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MensagemAssunto: Pintura   Qui Set 04, 2008 12:08 am

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Inaugurar em finais de 2009
Boticas




Nadir Afonso dá nome a centro cultural

O pintor Nadir Afonso vai dar o nome a um novo centro comunitário de Arte em Boticas. As maquetas do empreendimento estão já expostas no edifício da Autarquia e deverá inaugurar em finais de 2009.

Chamar-se-á Centro de Artes Nadir Afonso e deverá abrir as portas já no próximo ano em Boticas, terra natal da mãe do pintor. Pretendendo ser um espaço virado para a comunidade e principalmente \"um ponto geracional\", o centro estará aberto em permanência e com programas diferenciados para os mais diversos escalões etários. Projectado pela arquitecta norte-americana Louise Braverman, de Nova Iorque, o edifício contemplará um amplo salão de exposições, arquivo e escritório, foyer, dois auditórios (interior e exterior), além de uma loja e um espaço expositivo subterrâneo com cobertura ajardinada.

Os espaços de exposição subterrâneos proporcionarão condições óptimas de iluminação e conservação dos objectos artísticos. Essas mesmas salas serão isoladas de forma natural, reduzindo os custos de construção e os consumos associados ao aquecimento e arrefecimento dos espaços.

Implantado num terreno desnivelado, o Centro de Artes Nadir Afonso contemplará um misto de paisagem e arquitectura num edifício sustentável criado fundamentalmente a pensar no futuro.

Um grande painel em azulejo, concebido pelo próprio Nadir Afonso será colocado no exterior do edifício, enquanto o pavimento será em calçada portuguesa, com um padrão geométrico inspirado num obra do pintor.

Em virtude da sua localização estratégica, o novo espaço terá um vista privilegiada sobre o vale de Boticas e permitirá um acesso rápido e fácil ao novo nó de auto-estrada.

Apesar de ser natural de Chaves, Nadir Afonso está intimamente ligado a Boticas, uma vez que a mãe era natural daquele concelho. Ligado sentimentalmente a este município, o pintor acaba de realizar ali uma mostra individual a que deu o nome de \"Nadir Afonso XL\". Em exibição esteve um conjunto de acrílicos sobre tela, de diversas fases da sua carreira, mas sobretudo obras de grandes dimensões, o que não é muito comum no seu trabalho. No entanto, nos últimos tempos Nadir Afonso tem optado por grandes formatos (aconteceu já na exposição que realizou na Galeria JN, onde foram expostas duas obras de grandes dimensões) e agora em Boticas apresentou mesmo quatro obras inéditas.

Agostinho Santos in JN, 2008-09-03
In Diário e Trás-os-Montes

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MensagemAssunto: Nadir Afonso defende a sua teoria da arte   Ter Jan 20, 2009 11:32 pm

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[ «Dimensão matemática e geométrica»
Chaves


[

Nadir Afonso defende a sua teoria da arte

O artista Nadir Afonso espera que a Fundação que a Câmara de Chaves vai construir em sua homenagem consiga o que ele não conseguiu «toda a vida»: impor a sua teoria da arte. «Nunca ligaram», disse, na apresentação do projecto, de Siza Vieira.

»Ok, Álvaro [Siza Vieira]. Só falta contar a história da fundação. Se me dão licença...», foi assim que, anteontem, à noite, Nadir Afonso, «cansado por não andar a dormir nada», antecipou o seu discurso na apresentação pública do projecto de arquitectura da fundação, que, pelas contas da autarquia, deverá ser inaugurada em 2010.

Neste momento, a Câmara Municipal de Chaves aguarda decisão em termos de financiamento. Detentor da palavra, Nadir Afonso começou a contar a sua própria história. «Dizem que já pintava aos quatro anos. Bem, mas não me posso responsabilizar por isto porque não me lembro», disse.

Foi apenas a primeira explosão de gargalhadas e de palmas da plateia. O público voltou ao rubro, quando Nadir Afonso posou para um fotógrafo, que se contorcia para obter o melhor plano.

«Tenho que fazer um esforço para ser sério», justificava Nadir Afonso, depois de ter voltado a pôr toda a gente a rir ao explicar porque lhe custava discursar sentado: «Posso morrer e ao menos que morra de pé».

Mas há um momento em Nadir Afonso fala muito a sério. Quando fala sobre o que lhe levou «toda a vida» a descobrir: que a essência da obra de arte está na sua «dimensão matemática e geométrica».

O pintor espera, por isso, que a fundação que levará o seu nome seja um espaço que acolha seguidores da teoria a que «99 por cento das pessoas nunca ligou».

Margarida Luzio in JN, 2009-01-19
In DTM


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MensagemAssunto: Paixão pelas formas e harmonias continua a inspirar Nadir Af   Qui Fev 05, 2009 11:10 pm

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«As Cidades no Homem»
Chaves




Paixão pelas formas e harmonias continua a inspirar Nadir Afonso

A paixão pelas formas e o prazer de criar proporções harmoniosas continuam a inspirar a pintura de Nadir Afonso. Aos 88 anos, não se arrepende de ter abandonado a arquitectura, uma arte que lhe criava problemas por ser «utilitária»

Mas talvez a arquitectura nunca tenha abandonado o artista nascido em Chaves, em 1920, porque as paisagens urbanas, na sua essência, mantêm-se vivas em inúmeras telas do artista.

Para assinalar os 70 anos de carreira do pintor, a Assembleia da República inaugura segunda-feira uma exposição intitulada As Cidades no Homem, com vinte telas produzidas desde a década de 1940 até à actualidade.

Em entrevista à Agência Lusa na residência e ateliê em Cascais, Nadir Afonso falou das fontes de inspiração e da essência da sua obra plástica.

Com uma obra representada dentro e fora de Portugal, em espaços privados e públicos, como por exemplo, os grandes painéis de azulejos da estação de metro dos Restauradores, em Lisboa, admite que continua a desconhecer por que razão as cidades o fascinam tanto.

«Sei apenas que me fascina alguma coisa que me toca. Nós somos atraídos pela harmonia e pela proporção das coisas. Posso não compreender, mas sinto, e o artista transmite aquilo que sente» , descreveu.

Admite que nunca viu algumas das cidades que pintou. «Para documentar uma obra tive que escolher alguns nomes de cidades, mas nunca as vi na realidade. O que me interessa é a sua essência», reiterou, sobre a sua visão das paisagens urbanas.

Para o pintor flaviense - que teve a sua primeira formação académica em arquitectura na Escola Superior de Belas-Artes do Porto, e depois em pintura na École des Beaux-Arts de Paris - o mais importante na obra de arte é a essência, e essa «é constante, não muda com o tempo».

«Por isso ainda hoje sentimos satisfação estética nas obras de arte egípcias, gregas ou do Renascimento» , exemplificou.

A matemática e as formas geométricas continuam a ser as maiores fontes de fascínio. «Um quadrado tem quatro ângulos perfeitamente iguais! Um círculo é um ponto central equidistante dos pontos periféricos. Isto é uma fantástica lei matemática que nos cria emoção», observou.

«São leis que ressoam no espírito e dão uma forte sensação de plenitude» , insistiu.

Classifica a estética da sua obra como «rudimentar» e considera-a muito «fácil de compreender», apesar de «muitos não estarem de acordo».

«O filósofo acredita que o artista transmite para a tela o que está na sua alma. Mas esta concepção da arte está errada. Vem tudo da natureza - contrapõe - e o espírito do homem é um receptor dessas leis que sente intensamente» .

Depois de ter estudado arquitectura, ainda chegou a trabalhar com Le Corbusier, em Paris, e Oscar Niemeyer, no Brasil, ambos arquitectos de grande renome que lhe permitiram sempre dedicar algum tempo à pintura, o que lhe proporcionou um grande prazer e até alívio.

Recordou que abandonou a arquitectura em 1965 justamente por sentir que lhe trazia «problemas».

«Se uma forma está harmoniosa não pode ser utilitária porque a proporção matemática é exigentíssima, e não permite que a forma suporte qualquer utilidade» , justificou, admitindo ter-se sentido incapaz de conciliar ambas.

«Eu sou muito exigente na composição. É sagrada» , disse, convicto.

No dia 09 de Fevereiro, pelas 18h00, o pintor Nadir Afonso estará na Assembleia da República para inaugurar a exposição As Cidades no Homem, que ficará patente até 20 de Março.


Lusa, 2009-02-05
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MensagemAssunto: Quadro de Matisse é vendido por 32 milhões de euros   Ter Fev 24, 2009 11:19 am

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Quadro de Matisse é vendido por 32 milhões de euros



Valor recorde alcançado em leilão em Paris

A obra 'Les coucous, tapis bleu et rose', da colecção de Yves Saint Laurent e Pierre Bergi, foi hoje leiloada em Paris por 32 milhões de euros - o valor mais caro já pago por um quadro do artista francês. O nome do comprador não foi divulgado.

O leilão também teve outras obras que estavam na coleção de Yves Saint Laurent e Pierre Bergi. A colecção está avaliada entre 200 e 300 milhões de euros e poderá ainda bater outro recorde.

In Msn Notícias

sunny
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MensagemAssunto: Balbina Mendes expõe em Bruxelas   Qua Mar 18, 2009 11:49 pm

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«Enigmáticos e ancestrais ritos»
Cultura




Balbina Mendes expõem «Máscaras Rituais do Douro e Trás-os-Montes» em Bruxelas

A Livraria Orfeu, em Bruxelas, inaugurou hoje a exposição de pintura «Máscaras Rituais do Douro e Trás-os-Montes» de Balbina Mendes que pretende com este trabalho «divulgar um património com dimensão mágica única e pouco conhecida».

Aumentar a fonte do texto do Artigo Diminuir a fonte do texto do Artigo Ouvir o texto do Artigo em formato �udio
A autora procurou evocar nas máscaras de grandes dimensões em óleo sobre tela \"os enigmáticos e ancestrais ritos do interior norte de Portugal\".

As máscaras que serviram de base ao trabalho de Balbina Mendes saem à rua anualmente por ocasião das antiquíssimas festividades do solstício de Inverno, de 25 de Dezembro a 06 de Janeiro, ou no Carnaval.

\"A mim interessa-me principalmente a riqueza cromática das máscaras\", disse a pintora à Agência Lusa, acrescentando que \"todas as máscaras existem\", tendo-se ela limitado a \"recreá-las\".

A \"exposição\" hoje inaugurada é, na realidade uma \"pré-apresentação\" de 13 telas que serão alargadas a 30 e apresentadas na Bienal de Máscaras de Bragança de Dezembro a Janeiro em Bragança.

A exposição \"Máscaras Rituais do Douro e Trás-os-Montes\" integra um projecto mais amplo que inclui a produção de um livro e um dvd, assim como a sua apresentação de Norte a Sul de Portugal e no estrangeiro.

Nascida em 1955 em Malhadas, Miranda do Douro, Balbina Mendes realizou em 1989 no Porto a sua primeira exposição pública que foi seguida de muitas outras em Portugal e no estrangeiro.

Balbina Mendes dedica-se actualmente em exclusivo à pintura, depois de ter partilhado esta sua paixão durante muitos anos com o ensino.

A Livraria Orfeu desenvolve há vários anos uma actividade significativa em várias áreas culturais, principalmente na divulgação de autores portugueses.

Lusa, 2009-03-18
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MensagemAssunto: Bragança vê 41 obras do acervo Millenium bcp   Sex Maio 01, 2009 4:09 pm

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De 4 de Maio a 25 de Junho
Bragança


Bragança vê 41 obras do acervo Millenium bcp

«Arte partilhada, assim se chama o novo projecto cultural do Millennium bcp, que inclui um ciclo de exposições itinerantes em várias capitais de distrito. Bragança é a primeira a receber a mostra, na próxima segunda-feira.

\"A ideia deste ciclo é partilhar com o público em geral o considerável acervo cultural do banco\", explicou, a propósito, Fernando Nogueira, secretário geral da Fundação Millennium bcp.

O ciclo abre na próxima segunda-feira, no Centro de Arte Contemporânea Graça Morais, em Bragança. Neste espaço, serão apresentadas 41 pinturas de autores portugueses representativos de vários movimentos artísticos. As obras foram produzidas entre 1884 e 1992 e são assinadas por nomes como Almada Negreiros, Amadeu de Souza-Cardoso, Vieira da Silva, Mário Cesariny, Paula Rego, Graça Morais entre muitos outros.

\"As populações das regiões periféricas têm pouca oportunidade de verem obras de grande nomes da pintura portuguesa de que só ouvem falar. Por isso, ter uma exposição desta envergadura em Bragança é importante\", disse a propósito Graça Morais.

A exposição, que ficará patente até 25 de Junho, é acompanhada de um catálogo que é vendido a cinco euros. No dia 18 de Maio, data em que se assinala o Dia Internacional dos Museus, o Millennium bcp irá apresentar um memorando educativo sobre a exposição, vocacionado para o público dos 8 aos 12 anos. Depois de Bragança, a mostra será apresentada em Aveiro, em Junho e tudo indica que Évora venha a ser a terceira cidade a receber as 41 pinturas do acervo do banco.

Por ocasião da apresentação do projecto \"Arte Partilhada\", Fernando Nogueira anunciou também que o Millennium bcp já iniciou o processo de credenciação, junto da Rede Portuguesa de Museus, daquele que será o futuro museu do banco, localizado no espaço da Rua Augusta em Lisboa. Neste local serão apresentadas as obras de pintura e de tapeçaria, pertencentes à colecção da instituição, enquanto que no Porto, no Palácio Atlântico, na Praça D.João I, deverá também nascer, em 2010, um museu da medalhística e da numismática.


Ana Vitória in JN, 2009-04-30
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MensagemAssunto: Cargaleiro expõe «obra gravada» em Vila Real   Sab Maio 02, 2009 3:24 pm

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«Cargaleiro - obra gravada»
Vila Real


Cargaleiro expõe «obra gravada» em Vila Real

Litografias, xilogravuras e serigrafias de Manuel Cargaleiro constituem a exposição que será inaugurada, esta sexta-feira, no Museu do Som e da Imagem, em Vila Real. A mostra decorrerá até ao dia 31 de Julho.

São, fundamentalmente, obras gráficas, algumas inéditas, mas todas assinadas por Manuel Cargaleiro, um dos maiores nomes da pintura contemporânea portuguesa e que integram a sua nova mostra, agora em Vila Real. Apesar de já não expor em Portugal há uns anos, o pintor apresenta hoje, a partir das 21.30 horas, a individual denominada \\"Cargaleiro - obra gravada\\", constituída por uma série de peças, antigas e recentes, concebidas especificamente através da técnica da litografia, xilogravura e serigrafia. Alguns destes trabalhos reflectem, por exemplo, pinturas ou guaches dos mais conhecidos da carreira artística de Cargaleiro, que deverá estar presente na inauguração hoje, em Vila Real.

Simultaneamente a esta iniciativa, será lançada mais uma edição dos cadernos do Museu do Som e da Imagem, precisamente com a publicação das imagens das obras que darão corpo a esta mostra.

Sublinhe-se que Manuel Cargaleiro nasceu em Vila Velha de Rodão, em 1927, e a sua obra dispersa-se pela pintura, cerâmica, gravura, desenho e tapeçaria. É autor de inúmeros painéis cerâmicos, como o do Jardim Municipal de Almada, as fachadas da igreja de Moscavide e do Instituto Franco-Português de Lisboa ou a Estação de Metro de Champs Elysées-Clémenceau, em Paris.

Recorde-se que o pintor realizou em 1952, em Lisboa, a sua primeira exposição individual de cerâmica. Foi professor na Escola António Arroio, em Lisboa, e desde 1957 vive em Paris. Em 1990, criou em Lisboa a Fundação Manuel Cargaleiro, à qual doou um vasto conjunto das suas obras e a colecção constituída por objectos de várias temáticas. Está representado em múltiplas colecções públicas e privadas.

Agostinho Santos in JN, 2009-05-02
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MensagemAssunto: Delara Darabi   Sab Maio 02, 2009 4:26 pm

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Irão executa mulher que cometeu um crime aos 17 anos

Hoje

O Irão executou sexta-feira por enforcamento Delara Darabi, uma jovem mulher acusada de homicídio quando tinha 17 anos.

A notícia da execução de Darabi só foi conhecida hoje, tendo o seu advogado acusado os responsáveis da prisão onde Darabi foi enforcada de não terem respeitado uma decisão do Supremo Tribunal iraniano, que adiara por dois meses a execução da sentença.

Delara Darabi foi acusado de um homicídio, que teria sido realizado pelo seu namorado.

O caso de Darabi, uma artista plástica, ganhou notoriedade internacional quando os quadros da jovem pintados na prisão começaram a ser conhecidos internacionalmente.

O seu advogado, que disse não ter sido notificado antecipadamente da execução, afirmou que esta se destinou a evitar que se intensificasse a campanha internacional pela comutação da pena da jovem.

A Amnistia Internacional (AI) acusou o Irão de ter concedido a Darabi um julgamento justo e da justiça de Teerão se ter recusado a admitir novas provas de que a menor, à altura dos factos, não era responsável pelo homicídio.

O Irão é um dos raros países do mundo que condena à morte e executa menores de idade.

Segundo a AI, este país executou 42 menores desde 1990.

In DN


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MensagemAssunto: Re: Pintura   Sab Maio 02, 2009 4:42 pm

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MensagemAssunto: Executada em segredo pelo crime do namorado   Dom Maio 03, 2009 4:38 pm

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Executada em segredo pelo crime do namorado

por LUMENA RAPOSO
Hoje



Protestos.

ONG repudiam enforcamento de Darabi apesar duma moratória de dois meses para executar a sentença. Artista de 22 anos dizia-se inocente da morte da prima, que ocorreu quando ela tinha 17 anos

"Mãe, eles vão executar-me; por favor, salve-me!" Eram 07.00 de sexta-feira e estas foram as últimas palavras que a mãe de Delara Darabi ouviu da filha. Falando em seguida com o pai, a jovem iraniana disse que os queria ver e pediu: "Em nome de Deus, salve-me!".

Delara Darabi tinha 22 anos e foi enforcada, nessa manhã, na Prisão Central de Rasht, na província de Gilan (nordeste). Em segredo e apesar do Procurador-geral ter decidido, dois dias antes, uma moratória de dois meses para a execução da sentença. Darabi fora condenada por, aos 17 anos, presumi- velmente ter assassinado uma prima do pai.

A morte da pintora e poeta provocou, de imediato, protestos das organizações de defesa dos direitos humanos que sublinham o facto do julgamento da jovem não ter sido justo. Darabi foi julgada por um crime que, alegadamente, terá cometido quando era menor. Durante o seu julgamento, a rapariga insistiu que era inocente, uma declaração que o tribunal sempre ignorou.

Tudo terá acontecido em Setembro de 2003, quando Darabi e o seu namorado, Amir Sotoudek, de 19 anos, entraram na casa de uma prima do pai da jovem com o objectivo de a roubar. Durante o assalto, Mahin, de 58 anos, terá sido mortalmente esfaqueda por Amir. Este terá convencido a namorada a assumir o crime, explicando-lhe que, como menor, não poderia ser executada. Delara aceitou e, numa primeira fase, assumiu o homicídio para poupar o namorado. Depois, procurou repor a verdade. Em vão.

Zama Coursen-Neff, director-adjunto da secção infantil da Human Rights Watch, ao ter conhecimento da execução de Darabi não se conteve: "Parece que o procurador-geral do Irão não tem capacidade para controlar os seus próprios juízes. Isto é uma violação escandalosa das leis iranianas e dos direitos humanos , e uma afronta sórdida à dignidade humana."

Por seu turno, Hassiba Hadj Sahraoui, director-adjunto da Amnistia Internacional (AI) para o Médio Oriente e Norte de África, considerou a execução da jovem como uma medida cínica para evitar protestos internacionais, tal como aconteceu em Abril quando Darabi esteve para ser executada. Falando à BBC, Sahraoui afirmou que a AI está "escandalizada com a execução de Delara Darabi e em especial com o facto do seu advogado não ter sido informado".

De acordo com a lei iraniana, a família e o advogado de um condenado devem ser avisados pelo menos 48 horas antes da execução. O que não foi feito no caso de Darabi.

Na manhã da sua morte, a jovem telefonou aos pais a quem pediu que a salvassem. Quando falava com o pai, o telefone foi-lhe retirado pelo responsável da prisão que comunicou: "Vamos executar a sua filha e nada há que possam fazer". E cortou a ligação. Os pais correram, de imediato, para a prisão, onde lhes foi negada a visita à filha, cujo perdão estava pendente de um elemento da família da vítima.

In DN


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MensagemAssunto: Novo projecto cultural do BCP   Ter Maio 05, 2009 4:01 pm

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Novo projecto cultural do BCP
Bragança


«Arte partilhada» começa digressão por Bragança

O novo projecto cultural do BCP, «Arte Partilhada», inclui um ciclo de mostras de arte em várias capitais de distrito. Bragança é a primeira.

Quarenta e um trabalhos em pintura de outros tantos autores portugueses estão patentes, desde ontem, no Centro de Arte Contemporânea Graça Morais, na cidade de Bragança.

Trata-se da exposição de \"Arte Partilhada\", o novo projecto cultural do Millennium bcp que exibe parte do acervo de pintura desta entidade bancária.

A mostra inclui um ciclo de exposições itinerantes em várias capitais de distrito sendo que Bragança é a primeira a recebê-la. A \"Arte Partilhada\" segue depois para Aveiro.

A exposição concentra trabalhos produzidos entre os anos de 1884 e 1992 e envolve os movimentos naturalista e modernista, sendo que a arte contemporânea é a que mais predomina.

Almada Negreiros, Álvaro Lapa, Amadeo de Souza-Cardoso, Ângelo de Sousa, António Charrua, António Dacosta, António Palolo, António Silva Porto, Armanda Passos, Carlos Botelho, Carlos Calvet, Columbano Bordalo Pinheiro, Costa Pinheiro, Dordio Gomes, Eduardo Batarda, Eduardo Luiz, Eduardo Nery, Eduardo Viana, Graça Morais, João Hogan, João Vieira, Joaquim Rodrigo, Jorge Martins, Jorge Pinheiro, José de Guimarães, José Escada, José Júlio de Sousa Pinto, José Malhoa, Júlio Pomar, Júlio Resende, Manuel Amado, Manuel Cargaleiro, Mário Cesariny, Menez, Nadir Afonso, Nikias Skapinakis, Noronha da Costa, Paula Rego, Pedro Chorão, René Bertholo, Vieira da Silva, são os 41 pintores com obras representadas nesta mostra.

A exposição vai estar patente em Bragança até 25 de Junho. \"Isso vai dar tempo para que os nossos gerentes e directores convidem os clientes para fazer visitas guiadas à exposição\", referiu o presidente do conselho de administração do Millennium bcp. Carlos dos Santos Ferreira acrescentou que no Dia Internacional dos Museus, assinalado a 18 de Maio, \"vai ser lançado um memorando educativo destinado aos alunos\".

Com esta iniciativa, o Millennium BCP pretende partilhar o seu património e ser, assim, uma instituição reconhecida na vertente social e cultural. As exposições de pintura são o reflexo da estratégia de responsabilidade social do banco, que, desta forma, quer contribuir para apoiar a criação artística e preservar as obras.

Raquel Henriques da Silva, historiadora de arte que elaborou o catálogo que acompanha a exposição, adianta que foram escolhidos 41 quadros de pintores portugueses \"nascidos a partir de meados do séc. XIX, sendo que o mais antigo que aqui está é António Silva Porto, considerado o fundador do naturalismo em pintura\".


Sandra Bento in DN, 2009-05-05
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MensagemAssunto: Paula Rego no Centro de Arte Contemporânea de Bragança   Qua Jul 01, 2009 3:26 pm

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Um ano depois
Bragança




Paula Rego no Centro de Arte Contemporânea de Bragança

O Centro de Arte Contemporânea Graça Morais, em Bragança, comemora hoje o primeiro aniversário com um «reencontro» entre a pintora transmontana e Paula Rego num espaço já visitado por mais de 20 mil pessoas.

«Surpresa por Bragança ter um espaço cultural desta dimensão e qualidade» é a impressão mais registada no livro de honras pelos visitantes que chegam de todo o país e da vizinha Espanha, segundo contou à Lusa o director do Centro, Jorge da Costa.

O responsável não tem dúvidas de que o espaço, inaugurado há um ano pelo primeiro-ministro, José Sócrates, «faz já parte do círculo nacional de centros de exposições de arte contemporânea».

As quatro exposições realizadas, que permitiram ver em Bragança obras de artistas nacionais de renome, contribuíram para estes resultados, na opinião do director, que encara a próxima mostra como «um grande teste aos visitantes».

Paula Rego é «o nome incontornável» da pintura portuguesa escolhido para assinalar o primeiro aniversário com uma exposição composta por meia centena de quadros que dão uma panorâmica de quase 50 anos de carreira, desde os anos de 1960 até 2008.

Os quadros foram cedidos por um dos maiores coleccionadores privados de arte em Portugal, Manuel de Brito.

As obras são, segundo a apresentação do Centro de Arte Contemporânea, representativos do percurso da pintora, radicada em Londres, que transpõe para a tela temas controversos e socialmente incómodos como a opressão e o castigo, a humilhação, a tirania e o medo, o aborto clandestino ou a vingança.

O universo feminino merece uma atenção especial de Paula Rego, da mesma forma que é um tema presente na obra de Graça Morais, uma jovem pintora quando há mais de 20 anos foi convidada por Paula Rego para passar um mês em Londres.

Alguma das obras que surgiram neste contacto e no período em que ocorreu, entre 1986 e 1987, constituem o «Sagrado e o Profano» da nova exposição do acervo de Graça Morais, patente em simultâneo com a de Paula Rego até 15 de Outubro.

As duas exposições vão também permitir um «reencontro» das duas pintoras durante o Verão, já que Paula Rego não vai poder estar na abertura por motivos profissionais que a levam ao México, mas prometeu que visitará mais tarde este espaço de Bragança.

Presença assídua é a de Graça Morais que acarinhou o centro, dando uma atenção especial aos jovens e crianças com uma programação para «descobrir a arte brincando» com visitas guiadas, jogos e outras actividades.

O director confirma que o nome de Graça Morais tem sido um chamariz ao mais recente espaço cultural de Bragança, instalado num antigo solar adaptado pelo arquitecto Souto Moura.

O centro está aberto diariamente, menos à segunda-feira, das 10:00 às 18:30, aos domingos de manhã a entrada é gratuita e, além das exposições, proporciona também oficinas de prática artística.


Lusa/AP, 2009-07-01
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MensagemAssunto: Morreu o pintor João Vieira   Dom Set 06, 2009 1:58 pm

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Morreu o pintor João Vieira


Fundador do grupo KWY
Trás-os-Montes


O pintor João Vieira morreu este sábado em Lisboa, no Hospital de Santa Maria, vítima de complicações na sequência de uma operação ao coração.

Nascido em Trás-os-Montes em 1934, era um dos fundadores do grupo KWY, em Paris.

Começou a expor em 1956 e, em França, trabalhou com Arpad Szenes. Passou ainda pela Maidstone College of Art. Nome de relevo da pintura portuguesa contemporânea, desenvolveu a sua obra também com aproximações ao teatro.

Ao longo dos anos 70, 80 e 90 realizou diversas exposições, onde procurou a participação directa do público.

Em mãos, nos últimos anos, tinha uma exposição individual para a Cordoaria Nacional.

, 2009-09-06
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MensagemAssunto: Três aguarelas de Hitler vendidas por 42 mil euros   Dom Set 06, 2009 8:47 pm

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Três aguarelas de Hitler vendidas por 42 mil euros

Hoje às 19:49



Três aguarelas de autoria atribuída a Adolf Hitler foram leiloadas por 42 mil euros em Nuremberga, na Alemanha. As telas assinadas e datadas de 1910 e 1911 foram vendidas a compradores que fizeram licitações por telefone.

O quadro que retrata a cidade austríaca de Weissenkirchen atingiu o valor mais elevado, 24 mil euros, noticiou a agência Reuters.

As aguarelas foram criadas numa altura em que Hitler morava em Viena e tentava seguir a carreira de artista, décadas antes vir a tornar-se líder da Alemanha e desencadear a Segunda Guerra Mundial.

Segundo o leiloeiro, a qualidade das pinturas é equivalente ao trabalho de «um professor de artes de uma cidade pequena que tenha aprendido a desenhar» e não revelam grande valor artístico.

Nos últimos tempos têm surgido várias pinturas de Hitler a leilão. Em Abril, 13 das que se acredita serem pinturas do início de carreira foram vendidas em Shropshire, na Inglaterra, por mais de 100 mil euros

Anteriormente, em 2006, 21 pinturas do Führer foram vendidas por 140 mil euros. Na altura, foi divulgado que teriam sido encontradas em 1945 por um soldado britânico na Alemanha.

Apesar de o trabalho artístico ser considerado modesto, os leilões destas obras têm atraído compradores que as adquirem por valores elevados, e, ao mesmo tempo, têm gerado controvérsia, com algumas pessoas a questionar a autenticidade das aguarelas, e outras a moralidade de se lucrar com o trabalho do líder nazi.

Hitler chegou a inscrever-se na Academia de Belas Artes de Viena para seguir estudos de pintura, mas a candidatura foi rejeitada por falta de talento.

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MensagemAssunto: Arte sacra descoberta em Trás-os-Montes   Sab Out 03, 2009 10:27 pm

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Retábulo quinhentista
Freixo de Espada à Cinta


Arte sacra descoberta em Trás-os-Montes

A Associação Terras Quentes identificou, em Freixo de Espada à Cinta, uma importante peça de arte sacra. Trata-se de um retábulo quinhentista, que se presume ter sido pintado na segunda metade do século XVI.

A obra integra uma singular pintura a óleo, em madeira de carvalho, com uma cena do Pentecostes. A peça de arte foi encontrada no âmbito de um trabalho de inventário de arte sacra levado a efeito na região transmontana e promovido pela diocese Bragança - Miranda.

\"O achado foi feito na sacristia da capela de Santo António em Freixo de Espada à Cinta. O painel encontrava-se em mau estado de conservação, contudo, a equipa de técnicos da Associação Terras Quentes conseguiu descobrir o autor do trabalho\", revelou, ao \"Jornal de Notícias\", Vítor Serrão, investigador e docente da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.

O autor do trabalho é António Leitão, sendo uma das muitas obras do gótico espalhadas pela região transmontana.

\"Este painel tem um valor significativo porque se trata de uma pintura de elevada qualidade iconográfica no tratamento do tema do Pentecostes. O trabalho tem um valor acrescido, já que se trata de um pintor bastante enigmático,\" acrescentou o investigador. António Leitão nasceu em Castelo Bom, na Beira Alta, por volta de 1530, e, ao que se supõe, terá falecido em Miranda do Douro.

O artista teve uma formação superior, já que foi educado junto da Infanta Dona Maria, que o mandou para Roma, em Itália, para aprender pintura. Posteriormente, viveu em Antuérpia, na Bélgica.

Aos 30 anos, deslocou-se para a região raiana, tendo deixado obra em Pinhel, Lamego e Vila Nova de Foz Côa.

\"O quadro alusivo ao Pentecostes ostenta, ainda, a sua primitiva estrutura e mostra, a par de especificidades de estilo cromático, uma inesperada largueza em termos de composição. Em torno da Virgem Maria, ladeada por São Pedro, surgem mais de 28 figuras dentro de um espaço clássico da planta do Panteão de Roma\", explicou Vítor Serrão.

No entanto, e dada a sua riqueza arquitectónica, estas descobertos começam a colocar no mapa cultural nacional a região de Trás--os-Montes e Beira Alta, dada a qualidade das peças de arte sacra já inventariadas pela Associação Terras Quentes.

Francisco Pinto in JN, 2009-10-03
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MensagemAssunto: Biografia   Seg Out 05, 2009 10:16 am

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Biografia



João Vieira nasceu a 4 de Outubro de 1934 na aldeia de Anêlhe, em Vidago, Trás-os-Montes. Aos quatro anos de idade vem com os pais, professores primários, e as quatro irmãs para Lisboa.

Em 1951 ingressa na Escola Superior de Belas Artes de Lisboa onde frequenta os dois primeiros anos do curso de Pintura e estabelece os primeiros contactos com alguns pintores neo-realistas: Júlio Pomar, Lima de Freitas e Rogério Ribeiro com quem compartilha o atelier. Em 1953 abandona o curso e em 1955 cumpre parte do serviço militar.

Em 1956 tem um atelier por cima do Café Gelo, com José Escada, René Bertholo e Gonçalo Duarte e integra o chamado Grupo do Gelo. Expõe pela primeira vez na colectiva "I Exposição dos Artistas de Hoje", na Sociedade Nacional de Belas Artes e é novamente incorporado no serviço militar, que termina em 1957.

Parte para Paris, onde executa alguns trabalhos de sobrevivência e frequenta o curso da Académie de la Grande Chaumière, sob a orientação de Henri Goetz. Conhece Vieira da Silva e Arpad Szenes, seu orientador quando em 1959 recebe uma bolsa por dois anos, atribuída pela Fundação Gulbenkian.

Co-fundador do Grupo KWY, juntamente com Lourdes Castro, René Bertholo, José Escada, Gonçalo Duarte, Jann Voss e Christo, publicam a revista com o mesmo nome e convive com os elementos do grupo espanhol El Paso (Saura, Feito, Millares). Expõe individualmente pela primeira vez, na Galeria do Diário de Notícias, em Lisboa e descobre o que chama de sinais alfabéticos.

Em 1962 regressa a Lisboa, onde permanece por dois anos, leccionando pintura na Escola Antonio Arroio. Em 1964 regressa a Paris, onde adoece gravemente, e no ano seguinte parte para Londres, onde ensina no Maidstone College of Art durante um ano, em que priva com a comunidade artística portuguesa (Alberto de Lacerda, Helder Macedo, Paula Rego, Menez, Bartolomeu Cid, Mário Cesariny, Cutileiro).

Em 1967 regressa a Portugal e começa a trabalhar quase exclusivamente em cenografia. Recebe o prémio do Ciclo de Teatro Latino de Barcelona pela cenografia de D.Quixote em 1968. Neste ano inicia a actividade de cenografista para a RTP, onde se mantém até 1972. Faz pela primeira vez investigação cenográfica, para a série de programas Panorama do Teatro Português e visita, em estudo e trabalho, a BBC e ITV, em Londres, e a NCK ,em Tóquio, em 1970. Nesse ano realiza a sua primeira performance (a que chama acção-espectáculo) na Galeria Judite Dacruz, durante a exposição O espírito da Letra (que termina com a destruição das obras expostas), e pela qual recebe uma Menção Honrosa no Prémio SOQUIL 70. Recebe também o Prémio Nacional de Encenação pelo trabalho em Quem Tem Medo de Virgínia Woolf?, em 1971, ano em que lecciona no IADE.

Em 1973 parte para Londres, onde trabalha e faz investigação sobre Teatro e Artes Plásticas. Regressa a Portugal em 1974 e torna-se designer na fábrica de espumas de poliuretano FLEXIPOL até 1975. Entretanto executa as ilustrações para o livro Contos Carcomidos, de Jorge Listopad, faz trabalho didáctico com grupos de teatro amador (Guilherme Cossoul, Campolide), desenvolve actividades de animação cultural por todo o país e participa como monitor nos estágios de formação de animadores culturais do FAOJ e INATEL.

Em Setembro de 1975 torna-se funcionário da Secretaria de Estado da Cultura, como Director do Gabinete de Animação Cultural da Direcção-Geral da Animação Cultural, e posteriormente Coordenador da Área Cultural de Belém (Galeria Nacional de Arte Moderna) até 1981. Foi adjunto do Secretário de Estado da Cultura Helder Macedo durante o governo de Maria de Lurdes Pintassilgo.

Em 1978/79 é professor de Cenografia no Conservatório Nacional. Estuda Encenação e Cenografia com Josef Szayna no Teatro Studio Galeria em Varsovia. Participa no seminário da Semana de Arte Contemporânea do Museu Vostell Malpartida, em Malpartida de Cáceres, com Canogar, Palazuelo, Gordillo, Fernando Pernes, Ernesto de Sousa, etc.. Inicia a actividade de professor de pintura nos Cursos de Formação Artística da Sociedade Nacional de Belas Artes de Lisboa, em 1980.

Em 1982 faz recolha etnográfica em Trás-os-Montes. Em 1984 realiza serigrafias para o álbum KODAK sobre um poema de Herberto Helder. Em 1986 expõe em Berlim e Hannover.

A partir de 1987 enceta uma viagem pela história da pintura portuguesa, com As Imagens da Escrita, sobre os Painéis de S.Vicente, de Nuno Gonçalves, continuada com o trabalho sobre Francisco de Hollanda (Diálogos de Lisboa) em 1988 e com Efeitos de Espelho (à maneira de Grão Vasco) em 1995. A partir da viagem a Macau para a exposição Artistas Portugueses, em 1991, começa a estudar os caracteres chineses, que vem a utilizar na exposição Silêncio Chinês, em 1993.

Em 1995 realizou seis grandes painéis de azulejo para o metropolitano de Budapeste e prepara vitrais para a futura estação do Terreiro do Paço, em Lisboa.

Com a exposição Um Almirante Em Vez de Coração faz em 1996 a primeira incursão no universo multimédia (a segunda versão da peça foi apresentada na exposição Soquil).

In [ CITI )



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MensagemAssunto: “Novo” quadro de Leonardo Da Vinci   Ter Out 13, 2009 4:09 pm

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“Novo” quadro de Leonardo Da Vinci

14h33m


Quadro que pode ser de Da Vinci

Impressão digital descoberta num canto de um quadro até agora atribuído a um artista alemão do século XIX.

O quadro, de 33 por 23 centímetros, foi vendido em 1998 num leilão em Nova Iorque por 19 mil dólares (cerca de 12.800 euros) mas, se o autor for mesmo Leonardo Da Vinci, poderá alcançar os 150 mil milhões de dólares (101.500 milhões de euros), informa a revista "Antiques Trade Gazette".

A datação pelo método do carbono e as análises com raios infra-vermelhos da técnica do artista permitem chegar também a essa conclusão, mas o que parece determinante é esse fragmento de impressão digital captado por uma câmara multiespectral da empresa Lumière Technology.

Segundo Peter Paul Biro, um perito forense em arte do Canadá, a impressão digital corresponde à ponta do dedo indicador e é "muito parecida" com a encontrada num "São Jerónimo" do pintor renascentista italiano que se conserva no Vaticano.

O jornal "The Times" informa que Martin Kemp, professor emérito de História de Arte da Universidade de Oxford, teve inicialmente uma reacção de incredulidade mas está agora convencido de que se trata de uma obra de Da Vinci.

A obra em questão foi leiloada com o título de "Jovem de Perfil com Vestido do Renascimento", mas Martin Kemp rebaptizou-a como "La Bella Principessa" (A bela princesa) depois de a identificar, "por um processo de eliminação", como Bianca Sforza, filha de Ludovico Sforza (1452-1508), duque de Milão, e da sua amante Bernardina de Corradis.

Se realmente for de Leonardo, como acredita Martin Kemp, esta será a única obra de Leonardo sobre pergaminho.

Ainda segundo Martin Kemp, o pintor renascentista, em 1494, informou-se junto do artista francês Jean Perréal acerca da técnica do uso de giz de cores sobre pergaminho.

O quadro foi adquirido em 1998 por uma negociante de arte nova-iorquina, Kate Ganza, que o vendeu pela mesma quantia ao perito Preter Silverman em 2007, pensando tratar-se da obra de "um artista alemão que havia estudado em Itália, onde se tinha familiarizado com a obra de Leonardo".

Quando Silverman viu o quadro emocionou-se, porque pensou que poderia ser obra de um artista de Florença ou mesmo do próprio Da Vinci.

As análises com a técnica do carbono-14 permitem datar o pergaminho de entre 1440 e 1650 e as efectuadas com análises por raios infra-vermelhos revelam paralelismos com outras obras de Leonardo.


In JN


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MensagemAssunto: Mostra em Bragança com escultura, desenho e fotografia   Seg Out 26, 2009 10:37 am

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As três faces de Cutileiro
Bragança


Mostra em Bragança com escultura, desenho e fotografia

Abriu domingo ao público, no Centro de Arte Contemporânea Graça Morais, em Bragança, uma exposição de João Cutileiro, que abarca três das linguagens usadas pelo artista, concretamente a escultura, o desenho e a fotografia.

Mal se transpõe a porta de entrada daquele centro de arte, surgem dois poderosos guerreiros, erguidos peça a peça depois de cinzelados no mármore pequenos paralelepípedos. A escultura é o grande sinal distintivo de João Cutileiro, mas é a fotografia que marca a diferença desta exposição, por se tratar de uma expressão menos divulgada na obra do artista.

A fotografia surgiu cedo na carreira do escultor, contudo, teve períodos de menos regularidade do que as outras duas, e, sobretudo, teve menos divulgação, por ter estado mais afastada do percurso expositivo.

O rés-do-chão do Centro de Arte Contemporânea Graça Morais recebe cerca de 30 fotografias, retiradas das paredes da casa do escultor, que constituem apenas uma pequena parte da vasta produção de retratos que produziu ao longo da vida, do qual se destacam os de figuras gradas das artes e letras, como os pintores Vieira da Silva e Arpad Szenes, a escritora nobelizada Doris Lessin, o escultor Rui Chaves, a artista plástica Fernanda Fragateiro ou a actriz Maria do Céu Guerra.

Há muitos mais para ver. Esta série de retratos foi apresentada pela primeira vez em 1961, na Sociedade Nacional de Belas Artes, em Lisboa, também em conjunto com a escultura e o desenho, tal como em Bragança.

A exposição foi comissariada por José Alberto e Jorge Costa, director do Centro de Arte Contemporânea Graça Morais, que explicou que a maior preocupação foi \"mostrar\" o trabalho fotográfico de João Cutileiro. \"A fotografia sempre acompanhou o trabalho dele, desde cedo. Aliás, ele sempre procurou formas que acelerassem o processo criativo, mesmo na escultura, e a fotografia permite-lhe isso mesmo\", referiu Jorge Costa.

Trata-se de um trabalho que poucas vezes foi mostrado, apesar das centenas de exposições que o escultor fez ao longo da carreira.

Esta é a quarta ou quinta vez que as fotografias são apresentadas publicamente. Mantém-se como uma faceta do artista quase desconhecida pelo grande público. \"Esta exposição é extraordinária também por isso\", acrescentou o director do centro de arte brigantino.

Apesar de ser um registo menos imediato do que a fotografia, os desenhos que fazem parte desta exposição de Cutileiro eternizam uma série de instantes eróticos femininos, uma espécie de citações evocativas dos traços da Olympias de Manet ou da Vénus de Boticelli.

Estes desenhos ocupam as paredes da bela sala do primeiro andar, que nasceu do traço do arquitecto Souto Moura. Também ali está patente a escultura talhada em blocos de mármore de tons rosados, que denunciam os distintos graus de acabamento de cada uma. Mais polidas umas, outras revelando as imperfeições da pedra e as marcas dos cortes feitos pela rebarbadora. Pássaros, peixes, figuras humanas e árvores são os temas predominantes.

A exposição mantém-se patente até ao dia 10 de Janeiro.

Glória Lopes in JN, 2009-10-26
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MensagemAssunto: Mostra de Casal Aguiar no Museu do Douro   Qua Jan 06, 2010 6:09 pm

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«Vislumbre de verdade»
Peso da Régua



Mostra de Casal Aguiar no Museu do Douro

Uma retrospectiva de pintura, «Vislumbre de verdade», de Manuel Casal Aguiar, decorre até 5 de Abril, no Museu do Douro, na Régua. São 45 obras, criadas entre 1975 e 2008, que se reportam a quatro lugares: Londres, Oceania, Douro e Trás-os Montes.

Através da mostra poderá o observador inteirar-se do percurso artístico mais relevante de Casal Aguiar, professor na Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto entre 1977 e 2003.

Esta exposição, no recém inaugurado Museu do Douro, coloca em evidência a obra pertencente a quatro fases fundamentais do seu trabalho. Inicia-se em Londres, aquando da frequência da pós-graduação na Saint Martin´s School of Art, atravessando diversos lugares do Douro e de Trás -os-Montes, concluindo com a série \"Timor\", território onde cumpriu serviço militar e onde se desloca com regularidade.

Da fase de Londres, sublinhe-se a presença de telas como \"Adão e Eva\", \"Auto-retrato\" e \"Georgia O´Keeffe\". De Trás-os Montes, o destaque incide na série \"Desenhos rurais\" e no óleo sobre tela \"A paisagem (representação de quem merece ser representado)\".

Paixão por Timor

São surpreendentes, por outro lado, os diversos trabalhos sobre o Douro, tema que, aliás, é comum em Casal Aguiar, que, utilizando o pastel, aborda a região nas suas mais variadas características.

Incluído na série \"Oceania\", a presente exposição exibe alguns trabalhos sobre Timor, concebidos entre 1995 e 2003. Por exemplo, na tela \"Ocenia II\", Casal Aguiar explora a beleza do mar, colocando-o a em confronto com a não menos bela terra, relevando sinais da presença dos habitantes daquele território.

Convém referir que Timor tem sido um dos lugares que mais têm inspirado o pintor, onde o carinho e dedicação a este território são narrados esteticamente e de forma vincada em dezenas de obras.

Casal Aguiar tem 68 anos, nasceu em Rio Tinto, vive e trabalha em Penafiel. Realizou várias mostras individuais e está representado em colecções particulares e oficiais.


Agostinho Santos in JN, 2010-01-04
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MensagemAssunto: Os rostos de Luís Melo expostos em Bragança   Ter Jan 19, 2010 3:33 pm

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Centro de Arte Contemporânea
Bragança



Os rostos de Luís Melo expostos em Bragança

O Centro de Arte Contemporânea Graça Morais, em Bragança, abre a temporada apostando num artista da nova geração, Luís Melo, na exposição «Read my lips - o resto da história«. Em simultâneo, acolhe a nova mostra do acervo de Graça Morais, «A procissão».

Muitas das obras que fazem parte da mostra de Luís Melo, que vai estar patente até 30 de Março, nomeadamente as telas de maior dimensão, são dominadas por rostos depurados, aparentemente padronizados, contidos, como se neles buscasse a perfeição plástica de simetrias e contornos e, paradoxalmente, a inexpressividade.

\"Esta procura da perfeição como ideário levam-no a explorar obsessivamente a temática do rosto, centrada quase sempre na linha do olhar, cuja substância poética é capaz de provocar no espectador uma atitude contemplativa e, até, nostálgica\", explicou, ao \"Jornal de Notícias\", Jorge da Costa, director do Centro de Arte Contemporânea Graça Morais.

Das suas composições, consta ainda uma grande diversidade de elementos figurativos como tesouras, agulhas, cadeiras, malhas de rede, asas de insectos ou flores, \"que acarretam densas cargas metafóricas\", acrescentou aquele responsável.

Luís Melo é um dos artistas da sua geração cuja obra se afasta das premissas que marcaram a multiplicidade de experimentações formais e conceptuais a que esteve associada a produção artística nacional da década de 90, marcada pela contrariedade face à imagem herdada que foi o \"retorno à pintura\" dos anos 80.

Dono de um traço apurado, Luís Melo procura explorar as inesgotáveis potencialidades da pintura. O seu universo pictórico regula-se por temáticas ambíguas, que resgata, visivelmente, à história, à literatura, à fotografia, ao cinema e, até, à moda.

Por seu lado, a mostra de Graça Morais, que compreende desenho, pintura e fotografia de 1999/2000, também vai estar patente até 30 de Março.

Glória Lopes in JN, 2010-01-19
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MensagemAssunto: Procissão de Graça Morais homenageia Sra. da Assunção   Dom Jan 24, 2010 3:25 pm

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Centro de Arte Contemporânea
Bragança



Procissão de Graça Morais homenageia Sra. da Assunção

«Procissão» é a nova exposição da pintora transmontana Graça Morais, no centro de Arte Contemporânea de Bragança.

Uma exposição com forte cariz religioso, segundo conta Jorge da Costa, o director do espaço.

“Ela tem uma série de trabalhos que têm a ver com a procissão. Ela assiste, na sua terra, a toda aquela conjuntura, e foi esse trabalho que quisemos mostrar, a procissão, e um pouco da religiosidade popular, mostrar a fé daquela gente. Foi isso que ela quis mostrar nos seus desenhos, porque são essencialmente desenhos, e quatro ou cinco telas. Ao mesmo tempo, colocámos também elementos de cera que têm a ver com essa religiosidade.”

Uma exposição que para além de desenhos e figuras de cera tem uma nova componente.

“E tem fotografias porque, muitas vezes, o trabalho de Graça Morais, tem por base o registo fotográfico. Vai aos lugares, observa e capta a imagem. Quisemos mostrar como é feito o trabalho da artista.”

Uma procissão que marcou a vida da pintora nascida na aldeia do Vieiro, em Vila Flor.

“Leva-me directamente à minha infância, às minhas experiências, porque toda a família ia à procissão. O meu avô mandava-me com os bois e ficava todo o dia a chorar”, recorda Graça Morais.

Renovado foi também o espaço dedicado a outros artistas.

Desta vez, o escolhido foi Luís Melo, um pintor de Bragança, com uma carreira de dez anos.

“Desafiei o Luís Melo a mostrar aqui não só o último trabalho dele mas também um pouco do trabalho do seu início de carreira. É um artista cuja base é a pintura mas tem trabalhos interessantes como as assemblagens, trabalhos em forma de cubo, usa uma série de materiais e quisemos dar essa visão geral do trabalho dele”, explica Jorge da Costa.

A exposição “A Procissão”, de Graça Morais, e “O resto da História”, de Luís Melo, permanecem no Centro de Arte Contemporânea até 30 de Março.

Para o Verão está já prevista uma exposição de Júlio Pomar.

Brigantia, 2010-01-24
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MensagemAssunto: Jovem de Cicouro dá asas à imaginação   Seg Maio 24, 2010 10:17 am

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Não desiste do sonho de ser artista
Miranda do Douro



Jovem de Cicouro dá asas à imaginação

Natural de Cicouro, no concelho de Miranda do Douro, João Cláudio continua a vencer a doença rara que lhe trava os movimentos com a pintura de inúmeras telas, que expõe um pouco por todo o distrito. A mais recente mostra do jovem pintor encontra-se patente na Casa da Cultura de Vimioso, até 31 de Maio.

“As Minhas Pinturas” é o tema da exposição de João Cláudio, que desde cedo revelou especial aptidão para o desenho à vista, fazendo casas com um simples lápis de carvão, numa altura em que sonhava ser arquitecto.
Já com 15 anos começou a pintar telas alusivas a paisagens, tendo-se dedicado, mais recentemente, a figuras abstractas.

O seu atelier foi improvisado na sala de estar da sua casa, onde guarda uma caixa de tintas, pincéis e um pequeno cavalete.
Para pintar, o jovem com síndrome de Larsen, uma doença incurável que afecta as articulações e condiciona o desenvolvimento físico, só utiliza a mão esquerda, elevando o braço, apenas, ao nível da boca.

Por isso, pinta os quadros em duas fases, primeiro concretiza a parte inferior da tela e, para alcançar a outra parte, inverte a posição do quadro para concretizar a obra de arte. Contudo, esta grande limitação aguça-lhe o engenho e olhando para a perfeição dos quadros parecem executados normalmente.
João Cláudio já pintou cerca de oito dezenas de quadros de diversas temáticas e tamanhos.


Teresa Batista, Jornal Nordeste, 2010-05-24
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MensagemAssunto: Bienal de Arte vai homenagear Nadir Afonso e João Vieira   Ter Jun 01, 2010 3:09 pm

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Evento arranca hoje
Chaves



Bienal de Arte vai homenagear Nadir Afonso e João Vieira

A Bienal de Arte deste ano vai homenagear dois artistas fla-vienses que são referências nacionais e internacionais da arte contemporânea: Nadir Afonso e João Vieira, falecido recentemente. No entanto, além de exposições destes dois artistas, está ainda prevista uma mostra que reunirá quadros de artistas portugueses e espanhóis de renome. Entre eles, Cesariny, Júlio Pomar, Miró e Picasso.

A Bienal de Arte de Chaves 2010 arranca na próxima terça- -feira com uma exposição de um artista natural de Vidago recentemente falecido, João Vieira. A mostra, com trabalhos de grande dimensão, é uma homenagem ao pintor e cenógrafo, que alcançou notoriedade nacional e interna- cional em termos de arte contemporânea, mas que se mantém praticamente desconhecido na sua terra natal. Adivinhando algumas críticas relativamente à desatenção dada ao artista, na conferência de imprensa em que apresentou o programa da Bienal, na passada terça-feira, o presidente da Câmara de Chaves, João Batista, rejeitou a ideia de que se tenham lembrado apenas do pintor após a sua morte. “Em Dezembro de 2009, já tínhamos pronto um projecto que prevê a criação do Centro de Artes João Vieira, na casa onde ele nasceu. Temos andado a trabalhar com a família nesse sentido”, justificou João Batista. A exposição de João Vieira, pai do conhecido vocalista dos Ena Pá 2000, que, em 2005, se apresentou como candidato à Presidência da República, estará patente ao público até dia 4 de Julho. Quatro dias depois será inaugurada uma exposição em homenagem ao reconhecido pintor flaviense Nadir Afonso, representado no Centro Georges Pompidou, em Paris, e dois museus brasileiros. A mostra, que incluirá pinturas inéditas do mestre (guache) estará patente na Biblioteca Municipal até ao dia 30 de Setembro, altura em que encerrará a Bie-nal de Arte 2010. A escolha dos dois artistas para a edição deste ano não surge ao acaso. Marca o início da posição que Chaves quer ter em termos culturais, precisamente através destes dois nomes: tornar-se um “expoente máximo da arte contemporânea a Norte do Douro”. João Batista lembrou, a propósito, que a Fundação Nadir Afonso, uma obra de raiz projectada por Siza Viera, e que será o centro deste posicionamento, deverá ir a concurso ainda este ano. Quanto ao Centro de Artes João Vieira, o autarca referiu que já foi apresentada uma candidatura para o financiamento da obra.

No entanto, além destas duas exposições, do programa da Bienal faz ainda parte uma mostra que trará ao Centro Cultural de Chaves (CCC) obras dos mais conhecidos pintores portugueses e espanhóis do século XX, alguns dos quais contemporâneos de Nadir e de João Vieira. Denominada “Sinais da Arte Ibérica no Século XX”, a mostra, que abrirá em simultâneo com a exposição de Nadir Afonso, no dia da cidade, incluirá, entre outros, quadros de Jaime Isidoro, Júlio Pomar, José de Guimarães, Mário Cesariny, Jorge Castillo, Miró, Barceló e Picasso.

No dia 23 de Junho, no âmbito da Bienal está ainda prevista a realização de uma conferência sobre indústrias criativas. E de 6 a 10 de Setembro, decorrerá um atelier de pintura no CCC.


Verbas de jogo pagam Bienal

De acordo com o presidente da Câmara de Chaves, João Batista, o orçamento da Bienal, 70 mil euros, será pago com verbas do Turismo de Portugal, no âmbito das receitas que o organismo recebe pelas receitas de jogo dos casinos.

A organização do evento continua a cargo da associação municipal Chaves Viva e da Árvore, uma cooperativa portuense de actividades artísticas. “Estamos satisfeitos com os serviços prestados, e há situações, como a exposição “Sinais de Arte Ibérica”, que só conseguiríamos fazer através de uma organização com a experiência e os contactos da Árvore”, explicou o autarca.

Em 2006, altura em que a Bienal de Arte foi retomada, o evento foi organizado pela Associação de Artistas do Alto Tâmega e do Vale de Monterrei, a Tamagani, então presidida pelo pintor flaviense Eurico Borges.

Margarida Luzio, Semanário Transmontano, 2010-06-01
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MensagemAssunto: Centro de Arte Contemporânea comemora dois anos com exposição de Júlio Pomar   Qua Jun 30, 2010 10:25 pm

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Balanço positivo
Bragança



Centro de Arte Contemporânea comemora dois anos com exposição de Júlio Pomar


Dois anos depois da abertura, o Centro de Arte Contemporânea Graça Morais, em Bragança, comemora o aniversário como uma das referências da arte portuguesa. Graça Morais, a pintora de Vieiro, em Vila Flor, faz um balanço positivo destes primeiros dois anos.

“É um balanço muito positivo. Vêm pessoas de todo o país conhecer o espaço. Até de Espanha. Cada vez mais será um marco na arte portuguesa.”

O espaço conseguiu uma média de 1300 visitantes por mês e hoje inaugura uma nova exposição. Júlio Pomar, um dos maiores nomes da pintura portuguesa, foi o nome escolhido por Graça Morais.

“A programação do centro tem sido de muita qualidade. No aniversário, geralmente sou eu que escolho. No ano passado escolhi a Paula Rego. Este ano optei por Júlio Pomar, porque é um dos nossos maiores pintores, por quem tenho grande admiração. Gostava muito que esta cidade o conhecesse melhor e que ele oferecesse ao país, através deste prazo, a sua obra. Apresenta as várias séries de trabalhos de Júlio Pomar. São marcos históricos na sua obra.”

A exposição abre às 18h30 mas, antes disso, a partir das duas e meia da tarde, começa uma iniciativa inédita na cidade de Bragança, em que a arte sai à rua.

A Linha Azul aproveita a linha de transportes urbanos da cidade para exposições, concertinhos dos alunos do conservatório de Bragança ou concertos de bombos, tudo nas ruas do centro histórico da cidade, perto do Centro de Arte.

O ponto alto acontece às seis e meia, com a inauguração da exposição de Júlio Pomar.

Uma antologia que, segundo o director do espaço, Jorge Costa, foi a mais difícil de montar.

“É uma exposição que reúne obras de todos os períodos, todas as fases, todas as linguagens de Júlio Pomar”, diz Jorge Costa. “Estão perto de uma centena de obras, entre desenho, pintura, escultura, assemblages”, explica.
Esta exposição fica patente até 17 de Outubro.

Depois, segue-se um pintor espanhol.

“O Santiago Ydañez, que veio conhecer Trás-os-Montes e vai fazer um trabalho inspirado nos caretos transmontanos.”

Para além da exposição de Júlio Pomar, o Centro de Arte Contemporânea mantém uma exposição de Graça Morais, com retratos e auto-retratos.

Brigantia, 2010-06-30
In DTM


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MensagemAssunto: Aos 85 anos Júlio Pomar apresenta exposição em Bragança   Dom Jul 04, 2010 11:00 am

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Redescobrir Júlio Pomar
Bragança


Aos 85 anos Júlio Pomar apresenta exposição em Bragança

Redescobrir Júlio Pomar em Bragança é a proposta, para este verão, do Centro de Arte Contemporânea Graça Morais através de uma exposição com perto de uma centena de obras que mostram o percurso do conceituado artista português.

A mostra abre quarta feira ao público e pode ser visitada até 17 de outubro, proporcionando «uma viagem à produção artística de Júlio Pomar com obras de todos as fases e linguagens, desde os anos de 1940 até à atualidade».

\\"Cada sala, cada parede corresponde a uma década e uma fase do artista\\" como explicou Jorge da Costa, diretor daquele espaço e comissário da exposição que conseguiu reunir obras junto de instituições, nomeadamente as fundações Júlio Pomar e Gulbenkian e o centro Manuel Brito.

A exposição da antologia de Júlio Pomar abre no dia em que o Centro de Arte Contemporânea comemora dois anos.

Júlio Pomar chegou a Bragança na véspera da inauguração e explicou esta quinta-feira aos jornalistas como é que um pintor de renome internacional tem agora preferência por este tipo de eventos.

\\"Neste momento tenho uma certa preferência pelas exposições deste tipo, pelas mostras que se realizam para um público, que não é um público habitual dos circuitos - aquele que supostamente já sabe tudo\\", disse o pintor.

Para Pomar, \\"este sair para fora do circuito\\" tem uma dupla vantagem que é conhecer uma parte do país o que lhe dá \\"confiança e desejo de continuar nela a fazer coisas\\".

Júlio Pomar espera que o público saia agradado com o seu trabalho e diz ser-lhe \\"difícil\\" apontar uma obra preferida.

\\"Gosto mais das coisas que estão ainda \\"engasgadas\\". Estas coisas aqui já estão fechadas, já não são minhas, já não me pertencem, já não tenho um poder de intervenção\\", sustentou.

Nesta primeira passagem pela cidade de Bragança, Júlio Pomar será homenageado, quinta feira, numa sessão com Laura Castro e Vasco Graça Moura, um ato que começa já a ser \\"rotina\\" porque, como reconhece, \\"a partir de uma certa idade as coisas começam a suceder-se\\".

\\"Entre um senhor autor de obra e um puto que se sente a começar\\", Júlio Pomar salienta que se sente a começar, aos 84 anos, e continua a pintar.

\\"Se não ficava com um mau feitio que ninguém me aturava\\", disse.

O convite para expor em Bragança partiu da amiga Graça Morais, a pintora transmontana, que \\"acarinha\\" o centro com o seu nome e que desafia os portugueses a colocarem este espaço nos roteiros de férias.

\\"Já que vai ser um ano difícil para viajar para o estrangeiro então que se viaje dentro do país e que venham a Bragança\\", afirmou Graça Morais.

Os trabalhos da pintora enchem sete salas com uma exposição agora renovada com mais retratos e autorretratos da pintora transmontana.

Quarta feira, o centro quer espalhar arte pela zona histórica da cidade com vários eventos a decorrerem em simultâneo na rua, espaços comerciais e culturais.

Pelo Centro de Arte Contemporânea Graça Morais passam em média 1300 visitas por mês.

A próxima exposição está já a ser preparada, para o inverno, pelo pintor espanhol Santiago Ydanez, inspirada nos Caretos transmontanos que animam as tradicionais festas de Natal e dos Rapazes.

http://sic.sapo.pt/online/video/informacao/NoticiasCultura/2010/7/aos-85-anos-julio-pomar-apresenta-exposicao-em-braganca01-07-2010-173520.htm

Lusa, 2010-07-02
In DTM


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