miguel Caetano), tinha mais dois anos - 15, feitos a 23. No dia 25 era suposto ir almoçar com o avô. Não foi, claro. "Quando acordei, a minha mãe disse que havia uma revolução. O conceito que tinha de revolução era da TV, da América latina. Ao princípio não se percebia bem o que era, e como no mês anterior tinha havido uma coisa, não ficámos muito preocupados. Apesar de vivermos no Lumiar, ao pé do quartel - que esteve muito activo nesse dia -- os meus irmãos que tinham aulas de manhã foram para a escola. Eu como tinha aulas à tarde acabei por não ir. Quando percebemos que o avô estava cercado é que houve medo. Por ele e por nós." Ninguém lá de casa viu ou sequer falou com Marcello nesse dia. "Não sabíamos para onde ligar, só se ele nos ligasse e isso não sucedeu."

Jorge nunca mais viu o avô. Falou com ele uma vez por ano, no dia do aniversário dele. "As chamadas eram muito caras, era aquela coisa da Rádio Marconi. E ligávamos a dar os parabéns." A comunicação fazia-se por carta. Muitas do avô, poucas dos netos. "Ele escrevia muito. Queria saber muita coisa, como íamos na escola mas também como estava a escola em geral, como era o ambiente... Mas eu era muito tímido a escrever, as cartas eram um sofrimento." Das missivas de Marcello ao neto Jorge não sobrou nem uma. "Os meus irmãos guardaram algumas, mas eu não. Não tínhamos noção." Num país em polvorosa e em explosão - "a sensação era de alegria, havia reuniões muito intensas, de repente toda a gente sabia imenso de política" - um avô no exílio podia parecer quase despiciendo. Ou até preferível. A adolescência é um estado cruel e a verdade é que a família de Jorge "nunca foi incomodada". Nem o próprio Jorge. "Sempre me dei mais com as pessoas de esquerda que de direita. Os jovens da UEC (União dos Estudantes Comunistas, a "juventude" do partido comunista) eram talvez mais indelicados. Mas no meu liceu, o D. Pedro V, a maior parte das pessoas não sabia de quem eu era neto, só os amigos mais chegados. E nem os professores eram chatos. Só houve, lembro-me, uma professora de introdução à política que teve uma atitude menos própria." Jorge Caetano escusa-se a precisar o acontecimento. "Não vale a pena lembrar isso."

Mas perigo, perigo, nunca. "O único momento em que poderia ter acontecido alguma coisa foi no Verão quente de 1975. Aí o meu pai agarrou em nós todos e levou-nos para as Penhas da Saúde, onde tínhamos uma casa, passar umas férias maiores que o normal. Só viemos quando as aulas começaram. Acho que estivemos mesmo à beira da guerra civil."

Catarina deu por isso. "Rebentou-nos uma bomba à porta de casa. Lembra-se de ter ouvido falar de uma bomba ao pé do Vává (na avenida de Roma)? Foi essa". A mãe, diz, morria de medo que lhe raptassem os filhos. Os dois andavam em colégios privados, por segurança. Catarina, de 11 anos, no do Sagrado Coração de Maria, e o irmão mais novo, Ernesto como o pai, no Valsassina. Da tranquilidade dos Açores, terra da mãe, para a trepidação de uma capital em estado de sítio, a família Melo Antunes fez uma transição dura. "Foram anos muito complicados em termos de crescimento, Crescer no PREC (processo revolucionário em curso) não é o mesmo que crescer hoje. A maioria dos militares de Abril sofreu com isto, porque tudo o que teve a ver com a vida familiar e pessoal foi sacrificado. Antes não víamos o pai porque estava na guerra e depois passávamos dias sem o ver. E não sabíamos o que ia acontecer, aquilo podia dar para o torto. Tínhamos de viver assim, nem púnhamos em causa. Havia a possibilidade de uma guerra civil e quem estava no meio daquilo tinha de ter muito bom senso. Acho que o sentido de responsabilidade e postura faz eles todos heróis, mas acabou por definir um percurso que para nós não foi muito confortável."

No colégio onde andava, por exemplo, confrontou-se com "o outro lado": "Não foi fácil estar no colégio no meio daquelas raparigas, que na sua maioria eram filhas de famílias ligadas à anterior situação. Foi preciso algum jogo de cintura." Até porque o pai, conta, nunca teve grandes conversas com os filhos sobre o que se passava. "Ele era uma pessoa muito reservada e se calhar não tinha grande disponibilidade para falar daquilo connosco. Mas eu sempre senti alguma amargura, pela forma como por exemplo o Conselho de Revolução acabou. Acho que nenhum deles tinha uma sede de protagonismo individual. Não era essa a postura deles, acho que há uma generosidade tão grande... Mas claro que erraram muito, com certeza. Não vou julgar, adoro o meu pai, tenho imensas saudades dele."

Do "assunto" falavam sobretudo entre miúdos. "E construíamos o nosso próprio mundo, como todas as crianças. Morávamos em Entrecampos e brincávamos muito ali, na rua." Em casa, um corrupio de notáveis: "O Otelo, o Vítor Alves - com cuja filha, a Cristina, me dava muito - o Vasco Lourenço... O Vasco ensinou-me matemática no 5º ano e ao meu irmão também. Nunca me cruzei com o Salgueiro Maia, infelizmente."

(Continua)

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MensagemAssunto: Avô Vasco, pai Ernesto, avô Marcello   Sab Abr 25, 2009 5:43 pm

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(Conclusão)

O 25 de Abril Catarina viveu-o ainda nos Açores, em São Miguel, onde a realidade era "completamente diversa". "Era um meio muito pequeno e o Portugal de há 35 anos não tem nada a ver com o que é hoje. A maioria das pessoas não sabia nada, estava muito mal informada. Depois do golpe das Caldas tanto o meu pai como o Vasco Lourenço acabaram colocados em São Miguel. A partir de certa altura percebemos, sentimos qualquer coisa. Mas o meu pai nos Açores tinha sempre reuniões com oposicionistas, não havia nada de substancialmente diferente. Aliás tivemos uma educação bastante original nesse aspecto: em São Miguel toda a gente sabia que o meu pai era oficial do exército e não concordava com o regime, e nós andávamos de pequeninos com aqueles emblemas da paz nas pastas da escola. No meu quarto tinha um poster da Catarina Eufémia e o meu irmão um do Che Guevara. Tínhamos de muito miúdos alguma consciência política e de que haviam coisas que se passavam que eram injustas." Na véspera do 25 de Abril, conta, chegou um telegrama tipo 'a tia Aurora parte para os Estados Unidos' e deu origem a uma coisa bastante cómica, toda a gente discutiu aquilo, ninguém percebia o que queria dizer e parecia um cena de filme italiano. Claro que o meu pai sabia mas estava no quartel. Nessa noite houve um soldado que passou a noite toda a bater ao portão da casa e ninguém lhe abriu a porta. O meu pai dormia no terceiro andar descansadíssimo, como quem achava que já estava feito, agora era dormir e depois logo se via. No dia seguinte ninguém foi para a escola, embora não soubéssemos ao certo o que se passava porque em São Miguel não havia sequer TV na altura. O Vasco Lourenço partiu logo para o continente mas o meu pai ficou uns dias. A tomada do edifício da PIDE em São Miguel foi a única vez que vi o meu pai numa varanda com uma multidão à frente, a falar. Deve-me ter tocado para eu me lembrar tão bem."

Num percurso tão cruzado com a história do país, Catarina acumula uma particularidade folhetinesca. "Casei com um neto de Marcello Caetano. Parece inventado, não é?" É, parece. Catarina e Jorge Caetano conheceram-se quando ela andava na faculdade. "Éramos pessoas muito desligadas de engajamentos, e foi engraçado encontrarmo-nos. Falámos muito das nossas memórias cruzadas, claro." O salto, afinal, não foi assim tão grande nem havia barricada. "O pai dele era nessa altura conselheiro do Ramalho Eanes (então presidente) e conhecia bem o meu pai, que também era."

Jorge precisa: "Foi em 1987, eu já estava a trabalhar, depois de tirar o curso de engenharia electrotécnica, e fui a um jantar em casa de um amigo açoriano, que convidou vários outros açorianos, entre os quais a Catarina. Sabia desde o início que era filha do Melo Antunes, claro. E achei graça - ao nível da laracha. Foi um namoro muito giro." O namoro acabou em casamento, que durou 15 anos. Tiveram dois filhos, Maria (agora com 18 anos) e Pedro (13). Jorge suspira à pergunta sobre o interesse dos filhos no legado familiar. "São de uma ignorância política aflitiva. Sabem ao menos o que foi o 25 de Abril, vá lá, mas têm muito pouco interesse. E isso aflige-me muito, o desinteresse político que há neste país da parte dos jovens, e tão pouco tempo depois. 35 anos não é nada. Aflige-me o sinónimo que a política tem para eles e que não é saudável. Têm a democracia como adquirido, não percebem bem como se pode viver de outra maneira. Como diria o Eça, sofrem de fartura."

Uma asserção com a qual Vasco Laranjeira concorda. "Entre as pessoas da minha idade são poucas as que percebem o que se passou". Ele, Vasco, acha que foi "fundamental". E julga saber a diferença entre o antes e o depois, sobretudo o depois que é agora. "As pessoas já acham que a liberdade e a democracia são uma coisa normal, mas devem-nas a esse momento e a essas pessoas. Eu tenho noção disso porque tive a sorte de privar com muitas delas - por exemplo, uma vez fui com o Dias Lourenço a Peniche e ele mostrou-me de onde se tinha mandado numa das fugas."

Não deixar esquecer esse passado é uma das preocupações de Catarina Melo Antunes, que com os irmãos (além de Ernesto, há uma irmã mais nova, Joana) vai entregar o espólio do pai à Torre do Tombo. "Há um silenciamento e uma tendência muito grande para se apagar a memória. Acho muito mal o que aconteceu ao edifício da PIDE [a polícia política do regime, cuja sede, na rua António Maria Cardoso, foi transformado transformado num bloco de apartamentos], por exemplo. A memória daquele lugar, do que ali aconteceu, devia de algum modo ser revivida. Temos a responsabilidade de mostrarmos o que se evoluiu em Portugal nestes 35 anos. Não é olhar de uma forma saudosista nem facciosa para as coisas, mas perceber como é que se vivia em Portugal antes. Estamos noutra sociedade, é outro mundo - é preciso passar às novas gerações o que foram determinadas realidades."

Recuperar um pouco do romantismo da revolução: Eduardo, 36 anos, encontra-se nisso com Catarina. "Tive um início de vida estrangeiro à conta do 25 de Abril. Vivi em Espanha e no Brasil até aos seis anos e deve ter sido algures nos anos 80 que percebi que havia uma coisa chamada 25 de Abril. Fiquei mais ou menos com a ideia que tenho agora, de que era uma coisa inevitável. Claro que houve um período bastante prejudicial ao país, mas isso sucede nestas situações. O que sucedeu, as imagens disso, provoca-me sentimentos mistos. Há o aspecto mais burlesco da revolução, o aspecto das pessoas, os discursos pouco articulados, meio cómicos. Mas ao mesmo tempo há aquela aura romântica das revoluções. E eu gosto do lado romântico da política mesmo que não seja do meu lado. Não é só ingenuidade, é a ideia da politica levada ao extremo - neste caso sem mortos. É assustador, claro, mas quem gosta muito de política, como eu, não pode ficar indiferente." A contra-revolução deixa-o menos entusiasmado, mesmo se lamenta que "não tenha havido uma reacção à tomada das empresas e das herdades - não teria sido mau". Afinal, a reacção mais vistosa acabou por ser a fuga, como no caso do pai, Jaime Nogueira Pinto. "Ele estava, acho, em Angola - tinha-se oferecido como voluntário - e fugiu para a África do Sul. Nós, eu e a minha mãe, fomos lá ter com ele". A entrada um pouco brutal no mundo da política não deixou amarguras, pelo contrário. Eduardo gosta da política e quer fazê-la. A ponto de ter resolvido, há quatro anos, filiar-se num partido, o CDS/PP, "porque é nos partidos que se faz política a sério". Os lados, afinal, podem ficar como os sentimentos, misturados. "Os autores do 25 de Abril não foram do meu lado, mas o resultado ficou mais do meu lado."

Eduardo pode ser uma resposta à desilusão de Jorge Caetano com a "falta de entusiasmo com que hoje se faz a política". Como, de alguma forma, a (re)conciliação dos dois lados da revolução pode ser simbolizada por Maria e Pedro, os seus filhos. "Pode ser estranho, mas eles conciliam isso pelo afecto", diz Catarina, a mãe. "Vivemos num país pacificado". A paz que Pedro, o filho mais novo, propôs aquando da morte do avô. "Na altura em que o meu pai morreu ele era muito miúdo e ficou um bocado atónito. Virou-se para algumas pessoas e disse 'o avô Ernesto está no céu a jogar às cartas com o avô Marcello'".

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MensagemAssunto: Chegou a altura de as mulheres serem comentadoras   Dom Abr 26, 2009 9:43 pm

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"Chegou a altura de as mulheres serem comentadoras"

por LÍLIA BERNARDES
Hoje

O DN acompanhou a claque feminina do clube nos jogos com o Braga e o Paços de Ferreira, no Estádio da Madeira. Senhoras, mães de família e empresárias, com idades entre os 45 e os 75 anos, discutem futebol e gritam. Insultam o árbitro, mas há regras. O desporto-rei é a melhor terapia, dizem.

"Rabo de senhora. Sua cadela. Anda seu boi. Bandeirinha, tu vais comer! Vai mas é cortar o cabelo. Ei pessoal! Bola no chão. No chão. Amo-te Nenê. Juliano, vira, ai, ai, ai, ai." Penálti. O Estádio da Madeira levanta-se. "Ladrão. Não é penálti Joãozinho. Vais ser morto hoje na Choupana. Gatuno. Seu filho da… seu mete nojo."

Bom, isto é uma amostra. A minha admiração começa aqui. Quem profere estas frases não são homens, mas senhoras empresárias, mães de família, com uma média de idades entre os 50 e os 75 anos, que se transformam, sofrem e divertem- -se ao ponto de não saberem as "asneiras que dizemos e as figuras que fazemos pelo nosso clube, o Nacional da Madeira", afirma, mais tarde, Luísa Jardim (60 anos), uma das figuras que integram a claque feminina, composta por 42 elementos. Quando entra a música da marcha dedicada aos "rapazes do Nacional" quem mais grita são as mulheres. E que gritos.

"Não lhe faz mal à tensão arterial todo este nervosismo?", pergunto. "Não, minha filha, venho aqui ver o meu Nacional de 15 em 15 dias. Deito tudo para fora e passo o resto da semana calma", responde. E sorri. Um sorriso matreiro, engraçado, autónomo. Depois tira um rebuçado da carteira, abana o cachecol e já sem olhar para mim afirma em alto e bom som "se eu estivesse acolá atirava-lhe uma pedra". Penso que não ouviu o que disse. Está em transe com os olhos colados ao relvado.

"Mas não devia estar em casa com os netos? O seu marido não refila?", insisto. "Deve estar a gozar comigo", responde. E vira a cara. A D. Maria José Rodrigues, como todas a chamam com grande respeito, e que conta com 73 anos, coloca as mãos fortes nos joelhos, inclina-se um pouco e "passa-se", de novo, com o árbitro. A sua voz junta-se ao coro de sons femininos emitidos guturalmente, fazendo lembrar as mulheres árabes quando se manifestam. Bebe-se muita água. As cordas vocais assim o exigem. No Inverno, quando há frio, trazem umas garrafinhas de ponche ou licor. Sentadas à frente da bancada da Imprensa, no lado leste do estádio, há sempre tentativas de oferta a quem está por perto. E toda a gente as conhece. A claque feminina, única no país, não está juridicamente organizada, mas funciona com regras. Os elementos pagam 10 euros por mês, fazem jantares trimestrais, viajam uma vez por ano com a equipa, têm um espaço próprio no complexo desportivo e exigem admiração pelos seus "meninos".

"Aqui não há apupos aos nossos. Mesmo que um jogador do Nacional faça alguma coisa de errado nunca o criticamos. Fazemos ao contrário. Apoiamo-lo. É isso que deve ser feito", diz-me. Mas Maria José está farta de perguntas. Quer ver o jogo. Depois, no intervalo, trocamos conversa. Os bombos estão prontos e irão fazer a festa do empate com o Braga. As mãos levantam-se e pegam no megafone. "Nacional" é a palavra que se repete sem cansaço. Desde 8 de Março de 1998, dia da Mulher, que assumiram que o futebol não é coisa de homens e o Nacional é o clube que escolheram. Algumas por herança paterna outras nem por isso. Há cinco irmãs, cujos maridos são do Marítimo, mas que não abdicam da convicção. Sim. É convicção.

"O futebol une as pessoas. Homens ou mulheres. Percebemos tanto disto como eles. Graças a Deus que esse tabu de que o futebol não é para as mulheres acabou. Os homens já aceitaram. Que remédio. Até temos uma visão mais abrangente do jogo. Chegou a altura de as mulheres serem comentadoras desportivas", diz Luísa Jardim.

O sonho era chegar ao Jamor, à final da Taça. Mas tudo morreu na meia-final, na quarta-feira, com a derrota frente ao Paços de Ferreira.

In DN


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MensagemAssunto: "Biggie", "Maggie" e "Pretinha"   Sab Maio 02, 2009 4:04 pm

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«Biguie» , «Maggie» e «Pretinha»
Peso da Régua


Cadelas «herdam« 30 mil euros da dona para alimentação

«Biguie» , «Maggie» e «Pretinha». São estes os nomes das três cadelas da raça caniche a quem a antiga dona deixou 30 mil euros em testamento para alimentação, cuidados médicos e tosquia até ao final das suas vidas.

Durante mais de dez anos, os animais fizeram companhia a Amélia Pina, que morreu em Novembro de 2008, aos 70 anos, no Porto, e que não se esqueceu das três cadelas - entretanto reduzidas a duas, depois da morte de uma delas - na hora de fazer o seu testamento.

Dos cerca de 600 mil euros deixados à gestão da Junta de Freguesia de Vilarinho de Freires, em Peso da Régua, que passará a ser titular única das contas bancárias, consta a importância de 30 mil euros para o tratamento dos animais até ao fim da vida, podendo essa verba ser entregue a quem se responsabilize pelo seu acolhimento. No entanto, a junta de freguesia irá propor que os animais fiquem ao seu cuidado.

O DN ouviu vários juristas sobre o testamento e todos disseram que este caso é único no País. Para Sofia Fonseca, não há memória de um legado como este, frisando que a doadora foi bem aconselhada, pois a lei portuguesa não permite a doação directa aos animais de estimação.

Também Rafael Feliciano não tem memória de acto igual. «É frequente a doação pós-morte de importâncias e bens a diversas associações que tratam de animais, mas não tenho conhecimento de uma declaração tão explícita e directa.»

Mas além das cadelas, a septuagenária contemplou no seu testamento mais 27 pessoas e entidades, sendo a principal beneficiária a junta de freguesia. Como contou ao DN o presidente da junta, «uma pessoa amiga forneceu-me uma cópia do testamento e eu fui logo ao notário ao Porto pedir o testamento original autenticado». A Junta de Freguesia de Vilarinho de Freires herdou a Casa da Eira, ficando com a obrigação «de preservar o bem e aí construir uma casa para acolher crianças, jovens e idosos». Herdou também a Casa das Varandas, que deverá, de acordo com a vontade da doadora, ser restaurada para turismo rural.

Para além da Junta de Freguesia de Vilarinho dos Freires, também o Museu do Douro foi contemplado no testamento com uma casa e o recheio de outra. O Instituto de Gestão Financeira da Segurança Social de Vila Real vai ficar com os vinhos velhos e muito velhos, que deverão ser vendidos e o dinheiro daí resultante deverá destinar-se ao tratamento de surdos-mudos, como está expresso no testamento.

De forma a prestar homenagem a Manuela Pina, a Junta de Freguesia de Vilarinho dos Freires pretende, a curto prazo, erguer um busto em sua memória. Os restantes herdeiros foram presenteados com ouro, porcelanas, mobílias, casas e certificados de aforro.

José Cardoso in DN, 2009-05-02
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MensagemAssunto: Superar barreiras   Ter Maio 05, 2009 2:45 pm

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Superar Vila Real

Universitários ensinam a dançar de olhos fechados

Dançar de olhos vendados, de ouvidos tapados ou em cadeira de rodas é o que propõe o Núcleo de Alunos de Engenharia de Reabilitação (NAERA) da Universidade de Vila Real para mostrar que qualquer pessoa é capaz de superar barreiras.

Depois de já ter realizado um jantar \"às escuras\", o NAERA da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) promove a 13 de Maio, em Vila Real, um workshop subordinado ao tema \"Dançar com a Diferença\".

Segundo o presidente da NAERA, David Fonseca, a iniciativa quer demonstrar à sociedade civil que qualquer \"pessoa é capaz de superar as barreiras que se lhe colocam sejam elas de que tipo forem\".

\"Queremos mostrar que um cego, um tetraplégico ou um surdo conseguem de igual forma apreciar e viver um momento único dançando, exprimindo e libertando todos os seus sentidos\", frisou.

Através da dança tradicional, o NAERA quer ensinar \"como se podem ultrapassar pequenas limitações impostas pela própria sociedade e não pela deficiência em si\".

A participação no workshop, que decorre no centro comercial Dolce Vita Douro, está a aberta à população em geral.

David Fonseca salientou que o curso não se resume apenas à componente tecnológica, mas também presta grande ênfase à vertente humana e das relações interpessoais no combate às desigualdades.

Segundo o responsável, serão realizados quatro workshops de danças tradicionais, sendo o primeiro adaptado à pessoa surda.

Para o efeito, o evento conta com a presença de um tradutor de língua gestual que irá traduzir toda a aula para as pessoas surdas que estiverem presentes, sendo que, quem quiser, passar pela experiência, poderá utilizar \"handicaps auditivos temporários\" .

O segundo workshop será adaptada à pessoa cega, pelo que vão ser distribuídas vendas a todos os participantes.

David Fonseca explicou que as adaptações do ensino da dança passam por indicações e orientações orais ao invés dos habituais métodos demonstrativos.

Depois a dança será adaptada à pessoa em cadeira de rodas, elemento simbólico da deficiência motora, misturando danças de pares e de grupos.

O evento termina com um baile final dirigido a todos os participantes.

A UTAD começou a leccionar, em 2007, a primeira licenciatura da Europa em Engenharia de Reabilitação e Acessibilidade Humanas.


Lusa, 2009-05-05
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MensagemAssunto: O mistério da estrada do Bom Jesus   Ter Maio 05, 2009 5:00 pm

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O mistério da estrada do Bom Jesus

Hoje às 12:13

É um lugar muito procurado pelos automobilistas que vão ao Bom Jesus de Braga.

Um pequeno troço de estrada onde os veículos sobem sozinhos, sem qualquer aceleração do motor. Qual é afinal a razão para este fenómeno que intriga milhares de turistas e curiosos? Será uma força magnética ou uma ilusão óptica?

A TSF pediu ajuda à Universidade do Minho para desvendar o mistério da estrada do Bom Jesus.

http://www.tsf.pt/paginainicial/AudioeVideo.aspx?content_id=1222118

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MensagemAssunto: Baptismo nas termas ao fim de 100 anos   Qua Maio 27, 2009 10:24 pm

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Na capela de São Lourenço
Carrazeda de Ansiães


Baptismo nas termas ao fim de 100 anos

Mariana, oito anos, foi oficialmente reconhecida pela Igreja Católica. O baptismo realizou-se na capela de São Lourenço, aldeia termal de Carrazeda de Ansiães. Foi o primeiro em 100 anos, diz o pároco.

O padre Humberto Coelho não consegue precisar, ao certo, se alguma vez ali se realizou tal cerimónia religiosa. Garante que apenas dispõe de registos desde 1910 e que deles \"não consta qualquer baptizado\". A capela em honra de São Lourenço foi erigida em 1839. Os eventuais registos, desde então até 1910, estão no Arquivo Distrital de Bragança. Mas Humberto Coelho duvida que exista algum, já que nessa época \"era proibido o baptismo onde não houvesse pia baptismal, e esta só existia nas igrejas paroquiais\".

\"Foi a Mariana que escolheu o local e fizemos-lhe a vontade\", adianta a mãe, Cláudia Rabaçal, 26 anos. A ligação da menina advém das muitas vezes que foi às termas por causa de um problema de pele. Por isso, São Lourenço passou a ser \"especial\". À luz da vela (a capela não tem energia eléctrica), numa pia improvisada, Mariana foi baptizada, numa cerimónia em que participaram apenas familiares e os amigos mais chegados.

São Lourenço assemelha-se a uma aldeia fantasma, incrustada no vale do rio Tua, a dois passos da linha ferroviária que há-de ser inundada pela albufeira da barragem que a EDP vai construir junto à foz. Não fossem as velhas termas, pouca gente ali iria. \"Este sítio devia ter mais gente, e a realização de baptismos é um bom meio\", opina Cláudia.

A revitalização das termas, como um dos mais importantes potenciais turísticos de Carrazeda de Ansiães, tem sido promessa eleitoral repetida de quatro em quatro anos. Os contratempos têm sido vários. A ruína não esperou e já tomou conta do lugar.


Eduardo Pinto in JN, 2009-05-27
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MensagemAssunto: A víbora mais venenosa em Portugal não mata... mas mói.   Sab Maio 30, 2009 4:00 pm

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«Campo de Víboras»
Vimioso




A víbora mais venenosa em Portugal não mata... mas mói.

Talvez por não se verem todos os dias, ou por serem muito mais pequenas do que as que aparecem nos documentários da National Geographic, em Portugal criou-se um mito popular: «Não existem serpentes venenosas.» Nada mais errado. Que o diga um homem de Marvão, no Alentejo, que ainda há poucas semanas foi mordido por duas víboras-cornudas.

Para descanso dos portugueses, e para sorte do homem atacado, o veneno desta serpente é tóxico, mas não letal. Aliás, em Portugal não há qualquer serpente cuja mordedura tenha um efeito mortífero. No País existem oito espécies de serpentes, mas só duas têm um veneno tóxico: a víbora de Seoane e a cornuda.

Apesar de estarem presentes um pouco por todo o território nacional, é muito difícil avistar uma víbora-cornuda. Estas costumam agrupar-se em pequenos grupos e refugiam-se no mato. Em Portugal nunca atingem mais de 70 cm, o que as ajuda na camuflagem.

Os livros científicos sobre répteis e anfíbios são claros: as víboras-cornudas não atacam por iniciativa própria e só o fazem se se sentirem ameaçadas. Foi o que terá acontecido no Alentejo.

Porém, o facto de não terem um veneno letal não significa que estas serpentes não sejam perigosas. As mazelas da mordedura de uma víbora-cornuda podem ficar para toda a vida e não há qualquer antídoto para o veneno destes animais. Além disso, os idosos e as crianças podem mesmo sucumbir a um ataque, por não resistirem aos efeitos do veneno no metabolismo.

No entanto, se os ataques das víboras-cornudas não são mortais para os humanos, o inverso não acontece. Uma das principais ameaças que estas espécies enfrentam é a constante perseguição por parte do Homem. As são sempre vistas como um animal ameaçador e por isso, assim que são detectadas passam a estar em perigo. Episódios como o do homem atacado em Marvão que , alegadamente, só se terá debruçado para apanhar um saco, contribuem para essa atitude.

Outro flagelo que esta espécie enfrenta é a destruição de habitats, por sinal, também provocada pelo Homem. Por outro lado, o facto de, em Portugal, as espécies estarem muito fragmentadas geograficamente não facilita a sua sobrevivência.

O Parque Natural de Montesinho ou a serra da Estrela são locais onde o encontro imediato com estas serpentes pode acontecer. O truque (ver caixa) é não fazer movimentos bruscos e acima de tudo não tentar a aproximação, pois a víbora retrai-se e foge.

Apesar de serem um alvo a abater por parte dos humanos, as víboras-cornudas têm um papel importante no ecossistema português, pois ajudam a controlar as populações de roedores e permitem a existência de determinados tipos de águias. Porém, o único reconhecimento da população a estes animais deu-se numa aldeia transmontana que, ainda hoje tem o nome de \\"Campo de Víboras\\".


Rui Antunes in DN, 2009-05-30
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MensagemAssunto: Dois Milhões de dólares aos 19 anos   Sab Maio 30, 2009 5:24 pm

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Dois Milhões de dólares aos 19 anos



Annette Obrestad é considerada o fenómeno do póquer online mundial. Foi a primeira mulher, em 40 anos, a vencer a World Series of Poker, na modalidade Texas Holde’m. O prémio? Dois Milhões de dólares e uma pulseira de diamantes.

O póquer é um dos jogos de cartas mais populares do mundo. A sua entrada no mundo online fez com que o número de seguidores, e praticantes, tenha vindo a crescer. O interesse é tal que hoje existem programas de televisão dedicados a esta actividade de ócio e inclusive eventos específicos em que os aficionados e profissionais põem à prova os seus conhecimentos específicos e a sua técnica no jogo.

Uma das melhores jogadoras da actualidade é Annette Obrestad ou Annette_15 como é conhecida no mundo do póquer online. Esta jogadora norueguesa sagrou-se campeã da World Series of Poker, na modalidade Texas Holde’m, diante 500 dos melhores jogadores de todo o planeta. Foi a primeira mulher vencedora em 40 anos. E tinha, na altura, apenas 19 anos de idade. O que fez com que ficasse na história como a jogadora mais jovem e a primeira mulher a ganhar um troféu desta envergadura. Pela vitória Annette recebeu 2 milhões de dólares e uma pulseira de diamantes que é oferecida aos vencedores das WSOPE.

Annette começou a jogar quando ainda estava a estudar, com 15 anos de idade. Segundo ela nunca necessitou de depositar dinheiro num site de póquer online. Isto porque começou por frequentar sites e torneios em que não era necessário efectuar um pagamento. O certo é que as vitórias permitiram-lhe amealhar uma quantia simpática. Entre Setembro de 2006 e Fevereiro de 2007 arrecadou 836 mil dólares em três torneios. E com isso, despertar a atenção da Betfair, que a convidou para a sua equipa.

O MSN.pt conversou com este pequeno prodígio do póquer que nos deu uma visão de si própria e dos meandros do jogo online.

MSN - Como é que começou a jogar e porquê?

Annette Obrestad - Comecei à cerca de cinco anos. Na altura jogava bowling e vi vários anúncios a publicitar sites de póquer. Foi assim que comecei.

MSN - Jogavas a dinheiro?

A. O. - Não no início. Quando comecei jogava só para aprender.

MSN - É fácil aprender as regras e começar a ganhar?

A. O. - Para mim foi. As pessoas estavam a jogar mal porque, como não havia dinheiro envolvido, não estavam interessadas. Mas eu estava empenhada e rapidamente comecei a saber mais do que os outros jogadores. E saber mais do que os outros faz com que tu ganhes. Foi muito fácil no início.

MSN - Como é que se pode aprender a jogar póquer?

A. O. - Ler muito. Artigos online e nas revistas. Há revistas de póquer muito boas que te dão dicas e que se deve ler. Na Noruega, onde vivo, as revista de póquer estão a começar a ganhar popularidade. Outra forma de aprender é jogar muito.

MSN - Na tua escola havia mais jogadores de póquer?

A. O. - Não. Éramos muito novos. Mas agora as pessoas da idade… Há muitas famílias que quando experimentam jogar póquer… podem não jogar tanto como eu mas de certeza que se divertem.

MSN - Quantas horas jogas por semana?

A. O. - No início, quando ainda estava na escola jogava entre as 15 horas e as 24 horas, todos os dias. Era viciada. Ia à escola, fazia os trabalhos de casa e depois ia jogar póquer. Depois desisti da escola. Nessa altura provavelmente jogava 15 horas por dia. E foi assim durante muito tempo. Cerca de um ano. Agora não jogo tanto porque viajo muito. Muitas vezes jogos com os americanos. Devido à diferença horária. Nem sei quantas horas jogo agora. Depende do horário dos torneios.

MSN - Foi a primeira mulher em 40 anos a ganhar o torneio. E apenas com 19 anos…

A. O. - Sim. Nem sei descrever a sensação. Não há muitas jogadoras mulheres. A minha vitória é uma forma de mostrar que as raparigas também podem jogar.
MSN - Qual a razão para haver tão poucas jogadoras mulheres?

A. O. - Acho que elas não gostam de estar horas fechadas a jogar cartas.

MSN - Tentaste trazer os teus amigos para o póquer?

A. O. - Não. Eles não estavam interessados. Julgam que são apostas. E não é. Mas deve ser pela forma como foram educados. Há ainda a ideia de que o póquer é algo mau. Que não deve ser feito.

MSN - Há muita matemática envolvida no póquer…

A. O. - Sim. Há que saber pelo menos o básico.

MSN - O que é necessário para ser um bom jogador de póquer?

A. O. - Tentar ler as cartas dos oponentes. Por exemplo, se se joga ao vivo pode-se saber se o oponente tem uma jogada forte ou fraca pela forma como se comporta. Se se sente confortável ou não. Para conseguir obter esse conhecimento é importante jogar muito e observar os jogos. De forma a aprender a ler o adversário. Se se conseguir perceber o seu padrão podemos ganhar todo o dinheiro.

MSN - Porque desististe da escola?

A. O. - Faltava-me apenas um ano. Mas comecei a perceber que não era o que eu queria fazer. Mesmo que acabasse o liceu teria de o frequentar mais três anos para mudar de curso. E, mesmo assim, não ganharia tanto dinheiro como ganho a jogar póquer. Odiava a escola. Era tão monótono/aborrecido.


MSN - Vês-te a fazer mais alguma coisa além de jogar póquer?

A. O. - Provavelmente não. Não sei o que gostaria de fazer de diferente do que faço agora. É tudo tão excitante. Conheço sítios diferentes, novas pessoas… Não posso sonhar com mais nada.

MSN - As viagens são só pela Europa?

A. O. - Por enquanto sim. Porque ainda não tenho idade para jogar nos Estados Unidos da América. É por isso que não viajo muito para os EUA. Mas já estive em Los Angeles.

MSN - Mas já não falta muito...

A. O. - Sim. Pouco mais do que um ano. Estou ansiosa por isso.

MSN - E em termos de objectivos?

Alexandra Costa / Sentido das Letras
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MensagemAssunto: Família desespera   Sex Jun 05, 2009 2:39 pm

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Familia desespera
Macedo de Cavaleiros


Câmara ainda não procedeu à consolidação do muro da casa em ruínas de Talhas

Na semana passada, o Semanário TRANSMONTANO deu conta da situação da família de Talhas que, para aceder à sua casa, tem de passar por um caminho onde a parede de uma casa em ruínas ameaça cair, pondo em perigo a segurança de quem por ali passa.

O casal teme, sobretudo, pela segurança da filha de oito anos, que tem de atravessar diariamente a dita passagem para ir à escola. Confrontado com a situação, o vice-presidente da autarquia, Duarte Moreno, afirmou, na altura, que a Divisão de Licenciamento Urbanístico da Câmara Municipal iria notificar o proprietário do imóvel para “proceder à reparação e consolidação da parede confinante com a passagem comum, bem como à retirada total dos escombros resultantes da anterior demolição”.

O Semanário TRANSMONTANO soube agora, no entanto, que, nesta ocasião, o proprietário já tinha sido notificado, na sequência de um despacho do presidente da Câmara proferido no passado dia 6 de Abril. O prazo dado para a demolição e retirada dos escombros já teria alegadamente terminado no dia 22 do mesmo mês, ou seja, há cerca de mês e meio.

Ora, como na notificação, o proprietário, João de Deus Alves, era avisado que, caso não desse cumprimento àquele procedimento legal, seria a autarquia a proceder “à realização dos trabalhos necessários, a expensas do munícipe” infractor, a reclamante, Dircea Lopes, disse ao Semanário TRANSMONTANO que não entende por que é que a Câmara Municipal tarda tanto tempo a iniciar a intervenção.

Confrontado com a situação, o vice-presidente da autarquia, Duarte Moreno, disse que uma vez que o proprietário do imóvel não manifestou a intenção de fazer a obra no prazo dado pela autarquia, esta vai notificá-lo, de novo, já na próxima semana, desta vez com o anúncio dos custos da intervenção, cuja avaliação está praticamente ultimada.

Caso João Alves não venha a cumprir o procedimento legal recomendado pelo município, este iniciará uma nova fase, que passa por recorrer aos métodos previstos na lei para garantir o financiamento da obra, em causa, através da hipoteca do terreno onde está implantado o imóvel em ruínas. Só depois de cumprido mais este procedimento formal é que a autarquia deve dar imediatamente início à retirada total dos escombros.

João Branco, Semanário Transmontano, 2009-06-05
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Rolling Eyes
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MensagemAssunto: Varandas da zona histórica de Vila Real estudadas na UTAD   Seg Jun 08, 2009 10:17 pm

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A matemática dos antigos
Vila Real


Varandas da zona história de Vila Real estudadas na UTAD

Frequentemente encarada como uma disciplina abstracta, longínqua e “maldita”, a Matemática tem, todavia, um potencial fascinante que importa redescobrir. Essa tem sido, em grande medida, uma das preocupações do Departamento de Matemática da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD).

Vai nesse sentido um estudo sobre as Varandas Antigas de Vila Real, apresentado na passada semana na Aula Magna da UTAD e onde se procura demonstrar a aplicação de conhecimentos etnomatemáticos por parte dos artesãos que trabalham em ferro forjado, um estudo realizado por uma docente de matemática do Agrupamento de Escolas de Santa Marta de Penaguião, Gisela Parafita, no âmbito das suas provas de Mestrado em Matemática, sob a orientação da professora e investigadora da UTAD, Cecília Costa.

Passadas a pente fino e fotografadas inúmeras varandas, do edifício da Câmara Municipal de Vila Real, do solar da família de Camilo Castelo Branco, Largo de “O vila-realense”, Avenida de Carvalho Araújo, Rua Luis de Camões, Rua da Misericórdia, etc., foram depois analisadas com detalhe nos seus motivos, repetições e variações, demonstrando-se a existência de Sete Grupos de frisos como unidade permanente nos modelos matemáticos aplicados pelos respectivos.

Pode assim reconhecer-se que na zona história de Vila Real persiste uma arquitectura tradicional que dá grande visibilidade a um conjunto de aplicações etnomatemáticas, sobretudo ao nível dos frisos das suas varandas, mostrando também como o universo artesanal oferece, por vezes, um leque de valores e saberes que passaram de geração em geração e que importa ter em conta.

De resto, este estudo foi buscar também os testemunhos e experiências de dois serralheiros que resistem na sua actividade em Vila Real. António Reis, com 57 anos, agarrou a arte de seu pai com 10 anos de idade e continuou-a até hoje, inovando-a como pôde nos seus engenhos: primeiro usava um fole para manter as brasas acesas e mais tarde adaptou um aspirador e a roda de um carro para fazer a própria forja (o carvão ficava na roda onde o aspirador era ligado para poder deitar o ar). Alberto Pinto, aos 78 anos e serralheiro desde os 14, orgulha-se de ter construído muitas das varandas, grades e portões de Vila Real, destacando-se o Palácio de Mateus e o Banco de Portugal, embora nunca tenha enriquecido com a arte (“Quem do ferro faz farinha, não compra lenha nem linha”, é como diz).


Espigueiro, 2009-06-08
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MensagemAssunto: Re: Curiosidades   

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