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MensagemAssunto: Em 21 de Novembro de 1921...   Qui Nov 20, 2008 10:55 pm

A 21 de Novembro de 1921, o rei Jorge V proclamava o brasão de armas do Canadá.


Brasão de armas do Canadá

O brasão de armas do Canadá foi proclamado pelo rei Jorge V, em 21 de novembro de 1921, como as armas ou insígnias armoriais do domínio do Canadá. O brasão de armas canadiano foi baseado no do Reino Unido. O Canadá e o Reino Unido possuem provavelmente os mais similares brasões de armas de quaisquer outras duas nações.

O brasão possui sete elementos distintos .

O escudo, está dividido em cinco secções, cada uma com um símbolo representando um país.
Na secção superior esquerda, em fundo vermelho, estão desenhados três leões, que simbolizam a Inglaterra.
A secção superior direita contém, em fundo amarelo, um único leão cercado por flores-de-lis, símbolo da Escócia.
A secção esquerda do meio mostra uma harpa irlandesa em fundo azul.
A secção direita do meio mostra três flores-de-lis douradas, o primeiro emblema europeu em solo canadense, e um símbolo francês.
A secção inferior ostenta três folhas de ácer, o símbolo nacional do Canadá.



Uma esfera vermelha, atrás do escudo, onde em letras douradas,está inscrita a mensagem latina, desiderantes meliorem patriam, que significa em português "eles merecem um país melhor".
Uma coroa real.
O símbolo da realeza e a coroa de Santo Eduardo.
Dois suportes, um leão na esquerda, símbolo da Inglaterra, e um unicórnio na direita, um símbolo escocês. O leão traz consigo uma lança com uma bandeira do Reino Unido, enquanto o unicórnio carrega uma lança com uma bandeira com três flores-de-liz amarelas em fundo azul, uma figura heráldica muito associada à monarquia francesa.
Uma fita azul, onde está inscrita em letras douradas o lema do Canadá, A mari usque ad mare,que significa em português "de mar a mar".

Emblemas florais, na parte inferior do brasão

As antigas bandeiras do Canadá

St. George Cross (1497-1534

Fleur-de-lis (1534-1759)

Royal Union (1759-1870)

Red Ensign (1870-1965)

Union Jack (1870-1965


Quatro tipos de flores ornamentam o brasão, cada uma delas simbolizando um país: Inglaterra (Rosa), França (Flor-de-lis), Escócia (Cardo) e Irlanda (Trevo).

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MensagemAssunto: Em 22 de Novembro de 1910...   Sab Nov 22, 2008 12:53 am

A 22 de Novembro de 1910, tinha início a Revolta da Chibata, movimento da Marinha do Brasil.


João Cândido Felisberto

A Revolta da Chibata foi um movimento de militares da Marinha do Brasil, planejado por cerca de dois anos e que culminou com um motim que se desenrolou de 22 a 27 de novembro de 1910 na baía de Guanabara, no Rio de Janeiro, à época a capital do país, sob a liderança do marinheiro João Cândido Felisberto.

Na ocasião, mais de dois mil marinheiros rebelaram-se contra a aplicação de castigos físicos a eles impostos como punição, ameaçando bombardear a cidade. Durante os seis dias do motim seis oficiais foram mortos, entre eles o comandante do Encouraçado Minas Gerais, João Batista das Neves.

História

Antecedentes

Os castigos físicos, abolidos na Marinha do Brasil um dia após a Proclamação da República, foram restabelecidos no ano seguinte (1890), estando previsto:

"Para as faltas leves, prisão a ferros na solitária, por um a cinco dias, a pão e água; faltas leves repetidas, idem, por seis dias, no mínimo; faltas graves, vinte e cinco chibatadas, no mínimo."


Couraçado Minas Gerais

Os marinheiros nacionais, quase todos negros ou mulatos, comandados por uma oficialidade branca, em contacto quotidiano com as marinhas de países mais desenvolvidos à época, não podiam deixar de notar que as mesmas não mais adoptavam esse tipo de punição, considerada como degradante.

O uso de castigos físicos era semelhante aos maus-tratos da escravidão, abolida no país desde 1888. Paralelamente, a reforma e a renovação dos equipamentos e técnicas da Marinha do Brasil eram incompatíveis com um código disciplinar, que remontava aos séculos XVIII e XIX. Essa diferença foi particularmente vivida com a estada dos marujos na Inglaterra, em 1909, de onde voltaram influenciados, não só pelas lutas dos colegas britânicos mas também pela revolta dos marinheiros da Armada Imperial Russa, no Encouraçado Potemkin, ocorrida poucos anos antes, em 1905.

Ainda na Inglaterra, o marinheiro João Cândido Felisberto formou clandestinamente um Comité Geral para organizar a revolta, que se ramificaria depois em vários comités revolucionários, para cada navio a entrar em motim, e que se reuniam no Rio de Janeiro entre 1909 e 1910. Em 1910 juntou-se a este comité o marinheiro Francisco Dias Martins, vulgo "Mão Negra", que tinha facilidade para escrever, e tinha ficado famoso por uma carta, sob este pseudónimo, aos oficiais, contra a chibata em recente viagem ao Chile.

A revolta


Hermes da Fonseca

Marcada para dez dias depois da posse do Presidente Hermes da Fonseca, o que precipitou a revolta ,acabou sendo a punição aplicada ao marinheiro Marcelino Rodrigues Menezes do Encouraçado Minas Gerais, por ter trazido cachaça para bordo e, em seguida, ter ferido com uma navalha o cabo que o denunciou; foi punido, não com as vinte e cinco chibatadas máximas regulamentares, e sim com duzentos e cinqüenta, na presença da tropa formada, ao som de tambores no dia seguinte à posse do presidente, dia 16 de Novembro. O exagero dessa punição, considerada desumana, provocou uma indignação da tripulação muito superior à que já vinham sentindo, durante a conspiração da revolta.

Uma semana depois, já na baía de Guanabara, na noite de 22 de Novembro, os marinheiros do Minas Gerais amotinaram-se.


Couraçado Potenkim

Quando o comandante Baptista das Neves voltava de um jantar, oferecido a bordo do navio francês Duguay-Trouin, foi cercado pelos amotinados e, depois de uma curta luta, morto a tiro e coronhadas. Na seqüência, outros cinco oficiais foram assassinados, à medid que acordavam e saíam dos seus camarotes para verificar o que se passava. Enquanto isso, o 2º tenente Álvaro Alberto, o primeiro oficial gravemente ferido, com golpe de baioneta, conseguiu alcançar o Encouraçado São Paulo num escaler e notificou os demais oficiais da armada, que escaparam para terra.

Sem os seus oficiais a bordo, os encouraçados São Paulo (o segundo maior navio da Armada à época) e Deodoro, o cruzador Bahia, e mais quatro embarcações menores ancoradas na baía, aderiram ao motim no decorrer da noite.



Na manhã seguinte (23 de novembro), sob a liderança do marinheiro de primeira classe João Cândido Felisberto e com redacção de Francisco Dias Martins, foi então emitido um ultimato, no qual ameaçavam abrir fogo sobre a então Capital Federal:

O governo tem que acabar com os castigos corporais, melhorar nossa comida e dar amnistia a todos os revoltosos. Senão, a gente bombardeia a cidade, dentro de 12 horas. (carta de João Cândido, líder da revolta)
E complementava:

"Não queremos a volta da chibata. Isso pedimos ao presidente da República e ao ministro da Marinha. Queremos a resposta já e já. Caso não a tenhamos, bombardearemos as cidades e os navios que não se revoltarem."


O Congresso

Surpreendido e sem capacidade de resposta, o governo, o Congresso e a Marinha divergiam quanto à resposta, pois a subversão da hierarquia militar é um dos principais crimes nas Forças Armadas. A população da então Capital, num misto de medo e curiosidade, permaneceu em estado de alerta, parte dela refugiando-se longe da costa, enquanto outros se dirigiram à orla, para assistir o bombardeamento ameaçado pelos marinheiros.

A Marinha esboçou um ataque aos revoltosos, com dois navios menores, mas além de rechaçá-lo, estes bombardearam as instalações na ilha das Cobras. Outros disparos foram efetuados sobre o Palácio do Catete, sede do Poder Executivo. Ainda nessa manhã, o deputado e capitão-de-mar-e-guerra José Carlos de Carvalho esteve a bordo dos encouraçados Minas Gerais e do São Paulo, dando início às negociações com os amotinados.


Joaquim Marques Baptista Leão

Os navios que não aderiram à revolta, na maioria contratorpedeiros, entraram em prontidão para torpedear os amotinados. No dia 25 de Novembro, o então Ministro da Marinha, almirante Joaquim Marques Baptista Leão expediu a ordem: "hostilize com a máxima energia, metendo-os a pique sem medir sacrifícios." No mesmo dia, entretanto, o Congresso Nacional votava a amnistia para os revoltosos.

Quatro dias mais tarde, a 26, o governo do presidente marechal Hermes da Fonseca, declarou aceitar as reivindicações dos amotinados, abolindo os castigos físicos e amnistiando os revoltosos que se entregassem. Estes, então, depuseram armas e entregaram as embarcações. Entretanto, dois dias mais tarde, a 28, alguns marinheiros foram expulsos da Marinha, sob a acusação de "incoveniente à disciplina".

A 4 de Dezembro, quatro marujos foram presos, sob a acusação de conspiração. No meio duma forte onda de boatos, isolados e desorganizados, os fuzileiros navais sublevaram-se na ilha das Cobras (dia 9 do mesmo mês), sendo bombardeados durante todo o dia, mesmo após hastearem a bandeira branca.


Ilha das Cobras

De seiscentos revoltosos, sobreviveram pouco mais de uma centena, detidos nos calabouços da antiga Fortaleza de São José da Ilha das Cobras. Entre esses detidos, dezoito foram recolhidos à cela n° 5, escavada na rocha viva. Ali foi atirada cal virgem, na véspera do Natal. Após vinte e quatro horas, apenas João Cândido e o soldado naval Pau de Lira sobreviveram. Cento e cinco marinheiros foram desterrados para trabalhos forçados nos seringais da Amazônia, tendo sete destes sido fuzilados nesse trânsito.

Apesar de se declarar contra a manifestação, João Cândido também foi expulso da Marinha, sob a acusação de ter favorecido os rebeldes. O Almirante Negro, como foi chamado pela imprensa, um dos sobreviventes da detenção na ilha das Cobras, foi internado no Hospital dos Alienados em Abril de 1911, como louco e indigente. Ele e dez companheiros só seriam julgados e absolvidos das acusações dois anos mais tarde, em 1 de Dezembro de 1912.



Em 24 de Julho de 2008, através da publicação da Lei Federal nº 11.756/2008 no Diário Oficial da União, foi concedida amnistia post mortem a João Cândido Felisberto, e aos demais participantes do movimento.

Conclusão

Embora seja indiscutível a validade dos argumentos dos marinheiros em 1910, a revolta não apresentava nenhum projecto de transformação social mais amplo. O seu objectivo era apenas e tão somente a extinção dos castigos corporais e a melhoria das condições de vida e trabalho da categoria a bordo das embarcações da Armada.

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MensagemAssunto: Em 23 de Novembro de 1883...   Sab Nov 22, 2008 10:16 pm

A 23 de Novembro de 1883, em Ciudad Guzman, nascia José Orozco, um dos maiores pintores mexicanos.



José Clemente Orozco (Ciudad Guzmán, 23 de Novembro de 1883) foi um dos maiores pintores e um dos protagonistas do muralismo mexicano, juntamente com Rivera e Siqueiros.

Orozco destacou-se principalmente na pintura mural, mas também se dedicou à pintura de cavalete, à aguarela, ao desenho e à caricatura, que fazia mais como forma de sustento do que como arte.


The Trench

A temática central da sua obra é a revolução, a luta do povo para atingir os seus ideais e uma nova sociedade. A representação formal na sua obra reflecte uma mistura de influências estéticas, que vão do realismo ao expressionismo e passam pela arte renascentista italiana dos séculos XV e XVI.


Gods of the modem world

Trabalhou principalmente no México, onde a sua actividade de muralista foi mais intensa, mas, à semelhança de outros muralistas mexicanos, desenvolveu algumas obras nos Estados Unidos. Um de seus mais famosos murais encontra-se no Dartmouth College, em New Hampshire, e foi pintado entre 1932 e 1934, abrangendo quase 300 m² em 24 painéis. Outro de seus murais pode ser encontrado na New School for Social Research, actualmente New School University.


The rich banquet while the workers fight

Entre 1922 e 1949, Orozco pintou uma superfície total de 4.700 m², em dezessete edifícios no México e quatro nos Estados Unidos.

Orozco morreu em 7 de Setembro de 1949.


Os semeadores


Rear Guard


Zapatistas


Christ destroying his cross


Miguel Hidalgo


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MensagemAssunto: Em 24 de Novembro de 1632...   Seg Nov 24, 2008 12:19 am

A 24 de Novembro de 1632, em Amsterdão, nascia Bento de Espinosa, um dos grandes fiulósofos do século XVII.


Espinosa

Benedictus de Spinoza (Amsterdão, 24 de Novembro de 1632 — Haia, 21 de Fevereiro de 1677), forma latinizada de Baruch de Spinoza (em hebraico: ברוך שפינוזה), também conhecido por Bento de Espinosa ou Benedito Espinosa (Port. Brasil), foi um dos grandes racionalistas do século XVII, dentro da chamada Filosofia Moderna, juntamente com René Descartes e Gottfried Leibniz. Nasceu nos Países Baixos, duma família judaica portuguesa e é considerado o fundador do criticismo bíblico moderno.

Vida

Nasceu em Amsterdão, no seio da família judaica Espinhoza, de portugueses foragidos da perseguição pela Inquisição.

Foi profundo estudioso da Bíblia, do Talmude e de obras de judeus como Maimónides, Ben Gherson, Ibn Reza, Hasdai Crescas, Ibn Gebirol, Moisés de Córdoba e outros. Também se dedicou ao estudo de Sócrates, Platão, Aristóteles, Demócrito, Epicuro, Lucrécio e também de Giordano Bruno.


Talmude

Ganhou fama pelas suas posições do panteísmo (Deus, natureza naturante) e do monismo neutro, e pelo facto da sua ética ter sido escrita sob a forma de postulado e definições, como se fosse um tratado de geometria.

Excomunhão

No verão de 1656, foi excomungado na Sinagoga Portuguesa de Amsterdão, pelos seus postulados a respeito de Deus em sua obra, defendendo que Ele é o mecanismo imanente da natureza e do universo, e a Bíblia uma obra metafórico-alegórica, que não pede leitura racional e que não exprime a verdade sobre Deus.

Conforme Will Durant, a sua Excomunhão de Amesterdão, tal como ocorrera com as atitudes que levaram à retracção e posterior suicídio de Uriel da Costa em 1647, fora como que um gesto de "gratidão", por parte dos judeus, para com o povo holandês.

Embora os pensamentos de Spinoza e da Costa não fossem totalmente estranhos ao Judaísmo, vinham contra os pilares da crença Cristã. Os judeus, perseguidos por toda Europa na época, haviam recebido abrigo, protecção e tolerância dos Protestantes dos Países Baixos e, assim, não podiam permitir no seio de sua comunidade um pensador tido como herege.


Will Durant

Pós excomunhão

Após a sua excomunhão adoptou o primeiro nome Benedictus (equivalente em latim ao seu nome próprio, Baruch).

Para a sua subsistência chegou a trabalhar em polimento de lentes, durante os períodos em que viveu em casas de famílias em Outerdek (próximo a Amsterdam) e em Rhynsburg. Nesta última localidade escreveu suas principais obras.

Uma vez que as reacções públicas ao seu Tratado Teológico-Político não lhe eram favoráveis, absteve-se de publicar os seus trabalhos. A Ética foi publicada após sua morte, na Opera Postuma editada pelos seus amigos.

Morte

Morreu num domingo, 20 de Fevereiro de 1677 aos 44 anos, vítimado pela tuberculose. Morava então com a família Van den Spyck, em Haia. A família havia ido à Igreja e deixara-o com o amigo Dr. Meyer. Ao voltarem, encontraram-no morto.

Traços físicos



Segundo Colerus, que o conheceu em Rhynsburg, Spinoza "era de mediana estatura, feições regulares, pele um tanto morena, cabelos pretos e crespos, sobrancelhas negras e bastas, denunciando claramente a descendência de judeus portugueses. No trajar muito descuidado, a ponto de quase se confundir com os cidadãos da mais baixa classe".

Reconhecimento

Conhecido em vida, pelas suas obras, recebeu cartas de figuras proeminentes como Henry Oldenburg da Royal Society of England, do jovem nobre alemão, o inventor Von Tschirnhaus, do cientista holandês Huygens, de Leibnitz, do médico Louis Meyer de Haia, do rico mercador De Vries de Amsterdam.

Luís XIV ofereceu-lhe uma boa pensão, para que Spinoza lhe dedicasse um livro. O filósofo recusou polidamente;

O príncipe de Condé, na chefia do exército da França, que invadira a Holanda,convidou-o novamente a aceitar uma pensão do rei da França e ser apresentado a vários admiradores. Spinoza desta vez aceitou a honraria, mas viu-se em dificuldades ao retornar a Haia, por causa dessa suposta "traição". Mas logo o povo, ao perceber que se tratava de um filósofo, um inofensivo, se acalmou.


The Etica of Spinoza (Shoshannah Brombacher, Ph.D.)


O monumento feito em homenagem a Spinoza, em Haia foi assim comentado por Renan em 1882:

“Maldição sobre o passante que insultar essa suave cabeça pensativa. Será punido como todas as almas vulgares são punidas – pela sua própria vulgaridade e pela incapacidade de conceber o que é divino. Este homem, do seu pedestal de granito, apontará a todos o caminho da bem-aventurança por ele encontrado; e por todos os tempos o homem culto que por aqui passar dirá em seu coração: Foi quem teve a mais profunda visão de Deus”

Obra

Livros

Escritos em Latim e publicados "post mortem"

Ética demonstrada à maneira dos geómetras (Ethica Ordine Geometrico Demonstrata) - escrito em Rhynsburg; Conteúdo:
A natureza de Deus
Matéria e Espírito
Inteligência e Moral
Religião e Imortalidade
Tratado Político (tracatatus politicus)
Tractatus Políticos (depois incluído na Ética;
Tratado do Arco-íris
Um breve Tratado sobre Deus e o Homem (único escrito em Holandês, foi um esboço da Ética);


Estátua de Espinosa em Haia

Publicados em vida:

Melhoramento do Intelecto (De Intellectus Emendatione) - Ensaio
Príncípios da Filosofia Cartesiana
Tratado sobre a Religião e o Estado (Tractatus theologico politicus)

Conteúdo filosófico

Espinosa defendeu que Deus e Natureza eram dois nomes para a mesma realidade, a saber, a única substância em que consiste o universo e do qual todas as entidades menores constituem modalidades ou modificações. Ele afirmou que Deus sive Natura ("Deus ou Natureza" em latim) era um ser de infinitos atributos, entre os quais a extensão (sob o conceito actual de matéria) e o pensamento eram apenas dois conhecidos por nós.

A sua visão da natureza da realidade, então, fez tratar os mundos físicos e mentais como dois mundos diferentes ou submundos paralelos, que nem se sobrepõem nem interagem mas coexistem numa só coisa que é a substância. Esta formulação é uma solução pampsíquica, relacionada com a particular concepção panteísta de Espinosa. Pampsiquismo ou fenómeno psicofísico é, segundo Umberto Padovani, a influência recíproca entre aalma e o corpo, concepção historicamente ligada ao monismo.


Princípios da Filosofia Cartesiana

Espinosa também propunha uma espécie de determinismo, segundo o qual absolutamente tudo o que acontece ocorre através da operação da necessidade, e nunca da contingência. Para ele, até mesmo o comportamento humano seria totalmente determinado, sendo então a liberdade a nossa capacidade de saber que somos determinados e compreender por que agimos como agimos. Deste modo, a liberdade para Espinosa não é a possibilidade de dizer "não" àquilo que nos acontece, mas sim a possibilidade de dizer "sim" e compreender completamente por que as coisas deverão acontecer de determinada maneira.

A filosofia de Espinosa tem muito em comum com o estoicismo, mas difere muito dos estoicos num aspecto importante: ele rejeitou fortemente a afirmação de que a razão pode dominar a emoção. Pelo contrário, defendeu que uma emoção pode ser ultrapassada apenas por uma emoção maior. A distinção crucial era, para ele, entre as emoções activas e passivas, sendo as primeiras aquelas que são compreendidas racionalmente e as outras as que não o são.

O retrato de Espinosa foi impresso nas antigas notas de 1000 florins dos Países Baixos, até a introdução do euro em 2002.

Substância

Para Spinoza, a substância não possui causa fora de si, ela é uma causa não-causada, ou seja, uma causa em si. Ela é singular a ponto de não poder ser concebida por outra coisa que não ela mesma. Por não ser causada por nada, a substância é totalmente independente, livre de qualquer outra coisa, pois sua existência basta-se em si mesma.Ou seja, a substância, para que o entendimento possa formar seu conceito, não precisa do conceito de outra coisa. A substância é absolutamente infinita, pois se não o fosse, precisaria ser limitada por outra substância da mesma natureza.


Kant

Pela proposição V da Parte I da Ética, ele afirma: “Uma substância não pode ser produzida por outra substância”, portanto, não existe nada que limite a substância, sendo ela, então, infinita. Da mesma forma, a substância é indivisível, pois, do contrário, ao ser dividida ela, ou conservaria a natureza da substância primeira, ou não. Se conservasse, então uma substância formaria outra, o que é impossível de acordo com a proposição VI; se não conservasse, então a substância primeira perderia sua natureza, logo, deixaria de existir, o que é impossível pela proposição 7, a saber: "à natureza de uma substância pertence o existir". Assim, a substância é indivisível.

Assim, sendo da natureza da substância absolutamente infinita existir e não podendo ser dividida, ela é única, ou seja, só há uma única substância absolutamente infinita ou Deus.

A influência

Spinoza foi considerado como maldito por muitos anos, após sua morte. Quem recuperou a sua reputação, foi o crítico Lessing nos seus diálogos com Jacobi, em 1784. Na sequência, o filósofo foi citado, elogiado e inspirou pessoas como os teólogos liberais Herder e Schleiermacher, o poeta católico Novalis, o grande Goethe.

Da combinação da epistemologia de Kant saíram os “pateísmos” de Fichte, Schelling e de Hegel. Influenciou os conceitos de Schopenhauer, Nietzsche e Bergson em seus “vontade de vecer”, “vontade de poder” e “élan vital”, respectivamente. Inspirou o pensador inglês Coleridge, ainda os conterrâneos, poeta Wordsworth e também Shelley.

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MensagemAssunto: Em 25 de Novembro de 1120...   Seg Nov 24, 2008 11:08 pm

A 25 de Novembro de 1120, o Barco Branco naufragava no Canal da Mancha, ao largo da Normandia.


White Ship

O White Ship (em português, "Barco Branco") foi um barco inglês que naufragou no Canal da Mancha, ao largo da Normandia, a 25 de Novembro de 1120.

No naufrágio pereceram Guilherme Adelin, único filho legítimo do rei Henrique I de Inglaterra, e a sua corte. Pereceram também três dos seus irmãos bastardos incluindo Maud, condessa de Perches. O único sobrevivente foi um marinheiro anónimo.


White Ship

As causas do acidente permanecem desconhecidas. Fontes contemporâneas referem o facto de que os padres foram proibidos, por razões não especificadas, de abençoar o navio antes da partida, embora as condições do tempo e as correntes no Canal da Mancha durante o Inverno devam ter sido mais importantes.

Estevão de Blois sobreviveu à catástrofe, uma vez que desembarcou um pouco antes da partida. Com a morte de Guilherme Adelin, Estevão tornou-se o mais forte concorrente à Coroa de Inglaterra, que acabou por herdar em 1135.


Estêvão I (Estêvão de Blois)

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MensagemAssunto: Em 26 de Novembro de 1801   Ter Nov 25, 2008 11:01 pm

A 26 de Novembro de 1901, Charles Hatchett, anunciava a descoberta do "columbium"(Cb).


Charles Hatchett

Charles Hatchett.Charles Hatchett (1 de Fevereiro de 1765 - 3 de Outubro de 1847) foi um químico inglês, que descobriu o elemento químico nióbio.

Columbita

Em 1801, trabalhando para o Museu Britânico em Londres, analisou um pedaço do mineral columbita da coleção do museu. A columbita revelou-se um mineral complexo, mas Hachett descobriu que continha uma “terra nova” que implicava a existência de um novo elemento.


Nióbio

Hatchett denominou este elemento como ‘’columbium’’ (Cb). Em 26 de Novembro desse mesmo ano, anunciou a sua descoberta perante a Royal Society. O elemento posteriormente foi redescoberto e renomeado como “niobium’’ ( Nb ).

Mais tarde encerrou seus trabalhos como químico e dedicou-se em tempo integral aos negócios da família.

Prémio Charles Hatchett

O Instituto dos Materiais ( Londres ) tem concedido, anualmente, a partir de 1979, a distinção “Charles Hatchett Award” ao químico "autor do melhor documento sobre ciência e tecnologia do nióbio e das suas ligas."


Prémio Charles Hatchett

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MensagemAssunto: Em 27 de Novembro de 1838...   Qua Nov 26, 2008 10:00 pm

A 27 de Novembro de 1838, a frota francesa, sob o comando de Charles Baudin, abria fogo sobre a fortaleza de San Juan de Ulúa, que defendia o porto de Vera Cruz (México).


Fortaleza de San Juan de Ulúa.

A Guerra dos pastéis (em espanhol Guerra de los pasteles) ou Primeira intervenção francesa no México foi uma invasão do México levada a cabo por tropas francesas em 1838.

Antecedentes

Esta guerra surgiu como consequência directa da instabilidade económica e política que assolou o México, durante os primeiros anos da república. Neste período o país esteve repetidamente sujeito a movimentos de rebelião, levados a cabo por oficiais militares e por várias facções. Os presidentes da república sucediam-se a um ritmo elevado, sendo na sua maioria homens com fome de poder e dispostos a utilizar o cargo em seu proveito próprio. Economicamente, a dívida externa era grande, devido sobretudo aos elevados empréstimos contraídos junto de vários países europeus, tendo atingido o ponto em que o México já não conseguia honrar os compromissos assumidos.


Porto de Vera Cruz

As várias sublevações produziram outros tantos conflitos armados, mais ou menos intensos, dos quais resultou a destruição de quantidade significativa de propriedade privada, quer de cidadãos nacionais quer de estrangeiros, entre os quais franceses. Os cidadãos mexicanos afectados pouco podiam fazer, para verem os seus prejuízos reparados, enquanto os comerciantes estrangeiros apelavam ao governo, para que este os compensasse pelos danos causados, sem qualquer efeito, pelo que começaram a apelar aos seus próprios governos. Apesar das repetidas solicitações francesas não terem sido atendidas, o governo francês acabaria por deixar cair este assunto.

O estalar da guerra

Entre os cidadãos franceses que reclamavam compensação, encontrava-se um pasteleiro, de nome Remontel, estabelecido em Tacubaya, Cidade do México, que em 1838 afirmava ter sofrido um prejuízo de 60 000 pesos em pastéis, durante confrontos ocorridos dez anos antes. Não obtendo resposta do governo mexicano, recorreu ao rei Louis-Philippe de França, que exigiu então o pagamento de 600 000 pesos de indemnização. Este montante era extremamente elevado, se comparado com o salário de um peso diário, auferido por um operário. Para além desta quantia, o México estava em falta, relativamente aos pagamentos, relativos à dívida de vários milhões de dólares anteriormente contraída com a França.


Tacubaya

No início de 1828 chegaram às costas de Veracruz vários vasos de guerra franceses, sob o comando do almirante Bazoche, ameaçando invadir o México se não fossem cumpridas as condições do ultimato entretanto apresentado pelo embaixador francês, o Barão Deffaudis, que vencia no dia 15 de Abril. O então presidente Anastasio Bustamante recusou ceder ao ultimato e assim, a 16 de Abril, os navios franceses bloquearam os importantes portos de Tampico e Veracruz, apresando vários navios mexicanos. Este bloqueio duraria 8 meses. Os mexicanos começaram então a utilizar portos do Texas para movimentar mercadorias. Vendo que o México não cedia, apesar da perda da sua principal fonte de receitas fiscais, a França enviou uma frota de outros vinte navios, sob o comando de Charles Baudin, veterano das Guerras Napoleónicas.

A 27 de Novembro de 1838 esta frota abriu fogo sobre a fortaleza de San Juan de Ulúa, que defendia o porto de Veracruz, bem como sobre a cidade. Três dias depois o México declarava guerra à França. No entanto, o exército mexicano era praticamente inexistente nesta altura e, portanto, a oposição mexicana nunca se materializou. Veracruz seria ocupada em 5 de Dezembro.


Charles Baudin

O papel de Santa Anna

Entretanto, e sem autorização superior, Antonio López de Santa Anna, decidiu averiguar da situação em Veracruz, deixando o seu retiro em Xalapa. Após esta averiguação, solicitou permissão para enfrentar os franceses, tendo-lhe sido ordenado que o fizesse, por todos os meios possíveis. Com 3000 homens sob o seu comando, dirigiu-se para Veracruz, mas as suas tropas não tinham nem a capacidade nem o número necessários para fazer frente às 30 000 tropas francesas, estabelecidas na cidade. Metade delas seriam mortas ou feridas em combate. Num confronto com a rectaguarda francesa, Santa Anna seria atingido numa perna, que lhe seria posteriormente amputada. Este facto seria bem explorado por Santa Anna, para regressar ao poder.

O final do conflito


António López de Santa Anna

Por esta altura, a Grã-Bretanha fez deslocar para a área do conflito uma esquadra, com o objectivo de mediar negociações entre as duas partes, pois o bloqueio francês impedia o acesso de vários países europeus a um dos mais importantes mercados das Américas. As duas partes encontraram-se em Veracruz e em 9 de Março de 1839, foi assinada a paz. O México aceitava pagar a compensação de 600 mil pesos exigida pela França. Por seu lado, a França retirava a sua frota e devolvia os navios mexicanos apresados.

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MensagemAssunto: Em 28 de Novembro de 1941...   Qui Nov 27, 2008 11:46 pm

A 28 de Novembro de 1941, Amin al-Husayni era oficialmente recebido por Adolf Hitler, em Berlim.


Amin al-Husayni

Mohammad Amin al-Husayni, em árabe أمين الحسيني, (Jerusalém, 1895 — Beirute, 4 de Julho de 1974) foi um líder nacionalista árabe-palestino e um líder religioso muçulmano. Membro de uma das famílias muçulmanas mais importantes de Jerusalém, foi mufti e presidente do Conselho Supremo Muçulmano. Também era conhecido como Hadj Amin al-Husseini.

Apesar de conhecido normalmente como o "grande mufti", ou "grão-mufti", não deteve o título oficialmente, desempenhou um grande papel na elaboração dos primeiros movimentos terroristas árabes que atacaram os sionistas na então Palestina e no recrutamento de muçulmanos para combater ao lado do exército alemão, durante a Segunda Guerra Mundial. Tornou-se próximo dos círculos da liderança nazista, fazendo discursos anti-semitas nas rádios árabes e desencadeando operações de recrutamento, perto do fim da Segunda Guerra Mundial.

Inícios de vida


Universidade de al-Azhar, no Cairo

Em 1913, com 18 anos de idade, Al-Husayni, fez a peregrinação a Meca. Antes da Primeira Guerra Mundial, estudou a lei islâmica um ano, na Universidade de al-Azhar, no Cairo. Com o eclodir da Primeira Guerra Mundial, em 1914, ingressou no exército turco, recebendo uma comissão como oficial da artilharia e sendo destacado para a Brigada 47, estacionada na zona da cidade de etnia predominantemente grega de Smirna. Em Novembro de 1916, deixou o exército turco com uma dispensa de três meses e regressou a Jerusalém onde, permaneceu até ao fim da guerra.

Em 1919, fez parte do congresso Pan-Sírio em Damasco, onde apoiou o emir Faisal I do Iraque para Rei da Síria. Nesse ano, aderiu (possivelmente tê-lo-ia fundado) o clube nacionalista árabe Al-Nadi Al-Arabi (em português: O Clube Árabe) em Jerusalém e escreveu artigos para o primeiro jornal a ser criado na Palestina, o Suriyya al-Janubiyya (em português: Síria do Sul). O Suriyya al-Janubiyya foi publicado em Jerusalém, a partir de Setembro de 1919, pelo advogado Muhammad Hasan al-Budayri e editado por 'Arif al-'Arif, ambos membros destacados do Al-Nadi Al-Arabi.


O acordo Sykes-Picot, de desmembramento do Império Otomano, foi negociado secretamente e concluído em maio de 1916, durante a Primeira Guerra Mundial

Até finais de 1921, Al-Husayni pregava, sobretudo o Pan-Arabismo e a "Grande Síria", que definia a Palestina como uma província do Sul de um estado árabe, cuja capital seria Damasco. A "Grande Síria" incluiria segundo esta perspectiva, os territórios do que hoje são a Síria, o Líbano, a Jordânia e Israel. A luta pela "Grande Síria" sofreu um colapso, após o Reino Unido ter cedido o controle do que hoje são a Síria e o Líbano à França, em Julho de 1920, de acordo com o Acordo Sykes-Picot. O exército francês entrou em Damasco nessa altura, depondo o Rei Faisal e dissolvendo a "Grande Síria".

Após esta evolução, Al-Husayni deixou de se orientar para um pan-arabismo centrado em Damasco, para se passar a orientar por uma ideologia nacionalista palestina, centrada em Jerusalém.

Nacionalismo palestino

Após o Pogrom de Abril de 1920 em Jerusalém, no qual cinco judeus do Velho Yishuv (Bairro Judaico) foram massacrados e 211 feridos, o tribunal militar britânico condenou um número considerável de árabes e judeus a penas de prisão, por longos anos. Al-Husayni foi condenado à revelia (uma vez que já tinha fugido para a Síria) a dez anos de prisão, por acusações de fomento dos tumultos do início de 1920.


Herbert Samuel

Em 1921, a administração militar britânica da Palestina foi substituída por uma administração civil. O primeiro alto comissário, Herbert Samuel, decidiu abandonar as acusações contra Al-Husayni e nomeou-o "Mufti de Jerusalém", uma posição que tinha sido detida anteriormente pelo clã de Al-Husayni desde havia mais de um século. No ano seguinte, Samuel nomeou-o presidente do recém-formado Conselho Supremo Muçulmano, que controlava os tribunais e escolas muçulmanas e uma grande parte dos fundos angariados por doações de caridade religiosas.

Este método de nomeação estava em consonância com a tradição de então. Durante os anos do domínio pelo Império Turco-Otomano, os clérigos muçulmanos nomeavam três clérigos e o líder temporal secular, o califa, escolhia entre esses três, aquele que se tornaria o mufti.

Com a tomada britânica do poder na Palestina, o líder temporal secular passou a ser o "Alto Comissariado". Isto levou à situação extraordinária de um judeu, Herbert Samuel, ter sido escolhido para ser o Mufti. A única diferença foi que, nesta situação, foram nomeados cinco candidatos em vez de três. Há quem ache que, ao continuar a disputa entre os clãs Nashashibi e Husseini,os britânicos pretendiam "dividir para conquistar".


O Império Otomano

Al-Husayni chegou ao domínio do movimento árabe palestino, após um confronto violento com os Nashashibis, o outro clã poderoso de Jerusalém, que tencionava ser mais moderado e acomodado que os Husaynis, que eram abertamente antibritânicos. Durante a maioria do período do Mandato Britânico da Palestina, a luta entre estas duas famílias enfraqueceu seriamente a eficácia dos esforços árabes. Em 1936 tomaram uma medida a favor da unidade, ao conseguir que todos os grupos palestinos se juntassem para criar um órgão executivo permanente, conhecido como o Alto Comitê Árabe, sob o comando de Al-Husayni.

O comité convocou uma greve geral, o não pagamento de impostos, o fecho de governos municipais e exigiu um fim à imigração judaica, à proibição da venda de terra a judeus e à independência nacional. A greve geral resultou numa rebelião contra a autoridade britânica, entre 1936 e 1939. Al-Husayni foi o principal organizador da rebelião, a quem os britânicos destituiram o cargo de Presidente do Conselho Supremo Muçulmano e declararam o Alto Comité Árabe ilegal. Em Outubro de 1937 al-Husayni fugiu para o Líbano, onde reconstituiu o comité, sob o seu domínio, obteve o apoio da maioria dos palestinos árabes e usou o seu poder para punir os Nashashabis.


Herbert Hagen

Em 21 de Julho de 1937, ainda antes de Al-Husseini ter fugido para o Líbano, o Mufti contactou representantes do regime nacional-socialista, procurando cooperação, no consulado geral alemão em Jerusalém. Enviou, mais tarde, um agente e representante pessoal a Berlim, para discussões com líderes nazistas, nomeadamente o SS Obergruppenfuehrer Reinhard Heydrich, o número dois das SS, seguido de Heinrich Himmler, chefe do Reichssicherheitshauptamt, RSHA (Segurança de Estado) e dos serviços secretos Sicherheitsdienst (SD).

Depois, em Setembro de 1937, Heydrich enviou dois oficiais das SS, SS Hauptscharfuehrer Adolf Eichmann e SS Oberscharfuehrer Herbert Hagen numa missão à Palestina, sendo um dos objetivos principais, estabelecer contacto com o Grande Mufti.

Durante este período, Husseini recebeu apoio financeiro e assistência militar da Alemanha Nazista e da Itália Fascista.


Kubat al-Sakhra

Al Husseini fomentou uma campanha internacional árabe, para restaurar e melhorar a mesquita, conhecida como a Cúpula da Rocha (em árabe: Kubat al-Sakhra), no Monte do Templo. O aspecto presente da paisagem no Monte do Templo foi afectado diretamente pelas actividades de angariação de fundos de Husseini, tendo obtido vasta quantia, necessária para cobrir a Cúpula da Rocha de ouro.

A rebelião forçou os britânicos a fazer concessões substanciais aos árabes, em 1939 e a abandonarem a idéia de estabelecer na Palestina um estado árabe. A imigração judaica continuaria por mais cinco anos (permitindo um total de 75.000 Judeus), dependendo a imigração posterior do consentimento árabe. Al-Husayni, no entanto, achou que as concessões não eram suficientes e repudiou esta nova política.

Atividades na Segunda Guerra Mundial

Em 1933, poucas semanas depois da chegada ao poder de Adolf Hitler na Alemanha, Al-Husayni contactou o cônsul-geral alemão do Mandato Britânico da Palestina, oferecendo-lhe os seus serviços. A oferta foi rejeitada no início, dado o receio de interferência com as relações anglo-germânicas, ao aliar-se com um líder manifestamente antibritânico.


Berlim

Em 1938, as relações anglo-germânicas já não eram uma preocupação. A oferta de Al-Husayni foi aceite e as suas ligações ao regime nazista muito boas. Ficando em Berlim, Al-Husayni desempenhou um papel significativo, na política inter-árabe.

Em 1939, Al-Husayni fugiu do Líbano para o Iraque.

Em Maio de 1940, o Ministério dos Negócios Estrangeiros inglês (British Foreign Office) declinou a proposta do presidente do Vaad Leumi (Conselho Nacional Judaico na Palestina), que propunha o assassinato de Al-Husayni. Mas em Novembro desse ano, Winston Churchill, aprovou o plano e em Maio de 1941, vários membros do Irgun, incluindo o seu líder David Raziel, foram libertados da prisão e fugiram para o Iraque, com esse objetivo. A missão foi abandonada, quando Raziel foi morto por um avião alemão, em Mattar.


Irgun

Em 1941, após ter organizado um golpe de estado pró-nazista no Iraque, que não teve sucesso, Al-Husseini fugiu para a Europa, vestido de mulher, em violação da lei islâmica. Encontrou-se com Joachim von Ribbentropp e foi oficialmente recebido por Adolf Hitler, em 28 de Novembro de 1941, em Berlim. O Reichsfuehrer-SS Heinrich Himmler fez de Al-Husseini um SS Gruppenfuehrer. O regime nazista estabeleceu para "der Grossmufti Von Jerusalem" um escritório pessoal, a partir do qual ele organizava o seguinte:

- Propaganda na rádio a favor da ideologia nazista;
- Espionagem e actividades de subversão em regiões muçulmanas da Europa e do Oriente Médio;
- Constituição das unidades muçulmanas das Waffen SS e Wehrmacht na Bósnia, Bálcãs, Norte da África e zonas ocupadas na União Soviética;
- Formação de escolas e centros de treino militar para imanes muçulmanos e mulás, que deveriam acompanhar as unidades muçulmanas da SS e Wehrmacht.


Waffen SS

Logo após a chegada à Europa, o mufti estabeleceu contatos com os líderes muçulmanos da Bósnia e da Albânia. Iria passar o resto da guerra organizando e motivando os muçulmanos, em apoio da Alemanha Nazista.

No início de 1943, Al-Husayni teve um importante papel na organização, formação e integração de muçulmanos da Bósnia, em várias unidades das Waffen SS e outras unidades.

A maior foi a 13ª Divisão "Handschar" (21.065 homens), que conduziu operações contra os comunistas nos Bálcãs, a partir de Fevereiro de 1944. Foi responsável por atrocidades praticadas contra civis, em especial prisioneiros judeus.

A Divisão 21 "Kama" (3.793 homens) não chegou a ter força operacional e foi desmontada após cinco meses, sendo o seu pessoal transferido para outras unidades.

Unidades adicionais incluem um regimento muçulmano SS de autodefesa na região de Rashka (Sandzak) da Sérvia, a Legião Árabe (Arabisches Freiheitskorps), a Brigada Árabe e o Ostmusselmanische SS-Regiment.

Atividades no Pós-Guerra
Após a guerra, Al-Husayni foi preso por pouco tempo na França, mas escapou e recebeu exílio no Egipto. Grupos sionistas fizeram uma petição aos britânicos, para que ele fosse processado e julgado como um criminoso de guerra. Os britânicos declinaram, em parte porque consideravam as provas insuficientes, mas também porque tal decisão iria gerar problemas adicionais na Palestina e Egipto, onde Al-Husayni ainda era popular. A República Socialista da Iugoslávia também pediu a sua extradição, sem sucesso.


Haganah

Em 1948, Al-Husayni foi declarado o presidente do governo palestino da Faixa de Gaza. Em 1 de Outubro, a Palestina foi declarada um estado independente, tendo Jerusalém como capital. Este governo foi reconhecido pelo Egipto, Síria, Líbano, Iraque, Arábia Saudita, e Iémen, mas não pela Jordânia ou por qualquer outro estado não-Árabe. O seu governo estava totalmente dependente do Egitpo, que o anulou por decreto, em 1959. O fracasso desta iniciativa e a falta de credibilidade de Al-Husayni, devido ao seu colaboracionismo com as forças do Eixo são factores que enfraqueceram o Nacionalismo Árabe Palestino nos anos de 1950.

Al-Husayni morreu em Beirute, Líbano em 1974. Quis ser enterrado em Jerusalém, mas o governo israelita recusou o pedido.

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MensagemAssunto: Em 29 de Novembro de 1782...   Sex Nov 28, 2008 11:44 pm

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A 29 de Novembro de 1782, a Grâ-Bretanha assinava em Paris um acordo preliminar, reconhecendo a Independência dos Estados Unidos da América.


Guerra de Independência dos EUA- "Washington atravessando o Rio Delaware"

A Guerra da Independência dos Estados Unidos da América (1775–1783), também conhecida como Guerra Revolucionária Americana, teve as suas raízes com a assinatura do Tratado de Paris que, em 1763, pôs fim à Guerra dos Sete Anos.

No final do conflito, o território do Canadá foi incorporado pela Inglaterra. Neste contexto, as treze colónias representadas por Massachusetts, Rhode Island, Connecticut, Nova Hampshire, Nova Jérsei, Nova Iorque, Pensilvânia, Delaware, Virgínia, Maryland, Carolina do Norte, Carolina do Sul e Geórgia, começaram a ter seguidos e crescentes conflitos com a metrópole, que, devido aos enormes gastos com a guerra, iniciava uma maior exploração dessas áreas, pelas batalhas contra o domínio inglês, durante a Revolução Americana de 1776.

Movimento de ampla base popular, teve como principal motor a burguesia colonial e levou à independência das treze Colónias - os Estados Unidos da América - (proclamada em 4 de Julho de 1776), o primeiro país a dotar-se de uma constituição política escrita.


Thomas Jefferson.

As acções militares entre ingleses e colonos americanos começam em março de 1775. No decorrer do conflito (Lexington, Concord e batalha de Bunker Hill), os representantes das colónias reuniram-se no segundo Congresso da Filadélfia (1775) e Thomas Jefferson, democrata de idéias avançadas, redigiu a Declaração da Independência dos Estados Unidos da América, promulgada em 4 de Julho de 1776, dando um passo irreversível. Procedeu à constituição de um exército, cujo comando é confiado ao fazendeiro George Washington.

Os ingleses, lutando a 5.500 km de casa, enfrentaram problemas de carência de provisões, comando desunido, comunicação lenta, população hostil e falta de experiência em combater táticas de guerrilha. A Aliança Francesa (1778) mudou a natureza da guerra, apesar de ter dado uma ajuda apenas modesta; a Inglaterra, a partir de então, passou a concentrar-se nas disputas por territórios na Europa e nas Índias Ocidentais e Orientais.

Os colonos tinham força de vontade, mas interesses divergentes e falta de organização. Das colónias do Sul, só a Virgínia agia com decisão. Os canadenses permaneceram fiéis à Inglaterra. Os voluntários do exército, alistados por um ano, volta e meia abandonavam a luta para cuidar de seus afazeres. Os oficiais, geralmente estrangeiros, não estavam envolvidos no conflito.


Batalha de Bunker Hill

O curso da guerra pode ser dividido em duas fases, a partir de 1778. Na primeira fase, no norte, assistiu-se à captura de Nova York pelos ingleses (1776), além da campanha no vale do Hudson para isolar a Nova Inglaterra, que culminou na derrota em Saratoga (1777), e a tomada da Filadélfia (1777) depois da vitória de Brandywine.

A segunda fase desviou as atenções britânicas para o sul, onde grande número de legalistas podiam ser recrutados. Filadélfia foi abandonada (1778) e Washington acampou em West Point, a fim de ameaçar os quartéis-generais britânicos em Nova York.

Após a tomada de Charleston (1780) por Clinton, Charles Cornwallis perseguiu em vão o exército do sul, sob a liderança de Green, antes de seu próprio exército, exaurido, se render em Yorktown, Virgínia (Outubro de 1781), terminando efetivamente com as hostilidades. A paz e a independência do novo país (constituído pelas treze colónias da costa atlântica) foi reconhecida pelo Tratado de Paris de 1783.


A rendição de Lord Cornwallis

Apesar das freqüentes vitórias, os ingleses não destruíram os exércitos de Washington ou de Greene e não conseguiram quebrar a resistência norte-americana.

Mais tarde, em 1812 e 1815, ocorreu uma nova guerra entre os Estados Unidos e a Inglaterra. Essa guerra consolidou a independência norte-americana.

Atritos

A Guerra dos Sete Anos, terminada com vitória da Inglaterra sobre a França (Tratado de Paris, 1763), deixou a nação vencedora na posse de ricos territórios no continente americano, já colonizados, sendo reconhecido o seu direito de expandir o seu domínio em direcção ao interior do continente. Esta possibilidade agradou aos colonos, que prontamente se prepararam para explorar e aproveitar novas terras, mas, para sua grande surpresa, o governo de Londres, por recear desencadear guerras com as nações índias, determinou que nenhuma nova exploração ou colonização de territórios pudesse ser feita, sem a assinatura de tratados com os índios. Foi esta a primeira fonte de conflito entre os colonos e a Coroa inglesa.


Guerra dos Sete Anos

Pouco depois, surgiram novos atritos. A Guerra dos Sete Anos, apesar de vencida pela Inglaterra, obrigou a Coroa a impor medidas restritivas às treze Colónias. Procurando restaurar o equilíbrio financeiro, a metrópole apertava as malhas do pacto colonial, com vários actos.

Em 1750 foi proibida a fundição de ferro nas colônias. Em 1754 proibiram-se a fabricação de tecido e o contrabando. Em 1765 foi aprovado um decreto, regulamentando a obrigação de abrigar e sustentar tropas inglesas em solo americano (prática que pesava muito sobre as finanças coloniais). Foram ainda criadas a Lei do Selo, que acrescentou um imposto sobre jornais, documentos legais e oficiais, etc. e os Actos de Townshend, que procuravam limitar e mesmo impedir que os americanos continuassem suas relações comerciais com outras regiões, que não a Inglaterra.

Em 1773, o Parlamento inglês concedeu o monopólio do comércio do chá à Companhia das Índias Orientais, na qual muitas personalidades inglesas possuíam acções. Os comerciantes estadunidenses rebeldes, que se sentiram prejudicados, disfarçaram-se de índios peles-vermelhas, assaltaram os navios da companhia, que estavam no porto de Boston e lançaram o carregamento de chá ao mar (Festa do Chá de Boston). A Inglaterra reagiu de imediato com um conjunto de leis, a que os americanos chamaram de "Leis Intoleráveis" (1774): fecho do porto de Boston; indemnização à companhia prejudicada e o julgamento dos envolvidos, na Inglaterra.


Tea party

As reacções dos colonos foram, de início, exaltadas, mas pacíficas: exigiram o direito de eleger representantes para o Parlamento de Londres (para poderem discutir e votar as leis que lhes diziam respeito), passando depois a actos de boicote às mercadorias inglesas. Esta guerra económica desencadearia motins e forçou o governo inglês a alguns recuos, que contudo não satisfizeram os colonos.

O conflito agravou-se com a presença de tropas, enviadas para conter os protestos. Como resposta, em 1774 os representantes das colónias estadounidenses, excepto a Geórgia, enviaram seus delegados a Filadélfia, num primeiro Congresso Continental que, a partir daí, embora com divergências no seu seio, foi a voz política dos colonos.

Em 1774, houve o 1º Congresso Continental de Filadélfia, onde se resolveu acabar com o comércio com a Inglaterra, enquanto não se restabelecessem os direitos anteriores a 1763. O mesmo Congresso também redigiu e divulgou uma Declaração de Direitos. Houve logo depois, um 2º Congresso em Filadélfia onde se decidiu a criação de um exército, que seria comandado por George Washington, fazendeiro e chefe da milícia Virgínia. Nesse Congresso, apesar de se manterem leais ao rei, os colonos pediram a suspensão das "Leis Intoleráveis" e firmaram uma Declaração dos Direitos dos Colonos, no qual pediram a supressão das limitações ao comércio e à indústria, bem como dos impostos abusivos. O rei reagiu, pedindo aos colonos que se submetessem, mas estes não se curvaram diante da coroa inglesa. O extremar das posições levou à criação de milícias, à constituição de depósitos de munições e a um aumento contínuo de tensão que iria irromper em guerra.

Conseqüências


Declaração da Independência dos Estados Unidos da América.

Pela primeira vez na História da expansão européia, uma colónia tornava-se independente,por meio de um acto revolucionário. E fazia-o não só proclamando ao mundo, no documento histórico aprovado no 4 de Julho, o direito à independência e à livre escolha de cada povo e de cada pessoa ("o direito à vida, à liberdade e à procura da felicidade" é definido como inalienável e de origem divina), mas ainda construindo uma federação de estados dotados de uma grande aunotomia e aprovando uma constituição política (a primeira da História mundial) onde se consignavam os direitos individuais dos cidadãos, se definiam os limites dos poderes dos diversos estados e do governo federal, e se estabelecia um sistema de equilíbrio entre os poderes legislativo, judicial e executivo de modo a impedir a supremacia de qualquer deles, além de outras disposições inovadoras. O sucesso norte-americano foi descrito como tendo influenciado a Revolução Francesa (1789) e as subsequentes revoluções na Europa e América do Sul. Os pensamentos iluministas influenciaram o novo governo americano.

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MensagemAssunto: Em 30 de Novembro de 1967...   Dom Nov 30, 2008 12:02 am

A 30 de Novembro de 1967, o Iéman tornava-se independente do Reino Unido.


Bandeira do Iéman

O Iémen (em árabe اليَمَن, transl. al-Yaman) é um país árabe, que ocupa a extremidade sudoeste da Península da Arábia. É limitado a norte pela Arábia Saudita, a leste por Omã, a sul pelo mar da Arábia e pelo golfo de Áden, do outro lado do qual se estende a costa da Somália e a oeste pelo estreito de Bab el Mandeb, que o separa de Djibouti, e pelo mar Vermelho, que providencia uma ligação à Eritreia. Além do território continental, o Iémen inclui também algumas ilhas situadas ao largo do Corno de África, das quais a maior é Socotorá. Capital: Sana

História

Em 22 de Maio de 1990 foi criada a República do Iémen, resultando da unificação entre a República Árabe do Iémen (ou Iémen do Norte) e a República Democrática do Iémen (ou Iémen do Sul). A República Árabe do Iémen tinha-se tornado independente do Império Otomano, em Novembro de 1918 e a República Democrática do Iémen alcançou a independência do Reino Unido em 30 de Novembro de 1967. A ilha de Socotorá, localizada estrategicamente na entrada do golfo de Áden, foi incorporada ao território iemenita em 1967.


Localização do Iémen

Política

O chefe de Estado do Iémen é o presidente, que é eleito para um mandato de sete anos. É responsável pela nomeação do vice-presidente, do primeiro-ministro e dos membros do governo. O poder legislativo reside no parlamento de duas câmeras. A câmara alta do recebe o nome de Shura, sendo composta por 111 membros nomeados pelo Presidente. A câmara baixa é constituída 301 membros eleitos para mandatos de seis anos.

Subdivisões

O Iémen está dividido em 19 muhafazat ("províncias", singular - muhafazah) e uma cidade (capital):


Brasão

Abyan
'Adan
Ad Dali'
Al Bayda'
Al Hudaydah
Al Jawf
Al Mahrah
Al Mahwit
'Amran
Dhamar
Hadramaut
Hajjah
Ibb
Lahij
Ma'rib
Sa'dah
Sanaá
Shabwah
Ta'izz
Sanaá (cidade)

Geografia


Pastoras de cabras, em Wadi Hadhramaut, usando chap�us c�nicos para proteg�-las do calor

O Iémen é formado pela união das antigas República Árabe do Iémen (ou Iémen do Norte) e a República Democrática do Iémen (ou Iémen do Sul). Ao norte encontra-se o território mais fértil de toda a península Arábica, área que junto com o vale de Hadhramaut, era chamada de "Arábia Feliz. É composto por uma faixa costeira semidesértica, ao longo do mar Vermelho e de uma zona montanhosa mais húmida no interior, onde se desenvolve a agricultura (sorgo para consumo interno e algodão para exportação). O tradicional cultivo de café moca foi gradativamente substituído pelo do qat, planta com propriedades narcóticas.

O clima é tropical, com temperaturas altas, sobretudo em Tihmah, onde as precipitações são abundantes, e na parte oriental. O sul, é montanhoso e seco, com falta de rios perenes, sendo dois terços do território desérticos ou semidesérticos. Nos vales e oásis (1,2% do território) desenvolve-se o cultivo de milho, algodão e café. O país carece de recursos naturais, sendo a pesca um recurso importante.


A cidade murada de Shibam

Economia

A economia do Iémen é predominantemente rural e agrícola. É favorecida, nesse aspecto, por ser a única região da península árabe com chuvas regulares.

Das rendas originadas pelas exportações, 95% são devidas ao petróleo. É, no entanto, o país mais pobre do Médio Oriente.

A expulsão de mais de um milhão de trabalhadores iemenitas da Arábia Saudita durante a Guerra do Golfo, em 1990, teve como consequência um acentuado declínio económico.

IDH: 0,449; 149°/176.

Dívida pública: 93% do produto nacional bruto.

Renda per capita: 380 dólares (1,2% dos EUA)


Uma mesquita em Shibam

Demografia

Composição étnica: os iemenitas são árabes; há uma reduzida minoria persa no litoral norte.

Religião: islamismo (oficial). Muçulmanos, 99,9%; outros, 0,1.

Idiomas: árabe (oficial).

Feriados

1 de Maio Dia do Trabalho
22 de Maio União Nacional Celebra a unificação da República Iêmem
26 de Setembro Dia da Revolução 1962 Celebra a revolução contra os Iêmens do norte
14 de Outubro Dia da Revolução 1964 Celebra a revolução contra Britânicos no sul
30 de Novembro Dia da Evacuação Saída do último soldado Britânico do Iêmem do Sul


Al-Hajjara, um vilarejo do s�culo XI escavado da paisagem rochosa

Feriados iemenitas:

Dia do Trabalho 1 de Maio

Dia da União Nacional 22 de Maio

Dia da Revolução 26 de Setembro

Dia da Revolução 14 de Outubro

Dia da Independência 30 de Novembro


O movimentado Mercado Central de Sana

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MensagemAssunto: Em 1 de Dezembro de 1640...   Dom Nov 30, 2008 11:04 pm

A 1 de Dezembro de 1640, crivado de balas dos conjurados, morria Miguel de Vasconcelos.




Duquesa de Mântua

‎Miguel de Vasconcelos (c. 1590 – 1640) foi Secretário de Estado da duquesa de Mântua, vice-rainha de Portugal, na dependência do rei de Espanha, tornando-se odiado pelo povo, por, sendo português, colaborar com a representante da dominação filipina. Foi a primeira vítima da Revolução de 1640, tendo sido defenestrado da janela do Paço Real de Lisboa, para que o povo, que aguardava no Terreiro do Paço, soubesse que a revolução tinha sido bem sucedida.

Um esconderijo apertado

Depois de entrarem no palácio, os conspiradores procuraram Miguel Vasconcelos, mas dele nem sinal. E por mais voltas que dessem, não o encontravam. Onde estaria metido?


Miguel de Vasconcelos é defenestrado

Já tinham percorrido os salões, os gabinetes de trabalho, os aposentos do ministro, e nada!

Ora acontece que Miguel de Vasconcelos, quando se apercebera de que não podia fugir, escondera-se num armário, com uma arma e o denunciou, foi o tamanho do armário. O fugitivo, ao tentar mudar de posição, mexeu-se lá dentro, o que provocou uma restolhada de papéis. Foi quanto bastou para os conspiradores rebentarem a porta e o crivarem de balas. Depois atiraram-no pela janela fora.

O corpo caiu no meio de uma multidão enfurecida que largou sobre ele todo o seu ódio, cometendo verdadeiras atrocidades.


Conjurados

Há também quem diga que Miguel de Vasconcelos foi atirado vivo e que foi o povo que o matou.

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MensagemAssunto: Em 2 de Dezembro de 1961...   Seg Dez 01, 2008 11:17 pm

A 2 de Dezembro de 1961, um Tribunal de Israel condenava à morte Adolf Eichmann, por crime contra a Humanidade.


Eichmann

Adolf Otto Eichmann (nascido como Karl Adolf Eichmann) (19 de Março de 1906, Solingen - 1 de Junho de 1962, Ramla, perto de Tel Aviv, Israel) foi um membro político graduado da Alemanha Nazi e tenente-coronel das SS. Foi grande responsável pela logística do extermínio de milhões de pessoas durante o Holocausto, em particular Judeus, no que foi chamado de "solução final" (Endlösung). Organizou a identificação e o transporte de pessoas para os diferentes campos de concentração, sendo por isso conhecido freqüentemente como o 'Executor Chefe' do Terceiro Reich.

Infância

Adolf Eichmann nasceu e foi educado em Solingen, Alemanha.

Alemanha Nazi


Heydrich

Em 1934, serviu como cabo das SS no campo de concentração de Dachau, onde se distinguiu aos olhos de Reinhard Heydrich.

Em Setembro de 1937, foi enviado para a Palestina, com o seu superior Herbert Hagen, para averiguar das possibilidades da emigração massiva da Alemanha para a Palestina. Chegados a Haifa, só puderam obter um visto de trânsito, pelo que foram para o Cairo, onde se encontraram com um membro da Haganá, mas o resultado do encontro é discutível. Também tinham planejado encontrar-se com líderes árabes na Palestina, incluindo o Mufti de Jerusalém Amin al-Husayni, mas a entrada foi-lhes recusada, pelas autoridades britânicas.

Fizeram então um relatório com recomendações contra a emigração em larga escala para a Palestina, por razões económicas e porque contradizia a política alemã de evitar o estabelecimento de um estado judaico ali.


Hagen

Segundo o ponto de vista de alguns pesquisadores, Eichmann teria então participado na Conferência de Wannsee, ocorrida em 1942, envolta em secretismo, na qual teria sido, segundo alguns, o responsável pela determinação de assuntos ligados à 'solução final da questão judia,' enquanto outros afirmam ter sido, nada mais do que anfitrião dessa conferência. O certo é que receberia, logo após, a patente de SS-Obersturmbannführer , Eichmann sendo feito chefe do Departamento da Gestapo IV B 4, órgão responsável por toda a logística relacionada com os estudos e execução do extermínio em curso.

Pós-Guerra


Eichmann no julgamento

Finda a Segunda Guerra Mundial, Eichmann foi capturado por tropas americanas. No entanto, em 1946, conseguiu escapar da prisão. Depois de muitas viagens (sobretudo na Itália e no Médio Oriente), tendo-se inclusivamente valido de um passaporte fraudulentamente obtido junto à Cruz Vermelha Internacional , foi para a Argentina, em 1950, onde viveu sob o nome de Ricardo Klement, e trouxe a sua família para o país logo depois.

Em 11 de Maio de 1960, Adolf Eichmann foi raptado por uma equipe de agentes secretos israelitas liderados por Raphael Eitan da Mossad (Serviços secretos israelitas) após meses de observação. Foi levado para Israel num vôo de avião da El Al, em 21 de Maio de 1960.

Adolf Eichmann foi julgado em Israel, num processo que começou a 11 de Fevereiro de 1961. Foi acusado de 15 ofensas criminosas, incluindo a acusação de crimes contra a Humanidade, crimes contra o povo judeu, e de pertencer a uma organização criminosa.


Eichmann,defendendo-se

O julgamento causou grande controvérsia internacional. O governo israelita autorizou que cadeias noticiosas de todo o mundo transmitissem ao vivo, o julgamento. No entanto, os espectadores televisivos só viram um homem sentado atrás de um vidro à prova de balas e de som, impassivel, enquanto muitos sobreviventes do Holocausto testemunharam contra ele e o seu papel de motorista no transporte de vítimas para os campos de extermínio. Durante todo o julgamento Eichmann insistiu que apenas cumpria ordens.

Foi condenado em todas as acusações e recebeu a sentença de morte (a única pena de morte civil alguma vez levada a cabo em Israel) a 2 de Dezembro de 1961 e foi enforcado poucos minutos depois da meia-noite de 1 de Junho de 1962, na prisão de Ramla, perto de Tel Aviv. Foi a única excepção da lei israelita, que não prevê a pena de morte.


Hannah Arendt

A propósito do julgamento de Adolf Eichmann, Hannah Arendt escreveu o livro "Eichmann em Jerusalém", inicialmente escrito como um contributo para a revista "The New Yorker". Ela cunhou neste livro o termo "Banalidade do Mal".

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MensagemAssunto: Em 3 de Dezembro de 1967...   Ter Dez 02, 2008 10:35 pm

A 3 de Dezembro de 1967, Christiaan Barnard efectuava o primeiro transplante de coração, num ser humano.


Christiaan Barnard

Christian Neethling Barnard (Beaufort West, 8 de Novembro de 1922 – Paphos, 2 de Setembro de 2001) foi um cirurgião sul-africano, o primeiro a realizar um transplante de coração.

Foi um estudante tranqüilo e extremamente dedicado na Escola de Medicina da Universidade da Cidade do Cabo, no início da década de 1940.


Walton Lilliehei

Esteve nos Estados Unidos, onde assistiu um dos melhores cardiologistas da América, Walton Lilliehei.

Na década de 1960 realizou várias experiências com cães, até que outro cirurgião americano, Walter Shumway, anunciou sua intenção de fazer um transplante de coração humano. Barnard adiantou-se e, em 3 de Dezembro de 1967, realizou a primeira operação do género. O paciente morreu em poucos dias, mas o do segundo transplante viveu 594 dias, após a operação. Barnard ainda fez outros transplantes mas, com artrite reumatóide, foi obrigado a interromper a carreira.



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MensagemAssunto: Em 4 de Dezembro de 1711...   Qua Dez 03, 2008 10:34 pm

A 4 de Dezembro de 1711, nascia em LIsboa Maria Bárbara de Bragança, rainha consorte de Espanha.


D.%20Maria%20Bárbara%20de%20Bragança

Dona Maria Bárbara de Bragança (Lisboa, 4 de Dezembro de 1711 — Aranjuez, 27 de Agosto de 1758) foi uma princesa portuguesa, que se tornou a rainha consorte de Espanha, como esposa de Fernando VI.

Biografia

A infanta Maria Madalena Bárbara Xavier Leonor Teresa Antónia Josefa de Bragança, era filha única do rei D. João V de Portugal e de sua consorte, a arquiduquesa Maria Ana da Áustria (filha de Leopoldo I).

Como filha mais velha do monarca, assumiu o título de princesa da Beira.


Fernando VI de Espanha

No dia 20 de Janeiro de 1729, em Badajoz, D. Maria Bárbara desposou o então príncipe das Astúrias, D. Fernando.

A jovem princesa das Astúrias era uma mulher culta, agradável, fluente em seis línguas e grande amante das Belas-artes, em especial da música. D. Maria Bárbara e D. Fernando eram realmente apaixonados um pelo outro e viveram isolados durante o reinado de Filipe V, por vontade de Isabel Farnésio. Entretanto, o casamento não gerou filhos.

Rainha


D. Maria Bárbara

Em Julho de 1746, com a morte de Filipe V, Fernando ascendeu ao trono e D. Maria Bárbara tornou-se a rainha de Espanha. Tinha então trinta e quatro anos e seu marido, trinta e três.

D. Maria Bárbara ocupou um importante papel na corte espanhola, especialmente como mediadora entre o rei de Portugal e seu esposo. Conhecida pela protecção que deu ao famoso cantor italiano Farinelli (ou Carlo Broschi), a rainha contratou como mestre de cravo o compositor Domenico Scarlatti em 1721. Sabe-se que até a própria D. Maria Bárbara compôs sonatas para uma grande orquestra.


Palácio Real de Aranjuez

Promoveu a construção do Convento das Salésias Reais de Madrid. Antes de sua construção em 1757, a rainha mudou-se para o Palácio Real de Aranjuez, onde faleceu de asma, em Agosto de 1758. A sua morte provocou a loucura de Fernando VI, que morreu no ano seguinte.

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MensagemAssunto: Em 5 de Dezembro de 1570   Qui Dez 04, 2008 11:18 pm

A 5 de Dezembro de 1570, era promulgada a Missa Trientina, em latim, de acordo com as formas sucessivas do Missal Romano.


Basílica de S. Pedro

A missa tridentina, também chamada missa tradicional ou missa de São Pio V é uma Missa celebrada em latim, de acordo com as formas sucessivas do Missal Romano, tal como foi promulgado em 5 de Dezembro de 1570 por S. Pio V, em cumprimento do mandato que recebera do Concílio de Trento (tridentina é o gentílico do topônimo "Trento") e utilizado por toda a Igreja Católica de rito romano, até à reforma litúrgica ordenada pelo Concílio Vaticano II. Esta missa é denominada por alguns de missa de sempre, porém sem um motivo oficial.

Introdução

Existem muitas diferenças entre a Missa de 1570 e a Missa dos primeiros séculos em Roma, antes do Papa Gregório I - para não falar das formas da Missa em ritos que não o rito romano.

O Concílio Vaticano II, em 1963, na constituição Sacrosanctum Concilium, mandou rever o rito da missa, assim como os restantes livros litúrgicos, segundo os princípios enunciados na mesma constituição. Tal ordem foi executada por um grupo de especialistas em liturgia, Bíblia e teologia, sob a supervisão do Papa Paulo VI. Do trabalho desse grupo, denominado Consilium, resultaram a publicação, em 1969, do novo Ordo Missae (ordinário da missa, parte invariável de todas as celebrações da missa) e em 1970 do novo Missal Romano. Este Missal Romano, reformado, conheceu até hoje três edições, em 1970, 1975 e 2002.


Abertura e encerramento do Concílio Vaticano II

Contudo, alguns católicos, os chamados tradicionalistas, descontentes com o Concílio Vaticano II e com o rumo então tomado pela Igreja Católica, não aceitaram o novo missal, preferindo celebrar a missa na anterior forma tridentina. Entre eles, notabilizou-se o arcebispo Marcel Lefebvre, fundador da Fraternidade Sacerdotal de São Pio X, um dos mais notáveis grupos tradicionalistas, que se encontra em ruptura com a Igreja Católica. Além deste, há muitos outros grupos católicos tradicionalistas, alguns em comunhão com Roma, outros não. Característica comum de todos estes grupos é celebrarem a missa tridentina, utilizando para isso a última edição típica do Missal Romano antes da reforma de Paulo VI, ou seja, o chamado Missal de 1962 (ano em que foi publicado).

Inicialmente, o novo missal devia substituir completamente o antigo. Face, porém, aos católicos que insistiam em utilizar os livros litúrgicos anteriores, foi dada permissão ao seu uso. Inicialmente dada apenas em casos particulares por Roma, tal autorização foi progressivamente alargada. Assim, em 1984 a carta Quattuor abhinc annos atribuiu aos bispos a faculdade de concederem tais autorizações, em casos justificados e com certas limitações. Tais disposições foram confirmadas pelo motu proprio Ecclesia Dei, de 1988.

Em 7 de Julho de 2007, o Papa Bento XVI promulgou o motu proprio "Summorum Pontificum", em que liberaliza o uso do Missal Romano, editado em 1962, como forma extraordinária do rito romano, cujo uso fica doravante ao arbítrio da cada padre, podendo a celebração ser solicitada por qualquer grupo de fiéis. A forma ordinária da celebração da Missa segundo o rito romano continua, todavia, a ser a do Missal Romano publicado por Paulo VI.


Missal Romano

História

Face às doutrinas propagadas pelos protestantes, o Concílio de Trento reafirmou a doutrina católica sobre a missa, sobretudo nas sessões XIII, que versou sobre a presença real, e na XXII, sobre o sacrifício. Além disso, mandou elaborar uma lista de abusos cometidos na celebração da missa, a partir da qual promulgou um documento acerca das "coisas a observar e a evitar na celebração da missa". Tais abusos podem reduzir-se a avareza, irreverência e superstição.

A fim de eliminar esses abusos, era intenção do Concílio proceder à reforma dos livros litúrgicos. No entanto, como o Concílio se arrastava há já longos anos, os padres conciliares decidiram, na última sessão, incumbir o Papa Pio IV dessa função. Contudo, foi Pio V que realizou tal incumbência, promulgando, em 1570, através da bula Quo primum tempore, o novo Missal Romano. Nessa bula, Pio V esclarece que o objectivo da revisão dos livros litúrgicos era restaurar os ritos "em conformidade com a antiga norma dos Santos Padres". No entanto, como afirma a Instrução Geral do Missal Romano, documento que acompanha o Missal de Paulo VI, "este Missal de 1570 pouco difere do primeiro impresso em 1474, o qual, por sua vez, reproduz fielmente o Missal do tempo de Inocêncio III. Além disso, se bem que os códices da Biblioteca Vaticana tenham ajudado a corrigir algumas expressões, não permitiram, naquela diligente investigação dos “antigos e mais fidedignos autores”, ir além dos comentários litúrgicos da Idade Média." (IGMR 7)

O rito da missa foi posteriormente revisto por outros papas em 1604, 1634, 1888, 1920, 1955 e 1962. Estas reformas, contudo, foram pouco significativas, exceptuando algumas mais importantes:


Clemente VIII

Em 1604, Clemente VIII eliminou uma oração a dizer pelo sacerdote ao entrar na igreja, a palavra omnibus nas duas orações a seguir ao Confiteor, o nome do imperador no Cânon Romano e tríplice bênção da missa solene.
Pio XII, em 1956, restaura a Semana Santa
João XXIII publica em 1960 um novo código das rubricas da Missa e insere no Cânon Romano o nome de São José. São estas modificações que dão origem ao missal de 1962, última edição do missal tridentino. Na bula que o acompanha, João XXIII faz referência ao Concílio Vaticano II, então já convocado, que deveria propor os grandes princípios da reforma da liturgia. Esta edição tornou-se a referência para a celebração actual da missa tridentina.

Características da missa tridentina

A estrutura, os momentos e seu significado e grande parte dos textos litúrgicos mantiveram-se com poucas alterações no Missal actual. No entanto, houve uma série de aspectos alterados. Esta secção versa apenas sobre as diferenças da missa tridentina em relação à missa actual. Para uma descrição dos vários momentos da Missa e do seu significado, consulte o artigo Missa

Língua litúrgica e posição do sacerdote


Missa Tridentina

As características mais visíveis da missa tridentina são o uso do latim como língua litúrgica, assim como a posição do sacerdote, aparentemente de costas para os fiéis. No entanto, essas diferenças, embora as mais visíveis, são na verdade circunstanciais.

De facto, admite, teoricamente, a tradução dos textos. Porém, nela persiste o uso do latim por ser um idioma que está "morto", ou seja, não é mais usado e, portanto, não sofre alterações, o que preservaria a Missa de erros litúrgicos e doutrinais a que as palavras das chamadas "línguas vernáculas" estão sujeitas com sua constante evolução semântica e ortográfica. Situação idêntica ocorre nas chamadas "liturgias orientais", onde em vários casos também podem ser usadas outras "línguas mortas": aramaico no rito siríaco, copta no rito alexandrino, eslavo ou grego arcaicos no rito bizantino, entre outros.

Já a posição "de costas ao povo" é mais corretamente definida como "ad Orientem", ou seja, para o leste, direção da Terra Santa, onde Jesus foi crucificado. Na Missa Tridentina, esta posição é também conhecida como "versus Deum", já que nesta Missa o padre fica voltado para Deus Filho (guardado no Sacrário sob as espécies consagradas, segundo a crença católica). O padre assume, assim, postura idêntica à do povo, dirigindo as orações da Missa a Deus. Salvo algumas exceções (como a da actual missa latina), os sacerdotes de praticamente todos os ritos católicos e ortodoxos adoptam até hoje a posição "ad Orientem" durante a Missa.


Cerimónia ortodoxa, na Rússia

Por outro lado, todas as edições do Missal actual são feitas originalmente em latim, e a missa pode sempre ser celebrada nessa língua. Do mesmo modo, nada proíbe que seja celebrada de costas para o povo, o que acontece sempre que, por exemplo, numa igreja o altar não permite que seja doutra forma.

No entanto, abstraindo destes elementos, há outras diferenças significativas entre a missa tridentina e a actual.

Diferenças no rito da missa em relação à actualidade

Na Missa tridentina só o sacerdote e um acólito, sacristão ou ajudante proferiam os textos da missa, excepto nalguns lugares, em que todos os fiéis presentes proferiam os textos destinados ao ajudante. Tal prática, a das chamadas missas dialogadas, vulgarizou-se mais no séc. XX, graças às propostas do chamado Movimento Litúrgico, que propunha o enriquecimento da participação litúrgica. Os assistentes da missa tridentina, muitas vezes acompanham a cerimónia através dum livro que apresenta os textos litúrgicos com a respectiva tradução. Outras vezes, porém, vão fazendo outras orações, tais como o terço.

Ritos iniciais


Rito católico

A Missa tridentina começa com as chamadas orações ao pé do altar, por serem proferidas no fundo dos degraus, antes de subir ao altar. São compostas pelo salmo 42 acompanhado pela antífona Introibo ad altare Dei.

Após um versículo, o Confiteor (Confissão) é rezado duas vezes, primeiro pelo sacerdote, depois pelo ajudante, com as respectivas orações de absolvição. Após um responsório, o sacerdote sobe então ao altar e beija-o, proferindo outras duas orações.

No Kyrie, cada invocação é proferida três vezes, e não apenas duas, como na actualidade.

No Glória a Deus nas alturas prevêem-se alguns gestos tais como inclinações e o sinal da cruz ao proferir certas palavras.

Depois de mais uma saudação Dominus vobiscum (O Senhor esteja convosco), o sacerdote profere uma ou várias orações colectas, enquanto que actualmente é sempre apenas uma.

Liturgia da Palavra

~
Leitura do Evangelho

A Missa tridentina propõe sempre apenas uma leitura antes do Evangelho, geralmente tirada do Novo Testamento, enquanto que o rito actual propõe duas leituras aos domingos e solenidades. Segue-se o chamado Gradual, composto por um refrão e um versículo, substituído actualmente pelo Salmo Responsorial. Tal como hoje, antes do Evangelho era dito o aleluia ou outro texto. No Credo prevêem-se alguns gestos agora abandonados, como no Glória. Não existe a oração dos fiéis.

Ofertório

É a parte da missa tridentina que apresenta maiores diferenças em relação à prática actual.

Na apresentação do pão e do vinho são ditas fórmulas que expressam oferecimento já em sentido sacrificial, substituídas actualmente por outras que exprimem a simples apresentação. A reforma litúrgica de Paulo VI optou por eliminar as anteriores justificando que antecipavam a ideia de sacrifício própria do Cânon.

Duas outras orações invocam o Espírito Santo e recordam os mistérios da salvação assim como alguns santos. Foram eliminadas por Paulo VI pelas mesmas razões das anteriores.


Paulo VI

O rito do Lavabo é acompanhado por uma longa secção do salmo 25, enquanto que actualmente é-o apenas por um versículo do salmo 50.

A incensação, quando realizada, prevê uma série de textos a serem proferidos antes durante e depois, enquanto que actualmente é realizada em silêncio.

O prefácio prevê~e alguns gestos específicos a realizar durante o diálogo que o precede.

Cânon (Oração Eucarística)


Altar, onde se celebra a missa, segundo o Cânone Romano

A missa tridentina apresenta uma única Oração Eucarística, o chamado Cânon Romano, que foi o único utilizado durante séculos. O Missal de 1970 apresenta, além desta, outras três Orações Eucarísticas, retiradas da Tradição ou inspiradas noutras liturgias católicas.

Na missa tridentina esta parte é usualmente dita pelo sacerdote em voz baixa.

O texto é o mesmo que se usa actualmente, mas com algumas diferenças em relação aos gestos que o acompanham:

- o sacerdote beija o altar por duas vezes
- faz ao todo 25 sinais da cruz com a mão ou com a patena (reduzidos a 1 por Paulo VI)
- após a consagração o sacerdote não separa os dedos polegar e indicador, que seguraram a hóstia
- na consagração genuflecte duas vezes à hóstia e duas ao cálice, uma antes e outra depois da elevação

Além disso, diz sempre todos os nomes dos santos e todas as conclusões Per Christum Dominum nostrum. Amen que se inserem no Cânon (actualmente alguns dos nomes e das conclusões tornaram-se facultativas).


Ordenação sacerdotal

As palavras da consagração da hóstia são apenas Hoc est enim Corpus meum (Isto é o meu Corpo) Na consagração do vinho, as palavras Mysterium fidei (Mistério da fé), que hoje são ditas no final da consagração, para introduzir a aclamação dos fiéis, são introduzidas na fórmula de consagração, no meio das palavras de Cristo.

Ritos de Comunhão

O Pai-nosso é dito apenas pelo sacerdote, e o ajudante diz apenas a última frase. Durante a fórmula que se lhe segue, o sacerdote benze-se e beija a patena e parte a hóstia em três partes, benzendo o cálice com a mais pequena, que depois deita no cálice.

A oração pela paz (Domine Iesu Christe) é dita em silêncio pelo sacerdote, seguindo-se-lhe outras duas fórmulas longas de preparação para a comunhão, e comunga, proferindo em silêncio mais algumas fórmulas.


Agnus Dei

A comunhão dos fiéis não está propriamente prevista no texto do missal mas, a fazer-se na missa, os fiéis recitam a Confissão, o sacerdote diz a absolvição respectiva e mostra-lhes a hóstia dizendo Ecce Agnus Dei... (Eis o Cordeiro de Deus...).

A comunhão dos fiéis na missa tridentina é feita sempre na boca e de joelhos, geralmente junto da balaustrada ou grade que separa os presbitério da assembleia. A fórmula dita pelo sacerdote é mais longa que a actual e dita em silêncio fazendo um sinal da cruz com a hóstia.

Segue-se a purificação dos vasos sagrados e das mãos do sacerdote, acompanhadas de mais algumas orações.

Ritos de conclusão

Após a última oração, o sacerdote despede a assembleia dizendo Ite, missa est (Ide, a missa acabou). Só então tem lugar a bênção, precedida duma oração à Santíssima Trindade.

Por fim, lê-se em todas as missas o início do Evangelho de São João.

Apesar de não virem assinaladas no missal, têm lugar, antes da saída para a sacristia, as chamadas preces leoninas (por terem sido prescritas pelo Papa Leão XIII) e 3 Avé Marias.

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MensagemAssunto: Em 6 de Dezembro de 1240...   Sex Dez 05, 2008 11:51 pm

A 6 de Dezembro de 1240, Kiev era destruida, pela invasão mongol.


Mapa da Ucrânia com a localização de Kiev

Kiev ou Quieve (Київ [Kyyiv] em ucraniano; Ки́ев [Kiyev], em russo) é a maior cidade e capital da Ucrânia, localizada na região centro-norte do país, às margens do rio Dniepre. Em Abril de 2007, a administração municipal estimava a população da cidade em cerca de 2,7 milhões de habitantes, embora outras fontes não oficiais indiquem uma população maior.

Kiev é um importante centro industrial, científico, educacional e cultural da Europa Oriental. Abriga diversas indústrias de alta tecnologia, instituições de educação superior e monumentos históricos famosos. A cidade dispõe de ampla infra-estrutura e de um sistema de transporte público altamente desenvolvido, que inclui o Metro de Kiev.

O nome "Kiev" parece derivar de Kyi, um dos quatro fundadores lendários da cidade (os irmãos Kyi, Shchek, Khoryv e a irmã Lybid).

Ao longo da história, Kiev, uma das cidades mais antigas da Europa Oriental, passou por diversas fases de grande visibilidade e de relativa obscuridade. A cidade parece haver sido fundada no século V como um posto comercial, na terra dos primeiros eslavos orientais. Ganhou importância aos poucos, tornando-se o centro da civilização eslava oriental, até passar a ser a capital política e cultural do Principado de Kiev, entre os séculos X e XII.


Brasão do Grão-ducado da Lituânia

Completamente destruída durante a invasão mongol de 1240, a cidade perdeu grande parte de sua influência nos séculos seguintes. Tornou-se uma capital provincial de pouca relevância, na periferia dos territórios controlados por vizinhos mais poderosos: primeiramente, o Grão-Ducado da Lituânia, seguido da Polónia e da Rússia.

A cidade voltou a prosperar durante a revolução industrial russa, no final do século XIX. Após o período turbulento que se seguiu à Revolução Russa de 1917, Kiev passou a ser uma cidade importante da República Socialista Soviética da Ucrânia e, a partir de 1934, sua capital.

Durante a Segunda Guerra Mundial, Kiev voltou a sofrer danos pesados, mas recuperou-se rapidamente no pós-guerra e continuou a ser a terceira maior cidade da URSS. Com o colapso da União Soviética e a independência da Ucrânia em 1991, Kiev manteve-se como capital do país.

Monumentos arquitetônicos


Mosteiro de São Miguel das Cúpulas Douradas, reconstrução de 1998.


Mosteiro de São Miguel.


Catedral da Laura das Grotas de Kiev, reconstrução pós-1991


Igreja de Santo André.


Catedral de Santa Sofia


Catedral de São Vladimiro.


Igreja de Bohoroditsa Pirogoscha, no distrito de Podil, reconstrução de 1998.


Monumento a Olga de Kiev.


Porta Dourada (Zoloti Vorota), reconstrução de 1982.


Ópera Nacional da Ucrânia.


Banco Nacional da Ucrânia.


"Casa com Quimeras"

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MensagemAssunto: Em 7 de Dezembro de 1787   Dom Dez 07, 2008 3:33 pm

A 7 de Dezembro de 1787, o Delaware tornava-se o primeiro Estado dos E.U.A.


Localização do Delaware

O Delaware é um dos 50 estados dos Estados Unidos da América, localizado na região da Nova Inglaterra. É o segundo menor estado americano em extensão territorial, atrás apenas de Rhode Island e também o sexto estado menos populoso do país. Apenas o Dacota do Sul, o Alasca, a Dacota do Norte, o Vermont e o Wyoming possuem menos habitantes.

Apesar do sua pequena extensão territorial, o Delaware é um grande centro financeiro. Mais de 200 mil empresas e companhias estão sediadas no estado. Isto acontece graças à leis estaduais, que dão benefícios fiscais a empresas que decidem instalar suas sedes no estado, atraindo diversas companhias, incluindo muitas que operaam antes fora do Delaware. Este facto deu ao estado o cognome de The Land of Free-Tax Shopping ("A Terra Sem Impostos Comerciais). Por causa disso, é um dos maiores centros bancários dos Estados Unidos e também possui uma forte indústria petroquímica.

O Delaware foi inicialmente colonizado pelos neerlandeses e pelos suecos, depois do que se tornou uma das Treze Colônias do Reino Unido. Após a Guerra de Independência dos Estados Unidos da América, o Delaware tornou-se o primeiro estado americano a ratificar a constituição americana, em 7 de dezembro de 1787. Por causa disso, o estado é conhecido nacionalmente como The First State ("O Primeiro estado"), cujo nome vem do rio Delaware, em cujas margens e estuário se localiza.. A origem do nome Delaware, por sua vez, vem de Thomas West, 3º Barão De La Warr, que foi governador da Virgínia entre 1610 e 1618.

História


Bandeira do Delaware

Até 1787

A região que constitui actualmente o estado de Delaware era habitada, antes da chegada dos primeiros exploradores europeus, por duas tribos nativos americanas, pertencentes à família ameríndia dos algonquinos: os delaware, ao longo do vale do Delaware, e os nanticoke, ao longo dos rios desaguando na baía de Chesapeake. Os delaware eram uma tribo sedentária, que vivia da caça e da agricultura.

O primeiro europeu a avistar o Delaware foi o explorador inglês Henry Hudson, em 1609, tendo navegado dentro da baía. Os neerlandeses foram os primeiros europeus a tentar povoar a região. A primeira tentativa ocorreu em 1631, num forte chamado de Zwaanendael, próximo do actual Lewes, onde os nativos americanos da região massacraram todos os neerlandeses de Zwaanendael no ano seguinte e queimarem o forte.

Em 1638, os suecos fundaram a Nova Suécia, na região do actual Delaware. O primeiro assentamento sueco na nova colónia foi Fort Christina, atual Wilmington. Logo surgiram conflitos entre os suecos e os neerlandeses, com ambos a reivindicar a posse da região. Os neerlandeses, liderados por Peter Styuvesant, expulsariam os suecos, em 1655, incorporando a colónia sueca nos Novos Países Baixos.

Nove anos volvidos, em 1664, uma expedição inglesesa, liderada por James, Duque de York, expulsaria os neerlandeses. Maryland, então administrada por Cæcilius Calvert, e a Pensilvânia, administrada por William Penn (que queria a região para que a Pensilvânia pudesse ter um acesso directo para o oceano Atlântico), imediatamente reivindicaram a posse do Delaware, concedida à Pensilvânia, em 1682.


Selo Delaware

William Penn dividiu o Delaware em três condados: Kent, Newcastle e Sussex. O restante da Pensilvânia também foi dividida em três condados diferentes. Tanto a região do Delaware quanto o restante da Pensilvânia, possuíam o mesmo número de representantes no governo da Pensilvânia. Porém, à medida em que a população da última foi crescendo muito mais do que a população do Delaware, mais condados foram adicionados.

Enquanto isto, o Delaware foi perdendo representação no governo da Pensilvânia. A população do Delaware pediu a William Penn com pouco crescimento populacional, com os três condados, chamados de Lower Counties ("Condados Baixos") permissão para a criação de legislação regional, pedido que foi aceite. O Delaware fundou a sua legislação em 1704, embora continuasse a ser governada pela Pensilvânia, até o início da Revolução Americana de 1776.

O Delaware reagiu fortemente contra actos impostos pelos britânicos, após o fim da Guerra Franco-Indígena, em 1754, com diversos políticos da região criticando pesadamente os britânicos, entre eles, Thomas McKean. Este e Caesar Rodney, convenceram a Assembléia Geral do Delaware a declararem independência do Reino Unido, e portanto, da Pensilvânia, em 15 de Junho de 1776.


Mapa do Delaware e de seus três condados

Em 1776, no início da Guerra de Independência dos Estados Unidos da América, oficiais dos três condados do Delaware reuniram-se em New Castle, com o intuito de organizar um governo estadual. O estado foi criado, e o nome Delaware, que já era amplamente utilizado para designar a região, foi adoptado com caráter oficial. No mesmo ano, o Delaware adoptou sua primeira Constituição. John McKinly foi o primeiro governador do Delaware.

O único conflito armado entre americanos e britânicos, que ocorreu exclusivamente dentro do Delaware foi registado em 3 de Setembro, numa ponte. Acredita-se que a Stars and Stripes tenha sido içada em batalha, pela primeira vez, neste conflito. O Delaware foi palco de apenas uma batalha, durante a guerra de independência, a Batalha de Brandywine, em 11 de Setembro de 1777, onde tropas americanas tentaram impedir, sem sucesso, que tropas britânicas continuassem seu avanço contra Filadélfia.

No dia seguinte, os britânicos ocuparam Wilmington, prenderam John McKinly, e ocuparam a cidade por um mês, embora mantivessem o controle do rio Delaware, durante a maior parte do resto da guerra, atrapalhando o comércio do estado, e incentivando colonos leais aos britânicos, especialmente no Condado de Sussex a realizarem diversos actos de sabotagem e ataques contra tropas e milícias americanas. Diversos ataques militares realizados pelo segundo governador do Delaware, Caesar Rodney, mantiveram os colonos leais aos britânicos sob controle.

Em 22 de Fevereiro de 1779, o Delaware ratificou os Artigos da Confederação. Sete anos depois, em 7 de Dezembro de 1787, ratificou a Constituição dos Estados Unidos da América, tendo sido o primeiro estado americano a fazê-lo, e portanto, oficialmente, o primeiro estado da União.



Newcastle em 1936

O Delaware, localizado na fronteira entre as regiões Norte e Sul dos Estados Unidos, possuía características de ambas. Tal como os estados do Norte, possuía uma economia baseada principalmente no comércio, e com uma indústria, tal como a produção de químicos e a refinação de trigo, em rápida expansão. Porém, a proximidade com o estado esclavagista de Maryland - onde o uso de escravos era comum nas fazendas de tabaco do estado - fez com que o uso de mão-de-obra escrava se tornasse comum no Delaware. O pouco uso destes fez com que muitos donos de escravos os libertassem . Em 1860, o Delaware possuía uma população de aproximadamente 90 mil habitantes, dos quais 1,8 mil eram escravos, e 20 mil eram afro-americanos livres.

Em 1861, começou a Guerra Civil Americana . O Delaware decidiu oficialmente permanecer na União, mas, muita da população do estado simpatizava com a Confederação, acreditando que os estados tinham o direito de se separarem dos Estados Unidos, caso quisessem. A Proclamação de Emancipação de 1863, abolia a escravidão nos Estados Unidos, embora não nos estados que haviam permanecido na União (Delaware e Maryland). Em 1865, após o final da Guerra Civil, a décima terceira emenda à Constituição americana abolia oficialmente o uso do trabalho escravo no estado. O Delaware tentou continuar com o uso do trabalho escravo após a Guerra Civil, sem sucesso.


Rio Delaware

Após a guerra, o Delaware entrou numa fase de prosperidade económica. Foram construídas vias férreas, o sector agrícola do estado prosperou, e o Delaware entrou numa fase de rápida industrialização.

Em 1897, adoptou sua actual constituição. A fase de prosperidade económica durou até à Grande Depressão da década de 1930. A Grande Depressão, grande repressão económica no estado, causando endividamento, falência e fecho de fábricas e instituições comerciais, desemprego e miséria. Estes efeitos seriam minimizados ao longo do final da década, por medidas sócio-económicas, tais como programas de assistência socio-económica e programas públicos. A Segunda Guerra Mundial acabou com a recessão económica, e o Delaware continuaria a industrializar-se rapidamente, com diversas empresas petro-químicas fundando fábricas no estado, até a década de 1960.

Em 1980, uma nova emenda à Constituição do Delaware passou a limitar os gastos do governo do estado, que não poderiam superar 95% da receita. Em 1981, o Financial Center Development Act foi aprovado, em resposta à queda do crescimento económico do Delaware, durante o final da década de 1970. O acto diminuiu sensivelmente os regularmentos impostos pelo estado para empresas financeiras, especialmente quanto aos juros que as empresas poderiam cobrar de seus clientes. Isto atraiu várias instituições financeiras para o Delaware, que se instalaram principalmente em Wilmington. Isto gerou um grande número de postos de empregos, mantendo baixa a taxa de desemprego do estado, os gastos quanto à assistência sócio-económica para os necessitados, e manteve alto o crescimento populacional do estado. Com mais renda gerada através de impostos (primeiramente pelo imposto de renda numa população em rápido crescimento), o governo do Delaware diminuiu, na década de 1980, o imposto de renda estadual quatro vezes, sem prejudicar o orçamento do governo. O turismo também se tornou uma crescente importante fonte de renda do estado durante a década de 1980.

Geografia


Pensilvânia

O Delaware limita ao norte com a Pensilvânia, ao sul e ao oeste com Maryland, a leste com a baía de Delaware, pela qual faz fronteira com a Nova Jersey, e a sudeste com o oceano Atlântico. O litoral do Delaware, ao longo do Atlântico, possui cerca de 45 quilômetros de comprimento, que aumentam para 613 quilómetros, quando o litoral formado por estuários, baías e ilhas costeiras são incluídos. A fronteira do Delaware com a Pensilvânia é a única fronteira entre dois estados, que possui o formato de um arco, cujo cognome é Twelve Mile Circle ("Círculo de Doze Milhas").

O Delaware, junto com parte do litoral de Maryland e dois condados da Virgínia, formam a península de Delmarva, abreviatura do nome dos estados que a formam: Delaware, Maryland e Virigínia. A península de Delmarva situa-se entre as baías de Delaware e Cheasapeake, num interessante acidente geográfico. O rio Delaware é o maior e o mais importante rio do estado; outros rios importantes são o Christina e o Brandywine. O Christina permite a navegação de grandes navios até Wilmington, e de pequenos navios até Newport. Todos os rios que cortam o Delaware desaguam no oceano Atlântico. O Delaware possui cerca de 50 lagos. Florestas cobrem aproximadamente 30% do estado.

O Delaware pode ser dividido em duas regiões geográficas distintas:


Maryland

As Planícies Costeiras do Atlântico ocupam a maior parte do Delaware. O terreno desta região é plano, pouco acidentado, arenoso e de baixa altitude, raramente ultrapassando os 25 metros de altitude.
O Piemonte é uma pequena faixa de terra localizada no extremo norte do Delaware, que não possui mais do que 15 quilómetros de comprimento. Esta região caracteriza-se pelo seu terreno acidentado, com morros e férteis vales. O Piemonte é a região de maior altitude do estado. O ponto mais elevado do Delaware, que está localizado a 135 metros acima do mar, localiza-se nesta região.

Clima

O norte do Delaware possui um clima temperado continental, enquanto a região sul do estado possui um clima subtropical. A localização, próxima do oceano Atlântico e ao sul de cadeias montanhosas na Pensilvânia (que servem como obstáculos contra frentes frias vindas do norte) fazem com que os invernos sejam amenos. A temperatura no Delaware varia pouco de região para região, por causa do pequeno tamanho do estado. A variação é de 2°C no verão e de 1°C no inverno, com temperaturas médias diminuindo, à medida em que se viaja em direcção ao norte.


Missouri

A temperatura média do Delaware no inverno é de 2°C, enquanto a temperatura média do estado no verão é de 24°C. Tanto a temperatura mais baixa quanto a temperatura mais alta já registadas no foram registadas em Millsboro. A cidade registrou a temperatura mais baixa já registrada no estado, de -27°C, em 17 de janeiro de 1893. A temperatura mais alta já registrada no estado, de 43°C, em 21 de Julho de 1930. Millsboro é a única cidade americana que regista, tanto a temperatura mais alta quanto a mais baixa de um dado estado, juntamente com Warsaw, no Missouri.

A taxa de precipitação média anual de chuva do Delaware é de 114 centímetros, maior ao longo do litoral e menor no interior (especialmente no extremo norte do estado). A precipitação média anual de neve no Delaware varia entre 46 centímetros no norte, 36 centímetros no sudoeste, e 30 centímetros ao longo do litoral.

(continua)

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MensagemAssunto: Em 7 de Dezembro de 1787   Dom Dez 07, 2008 3:38 pm

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(conclusão)

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Política


Vista do Capitólio Estadual de Delaware, em Dover

A actual Constituição do Delaware foi adoptada em 1897. Outras constituições anteriores foram aprovadas em 1776, em 1792 e em 1831. Emendas à Constituição são propostas pelo Poder Legislativo do Delaware, e para serem aprovadas, precisam receber, pelo menos 51% do Senado e da Câmara dos Representantes do estado, e dois terços dos votos da população eleitoral do Delaware, num referendo. A população do estado também pode propor emendas à Constituição através da colecta de um certo número de abaixo-assinados. Quando este abaixo-assinado é aceite pelo governo, para ser aprovado, precisa receber aprovação de ao menos um quarto dos membros de ambas as câmaras do Poder Legislativo do Delaware, e então pelo menos 51% dos votos da população eleitoral. Emendas também podem ser propostas e introduzidas por convenções constitucionais, que precisam receber ao menos 51% dos votos de ambas as câmaras do Poder Legislativo e dois terços dos votos da população eleitoral, num referendo.

O principal oficial do Poder Executivo no Delaware é o governador. Este é eleito pelos eleitores do estado para mandatos de até quatro anos, podendo ser reeleito apenas uma vez. Os eleitores do "Primeiras Ordens" também elegem à parte o tenente-governador, o Secretário de estado e o Secretário de estado, entre outros oficiais executivos.


Legislative Hall

O Poder Legislativo do Delaware - também chamado de Assembleia Geral - é constituído pelo Senado e pela Câmara dos Representantes. O Senado possui um total de 21 membros e a Câmara dos Representantes um total de 41 membros. O Delaware está dividido em 21 distritos senatoriais e 41 distritos representativos. Os eleitores de cada distrito elegem um senador/representante, que irá representar tal distrito no Senado/Câmara dos Representantes. O mandato dos senadores é de quatro anos, enquanto os representantes são eleitos para mandatos de até dois anos de duração.

A corte mais alta do Poder Judicial do Delaware é a Suprema Corte do Delaware, composta por quatro juízes e um chefe de justiça. Outras cortes do Poder Judicial do estado são a Corte Superior, o Delaware's Court of Chancelery (que lida com disputas corporais), as Cortes Familiares (lida com processos familiares) e o Common Pleas Cour. Todos os juízes do Poder Judicial do Delaware são escolhidos pelo governador, para mandatos de até 12 anos de duração.

O Delaware está dividido em três condados - Kent, Newcastle e Sussex. Cada um dos condados é administrado por uma comissão composta por um dado número de membros (sete em Kent, seis em Newccastle e cinco em Sussex). Estes membros são eleitos pela população de seus respectivos condados para mandatos de até quatro anos de duração.


Rio Delaware

Cerca da metade da receita do orçamento do governo do Delaware é gerada por impostos estaduais. O restante vem de verbas recebidas do governo nacional e de empréstimos. Em 2002, o governo do estado gastou 4,646 bilhões de dólares, tendo gerado 4,882 bilhões de dólares. A dívida governamental do Delaware é de 4,038 bilhões de dólares. A dívida per capita é de 5 010 dólares, o valor dos impostos estaduais per capita é de 2 697 dólares, e o valor dos gastos governamentais per capita é de 5 764 dólares.

Demografia

O censo nacional de 2000 estimou a população do Delaware em 783 600 habitantes, um crescimento de 17,5% em relação a 1990, de 666 168 habitantes. Uma estimativa realizada em 2005 estima a população do estado em 843 524 habitantes, um crescimento de 26,6% em relação a 1990, de 7,6%, em relação a 2000, e de 1,6% em relação à população estimada em 2004.

O crescimento populacional natural do Delaware entre 2000 e 2005 foi de 21 978 habitantes - 58 699 nascimentos e 36 721 óbitos - o crescimento pela imigração foi de 27 912 habitantes, enquanto que a migração interestadual resultou num ganho de 11 226 habitantes. Entre 2000 e 2005, a população do Delaware cresceu em 59 924 habitantes, e entre 2004 e 2005, em 13 455 habitantes.


Delawere county map

Raças e etnias

Composição racial da população do Delaware:

72,5% Brancos
19,2% Hispânicos
4,8% Afro-americanos
2,1% Asiáticos
0,3% Nativos americanos
1,7% Duas ou mais raças

Distribuição da densidade populacional do Delaware.

Pirâmide etária do Delaware.Os cinco maiores grupos étnicos do Delaware são afro-americanos (que compõem 19,2% da população do estado), irlandeses (16,6%) alemães (14,3%), ingleses (12,1%) e italianos (9,3%).

A população do Delaware possui a maior percentagem de afro-americanos de qualquer estado americano, localizado ao norte de Maryland, bem com a maior percentagem de afro-americanos livres (17%), antes da Guerra Civil Americana. 90,5% da população do estado, com mais de cinco anos de idade, têm o inglês como idioma materno e 4,7% o espanhol. O francês é o terceiro idioma mais falado no estado, com 0,7%, seguido pelo chinês e pelo alemão, cada um com 0,5%.


Pirâmide etária do Delaware

Religião

Percentagem da população do Delaware por religião:

Cristianismo – 79%
Protestantes – 68%
Igreja Batista – 22%
Igreja Metodista – 21%
Igreja Luterana – 4%
Igreja Presbiteriana – 3%
Igreja Pentecostal – 3%
Outras afiliações protestantes – 15%
Igreja Católica Romana – 10%
Outras afiliações cristãs – 1%
Outras religiões – 2%
Não-religiosos – 19%

Principais Cidades

Bear
Brookside
Claymont
Elsmere
Glasgow
Hockessin
New Castle
Newark
Wilmington
Dover
Georgetown
Lewes
Middletown
Milford
Rehoboth Beach
Seaford
Smyrna

Economia


Moeda de 20 centavos de dólar americano do Delaware

O produto interno bruto do Delaware foi de 49 bilhões de dólares. A renda per capita do estado, por sua vez, foi de 34 199 dólares, o nono maior entre os 50 estados americanos. A taxa de desemprego é de 4,4%.

O sector primário responde por 1% do PIB do Delaware, com 2,6 mil fazendas, que ocupam cerca de metade do estado. A agricultura e a pecuária respondem juntas por 1% do PIB e empregam aproximadamente 9,6 mil pessoas. Leite é o principal produto agropecuário do Delaware, que produz mais de 25% de todas as cerejas consumidas no país. Os efeitos da pesca e da silvicultura são diminutos, nempregando juntas cerca de mil pessoas. O valor da pesca colectada anual é de 28 milhões de dólares.


Delaware memorial bridge

O sector secundário responde por 20% do PIB do Delaware. O valor total dos produtos fabricados no estado é de 28 bilhões de dólares, sendo os principais produtos industrializados: equipamentos de transporte (sobretudo automóveis), produtos químicos, alimentos industrializados e papel. A indústria de manufatura responde por 15% do PIB, empregando aproximadamente 56 mil pessoas. A indústria de construção responde por 5% do PIB e emprega aproximadamente 32 mil pessoas. Os efeitos da mineração são pouco interessantes, empregando cerca de 200 pessoas.

O sector terciário responde por 79% do PIB do Delaware. A prestação de serviços financeiros e imobiliários, por mais de 38% doPIB, empregando aproximadamente 70 mil pessoas. Cerca de 16% do PIB é gerado através da prestação de serviços comunitários e pessoais. Este sector emprega cerca de 150 mil pessoas. O comércio por atacado e varejo responde por 11% do PIB e emprega aproximadamente 103 mil pessoas. Serviços governamentais respondem por 9% do PIB, empregando aproximadamente 66 mil pessoas. Transportes, telecomunicações e utilidades públicas empregam 19 mil pessoas, e respondem por 5% do PIB. Toda a eletricidade produzida no Delaware é gerada em fábricas termolétricas a carvão, gás natural ou petróleo.

Educação

O Delaware instituiu um sistema de fundos públicos em 1796, para serem utilizados para fins educacionais, mas não seriam utilizados até 1818, quando o estado liberou mil dólares para cada condado.

Em 1829, o Delaware dividiu o estado em diferentes distritos escolares, cada um com direito a receber do estado até 300 dólares anuais, estabelecendo assim as primeiras escolas públicas do estado. Até então, crianças de famílias pobres eram obrigadas a estudar, ou em escolas administradas por instituições religiosas (as primeiras tendo sido fundadas durante o início do século XVII) ou a não estudarem.


Universidade de Delaware

Actualmente, todas as instituições educacionais precisam seguir regras e padrões ditadas pelo Departamento de Educaçãodo Delaware , composto por sete membros, indicados pelo governador, para mandatos de 4 anos .

Este departamento, chefiado pelo Secretário de Educação, controla directamente o sistema de escolas públicas do estado, dividido em diferentes distritos escolares. Cada cidade primária (city), diversas cidades secundárias (towns) e cada condado, é servida por um distrito escolar. Nas cidades, a responsabilidade de administrar as escolas é do distrito escolar municipal, enquanto que em regiões menos densamente habitadas, esta responsabilidade é dos distritos escolares, operando em todo o condado em geral. O Delaware permite a operação de escolas charter - escolas públicas independentes, que não são administradas por distritos escolares, mas que dependem de verbas públicas para operarem. Atendimento escolar é compulsório para todas as crianças e adolescentes com mais de cinco anos de idade, até à conclusão do segundo grau ou até aos dezesseis anos de idade.

Em 1999, as escolas públicas atenderam cerca de 112,8 mil estudantes, empregando aproximadamente 7,3 mil professores e as escolas privadas atenderam cerca de 22,8 mil estudantes, empregando aproximadamente 1,8 mil professores. O sistema de escolas públicas do estado consumiu cerca de 873 milhões de dólares, e o gasto das escolas públicas foi de aproximadamente 8,3 mil dólares por estudante. Cerca de 88,7% dos habitantes do estado, com mais de 25 anos, possuem um diploma de segundo grau.

A primeira biblioteca do Delaware foi fundada em 1754, em Wilmington. Atualmente, o estado possui 57 sistemas de bibliotecas públicas, que movimentam anualmente uma média de 5,8 livros por habitante. A primeira instituição de educação superior do Delaware foi o Newark College - atual Universidade de Delaware - fundada em 1833, em Newark. O Delaware possui atualmente dez instituições de educação superior, das quais cinco são públicas e cinco são privadas.

Transportes e telecomunicações


Vista da Delaware Memorial Brige.

O sistema de transportes é administrada pelo Departamento de Transportes de Delaware, que se responsabiliza pela remoção de neve de vias públicas estaduais, da administração de rodovias pedestres e da infraestrutura de tráfego, como sinais e placas de trânsito. Em 2002, o Delaware possuía 365 quilómetros de ferrovias e em 2003, 9 485 quilómetros de vias públicas, dos quais 66 eram rodovias interestaduais, parte do sistema rodoviário federal dos Estados Unidos. O Delaware possui cerca de 1,4 mil pontes, 30% das quais foram construídas antes da década de 1950. 95% das pontes e 90% das vias públicas do estado são administradas pelo Departamento de Transportes de Delaware.

O primeiro jornal do Delaware foi o Delaware Gazette, que foi publicado pela primeira vez em 1764, em Wilmington. Actualmente, cerca de 17 jornais são publicados no estado, sendo dois diários. A primeira estação de rádio do Delaware foi fundada em 1922, em Wilmington e a primeira de televisão foi fundada em 1949, também em Wilmington. Hoje, o Delaware possui 21 estações de rádio - das quais 9 são AM e 12 FM - e 13 estações de televisão.

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MensagemAssunto: Em 8 de Dezembro de 1477...   Dom Dez 07, 2008 10:11 pm

A 8 de Dezembro de 1477, o Papa Sisto IV instituia a festa da Imaculada Conceição da Virgem Maria.


O Papa Sisto IV nomeia Bartolomeo Platina prefeito da Biblioteca Vaticana

Papa Sisto IV, nascido Francesco Della Rovere, OFM (Albisola, 21 de Julho de 1414 - Roma, 12 de Agosto de 1484) foi Papa de 9 de Agosto de 1471 até a data da sua morte. Essencialmente um príncipe da Renascença, é conhecido por ter ordenado a construção da Capela Sistina na qual uma equipa de artistas se reuniu, para produzir uma obra-prima (o tecto pintado por Michelangelo Buonarroti foi adicionado posteriormente).

Nasceu numa modesta família em Albisola, perto de Savona, na Ligúria. Juntou-se à Ordem Franciscana, e as suas qualidades intelectuais revelaram-se, enquanto estudava filosofia e teologia na Universidade de Pavia. Leccionou em várias universidades de Itália. Foi Ministro Geral da Ordem Franciscana em 1464 e nomeado Cardea pelo Papa Paulo II .


Papa Júlio II

O seu pontificado ficou marcado pelo nepotismo: era tio do futuro Papa Júlio II e corresponde a uma época de expansão territorial dos Estados Papais.

Sisto IV consentiu a Inquisição espanhola e escreveu uma bula em 1478 estabelecendo-a em Sevilha, sob pressão política do Rei Fernando I de Aragão, que ameaçou retirar o seu apoio militar na Sicília. Mesmo assim, Sisto protestou sobre o protocolo e prerrogativas jurisdicionais, e ficou insatisfeito pelos excessos da Inquisição, tomando medidas a condenar os mais flagrantes abusos, em 1482.


Imaculada Conceição

Quanto a assuntos eclesiásticos, Sisto IV instituiu a festa (8 de Dezembro) da Imaculada Conceição da Virgem Maria. Anulou, em 1478, os decretos reformistas do Concílio de Constança.

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MensagemAssunto: Em 9 de Dezembro de 1573...   Seg Dez 08, 2008 10:48 pm

A 9 de Dezembro de 1573, falecia André de Resende, grande pensador humanista português.


André de Resende

André de Resende (Évora, por volta de 1500 — 9 de Dezembro de 1573) foi um intelectual, um teólogo, um arqueólogo, um especialista da Grécia e da Roma antiga, em suma um grande pensador humanista português. Foi também mestre de Dom Duarte.

Vida

Filho de Pero Vaz de Resende e de Ângela Leonor de Góis, abusado sexualmente pelo Pai inúmeras vezes. ficou órfão de pai muito cedo, ingressando aos dez anos no convento da Ordem de São Domingos.

Em 1533, sabemo-lo de novo em Portugal, no convento de São Domingos, em Évora, sendo então convidado para mestre do infante D. Duarte, que aceitou, transferindo-se da ordem dominicana para a situação de clérigo secular. Regia, simultaneamente, a cadeira de humanidades na Universidade de Lisboa, passando a leccionar, em 1537, na de Coimbra.


D. Duarte

André de Resende foi, provavelmente, o pioneiro da arqueologia em Portugal, à qual se dedicou com zelo, devendo-se-lhe o primeiro estudo dos monumentos epigráficos da época romana em Portugal.

Teve uma profunda acção como ideólogo do Renascimento e como pedagogo divulgador dos estudos latinos e gregos, tendo deixado uma vasta produção literária, em latim e português. Órfão de pai, desde tenra idade, André de Resende cedo deixa a sua casa, para seguir os estudos.

De 1513 a 1517 estuda em Alcalá de Henares, passando, no ano seguinte, ao Estudo de Salamanca, onde se doutorou, tendo como mestre de Grego, Latim e Retórica, o seu compatriota Aires Barbosa.


Alcalá de Henares

Entre 1518 e 1526, vai até ao sul da França e demora-se por lá dois anos, repartidos entre Marselha e Aix, tendo recebido nesta última cidade as ordens de diácono. Em 1529 estava em Lovaina, entregue a uma grande actividade literária, que culminaria no Encomium urbis et academiae Lovaniensis e no Erasmi Encomiu, dado a lume em Basileia, em 1531.

Provavelmente em 1530, frequenta a Universidade de Paris, onde, segundo o seu próprio testemunho, cursa as aulas de Grego, regidas por Nicolau Clenardo, que tinha conhecido em Lovaina e a quem havia de ir buscar a Salamanca, em Novembro de 1533, por incumbência de D. João II, para preceptor do infante D. Henrique, o futuro cardeal-rei.


D. Henrique (Cardeal)

Lovaina a cidade belga onde tomou contacto com as correntes humanistas, tornando-se amigo de personalidades próximas do grande pensador Erasmo.

Em 1531 passa a residir em casa do embaixador português junto da corte de Carlos V em Bruxelas, D. Pedro Mascarenhas, entrando assim no séquito do diplomata. Mas já então os novos deveres cortesãos obrigam Resende à memória histórico-patriótica e ao poema de circunstância, como foi o Genethliacom Principis Lusitani, composto para celebrar o nascimento do infante D. Manuel, filho de D. João III e D. Catarina.

O seu itinerário coincide com o do embaixador, que ele acompanha por toda a parte. Em 1533 regressa definitivamente ao Reino, indo acolher-se ao seu convento de Évora e, depois, em casa própria. Começa então o ciclo da sua actividade intelectual em Portugal. É a instâncias suas que Clenardo e Vaseu vêm reger em Portugal: o primeiro em Évora, em 1533, e o segundo no Estudo de Braga, em 1538.


Lovaina

Vivamente interessado pela arqueologia romana, foi o primeiro a interessar-se pelos restos e antiqualhas encontradas, mas não o move ainda o espírito científico, não hesitando em falsificar inscrições epigráficas. Em vernáculo legou mais dois opúsculos históricos: A Santa Vida e Religiosa Conversação de Frei Pedro e a Vida do Infante D. Duarte, que ficou inédita até 1789, data em que por imcumbência da Academia das Ciências de Lisboa, a publicou o abade José Correia da Serra.

A sua ossada repousa na Sé de Évora.


Sé de Évora

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MensagemAssunto: Em 10 de Dezembro de 1991...   Qua Dez 10, 2008 12:11 am

A 10 de Dezembro de 1991, a região de Nagorno-Karabakh proclamava a sua independência


Robert Kocharian

O Nagorno-Karabakh ou Alto Carabaque[1] (em arménio: Լեռնային Ղարաբաղ, transl. Lernayin Gharabagh; em azeri: Yuxarı Qarabağ ou Dağlıq Qarabağ, respectivamente "Alto Karabakh" e "Karabakh montanhoso") é uma região da antiga República Socialista Soviética do Azerbaijão, situada no sul do Cáucaso. Localiza-se a cerca de 270 quilómetros a oeste da capital do Azerbaijão, Baku. A região, historicamente conhecida como Artsakh (em arménio: Արցախ), estava sob jurisdição do Azerbaijão, quando foi povoada por arménios, devido a uma decisão de Josef Stalin, em 1923.

Geografia


Área controlada pelos armênios.Superfície: 4.400 km²

População: 145.000 hab. (est. 2002), a grande maioria de etnia arménia (95%) e 5% de minorias étnicas.
A capital é a cidade de Stepanakert.
Esta província arménia, autoproclamada república independente, em 10 de Dezembro de 1991, não reconhecida por nenhum país, à excepção da Arménia, fica situada no maciço do Pequeno Cáucaso. O seu relevo culmina no monte Giamys. O rio Terter é o seuprincipal curso de água.

Economia


Mapa das subdivisões em Nagorno-Karabakh.

Nas encostas e nos vales cultivam-se árvores de fruto, tabaco e vinhas, além de cereais e algodão. A sericultura e a criação de gado bovino, ovino e suíno estão muito difundidas. O principal centro industrial, até ao conflito em 1991 era a cidade de Stepanakert. As indústrias mais importantes eram as madeireiras e as alimentares.

História

Nagorno-Karabakh é um enclave de população arménia cristã, encravado no Azerbaijão, país maioritariamente islâmico onde, entre 1987 e 1988, deflagrou um conflito extremamente sangrento, que foi ainda mais encarniçado, devido ao progrom massivo antiarménio, organizado pela cidade de Sumgait no Azerbaijão, no final de Fevereiro de 1988 - a primeira explosão de violência étnica nesta antiga república soviética.


Brasão de armas de Nagorno-Karabakh

Em Novembro de 1991, esperando debelar aquelas contestações arménias, o parlamento daquele país aboliu o estatuto de autonomia da região. Como resposta, os arménios de Nagorno-Karabakh realizaram um referendo, em 10 de Dezembro de 1991, no qual a esmagadora maioria da população votou pela independência. A comunidade azeri local boicotou o referendo.

Esses acontecimentos conduziram a acções violentas contra arménios que viviam em Baku e por todo o Azerbaijão e de azerbaijãos residentes na Arménia. Como resultado, uma vasta maioria de azerbaijãos da Arménia e arménios no Azerbaijão (excepto Nagorno-Karabakh), viram-se obrigados a fugir para os países de origem.


Stepanakert

Aos eventos de violência civil seguiu-se uma guerra entre a Arménia e o Azerbaijão . As acções militares foram fortemente influenciadas pela inspiração militar russa. As vitórias das ofensivas arménias nos anos seguintes, proporcionaram-lhe o controle de grande parte do território, até que, em 12 de Maio de 1994, foi negociado um acordo de cessar-fogo, ainda hoje em vigor .

Actualmente, Nagorno-Karabakh é de facto um estado independente autoproclamado República de Nagorno-Karabakh. Está fortemente dependente da República da Armnia e usa a sua moeda, o dram.


Mamik and Babik

Os sucessivos governos arménios têm resistido à pressão interna de unir o Nagorno-Karabakh àquele país, temendo as represálias do Azerbaijão e da comunidade internacional, que considera Nagorno-Karabakh parte do Azerbaijão. As políticas arménias e do Nagorno-Karabakh estão tão intimamente ligadas, que um antigo primeiro-ministro da República do Nagorno-Karabakh, Robert Kocharian, tornou-se primeiro-ministro (1997) e depois presidente arménio (de 1998 até ao presente).


Bandeira de Nagorno-Karabakh

Em Setembro de 2004, houve conversações entre os presidentes da Arménia e do Azerbaijão, mas a disputa por esse território continua e o futuro permanece incerto.

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MensagemAssunto: Em 11 de Dezembro de 1936...   Qua Dez 10, 2008 10:31 pm

A 11 de Dezembro de 1936,Eduardo VIII abdicava do trono inglês, a favor de seu irmão mais novo, Jorge.


Eduardo VIII

Eduardo VIII do Reino Unido (23 de Junho 1894 – 28 de Maio 1972) foi Rei de Inglaterra, de 20 de Janeiro de 1936 até à sua abdicação, a 11 de Dezembro no mesmo ano. Era o filho mais velho do Rei Jorge V e da princesa Maria de Teck.

Biografia

Como filho mais velho de Jorge V, Eduardo (conhecido por David em família) foi feito Príncipe de Gales em 1910, depois da ascensão do pai à coroa.


Eduardo e Wallis

Em 1930, Eduardo conheceu Wallis Simpson, uma americana em processo de divórcio, por quem se apaixonou. A relação amorosa não foi aceite pela família real, que se recusou receber Eduardo na presença dela, e resultou num afastamento de Eduardo do pai e irmãos.

Em Janeiro de 1936, Eduardo tornou-se Rei e manifestou a sua intenção de casar com Mrs Simpson, assim que o divórcio dela fosse declarado. A ideia provocou uma onda de protestos da família real, dos políticos e da Igreja Anglicana.


Stanley Baldwin

Após ver a sua sugestão de realizar um casamento morganático rejeitada pelo Primeiro-ministro, Stanley Baldwin, Eduardo VIII tomou uma decisão drástica. Em Dezembro do mesmo ano, anunciou a sua abdicação, argumentando que seria incapaz de carregar o peso da coroa, sem o apoio da mulher que amava. A coroa passou então para o seu irmão mais novo e Eduardo tornou-se Duque de Windsor, voltando à sua condição de príncipe do Reino Unido.

A 3 de Junho de 1937, Eduardo casou com Wallis, numa cerimónia privada em França, à qual faltou a família real britânica.



A relação com a família permaneceu tensa, com a recusa de reconhecimento da nova Duquesa de Windsor. O casal foi impedido de estabelecer residência nas Ilhas Britânicas e, em troca, Eduardo obrigou a coroa a pagar uma soma avultada pela devolução do Castelo de Sandringham e do Castelo de Balmoral, que eram sua propriedade pessoal, enquanto filho mais velho de Jorge V. A simpatia de Eduardo para com o regime nazi e a visita que fez em 1937 a Adolf Hitler não contribuíram para a melhoria das relações.

Durante a Segunda Guerra Mundial, devido às suspeitas de simpatias pela Alemanha, foi desterrado para as Antilhas como governador-geral, para evitar que se tornasse um fantoche alemão.

Eduardo tentou, em vão, durante a sua vida, obter para sua esposa o título de "Alteza Real".


Duques de Windsor

Morreu em Paris, em 1972, e está sepultado no Castelo de Windsor.

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MensagemAssunto: Em 12 de Dezembro de 1963...   Qui Dez 11, 2008 11:21 pm

A 12 de Dezembro de 1963, o Quénia tornava-se independen te da Inglaterra.


Brasão do Quénia

O Quénia (português europeu) ou Quênia (português brasileiro) (em suaíli e inglês Kenya) é um país da África Oriental, limitado a norte pelo Sudão e pela Etiópia, a leste pela Somália e pelo oceano Índico, a sul pela Tanzânia e a oeste pelo Uganda. Capital: Nairobi.

História

Na Conferência de Berlim de 1885, onde se delimitaram as áreas de influência das potências européias, o Quénia foi entregue ao Reino Unido, que o confiou, em regime de monopólio, à Companhia Imperial da África Oriental Britânica. Em 1887 a companhia comercial assegurou o arrendamento da faixa costeira, cedida pelo sultão de Zanzibar.

Nas duas décadas que precederam a Segunda Guerra Mundial, os europeus monopolizaram as melhores terras cultiváveis, e teve início um confronto político entre britânicos e indianos, que se consideravam insuficientemente representados nos órgãos de governo da colónia.


Bandeira do Quénia

A Associação Central dos Kikuyu, fundada em 1921, também passou a exigir participação no poder. Em 1944, foi formada uma organização nacionalista, a União Africana do Quénia (KAU), que pregava a redistribuição da terra e tinha como líder Jomo Kenyatta.

Em 1952, a sociedade secreta kikuiu, ou Mau Mau, levantou-se contra o domínio colonial, na denominada revolta dos Mau-Mau, que deu origem a uma longa guerra, que se prolongou até 1960. A KAU foi proscrita e Kenyatta, líder da rebelião, preso. A eleição de 1961 levou os dois partidos africanos, a União Nacional Africana do Quénia (KANU) e a União Democrática Africana do Quénia, a aliarem-se no governo.


Jomo Kenyatta

Em Dezembro de 1963, o Quénia tornou-se Estado independente, membro da Commonwealth, e constituiu-se em república no ano seguinte, sob a presidência do carismático Kenyatta (KANU), o qual foi reeleito em 1969 e 1974.

Política

A política do Quénia foi caracterizada, desde a independência, por um regime presidencialista altamente centralizado, apesar da Constituição democrática multipartidária ser nominalmente respeitada. Na realidade, a KANU (sigla do nome em língua inglesa da União Nacional Africana do Quénia) foi o partido maioritário e, em 1982, a Assembleia Nacional emendou a Constituição, tornando o país monopartidário. Este estado de coisas durou até 1991, quando a Assembleia revogou aquela disposição, mas nas eleições de 1992 e 1997, o presidente Daniel Arap Moi e a KANU mantiveram, respectivamente, as posições presidencial e de maioria no Parlamento.

Em 2002, Mwai Kibaki tornou-se no primeiro candidato presidencial da oposição a vencer uma eleição no país, desde a independência. A sua coligação manteve-se coesa, graças às promessas de reformas constitucionais e às garantias de Kibaki de que iria nomear representantes de todos os grupos étnicos principais do Quénia, para lugares importantes. A sua negligência em cumprir estas promessas depois das eleições, causaram vários focos de tensão.


Nairobi, capital do país.

O Movimento Laranja, ou Orange Democratic Movement Party of Kenya, liderado por Raila Odinga, concorreu às eleições de Dezembro de 2007, tendo ganho a maior bancada do Parlamento, mas não vendo o seu lugar na presidência confirmado pelas autoridades do escrutínio.

Apesar das eleições terem sido consideradas fraudulentas por muitos observadores e os resultados mostrarem uma divisão étnica do voto, Kibaki negou as alegações de fraude e, a 8 de Janeiro de 2008, nomeou o seu novo gabinete. Odinga, convocou manifestações que levaram a um banho de sangue, com mais de 1000 mortos e 250 mil deslocados.

Depois duma longa campanha de mediação, presidida pelo antigo Secretário-Geral da ONU, Kofi Annan (na qual também participou Graça Machel) e duma visita-relâmpago do actual, Ban Ki-Moon, Kibaki e Odinga concordaram em assinar, a 28 de Fevereiro de 2008, um acordo denominado “National Accord and Reconciliation Act” ("Acordo sobre a Nação e a Reconciliação"), que inclui a formação dum governo de coligação e a nomeação de Odinga como Primeiro-Ministro, com poderes executivos. Com as respectivas emendas na Constituição, o Quénia poderá assim tornar-se mais uma democracia parlamentar.

Subdivisões


Províncias do Quénia

O Quénia divide-se em 7 províncias (mkoa) e uma área

Central
Costa
Oriental
Área de Nairobi
Nordeste
Nyanza
Vale do Rift
Ocidental

Geografia


Quénia

O Quénia está situado na África oriental,tendo fronteiras a leste com a Somália, a norte com a Etiópia e o Sudão, a oeste com o Uganda, a sudoeste com a Tanzania e a sueste é banhado pelo Oceano Índico.

A parte ocidental faz parte do sistema de depressões do Vale do Rift, que deu origem aos grandes lagos africanos, e essa zona do país é banhada por dois dos maiores: o lago Vitória e o lago Turkana. As falhas do Rift são rodeadas por montanhas, algumas das quais de origem vulcânica, que atingem o ponto mais alto no centro do país, no Monte Quénia, com 5199 m. A leste e a sul, o relevo suaviza-se, em especial junto à fronteira da Somália, onde se estende uma extensão significativa de planície.

Economia


Quénia

Os principais produtos agrícolas quenianos são chá, café, milho, trigo, laranja, banana, abacaxi, abacate, girassol, soja, sisal, algodão, coco, cana de açúcar, batata, tomate, cebola, arroz, feijão, mandioca e caju. A pecuária tem como predominante a cultura de bovinos, suínos e caprinos, além de piscicultura e avicultura (incluindo galinhas, perus, patos, gansos e pavões).

Os minerais extraídos são a pedra calcária, trona (carbonato de sódio), ouro, sal e flúor. A indústria queniana produz plásticos, refinação de petróleo, artefactos de madeira, tecidos, cigarros, couro, cimento, metalurgia e comida enlatada.

O turismo também rende bons lucros, principalmente na costa(litoral) e na savana queniana. A exportação é forte em chá e café, enquanto que as importações incluem maquinaria, alimentos, equipamentos de transporte e petróleo (e seus derivados).

Demografia


Mulheres da tribo Pokot

Valores estimados para Julho de 2006, pelo The World Factbook da CIA:

População: 34.707.817 habitantes
Estrutura etária:
0-14 anos: 42,6%
15-64 anos: 55,1%
65 anos ou mais: 2,3%
Idade mediana: 18,2 anos
Taxa de crescimento populacional: 2,57%
Taxa de natalidade: 39,72 nasc. por mil hab.
Taxa de fecundidade Total (TFT): 4,91 filhos por mulher
Taxa de mortalidade: 14,02 óbitos por mil hab.
Taxa de mortalidade infantil: 59,26 óbitos por mil hab.

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MensagemAssunto: Em 13 de Dezembro de 872...   Sab Dez 13, 2008 5:48 pm

A 13 de Dezembro de 872, era eleito o Papa João VII.


Papa João VIII

João VIII foi o 108º papa. Foi eleito em 13 de Dezembro de 872 e morreu em 16 de Dezembro de 882. Sucedeu ao Papa Adriano II.

Era romano e filho de Gundus.

Nascido no primeiro quartel do século IX, morreu envenenado.

Defendeu a Itália contra os sarracenos, derrotando-os em Terracina.


Carlos Magno

Em 875 coroou imperador o rei dos francos ocidentais, Carlos o Calvo, mas à morte deste, coroou imperador, o rei dos francos orientais, Carlos III o Gordo. Depois da coroação, o Imperador não manteve a ajuda prometida e o Papa foi derrotado pelos árabes. Pagou um grande tributo.

Embora sempre preocupado com a guerra, João não descuidou os assuntos espirituais. Insistiu na disciplina e na piedade. Tentou reintegrar Focio, patriarca de Constantinopla, na obediencia de Roma, sem resultado mas com muito esforço.


Focio


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MensagemAssunto: Em 14 de Dezembro de 1503...   Sab Dez 13, 2008 7:16 pm

A 14 de Dezembro de 1503, em Saint-Rémy-de-Provence, nascia Nostradamus, famoso pela sua suposta capacidade de vidência.


Nostradamus

Michel de Nostredame ou Miquèl de Nostradama, mais conhecido como Nostradamus, (14 de Dezembro de 1503 ou 21 de Dezembro de 1503 –-2 de Julho de 1566) Foi um apotecário e pretenso médico da Renascença, que praticava a astrologia e a alquimia (como muitos dos médicos do século XVI). Ficou famoso pela sua suposta capacidade de vidência. Escreveu um livro de centúrias, versos codificados, que seriam previsões do futuro.

Sofria de Epilepsia psíquica, de gota e de insuficiência cardíaca. Morreu em 2 de Julho de 1566 em Salon-de-Provence, vítima de um edema cárdio-pulmonar.

Origens

Seus pais eram Jaumet (ou Jacques) de Nostredame e Reynière (ou Renée) de Saint-Rémy. Filho mais velho do casal ( eram 8 irmãos), Nostredame vem de seu bisavô judeu, que escolheu o nome de Pierre de Nostredame, aquando da sua conversão ao catolicismo.

Biografia



As Profecias de Nostradamus encontram-se ligadas à história do catolicismo, e em prefácios, aponta esta preocupação claramente. Foi considerado como homem erudito, além de seu tempo, o que se aliava ao facto de conhecer o latim e talvez grego , que lhe possibilitavam obter conhecimentos de fontes importantes. A sua grande erudição, conhecimentos de astrologia e astronomia, aliados à intuição permitiam-lhe um raciocínio bastante acurado sobre o futuro. De qualquer forma, gerou impacto em milhões de pessoas,que vêem lendo os seus escritos, ao longo de quase quinhentos anos.

Teve contacto com os três reis de França, Henrique II, Francisco II e Carlos IX, graças à rainha Catarina de Médicis, esposa do primeiro e mãe dos seguintes.


Catarina de Médicis

Há indícios de que tenha estudado Medicina, mas provas apontam que não se tenha formado, por ter sido expulso da escola de Montepellier; de qualquer maneir, dedicou muito do seu tempo ao estudo da Astrologia, Alquimia, Literatura e talvez Teologia.

Há rumores de que, muito jovem, depois de aprender latim, grego e hebraico, viajou por diversas cidades da França, permanecendo durante anos em Bordeaux,Agen e Avignhon, onde, dizem, combateu epidemias de peste, em condições bastante precárias. A sua ligação com a doença, pode ser constatrada num livro, que sobre ela escreveu mais tarde, e que o condenou a ficar sem família, numa viagem para Itália.

Nos seus versos, há citações de autores como Plutarco, Platão e Jamblico, de entre os filósofos gregos. Muitas destas informações foram coletadas pelo grupo "Nostradamus Research Group" abreviadamente NRG que, tendo a maioria de seus membros na Europa, pode pesquisar "in loco". Esse grupo aclarou muitas lendas, que cercam a personalidade de Nostradamus, porque além de formado por várias pessoas, há uma certa directriz para citar apenas o que seja real, bem demarcado de suposições e ditos, sem provas.


Nostradamus: Retrato original de seu filho César.

Casou numa pequena cidade, com uma viúva de nome Anna Gemella, de quem teve seis filhos. Passou a residir permanentemente em Salon de Provence.

Foi nessa altura que começou a escrever as suas Centúrias, quando já tinha fama, por publicar anualmente almanaques, o que fez por mais de dez anos. Estas, por sua vez , tinham muito de astrologia e as previsões escritas para os próximos tempos , em geral, de forma corrente. Havia sempre alguns versos que, muito mais tarde, seleccionaram dos almanaques e imprimiram como livro avulso. Não foi Nostradamus que fez isso, mas certamente pessoas interessadas em fazer dinheiro, que não se importaram em mutilar o escrito do sábio. Escreveu também um livro de receitas, principalmente de cosméticos. São-lhe atribuídas algumas traduções. Nas pesquisas do grupo NRG encontra-se a grande influência do livro de profecias Mirabilis Liber, que tinha grande curso na Europa medieval e de seu amigo François Rabelais, que se tornou famoso como escritor.

Num curto espaço de tempo, as profecias tornaram-se conhecidas, pelo acertar em certos acontecimentos. Na verdade encaixavam-se nos escritos, talvez por estes serem por demais sinóticos e obscuros.


Henrique II

O Rei Henrique II convidou-o a fazer uma viagem até Pari(1556), cidade que ficava a um mês de viagem da Provença (Salon) , onde residia. Conhece os filhos Francisco II e Carlos IX, que se tornaram reis, mas viveram pouco e governaram sob a regência de sua mãe Catarina. Com a morte do rei, três anos depois (considerada por alguns como prevista na Centúria I-35, embora o próprio Nostradamus não o confirmasse, aquando do falecimento do rei). De qualquer forma, essa quadra trouxe muita fama ao vidente. Estes acontecimentos, sempre encontrados depois do facto ocorrer, são denominados encaixes pelo NRG.

A estrela de Nostradamus brilhou com maior intensidade. Sua fama de adivinho prosseguiu, ultrapassando as fronteiras do seu país natal. Foi publicado na Alemanha, Áustria, Itália etc. Dizem que de todos os cantos da Europa chegavam celebridades, que o procuravam para conhecer o futuro, ou simplesmente para conhecê-lo pessoalmente.

A saúde do profeta começa a ser abalada, não acompanhando sua fama. Seus livros são editados na Itália e na Alemanha. Por conta da sua fama, muitos livros apareceram com quadras adicionais às suas centúrias, e que não podem ser com certeza atribuídos a Nostradamus. Nessa linha de adições são famosas as edições de Seve de 1605 e de Troyes de 1611.



Há pouco tempo, foram encontradas declarações de um pesquisador já falecido, Daniel Ruzo, que tais edições são falsas e foram produzidas em 1649. Os argumentos dele são muito eloquentes. As edições posteriores a esta são seguramente falsificações e, na Biblioteca de Paris, há mais de duzentas obras a cobrarem o mérito de serem produzidas por Nostradamus, mas são apenas falsificações.

Sofrendo de gota e artrite, piorou em meados de 1566, vindo a falecer dia 2 de Julho de 1566. Os seus restos mortais foram trasladados para uma outra igreja em Salon (a Igreja de São Lourenço) , onde permanecem até hoje.

Profecias


Centurias impressas em Turim em 1720

Suas profecias compõem-se de quadras, em versos métricos decassílabos, reunidas em grupos de cem, dai o nome de centúrias. Foram publicadas em várias ocasiões: uma pequena parte em 1555, outra em 1557, sendo que das três últimas centúrias conhecemos apenas edições póstumas.

Devido à fama que Nostradamus veio obtendo ao longo do tempo, muitos charlatães tentaram falsificar quadras e versos para fazer dinheiro. Na biblioteca de Paris, existem alguns livros escritos entre 1600 e 1900
que usam descaradamente o seu nome. O grupo NRG só reconhece como originais estas citadas. Infelizmente, o dinheiro foi o rumo que procuraram muitas obras, que falam do sábio e de sua obra, sem se importar realmente em descobrir quem era Nostradamus e o que desejava de facto.

Durante cerca de dez anos, publicou um almanaque anual, com fatos astrológicos, informações variadas e milhares de presságios. Alguns presságios escritos em verso ,mais precisamente cento e quarenta e um, foram estudados em separado, por serem muito similares às quadras das Profecias, mas eles são em muito reduzido número, em relação ao todo. Exegetas, que estudaram esta parte de seu trabalh, afirmam que se tratava de acontecimentos da sua época ou próxima, e portanto, de pouco valor para a época presente.


Previsões de Nostradamus

Segundo os entusiastas, Nostradamus teria previsto, entre outras coisas, a queda da União Soviética na quadra em que diz "Um dia serão amigos os dois grandes chefes...". No entanto, os cépticos apontam que essas "previsões" só são interpretadas correctamente depois dos factos, nunca antes.

Astrologicamente, pode-se ver que algumas quadras previam conjunções de planetas em datas futuras e correspondem aos factos ocorridos naquelas datas.

Pesquisadores de universidades muito conhecidas como Ottawa, Cambridge e Sorbonne, desenvolveram uma teoria de que as quadras de Nostradamus se baseavam num facto histórico, anterior à sua obra e inspiravam as quadras "futuras". O grupo NRG, pesquisando com seriedade, já detectou mais de cinquenta destes factos, o que passou a ser chamado de ponto de partida. Algumas citações de Plutarco, um historiador grego, são literais, como outras do historiador romano Suetonio, outras do Mirabilis Liber etc.


Plutarco

Devemos lembrar que entre a morte de Nostradamus em 1566 e 1650 apareceram muitos livros, arvorando-se de Nostradamus, de modo que há entre eles duas versões para o prefácio apresentado na primeira edição, denominado Carta a César, e espantosas sete versões para o prefácio final ,denominado carta ao rei Henrique II. Há versões, além das que falámos, sabidamente falsas; outras evidências que as edições apresentadas como verdadeiras, podem ser pré-datadas.

Há também importantes livros da época, que se contrapunham a Nostradamus e permitem inferir haver outras edições que não sobreexistiram e afirmam coisas de tal forma, que um grupo de exegetas franceses, que por ser sua língua materna, foram os que leram mais dessas edições e congÉneres, como as profecias de Pavillon e outros, para sustentarem a tese DE que Nostradamus não era uma pessoa real, mas apenas um personagem.


In 1994, Italian journalist Enza Massa was at the Italian National Library in Rome when she stumbled upon an unusual find. It was a manuscript dating to 1629, titled: Nostradamus Vatinicia Code. Michel de Notredame, the author's name, was on the inside in indelible ink. The book contains cryptic and bizarre images along with over eighty watercolor paintings by the master visionary himself. Follow the investigative trail of how the manuscript was found in the archives and exactly how it got there. New insight is given into the life of Nostradamus and his relationship with Pope Urban VIII, who knew about this manuscript and in whose possession it was for many years.


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