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MensagemAssunto: Em 27 de Outubro de 312...   Dom Out 26, 2008 11:53 pm

A 27 de Outubro de 312, dava-se a Batalha da Ponte Mílvia.

Constantino I
A Batalha da Ponte Mílvia teve lugar a 28 de Outubro de 312, entre os imperadores romanos Constantino I, o Grande, e Maxêncio. Com a vitória de Constantino, o rumo da história da Europa e, por extensão, do Ocidente, seria alterado radicalmente.
A causa subjacente da batalha era a disputa, que já durava 5 anos, entre Constantino e Maxêncio sobre o controle da metade ocidental do império.
Apesar de Constantino ser o filho do imperador Constâncio Cloro, o sistema de poder em vigor na altura, a tetrarquia, não providenciava necessariamente uma sucessão hereditária. Quando Constâncio Cloro faleceu a 25 de Julho de 306, as tropas de seu pai proclamaram Constantino como Augusto (28 de Outubro de 306), mas em Roma, o favorito era Maxêncio, o filho do predecessor de Constâncio Cloro, Maximiano.

O arco de Constantino
Ambos os homens continuaram a clamar o título desde então, apesar de uma conferência que deveria resolver a disputa ter resultado na nomeação de Maxêncio como imperador sénior, juntamente com Galerius. A Constantino foi dado o direito de manter as províncias da Britânia e da Gália , mas era oficialmente apenas um "César", ou imperador júnior.
Em 312, os dois homens estavam de novo em conflito, apesar de serem cunhados. Muito disto era por obra do pai de Maxêncio, Maximiniano, que tinha sido retirado à força do cargo de imperador em 305, por pressão de Diocleciano. Maximiniano maquinou e enganou quer o próprio, quer também Constantino, tentando reaver o poder. Acabou por ser executado por Constantino, em 310. Quando Galerius morreu, em 312, a luta pelo poder estava aberta. No verão de 312, Constantino reuniu as suas forças e decidiu resolver a contenda pela força.

Batalha da Ponte Mílvia, ocorrida a 28 de Outubro de 312, por Pieter Lastman, 1613

Conquistou facilmente o norte da Península Itálica, e estava a menos de 15 quilômetros de Roma quando Maxêncio decidiu defrontá-lo, frente à Ponte Mílvia, uma ponte de pedra (ainda existente) sobre o rio Tibre, na Via Flamínia, que continua até Roma. Dominar a ponte seria crucial para Maxêncio manter o rival fora de Roma, onde o senado decidiria, seguramente, por quem quer que conquistasse a cidade.
Constantino, à sua chegada, compreendeu que tinha feito um erro de cálculo e que Maxêncio tinha muitos mais soldados à disposição do que ele. Algumas fontes dizem que a vantagem era de 19 para um a favor de Maxêncio, mas a proporção mais provável era de quatro para um. De qualquer forma, Constantino tinha um desafio pela frente.

A visão de Constantino
A tradição sustenta que, ao anoitecer de 27 de Outubro, quando os exércitos se preparavam para a batalha, Constantino teve uma visão, quando olhava para o sol que se punha. As letras gregas XP (Chi-Rho, as primeiras duas letras de Χριστός, "Cristo") entrelaçadas com uma cruz apareceram-lhe enfeitando o sol, juntamente com a inscrição "In Hoc Signo Vinces" — latim para "Sob este sinal vencerás". Constantino, que era pagão na altura (apesar de sua mãe ter sido com grande probabilidade cristã desde sempre), colocou o símbolo nos escudos dos seus soldados.
De facto, existem duas narrativas mais ou menos contemporâneas do episódio: Segundo o historiador Lactâncio, Constantino teria recebido num sonho a ordem de inscrever "o sinal celeste nos escudos dos seus soldados"- o que teria feito ordenando que fosse neles traçado um "estaurograma", uma cruz latina com sua extremidade superior arredondada em "P".
Segundo Eusébio de Cesaréia, o próprio Constantino ter-lhe-ia dito que, numa data incerta - e não necessariamente na véspera da batalha - teria tido, ao olhar para o sol, uma visão de uma cruz luminosa sobre a qual estaria escrito, em grego, "Εν Τουτω Νικα", ou, em latim, in hoc signo vinces - "com este sinal vencerás", e que, na noite seguinte, Cristo lhe teria explicado em sonho que esta frase deveria ser usada contra seus inimigos.

Eusébio de Cesaréia
No dia seguinte, os dois exércitos confrontaram-se e Constantino saiu vitorioso. Já conhecido como um general hábil, Constantino começou a empurrar o exército de Maxêncio, de volta ao rio Tibre e Maxêncio decidiu recuar, para defender-se mais próximo de Roma. Mas só havia uma escapatória, pela ponte, e os homens de Constantino infligiram grandes perdas no exército em fuga. Finalmente, uma ponte de barcas colocada ao lado da ponte Mílvio, pela qual muitas das tropas escapavam, sofreu o colapso, tendo os homens que ficaram na margem norte do rio Tibre sido mortos, ou feitos prisioneiros, com Maxêncio entre os mortos.
Constantino entrou em Roma pouco depois, onde foi aclamado como o único Augusto ocidental. Foi creditada a vitória na ponte Mílvia à "Divindade" - ou a "uma Divindade" (na formulação deliberadamente ambígua escolhida pelo Senado, simpatizante do paganismo, para ser colocada no seu arco do triunfo, e ordenou o fim de todas as perseguições aos cristãos nos seus domínios, um passo que já tinha dado na Britânia,na Gália e Hispânia, em 306. Com o imperador como patrono, o Cristianismo, que já era muito difundido no império, explodiu em conversões e poder.

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MensagemAssunto: Em 28 de Outubro de 1856...   Seg Out 27, 2008 10:34 pm

A 28 de Outubro de 1856, era inaugurada a via-férrea, de Lisboa ao Carregado.


Inauguração do caminho-de-ferro em Portugal (28 de Outubro de 1856)
Aguarela de Alfredo Roque Gameiro



Uma ferrovia (chamada também via-férrea, caminho-de-ferro (português europeu) ou estrada-de-ferro (português brasileiro) ) é um sistema de transporte baseado em trens ou combóios, correndo sobre carris previamente dispostos. O transporte ferroviário é predominante em regiões altamente industrializadas, como a Europa, o extremo leste da Ásia e ainda em locais altamente populosos como a Índia. As ferrovias são o meio terrestre com maior capacidade de transporte de carga e de passageiros. Em muitos países em desenvolvimento da África e da América Latina, as ferrovias foram preteridas pelas rodovias como tipo de transporte predominante.

Vias-férreas

Vias-férreas são compostas por dois trilhos paralelos destinados ao trânsito de veículos especialmente projectados para tal, como bondes, vagonetes, litorinas, combóios ou trens, etc.

No caso de tráfego de combóios ou trens, a vias denominam-se ferrovias ou caminhos-de-ferro.

A distância entre os trilhos de uma via-férrea é denominada bitola. As bitolas mais comuns no Brasil são: métrica (1 metro de largura), larga (1,60 m de largura) e internacional (1,435 m de largura). Há também as vias-férreas com bitolas mistas (vias algaleadas), contendo ambas citadas anteriormente. Neste caso usam-se três trilhos: um lateral, comum a ambas as bitolas, um central para a de 1 m e o outro lateral para a maior.

Engenharia Ferroviária


Linha de carris ou trilho

A maioria das linhas-férreas é formada por dois carris paralelos geralmente feitos de aço, dispostos perpendicularmente sobre travessas de madeira ou concreto(br)/betão(pt) assentes em balastro. As rodas dos trens ou comboios encaixam nos trilhos, mantidos a uma distância específica constante, chamada bitola. A função das travessas é manter os carris na mesma bitola, para evitar distâncias irregulares. Acidentes provocados pela saída das rodas dos carris são chamados descarrilamentos.

O percurso das ferrovias é pontuado por estações, gares, ou terminais, dispostos em locais estratégicos, como concentrações populacionais (cidades, vilas, povoados) ou de produção (fazendas, indústrias, portos).


Caminho de ferro


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MensagemAssunto: Em 29 de Outubro de 1618...   Ter Out 28, 2008 11:21 pm

A 29 de Outubro de 1618, em Whitehall, era executado Sir Walter Raleigh, explorador, espião, escritor e poeta britânico.


Walter Raleigh

Sir Walter Raleigh (Hayes Barton, Devonshire, 1552 ou 1554 — Londres, 29 de Outubro de 1618) foi um explorador, espião, escritor e poeta britânico.

Entre 1584 e 1585 fundou, na ilha de Roanoke, o primeiro núcleo de colonização inglesa na América do Norte, entretanto, desaparecido, possivelmente destruído pelos indígenas.

Posteriormente Raleigh foi feito prisioneiro por Jaime I de Inglaterra, vindo a ser decapitado.

Primeiros Anos

Raleigh nasceu no ano de 1552 ou 1554, sendo o mês exacto desconhecido, na casa de Hayes Barton, na aldeia de East Budleigh, não longe de Budleigh Salterton em Devon, Inglaterra. Walter era meio-irmão de Sir Humphrey Gilbert, e tinha um irmão chamado Carew Raleigh.


Elizabeth I

A orientação religiosa da família de Raleigh era fortemente Protestante e foi perseguida inúmeras vezes, durante o reinado da rainha católica Maria I de Inglaterra. Na mais famosa fuga, o pai de Raleigh teve que se esconder numa torre, para evitar ser morto. Assim, durante a sua infância, Raleigh desenvolveu ódio pelo Catolicismo, mostrando-se rápido a expressar as suas convicções, após a também Protestante Rainha Elizabeth I assumir o trono, em 1558.

Em 1568 ou 1572, foi registrado como sub graduado na Faculdade Oriel, em Oxford, mas parece não ter lá residido e, em 1575, na faculdade de direito de Middle Temple. A sua vida entre estas duas datas é uma incerteza, mas numa referência do seu livro History of the World refere, que serviu os Huguenots franceses na batalha de Jarnac ,em 13 Março de 1569. No seu julgamento, em 1603, declarou nunca ter estudado direito.

Irlanda

Entre 1579 e 1583, Raleigh fez parte da força de supressão das chamadas “Rebeliões de Desmond”, estando presente no cerco de Smerwick, onde supervisionou o massacre de cerca de 700 soldados italianos, após estes se terem rendido incondicionalmente.


Youghal

Aquando da expropriação e distribuição de terras, por aqueles que extinguiram a rebelião, recebeu 160 km de terra, incluindo as cidades baleares da costa de Youghal e Lismore. Isto fez dele um dos principais proprietários de Munster (uma zona histórica do sudoeste da Irlanda), mas teve sucesso limitado em seduzir inquilinos ingleses, para se estabelecerem nas suas propriedades.

Durante os dezassete anos que passou como senhorio irlandês, Walter fez da cidade de Youghal o seu lar ocasional, onde foi “mayor” entre 1588 e 1589. Foi-lhe creditado o feito de ter plantado as primeiras batatas na Irlanda, mas o mais provável é que a planta tenha chegado á Irlanda através de trocas comerciais com os Espanhóis. A sua mansão, Myrtle Grove, é o palco para a história de que o seu criado lhe teria atirado um balde de água, após ter visto nuvens de fumo vindas do seu cachimbo, na crença de que Raleigh se tinha incendiado. Mas este conto também é conotado com outros locais relacionados com Raleigh: a estalagem Virginia Ash em Henstridge perto de Sherborne, o castelo de Sherborne, e a mansão South Wraxall em Wiltshire, casa do grande amigo de Walter, Sir Walter Long.


Myrtle Grove

Entre os conhecidos de Raleigh, em Munster, estava outro inglês, que também tinha recebido terras lá, o poeta Edmund Spenser. Na década de 1590, ele e Raleigh viajaram juntos, da Irlanda para a corte em Londres, onde Spenser apresentou parte do seu poema alegórico “Faerie Queene”, a Elizabeth I.

A direcção das propriedades de Raleigh passava por dificuldades o que contribuiu para o declínio da sua fortuna. Em 1602, vendeu as terras a Richard Boyle, o primeiro conde de Cork. Boyle consequentemente prosperou na soberania dos reis Jaime I e Carlos I, tanto que, após a morte de Raleigh, a sua família pediu a Boyle uma compensação, baseada em que Raleigh tinha vendido as terras por uma bagatela, sem ter previsto o futuro da sua família.

O Novo Mundo

Os planos de colonização de Raleigh ,na chamada “Colónia e Domínio de Virgínia" (que incluía os estados actuais da Carolina do Norte e da Virgínia) na América do Norte, acabaram em falhanço na ilha de Roanoke, mas facilitaram o caminho para as subsequentes colónias. As suas viagens foram financiadas, por si e por amigos, nunca providenciando um fluxo estável de receitas, necessárias para começar e manter uma colónia na América. (As futuras tentativas de colonização no inicio do sec. 17 foram feitas sob o capital de uma empresa, a Virgínia Company, que foi capaz de angariar os capitais necessários, para criar colónias de sucesso.)


Ilha Roanoke

Em 1587, Raleigh tentou uma segunda expedição, novamente estabelecendo um acampamento na ilha Roanoke. Desta vez foi mandado um grupo mais diversificado de colonos, incluindo algumas famílias completas, sob a governação de John White. Após pouco tempo na América, White foi chamado a Inglaterra, de modo a encontrar mais viveres para a colónia. Foi incapaz de voltar no ano seguinte, como planeado, porque a rainha tinha ordenado que todos os navios não saissem dos portos, de modo a serem usados contra a Armada Espanhola, caso fosse necessário.

Foi só em 1591 que o navio de viveres chegou á colónia, com 4 anos de atraso, apenas para descobrir que todos os colonos tinham desaparecido. A única pista para o seu destino foi a palavra "CROATOAN" e as letras "CRO", gravadas em vários troncos de árvores, sugerindo a possibilidade de que teriam sido massacrados, absorvidos ou levados pela tribo dos Croatoan ou talvez outra tribo nativa. Outra especulação é que tenham sido levados e perdidos no mar, graças ao tempo tempestuoso de 1588, ao qual foi creditada a ajuda na vitoria sobre a Armada. Contudo, é digno de registo que um furacão impediu que John White e a tripulação do navio de viveres pudesse visitar os Croatoan, de modo a investigar os desaparecimentos, e durante alguns anos não houve mais tentativas de contacto com esta tribo. Qualquer que tenha sido o destino dos colonos, o acampamento é agora lembrado como "A colónia perdida da ilha de Roanoke".



Ultimos Anos

Em Dezembro de 1581, Raleigh voltou da Irlanda para Inglaterra, com documentos de que o seu regimento tinha sido desmantelado. Começou a frequentar a Corte e tornou-se um dos favoritos da Rainha. As várias histórias coloridas, contadas sobre ele durante este período, dificilmente corresponderão à realidade.

Em 1592, a Rainha deu a Walter muitas recompensas, incluindo a mansão “Durham House” na rua Strand e a propriedade de Sherborne, em Dorset. Foi designado Capitão da Guarda, e como Lorde Warden das Stannaries de Devon e Cornualha e nomeado cavaleiro em 1585. No entanto não lhe foi dado nenhum dos grandes ofícios da nação.

No ano da Armada de 1588, foi Vice-almirante de Devon, com as responsabilidades de liderar as defesas da costa. Em 1591, Walter casou em segredo com "Bess” Throckmorton, uma das aias da Rainha, onze anos mais nova que ele, e á espera de um filho seu, que se acredita ter sido chamado "Damerei" e entregue a uma ama, na mansão Durham House, mas a criança não terá sobrevivido e Bess voltou aos seus deveres como aia. Quando no ano seguinte o matrimónio sem autorização foi descoberto, a Rainha ordenou a prisão de Raleigh e que Bess fosse expulsa da Corte. Foi libertado, para dividir os despojos da captura de um galeão Espanhol o “Madre de Dios”


Bess Throckmorton

Passaram-se vários anos, até Walter voltar às boas graças da Rainha. O casal permaneceu sempre fiel um ao outro e, durante a ausência de Raleigh, Bess provou ser muito capaz de orientar a fortuna e reputação da família. Tiveram mais dois filhos, Walter e Carew, endo-se Raleigh retirado para a sua propriedade em Sherborne, onde construiu uma nova casa, acabada em 1594, conhecida como Sherborne Lodge, mas que agora é conhecida como o novo Castelo de Sherborne. Fez amizade com os senhores locais, como Sir Ralph Horsey de Clifton Maybank e Charles Thynne de Longleat. Durante este período, num jantar em casa de Horsey houve uma quente discussão sobre religião, que mais tarde viria a originar acusações de ateísmo contra Raleigh. Foi eleito para o parlamento, pronunciando-se sobre assuntos religiosos e navais.

Em 1594, soube de um mito espanhol, que dava conta de uma grande cidade dourada, na nascente do rio Caroni, e um ano mais tard, explorou o que agora é a zona este da Venezuela, na busca de “Manoa”, a lendária cidade em questão.

Quando regressou a Inglaterra, publicou o livro "The Discovery of Guiana", um conto da sua viagem em que exagerou largamente no que havia descoberto. O livro pode ser visto como uma contribuição para a lenda do El Dorado. Apesar da Venezuela ter depósitos de ouro, não há provas de que Raleigh tenha encontrado alguma mina. Há ainda quem diga que ele descobriu as cataratas de Angel mas estas afirmações são consideradas muito longe da verdade.


Channel Island

Raleigh fez parte da captura de Cádiz em 1596, onde foi ferido. Também participou numa viagem aos Açores, em 1597. De 1600 a 1603, Raleigh foi Governador da Channel Island em Jersey, e foi-lhe reconhecido mérito por modernizar as defesas da ilha. Chamou á nova fortaleza, que defendia das aproximações da cidade de Saint Helier, “Fort Isabella Bellissima”, ou Castelo Isabel. Apesar de ter sido favorecido pela realeza, no reinado de Elisabeth I, isso não durou muito tempo. Elisabeth morreu em 1603, e Raleigh foi preso na Torre de Londres, em 19 de Julho.

Mais tarde, nesse ano, foi julgado por traição, devido ao seu suposto envolvimento num complot contra o Rei Jaime I. Raleigh conduziu a sua defesa com grande perícia, o que pode explicar o porquê do Rei lhe ter poupado a vida, apesar do veredicto de culpado. Ficou na Torre de Londres até 1616.

Enquanto na prisão, escreveu muitos tratados e o seu primeiro volume de “The Historie of the World”, acerca da história antiga da Grécia e Roma. O seu filho Carew foi concebido e nasceu enquanto Raleigh estava legalmente “morto” e preso na Torre (1604).


San Thome

Em 1616, Sir Walter foi libertado da Torre, para conduzir uma segunda expedição á Venezuela, em busca do El Dorado. No decurso desta expedição, os seus homens, sob o comando de Lawrence Keymis, saquearam o posto avançado de San Thome, perto do rio Orinoco. Durante o assalto inicial ao posto, o filho mais velho foi baleado e acabou por morrer. Quando Raleigh regressou á Inglaterra, o embaixador Espanhol Diego Sarmiento de Acuña, exigiu que o Rei voltasse a condenar Walter á morte. O seu pedido foi aceite.

Morte

Raleigh foi decapitado em Whitehall, em 29 de Outubro de 1618. "Despachemo-nos" disse ele ao carrasco. "A esta hora a minha febre domina-me. Não quero que os meus inimigos pensem que tremo de medo.” Quando o deixaram ver o machado que o ia decapitar, ele gracejou: "Este é um afiado remédio e também um médico para todas as doenças e misérias".

Segundo muitos biógrafos, as ultimas palavras de Sir Walter, enquanto se preparava para a queda do machado foram: "Ataca um homem ímpar, ataca!" O cadáver foi enterrado na igreja local em Beddington, Surrey, local de nascença de Bess. "Os Lordes," escreveu ela, "deram-me o seu corpo morto, apesar de me terem negado o meu marido em vida. Deus me conserve o meu bom humor".


Capela de St. Margaret

Após a execução a sua cabeça foi embalsamada e presenteada à sua mulher. Ela carregou-a consigo numa bolsa de veludo, até decidir que não gostava do cheiro. Morreu vinte e nove anos depois e a cabeça foi devolvida ao túmulo de Raleigh em St. Margaret. O corpo de Raleigh foi finalmente posto em repouso no seu túmulo, onde ainda pode ser visitado nos dias de hoje.

Apesar da sua popularidade ter decrescido desde os tempos de Isabel I, a sua execução foi vista por muitos como desnecessária e injusta. Um dos juízes no seu julgamento disse mais tarde: "a justiça em Inglaterra nunca foi tão degradada e ferida como com a condenação de Sir Walter Raleigh."

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MensagemAssunto: Em 30 de Outubro de 1735...   Qua Out 29, 2008 10:33 pm

A 30 de Outubro de 1735, nascia John Adams Jr., primeiro Vice-presidente (1789 a 1797) e o segundo Presidente dos Estados Unidos da América (1797 a 1801).


John Adams, Jr.

John Adams, Jr. (30 de Outubro de 1735 - 4 de Julho de 1826) foi o primeiro Vice-presidente (1789 a 1797) e o segundo Presidente dos Estados Unidos da América (1797 a 1801). Foi delegado no primeiro e no segundo Congresso continental. Ocupou cargos diplomáticos na França e nos Países Baixos durante a guerra da independência e participou da elaboração do tratado de paz.

Retornou ao país e foi eleito vice-presidente de George Washington.

John Adams demonstrou-se contrário aos conflitos entre os ingleses, os franceses revolucionários e os federalistas americanos, pondo fim à guerra no mar e incentivando a Convenção de 1800, que proporcionou o reatamento das relações entre França e Inglaterra. Membros mais intransigentes do seu partido vingaram-se, não se empenhando na sua reeleição em 1800.


Thomas Jefferson

Adams, no entanto, não pode esconder que se identificava mais com os federalistas e que a sua linguagem se aproximava muito da dos ultraconservadores europeus. Foi esta a explicação dada à vitória dos republicanos durante a eleição, com a subida de Thomas Jefferson à presidência. Durante o seu governo ocorreram as revoluções da Virgínia e do Kentucky.


Abigail Adams

Seu filho, John Quincy Adams, foi posteriormente presidente dos Estados Unidos.

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MensagemAssunto: Em 31 de Outubro de 1692...   Sex Out 31, 2008 12:26 am

Na noite de 31 de Outubro de 1692, em Salém, acontecia o julgamento de três bruxas.


Ilustração de 1876 da sala de audiências

Bruxas de Salém refere-se ao episódio, gerado pela superstição e pela credulidade, que levou, na América do Norte, aos últimos julgamentos por bruxaria na pequena povoação de Salém, Massachusetts, numa noite de outubro de 1692.

O medo da bruxaria começou quando uma escrava negra chamada Tituba contou algumas histórias vudus (religião tradicional da África Ocidental) a amigas, que, por esse facto, tiveram pesadelos. Um médico que foi chamado para as examinar declarou que deveriam estar embruxadas.


Tituba

Os julgamentos de Tituba e de outros foram efectuados ante o juíz Samuel Sewall. Cotton Mather, um pregador colonial que acreditava em bruxaria, encarregou-se da acusação.

O medo da bruxaria durou cerca de um ano, durante o qual vinte pessoas, na sua maior parte mulheres, foram declaradas culpadas e executadas. Um dos homens, Giles Corey, morreu de acordo com o bárbaro costume medieval de ser comprimido por rochas, numa tábua sobre seu corpo até morrer, levando no total 3 dias. Foram presas cerca de cento e cinqüenta pessoas. Mais tarde, o juiz Sewall confessou que pensava que as suas sentenças haviam sido um erro.



O mais interessante de tudo isto no entanto, é o fato de que, justamente a América do Norte, pretendia ser o mais novo Eldorado da liberdade religiosa no planeta, mas no entanto, o clima de perseguição era quase tão evidente quanto na velha Europa, onde a Inquisição Católica ainda predominava, o que desmente ou, no mínimo, põe em cheque o mito romantico da perfeita e harmoniosa suposta liberdade plena de credos na nova América Protestante e supostamente democrática, que nascia a partir da imigração de perseguidos religiosos europeus e seus descendentes. Se na Europa eles eram as vítimas, na América tornaram-se algozes..

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MensagemAssunto: Em 1 de Novembro de 1501...   Sex Out 31, 2008 11:18 pm

A 1 de Novembro de 1501, Gaspar de Lemos e Américo Vespúcio reconheciam a maior baía brasileira e a segunda maior do mundo, localizada no estado da Bahia, baptizada de Baía de Todos os Santos, pela efeméride religiosa do dia.


Vista da baía de Todos os Santos, com o Elevador Lacerda

A baía de Todos os Santos é a maior baía brasileira e a segunda maior do mundo e está localizada no estado da Bahia. É dela que resulta o nome da capitania e futuros província e estado baiano, de que a unidade federativa manteve a grafia arcaica.

História

Foi assim denominada em 1501, quando uma expedição portuguesa foi enviada para reconhecer as novas terras descobertas um ano antes por Pedro Álvares Cabral. Era o dia 1 de Novembro, Dia de Todos os Santos, de acordo com a religião católica.


Américo Vespúcio

Comandada por Gaspar de Lemos, acompanhado por Américo Vespúcio, cartógrafo e escritor, que daria nome a todo o continente americano, passou a nomear todos os acidentes geográficos de acordo com os santos dos dias onde os mesmos eram identificados - cabendo à baía, local mais tarde escolhido para ser fundada a cidade que seria a sede da primeira capital brasileira - Salvador.

Ilhas

Nela estão localizadas algumas ilhas, de entre as quais a maior e mais importante é a de Itaparica. As outras ilhas da baía são: ilha dos Frades, ilha de Maré e ilha de Bom Jesus.


Ilha dos Frades


Ilha de Maré


Cachoeira do Bom Jesus

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MensagemAssunto: Em 2 de Novembro de 1911...   Sab Nov 01, 2008 11:30 pm

A 2 de Novembro de 1911, na ilha de Creta, nascia Odysséas Elýtis, poeta grego.



Odysséas Elýtis

Odysséas Elýtis, em grego Οδυσσέας Ελύτης, (Iráklio, 2 de Novembro de 1911 — Atenas 18 de Março de 1996) foi um poeta grego.

Nascido Odysséas Alepudélis (Οδυσσέας Αλεπουδέλης) na ilha de Creta, estudou Direito na Universidade de Atenas, mas não se formou. Foi o último de seis filhos de Panagiótis Alepudélis e María Vrána, que se mudaram para Atenas quando Odysséas era pequeno. Em 1923, visitou a Itália, Suíça e Alemanha.

Seu principal trabalho, escrito durante catorze anos e publicado em 1959, é Axion Esti, um poema que tenta identificar os elementos vitais nos três mil anos de história e tradição da Grécia e onde imagens do sol e do mar se misturam com a liturgia Ortodoxa e os elementos pagãos com o Cristão. Outros trabalhos incluem Ανοιχτά χαρτιά ("Anoichtá chartiá", ou seja, "Papéis abertos"), importante colectânea de ensaios sobre literatura.


Santorini( local de inspiração)

The caldera’s sublime beauty has moved poets like Nobel Literature Winner Odysseas Elytis to compose odes of exaltation and transported more prosaic admirers to hyperbole and tears.

Read his poem written for Santorini:

Out of the bowels of the thunder you came
Shuddering with the irresolut clouds
Stone of bitterness, tempered, arrogant

Where hope is carved out of the deep secrets of your heart
With fire, with lava, with smoke
With words that illumine the infinite
You brought Forth the voice of the day
You felt the joy of creation
You surged into the world, firstborn
Born into the purple, risen majestic form of foam.

Odysseas Elytis
Winner of Nobel of Literature, 1979


Santorini

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MensagemAssunto: Em 3 de Novembro de 1887...   Dom Nov 02, 2008 11:23 pm

A 3 de Novembro de 1887, era fundada a Assiciação Académica de Coimbra (AAC), a mais antiga associação de estudantes de Portugal.


Associação Académica de Coimbra

A Associação Académica de Coimbra (AAC), fundada a 3 de Novembro de 1887, é a mais antiga associação de estudantes de Portugal. Representa os cerca de 20 000 estudantes da Universidade de Coimbra, que são automaticamente considerados seus sócios, quando se encontrem inscritos nesta universidade.

A AAC alberga uma série de secções culturais e desportivas.
Entre as secções culturais pontificam, o Centro de Estudos Cinematográficos (CEC), que realiza anualmente o Festival "Caminhos do Cinema Português", a Rádio Universidade de Coimbra (RUC), a Secção de Jornalismo (que edita o jornal universitário "A Cabra"), a secção de fado, o Grupo de folclore e etnografia (GEFAC) e os grupos de teatro (TEUC e CITAC).


As serenatas... os fados

As secções desportivas abrangem um vasto leque de desportos, tais como o hóquei em patins, futebol, andebol, basquetebol, rugby, canoagem, natação, voleibol, ténis, artes marciais e xadrez, entre outros. A "Académica" é assim o "clube" mais eclético do pais, uma vez que "pratica" o maior número de modalidades.

Também referido como "Académica", o clube de futebol profissional mais conhecido de Coimbra, de seu verdadeiro nome Associação Académica de Coimbra - Organismo Autónomo de Futebol (AAC-OAF), é considerado o herdeiro da secção de futebol da AAC (que se mantém na pratica amadora), mas é hoje um clube independente, cuja ligação com a AAC é cada vez mais ténue.




A AAC é dirigida pela Direcção Geral (DG), composta por estudantes, e eleita anualmente entre Novembro e Dezembro, em eleições abertas a todos os sócios, tanto estudantes como os sócios seccionistas.

À DG compete a administração da AAC bem como a representação política dos estudantes. Em termos políticos, é ainda de referir a importância das Assembleias Magnas, assembleias sobretudo de discussão da política da Academia, abertas a todos os sócios, cujas decisões têm de ser obrigatoriamente cumpridas, independentemente da opinião da DG. Este poder decisório da Assembleia Magna torna-a no palco de discussões acesas, sobretudo entre os estudantes politizados.


Equipa de Rugby da AAC, vencedora da Taça Ibérica, em 1997

No passado recente, tem havido no mínimo 5-6 Assembleias Magnas por ano, com participação oscilante, mas um mínimo de cerca de 200 sócios. Infelizmente, a falta de interesse generalizado por estas questões na nossa sociedade, particularmente nas faixas etárias mais jovens, faz-se reflectir na fraca participação das Assembleias Magnas. No entanto, a AAC continua a lutar para pautar a política educativa do Ensino Superior em Portugal.

O actual edifício da AAC foi inaugurado em 1961 e alberga praticamente todas as secções da AAC, estando integrado num quarteirão, que inclui ainda uma sala de espectáculos (Teatro Académico de Gil Vicente) e um complexo de cantinas.



Secções da AAC

Desportivas

andebol
atletismo
badminton
basebol
basquetebol
boxe
cultura física
desportos motorizados
desportos náuticos
futebol
ginástica
halterofilismo
hóquei em patins
judo
karaté
luta
natação
patinagem
pesca desportiva
radiomodelismo
rugby
taekwondo
ténis
tiro com arco
voleibol
xadrez


Universidade de Coimbra

Culturais

Centro de Estudos Cinematográficos
CIAAC
Culturas Lusófonas
Defesa Direitos Humanos
Filatélica
Gastronomia
Grupo Ecológico
Jornalismo
RUC
SAC
SESLA
SOS Estudante
TVAAC
Yoga
Fado

Organismos Autónomos

Orfeon Académico de Coimbra
Tuna Académica da Universidade de Coimbra
TEUC
CITAC
OAF
CMUC
CAPC
GEFAC

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MensagemAssunto: Em 4 de Novembro de 1877...   Seg Nov 03, 2008 11:34 pm

A 4 de Novembro de 1877, na cidade do Porto, terminava a construção da Ponte ferroviária, D. Maria I


Rio Douro junto ao Porto

A necessidade de haver uma travessia permanente entre as duas margens do Douro para circulação de pessoas e mercadorias, levou à construção da Ponte das Barcas em 1806; anteriormente a travessia do rio fazia-se com recursos a barcos, jangadas, barcaças ou batelões. A ponte era constituída por 20 barcas ligadas por cabos de aço e que podia abrir em duas partes para dar passagem ao tráfego fluvial. O aumento do tráfego exigiu a construção de uma ponte permanente, o que levou à construção da Ponte pênsil em 1843, desmantelada anos mais tarde após a abertura da Ponte Luís I em 1886, a ponte mais antiga da cidade que permanece em actividade. Primitivamente servida como ligação rodoviária entre as zonas baixa e alta de Vila Nova de Gaia e do Porto e, de uma forma mais geral, entre o norte e o sul do país, durante largas décadas.


Ponte Maria Pia, em primeiro plano. Por trás, a Ponte de São João que a veio substituir como ligação ferroviária.

A partir da segunda metade do século XX, no entanto, começou a revelar-se insuficiente para assegurar o trânsito automóvel entre as duas margens, tendo sido substituída por outras pontas e após adaptação passou a ser utilizada pelo Metro do Porto.

A Ponte Maria Pia, construída entre Janeiro de 1876 e 4 de Novembro de 1877 pela empresa de Gustave Eiffel, foi a primeira ponte ferroviária a unir as duas margens do Douro. Dotada de uma só linha, o que obrigava à passagem de uma composição de cada vez, a uma velocidade que não podia ultrapassar os 20 km/h e com cargas limitadas, no último quartel do século XX tornou-se evidente que a ponte já não respondia de forma satisfatória às necessidades. O que levou a que fosse desactivada e substituída pela Ponte de São João em 1991.


Ponte D. Luís

A Ponte da Arrábida tinha à data da construção o maior arco do mundo em betão armado, e constitui o tramo final da auto-estrada A1 que liga Lisboa ao Porto. Inicialmente a ponte tinha duas faixas de rodagem com 8 m cada, separadas por uma faixa sobrelevada de 2 m de largura; duas pistas para ciclistas de 1,70 m cada e dois passeios marginais de 1,50 m de largura, também sobrelevados. Mais tarde, foram acrescentadas uma faixa de rodagem em cada sentido, construídas à custa da eliminação das pistas para ciclistas e da redução do separador central. Apesar da construção da Ponte do Freixo, mais a montante, a Ponte de Arrábida continua a ser a principal ligação entre a cidade do Porto e a margem sul do Douro.

Das pontes que ligam o Porto a Vila Nova de Gaia, a Ponte do Freixo é a que está mais a montante do rio. Foi construída na tentativa de minimizar os congestionamentos ao trânsito automóvel vividos nas Pontes da Arrábida e de Dom Luís, particularmente notórios desde finais da década de 1980. Trata-se, na verdade, de duas pontes construídas lado a lado e afastadas 10 cm uma da outra. É uma ponte rodoviária com oito vias de trânsito (quatro em cada sentido).


Ponte da Arrábida

A Ponte do Infante, baptizada em honra do portuense Infante D. Henrique, é a mais recente que liga Porto e Gaia. Foi construída para substituir o tabuleiro superior da Ponte Dom Luís, entretanto convertida para uso da "Linha Amarela" (Hospital de São João/D. João II) do Metro do Porto. Foi construída pouco a montante da Ponte de Dom Luís, em plena zona histórica, ligando o bairro das Fontainhas (Porto) à Serra do Pilar (Vila Nova de Gaia)


Ponte de S. João

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MensagemAssunto: Em 5 de Novembro de 1538...   Ter Nov 04, 2008 11:26 pm

A 5 de Novembro de 1538, terminava o cerco a Diu, com a derrota e morte de Bahadur Xá.


Cidade de Diu (gravura inglesa, 1729)

Diu (antigamente Dio) é uma cidade e sede de distrito, que pertence ao território de Damão e Diu, da Índia. Fez parte do antigo Estado Português até que, em 1961, foi anexado pela Índia.

Diu distribui-se pelas penínsulas de Guzerate e de Gogolá e pela ilha de Diu, separada da península pelo estreito rio Chassis, mais propriamente pode ser considerado um braço de mar.

Diu era uma cidade de grande movimento comercial quando os portugueses chegaram à Índia e m 1513, tentaram estabelecer ali uma feitoria, mas as negociações não tiveram êxito.


Igreja de São Paulo em Diu

Em 1531 a tentativa de conquista levada a efeito por D. Nuno da Cunha, também não foi bem sucedida. No entanto, Diu veio a ser oferecida aos portugueses, em 1535, como recompensa pela ajuda militar que estes deram ao sultão Bahadur Xá de Guzerate, contra o Grão-Mogol de Deli.

Assim, cobiçada desde os tempos de Tristão da Cunha e de Afonso de Albuquerque, e depois das tentativas fracassadas de Diogo Lopes de Sequeira, em 1521, de Nuno da Cunha em 1523, Diu foi oferecida aos portugueses, que logo transformaram a velha fortaleza em castelo português.

Arrependido da sua generosidade, Bahadur Xá pretendeu reaver Diu, mas foi vencido e morto pelos portugueses, seguindo-se um período de guerra entre estes e a gente do Guzerate que, em 1538, veio pôr cerco a Diu. Coja Sofar, senhor da Cambaia, aliado aos turcos de Sulimão Paxá, deparou-se então com a heróica resistência de António Silveira.


Forte de Diu

Um segundo cerco será depois imposto a Diu, pelo mesmo Coja Sofar, em 1546, saindo vencedores os portugueses, comandados em terra por D. João da Silveira e, no mar, por D. João de Castro. Pereceram nesta luta o próprio Coja Sofar e D. Fernando de Castro (filho do vice-rei português).

Depois deste segundo cerco, Diu foi de tal modo fortificada que pôde resistir, mais tarde, aos ataques dos árabes de Mascate e dos holandeses (nos finais do século XVII). A partir do século XVIII, declinou a importância estratégica de Diu, que veio a ficar reduzida a museu ou marco histórico da sua grandeza comercial e estratégica de antigo baluarte nas lutas entre as forças islâmicas do Oriente e as cristãs do Ocidente.


D. João de Castro

Diu permaneceu na posse dos portugueses desde 1535 até 1961, vindo a cair na posse das tropas da União Indiana, que invadiram todo o antigo Estado Português da Índia, no tempo de Nehru.

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MensagemAssunto: Em 6 de Novembro de 1991...   Qua Nov 05, 2008 11:24 pm

A 6 de Novembro de 1991, era oficialmente extinto o KGB, polícia política soviética.


Emblema do KGB com uma espada e um escudo

O KGB ("КГБ"), acrónimo em russo para Komitet Gosudarstveno Bezopasnosti (Komityet Gosudarstvennoy Bezopasnosty; em português, Comité de Segurança do Estado) era o nome da principal agência de informação e segurança (serviços secretos) da antiga União Soviética, que desempenhou, em simultâneo, as funções de polícia secreta do governo soviético, entre 13 de Março de 1954 e 6 de Novembro de 1991. O domínio de atcuação do KGB, durante a Guerra Fria, pode ser comparado, nos Estados Unidos, à combinação dos serviços secretos da CIA e da segurança interna do FBI. Depois da implosão da URSS, o maior sucessor do KGB é o Serviço Federal de Segurança da Federação Russa (FSB). Também o nome oficial do serviço de inteligência da Bielorrússia, a Agência de Segurança do Estado, permanece como KGB.

A URSS teve, desde sempre, uma polícia política muito poderosa, que esteve sempre presente em todas as etapas da sua evolução social, fosse qual fosse o regime instituído. A KGB surgiu após a Segunda Guerra Mundial, no período da guerra fria, apesar de suas origens internas remontarem a 1917, quando Félix Djerjinsky fundou o grupo paramilitar cognominado Tcheka.


Quartel general da KGB em Moscovo (Moscovo- Pt-Pt), na Praça Lubyanka foi projectada por Aleksey Schusev.

Era uma polícia secreta e política que não tinha equivalente no mundo, porque se situava em um nível completamente diferente dos outros serviços especiais, constituía igualmente um ministério. Dispunha de trezentos mil soldados da Guarda de Fronteiras, equipados com blindados, caças e barcos sendo uma força independente do exército, força aérea e marinha. A organização compreendia 5 direcções-gerais.

A primeira direcção, a mais importante, incluía a subdirecção dos ilegais (agentes que viviam no estrangeiro sob uma falsa identidade), a subdirecção cientifica e técnica, um serviço de contra-espionagem, serviço de acção e um serviço dos negócios sujos (assassinatos, atentados, sequestros, bombas). A segunda e terceira direcções-gerais estão encarregadas da informação, vigilância e da repressão interna, a quarta são os guardas da fronteira e a quinta, das escolas, que são muitas e variadas.


KGB

Direcções

O KGB foi organizado em várias “direcções”:

A Primeira direcção principal (operações estrangeiras) - responsáveis por operações estrangeiras e contra-inteligência. Esta direcção teve muitas subdireções.
A Segunda direcção principal - responsável pelo controle político interno dos cidadãos e dos estrangeiros na União Soviética.
A Terceira direcção principal (forças armadas) - contra-informação militar e a fiscalização política das forças armadas soviéticas.
A Quarta direcção (Segurança do Transporte)
A Quinta direcção principal - também responsável pela segurança interna; originalmente combatia dissidência política; dentre suas tarefas mais tardias encontra-se o controle da dissidência religiosa, monitorando artistas, e a censura dos meios de comunicação; foi rebatizado como a Direção Z (para proteger a ordem constitucional) em 1989.
A Sexta direcção (contra-informação econômica e segurança industrial)
A Sétima direcção (fiscalização) - fiscalização, fornecendo o equipamento para seguir e monitorar atividades de estrangeiros e de cidadãos da União Soviética.
A Oitava direcção principal - responsável pela comunicação, monitorando comunicações estrangeiras, e os sistemas criptográficos usados por divisões do KGB, e pelo desenvolvimento da tecnologia das comunicações.
A Nona direcção (protetores) (mais tarde o serviço de proteção) - 40.000 agentes do KGB fazem parte dessa direção que proporciona serviços de escolta aos líderes principais de CPSU (e às suas famílias) e às também a escolta do governo soviético (que incluem armas nucleares). Operou o sistema VIP do metro de Moscovo, e o sistema de telefone seguro dos oficiais do CPSU; transformou-se no serviço protetor federal (FPS) sob o controle de Boris Yeltsin.
A Décima quinta direcção (segurança das instalações do governo)
A Décima sexta direcção (intercepção das comunicações e SIGINT) - opera os sistemas de telefone e de telégrafo do governo da União Soviética, assim assegurando a intercepção bem sucedida de todas as comunicações de interesse à KGB.
A Direção das guardas das fronteiriças - 245.000 agentes fazem parte das forças de segurança das fronteiras da União Soviética com forças terrestres, navais, e da força aérea.
As operações e a direção de tecnologia - abrangem todos os laboratórios e centros de investigação científica para espionagem, além dos dispositivos de tiro (que incluem o laboratório de veneno dos serviços secretos soviéticos que desenvolveu venenos e substâncias que provocavam distúrbios psicológicos).


Câmara de gás do KGB

Outras secções

O KGB também possuía seções independentes:

Departamento pessoais do KGB;
Secretariado do KGB;
Equipe de funcionários de suporte laboratorial do KGB;
Departamento de finanças do KGB;
Arquivos do KGB;
Departamento da administração do KGB;
Comitê do CPSU;
KGB OSNAZ, (destacamentos de Spetsnaz ou das operações especiais) como:
O grupo alfa;
O Vympel, e etc.; as missões e estrutura do comando-controle permanecem desconhecidas.
Força protetora de Kremlin - A Força Protetora de Kremlin era a escolta do Presidium, e outros; transformou-se mais tarde no serviço protetor federal (FPS).

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MensagemAssunto: Em 7 de Novembro de 1848...   Sex Nov 07, 2008 11:14 pm

A 7 de Novembro de 1848, na então província de Pernambuco, eclodia a Revolta Praieira.


Revolta Praieira

A Revolta Praieira, também denominada como Insurreição Praieira, Revolução Praieira ou simplesmente Praieira, foi um movimento de caráter liberal e separatista ,que eclodiu na então Província de Pernambuco, no Brasil, entre 1848 e 1850.

Contexto

Última das revoltas provinciais, está ligada às lutas político-partidárias, que marcaram o Período Regencial e o início do Segundo Reinado. Sua derrota representou uma demonstração de força do governo de D. Pedro II (1840-1889).

De forma global, inscreveu-se no contexto das revoluções socialistas e nacionalistas, que varreram a Europa neste período do século XIX, incluindo a Revolução de 1848 na França que promoveu a extinção do Absolutismo no país.


A rebelião começou espontaneamente em Olinda, logo alastrando pela zona da Mara

A nível local foi influenciada pelas idéias liberais dos que se queixavam da falta de autonomia provincial, sendo marcada pelo repúdio à monarquia, com manifestações a favor da independência política, da república e por um reformismo radical.

Com fundo social, económico e político, contou com a participação das camadas menos favorecidas da Província de Pernambuco, oprimidas pela grande concentração fundiária nas mãos de poucos proprietários. Como exemplo, uma quadra popular à época, refere à poderosa família Cavalcanti:

"Quem viver em Pernambuco
não há de estar enganado:
Que, ou há de ser Cavalcanti,
ou há de ser cavalgado."
(Quadra popular)

Ainda como fundo sócio-econômico, regista-se a histórica rivalidade com os portugueses, que dominavam o comércio na Província.

O movimento


D. Pe3dro II

A revolta teve como causa imediata a destituição, por D. Pedro II, do Presidente da Província António Pinto Chichorro da Gama (1845-1848), representante dos liberais. Durante quatro anos à frente do poder, Chichorro da Gama combatera o poder local dos gabirus, grupos mais poderosos da aristocracia latifundiária e mercantil, ligados ao Partido Conservador.

A substituição deste liberal pelo ex-regente Araújo Lima, extremamente conservador, foi o estopim para o ínicio da revolução, que já acumulava insatisfação com a política imperial e dificuldades devido ao declínio da economia açucareira.

Os rebeldes queriam alterar a Constituição brasileira de 1824, visando a efectiva liberdade de imprensa (uma vez que esta estava limitada, extinguindo artigos que ferissem a família real ou a moral e os bons costumes), a extinção do poder moderador e do cargo vitalício de senador, além da nacionalização do comércio varejista, entre outras propostas.


António Chichorro da Gama

Em abril de 1848, os setores radicais do Partido Liberal pernambucano, reunidos no jornal Diário Novo, na Rua da Praia, no Recife, e conhecidos como praieiros – condenaram a destituição de Chichorro da Gama, interpretando esse gesto como mais uma arbitrariedade imperial.

A revolta contra o novo governo da Província eclodiu em Olinda, a 7 de novembro de 1848, sob a liderança do general José Inácio de Abreu e Lima, do Capitão de Artilharia Pedro Ivo Veloso da Silveira, do deputado liberal Joaquim Nunes Machado e do militante da ala radical do Partido Liberal, António Borges da Fonseca. O Presidente nomeado da Província, Herculano Ferreira Pena, foi afastado e o movimento espalhou-se rapidamente por toda a Zona da Mata de Pernambuco.

A sua primeira batalha foi travada no povoado de Maricota (atual cidade de Abreu e Lima).


Recife, na época da revolt Praieira

Em 1 de Janeiro de 1849, os revoltosos lançaram o seu programa, um documento que denominaram Manifesto ao Mundo, de conteúdo socialista utópico, de autoria de Borges da Fonseca, no qual defendiam:

o voto livre e universal do povo brasileiro;
a plena e absoluta liberdade de comunicar os pensamentos por meio da imprensa (liberdade de imprensa);
o trabalho, como garantia da vida para o cidadão brasileiro;
o comércio a retalho só para os cidadãos brasileiros;
a inteira e efetiva independência dos poderes constituídos;
a extinção do Poder Moderador e do direito de agraciar;
o elemento federal na nova organização
a completa reforma do Poder Judiciário, de forma a assegurar as garantias dos direitos individuais dos cidadãos;
a extinção da lei do juro convencional;
a extinção do sistema de recrutamento militar então vigente.
Apesar do caráter liberal da revolução, os revoltosos não cogitavam a abolição da escravidão.

Depois de receber a adesão da população urbana, que vivia em extrema pobreza, pequenos arrendatários, boiadeiros, mascates e negros libertos, os praieiros marcharam sobre o Recife em Fevereiro de 1849 com quase 2.500 combatentes, mas foram rechaçados.

A repressão


Água Preta

A Província foi pacificada por Manuel Vieira Tosta, indicado como novo presidente, auxiliado pelo Brigadeiro José Joaquim Coelho, novo Comandante das Armas. As forças rebeldes foram derrotadas nos combates de Água Preta e de Iguaraçu.

Os líderes do movimento, pertencentes à classe dominante, foram detidos e julgados apenas em 28 de Novembro de 1851, quando os ânimos na província já tinham serenado, ocasião em que o governo imperial pôde conceder-lhes amnistia. Voltaram, assim, a ocupar os seus cargos públicos e a comandar os seus engenhos.

Por outro lado, os rebeldes das camadas sociais menos privilegiadas - rendeiros, trabalhadores e outros - não tiveram direito a julgamento e, ou sofreram recrutamento forçado ou foram amnistiados por intervenção de seus superiores para retornarem ao trabalho, excepto aqueles que foram sumariamente fuzilados, durante e logo após os combates.

Conseqüências


Segundo Reinado

Com o fim da Praieira no início de 1850, iniciou-se a segunda fase do Segundo Reinado, um período de tranqüilidade política, fruto do Parlamentarismo e da Política de Conciliação implantados por D. Pedro II, e da prosperidade trazida pelo café.

É importante lembrar que, apesar da revolução ter sido liderada por liberais, ainda não tinha caráter essencialmente republicano: apenas alguns de seus participantes apoiavam a proclamação da República.

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MensagemAssunto: Em 8 de Novembro de 1923...   Sab Nov 08, 2008 12:01 am

A 8 de Novembro de 1923, ocorria o Putsch da Cervejaria.

O Putsch da Cervejaria foi uma malfadada tentativa de golpe de Adolf Hitler e do Partido Nazista contra o governo da região alemã da Baviera, ocorrida em 9 de Novembro de 1923. O objectivo era tomar o poder do governo bávaro para, em seguida, tentar tomar o poder em todo o país. Mas a tresloucada acção foi rapidamente controlada pela polícia bávara, sendo que Hitler e vários correligionários – entre eles Rudolf Hess – acabaram presos.

A expressão "Putsch (golpe em alemão) da Cervejaria deriva de que Hitler teria exortado seus partidários à acção, baseado na cervejaria Burgebräukeller, uma das mais famosas de Munique. Tendo reunido um grupo de seguidores, sinalizou o início da "revolução" com um tiro no teto. Na refrega com as forças da ordem, 16 nazistas foram mortos. A propaganda nazista transformou posteriormente, esses mortos em "heróis" da causa nacional-socialista.

O Golpe

[img]
Selo comemorativo do putsch, datando de 1935

Hitler decidiu usar Ludendorff, em 1923, como testa de ferro numa tentativa de tomada do poder em Munique, a capital da Baviera, que na época gozava, bem como no Império Alemão, de certa autonomia política.

O seu objetivo era imitar a famosa Marcha sobre Roma de Benito Mussolini, com uma "Marcha sobre Berlim" - mas o golpe, falhado, tornar-se-ia conhecido pelo nome de Putsch da Cervejaria.

Hitler e Ludendorff conseguiram o apoio clandestino de Gustav von Kahr, o governador, de facto, da Baviera, de várias personalidades de destaque do exército alemão (Reichswehr) e da própria autoridade policial. Como pode ser verificado através de pósteres políticos da época, Luddendorff, Hitler, vários militares e os dirigentes da polícia bávara tinham como objetivo a formação de um novo governo.


Ludendorff

Contudo, em 8 de Novembro de 1923, Kahr e alguns oficiais recuaram na sua posição e negaram-lhe apoio na cervejaria de Bürgerbräu. Hitler, supreendido, mandou detê-los, ao mesmo tempo que decidiu prosseguir com o golpe de estado. Sem o conhecimento de Hitler, Kahr e os outros ex-apoiantes foram libertos por ordem de Ludendorff, sob o compromisso de não interferirem. Contudo, procederam aos esforços necessários para frustrar o golpe. De manhã, enquanto os nazistas marchavam da cervejaria até à sede do Ministério de Guerra Bávaro, para derrubar o que consideravam ser o governo traidor da Baviera, de modo a iniciar a Marcha sobre Berlim, o exército procedeu rapidamente à sua dispersão. Ludendorff ficou ferido e vários Nazistas foram mortos.

Hitler fugiu para a casa de Ernst Hanfstaengl e pensou seriamente em suicidar-se. Foi, então, preso por alta traição e, temendo que alguns membros "esquerdistas" pudessem tentar apoderar-se da liderança do partido durante a sua prisão, Hitler rapidamente nomeou Alfred Rosenberg e, depois, Gregor Strasser como líderes temporários .

Ao contrário do que podia prever, encontrou-se, durante a sua prisão, num ambiente receptivo às suas idéias. Durante o julgamento, em Abril de 1924, os magistrados responsáveis pelo caso conseguiram que Hitler transformasse esta derrota provisória numa proeza de propaganda. Foi-lhe concedida a possibilidade de se defender quase sem qualquer restrição de tempo, perante o tribunal e um vasto público que rapidamente se exaltou perante o seu discurso, baseado num forte sentimento nacionalista. Foi condenado a cinco anos de prisão na prisão de Landsberg, pelo crime de conspiração com intuito de traição. Na prisão, além de tratamento preferencial, teve a oportunidade de verificar a sua popularidade pelas cartas que recebia de diversos apoiantes.


Mein Kampf

O futuro ditador da Alemanha Nazista permaneceu apenas nove meses na prisão de Landsberg, escrevendo nesse período seu manifesto político, Mein Kampf. Ao deixar o cárcere, Hitler teria tomado a decisão que nortearia seu futuro na política: ele não mais desafiaria a autoridade de maneira direta, mas trilharia seu caminho ao poder pela via legal. Tendo proferido famosa frase ("A democracia deve ser destruída por suas próprias forças"), Hitler alcançaria seu objetivo em pouco menos de 10 anos, com a complacência de militares e políticos mais conservadores, os quais desejavam por um fim à desordem provocada pela luta de poder entre nazistas e comunistas.

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MensagemAssunto: Em 9 de Novembro de 1919...   Sab Nov 08, 2008 11:07 pm

A 9 de Novbembro de 1919,


O Gato Félix num desenho animado

Felix the Cat (em português conhecido como Gato Félix) é um personagem de desenho animado, criado na época dos filmes mudos. De pelo preto, olhos brancos e risada característica, combinados com o surrealismo das situações criadas nos desenhos, fazem dele um dos mais conhecidos do mundo. Foi o primeiro personagem de desenho animado popular ao ponto de, por si só, atrair o público.

História

A criação do personagem tem sido atribuída ao cartunista americano, Otto Messme, embora o produtor cinematográfico e também cartunista australiano, Pat Sullivan, que detinha os direitos autorais sobre o desenho, se dissesse o seu criador. Os historiadores acreditam que Messmer tenha sido o ghost-writer de Sullivan. O certo é que Félix saiu dos estúdios Sullivan, alcançando sucesso sem precedentes nos anos 1920.


O Gato Félix e seus sobrinhos Inky e Winky no curta April Maze

O sucesso de Felix entrou em declínio no final da década de 1920, com a chegada dos desenhos animados sonoros, particularmente os do Mickey Mouse, de Walt Disney. Na época, Sullivan e Messmer não quiseram aderir à produção sonora e Felix foi ultrapassado. Em 1929, Sullivan decidiu finalmente fazer a transição e começou a distribuir desenhos animados sonoros de Felix. A iniciativa fracassou, sendo suspensa no ano seguinte. Sullivan faleceu em 1933.

Felix ainda teve uma breve ressurreição em 1936, com desenhos animados sonoros e a cores e quase desapareceu, mas foi salvo pela televisão, muito tempo depois.


Felix, por Peter Klashorst

Os desenhos animados de Felix começaram a ser exibidos pela TV dos EUA, em 1953. Joe Oriolo (Criador do Gasparzinho), que dirigia as tiras de quadrinhos de Felix, redesenhou o gato, dando-lhe pernas mais compridas, para uma nova série de desenhos destinados à televisão. Oriolo também acrescentou novos personagens e deu a Felix uma nova bolsa mágica de truques, que podia assumir uma infinita variedade de formas, obedecendo às ordens de Felix.

Atualmente, o personagem continua aparecendo numa variedade de produtos - desde roupas até brinquedos. Recentemente foi produzida a série The Twisted Tales of Felix the Cat, em que o gato é mostrado com um traço mais antigo, em uma ambientação fantástica, com objectos falantes e outros, além de algumas piadas de duplo sentido, voltadas para um público mais adulto.

O personagem



Dentro de um estilo clássico de desenho, apesar da nítida evolução com o tempo, Félix é um gato preto, com uma silhueta levemente recurvada, normalmente gentil e alegre, que sempre se mete em confusões. Costuma usar o próprio rabo como ferramenta, algumas vezes retirando-o do próprio corpo - sendo este um dos exemplos mais famosos e antigos dos poderes esdrúxulos dos desenhos animados.

Quando o rabo não é suficiente para a realização do feito, ele rapidamente usa sua bolsa mágica (magic bag of tricks na versão original) para criar, desde uma mesa até um navio ou avião. Felix nunca se separa da bolsa mágica e, embora muitos vilões, como o Professor e seu ajudante Rock Bottom, tentem roubá-la, sempre escapa.

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Também conta com a ajuda de Poindexter, um menino génio, que, ironicamente, é sobrinho do Professor. Outro vilão, que vez ou outra atormenta Felix, é o Mestre Cilindro (Master Cylinder), um robô malvado, que foi enviado à Lua. Há também o Génio da Garrafa, que quer colocar o gato na garrafa, mediante algum plano diabólico.

Curiosidades

Monteiro Lobato utilizou a figura de Félix no capítulo "O Gato Félix" do livro Reinações de Narizinho.

Entretanto, na maioria das adaptações para TV do Sítio do Picapau Amarelo, o Gato Félix foi substituido pelo Gato Risonho (o Gato de Cheshire de Alice no País das Maravilhas) ou pelo Gato de Botas.
No episódio do Chapolin "Expedição Arqueológica" um cientista (interpretado por Ramon Valdez) cita uma frase "Olha, o Gato Félix".

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MensagemAssunto: Em 10 de Novembro de 1982...   Dom Nov 09, 2008 10:22 pm

A 10 de Novembro de 1982, morria Lionid Brejnev, presidente da URSS entre 1977 e 1982, ano da sua morte.


Leonid Brejnev em 1973.

Leonid Ilitch Brejnev, em russo Леони́д Ильи́ч Бре́жнев, Lyeaníd Ilítch Bryéjnyef (19 de Dezembro de 1906 — 10 de Novembro de 1982), foi secretário-geral do Partido Comunista da União Soviética (PCUS) de 1964 a 1982 e presidente da URSS entre 1977 e 1982, ano da sua morte. Em 1972 foi-lhe atribuído o Prémio Lenin da Paz.

Brejnev sucedeu a Nikita Khrushchov ,como Secretário-Geral do PCUS (Partido Comunista da União Soviética) em 1964. Na posse, Brejnev prometeu que continuaria as reformas internas e buscaria a aproximação com o Ocidente ("deténte"). De facto, Brejnev conseguiu diminuir as tensões com os Estados Unidos e negociar tratados para conter a corrida armamentista, tendo aumentado a influência internacional da URSS à Ásia e à África, nos anos 1960 e 1970.


Com Kissinger

O novo governante teve que equilibrar a estagnação económica com o crescimento das despesas militares, para equiparar a URSS aos EUA. A produção de armamentos e a manutenção das tropas na União Soviética e nos países aliados, são comumente considerados hoje como os responsáveis pelos grandes gastos do orçamento de então.

Durante os 18 anos que esteve à frente da Secretaria-geral do PCUS, pouco mudou na política interna do país e com relação aos seus aliados e vizinhos do "Pacto de Varsóvia".


Primavera de Praga

Em 1968, na Checoslováquia, um governo reformista – a "Primavera de Praga" - liderada por Alexander Dubcek, foi afastado por uma intervenção dos demais países do Pacto de Varsóvia, à exceção da Roménia.

Em 1979, tropas soviéticas intervieram no Afeganistão, para apoiar o governo comunista local contra os rebeldes xiitas pró-Irão, os Mujaheddin, mas apesar da grande superioridade soviética em armamento e homens, a guerra estagnou, prolongando-se até 1988, quando os soviéticos se retiraram militarmente, após negociações, já durante a liderança de Mihail Gorbatchov à frente do PCUS e de Andrei Gromiko como Presidente da URSS.


Primavera de Praga

Precedido por
Nikita Khrushchov líder da União Soviética
1964 — 1982

Sucedido por
Yuri Andropov

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MensagemAssunto: Em 11 de Novembro de 1918...   Seg Nov 10, 2008 9:57 pm

A 11 de Novembro de 1918, era assinado o armistício de Compiègne.


Armistício de Compiègne - Página de capa do New York Times no Dia do Armistício, 11 de novembro de 1918.

O Armistício de Compiègne foi um tratado assinado em 11 de Novembro de 1918, entre os Aliados e a Alemanha, dentro de um vagão de trem na floresta de Compiègne, com o objetivo de encerrar as hostilidades no front ocidental da Primeira Guerra Mundial. Os principais signatários foram o Marechal Ferdinand Foch, comandante-em-chefe aliado, e Matthias Erzberger, representante alemão.

Seguiu-se ao armistício o tratado de paz de Versalhes, celebrado em 1919.

Este armistício não deve ser confundido com o Segundo Armistício de Compiègne, assinado em 1940 por representantes da França e da Alemanha Nazista.


Os signatários do Artmistício de Compiègne


Armistício

Armistício é a ocasião na qual as partes de um conflito armado concordam com o fim definitivo das hostilidades. É o instante anterior ao tratado de paz. A palavra deriva do latim: arma (arma) e stitium (parar).

Um cessar-fogo refere-se ao fim temporário de combates entre as partes geralmente em um período limitado de tempo em determinado território. Geralmente o cessar-fogo é necessário para a negociação de um armistício.

O armistício é um modus vivendi, diferente de um acordo de paz, que pode levar meses ou anos para ser assinado. O armistício da Guerra da Coréia de 1953 é um exemplo, cujo tratado de paz só foi assinado em 4 de outubro de 2007.

O Conselho de Segurança das Nações Unidas geralmente tenta impor o cessar-fogo, sendo os armistícios negociados posteriomente entre as partes conflitantes, sem a imposição de termos pelas Nações Unidas.


Compiègne

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MensagemAssunto: Em 12 de Novembro de 1772...   Qua Nov 12, 2008 12:38 am

A 12 de Novembro de 1772, pelo Ouvidor José Xavier Machado Monteiro, é criada uma vila,
no local denominado Arraial de Itanhém, situado às margens do Rio Itanhém, que dará origem ao Munic´pio de Alcobaça (Brasil).


Alcobaça (Bahia)

Alcobaça é um município brasileiro do estado da Bahia. Localiza-se a uma latitude 17º31'10" sul e a uma longitude 39º11'44" oeste, estando a uma altitude de 9 metros. Sua população, estimada em 2004, era de 23 323 habitantes. Possui uma área de 1510,9 km².

História

O município tem origem numa vila, criada em 12 de novembro de 1772 pelo Ouvidor José Xavier Machado Monteiro, no local denominado Arraial de Itanhém, situado às margens do Rio Itanhém, ao sul da Capitania de Porto Seguro, actual Microrregião Extremo Sul da Bahia).

Diferentemente do que foi publicado em diversos sites da internet e até mesmo e enciclopédias e livros, Alcobaça não foi fundada "através de Carta Régia de 1755".


Brasão de Alcobaça

A chamada Carta Régia, que teria dado origem a Alcobaça é, na verdade, um dos documentos importantes da História do Brasil do Século XVIII. Trata-se de documento de 3 de Março de 1755, no qual El-Rey d. José I de Portugal manda criar a Capitania de São José do Rio Negro e dá instruções sobre a fundação de vilas na Colónia. Esta Carta Régina encontra-se reproduzida nos "Autos de Criação e fundação da Nova Vila de Alcobaça, na Capitania de Porto Seguro", documento de 12 de Novembro de 1772, que é o verdadeiro ponto de partida da história de Alcobaça.

São Bernardo (Bernardo de Claraval) foi escolhido como orago (padroeiro) da vila, pelo que, nos documentos do século XIX, Alcobaça é referida como "Vila de São Bernardo de Alcobaça".

O nome da cidade deriva de Alcobaça (Portugal), cidade situada no Distrito de Leiria. Diz uma lenda (de resto, não comprovada) que os primeiros moradores da Alcobaça brasileira eram oriundos da Alcobaça portuguesa.

Em 20 de Julho de 1896, a vila de Alcobaça foi elevada à condição de Cidade.


Turismo


Igreja Matriz, vista lateral.

A cidade de Alcobaça é visitada anualmente por milhares de turistas, oriundos principalmente do Estados vizinhos de Minas Gerais e Espírito Santo, mas também de Goiás e Distrito Federal.

O turismo de veraneio em Alcobaça tem como base as belas praias da região e a proximidade da cidade com o Parque Nacional Marinho de Abrolhos.

O ponto central da cidade, a Praça da Caixa D'Água e seus arredores, é o mais visitado pelos turistas.

Patrimônio Cultural


Sobrado construído em 1892 pelo major Izidro Pedro do Nascimento, actualmente funcionando como residência paroquial.

A cidade de Alcobaça possui belos casarões do século XIX, cuja protecção foi recomendada por técnicos do Instituto do Patrimônio Cultural do estado da Bahia (IPAC-BA).

Praias


Praia da Barra do Itanhém ou Barra de Alcobaça


Praia de Iansã


Praia do Coqueiro


Praia do Farol


Praia do Zeloris

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MensagemAssunto: Em 13 de Novembro de 1002...   Qua Nov 12, 2008 10:40 pm

A 13 de ovembro de 1002, Ethelred II ordenava o massacre das comunidades viking, estabelecidas nas costas de Inglaterra.


Ethelred II

Ethelred II (Æþelred) (cerca 968 - 23 de Abril, 1016), foi Rei de Inglaterra entre 978 e 1013 e depois de 1014 a 1016. Ethelred era filho do segundo casamento do rei Edgar de Inglaterra com Elfrida e sucedeu no trono depois do assassinato do seu meio-irmão mais velho, Eduardo o Mártir.

Durante o seu reinado, Ethelred enfrentou uma invasão viking, liderada por Olaf Trygvasson, um senhor da guerra norueguês. Depois de algumas derrotas, Ethelred conseguiu expulsar os vikings mediante um grande suborno oferecido aos seus líderes. A guerra voltaria a ser reaberta e a 13 de Novembro de 1002 Ethelred ordena o massacre das comunidades viking, estabelecidas nas costas de Inglaterra.


Svend I da Dinamarca

Esta atitude brutal provocou uma série de campanhas lideradas por Svend I da Dinamarca, contra a Inglaterra. Em 1013, Ethelred foi obrigado a fugir para a Normandia, para salvar a vida, regressando à Inglaterra no ano seguinte, para recuperar a coroa. Apesar dos revezes militares, o reinado de Ethelred foi marcado por boas condições económicas e prosperidade, como indica a alta qualidade das moedas cunhadas durante esse período.

Ethelred foi pai de pelo menos 16 crianças, incluindo Eduardo o Confessor, dos seus dois casamentos com Ælfgifu da Nortúmbria e Ema da Normandia. O sobrinho-neto de Ema, Guilherme, Duque da Normandia, utilizou essa relação familiar como argumento, para invadir as Ilhas Britânicas em 1066.


Moeda com a efígie e Ethelred II

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MensagemAssunto: Em 14 de Novembro de 1907...   Qui Nov 13, 2008 11:51 pm

A 14 de Novembro de 1907, nascia Astrid Lindgren, autora sueca de literatura infantil.


Astrid Lindgren, 1924.

Astrid Anna Emilia Lindgren, ex-Ericsson, (14 de Novembro de 1907—28 de Janeiro de 2002) foi uma autora sueca de literatura infantil, com livros traduzidos em 85 idiomas em mais de 100 países.

Histórico

Astrid Lindgren cresceu numa fazenda em Småland na Suécia e muitos de seus livros são baseados na sua família e memórias de infância. Todavia, Píppi das Meias Altas, a sua personagem mais famosa, foi inventada para entreter sua filha Karin, que estava acamada.

Em 1944, tirou o segundo lugar numa competição organizada pela recém-fundada editora Rabén & Sjögren, com o seu romance denominado Britt-Marie lättar sitt hjärta (Britt-Marie liberta o seu coração).


Pippi das Meias Altas

Um ano mais tarde, ganhou o primeiro prémio na mesma competição, com o livro infantil Pippi Långstrump (Píppi das Meias Altas), que então se transformou num dos mais pretendidos livros infantis em todo o mundo. Ela havia-o anteriormente enviado para a editora Bonniers, que o rejeitou.

Embora Lindgren se tenha tornado, quase imediatamente, uma escritora grandemente apreciada, a sua atitude irreverente perante a autoridade dos adultos, que é uma característica marcante de muitos de seus personagens, atraiu ocasionalmente a ira de alguns conservadores.

A revista feminina Damernas Värld enviou Lindgren aos Estados Unidos em 1948, para escrever crónicas. Aquando de sua chegada, diz-se ter-se surpreendido com a discriminação contra os afro-americanos. Alguns anos mais tarde, publicou o livro Kati in America, uma colecção de crónicas baseadas em sua viagem.



Em 3 de Março de 1976, sentindo-se prejudicada pela altíssima carga tributária sueca, publicou uma crónica intitulada "Pomperipossa in Monismania" no jornal Expressen. O texto provocou um acirrado debate
durante a eleição parlamentar do mesmo ano e acarretou a queda do governo social-democrata, pela primeira vez em 40 anos.

Astrid Lindgren também se tornou conhecida pelo seu apoio aos direitos das crianças e dos animais e pela oposição à punição corporal.

Em 1958, ganhou ol segundo Prémio Hans Christian Andersen, um galardão internacional da literatura infanto-juvenil.



Em 1993, recebeu o Right Livelihood Award (também conhecido como "Prêmio Nobel Alternativo"), "...pela sua dedicação à justiça, não-violência e compreensão das minorias, bem como pelo seu amor e cuidado pela natureza". No seu 90º aniversário, foi proclamada "Personalidade do Ano" na Suécia, por um programa de rádio.

Após a sua morte em 2002, aos 94 anos de idade, o governo sueco instituiu o Prémio Astrid Lindgren, em sua memória. O prémio é a maior recompensa financeira em todo mundo para livros de literatura infanto-juvenil, num montante de cinco milhões de coroas (cerca de R$ 1,5 milhão).


Casa onde passou a sua infância

O nome do micro-satélite sueco Astrid 1, lançado em 24 de Janeiro de 1995, foi originalmente escolhido como um nome feminino sueco comum, mas pouco tempo depois, foi decidido que os instrumentos seriam batizados com nomes de personagens dos livros de Astrid Lindgren: PIPPI (Prelude in Planetary Particle Imaging), EMIL (Electron Measurements - In-situ and Lightweight) e MIO (Miniature Imaging Optics). Fazendo um trocadilho, Astrid teria dito que as pessoas poderiam chamar o satélite de Astreoid Lindgren.

A colecção dos manuscritos originais de Astrid Lindgren na Kungliga Biblioteket, em Estocolmo, foi adicionada à lista de herança cultural da UNESCO em 2005.


Kungliga Biblioteket

Bibliografia

Alguns títulos de Astrid Lindgren traduzidos no Brasil

Píppi das Maias Altas. Companhia das Letrinhas, 2001. ISBN 8574060976
Píppi a Bordo. Companhia das Letrinhas, 2002. ISBN 8574061441
Píppi nos Mares do Sul. Companhia das Letrinhas, 2003. ISBN 8574061794

Alguns títulos de Astrid Lindgren traduzidos em Portugal:



Pípi das Meias Altas (Colecção Difel Júnior - Pipi das Meias Altas, vol. I). Difel, 2007. ISBN 9789722908719
Pípi Entra a Bordo (Colecção Difel Júnior - Pipi das Meias Altas, vol. I). Difel, 2007. ISBN 9789722908726
Pípi nos Mares do Sul (Colecção Difel Júnior - Pipi das Meias Altas, vol. I). Difel, 2007. ISBN 9789722908733
Emílio Dentro da Terrina (Colecção Pirilampo, vol. 1). Editorial Verbo, 1979.
Emílio Faz das Suas (Colecção Pirilampo, vol. 2). Editorial Verbo, 1979.
Emílio e o Porco Sábio (Colecção Pirilampo, vol. 3). Editorial Verbo, 1979.

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MensagemAssunto: Em 15 de Novembro de 1917...   Sex Nov 14, 2008 11:22 pm

A 15 de Novembro de 1917, falecia Émile Durkheim, um dos pais da sociologia moderna.


Émile Durkheim

Émile Durkheim (Épinal, 15 de Abril de 1858 — Paris, 15 de Novembro de 1917) é considerado um dos pais da sociologia moderna. Durkheim foi o fundador da escola francesa de sociologia, posterior a Mafuso, que combinava a pesquisa empírica com a teoria sociológica. É reconhecido amplamente como um dos melhores teóricos do conceito da coesão social.

Partindo da afirmação de que "os factos sociais devem ser tratados como coisas", forneceu uma definição do normal e do patológico aplicada a cada sociedade, em que o normal seria aquilo que é ao mesmo tempo obrigatório para o indivíduo e superior a ele, o que significa que a sociedade e a consciência colectiva são entidades morais, antes mesmo de terem uma existência tangível. Essa preponderância da sociedade sobre o indivíduo deve permitir a realização desse, desde que consiga integrar-se nessa estrutura.

Para que reine certo consenso nessa sociedade, deve-se favorecer o aparecimento de uma solidariedade entre seus membros. Uma vez que a solidariedade varia segundo o grau de modernidade da sociedade, a norma moral tende a tornar-se norma jurídica, pois é preciso definir, numa sociedade moderna, regras de cooperação e troca de serviços entre os que participam do trabalho colectivo (preponderância progressiva da solidariedade orgânica).


Palavras-chave

A sociologia fortaleceu-se graças a Durkheim e seus seguidores. Suas principais obras são: Da divisão do trabalho social (1893); Regras do método sociológico (1895); O suicídio (1897); As formas elementares de vida religiosa (1912). Fundou também a revista L'Année Sociologique, que afirmou a proeminência durkheimiana no mundo inteiro.

Biografia

Émile Durkheim nasceu na província francesa da Lorena no dia 15 de abril de 1858. Descendente de judeus franceses, seu pai, avô e bisavô foram rabinos. Ainda jovem, decidiu não seguir o caminho dos familiares levando, pelo contrário, uma vida bastante secular. Em sua obra, por exemplo, explicava os fenómenos religiosos, a partir de factores sociais e não divinos. Tal facto não o afastou, no entanto, da comunidade judaica. Muitos de seus colaboradores foram judeus e alguns, inclusivé, seus parentes.

Entrou na École Normale Supérieure em 1879, juntamente com Jean Jaurès e Henri Bergson. Durante estes estudos teve contactos com as obras de Augusto Comte e Herbert Spencer, que o influenciaram significativamente, na tentativa de buscar a cientificidade no estudo das humanidades.


Augusto Comte

Pensamento

Durkheim formou-se em Filosofia, porém toda a sua obra dedicada à Sociologia. O seu principal trabalho é na reflexão e no reconhecimento da existência de uma "Consciência Colectiva". Parte do princípio que o homem seria apenas um animal selvagem, que só se tornou Humano porque se tornou sociável, ou seja, foi capaz de aprender hábitos e costumes, característicos de seu grupo social, para poder conviver no meio deste.

A este processo de aprendizagem, Durkheim chamou de "Socialização", a consciência colectiva seria então formada durante a nossa socialização e seria composta por tudo aquilo que habita as nossas mentes e que serve para nos orientar, como devemos ser, sentir e nos comportar. A esse "tudo" chamou "Fatos Sociais", e disse que esses eram os verdadeiros objectos de estudo da Sociologia.

Nem tudo o que uma pessoa faz é um facto social, que para o ser,tem de atender a três características: generalidade, exterioridade e coercitividade. Isto é, o que as pessoas sentem, pensam ou fazem independentemente de suas vontades individuais, é um comportamento estabelecido pela sociedade. Não é algo que seja imposto especificamente a alguém, é algo que já estava lá antes e que continua depois, que não dá margem a escolhas.


Social Relativity

O mérito de Durkheim aumenta ainda mais, quando publica seu livro "As regras do método sociológico", onde define uma metodologia de estudo, que embora sendo em boa parte extraída das ciências naturais, dá seriedade à nova ciência. Era necessário revelar as leis que regem o comportamento social, ou seja, o que comanda os factos sociais.

Nos seus estudos, que serviram de pontos expiatórios para os inícios de debates contra Gabriel Tarde (o que perdurou praticamente até o fim de sua carreira), concluiu que os fatos sociais atingem toda a sociedade, o que só é possível se admitirmos que a sociedade é um todo integrado. Se tudo na sociedade está interligado, qualquer alteração afecta toda a sociedade, o que quer dizer que, se algo não vai bem nalgum setor da sociedade, toda ela sentirá o efeito. Partindo deste raciocínio, edesenvolve dois dos seus principais conceitos: Instituição social e Anomia.

A instituição social é um mecanismo de protecção da sociedade, o conjunto de regras e procedimentos padronizados socialmente, reconhecidos, aceites e sancionados pela sociedade, cuja importância estratégica é manter a organização do grupo e satisfazer as necessidades dos indivíduos que dele participam. As instituições são, portanto, conservadoras por essência, quer seja família, escola, governo, polícia ou qualquer outra; agem fazendo força contra as mudanças, pela manutenção da ordem.



Durkheim deixa bem claro na sua obra o quanto acredita essas instituições são valiosas e parte em sua defesa, o que o deixou com uma certa reputação de conservador, que durante muitos anos causou antipatia à sua obra. Mas Durkheim não pode ser meramente tachado de conservador. A sua defesa das instituições baseia-se num ponto fundamental, o ser humano necessita se sentir seguro, protegido e respaldado. Uma sociedade sem regras claras (num conceito do próprio Durkheim, "em estado de anomia"), sem valores, sem limites leva o ser humano ao desespero. Preocupado com esse desespero, Durkheim dedicou-se ao estudo da criminalidade, do suicídio e da religião. O homem que inovou, construindo uma nova ciência, inovava novamente preocupando-se com fatores psicológicos, antes da existência da Psicologia.Os seus estudos foram fundamentais para o desenvolvimento da obra de outro grande homem: Freud.

Basta uma rápida observação do contexto histórico do século XIX, para se perceber que as instituições sociais se encontravam enfraquecidas, havia muitas questões, valores tradicionais eram rasgados e novos surgiam, muita gente vivendo em condições miseráveis, desempregados, doentes e marginalizados. Ora, numa sociedade integrada essa gente não podia ser ignorada, de uma forma ou de outra, toda a sociedade estava ou iria sofrer as conseqüências. Os problemas que observou, considerou como patologia social, e chamou aquela sociedade doente de "Anomana". A anomia era a grande inimiga da sociedade, algo que devia ser vencido, e a sociologia era o meio para isso. O papel do sociólogo seria, portanto, estudar, entender e ajudar a sociedade.


O positivismo de Émile Durkheim

Na tentativa de "curar" a sociedade da anomia, Durkheim escreve "Da divisão do trabalho social", onde descreve a necessidade de se estabelecer uma solidariedade orgânica entre os membros da sociedade. A solução estaria em, seguindo o exemplo de um organismo biológico, onde cada órgão tem uma função e depende dos outros para sobreviver, se cada membro da sociedade exercer uma função na divisão do trabalho, ele será obrigado através de um sistema de direitos e deveres, e também sentirá a necessidade de se manter coeso e solidário com os outros. O importante para ele é que o indivíduo realmente se sinta parte de um todo, que realmente precise da sociedade de forma orgânica, interiorizada e não meramente mecânica.

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MensagemAssunto: Em 16 de Novembro de 42 a.C...   Sab Nov 15, 2008 11:39 pm

A 16 de Novembro de 42 a.C, nascia Tiberius Claudius Nero Cæsar, imperador romano.


Tibério
Imperador romano


Tibério Cláudio Nero César (em Latim: Tiberius Claudius Nero Cæsar) (16 de Novembro, 42 a.C. - 16 de Março, 37 d.C.), foi o segundo imperador de Roma pertencente à dinastia Julio-Claudiana, sucedendo ao padrasto César Augusto.

Tibério pertencia à família Claudii da aristocracia romana e era filho de Tiberius Claudius Nero e de Livia Drusilla e irmão de Druso. A mãe separou-se do pai, quando ele e o irmão eram bastante jovens, para casar com o imperador Augusto. Subsequentemente, Augusto adoptou-o como filho, a 26 de Junho do ano 4 e, apesar de algumas hesitações, nomeou-o sucessor.

À medida que foi crescendo, Augusto confiou-lhe tarefas de maior responsabilidade, até que se tornou no general supremo das legiões estacionadas na Germânia Inferior, um dos postos mais importantes do império.


Possíveis retratos de Vipsânia

Em 12 a.C., Tibério é obrigado a divorciar-se da sua mulher Vipsânia (filha de Marcos Vipsânio Agripa) para casar com a herdeira de Augusto, Júlia Cesaris. Uma vez que Tibério gostava bastante da primeira mulher, este casamento esteve condenado ao fracasso, desde o início. Talvez por este motivo, a relação com o padrasto e agora sogro esfriou e Augusto passou a preferir Germânico, um dos sobrinhos de Tibério. Numa manobra calculada, Tibério exilou-se em Rhodes, sob o pretexto de querer estudar retórica.

Acaba por regressar vários anos depois, na altura da morte dos netos de Augusto (filhos de Júlia e Agripa), dada a vontade do imperador em nomeá-lo como herdeiro. Tibério sucede no trono imperial em 14, com o nome de Tibério César Augusto (Tiberius Caesar Augustus), mas descobre que as legiões do Reno se tinham amotinado, por preferirem o seu comandante - Germânico - como sucessor. A rebelião foi travada pelo próprio aclamado, que não pretendia roubar o trono ao tio. No entanto Tibério passou a evitar o sobrinho e, quando este morre em 19, em circunstâncias estranhas, foi um dos principais suspeitos.


Lívia Drusa

Pouco tempo depois da subida ao trono, a natureza instável de Tibério revelou-se. Entrou em conflito aberto com a mãe, Livia Drusa, recusando-lhe a parte que lhe cabia da herança de Augusto e outros privilégios concedidos. Paranóico por conspirações, retirou-se para a ilha de Capri de onde governou até ao fim do reinado. Atrás de si, deixava o controle de Roma nas mãos do ambicioso Sejanus, o líder da guarda pretoriana. Iniciou-se então uma onda de terror, com o assassinato e proscrição de muitos senadores importantes, homens de negócios e membros da família imperial. A viúva de Germânico, Agripina e os seus dois filhos mais velhos Nero e Druso César, foram exilados e assassinados, por ordem de Tibério.


Germânico

Tibério tinha uma vida pessoal de costumes duvidosos, mesmo para a sua época. Segundo Suetónio, era pedófilo, e recrutava crianças para lhe servirem de lacaios nas suas cerimónias pervrtidas e lascivas. Gostava de banhar-se com as crianças em piscinas particulares, e fantasiar que elas eram peixes, satisfazendo-o. Um dos lacaios de Tibério foi, ironicamente, seu sobrinho-neto que iria suceder-lhe o trono, Calígula. Tais depravações chocaram os romanos quando surgiram à tona, o que agravou ainda mais a sua já delicada situação política. O facto de ter mandado matar a maioria dos descendentes de Germânico, sob pretextos ridículos, contribuiu também para a negra noção que Tibério deixou para a História.


O imperador Romano Tibério

Não obstante todas as insinuações acerca da sua vida privada, Tibério foi um grande administrador, tendo multiplicado em muito o dinheiro deixado por Augusto e tendo preservado a "Pax Romana". O facto de chegar a ser avarento, não dando jogos ao povo romano, como era costume, contribuiu mais para o ódio em que a sua figura incorreu.

Sejanus acabou por cair em desgraça e ser executado em 31, depois de descoberto um plano para depôr Tibério, o que só aumentou a paranóia do imperador e induziu nova série de proscrições. Quando Tibério morreu, o povo respirou aliviado. Em Roma, a multidão gritou: "Tiberius ad Tiberim" (Tibério ao Tibre!).


Sejanus

Tibério morreu de causas naturais em 37, deixando o império ao sobrinho-neto Calígula e ao neto Tibério Gemelo. Pouco tempo depois, Calígula manda matar o primo e torna-se no único imperador.


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MensagemAssunto: Em 17 de Novembro de 1875...   Dom Nov 16, 2008 11:29 pm

A 17 de Novembro de 1875, considerava-se oficialmente fundada a Sociedade Teosófica.


Sociedade Teosófica
Primeira Acta - 8/set./1875


A Sociedade Teosófica é uma organização internacional para divulgação dos ensinamentos da teosofia.

Origem

A Sociedade Teosófica (S.T.) surgiu a partir de uma primeira reunião, em 7 de Setembro de 1875, na cidade de Nova Iorque, e teve sua primeira acta lavrada no dia seguinte, tendo como principais fundadores Helena Blavatsky, o coronel Henry Olcott, indicado seu primeiro presidente, e William Judge, primeiro secretário, num total de 16 membros fundadores. O discurso inaugural foi do Presidente fundador Olcott em 17 de Novembro, data que é considerada oficial de fundação da S.T.

A Sociedade Teosófica foi fundada para promover os ensinamentos antigos de teosofia, a sabedoria relacionada com o divino que era a base de outros movimentos do passado, como o neoplatonismo, o gnosticismo, e as Escolas de Mistérios do mundo clássico.


Helena Blavatsky

Os objetivos da Sociedade Teosófica hoje são:

- Formar um núcleo da Fraternidade Universal da Humanidade, sem distinção de raça, credo, sexo, casta ou cor.

- Encorajar o estudo de Religião comparada, Filosofia e Ciência

- Investigar as leis não explicadas da Natureza e os poderes latentes no homem.

A Sociedade não impõe crença nenhuma aos seus membros, que se unem espontaneamente pelo objectivo comum de buscar a Verdade e o desejo de aprender o significado e propósito da existência, dedicando-se ao estudo, reflexão, pureza de vida e serviço voluntário. Não há pré-requisitos nem limitações para qualquer um se associar, desde que o candidato declare identificar-se com os três objetivos básicos, e a Sociedade enfatiza a liberdade de pensamento, de pesquisa e de debate.


Marajá de Benares

O lema da Sociedade foi inspirado no do Marajá de Benares: Satyât nâsti paro Dharma, traduzido como Não há Religião superior à Verdade, embora a palavra original Dharma tenha uma riqueza de significados muito mais vasta do que o termo religião, incluindo dever, direito, justiça e virtude. Além de ser uma escola de filosofia e um promotor de trabalho humanitário, a S.T. tem, não obstante, um lado religioso, uma vez que busca disseminar doutrinas sobre mundos transcendentes, tomadas como verdadeiras por muitas religiões do passado e do presente.

Expansão

Em 1878 o cel. Olcott e Helena Blavatsky partiram para a Índia. Em 3 de Abril de 1905, foi estabelecida legalmente a sede internacional da S.T. no bairro de Adyar, na cidade de Chennai.


Chennai

Existindo há mais de cem anos, a S.T. é hoje uma instituição de alcance global, com representantes em cerca de sessenta países, em todos os continentes. O quartel-general é ainda hoje o mesmo, fundado por Blavatsky. Mas além de ser um memorial perene aos Fundadores,tornou-se um moderno centro de estudos filosóficos, bem como de assitência social. Dispõe de uma rica biblioteca, um centro de pesquisas, uma editora, uma agência de notícias e divulgação, apoia ou mantém diversas escolas gratuitas, cursos e centros vocacionais, escoteiros e artísticos, e é o coração das inúmeras Lojas abertas em todo o mundo que, dentro do alcance de cada uma, se propõem a concretizar os objetivos da Sociedade.

Mesmo enfrentando em muitos momentos oposição externa e dissenções internas, a importância da Sociedade Teosófica, na história recente da humanidade, não pode ser negada. O debate público, inaugurado por Blavatsky e continuado por seus sucessores e seguidores, através de vasta literatura e marcante presença na sociedade como um todo, contribuiu para uma renovação na metodologia e nos conceitos de diversas disciplinas científicas, como a Arqueologia, a Psicologia e a História, e forçou uma apreciação mais objectiva de diversas instituições, dogmas e sistemas religiosos.


Annie Besant

Annie Besant, sua segunda Presidente, foi uma força activa no processo de independência da Índia. A doutrina que a Sociedade disseminou e o exemplo de vida altruísta de seus fundadores e sócios mais eminentes foram uma inspiração para líderes como Gandhi, cientistas como Einstein e artistas como Mondrian, Fernando Pessoa e Scriabin.

O Selo da Sociedade


O Selo da Sociedade

O selo ou brasão da Sociedade Teosófica, com os triângulos enlaçados, a serpente, a Suástica e o Tau, ilustra simbolicamente e resume os pontos centrais da Teosofia, aludindo, entre outros conceitos, à Trindade, à Unidade de toda a vida, a dualidade Espírito-Matéria, a permanência da vida e a evolução do universo, através de seus ciclos periódicos de nascimento e morte.

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MensagemAssunto: Em 18 de Novembro de 1626...   Seg Nov 17, 2008 11:28 pm

A 18 de Novembro de 1626, o Papa Urbano VI consagrava a Basílica de S. Pedro.


Fachada da Basílica de São Pedro

A Basílica de São Pedro (em italiano Basilica di San Pietro in Vaticano) é uma grande basílica na Cidade do Vaticano, em Roma. É a segunda maior de todas as igrejas católicas, e talvez a mais famosa e mais visitada das igrejas cristãs do mundo.

Dados


As colunatas da Basílica de São Pedro

Cobre área de 23000 m² e pode albergar mais de 60 mil pessoas. É dos lugares mais sagrados do Catolicismo. A construção começou em 1506 e terminou em 1626, sendo parcialmente erguida com dinheiro angariado pela venda de indulgências.

Recentemente foi comprovado que a Basílica guarda o túmulo de São Pedro debaixo do altar principal. Diversos outros papas também estão ali enterrados.

Fica na Praça de São Pedro, desenhada por Bramante, com contribuições de muitos outros artistas do Renascimento e do maneirismo, como Michelangelo, Rafael e Bernini.

Século IV


Aspecto do interior da basílica constantiniana


Exterior da basílica como era vista até 1450

O edifício actual, com estrutura renascentista e barroca, foi erguido sobre outro edifício levantado por ordem do imperador Constantino em 319, sobre o túmulo do apóstolo Pedro, como um memorial. A escolha do sítio e a inclusão do túmulo, não só exigiu que o edifício fosse orientado para oeste, mas também que a necrópole antiga fosse aterrada, sendo construídas muralhas de suporte, para criar uma enorme base que servisse como alicerce. Na plataforma, construiu-se então a basílica, com nave central e quatro naves laterais, ricamente adornada com afrescos e mosaicos e um grande átrio dianteiro, com colunas. Muitas vezes alterado e restaurado, o edifício de Constantino, conhecido como velha igreja de São Pedro, sobreviveu até o início do século XVI.

Nada sobrou da igreja de Constantino, que pode entretanto ser quase totalmente reconstruída por descobertas arqueológicas, descrições de peregrinos, desenhos antigos. Como em quase todas as igrejas da antiguidade, seguiu-se o modelo da basilica cívica romana: um salão retangular, dividido em nave central e naves laterais, que oferecia espaço bastante para a congregação dos fiéis. As cerimónias no altar eram realizadas na ábside ao final da nave central, bem visíveis a todos. Havia transeptos, uma ábside na extremidade ocidental, um grande átrio.

Um afresco do século XVI na igreja de San Martino ai Monti dá-nos uma idéia aproximada da aparência interior, com seu teto em madeira, mas ignoramos tudo sobre estátuas ou pinturas.

Idade Média

Durante o exílio dos papas em Avignon, de 1309 a 1377, ficou muito deteriorada e perdeu-se grande parte da sua magnificência. O desejo de uma igreja de grandiosidade apropriada para servir à cristandade, assim como a transferência da residência papal para o Vaticano, fez nascer planos de uma igreja nova. Sob o papa Nicolau V (pontificado de 1447 a 1455)os trabalhos tiveram início num coro novo e no transepto, mas foram logo abandonados por falta de recursos.

Século XVI


A planta de Bramante


Cúpula da Basílica à noite

No pontificado de Júlio II (1503 a 1513) decidiu-se afinal derrubar a igreja velha e em 18 de Abril de 1506 Bramante recebeu o encargo de desenhar a nova. Seus planos eram de um edifício centralmente planificado, com um domo colocado sobre o centro de uma cruz grega (com braços de idêntico tamanho), forma que correspondia aos ideais da Renascença, por copiar a de um mausoléu da antiguidade.

Um século mais tarde, o edifício ainda não estava completado. A Bramante sucederam, como arquitetos, Rafael, Fra Giocondo, Giuliano da Sangallo, Baldassare Peruzzi, Antonio da Sangallo.

O Papa Paulo III (pontificado de 1534-1549) em 1546 entregou a direção dos trabalhos a Michelangelo. Este, aos 72 anos, deixou-se fascinar pela cúpula, concentrando nela os seus esforços, mas não conseguiu completá-la antes de sua morte em 1564. O zimbório é visível de toda a cidade de Roma, dominando seus céus. Tem diâmetro de 42 m, ligeiramente menor do do domo do Panteão, mas é mais imponente por ser muito mais alto, com 132,5 m.

Graças aos seus planos e a um modelo em madeira do seu sucessor, Giacomo della Porta, foi capaz de terminá-la com ligeiras modificações, apenas. O modelo segue o da famosa cúpula que Brunelleschi ergueu na catedral de Florença e cria impressão de grande imponência. A diferença é que, ao contrário do que Michelangelo planejou, não se trata de uma cúpula semicircular mas afunilada, criando um movimento de impulso para cima, até culminar na lanterna cujas janelas, inseridas em fendas entre duas colunas, deixam a luz inundar o interior. Terminada em 1590, ainda é uma das maravilhas da arquitetura ocidental.

Vignola, Pirro Ligorio, Giacomo della Porta continuaram os trabalhos na basílica.

Século XVII


Corte esquemático e planta atuais


Vista do interior, com o baldaquino de Bernini ao centro


Glória, acima da Cathedra Petri, obras de Bernini

Mudanças na liturgia, introduzidas pelo Concílio de Trento, tornaram necessárias outras mudanças sob o pontificado do Papa Paulo V (1605 a 1621), que encarregou Carlo Maderno de aumentar para leste o edifício, aumentando a nave e criando assim uma cruz latina. Completou também em 1614 a famosa fachada.

O Papa Urbano VIII dedicou a nova igreja em 18 de novembro de 1626, precisamente 1.300 anos depois da data em que a primeira basílica fora consagrada.

Em 1629, Gian Lorenzo Bernini, agora o arquitecto principal, começou a construir as torres sineiras na fachada, que ruiram por deficiências estruturais. Trinta anos mais tarde Bernini redesenharia a Praça de São Pedro, mudando alguns aspectos do domo de Michelangelo e, sobretudo, unificando todos os edifícios num conjunto harmonioso.

Século XVIII

Os trabalhos terminaram, quando se acrescentou uma sacristia, sob o pontificado do Papa Pio VI (1775-1799).


Obras-primas

Impossível deixar de ver:

O pórtico, a porta de bronze, século XV. A Porta Santa.
A estátua em bronze de São Pedro por Arnolfo di Cambio.
O túmulo do papa Urbano VIII por Bernini.
O baldaquino e a cadeira de Pedro (Cathedra Petri) por Gian Lorenzo Bernini.
A Capela do Sacramento,
O túmulo do papa Inocêncio VIII, de 1498, por Antonio Pollaiuolo.
A entrada do túmulo de São Pedro.
A sacristia e a nova sacristia.
Museu do Tesouro de São Pedro, ou Museo del Tesoro di S. Pietro
A imagem de São Longuinho por Bernini.
A Pietà, por Michelangelo.
A Cúpula de São Pedro, projetada por Miguel Angelo, com 39.000 toneladas, 42 metros de diâmetro, e a mais elevada parte do Vaticano.

Referências

A Basílica de São Pedro perdeu o título de maior igreja do mundo para a Basílica de Nossa Senhora da Paz de Yamoussoukro, na Costa do Marfim.

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MensagemAssunto: Em 19 de Novembro de 1819...   Ter Nov 18, 2008 11:41 pm

A 19 de Novembro de 1819, era inaugurado o Museu do Prado, em Espanha.


Entrada do Museu do Prado com a estátua de Velázquez à frente

O Museu do Prado é o mais importante museu de Espanha e um dos mais importantes do Mundo. Apresentando belas e preciosas obras de arte, está localizado em Madrid e foi mandado construir por Carlos III. As obras de construção prolongaram-se por muitos anos, tendo sido inaugurado somente no reinado de Fernando VII.

História do Museu

Quando o rei Carlos III regressou de Nápoles à sua cidade natal, apercebeu-se de que Madrid não havia melhorado em nada, desde que de lá tinha saído. Continuava aquele lugar que, convertido repentinamente em capital por obra e graça de Filipe II, crescera precipitada e desordenadamente e de um modo pouco consistente.


Fachada frontal do Museu do Prado

Decidiu assim encarregar Juan de Villanueva, o arquitecto real, de projectar um edifício destinado às Ciências e que pudesse albergar o Gabinete de História Natural.

Tal foi o culminar da carreira artística de Juan de Villanueva, sendo esta a maior e mais ambiciosa obra do neoclassicismo espanhol.

Com a construção deste edifício, concebido como uma operação urbanística de elevados custos, o rei Carlos III pretendia dotar a capital do seu reino dum espaço urbano e monumental, como os que abundavam nas restantes capitais europeias.

As obras de construção do museu prolongaram-se por muitos anos, ao longo de todo o reinado de Carlos IV. Porém, a chegada dos franceses a Espanha e a Guerra da Independência, interromperam-nas.


Carlos IV e família

Foi então utilizado para fins militares, tendo-se nele estabelecido um quartel militar. Nesse momento começou a deterioração do edifício, que se notava cada vez mais, à medida que os anos avançavam.

Aborrecidos, Fernando VII e a sua esposa, Maria Isabel de Bragança, puseram fim a tal situação, impedindo que o museu chegasse à ruína total, recuperando-o.

Isabel foi a grande impulsionadora deste projecto e é a ela que se deve o êxito final, mesmo que não tenha vivido para saboreá-lo, pois morreu um ano antes da grande inauguração do museu, a 19 de Novembro de 1819.

Contendo colecções de pintura e escultura provenientes das colecções reais e da nobreza, o museu detinha, aquando da sua inauguração, cerca de 311 obras de arte.

Foi, pois, um dos primeiros museus públicos de toda a Europa e o primeiro de Espanha, fazendo assim notar a sua função recreativa e educacional.


Planta do Museu.

No final do século XIX, mais precisamente em 1872, todo o acervo do Museu da Trindade foi doado ao Prado. As obras, de temática religiosa, eram na maioria expropriações dos bens eclesiásticos, como forma de amortização das dívidas do clero para com o reino.

Desde a fusão dos dois museus, o acervo foi ampliado com muitas outras obras de arte, por doações, heranças e novas aquisições.

Em 2006, teve lugar no Prado uma das mais importantes exposições de toda a história do museu: Furtuny, Madrazo, Rico - Legado de Ramón de Errazu. Esta exposição reúne importantes obras dos famosos pintores oitocentistas Mariano Furtuny, Raimundo de Madrazo y Garreta e de Martín Rico.


Ramón de Errazu

Uma importante ampliação do espaço museológico foi inaugurada em Outubro de 2007 (projecto de Rafael Moneo).

A Colecção

Este importante museu alberga inúmeras e valiosíssimas colecções, entre elas, de pintura e escultura.

A colecção de pintura é bastante completa e complexa, existindo neste museu colecções de pintura espanhola, francesa, flamenga, alemã e italiana:

Bela e interessante, a colecção de pintura francesa deriva das relações hispano-francesas no século XVII e das aquisições de alguns reis e nobres espanhóis, como Filipe IV e Filipe V. Esta reúne obras de pintores como Nicolas Poussin e Claude Lorrain, bem como de Van Loo e de Antoine Watteau.

A colecção de pintura espanhola é a mais importante do museu, sendo a que lhe concede o renome internacional que actualmente tem. Obedecendo a um critério cronológico, o Prado expõe desde os murais românicos do século XII à produção de Francisco Goya. Esta colecção alberga obras de pintores espanhóis de fama internacional, como José de Ribera, José de Madrazo y Agudo e o filho deste, Federico de Madrazo y Kuntz, Esteban Murillo, Velázquez e Goya.


Diego Velázquez, Infanta Margarita da Áustria, Museu do Prado, Madrid.

O facto de os Países Baixos terem integrado o grande império espanhol, durante o chamado El siglo de oro, explica a riqueza da colecção da escola flamenga no Museu do Prado. A colecção alberga pintores como Hieronymus Bosch, Dirck Bouts e Hans Memling, tal como de Rubens, Adriaan Isenbrant, Rembrandt, Anthony van Dyck e Brueghel.

Reduzida em número, mas de grande qualidade, a colecção de pintura alemã alberga obras desde o século XVI ao século XVIII, dedicando diversas salas a pinturas capitais de Albrecht Dürer, Lucas Cranach, Hans Baldung e Anton Raphael Mengs.

Com dezasseis salas dedicadas à sua exposição, a secção da colecção de pintura italiana alberga obras desde a Baixa Renascença até ao século XVIII, reunindo pinturas de artistas muito famosos como Fra Angelico, Melozzo da Forlì, Andrea Mantegna, Botticelli, Tiepolo e Giaquinto. Para além destes, podem aqui observar-se excelsas obras de Ticiano, Tintoretto, Veronèse, Bassano, Caravaggio e Gentileschi.

Já a colecção de escultura é composta por mais de duzentas e vinte esculturas da Antiguidade Clássica, trazidas de Itália entre os séculos XVI e XIX. A colecção alberga esculturas do período greco-arcaico ao período helenístico, tal como do Renascimento.

A colecção de desenhos e estampas, conta com cerca de 4 mil desenhos, destacando os cerca de quinhentos desenhos de Francisco Goya, a mais importante do mundo. Duas salas, instaladas no segundo andar do museu, mostram rotativamente, por razões de conservação, esta importante e rica colecção.

Por último, a colecção de artes decorativas é das mais bonitas e ricas do Prado, albergando até o famoso Tesouro do Delfim.

Alguns pintores do Museu

Adriaan Isenbrant
Albrecht Dürer
Alonso Sánchez Coello


El Greco, Baptismo de Cristo, Museu do Prado, Madrid, Espanha (1608-1614)Andrea Mantegna

Anton Raphael Mengs
Antonello da Messina
Anthony van Dyck
António Moro
Artemisia Gentileschi
Bartolomé Bermejo
Claude Lorrain
Claudio Coello
Correggio
Diego Velázquez
Dirck Bouts
Eduardo Rosales
El Greco
Esteban Murillo
Federico de Madrazo y Kuntz
Fra Angelico
Francisco de Zurbarán
Francisco Goya
Giaquinto
Hans Memling
Hans Baldung
Hieronymus Bosch
Jacob Jordaens
Juan Carreño de Miranda
José Benlliure Gil
José de Ribera
José de Madrazo y Agudo
Lucas Cranach
Melozzo da Forlì
Nicolas Poussin
Orazio Gentileschi
Paolo Veronèse
Peter Paul Rubens
Pieter Brueghel o velho
Pieter Coecke van Aelst
Rafael Sanzio
Raimundo de Madrazo y Garreta
Rembrandt
Rogier van der Weyden
Sandro Botticelli
Thomas Gainsborough
Thomas Lawrence
Ticiano
Tiépolo
Tintoretto
Vicente Lopez Portaña

Obras notáveis no Museu

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Federico de Madrazo y Kuntz, A Condessa de Vilches, Museu do Prado, Madrid, Espanha.Missa de São Gregório, de Adriaan Isenbrant

A Morte de Viriato, de José de Madrazo y Agudo
A Condessa de Vilches, de Federico de Madrazo y Kuntz
Retrato de Ramón de Errazu, de Raimundo de Madrazo y Garreta
Retrato de Aline Manson, de Raimundo de Madrazo y Garreta
O Lavatório, de Tintoretto
A Anunciação, de Fra Angelico
O descanso da marcha, de José Benlliure Gil
Santíssima Trindade, de Pieter Coecke van Aelst
A Descida da Cruz, de Rogier van der Weyden
A Mesa dos pecados Capitais, de Hieronymus Bosch
O Jardim das Delícias, de Hieronymus Bosch
O Triunfo da Morte, Pieter Brueghel o velho
A Rainha Maria de Inglaterra, de António Moro
Auto-retrato, de Albrecht Dürer
Vénus e Adónis, de Paolo Veronèse
O Cavaleiro da Mão ao Peito, de El Greco
A Trindade, de El Greco
A Adoração dos Pastores, de El Greco
O Baptismo de Cristo, de El Greco
A Adoração dos Reis Magos, de Peter Paul Rubens
As Três Graças, Peter Paul Rubens
A Vindima, de Goya
O 3 de Maio de 1808, de Goya
A Família de Carlos IV, de Goya
Saturno devorando um Filho, de Goya
A Imaculada, de Bartolomé Esteban Murillo
Artemisa, de Rembrandt
Bodegon, de Francisco de Zurbarán
O Martírio de São Felipe, de José de Ribera
A Frágua de Vulcano, de Diego Velázquez
O Triunfo de Baco, de Diego Velázquez
As Meninas, de Diego Velázquez

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MensagemAssunto: Em 20 de Novembro de 1655...   Qua Nov 19, 2008 11:20 pm

A 20 de Novembro de 1655, Zumbi era morto pelas triopas dos bandeirantes.


Zumbi dos Palmares .

Zumbi (Alagoas, 1655 — 20 de Novembro de 1695) foi o último dos líderes do Quilombo dos Palmares.

A palavra Zumbi, ou Zambi, vem do africano quimbundo "nzumbi", e significa, grosso modo, "duende". No Brasil, Zumbi significa fantasma que, segundo a crença popular afro-brasileira, vagueia pelas casas a altas horas da noite;

Histórico

O Quilombo dos Palmares (localizado na actual região de União dos Palmares, Alagoas) era uma comunidade auto-sustentável, um reino (ou república na visão de alguns) formado por escravos negros que haviam escapado das fazendas brasileiras. Ocupava uma área próxima do tamanho de Portugal e situava-se no então interior da Bahia, hoje estado de Alagoas e a sua população era à volta de trinta mil pessoas.


Quilombo dos Palmares

Zumbi nasceu livre, no ano de 1655, mas foi capturado e entregue a um missionário português, quando tinha aproximadamente seis anos. Baptizado 'Francisco', Zumbi recebeu os sacramentos, aprendeu português e latim, e ajudava diariamente na celebração da missa. Apesar destas tentativas de aculturá-lo, Zumbi escapou em 1670 e, com quinze anos, retornou ao seu local de origem, tornan do-se conhecido pela sua destreza e astúcia na luta e já era um estrategista militar respeitável, quando chegou aos vinte e poucos anos.

Por volta de 1678, o governador da Capitania de Pernambuco, cansado do longo conflito com o Quilombo de Palmares, aproximou-se do seu líder, Ganga Zumba, com uma oferta de paz. Foi oferecida a liberdade para todos os escravos fugidos, se o quilombo se submetesse à autoridade da Coroa Portuguesa; a proposta foi aceite, mas Zumbi rejeitou-a e desafiou a liderança de Ganga Zumba. Prometendo continuar a resistência contra a opressão portuguesa e tornou-se o novo líder do quilombo de Palmares.


Ganga Zumba

Quinze anos após Zumbi ter assumido a liderança, o bandeirante paulista Domingos Jorge Velho, foi chamado para organizar a invasão do quilombo.

Em 6 de fevereiro de 1694 a capital de Palmares foi destruída e Zumbi ferido. Apesar de ter sobrevivido, foi traído por Antonio Soares, e surpreendido pelo capitão Furtado de Mendonça, no seu reduto (talvez a Serra Dois Irmãos). Apunhalado, resiste, mas é morto com 20 guerreiros, quase dois anos após a batalha, em 20 de Novembro de 1695. A sua cabeça foi cortada, salgada e levada ao governador Melo e Castro. No Recife, a cabeça foi exposta na praça pública, visando desmentir a crença da população sobre a lenda da imortalidade de Zumbi.

Em 14 de Março de 1696 o governador de Pernambuco, Caetano de Melo e Castro, escreveu ao Rei: "Determinei que pusessem a sua cabeça num poste, no lugar mais público desta praça, para satisfazer os ofendidos e justamente queixosos e atemorizar os negros, que supersticiosamente julgavam Zumbi um imortal, para que entendessem, que esta empresa acabava de todo com os Palmares."


Caetano de Melo e Castro

Zumbi é hoje, para determinados segmentos da população brasileira, um símbolo de resistência. Em 1995, a data de sua morte foi adoptada como o dia da Consciência Negra. É também um dos nomes mais importantes da Capoeira[.

A polémica da escravidão, pelas mãos de Zumbi

Alguns autores levantam a hipótere de que Zumbi não tenha sido o verdadeiro herói de Palmares e sim Ganga-Zumba:

"Os escravos que se recusavam a fugir das fazendas e ir para os quilombos, eram capturados e convertidos em cativos dos quilombos. A luta de Palmares não era contra a iniqüidade desumanizadora da escravidão. Era apenas recusa da escravidão própria, mas não da escravidão alheia.[...]"

Segundo alguns estudiosos Ganga Zumba teria sido assassinado, e os negros de Palmares elevaram Zumbi à categoria de chefe:

"Depois de feitas as pazes em 1678, os negros mataram o rei Ganga-Zumba, envenenando-o, e Zumbi assumiu o governo e o comando-em-chefe do Quilombo"

O seu governo também terá sido caracterizado pelo despotismo:

"Se algum escravo fugia dos Palmares, eram enviados negros no seu encalço e, se capturado, era executado pela ‘severa justiça’ do quilombo"[4]


Domingos Jorge Velho

Cronologia

Mais ou menos em 1600, negros fugidos do trabalho escravo nos engenhos de açúcar, onde hoje são os estados de Pernambuco e Alagoas no Brasil, fundam na serra da Barriga o Quilombo dos Palmares.

Os quilombos, eram povoados de resistência, seguiam os moldes organizacionais da república e recebiam escravos fugidos da opressão e tirania. Para muitos era a terra prometida, um lugar para fugir da escravidão. A população de Palmares, em pouco tempo, já contava com mais de 3 mil habitantes. As principais funções dos quilombos eram a subsistência e a protecção dos seus habitantes, sendo constantemente atacados por exércitos e milícias.

1630: Começam as invasões holandesas no nordeste brasileiro, o que desorganiza a produção açucareira e facilita as fugas dos escravos. Em 1644, houve uma grande tentativa holandesa de aniquilar o quilombo de Palmares, que, como nas investidas portuguesas anteriores, foi repelida pelas defesas dos quilombolas.


Mulheres guerreiras

1654: Os portugueses expulsam os holandeses do nordeste brasileiro.

1655: Nasce Zumbi, neto da princesa Aqualtune,num dos mocambos de Palmares.

Por volta de 1662 (data não confirmada): Criança ainda, Zumbi é aprisionado por soldados portugueses e levado a Porto Calvo, onde é "dado" ao padre jesuíta António Melo. Este baptizou-o com o nome de Francisco. Zumbi passou a ajudar nas missas e estudar português e latim.

1670: Zumbi foge aos quinze anos de idade e regressa a Palmares. Neste mesmo ano de, Ganga Zumba, filho da Princesa Aqualtune, tio de Zumbi, assume a chefia do quilombo, então com mais de trinta mil habitantes.


Princesa Aqualtune

1675: Na luta contra os soldados portugueses comandados pelo Sargento-mor Manuel Lopes, Zumbi revela-se grande guerreiro e organizador militar e depois de uma batalha sangrenta, ocupa um mocambo com mais de mil choupanas. Após uma retirada de cinco meses, os negros contra-atacam, entre eles Zumbi, com apenas vinte anos de idade. Num combate feroz, Manuel Lopes é obrigado a retirar-se para Recife.

Palmares estendia-se então da margem esquerda do São Francisco até o Cabo de Santo Agostinho e tinha mais de duzentos quilómetros de extensão, sendo uma república com uma rede de onze mocambos, que se assemelhavam às cidades medievais muradas da europa, com paliçadas de madeira, no lugar de pedras. O principal mocambo, o que foi fundado pelo primeiro grupo de escravos foragidos, ficava na Serra da Barriga e levava o nome de Cerca do Macaco, duas ruas espaçosas, com umas 1500 choupanas e uns oito mil habitantes. Amaro, outro mocambo, tem 5 mil. E há outros, como Sucupira, Tabocas, Zumbi, Osenga, Acotirene, Danbrapanga, Sabalangá, Andalaquituche.

1678: A Pedro de Almeida, governador da capitania de Pernambuco, interessava mais a submissão do que a destruição de Palmares. Após inúmeros ataques, com destruição e incêndios os mocambos, eram reconstruídos, e passou a ser economicamente desinteressante.


Capitania de Pernambuco

Os habitantes dos mocambos faziam esteiras, vassouras, chapéus, cestos e leques, com a palha das palmeiras. Extraiam óleo da noz de palma, as vestimentas eram feitas das cascas de algumas árvores, produziam manteiga de coco, plantavam milho, mandioca, legumes, feijão e cana e comercializavam seus produtos com pequenas povoações vizinhas, de brancos e mestiços. Sendo assim, o governador propôs ao chefe Ganga Zumba a paz e a alforria para todos os quilombolas de Palmares. Ganga Zumba aceita, mas Zumbi é contra, não admite que uns negros sejam libertos e outros continuem escravos. Além do mais eles tinham suas próprias Leis e Crenças e teriam que abrir mão de sua cultura.

1680: Zumbi assume o lugar de Ganga Zumba em Palmares e comanda a resistência contra as tropas portuguesas. Ganga Zumba morre assassinado com veneno.

1694: Domingos Jorge Velho e Bernardo Vieira de Melo comandam o ataque final contra a Cerca do Macaco, principal mocambo de Palmares e onde Zumbi nasceu. Cercada por três paliçadas, cada uma defendida por mais de 200 homens armados,sucumbiu ao exército português, após 94 anos de resistência, e embora ferido, Zumbi consegue fugir.


Capitania de Pernambuco

1695, 20 de Novembro: Zumbi traído e denunciado por um antigo companheiro, é localizado, preso e degolado, aos 40 anos de idade. Zumbí ou "Eis o Espírito", virou uma lenda e foi amplamente citado pelos abolicionistas, como herói e mártir.

Tributo

Actualmente, o dia 20 de Novembro, feriado em mais de 200 cidades brasileiras, é celebrado como Dia da Consciência Negra. Tem um significado especial para os negros brasileiros, que reverenciam Zumbi, como o herói que lutou pela liberdade e como um símbolo de liberdade. Hilda Dias dos Santos incentivou a criação do Memorial Zumbi dos Palmares.

Várias referências nas artes fazem tributo a seu nome:

Música composta por Edu Lobo e Vinicius de Moraes e popularizada por Elis Regina.
Mencionado em diversas letras da banda Soulfly.
Mencionado na música "Ratamahatta", da banda Sepultura.
Seu nome é dado a um lutador no jogo feito em Adobe Flash: Capoeira Fighter 2.
Quilombo, 1985, filme de Carlos Diegues sobre o Quilombo dos Palmares, ASIN B0009WIE8E
Gilberto Gil lançou um CD chamado "Z300 Anos de Zumbi".
A banda de nome Chico Science & Nação Zumbi (atualmente é chamada somente de Nação Zumbi, após a morte do vocalista Chico Science).
Música de Jorge Ben também cantada por Caetano Veloso nos CDs Noites do Norte e Noites do Norte Ao Vivo.
Música "300 anos" gravada por Alcione em 2007 (composta por Alty Veloso e Paulo César Feital).
Nome do aeroporto de Maceió, Alagoas.

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