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 Miranda do Douro

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Fantômas

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MensagemAssunto: Miranda do Douro   Seg Abr 27, 2009 3:31 pm

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Novo disco
Miranda do Douro




Lenga Lenga – Gaiteiros de Sendim

Um grupo de quatro elementos que fomentam a passagem do mais importante testemunho tradicional dos seus antepassados! A língua mirandesa, os cantares, a danças mistas e os pauliteiros! Os trajes com que o grupo se apresenta são de confecção tradicional à imagem dos velhos gaiteiros mirandeses.
Os instrumentos são réplicas autênticas tanto em sonoridade e timbre, como na sua ornamentação exterior.

Fieis à melodia tradicional, trabalhando os ritmos e o timbre oral da língua mirandesa!
As origens: o grupo data de 19 de Julho de 2000, com a formação inicial do trio tradicional, a formação actual é de quatro elementos, tendo como objectivos desenvolver o repertório Mirandês estudando, recolhendo e criando novos temas tradicionais, incentivando assim o gosto pela gaita-de-foles mirandesa, flauta pastoril (três buracos), cantigas tradicionais, romances e danças dos pauliteiros.

O grupo tem a particularidade de Henrique Fernandes pertencer a única e mais antigas famílias de Gaiteiros tradicionais da Terra de Miranda, vai já na sua quarta geração, sempre fiel às técnicas de digitação desenvolvidas pelos seus antecedentes, tendo já percorrido três séculos desde o ano de 1865 até hoje.

Dinis Arribas, jovem Gaiteiro, uma das maiores promessas na área da música tradicional mirandesa, desde muito novo que aprendeu a tocar a gaita mirandesa, a caixa de guerra e o bombo, muito por culpa do seu avô materno, o Sr. Ângelo Arribas, Mestre gaiteiro e construtor de gaitas de foles. Telmo Ramos e David Jantarada sempre ligado a cultura mirandesa tanto no ambiente familiar, dos Pauliteiros e Rancho Infantil da terra de Sendim, sempre acompanhando as raízes musicais das terras de Miranda.

Novo Disco

Depois de algumas gravações do Grupo, eis que chega a altura de uma verdadeira edição discográfica, estando previsto o seu lançamento para o início de Verão, foi no passado mês de Março, no Conservatório de Música de Vila Real, que o Grupo Lenga Lenga levou a cabo as gravações com o ilustre Engº Pedro Mouga, de 14 temas para o novo CD que se irá chamar: L Testemunho – trata-se de um objecto musical de raízes mirandesas, que servirá como transporte de uma tradição de gerações.

O bastão (testemunho) dos corredores de estafeta não se deve deixar cair, de forma igual este disco serve para que a rica tradição musical das terras de Miranda não caia no esquecimento.

Houve, no entanto, a preocupação do Grupo em convidar, para alguns temas do disco, quatro músicos todos eles das Terras de Miranda: na voz, Vanessa Martins de Miranda do Douro, no violino, Ângela Topa da Freixiosa – Miranda do Douro e sendo dois deles os mais antigos tocadores de Gaita de Foles Mirandesa, o Tio José Maria Fernandes de Urrós – Mogadouro e o Tio Ângelo Arribas da Freixiosa – Miranda do Douro, trata-se de dois verdadeiros Gaiteiros Mirandeses que sempre divulgaram a música tradicional mirandesa, na sua mais pura essência, e traduziram os seus conhecimentos para as gerações mais jovens como é o caso do grupo Lenga Lenga.

, 2009-04-27
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MensagemAssunto: Vontade de abrir pólo em Miranda do Douro   Qua Jun 03, 2009 10:04 pm

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Conselho Geral do IPB
Distrito de Bragança




Membro do Conselho Geral do IPB mostra vontade de abrir pólo em Miranda do Douro

O Instituto Politécnico de Bragança poderia vir a ocupar a vaga deixada em aberto pelo encerramento do pólo da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro em Miranda do Douro. O desejo foi manifestado hoje por Amadeu Ferreira, um dos defensores da língua mirandesa, à margem da sessão de tomada de posse dos membros externos do Conselho Geral do IPB.

Amadeu Ferreira foi um dos sete elementos externos cooptados para o Conselho e mostrou-se desagradado com o encerramento do pólo mirandês da UTAD.

“Tenho muita pena. Creio que poderia ser importante para a própria UTAD se tivesse tido uma ligação mais forte à cultura e à língua mirandesa. Tenho esperança que um dia aquele pólo possa voltar a abrir, com a UTAD ou o IPB. Não vejo porque razão não possa ser o IPB”, disse. Amadeu Ferreira deixou ainda o desejo de haver “tão cedo quanto possível a cadeira de mirandês nas principais universidades do país”.

Amadeu Ferreira aproveitou ainda para criticar as recentes declarações do ministro da Cultura sobre os falantes da língua mirandesa:

“Terá sido infeliz nas afirmações que fez. Desde logo, confundiu os romanos com os gauleses, porque os loucos eram os romanos. A luta dos gauleses era uma luta digna pela sua identidade, por si próprios. E essa é também a luta dos mirandeses. Eu orgulho-me das minhas duas línguas, que são uma mais valia. A luta pela diversidade cultural e linguística insere-se na luta pela sobrevivência das pessoas enquanto seres dignos. É o que nós, mirandeses, temos procurado fazer. E felizmente que o temos conseguido sem o apoio do ministério da Cultura. Esperamos fazê-lo daqui para a frente com o seu apoio.”

O Conselho Geral do IPB é formado por 25 elementos, desde representantes dos alunos, professores e funcionários, para além dos sete elementos externos que esta manhã tomaram posse, entre eles também o antigo ministro da saúde Paulo Mendo.

O presidente do IPB, Sobrinho Teixeira, explica os poderes deste órgão:

“Elege o presidente, demite-o se assim o entender. Poderá também demitir os directores das unidades orgânicas eleitos democraticamente, se achar que possa haver um perigo para o prosseguimento da evolução da instituição. E tem ainda uma série de prerrogativas como aprovar o plano estratégico para o quadriénio do seu mandato, aprovar todos os relatórios anuais, o orçamento, fixar as propinas dos alunos e aprovar a criação, extinção ou transformação de escolas.”

Entretanto o ex-presidente do IPB, Dionísio Gonçalves, foi eleito presidente do Conselho Geral com 85 por cento dos votos e espera agora a chegada de propostas para começar a dar início ao mandato.

“Vai depender das propostas que o Politécnico fizer. É um órgão que tem as funções de aprovar as propostas que vierem do presidente da instituição.”

Dionísio Gonçalves revelou ainda que no próximo ano entrará em vigo já o novo curso de Arquitectura Paisagísta.

Rádio Brigantia, 2009-06-02
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MensagemAssunto: Habitantes comemoraram data com homenagem aos Pauliteiros   Sab Ago 01, 2009 11:21 pm

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Sendim é vila há 19 anos
Miranda do Douro


Habitantes comemoraram data com homenagem aos Pauliteiros

Sendim, no concelho de Miranda do Douro, comemorou os 19 anos de elevação à categoria de vila com uma homenagem à figura mais conhecida da região, com a construção da Casa do Pauliteiro, onde os visitantes podem conhecer a história destes guerreiros de saias.

“Esta é uma marca da cultura mirandesa e aqui existem Pauliteiros há centenas de anos e nunca tinham sido homenageados”, refere o presidente da Junta de Freguesia de Sendim (JFS), Norberto Marcos.

Nesta Casa do Pauliteiro, que resulta da recuperação de um antigo edifício que já tinha servido de instalação aos CTT e à JFS, os visitantes vão poder conhecer a história desta arte e assistir a diversas danças guerreiras. “O grupo vai ficar aqui sedeado e, por isso, as pessoas vão ter oportunidade de ver os ensaios”, acrescenta o responsável.

Recorde-se que o equipamento custou cerca de 45 mil euros financiados pelo programa AGRIS e pela Câmara Municipal de Miranda do Douro. Além desta infra-estrutura, a JFS inaugurou, também, o percurso pedestre Carreirão das Arribas que, com cerca de 10 quilómetros, que vai dar directamente às arribas do rio Douro.

Segundo o autarca, este projecto nasceu da necessidade de recuperar alguns trilhos que são procurados pelos amantes da natureza, com o objectivo de «promover o turismo pedestre e atrair pessoas», sublinhou.

Jornal Nordeste, 2009-07-30
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MensagemAssunto: 10.ª edição do Festival Intercéltico de Sendim   Dom Ago 02, 2009 10:36 am

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Sendim abre as portas à música celta
Miranda do Douro


10.ª edição do Festival Intercéltico de Sendim

Os sons das gaitas-de-foles dos Lenga-Lenga abrem hoje, sexta-feira, às 22.30 horas, no Parque das Eiras, a 10.ª edição do Festival Intercéltico de Sendim, em Miranda do Douro, que decorre até depois de amanhã, domingo.

As honras de abertura vão para os gaiteiros de Sendim, que aproveitam a celebração da folk para apresentarem o seu primeiro trabalho discográfico, com 14 temas e que dá pelo nome de \" L Teçtemunho\".

O primeiro dia do FIS terá também em palco a voz única da castelhana Maria Salgado, ficando o fecho do primeiro dia a cargo dos suecos Hedningarda.

O segundo dia da festa da folk vai ter em palco os asturianos Llan de Cubel, os portugueses Brigada Victor Jara e os bascos Korrontzi.

Estes são alguns dos ingredientes para que o FIS se continue a afirmar com um dos festivais de referências no panorama da música folk, não só na Península Ibérica, mas a nível europeu.

O festival contemplará uma serie de actividades paralelas, em que a peculiar cultura mirandesa estará em destaque em iniciativas como várias homenagens a antigos músicos, apresentação de discos e animação de rua ao som de gaiteiros e tamborileiros da zona transfronteiriça do rio Douro.

Se o festival assinala uma década de existência, Mário Correia, o fundador do FIS, sempre vai dizendo que \"estou altamente recompensado porque se trata de um misto de aventura e de loucura, com muitas incertezas e outras tantas indefinições, já que, há dez anos, era um projecto ousado e a música folk estava ainda longe de alcançar o que hoje ninguém lhe nega\".

O director do festival vai ainda mais longe garantindo que \"o Intercéltico construiu ao longo destes dez anos um modelo de programação coerente e assente em critérios que se revelaram eficazes\".

Ainda na opinião de Mário Correia, o festival deve continuar a apostar numa programação que tenha em consideração as relações de proximidade e de partilha cultural com os vizinhos espanhóis, privilegiando os contextos ibéricos da expressão folk\".

Outra das novidades apresentadas neste ano centram-se nas melhorias das condições do recinto do festival, sendo que no local serão igualmente instalados dispositivos para ajudar a prevenir o contágio da gripe A.


Francisco Pinto in JN, 2009-07-31
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MensagemAssunto: Teixeira dos Santos visita Festival Intercéltico de Sendim   Qua Ago 05, 2009 10:10 pm

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«Marca cultural muito forte»
Miranda do Douro


Teixeira dos Santos visita Festival Intercéltico de Sendim

O Festival Intercéltico de Sendim, em Miranda do Douro, ganha cada vez mais adeptos.

Até mesmo o Ministro das Finanças e Economia fez questão de marcar presença.

Teixeira dos Santos passou por esta vila do planalto mirandês com o propósito de dar visibilidade a este festival de música folk.

“É uma marca cultural muito forte, pelas tradições e cultura desta região” afirma o governante. “Tratando-se de um evento de música celta que se realiza pela décima vez, penso que era uma boa ocasião para vir visitar” refere Teixeira dos Santos confessando que “não é a minha primeira vez aqui, já estive cá no ano passado”.

Uma visita que satisfaz a organização.

No entanto Mário Correia lamenta a falta de apoio por parte do Governo para este tipo de eventos, mais concretamente para com o Intercéltico.

“O apoio a este tipo de eventos é do Ministério da Cultura que tem programas para isso” afirma o responsável. “O festival tem vindo a candidatar-se mas só para marcar presença porque nos últimos quatro anos não tivemos apoio nenhum pois o júri deve andar muito desatento” acusa.

Apesar da falta de apoio por parte do Governo para a realização deste festival, público não faltou pois registou-se um aumento de 25% na bilheteira. “Houve mais gente do que o habitual e em relação ao ano passado houve um acréscimo de entradas na ordem do 25%” adianta Mário Correia.

Para além de muitos festivaleiros a décima edição do Intercéltico em Sendim contou com a presença de um ministro e ministro e de uma euro deputada - Ilda Figueiredo.

Rádio Brigantia, 2009-08-04
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MensagemAssunto: Passeio pela Rota dos Castros e Verrascos   Sab Set 19, 2009 3:09 pm

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Inúmeros sítios arqueológicos
Miranda do Douro




Passeio pela Rota dos Castros e Verrascos

Fortificações defensivas singulares que remontam a tempos ancestrais, com figuras zoomórficas talhadas em pedra de dimensões consideráveis mesmo ao lado, que representam berrões ou verrascos foram o cenário do passeio efectuado pela região fronteiriça do Douro Internacional.

O percurso tem início em Miranda do Douro, com passagem por Mogadouro, até Freixo de Espada à Cinta, seguindo para Penafiel, em território luso. Já na região castelhana, a rota proporciona uma visita a terras de Ávila ou Salamanca, onde é possível observar este tipo de monumentos.

Enquanto procura estes sítios arqueológicos, muitos deles com centros interpretativos, o visitante poderá, ao mesmo tempo, descobrir a beleza da paisagem e a gastronomia únicas de uma extensão região. Para tentar explorar os inúmeros sítios arqueológicos deste roteiro, que remontam para lá da Idade do Ferro, os visitantes deverão procurar a informação nos postos de turismo de Mogadouro, Miranda do Douro, Salamanca ou Ávila. Aqui, os turistas também podem adquirir uma publicação elaborada por vários especialistas portugueses e espanhóis, com o título de “Rota dos Castros e Berrões de Ávila, Salamanca, Mogadouro, Miranda do Douro e Penafiel”.

Castelo dos Mouros na zona de Vilarinho dos Galegos (Mogadouro) é um dos locais a explorar no âmbito da rota

A título de exemplo fica o Castelo dos Mouros, na zona de Vilarinho dos Galegos, concelho de Mogadouro, um dos muitos sítios para explorar, implantado na margem direita da ribeira. Além disso, o monumento fica próximo de uma zona de rara beleza ambiental próximo do rio Douro. Apesar de ser um antigo povoado de pequenas dimensões, este local está defendido por um campo de pedras fincadas, um fosso de 41 metros de comprimento e um torreão do lado sul. Era uma área de difícil acesso, devido à sua forte defesa natural.

Rumando a Miranda do Douro, pela EN221, os visitantes poderão encontrar outra fortificação junto a São João das Arribas, um verdadeiro santuário para os amantes do turismo de natureza. As aves rupícolas, que nidificam na zona do Parque Natural do Douro Internacional, serão os principais cicerones para os turistas mais atentos ou o imenso “canyon” do Douro, onde, por vezes, as escarpas das arribas chegam a atingir 200 metros de altura. A entrada em território espanhol leva os forasteiros a outras descobertas. Se rumarmos para a zona do grande Porto, podemos encontrar o castro de Monte Mozinho, em Penafiel, classificado como Imóvel de Interesse Público, desde 1948. Este monumento funciona como pólo dinamizador da cultura da região em que esta inserido.


Francisco Pinto, Jornal Nordeste, 2009-09-16
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MensagemAssunto: Raça mirandesa chega à União Europeia e Angola   Ter Out 20, 2009 2:48 pm

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Investir na expansão
Miranda do Douro




Raça mirandesa chega à União Europeia e Angola

A Cooperativa Agropecuária Mirandesa vai investir quatro milhões na expansão do mais representativo produto endógenos da região, a carne de bovino mirandês. O investimento é encarado como «uma alternativa à crise no sector».

Caso o projecto se materialize, o futuro da raça mirandesa \"é promissor\", dizem os responsáveis da cooperativa, já que se encontra num mercado onde a procura supera a capacidade de resposta dos produtores, sendo um dos poucos produtos que resistiu, ultimamente, à queda acentuada do preço pago ao produtor.

Segundo Fernando Sousa, secretário técnico da raça mirandesa, com o investimento previsto, \"o futuro é promissor, porque se vai ganhar competitividade e atingir maior cota de mercado\".

Actualmente, a CAM está a comercializar cerca de dois milhões de euros de carne por ano, mas com o projecto da unidade de transformação de carnes, a construir na zona industrial de Vimioso, a facturação poderá triplicar num espaço de cinco anos.

Aquele responsável acredita que será possível atrair agricultores que estão a perder rentabilidade noutras actividades agrícolas.

Os enchidos de carne de vaca são uma das apostas dos produtores que agora se pretende lançar no mercado externo, estando já pensada uma forma de comercializar a carne mirandesa na União Europeia através de um distribuidor sedeado em Paris.

Em Portugal, serão colocados dois entrepostos, um em Lisboa, outro no Porto, para assim abastecer aquelas duas áreas metropolitanas. Para além do mercado europeu, os animais de raça bovina mirandesa já estão a chegar a Angola, país que depressa se apercebeu do potencial daquela raça.

No solar da raça mirandesa existe um efectivo de cerca de seis mil vacas de linha pura, mas tempos houve em que número destes animais era superior. \" Houve tempos em que o solar era composto 228 mil vacas, no presente são seis mil, mas há ambição de crescimento,\" afiançou Fernando Sousa.

Os agricultores encaram o futuro com algum optimismo, já que cada produtor recebe um subsídio da U E que ronda os 600 euros anuais por cabeça. A venda de um vitelo pode ir além dos 800 euros.

Francisco Pinto in JN, 2009-10-16
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MensagemAssunto: Raça bovina mirandesa aliada contra os incêndios   Qua Out 21, 2009 2:08 pm

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Pastagens para as raças autóctones
Distrito de Bragança


Raça bovina mirandesa aliada contra os incêndios

Um projecto apresentado esta quarta-feira em Bragança, que se propõe combater os fogos com pastagens para as raças autóctones, pode ser aprovado pela União Europeia e tornar a raça bovina mirandesa num novo aliado na prevenção dos incêndios florestais, refere a Lusa.

A ideia partiu do governo regional da Cantábria, Espanha, e conta já com parceiros franceses e portugueses para avançar no final do ano com uma candidatura a 50 milhões de euros do Interreg IV, o programa comunitário de apoio ao desenvolvimento das regiões fronteiriças.

O projecto conjuga a actividade pecuária com a conservação da natureza para prevenir os fogos florestais, como explicou hoje, em Bragança, o mentor, Jesus Oria, conselheiro regional para o desenvolvimento rural da Cantábria, no Norte de Espanha.

A ideia é criar pastagens em zonas florestais que funcionarão como barreiras ou corta-fogos naturais à propagação e mesmo ignição dos incêndios.

Projecto inclui apenas as raças autóctones em vias de extinção

No projecto cabem apenas as chamadas raças autóctones em vias de extinção, como a Mirandesa do Nordeste Transmontano, que vê aqui uma oportunidade de expansão e de alternativa ao actual sistema de produção intensivo da terra, como expressou Fernando Sousa, da associação da raça.

Segundo o responsável, com novos pastos, a raça conseguirá chegar a mais zonas da região e os animais terão mais disponibilidade de alimento, evitando dificuldades como as sentidas neste Verão de seca, em que os produtores esgotaram as reservas.

Os rebanhos para o novo projecto tanto podem ser bovinos, como caprinos, equídeos ou outros, segundo o conselheiro espanhol Jesus Oria, desde que sejam regionais e protegidos devido ao perigo de extinção.

Politécnico de Bragança parceiro científico

O Instituto Politécnico de Bragança (IPB) foi hoje convidado para ser o parceiro científico do projecto transfronteiriço, através do Centro de Investigação de Montanha, cujo coordenador, Jaime Pires, acredita ser «possível de executar».

«Vão ter de ser envolvidas associações de agricultores e algumas comissões directivas de baldios, os próprios parques naturais», disse, realçando que o Parque Natural de Montesinho já mostrou interesse em desenvolver trabalhos nesta área.

As regiões parceiras do projecto têm em comum a ruralidade e o despovoamento que levou ao abandono da agricultura, nomeadamente da floresta, com o mato a invadir as terras e a proporcionar a propagação dos incêndios.

Na região espanhola da Cantábria, só em 2008, 441 incêndios consumiram oito mil hectares com prejuízos de 58 milhões de euros e gastos de 1,5 milhões de euros no combate, de acordo com as contas do governo regional.

Em Portugal, entre 1980 e 2004 ardeu o correspondente a 30 por cento da área do país, segundo dados do Centro de Investigação de Montanha do IPB.


Lusa/RTP, 2009-10-21
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MensagemAssunto: PRODER dá luz verde a fábrica de carne mirandesa   Qua Out 21, 2009 2:27 pm

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20 postos de trabalho
Miranda do Douro


PRODER dá luz verde a fábrica de carne mirandesa

Já foi aprovado o projecto da Associação de Criadores de Bovinos de Raça Mirandesa para a construção de uma unidade industrial de abate, desmancha e transformação de carne mirandesa.

O PRODER – Programa de Desenvolvimento Rural – já deu luz verde para o financiamento.

O presidente da cooperativa manifesta-se satisfeito, pois ao final de cinco anos, a obra vai avançar.

“Foi a vice-directora do PRIDER que nos comunicou numa reunião que tivemos com ela em Lisboa” adianta. “Ficamos muito contente porque há muito tempo que esperávamos ver o projecto aprovado”.

Um atraso que já estava a trazer alguns problemas à cooperativa. “Ao nível da comercialização estamos a perder mercado, mas esperamos recuperá-lo dentro em breve”.

António Luís, espera que as obras para a construção da fábrica comecem ao mais rápido possível, sendo que o contrato pode ser assinado ainda este mês.

“Já lançamos o concurso público e já foi escolhido a empresa, por isso arrancaremos dentro em breve, assim que tenhamos a comunicação oficial” refere.

“Logo que o contrato seja assinado, o dinheiro já vem”. Ainda assim adianta que “vamos esperar pela assinatura do contrato, mas não deve demorar muito”, afirma, convicto.

Para além do fabrico de chouriço a partir de carne mirandesa, esta unidade industrial contempla ainda a confecção de pré-cozinhados.

Mas esta vertente não vai ser financiada. “A União Europeia não contempla esta vertente e por isso vai ficar fora do financiamento” explica António Luís.

Este projecto representa um investimento de quatro milhões de euros.

O PRODER financia em 40%.

A fábrica deve entrar em funcionamento em meados de 2011, e vai gerar 20 postos de trabalho

Brigantia, 2009-10-21
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MensagemAssunto: «Canhono mirandês»   Ter Dez 08, 2009 1:00 pm

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«Canhono mirandês»
Miranda do Douro




O cordeiro mirandês já é Denominação de Origem Protegida.

O cordeiro mirandês já é Denominação de Origem Protegida.
Desde a semana passada que a União Europeia e o Ministério da Agricultura reconheceram o canhono mirandês como produto específico da região, que só pode agora ser comercializado pelos produtores locais.

Francisco Rodrigues, o presidente da Associação Nacional de Criadores de Ovinos da Raça Churra Galega Mirandesa, considera que a carne sai valorizada e desta forma se evitam situações de publicidade enganosa.

“Se a carne não fosse boa, não faziam esta publicidade clandestina nos mercados de Porto, Lisboa e Coimbra onde vendem o borrego como mirandês. Neste momento, como não estamos devidamente licenciados, temos vendido para Espanha. A carne é boa, tem boa saída e queremos que nos valorizem dentro dessa qualidade, porque o preço não é compatível.”

Actualmente, o preço ronda os quatro euros por quilo mas Francisco Rodrigues revela que terá de subir, pois os custos de produção subiram e os preços não acompanharam essa subida.

“Temos uma cooperativa constituída e é ela que vai comercializar o borrego. Têm de procurar o preço nas grandes superfícies e negociar o valor ideal”, reforça.

Francisco Rodrigues revela que actualmente existem menos de cem produtores registados na zona de Miranda do Douro, com cerca de oito mil animais, mas enfrentam alguns problemas.

“Temos associados a uma escala bastante grande, com um efectivo de 500 animais, e outros com 15 ou 20 animais. São aqueles sócios a quem a idade já não permite ir muito longe e arranjaram isso como uma maneira de passar o tempo. As grandes dificuldades da nossa pastorícia assentam em dois problemas: o minifúndio que temos e a falta de gente jovem”.

Ora, é precisamente este fenómeno que a classificação da Raça Ovina Mirandesa como Denominação de Origem Protegida pode ajudar a combater.
Artur Nunes, o novo presidente da câmara de Miranda, está convencido que pode ajudar a surgirem mais produtores.

“Haverá mais gente a apostar na raça e Miranda também sai valorizado. A ideia é ter mais produtores, mais gente a acreditar que tem ali um bom produto.”

A carne de ovino de Raça Mirandesa é agora um produto protegido por lei e reconhecido pela União Europeia e pelo Ministério da Agricultura e Pescas. Uma luta de quase uma década dos produtores transmontanos.

Brigantia, 2009-12-07
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MensagemAssunto: Festival para quebrar o gelo em Miranda   Dom Dez 27, 2009 4:26 pm

«Bamos derritir l carambelo»
Miranda do Douro


Festival para quebrar o gelo em Miranda

A cidade de Miranda do Douro acolhe, entre hoje e segunda-feira, o Festival GEADA. A iniciativa é promovida pela Associação Recreativa da Juventude Mirandesa e tem a ver um pouco com as tradições de Inverno na região.

«Bamos derritir l carambelo», ou, para que o mirandês não atrapalhe, «Vamos derreter o gelo». Este é o lema do certame. Uma ronda pelas adegas do centro histórico, com provas de vinhos e fumeiro em volta da fogueira do galo, é o mote para receber as varias dezenas de participantes, oriundos um pouco de todo o país, que já fizeram questão de se inscrever nas várias actividades propostas pelo GEADA.

O festival assinala este ano o décimo aniversário da «lhéngua», com várias actividades e conferências, em que marcam presença os maiores estudiosos do mirandês na actualidade, tendo como tema central «Falar ye bibir» («Falar é viver»).

Segundo Ivo Mendes, da organização do festival, há um leque de participantes vindos do mundo encantado das gaitas de foles, dos pauliteiros. Estarão presentes grupos emblemáticos como os Tuttis Catraputtis, os Roncos do Diabo ou o grupo de Caretos de Podence.

Vindos da região do Minho, estarão igualmente os Ares da Raia, além do Grupo de Bombos de São João Darque.

Da Galiza surgirá um electrizante projecto de música tradicional electrónica, denominado Projecto Trepja. No entanto, os músicos e os pauliteiros mirandeses também não foram esquecidos e ao logo do festival será possível ver e ouvir os já consagrados Lhenga Lhenga e os Pauliteiricos e Pauliteiricas de Miranda, entre outros convidados.

Para mostrar o que faz de melhor por terras de Miranda, o GEADA contempla ainda a I Mostra Associativa Mirandesa e a II Exposição Artística da Juventude Mirandesa -Inovart.

«Cada participante viverá nos próximos três dias uma verdadeira e genuína festa tradicional, desfrutará das belezas deste canto do país e terá tempo para vivências inesquecíveis com base na cultura tradicional», rematou Ivo Mendes.

Francisco Pinto in JN, 2009-12-27


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MensagemAssunto: Comitiva mostra cultura de Miranda do Douro na Venezuela   Sex Abr 23, 2010 1:24 pm

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Durante uma semana,
Miranda do Douro


Comitiva mostra cultura de Miranda do Douro na Venezuela

Uma comitiva mirandesa está de visita à Venezuela a convite da embaixada portuguesa em Caracas.

Durante uma semana, o presidente da câmara de Miranda e os Pauliteiros de Malhadas vão dar a conhecer naquele país a cultura, a língua e a tradição mirandesas.

O grupo vai ter a oportunidade de estabelecer contactos com as comunidades portuguesas instaladas na Venezuela.
“Tem a ver com o convite da embaixada de Portugal na Venezuela, que mostrou interesse em divulgar a cultura portuguesa e a mirandesa como ex-libris. Daí o termos aderido à ideia”, explica.

O presidente da câmara de Miranda do Douro, Artur Nunes, salienta que esta deslocação vai também ser aproveitada para estabelecer contactos que possam traduzir-se em investimento para o concelho.

“Vamos tentar. Estamos a trabalhar com a embaixada e se conseguirmos ir mais longe nos contactos, estaremos disponíveis para encontrar pontos comuns.”

Ainda assim, o principal objectivo desta deslocação é a promoção de Miranda do Douro na Venezuela.

Brigantia, 2010-04-23
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MensagemAssunto: Miranda do Douro prepara-se para festa grandiosa   Qui Maio 13, 2010 12:27 pm

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Festa Medieval de 28 a 30 de Maio
Miranda do Douro


Miranda do Douro prepara-se para festa grandiosa

45 voluntários vão assegurar que Miranda do Douro recebe em pleno a Festa Medieval que terá lugar de 28 a 30 de Maio.

Assim, logo no primeiro dia, dedicado à Juventude, e depois da abertura do mercado, os aromas e sabores de comidas e bebidas medievais tomam conta das tabernas e becos mirandeses. O cortejo, que marca a entrada régio de D. Dinis, percorre algumas das ruas históricas da cidade, seguido da escrita e leitura do Foral, que terá lugar no largo da Sé. O resto da tarde será ocupado com cantigas de Afonso X, mostra de armas e Teatro Popular Mirandês, entre outras actividades. O final do dia está reservado à ceia medieval, acompanhada da actuação de trovadores galaico-portugueses, seguida do espectáculo “Caça ao Trasgo”.

A noite termina ao som do concerto Nocturno pelas Tropas Tornals (França), danças e Bailarinas nos Terreiros do Mercado, culminando com um espectáculo de malabarismo de fogo da lenda da Moura do Poço do Castelo. O Dia das Freguesias, a 29 de Maio, as provas de destreza e perícia com bestas e arcos, bem como as danças palacianas fazem as delícias dos visitantes e turistas.

Ao início da tarde, depois da chegada de D. Isabel e do arranque do cortejo, decorre o torneio de armas de cortesia entre cavaleiros portugueses e castelhanos, o ataque do saltimbanco no Planalto e exercícios de falcoaria. A noite é a actividades, como o assalto ao castelo e o rapto de freiras, seguido do respectivo resgate e festa sarracena, onde danças do ventre e sufi serão protagonistas. Os Galandum Galandaina encerram o segundo dia do evento.

A Festa do Povo, a 30 de Maio, inclui uma Missa Medieval, seguida da chegada dos romeiros de Santiago de Compostela. A meio da tarde, D. Dinis anuncia a criação da Ordem de Cristo com os bens dos Templários.

Os turistas podem ver, depois, o desfile de trajes e andrajes, seguido do torneio de armas a cavalo em homenagem a D. Afonso X, entre muitas outras iniciativas. O concerto Medieval na Sé Catedral de Miranda do Douro e a lavagem dos cestos e almotolias encerram as festividades.

Sandra Canteiro, Jornal Nordeste, 2010-05-13
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MensagemAssunto: Festival decorre de 30 a 31 de Julho com novos valores da Folk   Qui Maio 20, 2010 11:23 am

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Intercéltico de Sendim já mexe
Miranda do Douro


Festival decorre de 30 a 31 de Julho com novos valores da Folk

A 11ª edição Festival Intercéltico de Sendim (FIS) o cartaz completo e data marcada para o fim-de-semana de 30 e 31 de Julho.

Do alinhamento do FIS para o primeiro dia fazem parte nomes como Mercedes Peón (Galiza), Xarnege (País Basco francês) e os portugueses Diabo a Sete. O segundo dia ficará marcado pelo regresso da banda inglesa Oyterband, dez anos depois da sua primeira actuação no FIS, estando também programada a presença de Garma (Cantábria) e dos portugueses Uxu Kalhos.

A organização do evento continua a cargo do Centro de Música Tradicional Sons da Terra (CMTST).
“A opção fundamental da programação recaiu, maioritariamente, sobre jovens formações musicais de distintas áreas geográficas ibéricas, apostadas em contribuir, com as suas múltiplas propostas, para se alargarem as margens expressivas da música de matriz folk dos nossos dias”, explicou o director do FIS, Mário Correia.

Para além da música, a iniciativa também contempla uma série de actividades paralelas, entre as quais arruadas com os “gaiteiricos” que correspondem a uma nova geração de tocadores de gaita de fole do Planalto Mirandês.

Actividades ao ar livre que permitem a descoberta do património, identidade e raiz cultural das Terras de Miranda e do Parque Natural do Douro Internacional são outras das iniciativas previstas. A língua mirandesa assume, igualmente, um papel de destaque, já que os amantes da folk poderão participar num curso de iniciação à “lhéngua”.

“O festival mantém-se fiel ao formato inicial. Quando as coisas correm de forma positiva, o melhor é não mexer”, sublinhou Mário Correia.

Acresce que as condições do recinto onde decorre o FIS têm sofrido intervenções de fundo, em nome do reforço das condições de segurança e higiene. Ao longo de uma década passou pelo recinto do espectáculo uma média cerca de 5 mil pessoas por ano.

Jornal Nordeste, 2010-05-20
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MensagemAssunto: Construtor de instrumentos medievais   Sex Maio 28, 2010 1:28 pm

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Construtor de instrumentos medievais
Miranda do Douro



Músico dos Galandum Galundaina constrói pandeiros e rabeis

Já diz o povo que «a necessidade aguça o engenho». Foi com este espírito que Paulo Meirinhos, membro do grupo de música tradicional mirandesa, Galandum Galundaina, começou a fabricar instrumentos musicais de origem medieval.

Primeiro surgiram os pandeiros, objectos de carácter estritamente individual, quase sempre tocados por mulheres para acompanhar canto ou dança, feitos em pele e madeira com dimensões variáveis.
“Comecei por me dedicar à construção de pandeiros por necessidade de ter no grupo um instrumento com uma sonoridade única. O meu avô já construía estes pandeiros e não são fáceis de encontrar. Os que há estão em museus”, recorda o músico. Nos dias de hoje, estes instrumentos já são utilizados por várias formações folk de Norte a Sul do País, que tiram partido da sonoridade que está associada a cada formato, seja ela triangular, hexagonal, quadrada ou losango. Estas são, se resto, as características que diferenciam o pandeiro dos adufes das Beiras.

Para além dos ensinamentos herdados do seu avô, Paulo Meirinhos vai recolhendo informações sobre os materiais a utilizar, não só na região da Terra de Miranda, mas também na província espanhola de Castela e Leão. “Em todo o processo de estudo para o fabrico dos pandeiros, o maior desafio é a escolha das peles para fabricar o instrumento, pois é isso que lhe confere a sua típica sonoridade”, sublinha o instrumentista.

Para além dos pandeiros, o músico/artesão também se aventura na construção de rabeis, um instrumento de cordas, com uma sonoridade suave, que começa a ser utilizado por diversas formações musicais.
As suas origens perdem-se no tempo, pois este objecto já era utilizado na Idade Média e que tem a particularidade de com a particularidade de ter três cordas, apenas.

“Há referências a estes instrumentos musicais na Bíblia e, talvez por este motivo, seja comum encontra-los em esculturas e pinturas de origem medieval, expostas em igrejas e catedrais”, explica Paulo Meirinhos.

Madeiras da região, corno de vaca, tripas de animais e uma técnica semelhante à da construção de violinos são alguns dos segredos do músico na produção dos rabeis.

Paulo Meirinhos dedica-se, ainda, à recolha, investigação e divulgação do património musical e da língua mirandesa, para além de dirigir o Coro Infantil da Escola EB1 de Miranda do Douro, na qual é professor de Educação Musical.

Quem pretender apreciar estes instrumentos poderá faze-lo até ao próximo dia 30 de Junho, numa exposição patente no Museu Terras de Miranda.

Francisco Pinto, Jornal Nordeste, 2010-05-28
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MensagemAssunto: Idade Média regressa a Miranda do Douro   Sex Maio 28, 2010 1:37 pm

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«Miranda Medieval»
Miranda do Douro


Idade Média regressa a Miranda do Douro

Este fim-de-semana, a cidade de Miranda do Douro vai regressar ao passado.

Realiza-se a primeira edição do “Miranda Medieval”.

Os tempos de outrora vão ser recriados num cenário repleto de misticismo.

O objectivo é promover a cidade e reavivar tradições.

“A ideia tem a ver com o próprio cenário em si, pois a cidade tem características medievais e que permite a realização de um evento desta grandeza dando-lhe projecção” refere o presidente da câmara de Miranda do Douro.

Por outro lado, “recupera um conjunto de tradições que estavam mortas e traz gente que está nas aldeias enchendo o burgo de pessoas vestidas à moda medieval” acrescenta Artur Nunes.

Para tal, o centro histórico foi decorado a rigor.

As escolas e freguesias do concelho serão envolvidas nas actividades programadas.

O autarca local destaca “os desfiles que são o ponto alto destes dias. No primeiro vão estar cerca de mil crianças e jovens, envolvendo as escolas que trabalharam no artesanato na confecção dos trajes”.

O segundo dia, sábado, “é mais dedicado às freguesias e no domingo teremos uma missa medieval e um concerto oferecido pelo Ministério da Cultura na Sé Catedral”.

A par destas actividades, haverá ainda uma mostra de armas, teatro popular, danças medievais e palacianas, malabarismos, mercado de produtos, comes e bebes.

Nestes três dias, a câmara de Miranda do Douro espera receber entre 10 a 15 mil pessoas.


Brigantia, 2010-05-28
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MensagemAssunto: Cidade revive Idade Média com os olhos postos no futuro   Dom Jun 06, 2010 5:24 pm

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Miranda recua no tempo
Miranda do Douro



Cidade revive Idade Média com os olhos postos no futuro

Cerca de 25 mil pessoas, na sua maioria espanhóis, passaram pela Feira Medieval de Miranda Douro, segundo dados fornecido pela organização.
As ruas da cidade estavam decoradas a preceito, tal como as entidades locais e convidados, que vestiram a rigor com trajes da época, de modo a representar o Clero, a Nobreza e o Povo.

Os alunos das escolas da região participaram em massa, à razão de centenas de crianças e jovens das escolas dos três concelhos do Planalto Mirandês (Mogadouro, Vimioso e Miranda do Douro).

Para além dos pequenos estudantes, os funcionários municipais e muita gente anónima colaborou com a organização, passeando pelo recinto trajes confeccionados em casa, nalguns casos fiéis reproduções da Idade Média.

A capacidade hoteleira da cidade foi pequena para acolher os visitantes, registando-se uma taxa de ocupação na ordem dos 95 por cento, e os restaurantes encheram suas salas.O artesanato, os produtos da terra e gastronomia foram muito procurados e quem passava pelo recinto não ficava indiferente à musica que animou os dias e as noites, em que também se degustaram petiscos, brindou-se com vinhos a região e provaram-se “poções mágicas” servidas nas tabernas do “reino”.

“Chegaram-nos ecos de que deveríamos continuar com este tipo de iniciativa”, confidenciou o presidente da Câmara Municipal de Miranda do Douro, Artur Nunes, acrescentando que a Feira Medieval procura o equilíbrio entre despesas e receitas. “Criámos um conjunto de produtos que ajudaram a colmatar o custo da feira. Nos próximos dias faremos um balanço para apurar despesas e receitas”, frisou o edil.

Francisco Pinto, Jornal Nordeste, 2010-06-06
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MensagemAssunto: Expedição de Canoagem no rio Douro   Ter Jun 08, 2010 1:06 pm

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Miranda do Douro - Portoþ
Miranda do Douro



Expedição de Canoagem no rio Douro

Este domingo, um grupo de canoistas do concelho de Oeiras, terminou a odisseia iniciada em 2005 em Miranda do Douro.

O objectivo era descer o Douro por etapas desde Miranda do Douro até ao Porto.
Pagaiar cerca de 330 km de rio, foi uma verdadeira odisseia.

A descida inicio-se em Outubro de 2005, e foi efectuada em etapas de 3 dias em cada ano.
Em 2010 aproveitando o feriado de quinta feira passada, pagaiaram 4 dias.

Os canoistas desceram cerca de 20 km por dia e demoraram ao todo 16 dias a chegar à foz.

, 2010-06-08
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MensagemAssunto: 11º Festival Intercéltico de Sendim - Terras de Miranda   Seg Jul 05, 2010 10:45 am

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30 e 31 de Julho de 2010
Miranda do Douro


11º Festival Intercéltico de Sendim - Terras de Miranda

Para iniciarmos uma nova década de celebrações musicais intercélticas em terras de Sendim, na finisterra mirandesa de Trás-os-Montes, a opção fundamental da programação recaiu maioritariamente sobre jovens formações musicais provenientes de distintas geografias ibéricas apostadas em contribuir, com as suas múltiplas propostas, para se alargarem as margens expressivas da música de matriz folk dos nossos dias.

Interessaram-nos sobretudo aqueles projectos que olham o futuro a partir das raízes e que se acercam das encruzilhadas não para se instalarem no conforto dos limites mas antes para descobrirem o sortilégio da partilha intercultural.

Arrancamos com uma afirmação de vontade de tocar e de reinventar a música portuguesa de raiz tradicional (Diabo a Sete), detemo-nos nas seduções das rotas do contrabando cultural que recusa as fronteiras que não raro ignoram contextos de afinidades com seculares origens (Xarnege) e logo mais acabamos rendidos à sedução de um grito interno que se afirma como expressão actual de uma respiração cultural que resgata das memórias a essência vital do presente (Mercedes Péon).

Nas transumâncias destes dias (re)descobrimos quão reconfortantes são as rotas da interculturalidade (Uxu Kalhus), porventura hesitando entre os apelos das terras e os chamamentos das costas de renovadas navegações (Garma), mas com a certeza de que longa vida da Oysterband é um poderoso tónico para a folk dos nossos dias e de sempre.

No final das viagens que propomos bastar-nos-á a confirmação de uma daquelas certezas (ou verdades?) que adoptamos como princípio orientador da saga em terras de Sendim: quem não semeia o progresso faz morrer a tradição.

Cumpram-se, pois, as celebrações sendintercélticas em 2010 sob o signo da (re)descoberta permanente dos sons que fazem vibrar o cristal de um tempo que queremos viver com a máxima plenitude intercultural.

Acreditamos - continuamos a acreditar! - que esta é a grande verdade do Festival Intercéltico de Sendim - Terras de Miranda

. PARQUE DAS EIRAS

€ 12,50 por noite

30 Julho

22h30: Diabo a Sete (Portugal)
23h30: Mercedes Péon (Galiza)
00h30: Xarnege (Euskadi/Gasconha)

31 Julho

22h30: Uxu Kalhus (Portugal)
23h30: Oysterband (Inglaterra)
00h30: Garma (Cantábria)

CONCERTOS PARALELOS

Oficina de Danças Tradicionais (Uxu Kalhus)

31 Julho: 16h00 - Local: Largo da Igreja Gaiteiricos Mirandeses31 Julho: 18h00 - Local: Largo da Igreja Animação de Rua: Gaiteiricos Mirandeses

31 Julho: 21h30 - Desfile: Largo da Igreja/ Parque das Eiras BARDOFOLK Poções mágicas para todas as sedes....

Parque das Eiras: 30 e 31 de Julho e 1 de Agosto...

OUTRAS ACTIVIDADES

Curso de Iniciação à Língua MirandesaSalão dos Bombeiros Voluntários31 Julho: 10h30/12h30 - 15h00/19h001 Agosto: 10h30/13h00 Passeio Pedestre: La Ruta de ls Celtas31 Julho - Saída: Junta de Freguesia: 9h00 Lançamento de Livros e Discos31 Julho: 11h30 - Local: Balões da Cooperativa Ribadouro Homenagem ao Gaiteiro da Póvoa Delfim de Jesus Domingues31 Julh0: 16h00 - Local: Casa do Pauliteiro Pintura de Luís Ferreira: Um Artista SendinêsLocal: Casa da Cultura de Sendim

, 2010-07-05
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MensagemAssunto: Jovens limpam estação de Sendim    Qui Jul 08, 2010 12:49 pm

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Jovens limpam estação de Sendim
Miranda do Douro



Associação juvenil defende a transformação daquele património numa montra

Munidos de enxadas, roçadoras, «calagoiças» e muita vontade, um grupo de jovens sendineses colocou mãos à obra e limpou a área envolvente à antiga estação de comboio da vila. O edifício encontra-se em avançado estado de degradação e há mesmo uma parte da estrutura que ruiu.

Os jovens, que integram a «Mirai Q Alforjas – Associação de Juventude de Sendim», reclamam aquele espaço para o transformar num edifício turístico e de lazer. Esta é já a terceira vez nos últimos 10 anos, que a acção de limpeza é levada a cabo pelos jovens locais, em ambiente de convívio e de boa disposição.

A par desta acção, ainda houve tempo para uma tarde de jogos tradicionais e para a exibição do filme «Pare, Escute e Olhe», de Jorge Pelicano. O documentário foi projectado numa das paredes da estação, que os jovens limparam e pintaram para o efeito.

A iniciativa teve como objectivo alertar os responsáveis, nomeadamente o Governo, a REFFER e as autarquias, para o estado de abandono e degradação em que se encontram as antigas estações da Linha do Sabor.

Na óptica do membro da «Mirai Q Alforjas», Dinis Arribas, com o nó de ligação do IC5 a Sendim, que passa muito próximo do local onde se encontra a estação, este edifício tem grandes potencialidades para ser transformado uma montra de produtos da região ou num centro interpretativo. O espaço é mais que suficiente, visto que a estação é composta por quatro edifícios.

Ecopista de Moncorvo e estação de Lagoaça são dois bons exemplos a seguir para preservar o que resta da Linha do Sabor

“Houve já vários pedidos à REFER para nos deixar fazer aqui alguma coisa de interesse, mas até ao momento não obtivemos resposta. Para além da componente turística, este conjunto de imóveis poderia ser aproveitada para instalar várias associações da vila”, defende Paula André, uma jovem envolvida na acção.

Recorde-se que a Linha do Sabor encerrou definitivamente há 21 anos e a maior parte do património ao longo daquela antiga via continua abandonado. No entanto, há bons exemplos de recuperação, como é caso da ecopista de Moncorvo ou da antiga estação de Lagoaça (Freixo de Espada à Cinta), que foi transformada em casa de turismo rural.

Francisco Pinto, Jornal Nordeste, 2010-07-07
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MensagemAssunto: Cultura mirandesa quer ser Património Imaterial da UNESCO   Seg Jul 12, 2010 3:08 pm

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Preservar a memória
Miranda do Douro


Cultura mirandesa quer ser Património Imaterial da UNESCO

A Cultura mirandesa pode vir a ser considerada Património Imaterial da UNESCO. A candidatura está numa fase de avaliação mas, segundo Fernando Andressen, embaixador daquele organismo que este fim-de-semana passou por Miranda do Douro, é vista com bons olhos.

“A UNESCO vê com bons olhos as pretensões de toda a gente. Não posso falar de uma candidatura que ainda não está feita. Mas vê com bons olhos que as pessoas se interessem pelo que têm, pelo que vão deixar aos seus filhos e aos seus netos e se interessem por modernizá-lo e valorizar as próprias tradições.”

Mas o presidente da Câmara de Miranda pede alguma calma. Artur Nunes diz que ainda é cedo para euforias.

“Ainda é muito cedo para falar de perspectivas. Temos de assentar, olhar para as coisas. Temos de ser exigentes quando vamos projectar a cultura para o exterior.”

Mesmo assim, o embaixador da Unesco em Portugal diz que este tipo de candidaturas ajudam a preservar a memória da cultura mirandesa.

“Tudo isto demora tempo e dá muito trabalho mas é boa por si própria, pelo trabalho que obriga a fazer, pela consciencialização que obriga às pessoas. A inscrição na UNESCO é um detalhe.”

Declarações feitas à margem das comemorações dos 465 anos da elevação de Miranda do Douro a cidade, que decorreram este fim-de-semana.

Brigantia, 2010-07-12
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MensagemAssunto: Prokofiev, Schumann e Debussy em aldeia mirandesa   Qua Jul 21, 2010 12:35 pm

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Malhadas no planalto mirandês
Miranda do Douro


Prokofiev, Schumann e Debussy em aldeia mirandesa

A população de Malhadas no planalto mirandês, vai ouvir quarta feira Prokofiev, Scriabin , Debussy e Schumann, num recital da pianista Sara Mendes, que tem na aldeia mirandesa a sala de ensaios dos seus espetáculos.

Uma das ruas da aldeia da mãe da pianista - a pintora transmontana Balbina Mendes - será o palco de um recital de piano ao ar livre com obras de Prokofiev, Scriabin , Debussy e Schumann.

Sara Mendes nasceu no Porto e vive em Zurique, na Suíça, mas é na aldeia mirandesa de Malhadas onde se prepara para os concertos num estúdio instalado numa antiga corte de gado.

Lusa, 2010-07-21
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MensagemAssunto: Galandum quer recuperar música religiosa Mirandesa    Qua Jul 21, 2010 2:25 pm

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Próximo trabalho dos Galandum
Miranda do Douro


Galandum quer recuperar música religiosa Mirandesa

O próximo trabalho dos Galandum Galundaina poderá ser uma colectânea de músicas tradicionais de cariz religioso do concelho de Miranda do Douro.
A banda mirandesa admite que a ideia está na forja, mas ainda não está a ser concretizada. “Há algum tempo que vínhamos pensando nisso”, admitiu Alexandre Meirinhos, um dos elementos do grupo.

Os músicos ainda não estão a trabalhar no projecto, nem têm data marcada para a edição, “até porque o nosso último CD [Senhor Galandum] foi lançado há pouco tempo e não temos pressa”, justificou.
O objectivo passa por gravar música tradicional religiosa para a preservar, “pois a maioria das canções já não se cantam e, se não forem cantadas, vão deixando a memória das pessoas e correm o risco de se perder”, explicou o músico ao Jornal Nordeste.

O cancioneiro religioso mirandês é rico e diversificado, pelo que “é importante recuperá-lo e mantê-lo”, acrescentou Alexandre Meirinhos, que adiantou que grande parte da recolha está feita, mas que ainda vão fazer mais. “A que está feita foi com a ajuda da nossa mãe que tem um grande conhecimento das canções religiosas das terras de Miranda do Douro. Amaioria são muito antigas e foi a nossa mãe que nos fez a sugestão pois se forem gravadas não se perdem”, referiu. Épocas como a Páscoa e a Quaresma são alguns dos temas das músicas.

O grupo, nascido em Miranda do Douro em 1996, é composto por quatro músicos oriundos de Fonte de Aldeia e Sendim, que tocam instrumentos musicais tradicionais, alguns construídos pelos próprios. Ao longo dos últimos 14 anos, os Galandum têm dedicado grande parte da sua actividade à recolha e preservação da música mirandesa de cariz popular. Com cinco discos já lançados têm aumentado a agenda de espectáculos por todo o país e pelo estrangeiro.

A última actuação no estrangeiro decorreu de 5 a 12 de Julho, na Malá­sia, nomeadamente no Rainforest World Music Festival, uma experiência “óptima, onde estavam representados cerca de 20 grupos de todo o mundo”, garantiu Alexandre Meirinhos.


Glória Lopes, Jornal Nordeste, 2010-07-21
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MensagemAssunto: Piano para a aldeia    Sex Jul 23, 2010 2:25 pm

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Piano para a aldeia
Miranda do Douro


Foto de Eduardo Pinto


Sara Mendes abriu a porta e a partir do antigo curral de ovelhas tocou música clássica

Foi um momento raro e único. A população de Malhadas, em Miranda do Douro, assistiu, anteontem à noite, a um concerto de piano através de uma porta. Pianista e instrumento dentro de uma sala, a porta aberta, e na rua 150 almas, silenciosas, absorvendo cada nota como coisa transcendente e rara.

A estrela da noite foi Sara Mendes. A pianista passou os últimos dias na aldeia natal da mãe, a pintora Balbina Mendes, a preparar-se para o recital de piano que, amanhã, às 21.45 horas, vai apresentar no Auditório Municipal de Vila Nova de Gaia.
É em Malhada que costuma refugiar-se para estudar e trabalhar nos seus programas musicais. No domingo passado foi assaltada por uma ideia: “Porque não dar um concerto para as pessoas da terra? Acho que estou em dívida para com elas”.

Se bem o pensou, melhor o fez. Falou com a mãe, que achou a ideia brilhante, e mãos à obra. Foram à Câmara de Miranda do Douro pedir emprestadas 80 cadeiras e fizeram passar a mensagem entre os cerca de 400 habitantes. Depois foi só preparar o alinhamento: Scriabin, Robert Schumann, Peter Feuchtwanger, Prokofiev e Debussy. Está bom de ver, pouco ou nada familiares a quem ainda fala mirandês no seu quotidiano.
O concerto seria mesmo ali, à porta do rés-do-chão que outrora foi corte de ovelhas. É que o piano centenário C. Bechstein que ali repousa há sete anos, não cabe na porta. A desmontagem tão-pouco era aconselhável. Nem valeria a pena. “Sinceramente, tocar piano ao ar livre é péssimo. Mesmo sem qualquer vento não resultaria”. Então, porquê inventar? O piano ficaria onde estava, abrir-se-ia a porta e a música haveria de escoar-se e envolver a assistência.

Estava tudo pronto. Sara, 26 anos, passou a tarde a descansar e por volta das 20 horas, já vestida como haveria de se apresentar em “palco”, dedilhou o C. Bechstein, sozinha, olhos semicerrados, os dedos por aquele teclado fora, arrancando as sonoridades com que cerca de duas horas depois havia de presentear ouvidos bem mais acostumados à gaita-de-foles. “Acho que vai ser complicado. Estou curiosa com a reacção das pessoas”.

E começou. Dois recipientes de água com velinhas a criar ambiente na sala do piano. Cá fora, as 80 cadeiras brancas ocupadas. De pé, gente que quase encheria outras tantas. Ninguém se arredou dali. No fim, “Balbinica” ou a “menina do piano”, como alguns populares a tratam, agradeceu: “Obrigado por terem vindo”. E espalhou sorrisos e beijos com a doçura com que antes acariciara as teclas. “Agora vamos servir um Porto de Honra”, convidou, enquanto a mãe aparecia com uma enorme bola doce típica de Miranda.

?Muito bem, nunca outra se tinha visto aqui?, elogiou Maria Augusta, 63 anos, enquanto Arminda Afonso, 65, traduzia por um bis de ?muito bonito? o espectáculo acabado de presenciar.
“Acho que as pessoas reagiram bem”, sorria “Balbinica”. “Ela merece”, comentava a mãe, Balbina. “Um concerto extraordinário. Ninguém conhecia verdadeiramente este talento da nossa terra”, orgulhava-se o presidente da Junta, Esmeraldino Fernandes.

Depois do programa intimista na aldeia, Sara regressa amanhã à vida profissional que escolheu aos 14 anos. Começou a estudar piano tinha cinco e aos 17 rumou à Rússia para frequentar o Conservatório de São Petersburgo, terminando a licenciatura em 2007. Desde então tem tido uma carreira profissional preenchida principalmente na Rússia e na Suíça, onde reside. Viver em Portugal? “Não. Quero desenvolver projectos em Portugal mas vou manter-me na Suíça”, esclareceu.



Eduardo Pinto in JN, 2010-07-23
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MensagemAssunto: Cinco mil pessoas passaram pelo recinto do FIS   Dom Ago 01, 2010 11:17 am

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Festival Intercéltico de Sendim
Miranda do Douro


Cinco mil pessoas passaram pelo recinto do FIS

O Festival Intercéltico de Sendim (FIS) recebeu este ano mais de cinco mil visitantes em dois dias de espetáculos proporcionados por nomes sonantes da folk europeia e nacional.

O festival terminou às primeiras horas de hoje em ambiente festivo.

Na sexta feira, os portugueses Diabo a Sete, Mercedes Péon (Espanha) e os bascos Xarnade preencheram a noite em ambiente mais descontraído.

Lusa, 2010-08-01
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