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MensagemAssunto: Em 11 de Setembro de 2001   Dom Set 11, 2011 4:56 pm

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Milhares de pessoas assinalam atentado em Nova Iorque

por Lusa
Hoje


Milhares de familiares de vítimas do11 de Setembro concentram-se hoje para as cerimónias do 10º aniversário dos atentados, que arrancaram às 08.35 em Nova Iorque (13.35 de Lisboa).

Vindos de todo o país e até do estrangeiro, começaram a chegar de madrugada ao local das cerimónias, junto ao monumento as vítimas no World Trade Center, hoje inaugurado, rodeado de fortes medidas de segurança e muitas centenas de polícias.

Trouxeram ramos de flores, bandeiras americanas, balões em forma de coracão ou T-shirts com fotografias dos seus familiares mortos nos atentados contra as Torres Gémeas.

Alguns imprimiram retratos a grandes dimensões dos falecidos, acompanhados dos nomes ou mensagens como "nunca esqueceremos".

Tendo como pano de fundo o pulpito onde irá falar o presidente Obama e outros dignitários, e as árvores e as duas enormes piscinas que compõem o monumento onde assentaram as Torres Gémeas, muitos seguram molduras de jovens ou homens fardados, que perderam a vida nos atentados.

As cerimónias foram abertas pelas bandas de gaitas de foles da polícia e bombeiros e por Obama e primeira dama, acompanhado do ex-presidente Bush e Laura Bush.

Com uma enorme bandeira recuperada do 11 de Setembro empunhada por polícias e bombeiros em traje de gala, um coro de jovens cantou o hino americano.

http://www.dn.pt/inicio/globo/interior.aspx?content_id=1988486&seccao=EUA




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MensagemAssunto: Em 5 de Outubro de 1910   Qua Out 05, 2011 10:36 am

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A 5 de Outubro de 1910, era proclamada a Repúbica Portuguesa


A bandeira de Portugal após a proclamação da República

Antecedentes

O movimento revolucionário de 5 de Outubro de 1910 deu-se em natural sequência da acção doutrinária e política que, desde a criação do Partido Republicano, em 1876, vinha sendo desenvolvida. Aumentando a contraposição entre a República e a Monarquia, a propaganda republicana fora sabendo tirar partido de alguns factos históricos de repercussão popular: as comemorações do terceiro centenário da morte de Camões, em 1880, e o Ultimatum inglês, em 1890, fora aproveitados pelos defensores das doutrinas republicanas que se identificaram com os sentimentos nacionais e aspirações populares.


Manuel de Arriaga

Elias Garcia, Manuel Arriaga, Magalhães Lima, tal com o operário Agostinho da Silva, foram personagens importantes dos comícios de propaganda republicana, em 1880.

O terceiro centenário da morte de Camões, foi comemorado com actos significativos — como o cortejo cívico que percorreu as ruas de Lisboa, no meio de grande entusiasmo popular e, também, a translaçdação dos restos mortais de Camões e Vasco da Gama para o Panteão Nacional. As luminárias e o ar de festa nacional que caracterizaram essas comemorações complementaram esse quadro de exaltação patriótica. Partira a ideia das comemorações camoneanas da Sociedade de Geografia de Lisboa, mas a execução coube a uma comissão de representantes da Imprensa de Lisboa, constituída pelo Visconde de Jorumenha, por Teófilo Braga, Ramalho Ortigão, Batalha Reis, Magalhães Lima e Pinheiro Chagas. E o Partido Republicano, ao qual pertenciam as figuras mais representativas da Comissão Executiva das comemorações do tricentenário camoneano, ganhou grande popularidade.


A revolta


D. Manuel II

Durante o breve reinado de D. Manuel II — que ascendeu ao trono logo após o atentado a D. Carlos, donde resultou também a morte do seu filho herdeiro Luís Filipe, Duque de Bragança —, o movimento republicano acentuou-se, chegando mesmo a ridicularizar a monarquia. A 5 de Outubro de 1910 estalou a revolta republicana que já se avizinhava no contexto da instabilidade política. Embora muitos envolvidos tenham-se esquivado à participação — chegando mesmo a parecer que a revolta tinha falhado — foi também graças à incapacidade de resposta do Governo em reunir tropas que dominassem os cerca de duzentos revolucionários que resistiam de armas na mão. Comandava as forças monárquicas, em Lisboa, o General Manuel Rafael Gorjão Henriques, que se viu impotente para impedir a progressão das forças comandadas por Machado Santos. Com a adesão de alguns navios de guerra, o Governo rendia-se, os republicanos proclamavam a República, e D. Manuel II era exilado.


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MensagemAssunto: Cavaco vai usar 5 de Outubro para apelar à paz social   Qua Out 05, 2011 10:40 am

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Cavaco vai usar 5 de Outubro para apelar à paz social

Hoje


Presidente quer deixar mensagem de união aos portugueses perante a austeridade pedindo compreensão para os sacrifícios.

No primeiro grande discurso após a assinatura do acordo de ajuda externa com a troika, e numa data simbólica, Cavaco Silva apelará à compreensão dos portugueses para as pesadas medidas de austeridade que serão executadas já a partir de 2012.

Na Praça do Município, em Lisboa, onde decorrerá a celebração oficial do 5 de Outubro, o Presidente irá também pedir ao País que evite conflitos sociais mais graves, naquela que é uma mensagem de esperança e mobilização nacional num ano que já classificou de "resistência".

O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, e o líder da oposição, António José Seguro, vão assistir à mensagem de Belém. Recorde-se que Passos Coelho foi o primeiro a mostrar algum temor com tumultos sociais em Portugal, e esta semana soube-se que as polícias estão preocupadas.

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MensagemAssunto: Cavaco Silva: "Acabaram os tempos de ilusões"   Qua Out 05, 2011 4:19 pm

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Cavaco Silva: "Acabaram os tempos de ilusões"

por DN.p
tHoje


No discurso da comemoração do 101º aniversário da implantação da República, nos Paços do Concelho, em Lisboa, Cavaco Silva lembrou os tempos difíceis que se vivem na Europa e em especial em Portugal.

"Vivemos tempos difíceis que ninguém pode ignorar. Esta situação irá exigir grandes sacrificios, provavelmente os maiores que esta geração conheceu", referiu o Presidente da República, não esqucendo que também a Europa se "encontra numa encruzilhada quanto ao seu futuro".

"Portugal tem de se afirmar na Europa como um Estado credível e uma república que honra os seus compromissos. Poderemos ser ajudados em alturas de dificuldades. Mas é a nós, cidadãos, que cabe construir uma economima saudável. Se não fizermos o nosso trabalho de pouco valerá recebermos auxilio", acrescentou Cavaco no seu discurso.

"Acabaram os tempos de ilusões. Temos um largo caminho a percorrer", prosseguiu, deixando outros recados: "Tempos como este são difíceis, mas são também tempos de ensinamentos. Perdemos muitos anos na litargia do consumo fácil, acomodámo-nos em excesso. Agora temos de aprender a viver de acordo com as nossas possibilidades. Esta crise é uma oportunidade para os portugueses abandonarem o consumo supérfulo". Cavaco referiu ainda que "num momento em que se pedem sacrifícios, o exemplo dos politicos tem que estar presente"

"Os portugueses têm de saber o que pretendem de um Estado com escassez de recursos. Chegou o tempo em que não bastam os sacrificios. É preciso poupar mais e trabalhar mais e melhor. Não podemos continuar a viver acima das nossas possibilidades. Só produzindo mais e com mais qualidade podemos ultrapassar esta crise. Não duvido que conseguiremos", disse Cavaco.

O Presidente da República defendeu ainda que "a cultura republicana implica uma reforma profunda do exercício de funções públicas" e que os cidadãos exigem uma "mudança profunda na acção política".

As cerimónias começaram com um discurso de António Costa, presidente da Câmara de Lisboa, que não esqueceu os actuais tempos difíceis que se vivem em Portugal. "Este tem de ser um tempo de lucidez. A crise que Portugal vive hoje tem um contexto internacional. Esta crise é uma oportunidade para avaliarmos o estado das nossas democracias", referiu, acrescentando que neste período "permitiu-se que a política se desvirtuasse".

António Costa lembrou ainda algum do trabalho feito pela câmara lisboeta e lançou algumas críticas a políticas do Governo, como por exemplo os cortes na educação: "O investimento na educação é um exemplo de um investimento virtuoso". "Está nas nossas mãos fazer com que esta crise não seja só um momento de sacrifícios", referiu Costa a terminar o seu discurso.

Após o discurso do presidente da Câmara de Lisboa, e numa acção inédita neste tipo de comemorações, uma estudante de 18 anos, Ana Lídia Rouxinol Sampaio Dias, teve direito a ler um discurso, depois de no ano passado ter vencido um concurso da Comissão Nacional para as Comemorações do Centenário da República. Um discurso cujo tema forte foi a educação.

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MensagemAssunto: E disse Cavaco:   Qua Out 05, 2011 4:41 pm

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E disse Cavaco:





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MensagemAssunto: Mário Soares elogia discurso de Cavaco Silva   Qua Out 05, 2011 10:38 pm

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Mário Soares elogia discurso de Cavaco Silva

por Lusa
Hoje


O antigo Chefe de Estado elogiou hoje o Presidente da República pelo discurso "mais republicano" que ouviu e ter referido que não se pode descurar o crescimento e o emprego.

"Gostei. Sinceramente gostei, porque foi o discurso mais republicano dos que ouvi", disse Mário Soares aos jornalistas, em Paredes, referindo-se ao discurso de Cavaco Silva no âmbito das comemorações do 5 de Outubro.

Para além disso, Soares considerou importante que o chefe de Estado tenha realçado a importância do crescimento económico mesmo em período de austeridade.

"O Presidente da República disse uma coisa extremamente importante, com a qual estou de acordo: naturalmente tem de se cumprir as nossas obrigações em relação à troika, mas não podemos descurar o crescimento e o emprego", frisou.

De acordo com Soares, para que isto se concretize "é preciso não pensar só na austeridade, mas pensar, sobretudo, nas pessoas, pensar que é necessário que elas tenham trabalho e que haja desenvolvimento do país".

Sem isso, frisou Mário Soares, "não vamos a parte nenhuma".

Questionado sobre se esse caminho seria seguido, o socialista mostrou-se confiante.

"O Presidente da República disse que essa é a linha, portanto acho que toda a gente vai seguir, porque tem de seguir", frisou.

Soares realçou, no entanto, que "há outra questão" a ter em conta, defendendo a necessidade de "modificar certas coisas da política" da Europa.

"Realmente o que se está a passar na Europa está em mutação permanente. Se não houvesse uma mutação completa da política europeia, nós todos - a Europa - íamos ao fundo", começou por explicar. Contudo, "como não podemos ir ao fundo, porque seria uma catástrofe mundial, acho que temos de modificar certas coisas da política europeia", afirmou.

O antigo chefe de Estado apontou como exemplo "a necessidade de mais emprego e de mais política social, e não de menos".

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MensagemAssunto: Bragança foi a escolhida para receber este ano as comemorações do Dia do Exército   Sab Out 22, 2011 4:41 pm

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Programa do Dia do Exército
Bragança



Bragança foi a escolhida para receber este ano as comemorações do Dia do Exército

O Exército celebra o seu dia festivo a 24 de Outubro, pelo que entre os dias 21 a 23 de Outubro irá desenvolver um conjunto de actividades comemorativas centradas na cidade de Bragança.
Tendo em consideração a actual conjuntura de contenção orçamental que Portugal atravessa e em particular o Exército Português, considera-se relevante esclarecer o seguinte:

1. Todas as actividades a desenvolver pelo Exército no âmbito das Comemorações do Dia do Exército estão devidamente orçamentadas e respeitam os pressupostos de contenção orçamental impostos;

2. Desde 2009 que o planeamento destas actividades prevêm um figurino semelhante ao adoptado para o Dia das Forças Armadas. Neste sentido, na actual comemoração não irá ocorrer desfile de viaturas, quer motorizadas, quer mecanizadas, o que significa o cancelamento do deslocamento de cerca de 50 viaturas e uma redução de cerca de 500 militares nos efectivos empenhados;

3. Importa ainda referir que no planeamento destas comemorações teve-se em consideração o estipulado no Despacho n.º 221/CEME/2010, de S. Exª o General Chefe de Estado-Maior do Exército de 14 de Dezembro, que determinou diversas medidas de contenção de despesas, tendo em vista a minimização do impacto da insuficiência orçamental no cumprimento da missão do Exército para o ano de 2011;

4. Tendo em vista a criação de sinergias e o aproveitamento de todas as oportunidades para exercitar o planeamento de movimentos operacionais e o emprego de forças, procura-se, consequentemente, realizar um exercício de planeamento operacional e logístico, em contexto de apoio às populações, nomeadamente:

a. A prática de projecção de meios humanos e materiais para um local onde não existe uma estrutura permanente do Exército (capacidade expedicionária). Nesta óptica, optou-se por realizar movimentos administrativos substituindo o movimento de viaturas operacionais tácticas com a correspondente redução de custos;

b.O levantamento de uma área de apoio de serviços e instalação de meios militares que suportem o alojamento e alimentação de pessoal, aceitando, contudo, a disponibilização de instalações na cidade de Bragança (ginásios do Pavilhão Municipal de Bragança e o Agrupamento de Escolas Paulo Quintela), cedidas de forma graciosa pelas entidades envolvidas;

c. A implementação e o desenvolvimento de canais de coordenação com as autoridades locais, designadamente autoridades municipais, de segurança interna e de protecção civil;

d. O treino das capacidades de apoio das unidades militares (Vila Real e Viseu), de modo a minorar os custos administrativos e logísticos dos elementos destacados.

5. Por último, releva-se o facto das comemorações do Dia do Exército na cidade de BRAGANÇA só se tornarem possíveis devido ao substancial apoio prestado por parte das autoridades locais, nomeadamente do Município de Bragança, que numa atitude de manifesto interesse público e significativo espírito de colaboração apoia esta iniciativa, disponibilizando espaços e instalações, sem as quais não seria possível organizar os eventos planeados e anunciados.

Programa Geral das Comemorações do Dia do
Exército 2011

O Exército Português comemora o seu dia festivo a 24 de Outubro, data em que se celebra a tomada de Lisboa, em 1147, pelas tropas de D. Afonso Henriques, Patrono do Exército.
No presente ano, para assinalar data tão marcante, o Exército Português instituiu, no período de 21 a 23 de Outubro, um conjunto de actividades comemorativas, a desenvolver no Continente e Regiões Autónomas.

Com a realização destas actividades, o Exército Português pretende, divulgar o seu espírito e as suas capacidades e valências, junto da população em geral. São promovidas, desta forma, iniciativas de natureza militar, cultural, desportiva e recreativa, orientadas pelos princípios da elevação, dignidade, profissionalismo e tradição, que são timbre do Exército Português.
Do vasto programa de actividades a realizar, destacam-se:

Em Bragança

14 de Outubro a 14 de Novembro
Exposição de Pintura e Histórica, Centro Cultural Adriano Moreira;

21 a 23 de Outubro
Exposição de Materiais/ Equipamentos, Actividades Multiusos e de Pólos de Excelência, na Praça Cavaleiro Ferreira, Largo dos Correios e na Praça da Sé;

21 de Outubro
Jornadas Académicas, no Centro Cultural Municipal Adriano Moreira;


22 de Outubro (Sábado)
Demonstração de Capacidades e Meios, das 16h00 às 17h30, na Praça Luís de Camões;
Concerto Musical pela Banda Sinfónica do Exército, no Teatro Municipal de Bragança (TMB), pelas 21h30;

23 de Outubro (Domingo)
Missa de Acção de Graças e Sufrágio, na Catedral de Bragança, pelas 10h00;
Cerimónia Militar, na Avenida Sá Carneiro, pelas 12h00;

Em Coimbra

24 de Outubro (Segunda-feira)
Evocação e homenagem a D. Afonso Henriques, na Igreja de Sta Cruz, em Coimbra, pelas 10h40.

Nos Museus Militares

22 e 23 de Outubro (Sábado e Domingo)
Entrada gratuita a toda a população que pretenda visitar os Museus Militares.

Para além destas actividades específicas, as Unidades,
Estabelecimentos e Órgãos do Exército, de Norte a Sul do País e nas regiões autónomas da Madeira e dos Açores, têm as suas portas abertas ao público, na semana 17 a 24 de Outubro, desenvolvendo um conjunto de eventos, designadamente visitas, exposições, provas desportivas, recreativas e culturais, com vista a promover e reforçar a interacção com o meio onde estão inseridas.

, 2011-10-22
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MensagemAssunto: Ministro da Defesa diz que «protesto é legítimo em democracia»   Seg Out 24, 2011 11:04 am

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«Vivemos em democracia»
Bragança



Ministro da Defesa diz que «protesto é legítimo em democracia»

O ministro da Defesa, Aguiar Branco, reagiu hoje à manifestação de militares marcada para 12 de novembro, afirmando que qualquer protesto é «legítimo em democracia desde que cumpra a Constituição e a Lei».

Aguiar Branco encara com \"naturalidade\" a concentração de militares no Rossio, a 12 de novembro, aprovada no sábado, em Lisboa, num encontro convocado pelas diversas associações das Forças Armadas (praças, oficiais e sargentos\", em que participaram largas centenas de militares.

\"Vivemos em democracia, tudo o que seja manifestação com respeito pela Constituição e pela Lei temos que ver com normalidade\", afirmou o ministro da Defesa, à margem do encerramento das comemorações do Dia do Exército, em Bragança.

Lusa, 2011-10-24
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MensagemAssunto: «Restrições podem afectar operacionalidade» do Exército   Seg Out 24, 2011 11:34 am

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Dia do Exército em Bragança
Bragança



«Restrições podem afectar operacionalidade» do Exército

O Chefe de Estado-Maior do Exército (CEME) alertou hoje para as \"dificuldades que podem afectar a operacionalidade\" do ramo devido às restrições orçamentais e deu como exemplo a suspensão do recrutamento de efectivos.

O discurso do general Pinto Ramalho no encerramento das Comemorações do Dia do Exército, em Bragança, foi marcado pelos efeitos da crise e por apelos aos decisores políticos para «serem encontradas soluções que não afectem definitivamente a operacionalidade» deste ramo das Forças Armadas.

\"O Exército é um participante activo deste processo de contenção, de redução de despesa e de rigor orçamental, mas tem o dever de alertar para a necessidade de serem encontradas soluções que não afectam definitivamente a operacionalidade do ramo e a coerência das opções já tomadas no domínio do reequipamento, quer em termos do sistema de forças terrestres, quer comparativamente com os outros ramos\", declarou.

O Chefe de Estado-Maior do Exército apontou as dificuldades que já sentem \"na área de pessoal e que estão directamente ligadas à suspensão do recrutamento de efectivos, em voluntários e contratados, com evidentes repercussões nas capacidades e disponibilidades das unidades\".

Defendeu que \"é indispensável à modernização do exercito a concretização dos projectos estruturantes, designadamente as Pandur (viaturas blindadas) e o projecto dos helicópteros médios NH90, rentabilizando também os investimentos já efectuados\".

Pinto Ramalho reclamou ainda o \"normal desenvolvimento de carreiras\", considerando \"as promoções indispensáveis à materialização da função de responsabilidade hierárquica que asseguram a coesão e disciplina, garantindo a eficiência e eficácia do sistema de forças do Exercito\".

O Chefe de Estado Maior reiterou que os militares compreendem as \"circunstâncias complexas\" que o país vive, \"mas não podem ser ignoradas as implicações para as missões atribuídas que decorrem dos constrangimentos de ordem financeira, de funcionamento, de reequipamento, de conservação e manutenção de equipamentos e infraestruturas\".

Para Pinto Ramalho, \"mais do que afirmações públicas de louvor, importa as acções concretas políticas, legislativas e financeiras\" e \"só o seu reequipamento (do Exército), o ensino, a saúde e os recurso materiais, financeiros e humanos atribuídos concretizam e materializam o efectivo reconhecimento da importância e compreensão pela missão da instituição militar\".

O ministro da Defesa, Aguiar-Branco, reconheceu, em declarações aos jornalistas, que \"é evidente que há cortes em todos os sectores\", mas garantiu que as missões dos militares continuarão a ser desempenhadas\", apesar do necessário \"equilíbrio\".

Já antes, no discurso durante as cerimónias do Dia do Exército, Aguiar Branco, dirigiu-se aos militares dizendo: \"ainda que não vos seja feita justiça, sei que serão capazes de mais um sacrifício que não vem escrito em qualquer orçamento: prezar o legado\".

\"Sei que os soldados da República saberão prezar a democracia. Este Governo, este ministro pede sacrifícios às suas tropas mas não as abandona\", afirmou.

Lusa, 2011-10-24
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MensagemAssunto: Em 1 de Dezembro de 1640...   Qui Dez 01, 2011 6:42 pm

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É, no mínimo confrangedora, a ideia peregrina de matar uma memória portuguesa de não pouca relevância - o acontecimento histórico a que devemos, ainda hoje, a independência nacional-

Os bravos de 1 de Dezembro de 1640, mereciam mais e melhor dos seus descendentes. À guiza de uma pobre homenagem, mas também para os ignorantes de hoje, aqui vai a razão do nobre gesto dos valentes conjurados:


Crise de sucessão de 1580

D. Sebastião, um rei jovem e aventureiro, habituado a ouvir as façanhas das cruzadas e histórias de conquistas além-mar, quis conquistar o Norte de África em sua luta contra os mouros. Na batalha de Alcácer Quibir no Norte de África, os portugueses foram derrotados e D. Sebastião desapareceu. E os guerreiros diziam cada um a sua história. O desaparecimento de D. Sebastião (1557-1578) na batalha de Alcácer-Quibir, apesar da sucessão do Cardeal D. Henrique (1578-1580), deu origem a uma crise dinástica.

Nas Cortes de Tomar de 1581, Filipe II de Espanha é aclamado rei, jurando os foros, privilégios e mais franquias do Reino de Portugal. Durante seis décadas Portugal partilhou rei com Espanha, sob o que se tem designado por "domínio filipino".

Com o primeiro dos Filipes (I de Portugal, II de Espanha), não foi atingida de forma grave a autonomia política e administrativa do Reino de Portugal. Com Filipe III de Espanha, porém, começam os actos de desrespeito ao juramento de Filipe II em Tomar. Em 1610, surgiu um primeiro sinal de revolta portuguesa contra o centralismo castelhano, na recusa dos regimentos de Lisboa a obedecer ao marquês San-Germano que de Madrid fora enviado para comandar um exército português.

No início do reinado de Filipe III, ao estabelecer-se em Madrid a política centralista do Conde-duque de Olivares, o seu projecto visava a anulação da autonomia portuguesa, absorvendo por completo o reino de Portugal. Na Instrucción sobre el gobierno de España, que o Conde-Duque de Olivares apresentou ao rei Filipe IV, em 1625, tratava-se do planeamento e da execução da fase final da sua absorção, indicando três caminhos:

1º - Realizar uma cuidadosa política de casamentos, para confundir e unificar os vassalos de Portugal e de Espanha;
2º - Ir o rei Filipe IV fazer corte temporária em Lisboa;
3º - Abandonar definitivamente a letra e o espírito dos capítulos das Cortes de Tomar (1581), que colocava na dependência do Governo autónomo de Portugal os portugueses admitidos nos cargos militares e administrativos do Reino e do Ultramar (Oriente, África e Brasil), passando estes a ser Vice-reis, Embaixadores e oficiais palatinos de Espanha.
A política de casamentos seria talvez a mais difícil de concretizar, conseguindo-se ainda assim o casamento de Dona Luísa de Gusmão com o Duque de Bragança, a pensar que dele sairiam frutos de confusão e de unificação entre Portugal e Espanha. O resultado veio a ser bem o contrário.

A reacção à política fiscal de Filipe IV vai tomar a dianteira no processo que conduz à Restauração de 1640. Logo em 1628, surge no Porto o "Motim das Maçarocas", contra o imposto do linho fiado. Mas vão ser as "Alterações de Évora", em Agosto de 1637, a abrir definitivamente o caminho à Revolução.

Nas "Alterações de Évora", o povo da cidade deixava de obedecer aos fidalgos e desrespeitava o arcebispo. A elevação do imposto do real de água e a sua generalização a todo o Reino de Portugal, bem como o aumento das antigas sisas, fez subir a indignação geral, explodindo em protestos e violências. O contágio do seu exemplo atingiu quase de imediato Sousel e Crato; depois, as revoltas propagaram-se a Santarém, Tancos, Abrantes, Vila Viçosa, Porto, Viana do Castelo, a várias vilas do Algarve, a Bragança e à Beira.

Em 7 de Junho de 1640 surgia também a revolta na Catalunha contra o centralismo do Conde-Duque de Olivares. O próprio Filipe IV manda apresentar-se em Madrid o duque de Bragança, para o acompanhar à Catalunha e cooperar no movimento de repressão a que ia proceder. O duque de Bragança recusou-se a obedecer a Filipe IV. Muitos nobres portugueses receberam semelhante convocatória, recusando-se também a obedecer a Madrid.

Sob o poder de Filipe III, o desrespeito pelo juramento de Tomar (1581) tinha-se tornado insuportável: nomeados nobres espanhóis para lugares de chefia militar em Portugal; feito o arrolamento militar para guerra da Catalunha; lançados novos impostos sem a autorização das Cortes. Isto enquanto a população empobrecia; os burgueses estavam afectados nos seus interesses comerciais; e o Império Português era ameaçado por ingleses e holandeses perante a impotência ou desinteresse da coroa filipina.

Portugal achava-se envolvido nas controvérsias europeias que a coroa filipina estava a atravessar, com muitos riscos para a manutenção dos territórios coloniais, com grandes perdas para os ingleses e, principalmente, para os holandeses em África (São Jorge da Mina, 1637), no Oriente (Ormuz, em 1622 e o Japão, em 1639) e fundamentalmente no Brasil (Salvador, Bahia, em 1624; Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte, Ceará e Sergipe desde 1630).

Em 12 de Outubro de 1640, em casa de D. Antão de Almada, hoje Palácio da Independência, reuniram-se D. Miguel de Almeida, Francisco de Melo e seu irmão Jorge de Melo, Pedro de Mendonça Furtado, António de Saldanha e João Pinto Ribeiro. Decidiu-se então ir chamar o Duque de Bragança a Vila Viçosa para que este assumisse o seu dever de defesa da autonomia portuguesa, assumindo o Ceptro e a Coroa de Portugal.

No dia 1 de Dezembro do mesmo ano de 1640, eclodiu por fim em Lisboa a revolta, imediatamente apoiada por muitas comunidades urbanas e concelhos rurais de todo o país, levando à instauração no trono de Portugal da Casa de Bragança, dando o poder reinante a D. João IV.

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MensagemAssunto: Em 4 de Dezembro de 1711...   Ter Dez 06, 2011 3:03 pm

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Em 4 de Dezembro de 1711...


D.Maria Bárbara de Bragança


Dona Maria Bárbara de Bragança (Lisboa, 4 de Dezembro de 1711 — Aranjuez, 27 de Agosto de 1758) foi uma princesa portuguesa, que se tornou a rainha consorte de Espanha, como esposa de Fernando VI.

Biografia

A infanta Maria Madalena Bárbara Xavier Leonor Teresa Antónia Josefa de Bragança era a única filha do rei D. João V de Portugal e de sua consorte, a arquiduquesa Maria Ana da Áustria (filha de Leopoldo I).

Como filha mais velha do monarca, ela assumiu o título de princesa da Beira.

No dia 20 de janeiro de 1729, em Badajoz, D. Maria Bárbara desposou o então príncipe das Astúrias, D. Fernando.

A jovem princesa das Astúrias era uma mulher culta, agradável, fluente em seis línguas e grande amante das Belas-artes, em especial a música. D. Maria Bárbara e D. Fernando eram realmente apaixonados um pelo outro e viveram isolados durante o reinado de Filipe V, por vontade de Isabel Farnésio. Entretanto, o casamento não gerou filhos.

Rainha


Retrato de D. Maria Bárbara de Bragança

Em julho de 1746, com a morte do sogro, Filipe V, Fernando ascendeu ao trono e D. Maria Bárbara tornou-se a rainha de Espanha. Tinha então trinta e quatro anos e seu marido, trinta e dois.

D. Maria Bárbara ocupou um importante papel na corte espanhola, especialmente como mediadora entre o rei de Portugal e seu esposo. Conhecida pela proteção que deu ao famoso cantor italiano Farinelli (ou Carlo Broschi), a rainha contratou como mestre de cravo o compositor Domenico Scarlatti em 1721. Sabe-se que até a própria D. Maria Bárbara compôs sonatas para uma grande orquestra.

Promoveu a construção do Convento das Salésias Reais de Madrid. Antes de sua construção em 1757, a rainha mudou-se para o Palácio Real de Aranjuez, onde faleceu de asma em agosto de 1758. Sua morte provocou a loucura de Fernando VI, que morreu no ano seguinte.

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MensagemAssunto: Saddam Hussein foi capturado há oito anos   Qua Dez 14, 2011 12:02 am

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Saddam Hussein foi capturado há oito anos

por DN.pt
Hoje


Há oito anos, o exército norte-americano capturava Saddam Hussein, no Iraque, escondido num abrigo subterrâneo perto de Tikrit. Era o fim da invasão do Iraque e os EUA anunciavam a vitória ao mundo.

A 13 de Dezembro de 2003, Saddam Hussein era capturado vivo, num buraco onde estava escondido, perto de Tikrit, a norte de Bagdad, pelo exército norte-americano. O presidente dos EUA, George W. Bush, anuncia ao mundo a sua captura, afirmando que o ditador iraquiano iria agora "enfrentar a justiça que negou a milhões de pessoas".

Anuncio da captura de Saddam Hussein por George W. Bush

A captura de Saddam Hussein


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MensagemAssunto: Em 14 de Dezembro de 1503...   Qua Dez 14, 2011 5:06 pm

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Em 14 de Dezembro de 1503

Nostradamus, o homem que previu o fim do mundo em 2012

por DN.pt
Hoje


Uma edição do século 16 do livro de profecias de Nostradamus, apresentado na Livraria Municipal de Lyon, em França
Fotografia © Robert Pratta - Reuters

Se Nostradamus fosse vivo, faria hoje 508 anos. No dia em que se assinala a data de nascimento do famoso profeta, recordam-se as suas profecias e o anúncio do fim do mundo para 2012.

Nostradamus foi um dos maiores astrólogos e profetas na história da humanidade. Nascido a 14 de Dezembro de 1503, em Saint-Rémy-de-Provence, ficou mundialmente conhecido pelos seus supostos dons proféticos.

Programa do "Canal História" sobre Nostradamus


O seus seguidores afirmam que algumas das suas profecias vieram mesmo a acontecer. Entre elas, a previsão da morte do rei Henrique II, o aparecimento de Adolf Hitler, a eclosão da I e II guerras mundiais, o assassinato do presidente Kennedy, a fundação dos Estados Unidos da América, o aparecimento de armas nucleares, submarinos, helicópteros e aviões, entre outras.

Uma das mais famosas profecias de Nostradamus, ainda por comprovar, é o apocalipse eminente do planeta terra, em 2012.

À semelhança de outros médicos da Renascença, Nostradmus praticava também a astrologia e a alquimia. Conselheiro de três reis de França (Henrique II, Francisco II e Carlos IX), rapidamente se tornou o homem de confiança de Catarina de Médicis.

As suas visões proféticas foram sempre tão fortes e profundas que, cinco séculos depois, ainda são uma referência para os que acreditam na previsão dos acontecimentos.

Nostradamus morreu a 2 de Julho de 1566, sendo sepultado de pé (para que ninguém pisasse os seus ossos) numa das paredes da igreja de Cordelieres, em Salon.

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MensagemAssunto: Em 31 de Janeiro de 1912...   Ter Jan 31, 2012 12:41 pm

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Centenário. A vida extraordinária de D. Maria Adelaide de Bragança, princesa de Portugal

Por João Távora
publicado em 31 Jan 2012


Adelaide de Bragança, a última neta viva do rei D. Miguel, faz hoje 100 anos e vai ser condecorada pelo Presidente da República.

Foi há pouco mais de dois anos que num dia soalheiro e húmido de Novembro, por ocasião de uma entrevista para o boletim da Real Associação de Lisboa, com alguma emoção tive o privilégio de privar com a D. Maria Adelaide de Bragança, infanta de Portugal, que hoje completa e festeja 100 anos de uma extraordinária vida.

Não deixa de ser algo irónico ter sido numa pequena moradia da “outra banda”, onde fomos tão acolhedoramente recebidos, que nos encontrámos com uma verdadeira princesa, tão ou mais encantada que as dos romances e do cinema cor-de-rosa. Afilhada do rei D. Manuel II e da rainha D. Amélia, por insólita conjugação de duas paternidades muito tardias e da sua feliz longevidade, a infanta rebelde, como ficou conhecida, é neta, a última neta viva, do rei D. Miguel, esse mesmo, o do tradicionalismo e da guerra civil de 1828-1834.

Filha mais nova do duque de Bragança D. Miguel (II) e de Maria Teresa, princesa de Löwenstein-Wertheim-Rosenberg, D. Maria Adelaide nasceu ironicamente no dia 31 de Janeiro, em 1912, em St. Jean de Luz, no exílio a que todos os da sua família estavam sentenciados, tendo crescido em Seebenstein, na Áustria, em convívio com as mais influentes famílias europeias, sonhando com o país que não lhe era permitido conhecer. Vivia distante de Portugal mas era totalmente português o seu coração. E cresceu com o rigor de orçamentos matemáticos e com o estoicismo próprio dos exilados numa época histórica especialmente conturbada. Uma verdadeira mulher do mundo, vem-lhe da infância a curiosidade pelas questões políticas e humanitárias: a infanta confidenciou-nos que ainda pequena se escondia atrás de um sofá na sala para ouvir as conversas de seu pai com militares e políticos. Habitando no olho do furacão que varria a Europa Central do início do século xx, a pequena D. Adelaide de Bragança acabou por viver aventuras e desventuras de pasmar: da Primeira Guerra Mundial recorda o racionamento e as filas para aquisição dos alimentos que então rareavam. “A certa altura, ainda eu era muito pequena, comíamos batatas ao pequeno-almoço, que vinham de comboio e no Inverno congelavam. Uma batata congelada nem um animal consegue comer: ficávamos sem a refeição.” D. Maria Adelaide ressalva que não chegou a passar fome pois, por ser muito pequena, sempre arranjava qualquer coisa quando passava na mercearia ou no talho. “O meu irmão (D. Duarte Nuno de Bragança), esse sim: primeiro porque não ‘pedia’, segundo porque não queria receber ‘assim’ os alimentos, e repartia o pouco que tinha, em prejuízo da sua saúde”, que se deteriorou, fazendo perigar os saudosos passeios de bicicleta que a pequena infanta dava com o irmão, sentada no guiador, recorda. Muito mais nova que as irmãs, não a atraíam brincadeiras e actividades próprias das meninas da época: detestava bonecas, rendas ou culinária.

Em busca de subsistência, a família refugiou-se então numa propriedade de um tio materno na Boémia, que no final da guerra acabou “requisitada” pelos comunistas, com os quais se encantou, “com as suas boinas vermelhas e cavalos altivos”.

Já em Viena, a jovem infanta estudou Enfermagem e Assistência Social, e habitou numa residência universitária, “uma coisa já natural para uma senhora na altura”. Cresceu de frente para um mundo em convulsão e testemunhou a ocupação nazi, ainda em Viena, onde, como enfermeira, acudia aos feridos entre bombardeamentos.

Apanhada pela Gestapo, foi presa, acusada de ouvir transmissões da BBC. Interrogada, esteve na solitária e foi libertada mediante a intervenção diplomática nacional, tendo-lhe sido concedido um passaporte português. Essa experiência, contudo, acabou por determinar a sua adesão à resistência organizada, no grupo O5, onde o seu nome de código era Mafalda. Já perto do fim da guerra foi presa uma segunda vez, vítima de uma denúncia que custou a vida a vários ingleses e judeus austríacos que se escondiam na sua casa em Seebenstein. Foram extremamente penosos, de fome e dor, os dias dessa prolongada prisão em Viena, então flagelada pelos Aliados, nos derradeiros meses da ocupação nazi. Com os ocupantes nervosos e em debandada, foi na iminência de uma execução sumária que a infanta de Portugal foi libertada pelo exército soviético.

Entre correrias, bombardeamentos e aflições, sem nunca perder de vista a assistência humanitária, conheceu um estudante de Medicina, de seu nome Nicolaas van Uden, com quem casou depois da guerra. “Ele como médico e eu como enfermeira estivemos para ir para África, mas pressionados pela família acabámos por vir para Portugal”, por volta de 1949, ainda antes da revogação da lei do banimento.

Instalada a família numa quinta em Murfacém, perto da Trafaria, D. Maria Adelaide cedo se entregou a uma intensa actividade, tendo dirigido a Fundação D. Nuno Álvares Pereira, em Porto Brandão, instituição de apoio a mães pobres em final de gravidez e a crianças abandonadas, dedicando a sua vida aos mais desfavorecidos. A sua forma de relacionamento e gestão pouco convencional para a sociedade “chique” do regime chocou algumas mentes mais puritanas, que a acusavam de comunista, facto negado pela sua profunda devoção católica.

Longe das fugazes ribaltas e feiras de vaidades, a senhora D. Maria Adelaide celebra hoje 100 anos. Celebra-os com uma missa de Acção de Graças pelo dom da vida, na Igreja do Bom Sucesso, e um jantar simples organizado por amigos e família no Centro Cultural de Belém. A Senhora Infanta, como é tratada pelos mais próximos, além de constituir um precioso testemunho vivo, directo e indirecto, da história dos últimos duzentos anos, constitui um verdadeiro exemplo de profunda nobreza, aliada a uma invulgar coragem e irreverência, que tanta falta faz nos dias de hoje.

http://realfamiliaportuguesa.blogspot.com/

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MensagemAssunto: Comemorações do 25 de Abril no distrito de Vila Real   Qui Abr 26, 2012 2:16 pm

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Por várias autarquias
Distrito de Vila Real



Comemorações do 25 de Abril no distrito de Vila Real

A revolução de Abril, que se realizou a 25 de Abril de 1974 e que comemora, em 2012, 38 anos, será assinalada por várias autarquias do distrito de Vila Real.
Assim, em Mondim de Basto, na próxima quarta-feira, pelas 15h30, será hasteada a bandeira e, mais tarde, realiza-se uma Assembleia Municipal evocativa do Poder Local Democrático.

Em Vila Real será convocada, de igual forma, uma Assembleia Municipal Extraordinária comemorativa desta data, a realizar pelas 11horas, no Salão Nobre dos Paços do Concelho.

Em Mesão Frio a data também não passará em claro e estão já previstas algumas iniciativas para dia 24 e 25, a realizar no Auditório Municipal e na Av. Conselheiro Alpoim.

Em Montalegre as comemorações iniciam pelas 9h30, com o hastear da bandeira e arruada pela banda Musical de Parafita. Às será aberta a exposição “José Afonso – 25 anos de saudade”, no Ecomuseu de Barroso – Espaço Padre Fontes. Finalmente, às 16 horas, realiza-se o concerto de Abril, pela banda de Parafita.

II Gala dos cantores de Palmo e Meio

Inserido nas comemorações do 25 Abril, o Município de Santa Marta de Penaguião promove, este ano, a III Gala dos Cantores de Palmo e Meio, num espetáculo a ter lugar no dia 24 de Abril, pelas 21h30, no Auditório Municipal.

Um projeto iniciado há três anos que pretende dar voz aos penaguienses mais jovens que, ano após ano, deliciam todos, entusiasmando a comunidade escolar e a comunidade em geral.

Não perca mais uma gala dos cantores de palmo e meio, com novo reportório, novos elementos e um cheirinho a 25 de abril. Um espetáculo que certamente irá agradar a todos os amantes da boa cultura.


NVR, 2012-04-25
In DTM

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MensagemAssunto: Dia mundial da criança   Dom Jun 02, 2013 10:41 pm

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Dia Mundial da Criança
Vila Real


Dia da Criança assinalado em Vila Real

No próximo dia 1 de junho, sábado, celebra-se o Dia Mundial da Criança. Como forma de comemorar este Dia, que marca o arranque das festividades de Verão em Vila Real, a Câmara Municipal preparou um programa que certamente irá fazer as delícias dos mais pequenos.

Assim, no magnífico espaço da Vila Velha, entre as 10h00 e as 13h00, irão decorrer diversas atividades de caráter didático e educativo.

Ateliers, arruada de bombos e gigantones, animação musical, largada de balões, uma palestra sobre os desafios da parentalidade, etc…, muitos serão os motivos para que pais e filhos não deixem de participar nas atividades que o Município de Vila Real preparou para este dia.

, 2013-05-31
In DTM

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MensagemAssunto: Em 10 de Junho de 2013, comemora-se...   Dom Jun 09, 2013 12:10 pm

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Dia de Portugal
Nome oficial Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas



Bandeira de Portugal

O Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, celebrado a 10 de Junho, é o dia em que se assinala a morte de Luís Vaz de Camões em 1580, e também um feriado nacional de Portugal. Este feriado foi adaptado pela Igreja Católica, no país, como Dia do Santo Anjo da Guarda de Portugal.

Durante o regime ditatorial do Estado Novo, de 1933 até à Revolução dos Cravos de 25 de Abril de 1974, era celebrado como o Dia da Raça: a raça portuguesa ou os portugueses.

Origens

Na sequência dos trabalhos legislativos, após a Proclamação da República Portuguesa de 5 de Outubro de 1910, foi publicado um decreto em 12 de Outubro, estipulando os feriados nacionais. Alguns foram eliminados, particularmente os religiosos, de modo a diminuir a influência social da igreja católica1 e laicizar o Estado.

Neste decreto ficaram consignados os feriados de 1 de Janeiro, dia da Fraternidade Universal; 31 de Janeiro, que evocava a revolução falhada do Porto, e portanto foi consagrado aos mártires da República; 5 de Outubro, dia dos heróis da República; 1 de Dezembro, o dia da Autonomia (Restauração da Independência) e o dia da Bandeira; e 25 de Dezembro, que passou a ser considerado o dia da Família, laicizando a festa religiosa do Natal.

O decreto de 12 de Junho dava ainda a possibilidade dos municípios e concelhos escolherem um dia do ano, que representasse as suas festas tradicionais e municipais.

Dia de Camões


Monumento a Luís de Camões em Lisboa

Luís de Camões representava o génio da pátria, na sua dimensão mais esplendorosa, significado que os republicanos atribuíam ao 10 de Junho, apesar de, nos primeiros anos da república, ser um feriado exclusivamente municipal. Com o 10 de Junho, os republicanos de Lisboa tentaram invocar a glória das comemorações camonianas de 1880, uma das primeiras manifestações das massas republicanas, em plena monarquia.

Dia da Raça e Dia das Comunidades

O 10 de Junho começou a ser particularmente exaltado com o Estado Novo, o regime instituído em Portugal em 1933 sob a direcção de António de Oliveira Salazar. Foi a partir desta época, que o dia de Camões passou a ser festejado a nível nacional. A generalização dessas comemorações deveu-se bastante à cobertura dos meios de comunicação social.

Durante o Estado Novo, o 10 de Junho continuou sendo o Dia de Camões. O regime apropriou-se de determinados heróis da república, não no sentido laico que os republicanos pretendiam, mas num sentido nacionalista e de comemoração colectiva histórica e propagandística.

Até ao 25 de Abril de 1974, o 10 de Junho era conhecido como o Dia de Camões, de Portugal e da Raça, este último epíteto criado por Salazar na inauguração do Estádio Nacional do Jamor, em 1944. A partir de 1963, o 10 de Junho tornou-se numa homenagem às Forças Armadas Portuguesas, numa exaltação da guerra e do poder colonial. Com uma filosofia diferente, a Terceira República converteu-o no Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, em 1978. Desde o ano 2013, a comunidade autónoma da Extremadura espanhola festeja também este día.

Comemorações

As comemorações do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas são celebradas por todo o país, mas só as Comemorações Oficiais são presididas por sua excelência, o Presidente da República e muitas outras individualidades como o Primeiro-Ministro, os Embaixadores e outras demais ilustres personalidades.

As comemorações envolvem diversas cerimónias militares, exposições, concertos, cortejos e desfiles, além de uma cerimónia de condecorações, pelo Presidente da República.

Todos os anos, o Presidente da República elege uma cidade para ser sede das comemorações oficiais, como por exemplo: 2007 - Setúbal, 2008 - Viana do Castelo, 2009 - Santarém, 2010 - Faro, 2011 - Castelo Branco, 2012 - Lisboa. Em 2013 as comemorações oficiais decorrem na cidade de Elvas, a segunda vez, depois de Chaves, em 1997, que as comemorações oficiais decorrem numa cidade que não é capital de distrito, embora Elvas seja a maior cidade do Distrito de Portalegre. Uma das razões para que Elvas tivesse sido a escolhida foi o facto de Elvas ter sido classificada em 2012 como Património Mundial da Humanidade pela UNESCO, além de ser uma das cidades mais importantes de Portugal a nível militar e de ser a cidade mais fortificada da Europa.

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