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 Barroso

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MensagemAssunto: Barroso   Seg Jan 05, 2009 9:54 pm

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Fonte de rendimento
Distrito de Vila Real




Aldeias vendem vento para arranjar caminhos

O vento tornou-se na grande fonte de rendimento de várias aldeias do Alto Tâmega. Há casos em que o que recebem pelas torres eólicas é superior ao que recebem do Estado. A maioria investe em caminhos agrícolas.

No caminho de Espinheiro, nas Alturas do Barroso, em Boticas, só passavam cabras. \"E mal!\". Hoje, \"passa lá um autocarro, se for preciso\". Foi alargado e alcatroado. Ficou com quatro metros. Desde 2004, o conselho de compartes dos baldios da freguesia das Alturas do Barroso investiu cerca de 52 mil euros em alargamento e limpeza de caminhos agrícolas. A verba gasta é, toda ela, proveniente da renda que a aldeia recebe pelo aerogerador instalado em terreno baldio.

Está prevista a colocação de mais 12 torres eólicas. \"Já andam as gruas a colocá-las\", garante o presidente do conselho directivo dos baldios, Herculano Rua.

Em média, a aldeia irá receber 5000 euros por cada aerogerador. O vento está a tornar-se a grande fonte de rendimento de algumas aldeias do Alto Tâmega, que arrendaram terrenos baldios para a produção de energia eólica.

Em Sabuzedo, no concelho de Montalegre, os nove aerogeradores colocados rendem à aldeia 20 mil euros por ano, quase tanto como recebe toda a freguesia (composta por mais uma aldeia) do Fundo de Financiamento das Freguesias.

À semelhança de Alturas do Barroso, Sabuzedo investiu no arranjo de caminhos agrícolas. Também foi feita uma capela, uns lavadouros públicos e se não tem sido feito mais é por falta de entendimento da população.

\"Uns querem fazer uma coisa outros querem fazer outra, não se entendem\", lamenta o presidente do conselho directivo dos baldios, João Gonçalves.

Enquanto isso, o dinheiro vai-se acumulando no banco. \"Temos para aí uns 150 mil euros\", garante, reconhecendo que com o dinheiro quem têm \"não têm sido feito grandes obras\".

No concelho de Montalegre, está já em funcionamento outro parque eólico na freguesia de Salto e assinados contratos com muitas outras aldeias onde se prevê que venha a ser produzida energia eólica.

No concelho de Chaves, existe apenas um parque eólico, na freguesia de Mairos. Por ano, a aldeia arrecada cerca de 10 mil euros. Além do arranjo de caminhos agrícolas, é com esta verba que a Junta de Freguesia paga o vencimento de um funcionário que faz limpeza na aldeia. \"Também já demos uma ajuda para a compra de um elevador para o lar e foi paga a limpeza da barragem\", revela o presidente da Junta de Freguesia de Mairos, António Fontoura.

Em Montenegrelo, no concelho de Vila Pouca de Aguiar, para já, a aldeia tem recebido uma renda de pré-instalação, dinheiro que também já serviu para alargar dois caminhos agrícolas.

A partir de 2009, está prevista a colocação de 11 torres no baldio de Montenegrelo e no de mais duas aldeias contíguas. Pelas contas do presidente da Junta, Nelson Dias, à aldeia de Montenegrelo deverá caber entre 10 a 15 mil euros por ano. O destino? \"Será gasto naquilo que o povo entender\", afiança. Até 2012, no concelho de Vila Pouca de Aguiar, está prevista a instalação de 100 aerogeradores.

Margarida Luzio in JN, 2009-01-04
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MensagemAssunto: Boticas vai ter Pousada da Juventude sem apoio do Gove   Sab Jan 10, 2009 11:40 pm

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Financiada por fundos comunitários
Boticas





Boticas vai ter Pousada da Juventude sem apoio do Governo

A autarquia de Boticas anunciou que vai começar ainda este ano as obras para a construção de uma pousada de juventude no concelho.

O anúncio foi feito na terça-feira, aquando da apresentação da 11ª Feira do Porco de Boticas, que decorre de 16 a 18 deste mês.

Esta é uma ambição antiga do concelho, que, no último Governo PSD, viu o seu desejo satisfeito, com a deslocalização da pousada de juventude de Alijó para Boticas. No entanto, este acordo ficou-se pelo papel, uma vez que com a tomada de posse do Governo de Sócrates, o projecto de construção da pousada da juventude voltou novamente e em definitivo para o concelho de Alijó.

Apesar da Movijovem, empresa que gere as pousadas de juventude do país, ter dito, por diversas ocasiões, que duas pousadas na região seriam incomportáveis, o facto é que o concelho de Boticas insistiu na ideia e já conseguiu apoios comunitários para o efeito. “Não vai depender em nada do Governo”, garante a autarquia.

O investimento é de mais de um milhão de euros e o concurso público será lançado “dentro em breve”. O autarca Fernando Campos considera que este equipamento é essencial para o desenvolvimento do turismo no concelho, uma vez que também está para breve a abertura do “Parque Aventura de Animação Turística”.

A pousada da juventude vai ficar instalada na antiga residência de estudantes, no centro da vila, um edifício que vai ser reabilitado, e terá alojamento para 54 pessoas, com nove quartos múltiplos, oito quartos duplos e um quarto especial para pessoas com mobilidade reduzida.

Sónia Domingues, Semanário Transmontano, 2009-01-09
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MensagemAssunto: O «Enxoval do Bebé»   Qui Fev 19, 2009 3:30 pm

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O «Enxoval do Bebé»
Boticas


Câmara entrega sexta-feira 500 euros a cerca de duas dezenas de bebés

A Câmara de Boticas entrega sexta-feira um subsídio individual de 500 euros a uma vintena de bebés, uma iniciativa hoje anunciada pela autarquia e que se insere no programa de incentivo à natalidade «Enxoval do Bebé».

O \"Enxoval do Bebé\" foi instituído pela autarquia em Janeiro de 2009, mas com efeitos retroactivos a Janeiro de 2008.

Os primeiros subsídio, de 500 euros a cada bebé que nasça no concelho, serão entregues sexta-feira.

Segundo a autarquia, o número de beneficiários deste apoio financeiro ascende já a duas dezenas.

Para receber o apoio, as mães têm que ser residentes e recenseadas no concelho de Boticas há mais de um ano.

As candidaturas devem ser apresentadas no serviço de atendimento do município até 60 dias úteis contados da data de nascimento da criança.

O presidente da autarquia, Fernando Campos, referiu que \"estes incentivos, por si só, não chegam para aumentar a natalidade do concelho e inverter a tendência de envelhecimento da população registada nos últimos anos\".

No entanto, acrescentou que representam \"um forte contributo para atenuar os pesados encargos e despesas dos agregados familiares do concelho, sendo, em alguns casos, determinantes para que as crianças possam ter alguma qualidade de vida\".

Desde 2005, que a câmara de Boticas atribuiu ainda um conjunto de incentivos financeiros aos nascimentos, que passam por uma prestação pecuniária mensal para frequência de creches, infantários ou outros estabelecimentos do género, e ainda para aquisição de géneros considerados indispensáveis ao desenvolvimento saudável da criança.

Em média, a autarquia paga 35 euros mensais por cada criança, entre os cinco meses de idade e os três anos.

No total, foram já mais de uma centena as crianças beneficiárias deste incentivo, o que se representa cerca 150 mil euros pagos pela autarquia.

Lusa, 2009-02-19
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MensagemAssunto: Faz-se luz para dois habitantes de Casas da Serra   Ter Jul 07, 2009 12:21 pm

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Resistir no isolamento
Boticas


Faz-se luz para dois habitantes de Casas da Serra

Os habitantes de Casas da Serra, Boticas, viram propagar-se pela serra um parque eólico com dezenas de aerogeradores mas só no próximo Outono é que vão ter luz eléctrica na localidade.

Os irmãos Manuel e José Ferreira são os únicos habitantes do lugar de Casas da Serra, um lugar onde nunca chegou a luz eléctrica.

Ao longo dos anos, as habitações foram ficando vazias mas, paradoxalmente, os montes em redor encheram-se de aerogeradores que produzem energia que entra na rede eléctrica nacional.

Manuel Ferreira acredita que, se houvesse luz em Casas da Serra, haveria também mais habitantes naquele lugar. Poucos conseguiram resistir a uma vida de isolamento, sem frigorífico, sem televisão ou rádio.

A reivindicação antiga desta povoação vai ser cumprida até ao próximo Inverno, uma garantia dada pelo presidente da Câmara de Boticas, Fernando Campos.

O «abastecimento normal através da rede pública» resultou de uma parceria entre a autarquia e a EDP, disse. \"Em fins de Setembro ou meados de Outubro o problema estará solucionado\", frisou.

Até lá cabe aos dois residentes procederam à instalação eléctrica no interior da sua habitação.

Quem já não vai beneficiar com a luz é o casal Domingos e Alzira Ferreira, que deixaram Casas da Serra há dois anos para irem viver para Quintas, aldeia perto da vila de Boticas.

\"Saímos de lá porque não havia luz. Puseram lá as ventoinhas mas não puseram luz. Aqui até já temos frigorífico\", afirmou a idosa.

O casal esteve emigrado em França e, depois de reformado, regressou à terra natal. No entanto, por causa da \"falta de conforto e do isolamento\" resolveu comprar outra casa, \"mais perto de tudo\".

Para trás ficou uma outra casa com o enxoval do casamento e a televisão a motor comprada em França, ficou também a horta onde cultivavam batatas e legumes.

\"Aqui temos todos os dias pão fresco, fruta e carne\", acrescentou.

Manuel Ferreira só come carne fresca quando desce a outras aldeias para fazer compras.

Nas arcas de casa, os irmãos guardam carne salgada e, da terra que cultivam, retiram os restantes alimentos.

O resto do tempo é passado entre trabalhos que arranjam em outras aldeias, a olhar a paisagem ou a dormir. À noite recorrem à iluminação dos candeeiros a petróleo.

Manuel recorda com saudade as cerca de 20 pessoas que há uns anos habitavam a localidade e é também por isso que \"vê com bons olhos\" investimentos turísticos que possam ali possam ser concretizados.

O autarca Fernando Campos referiu que deu entrada na câmara um processo para informação prévia para um investimento turístico de 25 milhões de euros na localidade vizinha de Côvelo do Gêres.

\"Não temos dúvidas que mais tarde ou mais cedo, Casas da Serra também vai ter um empreendimento turístico. Se já houver energia eléctrica será mais vantajoso para o investidor\", sublinhou

Lusa, 2009-07-06
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MensagemAssunto: João Botelho filma a «alma e a cultura do Barroso»   Qua Jul 08, 2009 10:50 am

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«Para Que Este Mundo Não Acabe»
Barroso


João Botelho filma a «alma e a cultura do Barroso»

Numa iniciativa da Direcção Regional de Cultura do Norte (DRCN), que contou com a comparticipação e apoio dos municípios de Boticas e Montalegre, o conhecido realizador português João Botelho e a produtora “Ar de Filmes”, filmaram durante os últimos dias de Junho e o início deste mês, na região do Barroso, o documentário intitulado “Para Que Este Mundo Não Acabe”, onde participaram alguns populares do concelho de Boticas e o Grupo de Cantares da Associação Cultural, Recreativa e Desportiva da Serra do Leiranco, Sapiãos.

Neste trabalho, João Botelho propõe-se transpor para a tela a grandeza da região do Barroso, procurando retratar a violência da paisagem e a força das suas gentes. Para tal, Botelho recorre ao trabalho de dois actores, Marcello Urgeghe e Maria Archer. Ele é jornalista e vem fazer uma reportagem sobre esta terra e ela acompanha-o sem saber porquê e é através deles, do que vêm, ouvem e sentem, que é contada a história do Barroso.

Para o cineasta transmontano, o Barroso é uma região muito “específica”, porque tem uma “grande ingenuidade que não se encontra em mais lado nenhum. Não é só a violência da paisagem, é a violência da vida e a grandeza das pessoas. É um mundo muito estranho, diferente, mas cheio de verdade e força. É isso que me atraiu”, salientou. O casal viaja por um “território de picos agrestes e vales férteis, de climas extremos habitado por dramáticas gentes que transportaram até hoje saberes, costumes e comportamentos comunitários notáveis e únicos”.

“Achamos que era interessante haver um documentário cinematográfico, feito por uma pessoa da qualidade de João Botelho, para podermos dar a conhecer melhor a região do Barroso”, salientou o presidente da Câmara de Boticas, Fernando Campos.

Boticas e Montalegre receberão a ante-estreia deste trabalho no início do próximo mês de Outubro. O documentário será convertido num DVD de uma trilogia que revela a visão do realizador João Botelho sobre a região transmontana.

A trilogia inclui “A Terra Antes do Céu”, já filmado na região de Vila Real, este “Para Que Este Mundo Não Acabe”, filmado na região do Barroso, e um terceiro, ainda por preparar, na região do planalto mirandês.


Espigueiro, 2009-07-08
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MensagemAssunto: Ecomuseu do Barroso   Seg Jul 13, 2009 11:41 am

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Parece um museu minimalista
Barroso


Barroso condensado em sons e imagens

Parece um museu minimalista. Uma peça aqui, outra ali… Puro engano. Barroso está todo lá. Condensado. Imagens e sons. E à distância de um toque. As novas tecnologias saltam à vista no Ecomuseu do Barroso. Sem chocar.

À entrada, numa mesa interactiva, o visitante poderá, desde logo, conhecer em três dimensões o concelho e a sede da vila. É uma espécie de Google Earth em versão barrosã, que permitirá visualizar alguns pontos de interesse. Ao final da tarde de anteontem, ao ouvir a explicação do funcionamento da mesa de um técnico, o ministro da Cultura, Pinto Ribeiro, não disse uma palavra. Bateu palmas. Estava impressionado.

Aberta há cerca de um mês, a sede do Ecomuseu do Barroso, em Montalegre, só anteontem foi inaugurada oficialmente. O edifício, junto ao castelo da vila, foi baptizado com o nome do padre Fontes, um tributo da Câmara ao pároco pelo seu trabalho na divulgação do concelho. \"Isto é simbólico. É uma homenagem aos barrosões, é mais bonito dizer\", comentava o homenageado. Acompanhado pelo director do Ecomuseu, David Teixeira, o presidente da Câmara, o socialista Fernando Rodrigues, guiava o ministro pelas várias salas que compõem o edifício. Depressa. Tão depressa que o governante teve de lhe fazer sinal com a mão para ouvir até ao fim o violinista que tocou na recepção. Na sala dos mais pequenos, o ministro experimentou a parede interactiva. \"Viva o Barroso\", escreveu.

Além disso, também pôde tocar em ecrãs interactivos onde são exibidas imagens e sons das várias tradições do Barroso, como a matança do porco. E, já no último piso, testou o chão interactivo, onde, com um mexer de pé ou de mão, vão rodando imagens de rostos do Barroso, ou calão local. \"É um museu que, através das novas tecnologias, obriga à interactividade do visitante. A informação está toda lá, mas tem que ser a pessoa a solicitá-la\", resume um responsável da empresa que concebeu o sistema, a Edigma.


Margarida Luzio in JN, 2009-07-13
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MensagemAssunto: Estimular a criação da raça   Ter Jul 14, 2009 9:43 pm

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Estimular a criação da raça
Montalegre




Apurados mais dois bois que irão disputar meias-finais do Campeonato de Chegas

Acontece aos melhores. Nem com pancadinhas, nem meias pancadinhas, as pilhas estavam mesmo gastas. O problema técnico haveria de remediar-se com o suporte de gravação da TV Barroso. Vamos a isso. Microfone na mão e toca a gravar: “Vamos lá ver o que eles vão fazer.

Estão na frente um do outro. São dois bons bois. Estão bem metidos [equiparados em peso]. Pesarão mais ou menos 800 quilos. A ver se eles metem a cabeça um no outro…”. Silêncio. Meia dúzia de passos para a frente, para trás, para os lados e nova gravação: “Estão a fazer as cerimónias das praxe”. O Campeonato de Chegas de Bois de Raça Barrosã, uma iniciativa da Câmara Municipal de Montalegre, tem relatador oficial. Fernando Moura, de 77 anos, comenta as chegas em diferido. Os relatos são transmitidos aos sábados na Rádio Montalegre. As chegas estão igualmente a ser acompanhadas pela TV Barroso. No passado domingo, foram apurados mais dois animais que irão disputar as meias de finais, que irão ter lugar no próximo dia 19.

“Está uma chega brava. Agora estão jungidos. O do Zé Ribeiro está a recuar, começou bem, mas está a recuar”, relatava o especialista, que, no final, depois de dez minutos de luta e de uma reviravolta, anunciou que o boi do Zé Ribeiro, o “boneco”, venceu o adversário de Morgade, o “galhardo”. Na segunda chega, de 15 minutos, que opôs o boi do João Poças, de Corva (Salto) e o do João Ribeiro, de Montalegre, ambos com os cornos “criminais”, haveria de vencer o primeiro. “Foram duas chegas maravilhosas”, rematou o relatador.

A final será disputada dia 13 de Agosto. À semelhança dos anos anteriores, o Campeonato arrancou no dia do município, dia 9 de Junho. A iniciativa é uma organização conjunta da Câmara Municipal de Montalegre e da Associação “O Boi do Povo”. E surgiu para incentivar a criação desta espécie autóctone, mas os resultados não são os esperados. O vereador da Câmara de Montalegre, Orlando Alves, já alertou que o número de bois desta raça está a diminuir de ano para ano, podendo vir a pôr em causa a iniciativa. No concelho foram apenas 14 bois de raça barrosã a participar no campeonato.

Margarida Luzio, Semanário Transmontano, 2009-07-13
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MensagemAssunto: José não foi convidado. Almoçou sozinho de seco.   Seg Set 28, 2009 9:51 pm

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Casas da Serra já tem luz
Boticas




José não foi convidado. Almoçou sozinho de seco.

José e Manuel já não vão precisar da luz do telemóvel para se deitarem sem tropeçar. A electricidade já chegou a Casas da Serra. No dia da instalação do posto de transformação que levou a luz ao local, os irmãos, únicos habitantes do lugar, estavam felizes, mas sentidos: não foram convidados para o almoço promovido pela Câmara para festejar a chegada da energia.

No passado dia 17, o lugar de Casas da Serra, em Boticas, viu, por momentos, o que há muito não via: muita gente. No âmbito de uma parceria com a Câmara de Boticas, a EDP instalou no local o posto de transformação que, finalmente, vai permitir trazer luz eléctrica a José e Manuel Ferreira, os únicos habitantes da aldeia, onde as poucas casas que existem estão abandonadas e a cair aos bocados, incluindo a dos residentes.

Além do director da região Norte da EDP, Mário Guimarães, o acto foi presenciado pelo presidente da Câmara de Boticas, o social-democrata Fernando Campos, o vice-presidente, dois vereadores, outros convidados e muita comunicação social. A escuridão dos irmãos já tinha sido notícia por uma irónica circunstância.

É que, a pouco mais de um quilómetro da aldeia, está instalado um parque eólico. Mário Guimarães explicou, no entanto, que, por motivos que tem a ver com a voltagem da energia saída do parque, essa solução não era tecnicamente possível e que, só agora, estavam reunidas as condições técnicas ideias para proceder à electrificação do local.

O investimento terá rondado os 60 mil euros. Inviável, para já, mas que, para o responsável da EDP, poderá funcionar como “motor” para trazer gente à aldeia onde só ficaram os dois irmãos. O mesmo pensa o presidente da Câmara, para quem a luz pode ajudar a potenciar o aproveitamento turístico do local.

Para assistir à instalação do PT, ao contrário do irmão, José nem foi trabalhar. Limpa caminhos para a Junta de Freguesia de Cerdedo, que lhe paga 40 euros por dia. “Para não parecer mal”, vestiu a roupa dos domingos: calça preta, polluver azul e camisa às riscas.

E juntou-se à comitiva de autarcas, dirigentes da EDP e jornalistas que foram ao local para assinalar a chegada da energia eléctrica. Mas José é de poucas palavras, para desespero dos jornalistas. Mesmo assim, foi dizendo que estava “muito satisfeito”, que vai comprar uma televisão e um frigorífico e que sempre confiou no presidente da Câmara, que há muito lhe prometia a chegada da luz.

Mas, no final da festa, desiludiu-se. Depois das entrevistas, Campos e a comitiva partiram para um almoço comemorativo numa albergaria. José não foi convidado. Almoçou sozinho. E de seco: pão e presunto «Quando estiver com ele [presidente], já lhe vou dizer dar um recado!».

Margarida Luzio, Semanário Transmontano, 2009-09-25
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MensagemAssunto: Sexagenário de Carvalhelhos morreu debaixo do tractor   Ter Out 20, 2009 2:37 pm

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Segundo caso num mês
Boticas




Sexagenário de Carvalhelhos morreu debaixo do tractor

Um homem de 66 anos morreu, na passada segunda-feira, na sequência de um acidente de tractor num caminho agrícola, em Carvalhelhos, no concelho de Boticas.

Ao que foi possível apurar, Domingos Ferreira terá saído de casa para levar as vacas a pastar. Foi de tractor. Ao anoitecer, as vacas terão vindo para casa sozinhas, o que levou a família a suspeitar que se teria passado algo. GNR, família e vizinhos iniciaram, então, as buscas pelo termo da aldeia, uma vez que ninguém saberia ao certo o local para onde o sexagenário teria ido apascentar o gado.

Domingos acabaria por ser encontrado, cerca das 22h00, debaixo de uma roda do tractor, numa ribanceira paralela a um caminho agrícola que dá acesso a lameiros da aldeia. A máquina terá capotado e o agricultor ficou por baixo. As causas do acidente estão por apurar, mas tudo indica que o tractor terá resvalado e caído pela ribanceira.

Em menos de um mês, este é o segundo acidente mortal no Alto Tâmega. No dia 23 do passado mês de Setembro, na localidade do Seixo, na freguesia de Loivos, outro acidente de tractor provocou a morte a um agricultor de 72 anos. Adelino Rodrigues estava a manobrar a máquina agrícola num campo de cultivo.

Ao que tudo indica, o tractorista terá encostado demasiado à estrema, o piso cedeu e o tractor, que não dispunha de arco de segurança, caiu no talude e capotou. Adelino terá ficado de baixo do tractor. A vítima ainda foi assistida no local por uma equipa dos Bombeiros Voluntários de Vidago, sendo, posteriormente, transportada para o Hospital de Chaves com prognóstico muito reservado. No entanto, acabou por não resistir aos ferimentos e por falecer.

Margarida Luzio, Semanario Transmontano, 2009-10-16
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MensagemAssunto: Padre detido por posse de armas chegou ao Tribunal   Seg Out 26, 2009 5:10 pm

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Padre detido por posse de armas chegou ao Tribunal

por Lusa
Hoje



Fernando Guerra, o padre de Covas do Barroso detido domingo por suspeita de posse ilegal de armas de fogo, chegou hoje cerca das 14:00 ao Tribunal de Boticas, Vila Real, para ser ouvido em primeiro interrogatório judicial.

Rodeado de quatro elementos da Guarda Nacional Republicana (GNR) que vinham com a cara tapada, o padre entrou calmo e sorridente nas instalações do tribunal, onde cerca de quatro dezenas de populares se cencentraram.

Alguns aproveitaram para tirar fotografias, enquanto outros gritararam "Custou a entrar lá dentro, mas agora vai".

Após o interrogatório judicial deverá ser aplicada uma medida de coacção.

O padre de Covas do Barroso tinha acabado de celebrar a missa das 07:00 de domingo quando, em plena sacristia, foi surpreendido por militares da GNR, que o detiveram por suspeita de posse ilegal de armas de fogo.

Mais de trinta militares da GNR "invadiram" domingo, bem cedo, a aldeia de Covas do Barroso para concluir uma investigação que decorria há meses.

Logo após a missa, e quando os fiéis estavam a sair da igreja, os militares entraram na sacristia, onde o sacerdote mudava de roupa.

"A detenção foi feita de forma a que se causasse o mínimo de impacto social. Aguardámos que o senhor padre terminasse a missa dominical e a seguir tivemos de proceder à identificação e detenção", disse então o comandante do destacamento de Chaves, capitão Filipe Soares.

A operação do Núcleo de Investigação Criminal de Chaves terminou com a detenção de quatro pessoas, com idades entre os 40 e os 74 anos.

No decorrer das quatro buscas domiciliárias em Covas do Barroso, os militares apreenderam 16 armas ilegais, entre pistolas, revólveres e caçadeiras, milhares de munições, engenhos pirotécnicos e pólvora seca.

Entre os detidos figura o pároco Fernando Guerra, de 74 anos, que, segundo o capitão Filipe Soares, não ofereceu resistência. "O sacerdote foi bastante colaborante. Inicialmente alegou que teria apenas uma arma e que estaria legal. Conforme foram surgindo as armas foi dizendo que teriam sido deixadas por herança ou que desconhecia a sua proveniência", acrescentou.

As armas foram apreendidas na residência do sacerdote.

O nome de Fernando Guerra é polémico na região. O sacerdote está também envolvido no processo da Casa do Santo, que está a ser julgado no Tribunal de Boticas. A Casa do Santo serve de suporte à realização da tradicional festa de São Sebastião em Couto de Dornelas e a sua propriedade é reivindicada pela paróquia e pela junta de freguesia.

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MensagemAssunto: Tribunal liberta padre de Boticas   Qua Out 28, 2009 5:36 pm

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Posse ilegal de armas
Boticas


Tribunal liberta padre de Boticas

O pároco foi interrogado durante quase oito horas pelo magistrrado do tribunal de Boticas. Fica proibido de comprar e usar armas e obrigado a apresentar-se periodicamente às autoridades.

O padre de Covas, detido, anteontem, por posse ilegal de armas, vai aguardar julgamento em liberdade, mas fica sujeito a apresentações periódicas e inibido de comprar e usar armas. Foi ouvido durante quase oito horas.

Levantou-se às seis da manhã, apanhou a carreira das sete, tirou as fotocópias que tinha que tirar e, às 14 horas em ponto, estava no Tribunal de Boticas. De nada lhe adiantou o esforço. Pouco antes das 19 horas, à hora do último autocarro para a sua aldeia, viu-se obrigado a ir embora sem satisfazer a curiosidade que o levou a estar toda à tarde em frente ao tribunal.

O morador de Alturas do Barroso foi uma das cerca de três dezenas de pessoas que, ontem, se concentraram junto ao Tribunal de Boticas para assistir à chegada do padre Fernando Guerra, detido, anteontem, pelo Núcleo de Investigação Criminal de da GNR de Chaves, por posse ilegal de armas. Ontem, depois de um longo interrogatório, que só terminou já passava das 22 horas, foram--lhe aplicadas como medidas de coacção apresentações periódicas no posto da GNR local e a inibição de comprar e usar armas de fogo.

O pároco foi surpreendido pelos guardas na sacristia da igreja de Covas de Barroso, quando tirava os paramentos. As armas, três pistolas carregadas, três caçadeiras e cerca de um milhar de munições, foram-lhe apreendidas em casa. Na mesma operação, foram detidos mais três homens da aldeia vizinha de Campos, a quem foram apreendidas mais dez armas. Foi-lhes aplicada a mesma medida de coacção que ao padre.

Visita do presidente

O pároco pernoitou no posto da GNR, onde, durante a manhã, recebeu a visita do presidente da Câmara, Fernando Campos. Entrou no Tribunal cerca das 14 horas. Aparentemente calmo. E nem mesmo perante o aparato mediático que se encontrava no local evidenciou alguma reacção.

Os curiosos que se aproximaram da entrada do Tribunal, acompanhavam-no com o olhar, calados. João Barreto, de Couto de Dornelas, antiga paróquia de Fernando Guerra, foi a excepção. Chegou a correr, com medo de perder a entrada do pároco e gritou: \"Pistoleiro, pistoleiro. Agora é que se vê quem dava tiros\". Fernando Guerra terá acusado João Barreto de ter tentado matá-lo, em Julho de 2005.

A maioria estava contra o padre. \"Só é de lamentar que tenha sido agora\", criticava um paroquiano de Covas do Barroso. \"Ele já quando dava aulas no ciclo, limpava as armas e contava dinheiro à frente dos alunos. Isto é que é um pregador de moral?\", questionava um septuagenário de Alturas do Barroso.

Mas também havia quem o defendesse. \"Eu só tenho a dizer bem. Era um homem que no altar metia respeito\", garantia um paroquiano de Viveiro.

\"Pode ser o vício da caça no clero\"

Para já, a detenção do padre Fernando Guerra por posse ilegal de armas não terá consequência na Igreja Católica. Ao JN, o bispo da Diocese de Vila Real, Joaquim Gonçalves, disse que jurisprudência canónica também \"defende o réu até haver condenação\". \"Se ficar detido muito tempo teremos que garantir a assistência religiosa ao povo\", explicou. Confrontado com o número de armas que o pároco guardava, D. Joaquim lembrou que não se está perante um \"arsenal\" e referiu que admite a \"hipótese\" de as armas estarem ligadas \"ao vício da caça entre o clero\". \"Admito que, embora sendo ilegal, ajudasse a fornecer os que caçam. É ilegal, não é bonito, mas, nesse contexto, é humanamente compreensível\", frisou o bispo. \"Se for além desse fornecimento para caça e se se estiver perante um caso de terrorismo ou de uso para violência, aí o caso é sério e merece ponderação\".

Margarida Luzio in JN, 2009-10-27
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MensagemAssunto: Padre guerreiro   Sex Out 30, 2009 3:15 pm

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Padre guerreiro
Boticas


Padre Guerra garante só não ter documentação de uma das armas aprendidas pela GNR
O padre Fernando Guerra, de Covas do Barroso, Concelho de Boticas, garantiu hoje que possui documentação que prova que as armas apreendidas pela GNR estão legais, à excepção de uma pistola que diz ter herdado do pai.

Em entrevista hoje à RTP, o sacerdote detido domingo pela posse ilegal de armas, explicou que possui licença de uso e porte de arma para um revólver e que, para as outras armas, está a decorrer o processo de legalização, ao abrigo da nova lei das armas, na PSP.

\"É certo que não dei com os documentos da arma que herdei do meu pai. Até os posso não ter, considero essa parte ilegal. Em relação às outras, uma está legal e em as restantes entreguei-as na PSP para registar\", afirmou.


Lusa, 2009-10-28
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MensagemAssunto: Padre diz usar armas na caça e contra ladrão   Sex Out 30, 2009 4:10 pm

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Três caçadeiras e três pistolas
Boticas


Padre diz usar armas na caça e contra ladrão

Insiste que só uma arma está ilegal e que o caso foi «empolado». O padre Fernando Guerra admite que gosta de armas, mas que só as usa para caçar e contra «gatunos». O pai queria que fosse advogado. Até lhe prometeu um carro.

Há algum tempo, o padre Fernando Guerra, foi \"visitado por gatunos\". Seriam duas da manhã. Bateram-lhe à porta, ele deixou-os entrar. Quando um lhe pediu para ir à casa-de-banho, já desconfiado das intenções das visitas, diz que lhe valeu uma arma de caça que tinha por perto. \"Só tive tempo de pegar nela e enfiar-lhe dois cartuchos rápido. Foi sagrado, viraram por ali acima... Nessas horas, é morrer ou viver!\".

Foi com esta história que, ontem de manhã, Fernando Guerra, o pároco de Covas de Barroso, que, no domingo, foi detido pela GNR de Chaves por posse ilegal de três caçadeiras e três pistolas, justificou, a um grupo de jornalistas que o apanharam, em Chaves, à saída de uma consulta no dentista, por que tem armas em casa.

\"Fisicamente, a gente procura defender-se. Quando nos batem, deve-se dar a outra face, deve-se seguir a Lei do Amor, tudo bem, mas Deus também expulsou os bandidos do templo com o chicote\", argumentou ainda o pároco, que, ontem, dois dias depois de ter passado cerca de oito horas no Tribunal de Boticas, onde foi constituído arguido, era outro homem: Bem vestido, barba feita e cabelo impecável.

\"Digam, perguntem o que quiserem\", dizia. Os jornalistas insistiam no número de armas e de munições (cerca de mil). \"Sou caçador, não mato os coelhos à paulada\", justificou, já denotando alguma irritação. Corrigida algum tempo depois. \"Às vezes tenho uma palavra mais alta, mas sou uma pessoa calma\". Quanto a legalidade das armas, o pároco insiste que só uma está ilegal. E que as outras as está a legalizar na PSP de Chaves. E disse isso à GNR? \"Não me deram tempo\", diz, queixando-se das notícias que o põem como dono de 16 armas, as apreendidas durante a operação.

Na GNR de Boticas, onde pernoitou, diz ter sido muito \"estimado\". \"Deram-me lençóis descartáveis, ajudaram-me a fazer a cama...\", frisa, lembrando que já recebeu \"muitos de telefonemas de \"solidariedade\". Disse, por fim, que o pai não queria que ele fosse padre, mas advogado. E até lhe prometeu um carro. Em vão. Ele decidiu seguir a fé.

Margarida Luzio in JN, 2009-10-29
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MensagemAssunto: Armas do padre ilegais e com números de série rasurados   Sab Nov 07, 2009 11:07 pm

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Armas do padre ilegais e com números de série rasurados

por PAULO SILVA REIS, Chaves
Hoje



A investigação da GNR contraria alegada inocência do padre Fernando Guerra, que nem sequer possui licença de caçador

A história de Fernando Guerra, padre de Covas de Barroso, concelho de Boticas, continua a ser uma autêntica caixinha de surpresas. O DN sabe que as armas apreendidas ao sacerdote não estavam legais, ao contrário do que Fernando Guerra tem garantido e as rasuras nos números de série levantaram suspeitas nos investigadores.

Em Boticas e na região do Barroso em geral, o povo não pára de contar histórias a seu respeito que nunca mais acabam e a alcunha de "pistoleiro", que já o persegue desde o seminário, é apenas um entre os muitos "pecados" de que é acusado.

Constituído arguido por posse ilegal de armas, o padre Fernando Guerra tem garantido, em entrevistas dadas a vários órgãos de comunicação social, que possui documentação que prova que as armas apreendidas pela GNR estão legais, à excepção de uma pistola que diz ter herdado do pai.

O sacerdote argumentou que possui licença de uso e porte de arma para um revólver e que, para as outras armas, está a decorrer o processo de legalização na PSP, ao abrigo da nova lei das armas.

Segundo apurou o DN, é certo que o padre Fernando possui licença de uso e porte de arma para um revólver, mas curiosamente a única arma para a qual tinha licença não apareceu durante as buscas efectuadas pela GNR e nem o próprio padre sabia do seu paradeiro.

Apesar do sacerdote garantir que as armas estavam em fase de legalização, Fernando Guerra não possui sequer licença de caçador. Além disso, as três pistolas apreendidas tinham os números de série rasurados, facto que por si só, não permite que as armas sejam legalizadas. A situação levanta mesmo suspeitas da proveniências das armas de fogo.

Segundo uma fonte da GNR, ao abrigo da nova lei das armas, "o padre, para pedir a legalização das armas, tinha que as entregar na PSP e o certo é que as tinha em casa com milhares de munições", salientou.

As autoridades, ao que conseguimos apurar, não gostaram das insinuações que Fernando Guerra fez nas entrevistas que concedeu e muito menos da parte em que o sacerdote fez questão de dizer em que fez exigências: "Têm que devolver as armas, pelo menos essa que está legal e, depois, quando a PSP mandar os documentos, têm que devolver as outras também. A arma do meu pai tem valor estimativo para mim."

A GNR não vai devolver nenhuma das armas até porque, segundo nos informaram, a única que tinha documentação não apareceu e na altura da detenção todas as armas estavam em situação ilegal. Como prova da legitimidade da acção policial, a GNR acrescenta: "Se fosse inocente, o Tribunal não o tinha constituído arguido nem lhe tinha aplicado medidas de coacção".

Durante as entrevistas que concedeu, o padre Fernando fez sempre questão de falar das pistolas e das caçadeiras, mas um dos pontos que deixou muita gente, mesmo na sua aldeia, surpreendida é que em momento algum tentou arranjar explicação para o saco de pólvora e para a dinamite que o Núcleo de Investigação Criminal (NIC) da GNR de Chaves encontrou na sua residência.

Fernando Guerra foi detido em plena sacristia da igreja de Covas do Barroso, numa operação que culminou uma investigação do Núcleo de Investigação Criminal de Chaves que já decorria há alguns meses. Conjuntamente com o padre, foram detidos mais três homens. Todos ficaram em liberdade.

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MensagemAssunto: Padres de Vila Real condenam aparato que rodeou detenção do Pároco de Covas de Barroso   Sex Nov 20, 2009 3:37 pm

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«Acto previamente montado»
Distrito de Vila Real


Padres de Vila Real condenam aparato que rodeou detenção do Pároco de Covas de Barroso

O Conselho de Presbíteros da Diocese de Vila Real lamentou, em comunicado, as «circunstâncias em que foi feito o arresto do pároco de Covas de Barroso (concelho de Boticas)», no passado dia 25 de Outubro.

No documento, enviado à Agência ECCLESIA, os padres de Vila Real dizem que não de pode deixar de “pensar que se tratou de um acto previamente montado para causar impacto social”, referindo que “tratando-se de um acto imprevisto”, estavam “presentes, àquela hora da manhã, tantos meios de comunicação social e também a Junta de Freguesia de uma paróquia vizinha para fazer depoimento público”.

Deixando às “autoridades respectivas” o processo jurídico, os sacerdotes desta diocese estranham que a detenção do Pe. Fernando Guerra se tenha feito na manhã do Domingo, “com grande alarido e impedindo a celebração das três Missas paroquiais em outras tantas paróquias”.

O comunicado lamenta ainda que “sendo quatro homens os arguidos, somente se referisse o nome do Padre” e a detenção tenha sido levada a cabo por “trinta agentes policias disseminados pela aldeia sabendo que se tratava de um homem com 74 anos de idade”.

Recorda-se que a acusação implicava a presença junto do Juiz e que, “sendo isso impossível por ser feriado, o sacerdote em causa teria de passar essa noite no posto local da GNR”.

Os padres de Vila Real lamentam também que “alguns desses agentes se apresentassem encapuçados a lembrar actos de terrorismo” e que “entrassem na igreja e na sacristia para dar ordens de prisão”.

O Pe. Fernando Guerra vai aguardar julgamento em liberdade, mas fica sujeito a apresentações periódicas e inibido de comprar e usar armas

Agência Ecclesia, 2009-11-18
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MensagemAssunto: Organização já pensa na próxima sexta-feira treze   Sex Nov 20, 2009 5:36 pm

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Será a única em 2010
Montalegre




Organização já pensa na próxima sexta-feira treze

Uma noite amena em Montalegre é coisa rara. Em Novembro só por milagre. Coisa para santos. As bruxas tiveram chuva e muito frio. Mas público foi o que não faltou na última «Sexta-Feira Treze» do ano. Em 2010 só há uma. Azar. Para a restauração e hotelaria.

A chuva trocou as voltas à organização da “Sexta-Feira Treze” em Montalegre. À última hora, houve que alterar o cenário do espectáculo e o ritual de esconjuro das bruxas. Da envolvente ao Castelo passou-se para Pavilhão Multiusos, no centro da vila. A mística não é a mesma, mas... “O cenário é importante, mas acho que foi uma opção válida.

Foi preferível por causa da chuva, sobretudo, porque o espectáculo envolvia uma média de 150 crianças”, justifica David Teixeira, do Ecomuseu do Barroso. E o certo é que, apesar da mudança de cenário e da chuva que caiu ao longo da noite, gente foi o que não faltou na comemoração da última “Sexta-feira Treze” do ano, em Montalegre. O Multiusos esteve à pinha. “Havia quase tanta gente fora como dentro. Só quando se começou a servir a queimada é que se começou a poder circular. Antes ninguém se mexia”.

Mas o ritual da sexta-feira treze não se esgota no espectáculo que tem como ponto alto a queimada do padre Fontes, uma mistela alcoólica que promete cura para todos os males. Deste e do outro mundo. A festa começa muito antes. Nos restaurantes, azaradamente decorados. E com ementas a condizer (só de nome, claro): vitela assada nas brasas do inferno, pão amassado pelo diabo, fedor de velha com poios de merda ou ainda, por exemplo, pachacha e cornos do diabo queimado nas brasas do forno do areal do Pereira.

Nesta edição da noite das bruxas bateu-se o record de adesão à iniciativa, com a participação de 30 restaurantes de vários locais do concelho. “Estamos a falar de cerca de 3 mil refeições sentadas”, revela David Teixeira, lembrando que a capacidade do concelho não vai muito mais além. No entanto, há também quem venha só para o espectáculo depois do jantar. “É impressionante como as pessoas vêm com predisposição para fazer a festa”, nota.

Agora, as atenções estão já voltadas para a única sexta-feira treze do próximo ano. Calha em Agosto. A mistura de emigrantes com turistas e o facto de ser única promete a maior enchente de sempre neste tipo de iniciativa, que já entrou no calendário cultural da Câmara Municipal de Montalegre.

“Vai ser o coroar do envolvimento que já tem mostrado a população local. Vamos prolongar o evento durante todo o fim-de-semana”, revela David Teixeira, concluindo que a “grande vitória da organização tem sido a fidelização do público”. “Quem vem uma vez repete sempre”.

Margarida Luzio, Semanário Transmontano, 2009-11-20
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MensagemAssunto: Posto móvel de acesso à Internet vai percorrer aldeias   Qua Dez 02, 2009 10:40 pm

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A partir do próximo ano
Boticas


Posto móvel de acesso à Internet vai percorrer aldeias

Tendo em conta o sucesso alcançado pelo Gabinete Itinerante de Apoio ao Munícipe, criado em 2003 e actualmente composto por duas viaturas que percorrem diariamente as aldeias do concelho, disponibilizando uma série de serviços aos munícipes, a Câmara Municipal de Boticas decidiu reforçar esse serviço com a entrada em funcionamento de uma terceira viatura. No entanto, para além dos serviços já prestados, funcionará também como um posto móvel de acesso à Internet. Este serviço deverá entrar em funcionamento no início do próximo ano.

A nova viatura está equipada com computadores portáteis, conjunto para vídeo conferência e infraestrutura de comunicações via Wireless (Internet sem fios). Para que a viatura tenha ligação permanente à Internet em todo o concelho será criada uma rede wi-fi de última geração (Mesh), sendo instalada uma rede omnidireccional num dos pontos mais elevados do concelho, que dará cobertura a todo o território do Município. A viatura estará ainda dotada de um sistema 3G de acesso à Internet, garantindo uma continuidade dos serviços, caso a rede wi-fi não esteja operacional ou a viatura se encontre numa “zona de sombra”, sem cobertura de rede.

Apesar da generalização da utilização de computadores portáteis, fruto dos programas e-escola, novas oportunidades e a ini-ciativa Internet para todos (Magalhães), destinada aos alunos do primeiro ciclo, a autarquia justifica a medida com o facto de haver uma grande quantidade de jovens que, quer por dificuldades financeiras, quer por falta de cobertura de rede, não conseguem utilizar as funcionalidades disponíveis na Internet. Por isso mesmo, esta viatura permitirá também o acesso a uma rede wi-fi aberta, num raio de 300 metros, para acesso à Internet a partir de computadores ou outros dispositivos móveis.

A aquisição desta nova viatura enquadra-se numa candidatura designada por “Novas Tecnologias no Mundo Rural” , apresentada pelo Município de Boticas ao Eixo Prioritário V do ON.2, no âmbito do Objectivo Específico “Modernização do Governo Electrónico e melhoria da relação das empresas e dos cidadãos com a Administração Desconcentrada Local”.

ST, 2009-12-02
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MensagemAssunto: GNR deteve dois homens e apreendeu seis armas em situação ilegal   Sex Dez 04, 2009 5:47 pm

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Mais apreensões de armas
Boticas




GNR deteve dois homens e apreendeu seis armas em situação ilegal

O combate ao crime de posse ilegal de arma continua a ser uma das bandeiras da Guarda Nacional Republicana no Alto Tâmega e, esta quarta-feira, uma vez mais ao início do dia, foram duas as buscas domiciliarias que os militares da GNR efectuaram no concelho de Boticas.

O Posto Territorial de Boticas realizou buscas mesmo dentro da vila barrosa e o Núcleo de Investigação Criminal (NIC) do Destacamento Territorial de Chaves levou a efeito diligências de investigação em Sapiãos, que culminaram também com a detenção de um homem de 35 anos, que tinha na sua residência uma carabina de 9 mm (calibre só permitido a militares), sem marca e com número, uma carabina marca Browning, uma arma de caça de um cano, uma arma de caça de canos paralelos, uma arma de caça de canos sobrepostos e 1.064 cartuchos e munições de diferentes calibres.

As buscas que realizou o Posto Territorial de Boticas, curiosamente à mesma hora, também resultou numa detenção de um homem de 47 anos, que tinha uma pistola calibre 6,35 mm, sem marca nem número e um elevado número de munições.

Os dois detidos foram presentes ao Tribunal Judicial da Comarca de Boticas, mas apenas um ficou a saber a medida de coacção aplicada (termo de identidade e residência), pois o outro, que já tinha cadastro e era reincidente na prática do mesmo crime, viu a sua audiência ser interrompida para ter continuidade no dia seguinte.

Paulo Reis, Semanario Transmontano, 2009-12-04
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MensagemAssunto: Matanças à moda antiga atraem turistas a Paredes do Rio   Sab Dez 12, 2009 4:25 pm

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«Isto é uma brincadeira»
Montalegre




Matanças à moda antiga atraem turistas a Paredes do Rio

Os alguidares de barro já estão prontos, o banco de madeira no lugar... «Quem falta?». «Faltam os do Pereira para se agarrarem à cabeça!». Faltavam. Ainda mal davam pela sua falta, já os do Pereira, um grupo de jovens da Trofa, se encaminhava até ao fundo do pátio da casa antiga.

Luís, um jovem de Montalegre, é o primeiro a atirar-se ao bicho. Os outros acompanham-no. O animal, um bísaro, parecia dominado. Parecia. Num ápice, soltou-se e irrompeu pátio acima. “Isto é uma brincadeira! Antigamente, era sempre assim!”, explica Teresa Moura, a mulher, de 80 anos, que diz que quem sabe ler, deve ler livros e que quem não sabe, deve cantar e dançar. Ela canta. Novo ataque ao porco. Os da terra, mais experientes, ajudam. À segunda, foi de vez. Porco em cima do banco. António Pereira Moura já estava à sua espera. Sem contemplações, enfia-lhe a faca. O sangue jorra com força. Não pode haver hesitações. “Se deixamos que o ele se enerve, o sangue não sai, fica tralhado”, explica o matador. De porcos. “Se for uma galinha ou um cabrito, já não sou capaz, não sei... os porcos, como sei que tem que ser, já não me custa”, explica António, que aprendeu a arte há 30 anos com um tio.

Mas a procissão ainda vai no adro. Falta chamuscar o porco. Começa-se à moda antiga. Com carquejas. Mas a chuva humedeceu-as e custam a arder. Para abreviar, vai buscar-se o maçarico a gás. Os da Trofa já só apreciam. E bebem. Vinho. “Há três anos que venho cá com os meus amigos. O meu pai tem aqui uma casa. Veio cá um vez e apaixonou-se pela aldeia. Agora ainda venho cá mais vezes que ele”, explica André Pereira, de 24 anos.

Na varanda, por cima do pátio, Odete Henriques, de Lisboa, não tira os olhos do porco. Chocada? “No início estava com medo que o bicho fosse sofrer muito, ainda tremi um bocado, mas à primeira facada morreu logo, não custou nada”, confessa.

As matanças à moda antiga, em Paredes, no concelho de Montalegre, atraem cada vez mais gente.

Os da terra gostam de ver o que já rareia, os de fora, o que nunca viram. Pelas contas de Acácio Moura, Associação Social e Cultural de Paredes do Rio, ao almoço ter-se-ão sentado à mesa entre cem e 120 pessoas. Muitos são convidados, mas também há turistas pagantes. Já são rentáveis as iniciativas? “Só não o são porque não temos capacidade para receber mais gente. Tive de recusar uma excursão de Vila do Conde. Era um autocarro cheio”, garante Acácio Moura, que, juntamente com o Ecomuseu do Barroso, tem vindo a recuperar uma série de tradições barrosãs: Para que os costumes não morram, mas também para que a economia local ganhe vida.

Margarida Luzio, Semanário Transmontano, 2009-12-11
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MensagemAssunto: Feira do Fumeiro 2010   Sex Jan 22, 2010 4:00 pm

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MensagemAssunto: Feira do Fumeiro 2010   Sab Jan 23, 2010 5:01 pm

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MensagemAssunto: Feira do Fumeiro 2010   Seg Jan 25, 2010 6:06 pm

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Satisfazendo o pedido do João, assim se completa o conjunto de reportagens levada a efeito pela TV-Currais na Feira do Fumeiro de Montalegre e que terminou ontem, domingo

Considero um verdadeiro disparate pretender-se compará-la com a Feira do Porco de Boticas, da Feira do Fumeiro de Vieira do Minho, que será em Fevereiro ou com a de Chaves que vem a seguir, pois se há um aspecto que deve ser levado em conta quando falamos da Feira de Montalegre estarmos perante um Evento Nacional e de referência consolidada(!).

A FUTURA FEIRA DE MONTALEGRE (porventura Feira das TERRAS DE BARROSO!) deve continuar a fazer o seu necessário "upgrade", seja ao nível da melhoria das suas actuais instalações(acessibilidades/barreiras arquitectónicas, por exemplo...), seja ao ´nível da organização e incentivo dos PRODUTORES AUTÓCTONES, os quais deverão ter nas chamadas CASAS TRADICIONAIS DE BARROSO seu suporte seguro, mas também saber agregar energias dispersas, libertando as autarquias daquilo que a sociedade civil sabe fazer melhor...





ASA
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MensagemAssunto: Autarca de Boticas reclama variante «esquecida» pelo PIDDAC   Sex Jan 29, 2010 11:49 pm

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3 concelhos sem verbas
Distrito de Vila Real


Autarca de Boticas reclama variante «esquecida» pelo PIDDAC

O presidente da Câmara de Boticas, Fernando Campos, anunciou hoje que vai pedir uma audiência ao Governo para reclamar a inserção de uma nova variante rodoviária no Programa de Investimentos e Despesas de Desenvolvimento da Administração Central (PIDDAC) de 2010.

Este é o quarto ano consecutivo que o concelho de Boticas não possui verbas inscritas em PIDDAC, uma situação que o presidente da autarquia (PSD) considera ser «já um exagero».

O autarca disse à Lusa que esperava que “fosse desta” que “finalmente” fosse inscrita uma verba para a construção da via de ligação da sede de concelho à auto-estrada 24 (A24), prometida há dois anos pelo primeiro-ministro, José Sócrates.

“Vamos pedir de imediato uma audiência ao ministro das Obras Públicas para reivindicarmos a construção desta estrada”, salientou.

O PIDDAC para 2010 prevê um investimento de cerca de sete milhões de euros para o distrito de Vila Real.

Sem dotação inscrita ficaram os concelhos de Boticas (PSD), Santa Marta de Penaguião (PS) e Vila Pouca de Aguiar (PSD).

O presidente da Câmara de Vila Pouca de Aguiar, Domingos Dias, também lamentou o “esquecimento” do Governo e disse à Lusa que o município tem que encontrar outras fontes de financiamento, como o Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN) ou os contratos-programa, porque o “Estado não tem intenções de investir” no concelho.

Sem grandes novidades, o PIDDAC para o distrito inscreve 270 mil euros para a remodelação do Palácio da Justiça de Peso da Régua, mais 298 mil euros para o tribunal de Chaves, cujas obras já decorrem.

Alijó vai receber 410 mil euros para a beneficiação do cais fluvial do Pinhão e a Régua 270 mil euros também para a remodelação do cais turístico.

Vila Real é o concelho com maior dotação orçamental, mas a maior fatia destina-se aos blocos de laboratórios de Ciência Veterinárias da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro.

Para o tão reclamado centro de saúde número três foram inscritos cinco mil euros.


Lusa, 2010-01-29
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MensagemAssunto: Padre Fontes vai ser homenageado amanhã   Sab Mar 06, 2010 5:27 pm

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70 anos do padre Fontes
Montalegre



Padre Fontes vai ser homenageado amanhã

A população de Vilar de Perdizes e um grupo de amigos festejam, amanhã, os 70 anos do padre Fontes, cumpridos recentemente.

A festa, que terá carácter de homenagem ao sacerdote, decorrerá durante todo o dia, desde logo com a realização de uma missa, à 10.30, na Igreja de Vilar de Perdizes. Seguir-se-á um Porto de Honra num restaurante da aldeia.

Às 13.00 será servido o almoço (por marcação). Durante o período da tarde, terá lugar uma tertúlia sobre a vida e obra do homenageado. Durante a cerimónia vai ser apresentado em público, pela primeira vez, o filme/documentário: \"António Lourenço Fontes - O Homem, o Padre, o Mito\", trabalho com duração de cinquenta minutos, com realização de Luís Costa Ribeiro.

Neste documentário, o padre Fontes narra a história da sua vida, desde a criação da sua família até aos dias de hoje, com destaque para alguns temas polémicos desconhecidos do grande público, como a expulsão do seminário, por ter sido apanhado a bailar com as raparigas, ou ainda - entre outros -, o facto de ter «vigarizado» a Segurança Social para que os trabalhadores rurais das suas paróquias tivessem direito aos abonos de família, nos longínquos anos de 1968/69.

Paulo Reis in DN, 2010-03-06
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MensagemAssunto: Ministério do Ambiente chumba barragem de Padroselos   Qua Jun 23, 2010 3:17 pm

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Por causa do mexilhão no rio Beça
Boticas


Ministério do Ambiente chumba barragem de Padroselos

O Ministério do Ambiente chumbou uma das quatro barragens da Cascata do Alto Tâmega por causa do mexilhão de rio do Norte, uma espécie rara descoberta no rio Beça, em Boticas.

Uma das quatro barragens previstas para a “Cascata do Alto Tâmega” - Padroselos, Daivões, Gouvães e Alto Tâmega (Vidago) - foi chumbada pelo Ministério do Ambiente.

A declaração de impacto ambiental, divulgada pelo gabinete de Dulce Pássaro reconhece ainda que as outras três hidroeléctricas também têm impactos significativos e, por isso, limita a altura dos paredões que vão reter a água e criar as albufeiras. Na prática, foi apenas autorizada a cota mais baixa dos projectos.

O estudo de impacto ambiental para a barragem de Padroselos, que detectou a existência de um mexilhão raro, alertou para a ameaça que constituiria para a espécie, protegida na Europa, a construção da nova barragem.

Ricardo Marques, da associação ambientalista Quercus, notou que o Ministério do Ambiente não tinha grande alternativa senão chumbar o projecto de barragem para Padronelos. «Era muito difícil contornar o prejuízo que isso ia causar a uma espécie protegida», por isso era de esperar esta decisão do Executivo, disse.

Em relação às restantes três barragens previstas para o Alto Tâmega e que o Governo autorizou, a Quercus entende que não deviam sair do papel.

Apesar de serem menos agressivas, as três barragens têm impactos negativos no ecosistema e socio-económicos, alerta a Quercus.

Ricardo Marques frisou que os «benefícios da pouca percentagem de energia eléctrica que conseguimos aumentar na rede» com as barragens não justificam os efeitos negativos, já que implicam a interrupção de um «corredor ecológico».

TSF, 2010-06-22
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MensagemAssunto: Re: Barroso   

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