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 Religiões

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Romy

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MensagemAssunto: Religiões   Seg Jul 20, 2009 9:26 pm

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Testemunhas de Jeová realizam congresso no estádio do Nacional

por Lusa
Hoje

O Estádio do Nacional acolhe pela primeira vez, no próximo fim-de-semana, o congresso anual das Testemunhas de Jeová na Madeira, organização religiosa que durante cerca de duas décadas reuniu no campo dos Barreiros, no Funchal.

A mudança de espaço acontece sobretudo devido ao facto do estádio dos Barreiros, agora propriedade do Clube Sport Marítimo, estar a ser alvo de obras.

Este é um dos 14 congressos que este grupo realiza em 12 cidades diferentes no território português, abrangendo as ilhas da Madeira e Açores, nos meses de Julho e Agosto, com um programa subordinado ao tema "Mantenha-se Vigilante" que será apresentado a nível mundial.

As Testemunhas de Jeová contam reunir na Choupana os seus cerca de 1200 membros activos nas ilhas da Madeira e Porto Santo, as muitas dezenas de pessoas que com elas estudam regularmente a Bíblia Sagrada e todos os que estiverem interessados na abordagem de "factos" que comprovam que a humanidade vive presentemente os "últimos dias", estimando a organização do evento uma assistência na ordem das 1500 pessoas, referem os organizadores do evento.

De sexta-feira a domingo, diversos discursos proferidos por oradores daquela religião vão "destacar os benefícios que os leitores e estudantes da Bíblia podem derivar de observar os desenvolvimentos e acontecimentos mundiais significativos à luz da profecia bíblica em pleno cumprimento", acrescentam.

Pretendem chamar a atenção para o "facto" do originador do cristianismo, "Jesus Cristo, ter dado um sinal composto dos acontecimentos que indicam que se aproxima o fim deste sistema de coisas".

A revista "A Sentinela", com uma tiragem mundial na ordem dos 37 milhões de exemplares, a sua obra pública de evangelização, o seu apego aos princípios registados na Bíblia, o livro que consideram um guia prático, são algumas das coisas que caracterizam este grupo monoteísta que diz adorar o "Único Deus Verdadeiro, cujo nome é Jeová".

Segundo os dados das Testemunhas de Jeová, esta organização tem mais de 7,1 milhões de membros activos em 236 países e territórios, agrupados em 103 mil grupos (congregações) que funcionam integralmente da mesma forma sob a orientação de um "corpo governante" central localizado em Brooklyn, Nova Iorque.

Ao contrário de outras religiões, os seus fieis são pessoas integradas nas sociedades dos diferentes países, e são também conhecidas pela sua postura de neutralidade, colocando-se "à parte de preconceitos e controvérsias que dividem hoje a humanidade e, embora não sejam ascetas, evitam ser imoderados na busca de riqueza, prazeres ou proeminência", argumentam os organizadores do programa.

As Testemunhas de Jeová na Madeira lançaram uma campanha que "tem por objectivo distribuir convites pessoais a todas as pessoas interessadas em ouvir considerações interessantes acerca da descrição bíblica daquilo a que muitas pessoas se referem como o fim do mundo", concluem.

In DN

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MensagemAssunto: Associação defende saída de crucifixos das escolas   Qua Nov 04, 2009 5:06 pm

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Associação defende saída de crucifixos das escolas

por PEDRO SOUSA TAVARES
Hoje



Na sequência de uma sentença do Tribunal Europeu dos Direitos Humanos, conhecida ontem, relativa a um caso em Itália, Associação República e Laicidade volta a defender que Ministério da Educação deve tirar símbolos religiosos de todas as escolas.


A Associação República e Laicidade (ARL) está "a reflectir" se avança com nova exigência para a retirada dos crucifixos de todas as escolas do Estado. A hipótese foi admitida ao DN por Ricardo Alves, desta associação, e surge na sequência de uma decisão do Tribunal Europeu dos Direitos Humanos, conhecida ontem, condenando a existência destes símbolos em estabelecimentos públicos.

Na sentença, o tribunal deu razão ao protesto de uma mãe italiana, relativo à escola frequentada pelos seus dois filhos em 2001-2002, condenando este país a indemnizar a queixosa em cinco mil euros por ter sistematicamente recusado os seus apelos.

Para a instituição de Estrasburgo, "a exibição obrigatória do símbolo de uma determinada confissão" em instalações públicas e "especialmente em aulas" atenta contra a liberdade dos pais educarem os filhos "em conformidade com as suas convicções" . O Vaticano reagiu ontem à sentença com "surpresa" e ""tristeza".

Em Portugal, a presença de crucifixos nas escolas já não é obrigatória desde o 25 de Abril. E em 2005, na sequência de uma exigência da ARL, estes começaram a ser retirados de algumas escolas (ver caixa).

Mas segundo Ricardo Alves, é provável que a maioria dos estabelecimentos abertos antes de 1974 ainda os tenha, já que "o Ministério da Educação deu ordens para que só fossem retirados por pedidos expressos dos docentes ou discentes". Uma posição que considerou inaceitável.

O DN contactou uma escola identificada por Ricardo Reis como tendo ainda crucifixos nas salas: a Primária nº 1 de Moscavide. Mas uma funcionária informou que estes "já foram retirados há pelo menos dois anos".

A existência de símbolos religiosos nas escolas não é consensual mas a sua remoção não é obrigatória, garante o constitucionalista Jorge Bacelar Gouveia. Contactado pelo DN , o especialista considerou a decisão do tribunal europeu "nada surpreendente", uma vez que, explicou, "é "consensual" na Europa o conceito da laicidade do Estado: "O Estado não tem uma religião, nem pode impôr determinada visão da religião à sociedade".

No entanto, manifestou concordância com a solução intermédia encontrada pelo Ministério: "Caso existam queixas, mesmo que seja só uma, o crucifixo deve ser retirado", admitiu ."Mas se toda a comunidade escolar entende mantê-lo também está no seu direito".

Outra situação denunciada por Ricardo Alves é a alegada realização de "cerimónias religiosas em algumas escolas, nomeadamente na altura da Páscoa". Mas também em relação a estes eventos , Bacelar Gouveia considerou não haver motivo para uma intervenção sancionatória: Se o fizesse, o Estado também estaria a assumir uma posição religiosa: o ateísmo militante", considerou.

In DN


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Romy

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MensagemAssunto: A discussão estéril quando todos andam na catequese   Qui Nov 05, 2009 5:01 pm

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Crucifixos na parede da Escola
Trás-os-Montes


A discussão estéril quando todos andam na catequese

São várias as escolas EB1 do concelho de Bragança que mantêm os antigos crucifixos na parede, bem visíveis mal se entra nas salas.

Uma presença algo nublada, pois na mesma escola há professores que admitem a existência da cruz e outros que a negam, como na EB1 de Salsas. Outros preferem nem se pronunciar, como no Zoio.

O crucifixo faz parte do dia-a-dia dos cerca de 30 alunos da EB1 de Santa Comba de Rossas. Afixado por cima do velho quadro negro, centra o olhar de quem entra, mas não desperta o interesse das crianças, que o olham como parte do mobiliário. A professora coordenadora do estabelecimento escusou-se a falar ao JN, \"por questões pessoais\". Mas fonte da escola explicou que o símbolo está na escola há dezenas de anos e, até hoje, nenhum pai levantou problemas ou questionou a sua presença ali. E faz questão de acrescentar que a maioria das crianças que ali estudam são baptizadas pela Igreja Católica e fizeram a primeira comunhão.

Luís Freitas, presidente do Agrupamento de EB 2/3 Paulo Quintela, onde está inserida a escola de Santa Comba, também preferiu não tecer comentários e confirmou que nunca nenhum pai lhe fez chegar qualquer protesto relacionado com o crucifixo. \"Sempre ali esteve, aqui na sede de agrupamento (em Bragança) não temos símbolos religiosos\".

A escola de Santa Comba de Rossas tem duas salas, ambas com crucifixo. Numa delas, está em cima de um armário, desalojado da parede pelo quadro interactivo.

Numa das poucas escolas das freguesias rurais que escapou à reorganização da rede do primeiro ciclo de Chaves, o crucifixo está pendurado entre um termómetro e o quadro, onde está a escrita a giz a data do dia. Na esquina do parapeito da chaminé, que noutros tempos era a única forma de aquecimento da sala, está uma imagem da Senhora de Fátima.

\"Quando para aqui vim, tanto o crucifixo como a santa já cá estavam. E, por mim, vão continuar. Só os tiro se me obrigarem a isso\", garante a professora, de 52 anos. \"As crianças vão todas à catequese, os pais são todos católicos e eu também sou\", argumenta a docente, admitindo, no entanto, que se tivesse alunos de \"outras religiões ou seitas\", ponderaria o assunto.

\"Aqui há anos, na altura da Páscoa, fiz uma via sacra e mandei para casa aos alunos um papelinho para saber se os pais os autorizavam a participar. Participaram todos e até os pais vieram\", observa ainda a professora de uma escola que encerrará mal fique pronto o Centro Escolar de Chaves.

Glória Lopes e Margarida Luzio in JN, 2009-11-05
In DTM

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Fantômas

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MensagemAssunto: Vivem 16 vidas e têm medo de 'zombies'   Dom Fev 07, 2010 5:58 pm

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Vivem 16 vidas e têm medo de 'zombies'

por HUGO COELHO
Hoje


Religião.

Das ruínas do terramoto no Haiti estão a renascer os rituais levados há séculos pelos escravos africanos. Os haitianos viram-se para o mundo dos espíritos à procura de respostas e protecção. E, sem se darem conta, vão mostrando ao mundo que a sua crença não se esgota numa boneca espetada com alfineteshistórias: Vudu

Aos haitianos só uma coisa mete mais medo do que a morte: os mortos. Os descendentes de escravos africanos acreditam que os homens têm 16 vidas para viver, mas também sabem que aqueles que morrem voltam à terra como zombies para se vingar dos que tratarem mal os seus cadáveres.

A profecia é repetida por todos os sacerdotes vudus e está a ser levada muito a sério pelo povo. Desde o sismo de 12 de Janeiro ninguém faz nada que desrespeite os espíritos dos seus antepassados - 200 mil almas amontoadas em valas comuns, a acreditar no último balanço.

O misticismo não é novo, mas a tragédia recente deu novo fôlego ao vudu no Haiti. Costuma dizer-se que no país mais pobre da América 60% dos habitantes são católicos, 40% são protestantes e 100% seguem o vudu. O padre Pierre André Laguerre de Sainte Bernardette explica o fenómeno: "Quando tudo está bem cada um vai à sua igreja. Quando algo mau acontece, vão todos ao sacerdote vudu pedir ajuda."

Ao contrário do preconceito, que o confunde com uma bruxaria que acaba sempre com alfinetes espetados numa boneca de palha, o vudu é uma religião que dá sentido à vida de milhões de pessoas em África e na América. A sua história perde-se no tempo. Pensa-se que teve origem na África Ocidental há uns dez mil anos atrás e que terá evoluído do animismo. Nas línguas tribais, "vudu" significa "espírito" e essa é a primeira pista para se compreender esta religião misteriosa.

Para os crentes, Deus criou o Homem e deixou-o num mundo material. Paralelo a este, mas invisível, existe o reino dos espíritos, os iwa. Todos - homens, animais, plantas, rochas - estão possuídos por iwa que dão sorte e protegem do mal. Os sacerdotes vudu fazem a ligação entre os dois mundos que têm de estar em equilíbrio. Quando assim não é, acontece uma tragédia.

Para os que acreditam no vudu, o terramoto do Haiti foi uma revolta do outro mundo. Erol Josue, sacerdote vudu, explica que o Haiti é "o espírito de uma mulher". "Quando sentiu dor, ela disse 'basta'. É simbólico. Fomos todos arrasados. Ricos e pobres. O palácio presidencial ruiu, o Parlamento ruiu, a Catedral ruiu. Estamos todos de joelhos."

O vudu chegou à América no século XVI com os escravos vindos do outro lado do Atlântico. Os negros foram convertidos à força ao cristianismo pelos franceses, mas mantiveram secretas as velhas crenças.

Naqueles tempos de exploração, o vudu era uma manifestação política para os escravos. Os historiadores admitem que terá sido uma cerimónia religiosa a precipitar a revolta de 1791, que aboliu a escravatura - o Haiti foi o primeiro no mundo a fazê-lo. Treze anos depois, os revoltosos - que segundo um evangelista americano "fizeram um pacto com o Diabo" - conquistaram a independência.

Mesmo depois de expulsarem os franceses, os haitianos continuaram a conciliar o cristianismo com o vudu. Desde então, as cerimónias religiosas começam sempre com preces cristãs e acabam com rituais para adorar as divindades do culto.

Monique Henry, mãe de três filhos, de crucifixo ao pescoço, é a prova viva dessa fusão improvável. "Todos acreditamos em Deus, mas sentimos que o vudu é poderoso" disse ao The Independent. "Acreditamos que as divindades podem-nos proteger de novos perigos."

Os mesmos escravos que importaram o vudu para o Haiti, levaram o culto para o sul da América do Norte - sob domínio francês. Nova Orleães é a capital do vudu nos EUA e para muitos a capital do vudu no mundo. E é fácil compreender porquê. Foi ali que vudu se misturou com o culto hudu, que se confundiu com a magia negra e depois partiu à conquista de Hollywood. Pode dizer-se que foi na cidade do jazz que o vudu se tornou num mito.

In DN

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