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MensagemAssunto: Em 2 de Outubro de 1759...   Qua Out 01, 2008 10:48 pm

A 2 de Outubro de 1759, Joseph Lagrange era eleito, como membro estrangeiro, da Academia de Ciências de Berlim.


Joseph-Louis de Lagrange

Joseph Louis Lagrange (25 de Janeiro de 1736 em Turim, Itália - 10 de Abril de 1813 em Paris, França) foi um matemático italiano. O pai de Lagrange havia sido Tesoureiro na Guerra da Sardenha, tendo casado com Marie-Thérèse Gros, filha de um físico rico . Foi único de dez irmãos, que sobreviveu à infância. Napoleão fez dele Senador, Conde do Império e Grande Oficial da Legião de Honra.

Biografia

Após a leitura do ensaio de Halley, exaltando a superioridade do cálculo sobre os métodos aritmético e geométrico dos gregos, voltou-se para a Matemática e logo dominou a moderna análise de seus dias.

Aos dezasseis anos tornou-se professor de Matemática, na Escola Real de Artilharia de Turim. Desde o começo foi um analista, nunca um geómetra, o que pode ser observado na sua obra, projetcada aos 19 anos, Méchanique Analytique (Mecânica Analítica), só publicada em Paris em 1788, quando Lagrange tinha cinqüenta e dois anos, por ele considerada sua obra prima. “Nenhum diagrama (desenho) será visto neste trabalho”, diz ele na abertura de seu livro, e acrescenta “a ciência da mecânica pode ser considerada como a geometria de um espaço com quatro dimensões – três coordenadas cartesianas e um tempo-coordenada, suficientes para localizar uma partícula móvel tanto no espaço quanto no tempo”.



Organizou as melhores pesquisas, desenvolvidas pelos associados da Academia de Ciências de Turim. O primeiro volume das memórias da Academia foi publicado em 1759, quando Lagrange tinha vinte e três anos.

Aos vinte e três anos aplicou o cálculo diferencial à teoria da probabilidade, indo além de Newton com um novo começo na teoria matemática do som, trazendo aquela teoria para o domínio da mecânica do sistema de partículas elásticas (ao invés de mecânica dos fluidos), sendo também eleito como membro estrangeiro da Academia de Ciências de Berlim, em 2 de outubro de 1759.

Entre os grandes problemas que Lagrange resolveu, encontra-se o da oscilação da Lua. Por que a Lua apresenta sempre a mesma face para a Terra? O problema é um exemplo do famoso “Problema dos Três Corpos” – a Terra o Sol e a Lua – atraindo-se uns aos outros, de acordo com a lei do inverso do quadrado da distância entre os seus centros de gravidade. Pela solução deste problema, recebeu o Grande Prêmio da Academia Francesa de Ciências, aos vinte e oito anos.


Academia de Ciências de Berlim

Tais sucessos levaram o Rei da Sardenha a oferecer a Lagrange todas as despesas pagas de uma viagem a Paris e Londres.

Ficou em Berlim vinte anos, onde se casou e enviuvou, tendo exercido a função de director da divisão físico-matemática da Academia de Berlim, onde fazia e refazia seus trabalhos, nunca se satisfazendo com o resultado, o que significou um desespero para os seus sucessores.

Em carta escrita para D’Alembert, em 1777, ele diz: “eu tenho sempre olhado a Matemática como um objecto de diversão, mais do que de ambição, e posso afirmar para que tenho mais prazer nos trabalhos de outros do que nos meus próprios, com os quais estou sempre insatisfeito”. E, noutra carta histórica, de 15 de Setembro de 1782, diz ter quase terminado o tratado de Mécanique analytique, acrescentando que, como ainda não sabia quando nem como seria o livro impresso, não se apressava com os retoques finais.


Frederico, o Grande

Com a morte de Frederico, o Grande, em 17 de Agosto de 1786, solicitou a sua dispensa. Foi permitida sob a condição de que continuasse a remeter trabalhos para a Academia, pelo período de alguns anos.

Voltou aos seus trabalhos matemáticos, como membro da Academia Francesa, a convite de Luís. Foi recebido em Paris, em 1787, com grande respeito, pela família real e pela Academia. Viveu no Louvre até a Revolução, tendo-se tornado o favorito de Maria Antonieta.

Aos cinqüenta e um anos, sentia-se acabado. Era um caso claro de exaustão nervosa pelo longo período de trabalho excessivo. Falava pouco, parecia estar sempre distraído e melancólico. Era a triste figura da indiferença, tendo perdido, inclusivé, o gosto pela Matemática.


Queda da Bastilha

A queda da Bastilha quebrou-lhe a apatia. Recusou-se a deixar Paris. Quando o terror chegou, arrependeu-se de ter ficado. Era tarde para escapar. As crueldades destruíram a pouca fé, que ele ainda tinha na natureza humana.

Terminada a Revolução, foi tratado com muita tolerância. Um decreto especial garantiu-lhe uma pensão e, quando a inflação reduziu sua pensão a nada, foi indicado para professor da Escola Normal, que teve vida efémera. Foi então convidado para professor da Escola Politécnica, fundada em 1797, tendo planejado o curso de matemática e sendo seu primeiro professor.

Em 1796, quando a França anexou o Piemonte ao seu território, Taillerand foi enviado como emissário, para dizer ao pai, ainda a viver em Turim: “seu filho, orgulho de Piemonte que o produziu, e da França que o possui, honra toda a humanidade por seu génio”.


Sir Isaac Newton

Referindo-se a Newton, disse: “ele foi certamente o génio por excelência, mas temos que concordar que foi também o que mais sorte teve: só se pode encontrar uma única vez o sistema solar, para ser estabelecido. Teve a sorte de ter chegado, quando o sistema do mundo permanecia ignorado”.

Notando-lhe a enlevação alheada, durante uma sessão musical, alguém perguntou o que ele achava da música. E ele respondeu: “a música isola-me,ouço os três primeiros compassos, no quarto já não distingo mais nada, entrego-me aos meus pensamentos, nada me interrompe e é assim que eu tenho resolvido mais de um problema difícil.”

O último trabalho científico foi a revisão e complementação da Mécanique Analytique para a segunda edição, quando descobriu que seu corpo já não obedecia à sua mente. Morreu na manhã do dia 10 de Abril de 1813, com setenta e seis anos.

Teorema do Valor Médio



Foi o primeiro a formular o Teorema do Valor Médio, em Cálculo.

Seja f uma função que satisfaça as seguintes hipóteses: 1. f é contínua no intervalo fechado [a,b]. 2. f é diferenciável no intervalo aberto (a,b). Então existe um número c e (a, b) tal que:

f(b) - f(a) = f'(c)(b-a)

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MensagemAssunto: Em 3 de Outubro de 1938...   Qui Out 02, 2008 10:37 pm

A 3 de Outubro de 1938, Alexandrina superava, pela primeira vez, a paralisia, descia da cama e repetia, por três horas e meia, as etapas da Via Sacra.


Alexandrina Maria da Costa

Alexandrina Maria da Costa, mais conhecida como Alexandrina de Balasar ou Santinha de Balasar, declarada beata pela Igreja Católica em 25 de Abril de 2004, nasceu no lugar de Gresufes, freguesia de Balasar (Póvoa de Varzim), em Portugal, no dia 30 de Março de 1904, e faleceu no lugar do Calvário, da mesma freguesia, em 13 de Outubro de 1955.

Biografia

Nascida no meio católico e rural de Balasar, para frequentar a escola primária, Alexandrina mudou-se em 1911 para Póvoa do Varzim, onde viveu na pensão de um marceneiro, na Rua da Junqueira. Ao fim de dezoito meses, regressou à aldeia natal, para o lugar do Calvário.

Começou a trabalhar cedo na lavoura, como era usual na altura. Era uma menina vigorosa, a ponto de afirmar na Autobiografia que a equiparavam aos homens, no que diz respeito ao rendimento do trabalho. Aos 12 anos adoeceu, provavelmente de febre tifóide, ficando a sua saúde, a partir desse momento, algo comprometida.


Casa de Alexandrina (actualmente)

Com 14 anos, no dia de Sábado Santo (antes da Páscoa) de 1918, estando a trabalhar na costura com a sua irmã Deolinda e outra menina, deu um salto do quarto onde estava, para se defender de agressores, que invadiram a casa, numa atitude semelhante à de Santa Maria Goretti, que morreu em defesa da sua virgindade.

Até aos seus 19 anos, ainda se conseguia movimentar sofrivelmente, tendo gosto em ir à igreja. Contudo, a paralisia foi-se agravando até 14 de Abril de 1925, data em que ficou, definitivamente de cama, durante trinta anos.

A sua intenção inicial era tornar-se missionária e, por isso, orava à virgem Maria para ficar curada. Em 1928, chegou à conclusão de que a sua vocação era compartilhar misticamente o sofrimento de Cristo, oferecendo-se então como vítima pelos pecadores.


No seu leito de dor

De 3 de Outubro de 1938 a 24 de Março de 1942, todas as sextas-feiras, alegou viver os sofrimentos da Paixão de Cristo: superando a paralisia, descia da cama e, dando mostras de sofrimento físico, repetia, por três horas e meia, as etapas da Via Sacra. Existe um registo filmado de um destes êxtases e um circunstanciado relato de um outro, publicado pelo Pe. José Alves Terças, nas páginas de "A Paixão Dolorosa", ilustrado com alguns desenhos, que a pôs, pela primeira vez, nas bocas do mundo, com grande mágoa sua.

O padre jesuíta Mariano Pinho, seu director espiritual, de 1933 a 1942, exortou-a a ditar as suas vivências místicas. A sua obra escrita (autobiografia, cartas, diário) enche cerca de 5 000 páginas.

Em 1936, por intermédio do mesmo director, fez vários pedidos à Santa Sé, no sentido de que o mundo fosse consagrado ao Imaculado Coração de Maria, o que fez despertar o interesse do Vaticano pelo seu caso (houve, mesmo, contactos com o Arcebispo de Braga). A 31 de Outubro de 1942, o Papa Pio XII satisfez esse desejo, numa mensagem transmitida a partir de Fátima (celebravam-se os 25 anos das Aparições), repetindo-se este acto na Basílica de São Pedro, no dia 8 de Dezembro do mesmo ano.


Padre Mariano Pinho

A partir 27 de Março de 1942, deixou de se alimentar, vivendo exclusivamente da comunhão diária nos 13 anos seguintes de vida.

Para verificar o inédito, foi internada, em 1943,no Refúgio de Paralisia Infantil, na Foz do Douro. Aí, foi submetida à vigilância de um grupo de médicos, dirigidos pelo Dr. Henrique Gomes de Araújo, membro da Sociedade Portuguesa de Química e da Real Academia de Medicina de Madrid, por um período de 40 dias. No final, asseguraram que era "absolutamente certo" que durante aquele tempo não tinha comido, bebido, defecado ou urinado.

O mesmo Dr. Henrique Gomes de Araújo, a quem o Dr. Azevedo pedira "o estudo das faculdades mentais da doente", descreveu-a nestes termos:

«A expressão de Alexandrina é viva, perfeita, afectuosa, boa e acariciadora; atitude sincera, sem pretensões.


Dr. Manuel Augusto Dias de Azevedo

Não há nela ascetismo, nada untuoso, nem voz tímida, melíflua, rítmica; não é exaltada nem fácil a dar conselhos.

Fala de modo natural, inteligente, mesmo subtil; responde sem hesitações, até com convicção, sempre em harmonia com a sua estrutura psíquica e a construção sólida de juízos bem delineados em si e pelo ambiente, mas sempre, repetimo-lo, com ar de espontânea bondade que o clima místico que desde há tempos a circunda e que, parece, não foi por ela provocado, não modificaram.»

Sobretudo nos anos finais da sua vida, começou a desenvolver-se em torno da Alexandrina um fenómeno de popularidade, que levou muita gente em peregrinação até ao seu leito, em busca de aconselhamento espiritual.

Divulgação e defesa da beatificação


Quarto de Alexandrina Maria da Costa, em sua casa, em Balazar

Entre os estudiosos da sua vida e escritos, que tornaram viável a abertura, desenvolvimento e conclusão do Processo Diocesano para a beatificação e canonização, destacam-se, além do já citado Pe. Mariano Pinho, o italiano Pe. Humberto Pasquale e o Casal Signorile. Os livros escritos por este Casal (os professores Chiaffredo e Eugénia) são referência importante para o conhecimento da obra de Alexandrina (alguns deles, como a recorrentemente citada «Figlia del Dolore Madre di Amore» estão disponíveis on-line).

Os seus devotos consideram-na uma das maiores figuras de toda a história da Igreja, equiparando-a a Santa Teresa de Ávila, Santa Catarina de Siena, etc. Veja-se, por exemplo aqui.

A divulgação da sua vida iniciou-se em Balasar, mas atingiu larga escala a partir do Norte de Itália, onde trabalhou o Padre Humberto Pasquale, e da organização irlandesa «Alexandrina Society», cujo boletim é, ainda hoje, publicado para vários países de todos os continentes. Em Balazar, publicou-se um boletim durante duas décadas e meia. Hoje, a divulgação faz-se em larga medida pela Internet.


Brasão de Balazar

A beatificação de Alexandrina Maria da Costa assentou numa cura, ocorrida em Estrasburgo com uma emigrante oriunda da freguesia de Esmeriz, Vila Nova de Famalicão; esta cura foi declarada inexplicável, à luz dos actuais conhecimentos da medicina.

O Dr. Manuel Augusto Dias de Azevedo, seu médico assistente desde Janeiro de 1941, até à sua morte,foi também um dos seus mais activos defensores e o criador e redactor do boletim, que se publicou em Balazar.

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MensagemAssunto: Em 4 de Outubro de 1922...   Sab Out 04, 2008 11:05 pm

A 4 de Outubro de 1922, nascia Gianna Beretta Molla, médica, proclamada santa pela Igreja Católica.


Gianna Beretta Molla

Gianna Beretta Molla (Magenta, 4 de Outubro de 1922 — Milão, 28 de Abril de 1962) foi uma médica italiana casada e mãe de família com quatro filhos, proclamada santa pela Igreja Católica.

Vida

Foi membro atuante da Ação Católica desde a adolescência. Formou-se com louvor em Medicina, especializando-se em Pediatria, pelo seu grande amor às crianças e às mães, pois pretendia unir-se ao seu irmão, Padre Alberto, médico e missionário no Brasil, que havia fundado um hospital na cidade de Grajaú, no Estado do Maranhão, mas foi desaconselhada por seu Bispo.

Logo após, no ano de 1954, conheceu o engenheiro Pietro Molla e sentiu o chamado à vocação do Matrimônio. Noivaram em 11 de Abril de 1955 e casaram-se no dia 24 de Setembro do mesmo ano, tendo a cerimônia sido presidida por seu outro irmão, padre Giuseppe. Durante o noivado escreveu ao seu noivo: “Quero formar uma família verdadeiramente cristã; um pequeno cenáculo onde o Senhor reine nos nossos corações, ilumine as nossas decisões, guie os nossos programas”.


Santa Gianna Molla

Das gravidezes, fruto do seu Matrimônio, quatro crianças nasceram: Pierluigi, Maria Zita, Laura e Gianna Emanuela. Na última gestação, aos 39 anos, descobriu que tinha um fibroma no útero. Três opções lhe foram apresentadas naquele momento: retirar o útero doente, o que ocasionaria a morte da criança, abortar o feto, ou, a mais arriscada, submeter-se a uma cirurgia de risco e preservar a gravidez. Não hesitou! Disse: “Salvem a criança, pois tem o direito de viver e ser feliz!” Submeteu-se à cirurgia no dia 6 de Setembro de 1961.

Deu entrada, para o parto, no hospital de Monza, na sexta-feira da Semana Santa de 1962. No dia seguinte, 21 de Abril de 1962, nasceu Gianna Emanuela, a quem teve por breves instantes em seus braços. Sempre afirmou: “Entre a minha vida e a do meu filho salvem a criança!”. Entrou para o Céu no dia 28 de Abril de 1962, em casa, provavelmente ouvindo as vozes das suas crianças acordando, no quarto ao lado.

Santidade


Leitura do documento de entronização de Santa Gianna Molla

O milagre da Beatificação aconteceu no Brasil, em 1977, na cidade de Grajaú, no Maranhão, naquele mesmo hospital onde queria ser missionária, sendo Beatificada pelo Papa João Paulo II, em 24 de Abril de 1994.

Foi canonizada no dia 16 de Maio de 2004, recebendo, de João Paulo II, o sugestivo título de “Mãe de Família”. Na cerimónia estavam presentes o seu marido Pietro Molla, as filhas Gianna Emanuela e Laura, e o filho Pierluigi. Mariolina faleceu com seis anos, dois anos após a Páscoa da Mãe.

O milagre da canonização foi experimentado por Elisabete Arcolino Comparini, casada com Carlos César, ambos da Diocese de Franca, quando, no início do ano 2000, o quarto bébé concebido começou a passar por sérios problemas, tendo a jovem mãe perdido totalmente o líquido amniótico, no terceiro mês. A intercessão da Santa Gianna foi pedida, ainda no hospital, na presença do bispo de Franca, Dom Diógenes Matthes.


Gianna Maria (filha de Elizabete) junto a imagem da Santa Gianna

Face à negativa do aborto e à intercessão da Santa Gianna Beretta Molla, após uma gravidez sem presença de líquido amniótico e sem explicação científica, no dia 30 de maio de 2000, nasceu Gianna Maria, nome que foi dado em homenagem àquela médica e mãe heróica. Nas palavras de Dom Serafino Spreafico, Bispo Emérito de Grajaú-MA, “Santa Gianna formou-se como missionária e como tal viveu, ligada ao Brasil por vocação específica...ela agradeceu ao Brasil por tal vocação obtendo de Deus os Dois Milagres Oficiais para a Igreja.”

Muitas graças têm sido alcançadas, em vários países, pela intercessão de Santa Gianna, especialmente por mulheres que não conseguem engravidar ou têm problemas na gestação e/ou no parto, por isso, várias crianças têm recebido o honroso nome de Gianna em agradecimento por sua intercessão.

Celebra-se o seu dia em 28 de Abril.

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MensagemAssunto: Em 5 de Outubro de 1897...   Sab Out 04, 2008 11:08 pm

A 5 de Outubro de 1897, terminava a Guerra dos Canudos.


Localização de Canudos

A chamada Guerra de Canudos, revolução de Canudos ou insurreição de Canudos, foi um movimento de fundo sócio-religioso, reprimido militarmente, que durou de 1896 a 1897, na então comunidade de Canudos, no interior do estado da Bahia, no Brasil.

O episódio foi fruto de uma série de factores, como a grave crise económica e social em que se encontrava a região à época, historicamente caracterizada pela presença de latifúndios improdutivos, situação essa agravada pela ocorrência de secas cíclicas, de desemprego crónico e pela crença numa salvação milagrosa, que pouparia os humildes habitantes do sertão dos flagelos do clima e da exclusão económica e social.


Coronel António Moreira César

Inicialmente, em Canudos, os sertanejos não contestavam o regime republicano recém-adoptado no país; houve apenas mobilizações esporádicas contra a municipalização da cobrança de impostos. A imprensa, o clero e os latifundiários da região incomodaram-se com uma nova cidade independente e com a constante migração de pessoas e valores para aquele novo local ,passaram a acusá-los disso, ganhando, desse modo, o apoio da opinião pública do país, para justificar a guerra movida contra o arraial de Canudos e os seus habitantes.

Aos poucos, construiu-se em torno de António Conselheiro e seus adeptos, uma imagem equivoca de que todos eram "perigosos monarquistas" a serviço de potências estrangeiras, querendo restaurar no país o regime imperial, devido, entre outros ao fato de o Exército Brasileiro sair derrotado em três expedições, incluindo uma comandada pelo Coronel António Moreira César, também conhecido como "corta-cabeças", pela fama de ter mandado executar mais de cem pessoas na repressão à Revolução Federalista em Santa Catarina, expedição que contou com mais de mil homens. A derrota das tropas do Exército nas primeiras expedições, contra o povoado, apavorou o país, e deu legitimidade para a perpetração deste massacre, que culminou com a morte de mais de seis mil sertanejos. Todas as casas foram queimadas e destruídas.

O conflito foi retratado no livro "Os Sertões" de Euclides da Cunha, que o testemunhou como repórter do jornal O Estado de S. Paulo.

História

Antecedentes


A povoação de Canudos, Bahia, Brasil.

A cidade foi levantada em 1893, perto do rio Vaza-Barris. Chamava-se Belo Monte, mas passou para a historia como Canudos, nome dado pelos inimigos, referindo-se aos bambus que ali cresciam, como canudos, e, ao mesmo tempo, negando-lhe o carisma do seu verdadeiro nome.

A situação na região, à época, era muito precária devido às secas, à fome, à pobreza e à violência social. Esse quadro, somado à elevada religiosidade dos sertanejos, deflagrou uma série de distúrbios sociais, os quais, diante da incapacidade dos poderes constituídos em debelá-los, conduziram a um conflito de maiores proporções.

A figura de Antônio Conselheiro


Caricatura na Revista Ilustrada, retratando Antônio Conselheiro, com um séquito de bufões armados com antigos bacamartes, tentando "barrar" a República.

António Vicente Mendes Maciel, apelidado de "António Conselheiro", nascido entre 1827 e 1830 em Quixeramobim (CE), de tradicional família que vivia nos sertões entre Quixeramobim e Boa Viagem, fora ex-professor e ex-advogado prático dos sertões de Ipu e Sobral. Após o abandono da esposa, em favor de um sargento da força pública, passou a vagar pelos sertõe, numa andança de trinta anos, até surgir em Itabaiana, em 1874. Foi o líder do arraial de Canudos. Acreditava que era um enviado de Deu, para acabar com as diferenças sociais e com a cobrança de tributos. Acreditava ainda que a "República" (então recém-implantada no país) era a materialização do reino do "Anti-Cristo" na Terra, uma vez que o governo laico seria uma profanação da autoridade da Igreja Católica, para legitimar os governantes. A cobrança de impostos, efetcuada de forma violenta, a celebração do casamento civil, a separação entre Igreja e Estado eram provas cabais da proximidade do "fim do mundo".

"Apareceu no sertão do Norte um indivíduo, que se diz chamar António Conselheiro e que exerce grande influência no espírito das classes populares. Deixou crescer a barba e os cabelos, veste uma túnica de algodão e alimenta-se tenuemente, sendo quase uma múmia. Acompanhado de duas professas, vive a rezar terços e ladainhas e a pregar e dar conselhos às multidões, que reúne onde lhes permitem os párocos." (Descrição da Folhinha Laemmert, de 1877, reproduzida por Euclides da Cunha em Os sertões, em 1897).


Euclides da Cunha

A escravidão havia acabado poucos anos antes no país, e pelas estradas e sertões, grupos de ex-escravos vagueavam, excluídos do acesso à terra e com reduzidas oportunidades de trabalho. Assim como os caboclos sertanejos, essa gente paupérrima agrupou-se em torno do discurso do andarilho "Bom Jesus" (outro apelido de Conselheiro), que sobrevivia das esmolas, obtidas pela caridade pública, coberto com a veste típica dos padres Capuchinhos; não fazia a barba e nem cortava o cabelo. Nas planícies e nas caatingas os sertanejos que o avistavam, portando cajado e mantulão, acreditavam que era uma figura bíblica, saída do Velho Testamento.

O governo da República, recém-instalado, queria dinheiro para materializar os seus planos, e só se fazia presente pela cobrança de impostos. Para Conselheiro e para a maioria das pessoas que viviam nesta área, o mundo estava próximo do fim. Com estas idéias em mente, Conselheiro reunia em torno de si um grande número de seguidores que acreditavam que ele realmente poderia libertá-los da situação de extrema pobreza, ou garantir-lhes a salvação eterna na outra vida.

Campanha militar


"A Matadeira", peça de artilharia de campanha, de grosso calibre, empregada pelo Exército Brasileiro contra os sertanejos.

A primeira reação oficial do governo da Bahia deu-se em outubro de 1896, quando as autoridades de Juazeiro apelaram para o governo estadual baiano, em busca de uma solução. Este, em Novembro, mandou contra o arraial um destacamento policial de cem praças, sob o comando do tenente Manuel da Silva Pires Ferreira. Os conselheiristas, vindo ao encontro dos atacantes, surpreenderam a tropa em Uauá, em 21 de Novembro, obrigando-a a retirar, com vários mortos. Enquanto aguardavam uma nova investida do governo, os jagunços fortificavam os acessos ao arraial.

Comandada pelo major Febrónio de Brito, em Janeiro de 1897, depois de atravessar a serra de Cambaio, uma segunda expedição militar contra Canudos foi atacada no dia 18 e repelida com pesadas baixas pelos jagunços, que se abasteciam com as armas abandonadas ou tomadas à tropa. Os sertanejos mostravam grande coragem e habilidade militar, enquanto António Conselheiro se ocupavada esfera civil e religiosa.


Febrónio de Brito

Na capital do país, o governo federal ante este facto e a pressão de políticos florianistas, que viam em Canudos um perigoso foco monarquista, assumiu a repressão, preparando a primeira expedição regular, cujo comando confiou ao coronel António Moreira César.

A notícia da chegada de tropas militares à região, atraiu para lá grande número de pessoas, que partiam de várias áreas do Nordeste e iam em defesa do "homem Santo". Em 2 de Março, depois de ter sofrido pesadas baixas, causadas pela guerra de guerrilhas, na travessia das serras, a força inicialmente se composta por 1.300 homens, assaltou o arraial. Moreira César foi mortalmente ferido e o coronel Pedro Nunes Batista Ferreira Tamarindo assumiu o comando . Abalada, a expedição foi obrigada a retroceder. Entre os chefes militares sertanejos destacaram-se Pajeú, Pedrão, que depois comandou os fanáticos na travessia de Cocorobó, Joaquim Macambira e João Abade, braço direito de António Conselheiro, que comandou os jagunços em Uauá.


Carlos Machado Bittencourt

No Rio de Janeiro, a repercussão da derrota foi enorme, principalmente porque se atribuía ao Conselheiro a intenção de restaurar a monarquia. Jornais monarquistas foram empastelados e Gentil José de Castro, gerente de dois deles, assassinado. Em Abril de 1897, providenciou-se a quarta e última expedição, sob o comando do general Artur Oscar de Andrade Guimarães, composta de duas colunas, comandadas pelos generais João da Silva Barbosa e Cláudio do Amaral Savaget, ambas com mais de quatro mil soldados equipados com as mais modernas armas do tempo. No decorrer da luta, o próprio ministro da Guerra, marechal Carlos Machado Bittencourt, seguiu para o sertão baiano e instalou-se em Monte Santo, base das operações.

O primeiro combate verificou-se em Cocorobó, em 25 de Junho, com a coluna Savaget. No dia 27, depois de sofrerem perdas consideráveis, os atacantes chegaram a Canudos. Após várias batalhas, a tropa conseguiu dominar os jagunços, apertando o cerco sobre o arraial. Depois da morte do Conselheiro em combate, em 22 de Setembro, muitos jagunços abandonaram a luta, enquanto um último reduto resistia, na praça central do povoado. O arraial resistiu até 5 de Outubro de 1897, quando morreram os quatro derradeiros defensores. O cadáver de António Conselheiro foi exumado e a cabeça decepada à faca. No dia 6, quando o arraial foi arrasado e incendiado, contava com cerca de 5.000 casebres.

Estima-se que tenham combatido cerca de 10.000 soldados, vindos de 17 estados brasileiros, durante as quatro campanhas militares. Os mortos ascenderam a cerca de 25.000 e a destruição total dos Canudos. Euclides da Cunha imortalizou a Guerra dos Canudos na sua obra Os Sertões, publicada em 1902.

Consequências


António Conselheiro morto, em sua única foto conhecida.

O conflito de Canudos mobilizou, ao todo, mais de dez mil soldados oriundos de dezessete estados brasileiros, distribuídos em quatro expedições militares. Em 1897, na quarta incursão, os militares incendiaram o arraial, mataram a população e degolaram os prisioneiros. Calcula-se que morreram ao todo mais de 25 mil pessoas, culminando com a destruição total da povoação.

A Guerra de Canudos deu origem a um dos clássicos da literatura brasileira, o livro Os Sertões, de Euclides da Cunha, e inspirou o filme de longa-metragem Canudos, de Sérgio Rezende, entre outros filmes.

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MensagemAssunto: Em 6 de Outubro de 891...   Dom Out 05, 2008 9:19 pm

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A 6 de Outubro de 891, era eleito o Papa Formoso.


Papa Formoso

O Papa Formoso foi eleito em 6 de Outubro de 891. Morreu em 4 de Abril de 896.

Nasceu em Óstia, Itália. Enquanto era Cardeal, foi excomungado por João VIII por ter coroado Arnolfo como rei da Itália, mais tarde imperador da Alemanha.

Cronistas franceses atribuem a este papa o parentesco com o futuro papa Romano, dizendo tratar-se de primos irmãos. A ele se deve a conversão dos búlgaros. Desordens políticas na França, Alemanha e Itália prejudicaram a Igreja, durante o seu pontificado.


O concílio "cadavérico", segundo o pintor Jean-Paul Laurens (1870)

Nove meses após a sua morte, o cadáver de Formoso foi exumado da cripta papal, para ser julgado perante um concílio "cadavérico", presidido por Estêvão (o novo papa).

O papa falecido foi acusado de excessiva ambição pelo cargo papal, e todos os seus actos foram declarados nulos. O cadáver foi despido das vestes pontifícias, e os dedos da mão direita foram amputados.

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ESTÊVÃO VI

(896 a 897 d.C.)


Estêvão VI

Nasceu em Roma. Eleito Patriarca de Roma em 22 de Maio de 896, foi dominado por lutas internas.

Fez exumar o cadáver do Papa Formoso e atirou-o ao rio, após um processo injusto. Em consequência de uma insurreição popular, foi preso e estrangulado no cárcere. Morreu em Agosto de 897.

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MensagemAssunto: Em 7 de Outubro de 1849...   Seg Out 06, 2008 11:04 pm

A 7 de Outubro de 1849, em Baltimore, falecia Allan Poe, escritor, poeta, romancista, crítico literário e editor dos EUA.


Edgar Allan Poe

Edgar Allan Poe (Boston, 19 de Janeiro de 1809 — Baltimore, 7 de Outubro de 1849) foi um escritor, poeta, romancista, crítico literário e editor dos EUA.

Poe é considerado, juntamente com Jules Verne, um dos precursores da literatura de ficção científica e fantástica modernas. Algumas das suas novelas, como The Murders in the Rue Morgue (Os Crimes da Rua Morgue), The Purloined Letter (A Carta Roubada) e The Mystery of Marie Roget (O Mistério de Maria Roget), figuram entre as primeiras obras reconhecidas como policiais que, segundo muitos, marcam o início da verdadeira literatura norte-americana.

Vida

Edgar Allan Poe nasceu no seio de uma família escocesa-irlandesa, filho do actor David Poe Jr., que abandonou a família em 1810, e da actriz Elizabeth Arnold Hopkins Poe, que morreu de tuberculose em 1811.


Manor School

Depois da morte da mãe, Poe foi acolhido por Francis Allan e o seu marido John Allan, um mercador de tabaco bem sucedido de Richmond, que nunca o adoptou legalmente, mas lhe deu o seu sobrenome (muitas vezes erroneamente escrito "Allen"). Depois de frequentar a escola de Misses Duborg em Londres, e a Manor School em Stoke Newington, Poe regressou com a família Allan a Richmond em 1820, e registou-se na Universidade da Virgínia, em 1826, que viria a frequentar durante um ano apenas, donde viria a ser expulso, graças ao seu estilo aventureiro e boémio.

Na sequência de desentendimentos com o seu padrasto, relacionados com dívidas de jogo, Poe alistou-se nas forças armadas, sob o nome de Edgar A. Perry, em 1827. Nesse mesmo ano, Poe publicou o seu primeiro livro, Tamerlane and Other Poems.


Virginia Clemm (Poe)

Depois de dois anos de serviço militar, acabaria por ser dispensado. Em 1829, faleceu a madrasta, e publicou o seu segundo livro, Al Aaraf, reconciliando-se com o padrasto, que o ajudou a entrar na Academia Militar de West Point. Em virtude da sua, supostamente propositada, desobediência a ordens, acabou por ser expulso desta academia, em 1831, facto pelo qual o padrasto o repudiou até a sua morte, em 1834.

Poe mudou-se para Baltimore, para a casa da sua tia viúva, Maria Clemm, e sua filha, Virgínia Clemm. Durante esta época, Poe usou a escrita de ficção como meio de subsistência e, no final de 1835, tornou-se editor do jornal Sothern Literary Messenger em Richmond, tendo trabalhado nesta posição até 1837. Neste meio tempo, Poe acabaria por casar em segredo, com a sua prima Virgínia, de treze anos, em 1836.


Casa de Allan Poe

Em 1837, mudou-se para Nova Iorque, onde passaria quinze meses aparentemente improdutivos, antes de se mudar para Filadélfia, e pouco depois publicar The Narrative of Arthur Gordon Pym.

No verão de 1839, tornou-se editor assistente da Burton's Gentleman's Magazine, onde publicou um grande número de artigos, histórias e críticas. Nesse mesmo ano, foi publicada, em dois volumes, a sua colecção Tales of the Grotesque and Arabesque (traduzido para o francês por Baudelaire como "Histoires Extraordinaires" e para o português como Histórias Extraodinárias), que, apesar do insucesso financeiro, é apontada como um marco da literatura norte-americana.

Durante este período, Virgínia Clemm soube sofrer de tuberculose, que a tornaria inválida e acabaria por levá-la à morte. A doença da mulher acabou por levar Poe ao consumo excessivo de álcool e, algum tempo depois, deixou a Burton's Gentleman's Magazine, para procurar um novo emprego.



Regressou a Nova Iorque, onde trabalhou brevemente no Evening Mirror, antes de se tornar editor do Brodway Journal. No início de 1845, foi publicado, no jornal Evening Mirror, o seu popular poema The Raven (em português "O Corvo").

Em 1846, o Brodway Journal faliu, e Poe mudou-se para uma casa no Bronx, hoje conhecida como Poe Cottage e aberta ao público, onde Virgínia morreu, no ano seguinte. Cada vez mais instável, após a morte da mulher, Poe tentou cortejar a poetisa Sarah Helen Whitman. No entanto, o seu noivado com ela acabaria por falhar, alegadamente em virtude do comportamento errático e alcoólico de Poe, mas muito provavelmente, também devido à intromissão da mãe de Miss Whiteman. Nesta época, segundo ele mesmo relatou, Poe tentou o suicídio por sobredosagem de láudano, e acabou por regressar a Richmond, onde retomou a relação com uma paixão de infância, Sarah Elmira Royster, então já viúva.


Sarah Elmira Royster

Diferentemente da maioria dos autores de contos de terror, Poe usa uma espécie de terror psicológico em suas obras;os personagens oscilam entre a lucidez e a loucura,quase sempre cometendo actos infames, ou sofrendo de alguma doença. Seus contos são sempre narrados na primeira pessoa.

Morte

No dia 3 de Outubro de 1849, Poe foi encontrado nas ruas de Baltimore, com roupas que não eram as suas, em estado de delirium tremens, e levado para o Washington College Hospital, onde veio a morrer quatro dias depois.

Poe nunca conseguiu estabelecer um discurso suficientemente coerente, de modo a explicar como tinha chegado à situação na qual foi encontrado. As suas últimas palavras teriam sido, de acordo com determinadas fontes, «It's all over now: write Eddy is no more», em português, «Está tudo acabado: escrevam Eddy já não existe».



Nunca foram apuradas as causas precisas da morte de Poe, sendo bastante comum, apesar de não provada, a ideia da causa do seu estado ter sido embriaguez. Por outro lado, muitas outras teorias têm sido propostas ao longo dos anos, de entre as quais: diabetes, sífilis, raiva, e doenças cerebrais raras.

Obras

Dream (1827)
A Dream Within a Dream (1827)
Dreams (1827)
Tamerlane (1827)
Al Aaraaf (1829)
Alone (1830)
To Helen (1831)
Israfel (1831)
The City in the Sea (1831)
To One in Paradise (1834)
The Conqueror Worm (1837)
The Narrative of Arthur Gordon Pym (1838)
Silence (1840)
Tell Tale Heart (1843)
Lenore (1843)
The Black Cat (1843)
Dreamland (1844)
The Purloined Letter (1844)
The Divine Right of Kings (1845)
The Raven (1845)
Ulalume (1847)
Eureka (1848)
Annabel Lee (1849)
The Bells (1849)
Eldorado (1849)
Eulalie (1850)

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MensagemAssunto: Em 8 de Outubro de 2005...   Ter Out 07, 2008 10:06 pm

A 8 de Outubro de 2005, em Valinhos, falecia Fernando Bonini, desenhador brasileiro de banda desenhada.


Fernando Bonini

Fernando Bonini, de seu nome completo, Fernando Antonio Bonini da Silva (Niterói, 17 de Setembro de 1955 - Valinhos, 8 de Outubro de 2005) foi um criador brasileirp de histórias em quadrinhos . Tornou-se conhecido, por ter sido um dos principais desenhadores de Zé Carioca e Urtigão.

História

Bonini começou a sua carreira aos 15 anos na RGE, como assistente de arte, onde Primaggio Mantovi era seu mentor, orientando-o nos desenhos de Recruta Zero e Sacarrolha. Manteve-se como um dos principais desenhadores de O Sítio do Picapau Amarelo, na RGE.


O Sítio do Picapau Amarelo

Posteriormente saiu da RGE e foi para a Vecchi, onde desenhou diversas histórias de terror e humor negro, entre elas A Namorada do Julinho, posta em filme pela Lemúria Filmes. No início dos anos 1980 trabalhou também na Grafipar de Curitiba, cidade onde residiu na época.

Com a decadência das HQs de terror e erotismo, Bonini foi contratado pela Abril, em 1987. Lá permaneceu até 1998, quando o vício do álcool falou mais alto e Bonini largou tudo e se tornou alcoólico, chegando a ficar sem-tecto.

Faleceu num sábado, dia 8 de Outubro de 2005, de ataque cardíaco[, com 50 anos de idade e foi enterrado em Valinhos, no interior do Estado de São Paulo, localidade onde residiu nos últimos, vivendo de forma humilde, numa pensão. Costumava assinar como "Sil" as suas histórias infanto-juvenis.


revista Sobrenatural

Obras
Desenhou histórias para a Editora Vecchi, nas revistas Sobrenatural (A Namorada do Julinho; Roupas do Outro Mundo, O Melhor Pastel da Cidade).

Desenhou histórias eróticas para a Grafipar.

Para a Abril, trabalhou nas publicações Gugu, Os Trapalhões, Urtigão, Recruta Zero e Sítio do Pica-Pau Amarelo
Os Exterminadores Sem Futuro, Opera Graphica (2002)


“geração Vecchi/Grafipar


Álbum Luciano, escrito por Primaggio Mantovi, publicado pela Via Lettera

Notas
http://www.universohq.com/quadrinhos/2005/n11102005_05.cfm
http://www.universohq.com/quadrinhos/2005/n11102005_05.cfm
http://www.nostalgiadoterror.com/galeria/slides/fernando_bonini.html
http://www.bigorna.net/index.php?secao=gibizoide&id=1134655032

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MensagemAssunto: Em 9 de Outubro de 1820...   Qua Out 08, 2008 10:23 pm

A 9 de Outubro de 1820, a cidade de Guayaquil tornava-se independente de Espanha.


Bandeira de Guayaquil

Santiago de Guayaquil ou Guayaquil (em português Guaiaquil) é a cidade mais populosa do Equador, e também o principal porto do país. Guayaquil situa-se na margem ocidental do rio de Guayas, que desemboca no golfo de Guayaquil, no Oceano Pacífico. Fica a 2,21°S 79,90°O, a aproximadamente 250 km na direção sul-sudoeste da capital equatoriana, Quito. De acordo com o censo mais recente (2001), sua população era de 1 985 379 pessoas.

Guayaquil é a capital da província Equatoriana de Guayas e sede do cantão homónimo. (em Equador, um cantão (cantón) é uma subdivisão do país, menor que uma província.)

Origem etimológica

Ao nome de Guayaquil é consagrada uma história, que se converteu em lenda romântica de boca em boca, atribuindo-se a designação da cidade à união dos nomes do cacique *Guayas e sua esposa Quil, símbolos da resistência aborígene, que -de acordo à tradição popular- escolheram lutar até morrer, para não se submeterem à vassalagem imposta pelos conquistadores espanhóis.


Guayaquil

A existência de um povoado de nome Guayaquil, situado nas imediações de Yaguachi, foi alvo de pesquisas de historiadores, coincidindo em que o mesmo, no momento da conquista, seria governado por um bravo cacique com esse nome. Descoberto a verdadeira origem, a única dúvida que persistia era, se foi o dito cacique quem deu o nome ao povo e ao rio ou vice-versa. Mas no seu livro sobre o cacique Guayaquile, Véliz Mendoza afirma que há referências ao topónimo, pelo menos sete vezes, em documentos anteriores a 1543.

História

A história de Guayaquil assenta nos factos de três fundações, sendo a última e definitiva o 25 de Julho de 1538, pelo Capitão Francisco de Orellana, ao pé do Cerro Santa Ana.

Durante a época colonial, Guayaquil ocupou um lugar de relevo. O comércio e a navegação foram a base da economia; nos estaleiros construíam-se embarcações, com as famosas madeiras de suas montanhas - guayacán, mangle, balsa, loureiro, e outras.


Monumento a reunião entre Bolívar e San Martin

Na madrugada de 9 de outubro de 1820, a cidade tornou-se independente, sendo a primeira no actual Equador a consegui-lo. Constituiu-se como uma província livre, sob o mandato de José Joaquín de Olmedo, constano da sua extensão territorial as costas de Equador, inclusivé além das fronteiras do actual país, tanto no norte como no sul. No entanto, dois anos depois Simón Bolívar, após a reunião com José de San Martín na cidade, anexou a província livre de Guayaquil à Grande Colômbia, por sua própria conta, sem considerar a opinião da cidade, nem a de Olmedo.

Em 1896, ocorreu o maior incêndio da história de Guayaquil, conhecido como o "Grande Incêndio". Aproximadamente, metade do Guayaquil de então ardeu.

Actualmente, Guayaquil converteu-se num destino turistico nacional e internacional, graças ao projeto de embelezamento da cidade dos últimos autarcas, que conseguiram este objetivo, depois de investir grandes somas de dinheiro no plano "Regeneración Urbana".

Economia


Região do porto

Durante a época da colonial, Guayaquil sempre ocupou um lugar primordial, sendo o Porto Principal o motor da economia do País até à actualidade.

Nos dias de hoje, ao Porto de *Guayaquil chegam navios de todas partes do mundo, e isto gera trabalho para os habitantes desta cidade. *Guayaquil é o porto fluvial e marítimo mais importante do país, com 73% de todas as importações e o 47% do total das exportações se mobilizam através das instalações portuárias que se encontram ao sul da cidade.


Subúrbio de Guayaquil

Universidades

Algumas das universidades principais de Guayaquil:

Escuela Superior Politécnica del Litoral
Universidad de Guayaquil
Universidad Católica de Santiago de Guayaquil
Universidad Laica Vicente Rocafuerte
Universidad de Especialidades Espíritu Santo
Brookdale Community College (a única faculdade com 100% de acreditação nos Estados Unidos)

A actual cidade possui uma população eminentemente católica. A sua catedral é o maior símbolo, que representa aos católicos da região. Por causa da histórica liberdade de consciência dos equatorianos há também muitos edifícios de outras religiões, em especial as envolvidas no trabalho do missionário. Guayaquil é também uma comunidade anglicana e tem um templo na igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias.


Igreja de São Francisco

A cidade é o centro de indústrias da pesca e de manufatura do Equador.

O aeroporto internacional da cidade, José Joaquin de Olmedo(IATA abbr.: GYE), foi recentemente inaugurado. Os ilustres famosos de Guayaquil incluem os pintores e mestres Enrique Tábara, Félix Arauz, Juan Villafuerte, Luis Molinari e Theo Constanté, o poeta José Joaquín de Olmedo, scholar Benjamín Urrutia e jogador do ténis Pancho Segura.

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MensagemAssunto: Em 10 de Outubro de 1813...   Qui Out 09, 2008 10:27 pm

A 10 de Outubro de 1813, em Roncole, nascia Giuseppe Verdi, compositor de óperas do período romântico italiano.


Giuseppe Verdi pintado por Giovanni Boldini (1886)

Giuseppe Fortunino Francesco Verdi (Roncole, 10 de Outubro de 1813 — Milão, 27 de Janeiro de 1901) foi um compositor de óperas do período romântico italiano, sendo na época considerado o maior compositor nacionalista da Itália, assim como Richard Wagner era na Alemanha.

Biografia

Verdi era filho de Carlo Verdi, dono de uma taberna, e de Luisa Utini, tendo nascido na pequena localidade de Roncole, no Ducado de Parma.

Começou ainda pequeno a interessar-se pela música e, aos doze anos, passou a estudar em Busseto, sede do município, financiado pelo comerciante Antonio Barezzi. Quando completou 18 anos foi para o Conservatório de Milão, mas foi reprovado por ser maior de catorze anos (os estudantes eram aceites, somente até esta idade), e então demonstrar talento musical. Depois disso, foi atrás de um professor particular e prosseguiu seus estudos por três anos.


Margherita Barezzi

Voltando a Busseto, passou a actuar como mestre de capela e maestro da banda, mas isso fez com que conseguisse muitos inimigos. Posteriormente, Verdi transferiu-se definitivamente para Milão, com sua esposa , filha de Antonio Barezzi.

Em novembro de 1839, Verdi escrevia a ópera Oberto, Conte di San Bonifacio, que foi estreada no Teatro alla Scala. Pouco depois, em 1840, morriam seus dois filhos e sua esposa, de apenas 27 anos, e a sua segunda ópera, Un Giorno di Regno, fracassou. Verdi prometeu que nunca mais comporia, após o incidente.

Bartolomeo Morelli, diretor do Teatro alla Scala, não aceitou a promessa de Verdi e solicitou-lhe que estudasse uma outra peça de teatro, Nabucco. Pouco tempo depois, Verdi entregava uma ópera escrita em cima do libretto. Nabucco é uma ópera que fala a respeito da dominação dos hebreus por Nabucodonosor e isso identificava-se com o sentimento do povo italiano, sob a repressão de austríacos e franceses. A ária Va pensiero su ali dorate (Vai, pensamento, em asas douradas) foi considerada um símbolo nacional pelos italianos.


Giuseppina Strepponi, segunda mulher de Verdi

Passado o sucesso de Nabucco, Verdi continuou a escrever óperas, tornando-se mundialmente conhecido. Surgiram as óperas Ernani, Rigoletto, Don Carlo, Un ballo in maschera, Il trovatore. Houve uma delas (La Traviata), que fracassou, apesar de hoje ser uma das óperas mais encenadas em todo o mundo . Algum tempo depois, Verdi casava com Giuseppina Strepponi.

Durante esse período, Verdi era aclamado como um patriota, sendo eleito deputado em 1861, ano da unificação e, posteriormente, senador. E continuou escrevendo óperas: em 1871 estreou Aida, em comemoração da abertura do Canal de Suez. Escreveu ainda as óperas Otello e Falstaff, baseadas em Shakespeare, além de algumas peças religiosas.

Em 19 de Janeiro de 1901 sofre uma trombose e acaba falecendo no dia 27 do mesmo mês, em Milão, causando imensa comoção em toda a Itália. Atendendo aos seus desejos, seu túmulo foi colocado na Casa di Reposo Giuseppe Verdi, mantida até hoje com recursos de parte dos direitos autorais do compositor.


Casa di Riposo Giuseppe Verdi

Lista de óperas

Oberto, 1839
Un Giorno di Regno, 1840
Nabucco, 1842
I Lombardi nella Prima Crociata, 1843
Ernani, 1844
I Due Foscari, 1844
Alzira, 1845
Giovanna d'Arco, 1845
Attila, 1846
Macbeth, 1847
I Masnadieri, 1847
Jerusalem, 1847
Il Corsaro, 1848
La Battaglia di Legnano, 1849
Luisa Miller, 1849
Stiffelio, 1850
Rigoletto, 1851
Il Trovatore, 1853
La Traviata, 1853
I Vespri Siciliani, 1855
Aroldo, 1857
Simon Boccanegra, 1857
Un Ballo in Maschera, 1859
La Forza del Destino, 1862
Don Carlo, 1867
Aida, 1871
Otello, 1887
Falstaff, 1893


Verdi

Outras obras

Verdi.Seis romanças, 1838
Requiem, 1874 - (em memória do escritor Alessandro Manzoni).
Quatro peças sacras, 1898

Curiosidades

V.E.R.D.I. foi usado como acrônimo para "Vittorio Emmanuelle Rè de Italia" como propaganda nacionalista.

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MensagemAssunto: Em 11 de Outubro de 1904...   Sex Out 10, 2008 11:05 pm

A 11 de Outubro de 1904, Landell de Moura conseguioa a patente nº 771.917, para um transmissor de ondas.


Padre Roberto Landell de Moura

Roberto Landell de Moura (Porto Alegre, 21 de Janeiro de 1861 — Porto Alegre, 30 de Junho de 1928) foi um padre católico e inventor brasileiro.

É considerado um dos vários "pais" do rádio, no caso o pai brasileiro do Rádio. Foi pioneiro na transmissão da voz humana sem fio (radioemissão e telefonia por rádio) antes mesmo que outros inventores tivessem transmitido sinais de telegrafia por rádio.

Pelo seu pioneirismo o Padre Landell é o patrono dos radioamadores do Brasil. A Fundação Educacional Padre Landell de Moura foi assim batizada em sua homenagem, assim como o CPqD (Centro de Pesquisas e Desenvolvimento) criado pela Telebrás em 1976, de "Roberto Landell de Moura".


Transmissor de ondas

O Padre Landell fez seus estudos iniciais em Porto Alegre e São Leopoldo, antes de seguir para a Escola Politécnica do Rio de Janeiro. Com seu irmão Guilherme, seguiu para Roma, matriculando-se a 22 de Março de 1878 no Colégio Pio Americano e na Universidade Gregoriana. Completou a formação eclesiástica em Roma, formado em Teologia e ordenado sacerdote em 1886.

Quando voltou ao Brasil, substituindo frequentemente o coadjutor do capelão do Paço Imperial, no Rio, manteve longos diálogos científicos com D. Pedro II. Depois disso, serviu numa série de cidades do interior de São Paulo.

Em Roma iniciou seus estudos de física e eletricidade. No Brasil, como autodidata, continuou seus estudos, pois estava num dos grandes centros de pesquisa do mundo à época: São Paulo.


Diploma de Radioamador

O Exército Brasileiro, em homenagem ao insígne cientista gaúcho, concedeu em 2005 a denominação histórica de "Centro de Telemática Landell de Moura" ao 1° Centro de Telemática de Área, organização militar de telecomunicações situada na cidade de Porto Alegre.

Transmissão da voz

Pioneiro na transmissão da voz, utilizando equipamentos de rádio de sua construção, patenteados no Brasil em 1901, e posteriormente nos Estados Unidos em 1904, Landell transmitiu a voz humana por meio de dois veículos: o primeiro, um transmissor de ondas, que utilizava um microfone eletromecânico de sua invenção, que recolhia as ondas sonoras através de uma câmara de ressonância, onde um diafragma metálico abria e fechava o circuito do primário de uma bobina de Ruhmkorff, e induzia no secundário dessa bobina uma alta tensão, que era irradiada ou através de uma antena ou de duas esferas centelhadoras. A detecção era feita por dispositivos que foram sendo melhorados ao longo do tempo.


Transmissor e receptor de telegrafia

O segundo meio utilizado pelo cientista era através do aparelho de telefone sem fio, que utilizava a luz como uma onda portadora da informação de áudio. Neste aparelho, as variações das pressões acústicas da voz do locutor eram transformadas em variações de intensidade de luz, de acordo com a onda de voz, que eram captadas em seu destino por uma superfície parabólica espelhada, em cujo foco havia um dispositivo cuja resistência ohmica variava segundo a intensidade de luz. No circuito de detecção havia apenas o dispositivo fotossensível, uma chave, um par de fones de ouvido e uma bateria. Por utilizar a luz como meio de transporte de informação, Landell é considerado um dos precursores das fibras ópticas.

Executou estudos e experiências, a partir de 1892, em Mogi das Cruzes, e, em 1893, em Campinas e em São Paulo onde efectuou uma demonstração pública do seu invento, no dia 3 de Junho de 1900, sendo noticiada pelo Jornal do Commercio de 10 de Junho de 1900:

"No domingo próximo passado, no alto de Santana, na cidade de São Paulo, o padre Landell de Moura fez uma experiência particular com vários aparelhos de sua invenção. No intuito de demonstrar algumas leis por ele descobertas no estudo da propagação do som, da luz e da eletricidade através do espaço, as quais foram coroadas de brilhante êxito. Assistiram a esta prova, entre outras pessoas, Percy Charles Parmenter Lupton, representante do governo britânico, e sua família".


Réplica funcional do transmissor de ondas

Em 1903, Artur Dias, em seu livro "Brasil Actual" faz referência a Landell de Moura, descrevendo, entre outras coisas, o seguinte:

"logo que chegou a S. Paulo, em 1893, começou a fazer experiências preliminares, no intuito de conseguir o seu intento de transmitir a voz humana a uma distância de 8, 10 ou 12 km, sem necessidade de fios metálicos.
Após alguns meses de penosos trabalhos, obteve excelentes resultados com um dos aparelhos . O telefone sem fios é reputado como a mais importante das descobertas do Padre Landell, e as diversas experiências por ele realizadas, na presença do vice-cônsul inglês de S. Paulo, Sr. Percy Charles Parmenter Lupton, e de outras pessoas de elevada posição social, foram tão brilhantes, que o Dr. Rodrigues Botet, ao dar notícias desses ensaios, disse não estar longe o momento da sagração do Padre Landell, como autor de descobertas maravilhosas".

Incompreensão e descaso do Brasil

O êxito das experiências não tiverem acolhida pela imprensa e autoridades brasileiras da época, conforme se verifica em reportagem publicada no jornal La Voz de España, (editado em S. Paulo), no dia 16 de Dezembro de 1900, que dizia:

quantas e que amargas decepções experimentou Padre Landell, ao ver que o governo e a imprensa de seu país, em lugar de o alentarem com aplauso, incentivando-o a prosseguir na carreira triunfal, fez pouco ou nenhum caso de seus notáveis inventos.


Réplica do 1º radiotransmissor do mundo

Estava em Campinas quando, numa tarde, ao retornar da visita a um doente, encontrou a porta da casa paroquial arrombada, o laboratório e instrumentos completamente destruídos.

Visto por uma população ignorante como "herege", "impostor", "feiticeiro perigoso", "louco", "bruxo" e "padre renegado", por seus experimentos envolvendo transmissões de rádio dois dias antes em São Paulo, pagou com sofrimento, isolamento e indiferença sua posição de absoluto vanguardismo científico.

Em Junho de 1900, por carta, Landell de Moura doou seus inventos ao governo britânico, como registou em pesquisa para doutorado na USP, em 1999, o historiador da ciência Francisco Assis de Queiroz.


Detector de som de Landell

Em 1903, ao retornar ao Brasil ,após uma estadia de três anos nos Estados Unidos, ainda teve energia para enviar uma carta ao presidente da República, Rodrigues Alves. Solicitava dois navios da esquadra de guerra, para demonstrar seus inventos que revolucionariam a comunicação (até mesmo para comunicação interplanetária, acertadamente sugeriu).

O assistente do presidente, no entanto, preferiu interpretá-lo como um "maluco" e o pedido foi negado. Na Itália, quando fez um pedido semelhante, Marconi teve toda a esquadra à disposição.

Landell só conseguiria realizar demonstrações públicas de seu invento, com navios da Marinha, em 1905 e, mesmo assim, não conseguiu financiamento privado ou governamental, para continuar suas pesquisas, nem para construir equipamentos de rádio em escala industrial.

Patente brasileira e americana


Cópia da patente estadunidense para o telefone sem fio, registrada em 1904

Em 9 de Março de 1901 obteve a patente brasileira número 3.279. Meses depois, seguiu para os Estados Unidos, e em 04 de Outubro de 1901, deu entrada no The Patent Office of Washington, DC, pedindo registo para suas invenções, tendo obtido, em 11 de Outubro de 1904 a patente 771.917 , para um transmissor de ondas
e a 22 de Novembro de 1904, a patente 775.337 para um telefone sem fio e a 775.846 para um telégrafo sem fio.

Seu trabalho foi notícia em 12 de Outubro de 1902, no Jornal americano "The New York Herald", em reportagem sobre experiências desenvolvidas na época, inclusivé por cientistas americanos, alemães, ingleses entre outros, na transmissão de sons, sem uso de aparelhos com fio. Ressalta o jornal:

"Por entre os cientistas, o brasileiro Padre Landell de Moura é muito pouco conhecido. Poucos deles têm dado atenção aos seus títulos para ser o pioneiro nesse ramo de investigações elétricas. Mas antes de Brigton e Ruhmer, o Padre Landell, após anos de experiências, conseguiu obter uma patente brasileira para sua invenção, que naptizou de Gouradphone".
O jornal publica uma ampla reportagem sobre Landell de Moura, sua vida e obra, completada por uma fotografia do Padre, intitulada


Rádio

"Padre Landell de Moura - inventor do telefone sem fio".

Demonstração dos inventos em 1984

Em 7 de Setembro de 1984, em Porto Alegre, foi feita uma demonstração pública utilizando-se um rádio, montado com os mesmos materiais usados à época por Landell de Moura, tendo sido transmitidas algumas palavras pronunciadas pelo então Governador do Estado.

Bioelectrografia

Em 1904. descobriu o método que hoje é conhecido como Bioeletrografia ou Fotografia Kirlian.

Documentos originais

Os originais das anotações do Padre Roberto Landell de Moura estão no Museu Histórico e Geográfico do Rio Grande do Sul.

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MensagemAssunto: Em 12 de Outubro de 1964...   Sab Out 11, 2008 10:47 pm

A 12 de Outubro de 1964, era lançada no espaço a nave soviética Voskhod 1.


Voskhod 1

A Voskhod 1 foi a primeira missão do Programa Vostok, e usava uma nave espacial com o mesmo nome. Este vôo foi o primeiro de uma nave espacial soviética a transportar mais de um cosmonauta no espaço. Foi lançada no dia 12 de Outubro de 1964, do Cosmódromo de Baikonur, que fica no Cazaquistão. A bordo estavam os cosmonautas Vladimir Komarov (piloto), Konstantin Feoktistov (engenheiro) e Boris Yegorov (médico).

A missão passou por alterações potencialmente perigosas para uma nave espacial, e que foram novidade para a época. A nave não tinha assentos de ejecção e abertura de escape da cápsula. Os cosmonautas também não utilizaram nenhum traje espacial. O risco explica-se pela pressa que o programa espacial soviético tinha em lançar a missão, para superar, num ano, o lançamento do programa americano Gemini, que previa enviar dois astronautas numa nave.


A equipa da Voskhod 1

Havia um foguete de detenção no nariz da nave. Na parte interna, os assentos estavam dispostos na perpendicular em lugar de assentos ejectáveis, com equipamentos que lessem o sentido original da nave. O vôo também serviu para testar um assento específico, para mais de um tripulante, na cápsula espacial. Para voltarem a Terra, a nave foi concebida para que os cosmonautas caíssem com a nave, utilizando um pára-quedas, uma outra novidade em relação às naves Vostok.

Em órbita, os cosmonautas pesquisaram o potencial de trabalho e de cooperação em grupos de diferentes especialidades da ciência e da tecnologia. A biomedicina e a física foram as áreas pesquisadas no espaço. A missão também teve filmagem dos cosmonautas pela televisão. Em 24 horas e 17 minutos de vôo, a nave efectuou 16 órbitas em torno da Terra.


A nave Voskhod

O vôo da Voskhod surpreendeu toda a comunidade científica e representou mais uma vitória do programa espacial da União Soviética. O feito também direcionou os trabalhos no aperfeiçoamento de projectos semelhantes . O facto curioso da missão é que, enquanto a Voskhod 1 estava no espaço, o secretário-geral da URSS, Nikita Khrushchov, foi deposto do cargo, por um golpe de estado.

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MensagemAssunto: Em 13 de Outubro de 1296...   Dom Out 12, 2008 10:44 pm

A 13 de Outubro de 1296, Ílhavo recebia o foral de D. Dinis.



Ílhavo - Localização

Ílhavo é uma cidade portuguesa, situada no distrito de Aveiro, região Centro e subregião do Baixo Vouga, com aproximadamente 17.000 habitantes (cidade).

É sede de um município com 75,05 km² de área e 40 349 habitantes (2006) [1], subdividido em 4 freguesias. O município é dividido em três por braços da Ria de Aveiro e é limitado a norte e nordeste pelo município de Aveiro (limite terrestre a noroeste e através da ria a norte) e a sul por Vagos.


Foral de Ílhavo

O concelho recebeu foral de D. Dinis em 13 de Outubro de 1296, tendo sido elevado a cidade em 9 de Agosto de 1990.

A cidade é famosa pela sua indústria de porcelana Vista Alegre.

O municipio de Ílhavo engloba duas cidade: Gafanha da Nazare e Ílhavo. No concelho de Ílhavo, na localidade da Barra, existe um dos muitos faróis (Farol da Barra) marítimos de Portugal. O Farol e praia da Barra pertencem à freguesia de Gafanha da Nazare. Já a Costa Nova do Prado pertence à freguesia da Gafanha da Encarnação.


Farol da Barra

A praia da Costa Nova do Prado é também um dos locais de excelência do municipio, sendo de visita obrigatória por quem passa na zona. As casas típicas desta praia (designadas por Palheiros), caracterizam-se por fachadas em madeira ou betão, listadas com cores vivas e alegres, alternadas com a cor branca.

A cidade de Ílhavo é também conhecida pelo famoso Pão de Vale de Ilhavo, confeccionado de forma artesanal e cosido em forno a lenha. O Pão de Vale de Ílhavo tem a Pada com forma mais conhecida, mas também existe o Folar ou Pão Doce (com ou sem ovos) comercializado nas alturas da Páscoa.


Praia da Costa Nova

Ílhavo está profundamente ligada à pesca do bacalhau; com efeito a maioría dos capitães eram originários da então vila. Igualmente oriundos das localidades vizinhas foram muitos dos pescadores.

Esta, e outras ligações de Ílhavo com o mar podem ser vistas no Museu Maritímo de Ílhavo, que, para além do edificío, tem o único arrastão lateral de pesca do bacalhau sobrevivente. O navio faz parte integrante do Museu e alberga exposições temporárias.







3 fotos do Museu Marítimo de Ílhavo


População do concelho de Ílhavo (1801 – 2004)

1801 1849 1900 1930 1960 1981 1991 2001 2004
5436 6797 13163 17709 25108 31383 33235 37209 39247

As freguesias de Ílhavo são as seguintes:


Gafanha da Nazaré

Gafanha da Encarnação
Gafanha da Nazaré
Gafanha do Carmo
Ílhavo (ou São Salvador)

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MensagemAssunto: Em 14 de Outubro de 1943...   Seg Out 13, 2008 9:04 pm

A 14 de Outubro e 1943, os prisioneiros de Sobibór revoltavam-se.


Sobibór

Sobibór foi um campo de extermínio Nazi, localizado na Polónia, que foi parte da Operação Reinhard, no Holocausto. Judeus, prisioneiros de guerra soviéticos e possivelmente ciganos, foram transportados para Sobibór de comboio e sufocados em câmaras de gás, alimentadas pelo escape de um motor diesel. Cerca de 260.000 pessoas foram assassinadas em Sobibór.

Sobibór foi também o sítio da única revolta, bem sucedida, de prisioneiros de um campo Nazi. A 14 de Outubro de 1943, membros da revolta conseguiram matar secretamente 11 dos guardas da SS e alguns guardas Ucranianos também. Apesar do plano ter sido matar todos os guardas da SS e sair pela porta principal do campo, as mortes foram descobertas e os prisioneiros tiveram de correr pelas suas vidas, em todas as direções. Dos cerca de 600 prisioneiros do campo, usados como escravos, cerca de 300 conseguiram fugir.


Sobreviventes de Sobibór

A maior parte deles foi cercada e assassinada nos dias subsequentes, mas cerca de 50 conseguiram sobreviver à Guerra. Esta fuga forçou os Nazis a fechar o campo. Desmantelaram-no e plantaram uma floresta no local, para tentar esconder o que se tinha passado ali.

A revolta foi dramatizada em 1987 pelo filme de televisão "Fuga de Sobibor," baseado no livro do mesmo nome escrito por Richard Raschke.


Sobibór-Museu

O Documentário "Sobibor, 14 de Outubro de 1943, 16:00" (hora exacta da revolta) do realizador suíço Claude Lanzmann, contém uma descrição dos acontecimentos, usando filmes da época e relatos de alguns dos sobreviventes, que hoje vivem em Israel.


Sobibór

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MensagemAssunto: Em 15 de Outubro de 1608...   Ter Out 14, 2008 10:10 pm

A 15 de Outubro de 1608, em Faenza, nascia Torricelli, físico e matemático italiano.


Evangelista Torricelli

Evangelista Torricelli (Faenza, 15 de Outubro de 1608 — Florença, 1647) foi um físico e matemático italiano.

Torricelli perdeu o pai muito cedo e foi educado pelo tio, um monge que o enviou para Roma, em 1627, a fim de estudar ciências com o beneditino Benedetto Castelli (1577-1644), professor de matemática no Collegio di Sapienza.

O estudo de Duas Novas Ciências, de Galileu (1638) inspirou-lhe muitos desenvolvimentos dos princípios mecânicos aí apresentados, que publicou no tratado De motu (incluído na sua Opera geometrica, 1644). O envio desta obra, por Castelli, a Galileu, em 1641, com uma proposta para que Torricelli fosse residir com o sábio florentino, levou a que Torricelli partisse para Florença, onde conheceu Galileu, e onde o serviu como amanuense, durante os últimos três meses da sua vida.


Torricelli e Galileu

Depois da morte de Galileu, Torricelli foi nomeado matemático do grão-duque e professor de matemática na academia Florentina. A descoberta do princípio do barómetro, que perpetuou a sua fama ("tubo de Torricelli", "vácuo de Torricelli"), aconteceu em 1643. O torricelli (símbolo torr), uma unidade de pressão, recebeu o seu nome.

Torricelli também é famoso pela descoberta de um sólido infinitamente longo que hoje é chamado Trombeta de Gabriel, cuja área superficial é infinita, mas cujo volume é finito. Esta propriedade foi vista como um paradoxo "incrível" por muitos contemporâneos (incluindo o próprio Torricelli, que tentou várias demonstrações alternativas), e desencadeou uma controvérsia sobre a natureza do infinito com o filósofo Hobbes. Alguns supõem ter sido esta a origem da ideia de um "infinito completo".


Barómetro de Torricelli

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MensagemAssunto: Em 16 de Outubro de 1714...   Qui Out 16, 2008 10:42 pm

A 16 de Outubro dce 1714, nascia Giovanni Arduino, considerado como o "pai da geologia italiana".


Giovanni Arduino

Giovanni Arduino ( Caprino Veronese, 16 de Outubro de 1714 – Veneza, 21 de Março de 1795) foi um geólogo italiano. Foi o fundador da estratigrafia e considerado como o "pai da geologia italiana". Era irmão do naturalista Pietro Arduino.

Foi professor de química, mineralogia e metalurgia, em Veneza.

Arduino foi um especialista em mineração. Foi ele que possivelmente desenvolveu a primeira classificação de tempo geológico, baseado no estudo da geologia do norte da Itália, particularmente num penhasco de Recoaro Terme, uma região rica sob o ponto de vista geológico. Em 1735, dividiu a história da terra em quatro períodos: Primitivo ( primário), secundário, terciário e vulcânico ( quaternário ).



A sua teoria considerava que todos estes períodos foram delimitados por fenómenos naturais como catástrofes, inundações, glaciações ou outros.

A sua obra prima foi "Due lettere sopra varie osservazioni naturali dirette al Prof. A. Vallisnieri", de 1759, onde propôs a divisão do período geológico da terra nas quatro ordens.

Além disso dirigiu a exploração de algumas minas em Veneto e Toscana.

Em 1912 , o geólogo Edoardo Billows dedicou-lhe um mineral, que pensou ser uma nova descoberta, com o nome de "arduinita". Porém, posteriormente, foi verificado que este mineral era a já famosa mordenita.



Em 1976, o cume Dorsum Arduino da lua foi assim baptizado, em sua homenagem.

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MensagemAssunto: Em 17 de Outubro de 1939...   Qui Out 16, 2008 11:00 pm

A 17 de Outubro de 1939, em Versalhes, morria Eugen Weidmann, criminoso alemão, último guilhotinado em público, na França.


Eugen Weidmann


Eugen Weidmann (5 de Fevereiro de 1908, Frankfurt (Alemanha) — 17 de Junho de 1939, Versalhes França), foi um criminoso alemão, célebre por ter sido a última pessoa a ser guilhotinada em público na França.

Ele foi julgado culpado do assassinato de seis pessoas, todas mortas com um tiro na nuca:

em 21 de Julho de 1937, assassinato de Jean de Koven
em 3 de Setembro de 1937, assassinato de Joseph Couffy
em 4 de Outubro de 1937, assassinato de Jeanine Keller
em 16 de Outubro de 1937, assassinato de Roger Le Blond
em 20 de Novembro de 1937, assassinato de Fritz Frommer
em 27 de Novembro de 1937, assassinato de Raymond Lesobre.


Albert Lebrun

Foi guilhotinado em Versalhes, na via pública, no exterior da prisão Saint-Pierre, como era comum até então. Tendo sido julgado «histérico» o comportamento dos espectadores durante a execução, o presidente da República Albert Lebrun convenceu o governo da época a proceder às execuções no interior da prisão, onde se encontra o condenado à morte, longe das possíveis «emoções populares».

A utilização da guilhotina para execuções «privadas» continuou, cada vez mais raramente, até o 10 de Setembro de 1977, quando foi executado Hamida Djandoubi. Finalmente, a pena de morte foi abolida na França, em 30 de Setembro de 1981. através de decreto do presidente François Mitterrand.

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MensagemAssunto: Em 18 de Outubro de 1534...   Sex Out 17, 2008 9:32 pm

A 18 de Outubro de 1534, acontecia o Caso dos cartazes.


O caso dos cartazes foi um incidente envolvendo a afixação de cartazes anti-católicos na noite de 17 para 18 de Outubro de 1534. Este incidente marcou o fim das políticas conciliadoras do rei François I da França, que passou a perseguir os protestantes.


Francisco I

Desenvolvimento

Cartazes de 37 por 25 cm que criticam a celebração da missa, tal como ela é feita oficialmente pela Igreja católica, são afixados em vários locais. É particularmente atacada a repetição cerimonial da morte de Cristo, simbólica, no altar. Se o sacrifício já foi consumado, por que se apoderam os sacerdotes católicos deste ritual simbólico?

Os argumentos teológicos dos protestantes fundamentam-se na Epístola de São Paulo aos Hebreus. A propaganda protestante pretende transmitir a ideia de que a eucaristia é uma blasfémia, uma vez que a morte de Cristo não se deixa repetir. Esta demanda foi o resultado da acção de Antoine Marcourt, Pastor de Neuchâtel, também ele um natural da Picardia. A situação tornou-se particularmente crítica e descambou numa reacção brutal ,por parte da Igreja católica e do estado francês.


Epístola de S. Paulo aos Hebreus

Protestantes franceses seriam encarcerados e assassinados. Em Janeiro de 1535, o rei Francisco I organiza uma procissão macabra pelas ruas de Paris. A procissão pára em 6 locais distintos. Em cada uma das paragens há um pódio onde o rei, os embaixadores e dignos membros do "parlement" se instalam para assistir à morte, pela fogueira, de 6 "heréticos" envolvidos no caso dos cartazes do ano anterior.

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MensagemAssunto: Em 19 de Outubro de 1915...   Sab Out 18, 2008 10:28 pm

A 19 de Outubro de 1915, falecia o neurologista alemão, Alois Alzheimer.


Alois Alzheimer

Alois Alzheimer (Marktbreit, 14 de junho de 1864 — Breslau, 19 de dezembro de 1915) foi um neurologista alemão, conhecido sobretudo por ter sido o primeiro autor a reconhecer como entidade patognómica distinta, a doença neurodegenerativa que hoje tem o seu nome (doença de Alzheimer ou mal de Alzheimer). Alzheimer trabalhou também com Emil Kraepelin, autor da primeira classificação moderna dos vários tipos de doença psicótica.

Biografia

No dia 14 de Junho de 1864 nasceu Alois Alzheimer, na cidade alemã de Marktbreit, filho de Eduard Alzheimer e sua segunda esposa, Theresia. Alois estudou medicina em Berlim, apresentando, em 1887, sua tese doutoral sobre “As Glândulas Ceruminais”.


Placas neuríticas

Foi nomeado médico residente no Sanatório Municipal para Dementes e Epilépticos, na cidade de Frankfurt, em Dezembro de 1888, sendo logo promovido a médico senior. Casou em 1894 com C. S. Nathalie Geisenheimer, que lhe deu três filhos. A esposa veio a falecer em 1901.

A origem do termo “Mal de Alzheimer” ocorreu em 1901, quando Dr. Alzheimer iniciou o acompanhamento do caso da Sra. August D., admitida no seu hospital. Em Novembro de 1906, durante o 37° Congresso do Sudoeste da Alemanha de Psiquiatria, na cidade de Tubingen, o Dr. Alois Alzheimer faz sua conferência, com o título “Sobre uma enfermidade específica do córtex cerebral”.


Cortéx (doente e normal)

Nela, relata o caso de sua paciente, August D., e define-o como uma patologia neurológica, não reconhecida, que cursa com demência, destacando os sintomas de déficit de memória, de alterações de comportamento e de incapacidade para as atividades rotineiras. Relatou também, mais tarde, os dados de anatomia patológica desta enfermidade, que seriam as placas senis e os novelos neurofibrilares. O Dr. Emil Kraepelin, na edição de 1910 do seu “Manual de Psiquiatria”, descreveu os resultados do Dr. Alzheimer, cunhando esta patologia com o seu nome, sem saber da importância que esta doença teria no futuro.

O Dr. Alois foi acometido de uma grave infecção cardíaca (endocardite bacteriana) em 1913. Seguiu enfermo por dois anos, até que, no dia 19 de dezembro de 1915, veio a falecer de insuficiência cardíaca e falência renal, na cidade de Breslau, Alemanha.



http://www.alois.com/

Para informações sobre o Mal de Alzheimer, visite

http://www.marcobueno.net

Fonte: Alzheimer.med.br

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MensagemAssunto: Em 20 de Outubro de 1570...   Dom Out 19, 2008 11:05 pm

A 20 de Outubro de 1570, em Ribeira de Alitém, falecia João de Barros, o primeiro grande historiador português e pioneiro da gramática do idioma luso.


João de Barros

João de Barros, chamado o Tito Lívio Português, (c. 1496 — Ribeira de Alitém, 20 de Outubro de 1570) é geralmente considerado o primeiro grande historiador português e pioneiro da gramática do idioma luso.

Biografia

Filho de um nobre, foi educado na corte de D. Manuel I, no período de maior apogeu dos descobrimentos portugueses, tendo ainda na sua juventude concebido a idéia de escrever uma história dos portugueses no oriente.A sua prolífera carreira literária iniciou-se com pouco mais de vinte anos, ao escrever um romance de cavalaria, a Crónica do Emperador Clarimundo, donde os Reys de Portugal descendem, dedicado ao soberano e ao príncipe herdeiro Dom João (futuro Dom João III).


S. Jorge da Mina

Este último, ao subir ao trono em 1521, concedeu a João de Barros o cargo de capitão da fortaleza de São Jorge da Mina, para onde partiu no ano seguinte. Em 1525 foi nomeado tesoureiro da Casa da Índia, missão que desempenhou até 1528.

A peste negra de 1530, levou-o a refugiar-se na sua quinta da Ribeira de Alitém, próximo de Pombal, vila onde concluiu o seu diálogo moral, Rhopicapneuma, alegoria que mereceu louvores do catalão Juan Luis Vives.

Regressado a Lisboa em 1532, o rei designou-o como feitor das casas da Índia e da Mina - uma posição de grande destaque e responsabilidade, numa Lisboa que era então um empório, a nível europeu, para todo o comércio estabelecido com o oriente. João de Barros provou ser um administrador bom e desinteressado, algo raro para a época, como demonstra o surpreendente facto de ter amealhado pouco dinheiro com este cargo (quando os seus antecessores haviam adquirido grandes fortunas).


D. João III

Em 1534 Dom João III, procurando atrair colonos para se estabelecerem no Brasil, evitando assim as tentativas de penetração francesa, dividiu a colónia em capitanias hereditárias, seguindo um sistema que já havia sido utilizado nas ilhas atlânticas dos Açores, Madeira e Cabo Verde, com resultados comprovados. No ano seguinte João de Barros foi agraciado com a posse de duas capitanias, em parceria com Aires da Cunha, o Ceará e o Pará. Constituiu, a expensas suas, uma armada de dez navios e novecentos homens, que zarpou para o Novo Mundo em 1539.

Devido talvez à ignorância dos seus pilotos, a frota não atingiu o objectivo pretendido, tendo andado à deriva até aportar às Antilhas espanholas. Demonstrando um grande humanismo, talvez incomum para a época, pagou as dívidas dos que haviam falecido na expedição. No entanto isto originou grandes problemas financeiros a João de Barros, com os quais teve que lidar até ao fim da vida, vendo-se mesmo obrigado a hipotecar parte dos seus bens.


Representação do escritor, na obra Décadas da Ásia, edição de 1615.

Nesses anos prosseguiu seus estudos durantes as horas vagas, e pouco após a desastrosa expedição ao Brasil, publicou a Gramática da Língua Portuguesa e diversos diálogos morais a acompanhá-la, para ajudar ao ensino da língua materna. Pouco depois, seguindo uma proposta que lhe havia sido ainda endereçada por Dom Manuel I, iniciou a escrita de uma história que narrasse os feitos dos portugueses na Índia - as Décadas da Ásia (Ásia de Ioam de Barros, dos feitos que os Portuguezes fizeram na conquista e descobrimento dos mares e terras do Oriente), assim chamadas por, à semelhança da história liviana, agruparem os acontecimentos por livro em períodos de dez anos. A primeira década saiu em 1552, a segunda em 1553 e a terceira foi impressa em 1563. A quarta década, inacabada, foi completada por João Baptista Lavanha e publicada em Madrid em 1615, muito depois da sua morte.

Não obstante o seu estilo fluente e rico, as décadas conheceram pouco interesse durante a sua vida. É conhecida apenas uma tradução italiana em Veneza, em 1563.


Era aqui a residência da corte com os armazéns da Casa da Índia no piso térreo; por este motivo era chamado o Paço da Índia.A Casa da Índia foi extinta em 1833. Terá sido?


Dom João III, entusiasmado com o seu conteúdo, pediu-lhe que redigisse uma crónica relativa aos acontecimentos do reinado de Dom Manuel - o que João de Barros não pode realizar, devido às suas tarefas na Casa da Índia, tendo a crónica em causa sido redigida por outro grande humanista português, Damião de Góis.

Em Janeiro de 1568 sofreu um acidente vascular cerebral e foi exonerado das suas funções na Casa da Índia, recebendo título de fidalguia e uma tença régia do rei Dom Sebastião. Faleceu na sua quinta de Alitém, em Pombal, a 20 de Outubro de 1570, na mais completa miséria, sendo tantas as suas dívidas que os filhos renunciaram ao seu testamento.

Enquanto historiador e linguista, João de Barros merece a fama que começou a correr logo após a sua morte. As suas Décadas são não só um precioso manancial de informações sobre a história dos portugueses na Ásia, como são como que o início da historiografia moderna em Portugal e no Mundo.


Diogo do Couto

Diogo do Couto foi encarregado, mais tarde, de continuar as suas Décadas, adicionando-lhe mais nove. A primeira edição completa das 14 décadas surgiu em Lisboa, já no século XVIII (1778 — 1788).

Obras

Crónica do Imperador Clarimundo (1522) (versão digital)
Rhopicapneuma ou Mercadoria Espiritual (1532)
Grammatica da Língua Portuguesa com os Mandamentos da Santa Madre Igreja (1540) (versão digital)
Diálogo da Viciosa Vergonha (1540) (versão digital)
Diálogo sobre Preceitos Morais (1540) (versão digital)
Diálogo Evangélico sobre os Artigos da Fé (1543)
Panegíricos:
de D. João III (1533)
da Infanta D. Maria (1555)
Décadas da Ásia. Volumes I (1552), II (1553), III (1563) e IV (1615) (versão digital)

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MensagemAssunto: Em 21 de Outubro de 1874...   Seg Out 20, 2008 10:56 pm

A 21 de Outubro de 1874, em Mézières, nascia Henri Guisan, provavelmente o mais famoso militar suíço.


Henri Guisan

Henri Guisan (monumento em Avenches)Henri Guisan (21 de Outubro de 1874, Mézières — 7 de Abril de 1960, Pully) foi um general do exército, Comandante em Chefe durante a Segunda Guerra Mundial e provavelmente o mais famoso militar suíço. É lembrado, principalmente por mobilizar efectivamente o exército e o povo suíços, com o intuito de preparar a resistência contra a possível invasão da Suíça pela Alemanha Nazista, em 1940.

Família e carreira


Estátua eqüestre de Henri Guisan em Lausanne

Henri Guisan nasceu em 1874, em Mézières, no cantão de Vaud, uma região protestante da Suíça francófona. Era descendente de Huguenotes protestantes, que emigraram da França em 1685. Freqüentou a escola em Lausanne, e inicialmente estudou Medicina agrícola. Após entrar no exército suíço em 1894, foi designado para uma unidade de artilharia em Bière, como Tenente. Foi promovido diversas vezes, alcançando o posto de Coronel em 1920.

Defesa da nação

Em 28 de Agosto de 1939, a Assembléia Federal Suíça reuniu-se para eleger um General, posto existente somente em tempo de guerra ou emergência nacional. Em 30 de Agosto de 1939, Guisan foi eleito General por 204, de um total de 227 votos válidos. Foi-lhe dada a instrução de garantir a independência do país e de manter a integridade do território suíço. Em 1939, as Forças Armadas suíças podiam reunir 430 000 homens, aproximadamente 20% da força activa. No entanto, o equipamento militar não tinha comparação com o poderio militar alemão. A indicação de Guisan ocorreu apesar de ele ser membro da Schweizerischer Vaterländischer Verband, uma organização reconhecidamente pro-nazista.


A pradaria do Rütli, onde Guisan discursou para o corpo de oficiais suíços.

Em 25 de Julho de 1940, o General Guisan proferiu seu histórico discurso ao corpo de oficiais, reunido no terreno do Rütli, onde, segundo a tradição, o primeiro juramento da Confederação Suíça, o Rütlischwur, foi feito em 1291.

Guisan deixou claro que a Suíça resistiria a qualquer invasão alemã. Se a munição acabasse, usariam as baionetas, que se defenderia de qualquer invasor e jamais se renderia. O governo suíço tinha uma estrutura descentralizada, de modo que mesmo o Presidente Federal tinha relativamente pouco poder, e nenhuma autoridade para assinar uma capitulação. De facto, os cidadãos suíços haviam sido instruídos para considerar qualquer pedido de rendição como mentiras inimigas e resistir até o fim.


General Guisan e suas tropas

Como conseqüência, Guisan desenvolveu seu famoso "Conceito Reduit" no verão de 1940, segundo o qual o exército suíço se retiraria para os Alpes relativamente cedo, se atacado, mantendo a resistência através de táticas de guerrilha a partir dessas posições. A organização paramilitar suíça Aktion Nationaler Widerstand (Ação de Resistência Nacional), formada por contactos entre figuras militares seleccionadas e círculos civis conservadores, tinha a tarefa explícita de convencer a população civil a resistir aos invasores.

A principal estratégia, no entanto, foi a dissuasão. Mesmo a pequena Suíça tendo um exército de apenas 430 000 homens, a Alemanha jamais arriscou uma invasão. Em 20 de Agosto de 1945, o General Guisan deixou o comando, considerando que sua missão havia sido cumprida. Morreu em 7 de Abril de 1960.

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MensagemAssunto: Em 22 de Outubro de 1986...   Qua Out 22, 2008 11:20 pm

A 22 de Outubro de 1986, falecia Albert von Szent-Györgyi Nagyrápolt, fisiologista húngaro.


Albert Szent-Györgyi

Albert von Szent-Györgyi Nagyrápolt (Budapeste, 16 de Setembro de 1893 — Woods Hole, 22 de Outubro de 1986) foi um fisiologista húngaro. Recebeu com o Prémio Nobel de Fisiologia ou Medicina em 1937, por descobrir vitamina C como catalisador.

Biografia

Em 1917 casou-se com Kornélia Demény. Seu avô e seu tio materno eram professores de anatomia na Universidade de Budapeste, e por isso, logo que entrou na universidade, matriculou-se no laboratório de anatomia.

Em 1914, no início da Primeira Guerra Mundial, foi mobilizado e serviu na frente italiana e na russa e no términus da guerra, completou os estudos e iniciou trabalhos em farmacologia, eletrofisiologia. Suas pesquisas começaram no Instituto Rockefeller, sobre respiração celular, ciclo de Krebs. Num primeiro momento também descobriu uma substância redutora nas células, que mais tarde veio dsignou como ácido ascórbico e observou também que esta possuia uma atividade anti-escorbuto.


Busto de Szent-Györgyi na cidade de Szeged

Em 1937 é galardoado com o Prémio Nobel, por suas pesquisas relacionadas com a vitamina C.
Já em 1938, iniciou pesquisas na contracção muscular e descobriu a miosina, actina e ATP. Quando os fascistas controlaram a política húngara, Szent-Györgyi ajudou vários amigos judeus. Foi perseguido pela polícia de Hitler e deixou a Hungria como fugitivo da Gestapo.

No pós-guerra retornou à Hungria tornou-se chefe do departamento de bioquímica da Universidade de Budapeste, foi eleito membro do parlamento e ajudou a restabelecer a Academia de Ciências. Em 1941 teve um segundo casamento com Márta Borbíró, com quem teve uma filha.

Em 1947, descontente com o comunismo no seu país, foi para os Estados Unidos da América para dirigir a pesquisa no Instituto de Pesquisa Muscular, em Massachusetts. Em 1956 conquistou cidadania americana.



Já nos EUA, desenvolveu pesquisas sobre cancro, aventou a possibilidade dos radicais livres fazerem parte da génesis do cancro. Pesquisou ainda física quântica e descreveu o termo sintropia.

Publicações

On Oxidation,Fermentation, Vitamins, Health, and Disease ( 1940);
Bioenergetics ( 1957);
Introduction to a submolecular biology ( 1960);
The crazy ape (1970);
Eletronic bilogy and cancer: A new theory of cancer (1976);
The living state (1972);
Bioelectronics: a study in cellular regulations, defense and cancer.

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MensagemAssunto: Em 23 de Outubro de 425...   Qui Out 23, 2008 9:42 pm

A 23 de Outubro de 425, Valentiniano III ascendia ao trono, com apenas 6 anos de idade.


Valentiniano III

Valentiniano III (em latim Flavius Placidus Valentinianus) (Ravena, 419 - perto de Roma, 455), imperador romano do Ocidente, reinou entre 425 e 455, já na fase da decadência do Império. Permaneceu na dependência de Teodósio II, imperador do Oriente. No seu reinado, os Vândalos instalaram-se no Império, tal como os Hunos, e pouco de relevante fez este imperador, apesar de ter estado muitos anos no trono imperial.

Ascensão ao trono


Valentiniano, Justa Grata Honoria (sua irmã) e Gala Placídia.

Valentiniano deve o seu trono ao primo Teodósio II. Ascendeu ao trono imperial em 23 de Outubro de 425, quando tinha apenas seis anos. Inicialmente, sua mãe, Gala Placídia, exerceu as funções de regente, mas a partir de 433, o poder passou para as mãos do comandante-em-chefe Aécio.

As invasões bárbaras

Apesar da intervenção de dois exércitos do Império Romano do Oriente, Valentiniano foi obrigado a permitir aos Vândalos que se estabelecessem na África, em 442. Em 449, a traição de sua irmã Honória fez com que Átila e os seus Hunos invadissem o império do Ocidente. Ainda que Aécio, verdadeiro dirigente imperial, tenha conseguido uma importante vitória nas imediações de Troyes, na Gália, em 452 os invasores puderam entrar na Itália.


Uma moeda em comemoração ao casamento de Valentiniano III e Licinia Eudoxia em 29 de Outubro de 437.

Assassinato e vingança

Destes acontecimentos catastróficos aproveitaram-se os adversários de Aécio, que persuadiram Valentiniano III a desembaraçar-se dele. Aécio acabou pois assassinado por ordem do próprio imperador, em 454. Mas pouco depois, em 16 de Março de 455, subitamente, dois soldados do corpo da guarda à ordens de Aécio vingaram-se de Valentiniano III, assassinando-o.

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MensagemAssunto: Em 24 de Outubro de 1836...   Qui Out 23, 2008 10:41 pm

.

A 24 de Outubro de 1836, eno Porto, nascia Ramalho Ortigão, escritor português.


Ramalho Ortigão

Ramalho Ortigão (Porto).José Duarte Ramalho Ortigão (Porto, 24 de Outubro de 1836 — Lisboa, 27 de Setembro de 1915) foi um escritor português.

Vida e Obra

José Duarte Ramalho Ortigão, nasceu no Porto, na Casa de Germalde, freguesia de Santo Ildefonso. Era o mais velho de nove irmãos, filhos do primeiro-tenente de artilharia Joaquim da Costa Ramalho Ortigão e de D. Antónia Alves Duarte Silva Ramalho Ortigão.

Viveu a sua infância numa quinta do Porto com a avó materna, com a educação a cargo de um tio-avô e padrinho Frei José do Sacramento. Em Coimbra, frequentou brevemente o curso de Direito, começando a trabalhar como professor de francês no colégio da Lapa, no Porto, de que seu pai era director, e onde ensinou, entre outros, Eça de Queirós e Ricardo Jorge. Por essa altura, iniciou-se no jornalismo colaborando no Jornal do Porto.

Em 24 de Outubro de 1859 casou com D. Emília Isaura Vilaça de Araújo Vieira, de quem veio a ter três filhos: Vasco, Berta e Maria Feliciana.


Feliciano de Castilho

Ainda no Porto, envolveu-se na Questão Coimbrã com o folheto "Literatura de hoje", acabando por enfrentar Antero de Quental num duelo de espadas, a quem apodou de cobarde por ter insultado o velho António Feliciano de Castilho. Ramalho ficou fisicamente ferido no duelo travado, em 6 de Fevereiro de 1866, no Jardim de Arca d'Água.

No ano seguinte, em 1867, visita a Exposição Universal em Paris, de que resulta o livro Em Paris, primeiro de uma série de livros de viagens. Insatisfeito com a sua situação no Porto, muda-se para Lisboa com a família, agarrando uma vaga para oficial da Academia das Ciências de Lisboa.

Reencontra em Lisboa o seu ex-aluno Eça de Queirós e com ele escreve um "romance execrável" (classificação dos autores no prefácio de 1884): O mistério da estrada de Sintra (1870). No mesmo ano, Ramalho Ortigão publica ainda Histórias cor-de-rosa e inicia a publicação de Correio de Hoje (1870-71). Em parceria com Eça de Queirós, surgem em 1871 os primeiros folhetos de As Farpas, de que vem a resultar a compilação em dois volumes, sob o título Uma Campanha Alegre. Em finais de 1872, o seu amigo Eça de Queirós parte para Havana a exercer o seu primeiro cargo consular no estrangeiro, continuando Ramalho Ortigão a redigir sozinho As Farpas.


Ramalho Ortigão e Eça de Queirós(1875).

Entretanto, Ramalho Ortigão tornara-se uma das principais figuras da chamada Geração de 70. Vai acontecer com ele o que aconteceu com quase todos os membros dessa geração. Numa primeira fase, pretendiam aproximar Portugal das sociedades modernas europeias, cosmopolitas e anticlericais. Desiludidos com as Luzes europeias do progresso material, porém, numa segunda fase voltaram-se para as raízes de Portugal e para o programa de um "reaportuguesamento de Portugal". É dessa segunda fase a constituição do grupo "Os Vencidos da Vida", do qual fizeram parte, além de Ramalho Ortigão, o Conde de Sabugosa, o Conde de Ficalho, Marquês de Soveral, Conde de Arnoso, Antero de Quental, Oliveira Martins, Guerra Junqueiro, Carlos Lobo de Ávila, Carlos de Lima Mayer e António Cândido. À intelectualidade proeminente da época juntava-se agora a nobreza, num último esforço para restaurar o prestígio da Monarquia, tendo o Rei D. Carlos I sido significativamente eleito por unanimidade "confrade suplente do grupo".


Oliveira Martins

Na sequência do assassínio do Rei, em 1908, escreve D. Carlos o Martirizado. Com a implantação da República, em 1910, pede imediatamente a Teófilo Braga a demissão do cargo de bibliotecário da Real Biblioteca da Ajuda, escrevendo-lhe que se recusava a aderir à República "engrossando assim o abjecto número de percevejos que de um buraco estou vendo nojosamente cobrir o leito da governação". Saiu em seguida para um exílio voluntário em Paris, onde vai começar a escrever as Últimas Farpas (1911-1914) contra o regime republicano. O conjunto de As Farpas, mais tarde reunidas em quinze volumes, a que há que acrescentar os dois volumes das Farpas Esquecidas, e o referido volume das Últimas Farpas, foi a obra que mais o notabilizou por estar escrita num português muito rico, com intuitos pedagógicos, sempre muito crítico e revelando fina capacidade de observação. Eça de Queirós escreveu que Ramalho Ortigão, em As Farpas, "estudou e pintou o seu país na alma e no corpo".

Regressa a Portugal em 1912 e, em 1914 dirige a célebre Carta de um velho a um novo, a João do Amaral, onde saúda o lançamento do movimento de ideias políticas denominado Integralismo Lusitano:

"A orientação mental da mocidade contemporânea comparada à orientação dos rapazes do meu tempo estabelece entre as nossas respectivas cerebrações uma diferença de nível que desloca o eixo do respeito na sociedade em que vivemos obrigando a elite dos velhos a inclinar-se rendidamente à elite dos novos" .


Antero de Quental

Vítima de um cancro, recolheu-se na casa de saúde do Dr. Henrique de Barros, na então Praça do Rio de Janeiro, em Lisboa, vindo a falecer em 27 de Setembro de 1915, na sua casa da Calçada dos Caetanos, Freguesia da Lapa.

Foi Comendador da Ordem de Cristo e Comendador da Ordem da Rosa, no Brasil. Além de bibliotecário na Real Biblioteca da Ajuda, foi Secretário e Oficial da Academia Nacional de Ciências, Vogal do Conselho dos Monumentos Nacionais, Membro da Sociedade Portuguesa de Geografia, da Academia das Belas-Artes de Lisboa, do Grémio Literário, do Gabinete Português de Leitura do Rio de Janeiro, e da Sociedade de Concertos Clássicos do Rio de Janeiro. Em Espanha, foi Grã-Cruz da Ordem de Isabel a Católica, membro da Academia de História de Madrid, da Sociedade Geográfica de Madrid, da Real Academia de Belas Artes de S. Fernando, da Union Ibero-Americana, e da Real Academia Sevillana de Buenas Letras.

Obras

1870 - O Mistério da Estrada de Sintra (com Eça de Queirós).
1870-71 - Correio de Hoje.
Em Paris.
Biografia de Emília Adelaide Pimentel.


As Farpas

1871-72 - As Farpas (com Eça de Queirós)
1871-1882 - As Farpas.
1875 - Banhos de Caldas e Águas Minerais.
1876 - As Praias de Portugal
Teófilo Braga: Esboço Biográfico.
Notas de Viagem.
Pela Terra Alheia: Notas de Viagem.
A Lei da Instrução Secundária na Câmara dos Deputados de Portugal.
1883 - A Holanda.
1887 - John Bull - Depoimento de uma testemunha acerca de alguns aspectos da vida e da civilização inglesa.
1896 - O Culto da Arte em Portugal.
1908 - D. Carlos o Martirizado.
1911-14 - Últimas Farpas.
1914 - Carta de um Velho a um Novo.

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MensagemAssunto: Em 25 de Outubro de 1825...   Sex Out 24, 2008 10:02 pm

A 25 de Outubro de 1825, nascia em Viena Johann Sebastian Strauß, célebre compositor austríaco.


Johann Strauß Jr.

Johann Strauß II, Johann Strauss Jr. ou Johann Sebastian Strauß) (Viena, 25 de Outubro de 1825 — Viena, 3 de Junho de 1899) foi um grande compositor austríaco da Era Romântica. Era filho de Johann Strauß I da família de compositores Strauß.

Estudou música com Joseph Dreschler. Em 1844, aos dezenove anos, fundou uma orquestra de danças. O repertório era formado por valsas e outras danças de vários autores, de seu pai e outras de sua autoria. Fez grande sucesso. Uma de suas composições teve que ser repetida dezanove vezes.



Em 1872, Strauß Jr. apresentou-se nos Estados Unidos. Os seus concertos atraíam tanto o público como compositores consagrados como Liszt, Brahms e Wagner . Este gostava tanto da obra de Strauß Jr, que considerava Danúbio Azul a maior composição clássica de todos os tempos.

Johann Strauss Jr. compôs mais de duzentas valsas, 32 mazurcas, 140 polcas e oitenta quadrilhas, num total de 479 obras publicadas, mais dezenas de peças manuscritas e outras realizadas em parceria com seus irmãos.

Casou-se três vezes, mantinha inúmeras aventuras sexuais e ficava constantemente doente tanto por "excessos amorosos" como por seu ritmo intenso de composição.



Na década de 1870 começou a escrever operetas. As duas primeiras foram Indigo, de 1871, e O carnaval de Roma, em 1873. A obra mais consagrada foi em 1874, com O Morcego, com libreto de Carl Haffner e Richard Genée, a partir de Le Réveillon, de Henri Meilhac e Ludovic Halévy, ambos libretistas de Jacques Offenbach.

É autor das operetas: Uma noite em Veneza, de 1883, O barão cigano, de 1885, Sangue vienense, de 1899, entre outras.





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MensagemAssunto: Em 26 de Outubro de 1916   Sab Out 25, 2008 10:25 pm

A 26 de Outubro de 1916, em Charente, nascia François Mitterand, estadista e presidente francês.


François Mitterand

François Maurice Adrien Marie Mitterrand OIH, GColIH, (26 de Outubro de 1916, Jarnac, Charente) — 8 de Janeiro de 1996, Paris) foi um estadista e presidente francês. Detém atualmente o récorde de longevidade (14 anos) na presidência da República Francesa.

Foi o primeiro e até hoje, único presidente da república oriundo do Partido Socialista Francês. Foi sob sua presidência que foi abolida a pena de morte na França, em 1981.



Seu mandato presidencial encerrou-se em Maio de 1995. Foi sucedido por Jacques Chirac, morrendo de cancro seis meses depois.

Foi dele que Michel Rocard disse: Mitterrand n'était pas un honnête homme (Mitterrand não era um homem íntegro).


François Mitterrand (à esquerda) ao lado de Ronald Reagan, em 1981

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