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Romy

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MensagemAssunto: Dia da Língua mirandesa   Dom Set 19, 2010 1:56 pm

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Apresentação de "Os Lusíadas" em Mirandês no Dia da Língua Mirandesa

A apresentação da primeira tradução da obra de Camões acontece hoje à noite, no Salão Nobre da Câmara Municipal de Miranda do Douro. Ouvido pela Antena 1, o autor, Amadeu Ferreira, garantiu que estes dez anos de trabalho minucioso de tradução de uma das mais emblemáticas obras nacionais não arrancaram com um objectivo específico. "Decidi, aos poucos, ir traduzindo e, a certa altura, o projecto acabou por se transformar num projecto de tradução de 'Os Lusíadas'. Eu não tinha percebido muito bem naquilo que me tinha metido", confessou Amadeu Ferreira ao repórter Estácio Araújo.

http://tv1.rtp.pt/noticias/?headline=46&visual=9&tm=8&t=Apresentacao-de-Os-Lusiadas-em-Mirandes-no-Dia-da-Lingua-Mirandesa.rtp&article=376029

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MensagemAssunto: Dia Mundial do Animal   Sab Out 02, 2010 7:50 pm

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Mais de 10 mil animais abandonados por ano em Portugal

por Lusa
Hoje


Mais de dez mil animais são abandonados todos os anos em Portugal, onde se estima que existam mais de meio milhão de bichos sem dono. Nas vésperas do Dia Mundial do Animal, 200 cães e gatos vão estar em Lisboa para serem adoptados.

Hoje, o Jardim Vieira Portuense, em Belém, vai transformar-se numa espécie de centro de adopção: "Cerca de duas dezenas de animais que vivem em canis ou em associações vão estar ali para serem adoptados", contou à agência Lusa Maria do Céu Sampaio, presidente da Liga Portuguesa dos Direitos dos Animais (LPDA), associação que organiza o evento.

"As mais de 40 associações zoófilas que existem no país estão todas superlotadas. Não temos números certos, mas sabemos que são muito mais de meio milhão os animais que não têm dono", alertou a responsável, sublinhando que a degradação económica das famílias e o aumento de divórcios provocou um aumento de casos.

De acordo com a LPDA, as alergias, as férias, o nascimento de um filho e problemas de comportamento são outros dos motivos que levam os donos a abandonar os seus animais.

Por isso, hoje à tarde, professores de uma escola especializada em educação animal vão estar no jardim para ajudar os donos a educar os seus bichos, contou Maria do Céu Sampaio.

No domingo, haverá a entrega dos Prémios "De Cão para Cão", um projecto de responsabilidade social que este ano vai ajudar 600 animais abandonados de quatro associações.

"De Cão para Cão" é um jogo interativo, onde as pessoas podem adoptar um cão virtual.

"Chama-se de Cão para Cão, porque ao tratar bem um cão virtual as pessoas estão a ajudar um cão real", explicou à Lusa Rodolfo Neves, responsável pelo projecto criado no ano passado.

Maria do Céu Sampaio garante que todos os animais - abandonados ou com dono - que apareçam neste fim-de-semana no jardim vão ganhar um prémio, porque este "é o dia deles".

O Dia Mundial do Animal assinala-se na próxima segunda feira.

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MensagemAssunto: Em 5 de Outubro de 1910...   Ter Out 05, 2010 11:33 am

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Em 5 de Outubro de 1910


Fotografia referente ao 5 de Outubro em que é
bem visível a participação popular
(Arquivo Alfa

5 de Outubro de 1910

As movimentações militares da revolução do 5 de Outubro iniciaram-se no dia 3 de Outubro pelas 3 da madrugada. Foi nessa altura que os soldados da Infantaria 16 se instalaram no cimo da Avenida da Liberdade onde se juntaram as baterias do Regimento de Artilharia 1. Nessa zona instalar-se-ia o quartel-general dos revolucionários chefiados pelo comissário naval Machado Santos.

A marinha aderiu imediatamente à revolta tendo-se juntado outros militares de baixa patente de ideais republicanos. Os navios Adamastor e São Rafael prepararam-se para o bombardeamento ao Palácio das Necessidades, que se veio a efectura no dia seguinte. Não obstante a oposição do cruzador D. Carlos, as operações navais rapidamente foram controladas.

Entretanto, mal se soube do início das operações, registou-se uma grande agitação entre a população que rapidamente se prestou a ajudar os revoltosos. Há que salientar neste aspecto a acção da Carbonária que desempenhou um papel importante no sucesso do golpe militar.

As tropas terrestres tinham-se instalado na Rotunda onde sofriam um forte bombardeamento das forças monárquicas. Na madrugada do dia 4 a situação dessas tropas podia considerar-se desesperante, chegando ao ponto do capitão Sá Cardoso admitir a hipótese de depôr as armas. Todavia Machado Santos não se conformou com a situação dizendo que preferia morrer a entregar as armas. Foi a tenacidade deste homem que possibilitou um autêntico volte-face na situação. No dia seguinte ele escrevia: "Tenho a honra de comunicar que as forças do meu comando, acampadas na Rotunda da Avenida, venceram as tropas monárquicas. Escusado será lembrar o que foram para as forças que tive a honra de comandar essas horas terríveis de luta de um contra dez. " (Relatório do comandante Machado Santos ao Governo Provisório).

O ataque de um grupo de marinheiros chefiados pelo comissário Mariano Martins ao Rossio, onde se encontrava o general Gorjão, comandante da 1.ª divisão viria a revelar-se decisivo na vitória das forças republicanas, pois veio diminuir os ataques sobre a Rotunda.

Assim, às 9 horas da manhã do dia 4 de Outubro, Paiva Couceiro, o general-chefe das forças monárquicas assinou a acta da rendição. Na manhã de 5, a República foi proclamada na Câmara Municipal de Lisboa. Ao meio-dia a Revolução estava consumada.

Na tarde desse dia o rei D. Manuel acompanhado pelas rainhas D. Amélia e D. Maria Pia, embarcava na Ericeira, a bordo do iate Amélia rumo a Gibraltar. Daí, seguiu para Inglaterra, a sua morada definitiva

In citi



Última edição por Fantômas em Ter Out 05, 2010 9:03 pm, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Cavaco defende "compromisso político de coesão naciona   Ter Out 05, 2010 11:41 am

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Cavaco defende "compromisso político de coesão nacional"

por Lusa
Hoje


O Presidente da República defendeu hoje "um compromisso político de coesão nacional" considerando que as forças políticas, sem abandonar as suas diferentes perspectivas, devem compreender a "gravidade do tempo presente".

"Da República centenária poderemos extrair vários ensinamentos. Entre eles, destaca-se um: não é da crispação que nascem as soluções para os problemas. Impõe-se, pois, que exista um compromisso político de coesão nacional", afirmou o chefe de Estado, Aníbal Cavaco Silva, no discurso na cerimónia de comemoração do Centenário da República.

Um compromisso que, segundo Cavaco Silva, tem de ser "sério e firme" e através do qual as forças partidárias, sem abandonarem as suas diferentes perspectivas, "compreendam a gravidade do tempo presente e saibam estar à altura da confiança que o povo lhes concedeu".

"Tudo farei para que prevaleça uma cultura de diálogo e de responsabilidade que permita alcançar os entendimentos necessários à resolução dos problemas do país", sublinhou o Presidente da República, que em momento algum da sua intervenção se referiu directamente às negociações do Orçamento do Estado para 2010, que nas últimas semanas tem motivado acesa troca de argumentos entre PS e PSD.

Antes, logo no início da sua intervenção, Cavaco Silva tinha também já feito referência à "luta dos políticos", sublinhando que o essencial é a vida concreta das pessoas.

"O essencial não é a discussão e a luta dos políticos. Há cem anos, como hoje, o essencial é a vida concreta das pessoas", sublinhou.

Lembrando a "revolução triunfante de 05 de outubro de 1910" que "despertou um país adormecido", o chefe de Estado alertou ainda para a "conjugação perversa" de duas realidades que tantas vezes abala os alicerces de um regime: a indiferença do povo e a incapacidade dos agentes políticos para encontrar soluções ajustadas às necessidades concretas do país.

"Muito se exige dos que governam uma República democrática. Desde logo, é seu dever evitar que os cidadãos encarem com indiferença a ação dos agentes políticos ou se alheiem dos destinos do regime em que vivem. É fundamental que a classe política, pela sua força do exemplo, dê aos portugueses motivos para acreditarem na sua República", declarou.

Já no final do discurso, Cavaco Silva fez ainda alusão à comemoração dos 25 anos de adesão de Portugal às Comunidades Europeias, que se assinala também este ano, considerando que o país "mudou muito e para melhor".

"O balanço da República e o balanço da nossa participação no projecto europeu são claramente positivos. Soubemos fazer as escolhas certas nos momentos decisivos. Não esperámos que fossem outros a resolver os nossos problemas", sintetizou.

Por isso, defendeu Cavaco Silva, é esta atitude que se deve seguir hoje em dia.

«"É esta atitude que temos de cultivar no tempo presente. Um tempo adverso, sem dúvida, mas, por isso mesmo, uma altura que põe à prova a nossa vontade de vencer", disse, deixando uma nota de optimismo para o futuro, considerando que "com ânimo patriótico" Portugal irá triunfar e "com orgulho de sermos portugueses iremos conseguir".


Cavaco apela a ética de responsabilidade de titulares cargos públicos

O Presidente da República apelou hoje a uma ética de responsabilidade dos titulares de cargos públicos, sublinhando que a cultura republicana exige bom senso e contenção verbal e não se compadece com "intervenções arrebatadas na praça pública".

"A cultura republicana de responsabilidade exige rigor, bom senso, ponderação e contenção verbal, não se compadecendo com intervenções arrebatadas na praça pública, com palavras que são ditas sem se pensar nas consequências que têm para a dignidade das instituições", afirmou o chefe de Estado, numa intervenção nas cerimónias de comemoração do Centenário da República.

Repetindo a palavra responsabilidade por diversas vezes ao longo da sua intervenção, Cavaco Silva classificou-a como um dos "alicerces básicos" da vida colectiva de uma nação, considerando que, "todos sem excepção são chamados a agir com sentido de responsabilidade", ainda que tal não seja "sinónimo de unanimidade" e que "num país livre cada um pode escolher o seu caminho".

Contudo, notou, "é dos titulares de cargos públicos que mais se exige quanto a uma "ética de responsabilidade", devendo agentes políticos, altos dirigentes ou magistrados pautar a sua acção por "critérios muito rigorosos".

Antes de mais, continuou o Presidente da República, devem conhecer as realidades, estudar os assuntos e ter um conhecimento adequado da realidade.

"Além disso, devem estar conscientes de que são referências para a sociedade. Os seus actos, e até as suas palavras, tanto podem gerar confiança e ânimo, como podem contribuir para o descrédito das instituições", alertou o Presidente da República.

Falando perante as principais figuras do Estado português, nomeadamente o primeiro ministro e o presidente da Assembleia da República, Cavaco Silva reconheceu que o chefe de Estado, "em particular", deve manter um "especial cuidado no uso da palavra", porque "a coesão nacional" é um dos "bens mais preciosos que Portugal possui".

"Um Presidente da República não pode alimentar divisões. A responsabilidade primordial de um Presidente da República é unir os portugueses, em vez de impor a sua visão do mundo a uma parcela do país", salientou.

Ainda relativamente ao "requisito cívico de responsabilidade", Cavaco Silva destacou igualmente as "exigências especiais" que recaem sobre a comunicação social, dado o papel de relevo que ocupa na sociedade.

"Informa os cidadãos mas, além disso, forma a sua opinião. Para ser responsável, tem de ser livre. Mas, sendo livre e plural, tem o especial dever de informar com isenção, objectividade e com rigor", sustentou.

Cavaco Silva deixou também uma nota sobre a "responsabilidade social das empresas", defendendo a necessidade de um particular cuidado na gestão por parte dos agentes económicos.

Contudo, acrescentou, os trabalhadores e os seus representantes também devem partilhar desta "atitude cívica republicana".

http://www.google.pt/images?hl=pt-PT&q=5+de+Outubro+de+1910&um=1&ie=UTF-8&source=univ&ei=MgurTJDHG9yQ4gamtcjXCA&sa=X&oi=image_result_group&ct=title&resnum=7&ved=0CEoQsAQwBg

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MensagemAssunto: Nobre classifica de "discurso de circunstância" intervenção    Ter Out 05, 2010 9:02 pm

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Nobre classifica de "discurso de circunstância" intervenção de Cavaco

por Lusa
Hoje


O candidato presidencial Fernando Nobre classificou hoje de "discurso de circunstância" a intervenção do Presidente da República, Cavaco Silva, no 5 de Outubro, considerando que além da "unidade dos partidos" são necessárias "boas políticas e medidas concretas".

"É um discurso de circunstância, um discurso formal, que para mim não é um discurso mobilizador, nem galvanizador, nem, sobretudo, catalisador das boas vontades", afirmou Fernando Nobre aos jornalistas.

O candidato a Belém assistiu na Praça do Município, em Lisboa, à comemoração do Centenário da República, onde Cavaco Silva defendeu "um compromisso político de coesão nacional", considerando que as forças políticas, sem abandonar as suas diferentes perspectivas, devem compreender a "gravidade do tempo presente".

"Sabemos que precisamos de unidade dos partidos políticos, mas sabemos, sobretudo, que precisamos de boas políticas e de medidas concretas que permitam evitar mergulhar o povo português em maior pobreza do que aquela que ele já tem", afirmou Fernando Nobre.

Para o também presidente da Assistência Médica Internacional (AMI), "os discursos são meros exercícios de retórica" e "reafirmam mais uma vez tudo que já sabemos", num "diagnóstico" que "está feito".

"O povo português está bem consciente das dificuldades que tem, cabe ao povo português decidir que futuro vai querer para o nosso país, se queremos que o nosso país se afunde, ou não", acrescentou.

Fernando Nobre elogiou o discurso do presidente da comissão para as comemorações do Centenário da República, Artur Santos Silva, considerando que "deixou as mensagens certas e as preocupações que efectivamente existem no país".

O presidente da comissão para as comemorações do Centenário da República, Artur Santos Silva, defendeu hoje que é preciso "mudar de vida" e "promover as reformas indispensáveis" para o "equilíbrio económico e financeiro".

"Precisamos uma vez mais de mudar de vida, de promover as reformas indispensáveis para a reconstrução de um equilíbrio, económico e financeiro sustentável, para a reafirmação de um Estado de Direito autorizado e credível, para a revitalização de uma democracia mais transparente, mais mobilizadora, mais livre de interesses e clientelas", afirmou Santos Silva.

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MensagemAssunto: Francisco Lopes defende "compromisso para uma ruptura"   Ter Out 05, 2010 9:09 pm

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Francisco Lopes defende "compromisso para uma ruptura"

por Lusa
Hoje


O candidato às eleições presidenciais apoiado pelo PCP, Francisco Lopes, afirmou hoje que o Presidente, Cavaco Silva, tem sido "um factor de profunda desunião", defendendo um "compromisso para uma ruptura" com as políticas actuais.

O Presidente da República defendeu hoje nas comemorações do centenário da República "um compromisso político de coesão nacional", considerando que as forças políticas, sem abandonar as suas diferentes perspectivas, devem compreender a "gravidade do tempo presente".

"O senhor Presidente veio aqui fazer um apelo à união e ao compromisso, mas que é um compromisso em torno do rumo de agravamento das injustiças sociais e que é de desequilíbrio e de declínio do país", afirmou Francisco Lopes, contrapondo com a necessidade de "um compromisso para uma ruptura e mudança, para um rumo diferente".

Um rumo, acrescentou, "que ataque o desemprego, que aposte na produção nacional, que aposte em melhores salários, num país com uma economia sólida, assente nas suas próprias forças e capaz de enfrentar os desafios de hoje e assegurar esse desenvolvimento e justiça social para o futuro".

"O Presidente da República com esta opção que tomou, de favorecer o rumo de brutal ataque aos trabalhadores e ao povo português que está em curso está a ser um factor de profunda desunião, porque num quadro de injustiças que existe e do rumo do afundamento do país, só é possível um compromisso para resolver as injustiças e para resolver o problema nacional", sustentou o candidato presidencial comunista.

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MensagemAssunto: Em 10 de Outubro de há 10 000 anos...   Dom Out 10, 2010 11:16 am

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Em 10 de Outubro de há 10 000 anos...

A cidade palestiniana de Jericó completa hoje dez mil anos, segundo a tradição judaico-cristã. O aniversário começa a ser assinalado com uma série de actividades das quais faz parte a inauguração, quarta-feira, de um museu cujo centro é um velhinho plátano com um tronco de dois metros de diâmetro.

As festividades dos dez mil anos da cidade de Jericó irão prolongar-se por cinco anos. Para já, uma reunião especial do gabinete palestiniano, um concerto pela banda militar palestiniana, uma maratona, workshops de rua e fogo de artifício são as actividades assinaladas para marcar o aniversário da pequena cidade situada no deserto da Judeia e que acolhe 20 mil habitantes.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Jeric%C3%B3

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MensagemAssunto: Medalha do centenário motiva polémica   Seg Out 11, 2010 11:53 am

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Medalha do centenário motiva polémica

por Lusa
Hoje



A criação de uma medalha comemorativa do centenário da República está envolta em polémica, com o escultor a acusar a Comissão Nacional de "prepotência", "censura" e "falta de respeito pela arte nacional".

Em causa está um concurso lançado em Abril de 2009 pela Imprensa Nacional Casa da Moeda (INCM) para a criação de uma comemoração do centenário da República, tendo a proposta do escultor João Duarte sido seleccionada em Julho de entre os 14 concorrentes.

Os prémios ao vencedor e aos finalistas foram entretanto pagos e foi criado o primeiro exemplar da medalha, a partir dos gessos e dos cunhos entretanto entregues na INCM.

"Fui ver a primeira e única medalha que existe, estava de acordo com o que eu tinha planeado e automaticamente a INCM levou essa medalha ao presidente da comissão do centenário da República", explicou o escultor João Duarte, em declarações à agência Lusa.

Os passos seguintes não foram, no entanto, os esperados.

"Nunca mais soube de nada e estranhei porque tinha que acompanhar a edição. Nunca mais fui chamado, perguntei à INCM, cuja administração me disse que não sabia de nada, que estava a aguardar. Entretanto escrevi uma carta com aviso de recepção ao presidente Artur Santos Silva, à presidente do júri, Raquel Henriques da Silva, e à presidente da administração da INCM", relatou.

Dois meses volvidos, em vésperas do 05 de Outubro, o escultor dirigiu-se pessoalmente ao Palácio Foz (sede da comissão nacional), não tendo também obtido qualquer esclarecimento.

"Entretanto passou o 05 de Outubro e estamos neste impasse, não sei o que se passa com a medalha. Eu acho que estou num país democrático, eu próprio fiz o 25 de Abril (...) Se não me derem uma resposta eu penso que houve censura", declarou.

Em resposta escrita enviada à agência Lusa, a Comissão Nacional para as Comemorações do Centenário da República informou: "A deliberação do júri foi tomada tendo em consideração os gessos que eram pedidos, segundo o regulamento do concurso, destinados à versão a cunhar. Tal como estava estipulado em regulamento, foi pago ao autor da proposta vencedora o prémio devido, a título de direitos de autor".

E acrescentam: "Posteriormente, foi cunhada uma medalha-protótipo que, submetida ao parecer da Comissão Nacional para as Comemorações do Centenário da República, no uso das suas competências institucionais próprias, conduziu à decisão de não produzir a medalha, por se considerar não estarem reunidas as condições para a produção de uma medalha que correspondesse aos objetivos comemorativos do Centenário da República".

Admitindo a "medalha-objecto" que apresentou foi concebida segundo um "conceito de vanguarda" - "na memória descritiva explicitei que me recuso a fazer a medalha tradicional e que ia fazer uma medalha inovadora", vincou -, o autor da medalha não se conforma e exige "uma explicação oficial" da comissão para a decisão de não produzir a peça.

"Se não gostaram da medalha eu tenho o direito de saber que as pessoas não gostaram da medalha e o porquê de não gostarem da medalha. Não é só dizer que não gostam da medalha (...) quero uma explicação correta (...) acho que mereço como cidadão português, numa República democrática (...) há dois meses que estou à espera de uma resposta", enfatizou.

"Se não houver nenhuma resposta vou a todas as instâncias que me possam resolver o problema, nem que vá ao Presidente da República", assegurou

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MensagemAssunto: Dia de Todos-os-Santos   Seg Nov 01, 2010 11:02 am

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Dia de Todos-os-Santos


A festa do dia de Todos-os-Santos é celebrada em honra de todos os santos e mártires, conhecidos ou não.

A Igreja Católica celebra a Festum omnium sanctorum a 1 de Novembro seguido do dia dos fiéis defuntos a 2 de Novembro. A Igreja Ortodoxa celebra esta festividade no primeiro domingo depois do Pentecostes, fechando a época litúrgica da Páscoa. Na Igreja Luterana o dia é celebrado principalmente para lembrar que todas as pessoas batizadas são santas e também aquelas pessoas que faleceram no ano que passou. Em Portugal, neste dia, as crianças costumam andar de porta em porta a pedir bolinhos, frutos secos e romãs.

História

No Brasil o dia de "Todos os Santos" é celebrado no dia 01 de Novembro e o de "Finados" no dia 02 de Novembro. O dia de todos os santos, no Brasil dito: dia de finados [errado porque a celebração é a mesma e com a mesma designação em toda a Igreja, com o objetivo de suprir quaisquer faltas dos fiéis em recordar os santos nas celebrações das festas ao longo do ano].

Esta tradição de recordar (fazer memória) os santos está na origem da composição do calendário litúrgico, em que constavam inicialmente as datas de aniversário da morte dos cristãos martirizados como testemunho pela sua fé, realizando-se nelas orações, missas e vigílias, habitualmente no mesmo local ou nas imediações de onde foram mortos, como acontecia em redor do Coliseu de Roma. Posteriormente tornou-se habitual erigirem-se igrejas e basílicas dedicadas em sua memória nesses mesmos locais.

O desenvolvimento da celebração conjunta de vários mártires, no mesmo dia e lugar, deveu-se ao facto frequente do martírio de grupos inteiros de cristãos e também devido ao intercâmbio e partilha das festividades entre as dioceses/eparquias por onde tinham passado e se tornaram conhecidos. A partir da perseguição de Diocleciano o número de mártires era tão grande que se tornou impossível designar um dia do ano separado para cada um. O primeiro registo (Século IV) de um dia comum para a celebração de todos eles aconteceu em Antioquia, no domingo seguinte ao de Pentecostes, tradição que se mantém nas igrejas orientais.

Com o avançar do tempo, mais homens e mulheres se sucederam como exemplos de santidade e foram com estas honras reconhecidos e divulgados por todo o mundo. Inicialmente apenas mártires (com a inclusão de São João Baptista), depressa se deu grande relevo a cristãos considerados heróicos nas suas virtudes, apesar de não terem sido mortos. O sentido do martírio que os cristãos respeitam alarga-se ao da entrega de toda a vida a Deus e assim a designação "todos os santos" visa celebrar conjuntamente todos os cristãos que se encontram na glória de Deus, tenham ou não sido canonizados (processo regularizado, iniciado no Século V, para o apuramento da heroicidade de vida cristã de alguém aclamado pelo povo e através do qual pode ser chamado universalmente de beato ou santo, e pelo qual se institui um dia e o tipo e lugar para as celebrações, normalmente com referência especial na missa).

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RMaria

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MensagemAssunto: Em 25 de Novembro de 1975...   Qui Nov 25, 2010 11:05 am

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Em 25 de Novembro de 1975...

25 de Novembro: E se tivesse sido ao contrário?

por JOÃO PEDRO HENRIQUES
Hoje


Há 35 anos, deu-se o derradeiro confronto entre as facções militares geradas no Processo Revolucionário em Curso. De um lado os 'moderados', que venceram, do outro a 'Esquerda Radical', afecta ao PCP, que perdeu. O DN assinala a data fazendo um exercício de história contrafactual: como teria sido se o resultado tivesse sido o oposto. Três vozes, três opiniões - nenhum consenso.

E se o PCP tivesse vencido o 25 de Novembro? E se, correspondentemente, tivesse sido derrotado o grupo militar que se convencionou chamar de "moderado", liderado ideologicamente por Melo Antunes - e no qual se revia todo o espectro partidário do PS à direita do CDS? O que teria sido Portugal se nesse dia de 1975 - fazem hoje precisamente 35 anos - tudo tivesse acabado às avessas?

O DN falou com três personalidades que viveram intensamente esses dias: Adelino Maltez, politólogo, um homem que militou activamente no CDS; o coronel do Exército Matos Gomes (na altura capitão) que integrava a chamada "esquerda radical" que rodeava no Copcon (Comando Operacional do Continente) o respectivo chefe, Otelo Saraiva de Carvalho; e Garcia Pereira, já na altura activíssimo militante do MRPP - uma das excepções na extrema-esquerda, ou seja, a extrema-esquerda desalinhada com o PCP.

Três cabeças, três sentenças. Portugal passaria rapidamente a ser governado por uma "ditadura militar social-fascista" (Garcia Pereira) controlada pelo PCP, "com a supressão das liberdades"; ou então, segundo Adelino Maltez, "haveria uma convulsão armada" entre as facções militares em confronto e "ao fim de seis meses tudo voltaria ao normal, só que com mais mortos" (sendo o "normal" o que, de facto, acabou por acontecer: a institucionalização de um regime democrático convencional, parlamentar e controlado por forças políticas de centro, o PS e o PSD); ou, por último, na visão de Matos Gomes, o PCP, em posição consolidadamente dominante, "tentaria negociar com o PS, com Soares ou sem Soares", uma aliança "do género 'frente popular' como em França", mantendo a natureza parlamentar do regime - ou seja, não seguindo o "cânone" leninista do Estado de partido único, perante a indiferença de Moscovo, "até porque o que interessava a URSS não era Portugal mas sim Angola [onde, duas semanas antes, os três partidos dominantes, MPLA, UNITA e FNLA tinham proclamado três independências unilaterais]".

Matos Gomes tem ainda outras certezas: o grupo militar derrotado continuaria em armas, provavelmente procurando refúgio em Espanha. Adelino Maltez não duvida que os EUA invadiriam os Açores (há hoje certezas de que tinham planos preparados para isso) e "eventualmente" na parte continental do regime haveria "intervenção das potências estrangeiras".

Garcia Pereira acrescenta que o PCP, dominante, e as democracias ocidentais, acabariam por se acomodar mutuamente, recordando, para sustentar essa tese, que meses antes, no 11 de Março (o dia que assinala a nacionalização dos principais sectores da economia), os comunistas protegeram a banca estrangeira sediada em Portugal.

Conclusões? Excepto as óbvias - Portugal não seria hoje o que é - são impossíveis.

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MensagemAssunto: Em 1 de Dezembro de 1640...   Qua Dez 01, 2010 11:37 am

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Em 1 de Dezembro de 1640...



A morte de D. Sebastião, em Alcácer Quibir, sem deixar descendência e outras motivos de natureza vária que não cabem neste pequeno resumo, concorreram para a perda da Independência de Portugal. Sem um sucessor directo, a coroa passou para Filipe II de Espanha. Este, aquando da tomada de posse, nas cortes de Leiria, em 1580, prometeu zelar pelos interesses do País, respeitando as leis, os usos e os costumes nacionais. Com o passar do tempo, essas promessas foram sendo desrespeitadas, os cidadãos nacionais foram perdendo privilégios e passaram a uma situação de subalternidade em relação a Espanha. Esta situação leva a que se organize um movimento conspirador para a recuperação da independência, onde estão presentes elementos do clero e da nobreza. A 1 de Dezembro de 1640, um grupo de 40 fidalgos introduz-se no Paço da Ribeira, onde reside a Duquesa de Mântua, representante da coroa espanhola, mata o seu secretário Miguel de Vasconcelos e vem à janela proclamar D. João, Duque de Bragança, rei de Portugal. Termina, assim, 60 anos de domínio espanhol sobre Portugal. A revolução de Lisboa foi recebida com júbilo em todo o País. Restava, agora, defender as fronteiras de Portugal de uma provável retaliação espanhola. Para o efeito, foram mandados alistar todos os homens dos 16 aos 60 anos e fundidas novas peças de artilharia.

Parece não haver dúvida de que a ideia de nacionalidade esteve por trás da restauração da independência plena de Portugal após 60 anos de monarquia dualista. Cinco séculos de governo próprio haviam forjado uma nação, fortalecendo-a até ao ponto de rejeitar qualquer espécie de união com o país vizinho. Para mais, a independência fora sempre um desafio a Castela e uma vontade de não ser confundido com ela.


Aclamação de D. João IV, da autoria de Veloso Salgado (Museu Militar, Lisboa)


Entre os dois estados foram sucessivas e acerbas as guerras, as únicas que Portugal realmente travou na Europa. Para a maioria dos Portugueses, os monarcas habsburgos não eram mais do que usurpadores, os Espanhóis, inimigos, e os seus partidários, traidores. Mas a Restauração carece de ser explicada por grande número de outros elementos.

Culturalmente, avançara depressa, entre 1580 e 1640, a castelhanização do País. Autores e artistas portugueses gravitavam nas órbitas da corte espanhola, fixavam residência em Espanha, aceitavam padrões espanhóis e escreviam cada vez mais em castelhano, contribuindo para a riqueza do teatro, da música ou da arte pictórica espanhóis e dando hoje a impressão errada de uma decadência cultural a partir de 1580. A perda de uma individualidade cultural era sentida por muitos portugueses, com reacções diversas a favor da língua pátria e da sua expressão em termos de prosa e poesia. Contudo, os intelectuais que assim reagiam sabiam perfeitamente que os seus esforços seriam vãos sem a recuperação da independência política.

Economicamente, a situação piorara desde a década de 1620 ou até antes. Muitas das razões que haviam justificado a união das duas coroas ficaram ultrapassadas com a marcha da conjuntura económica. Todo o Império Português atravessava uma séria crise com a entrada em jogo de holandeses e ingleses. Portugal perdera o monopólio comercial na Ásia, África e Brasil, resultando daí que todos – a Coroa, a nobreza, o clero e a burguesia – haviam sofrido no montante das receitas. Os Espanhóis reagiam fortemente contra a presença portuguesa nos seus territórios, mediante vários processos, entre os quais a Inquisição, situação que suscitou grande animosidade nacionalista tanto em Portugal como em Espanha, aprofundando o fosso já cavado entre os dois países.


D. Margarida, duquesa de Mântua, neta de Filipe II, exerceu o governo de Portugal com autoridade de vice-rei e capitão-general de 1634 a 1640


Mesmo em Portugal, a situação económica estava longe de brilhante. Os produtores sofriam com a queda dos preços do trigo, do azeite e do carvão, só para dar alguns exemplos. A crise afectava as classes baixas, cuja pobreza aumentou sem disfarces, como, aliás, em muitos outros países da Europa. O aumento dos impostos tornava a situação ainda pior. Para explicar os tempos difíceis e apaziguar o descontentamento geral, a solução apresentava-se fácil e óbvia: a Espanha, causa de todos os males.

A conspiração a favor da independência começou em 1639, se não antes, congregando um grupo heterogéneo de nobres, clientes-funcionários da casa de Bragança, e elementos do alto e baixo clero. Em Novembro de 1640, a conspiração dos aristocratas conseguiu finalmente o apoio formal do duque de Bragança.


Reunião dos Conspiradores de 1640. Painel de azulejo no Palácio dos Condes de Almada, em Lisboa.


Na manhã do 1º de Dezembro, um grupo de nobres atacou a sede do governo em Lisboa (Paço da Ribeira), prendeu a duquesa de Mântua, e matou ou feriu alguns membros da guarnição militar e funcionários, entre os quais o Secretário de Estado, Miguel de Vasconcelos. Seguidamente, os revoltosos percorreram a cidade, aclamando o novo estado de coisas, secundados pelo entusiasmo popular.

D. João foi aclamado como D. João IV, entrando em Lisboa alguns dias mais tarde. Por quase todo o Portugal metropolitano e ultramarino as notícias da mudança do regime e do novo juramento de fidelidade ao Bragança foram recebidas e obedecidas sem qualquer dúvida. Apenas Ceuta permaneceu fiel à causa de Filipe IV.

Como “governadores”, para gerirem os negócios públicos até à chegada do novo rei, foram escolhidos o arcebispo de Lisboa, D. Rodrigo da Cunha, o de Braga, D. Sebastião de Matos de Noronha, e o visconde de Vila Nova de Cerveira, D. Lourenço de Lima. D. João IV entrou em Lisboa a 6 de Dezembro, cessando nesta data as funções dos “governadores”.


Retrato de D. João IV, por Avelar Rebelo, em 1643 (Paço de Vila Viçosa)


Proclamar a separação fora coisa relativamente fácil. Mais difícil seria conseguir mantê-la. Tal como em 1580, os portugueses de 1640 estavam longe de unidos. Se as classes inferiores conservavam intacta a fé nacionalista e aderiram a D. João IV sem sombra de dúvida, já a nobreza, muitas vezes com laços familiares em Espanha, hesitou e só parte dela alinhou firmemente com o duque de Bragança. O mesmo se poderia afirmar em relação ao clero.

O novo monarca português não gozava por certo de uma posição invejável. Do ponto de vista teórico, tornava-se necessário justificar a secessão: o novo monarca, longe de figurar como usurpador, reavera simplesmente aquilo que por direito legítimo lhe pertencia. Abundante bibliografia produzida em Portugal e fora dele a partir de 1640 procurou demonstrar os direitos reais do duque de Bragança. Se o trono jamais estivera vago de direito, tanto em 1580 como em 1640, não havia razões para qualquer tipo de eleição em cortes, o que retirava ao povo a importância que ele porventura teria, fosse o trono declarado vacante.


Numerosa literatura de pendor autonomista proliferou visando a legitimação da subida ao trono de D. João IV.

Todo o reinado (1640-56) foi orientado por prioridades. Em primeiro lugar a reorganização do aparelho militar, com reparação de fortalezas das linhas defensivas fronteiriças, fortalecimento das guarnições e obtenção de material e reforços no estrangeiro. Paralelamente, uma intensa actividade diplomática junto das cortes da Europa – no sentido de obter apoio militar e financeiro, negociar tratados de paz ou de tréguas, e conseguir o reconhecimento da Restauração – e a reconquista do império ultramarino. A nível interno, a estabilidade do regime dependeu, antes de mais, do aniquilamento de toda a dissensão a favor de Espanha.

A guerra da Restauração mobilizou todos os esforços que Portugal podia despender e absorveu enormes somas de dinheiro. Pior do que isso, impediu o governo de conceder ajuda às frequentemente atacadas possessões ultramarinas. Mas, se o cerne do Império, pelo menos na Ásia, teve de ser sacrificado, salvou pelo menos a Metrópole de uma ocupação pelas forças espanholas.

Portugal não dispunha de um exército moderno, as suas forças eram escassas – sobretudo na fronteira terrestre –, as suas coudelarias haviam sido extintas, os seus melhores generais lutavam pela Espanha algures na Europa. Do lado português, tudo isto explica por que motivo a guerra se limitou em geral a operações fronteiriças de pouca envergadura. Do lado espanhol, é preciso lembrar que a Guerra dos Trinta Anos (prolongada em Espanha até 1659) e a questão da Catalunha (até 1652) demoraram quaisquer ofensivas de vulto. Regra geral, a guerra, que se prolongou por 28 anos, teve os seus altos e baixos para os dois contendores até ser assinado o Tratado de Lisboa, em 13 de Fevereiro de 1668, entre Afonso VI de Portugal e Carlos II de Espanha, em que este último reconhece a independência do nosso País.

Adaptado de A. H. de Oliveira Marques, “A Restauração e suas Consequências”, in História de Portugal, vol. II, Do Renascimento às Revoluções Liberais, Lisboa, Editorial Presença, 1998, pp. 176-201.

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MensagemAssunto: Em 4 de Dezembro de 1980...   Sab Dez 04, 2010 5:02 pm

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Sá Carneiro: O cadáver político mais exumado

por JOÃO CÉU E SILVA
Hoje


Nunca Sá Carneiro foi evocado com tanta sofreguidão como nestes últimos dias. Que lição se quererá retirar do passado em tempos de crise profunda?

O tempo que passou nos 30 anos que hoje se contam após o anúncio da morte de Francisco Sá Carneiro na televisão - na noite de 4 de Dezembro de 1980 - foi de um polémico esquecimento da sua mensagem política e da rebeldia na liderança que deixou para a Histó-ria.

Não fosse a explosão que deitou abaixo a avioneta, mal levantou voo do aeroporto de Lisboa, e Sá Carneiro teria sido enterrado com a quase paz a que Amaro da Costa teve direito. Mais, nenhum dos dois teria tido direito a um instituto com o seu nome, nem as palavras ditas em vida teriam sido agarradas e abanadas com viva emoção em iniciativas partidárias, como passou a acontecer desde então.

Porque se proclama em vão o legado de Sá Carneiro quando na realidade toda a sua (pre)visão do futuro português foi sempre ignorada?

Porque está até hoje por apurar em definitivo a razão da sua morte? Foram precisas duas décadas para que se abandonasse a crença num acidente mediante a apresentação de provas de um atentado que, até agora, ainda vive num estertor ao debater-se por um inquérito e relatório finais. Que os actuais líderes políticos desdenham!

Será que Francisco Manuel Lumbrales de Sá Carneiro precisava de 30 anos para que o PSD e o CDS se juntassem numa primeira homenagem pública realizada em conjunto? Porquê só em 2010 os parceiros da antiga Aliança Democrática se reúnem para o celebrar, quando em três décadas não faltaram motivos para o fazer? Perguntas há muitas, porque esse é o modo como em Portugal se aprecia deixar cozer em lume brando a responsabilidade social e política.

Respostas?...

O reexumar do cadáver político de Sá Carneiro nos últimos dias, com a desculpa dos 30 anos da sua morte, deixa antever que irá ser de novo usado como inspiração para a área política PSD/CDS nos próximos tempos. Porque a movimentação que os dirigentes partidários e o Presidente da República irão executar no tabuleiro de xadrez político e económico que está a ser jogado em Portugal exige um herói e uma estratégia que funcionou no seu tempo.

Não é por acaso que o mito Sá Carneiro tem sido tão remexido e recordado nos últimos dias. Nem é preciso ser-se sábio para dizer que, se Sá Carneiro tivesse sobrevivido à explosão sobre Camarate, decerto teria uma solução para Portugal. Quem conviveu com aqueles tempos de política dura, numa incipiente democracia pós-25 de Abril de 1974, sabe que poucos tiravam obstinados coelhos da cartola como ele. Também é certo que para os portugueses mais novos, uma razoável parte do eleitorado que hoje se confronta com não-soluções para a crise, o legado de Sá Carneiro não serve de exemplo para nada. Para essa razoável parte do eleitorado, Sá Carneiro é tão passado como o Salazar que venceu o concurso dos portugueses mais famosos, mais conhecido que o Marcelo Caetano que combateu durante o seu primeiro fôlego político.

Os mais novos nem se lembram da primeira polémica com que se confrontou mal faleceu e que ninguém quer comentar. A de que, assim que se soube que o Cessna se espatifara sobre duas casas de um bairro limítrofe da capital, a nível nacional, estouraram foguetes a comemorar a sua morte.

"Não deixava ninguém indiferente", é o que diz o actual sucessor de Sá Carneiro sobre esta reacção. Pedro Passos Coelho, um dos líderes que está mais distante do legado do seu antecessor e que, quando comenta o peso de Sá Carneiro no partido, assume que só o pode recordar "como militante do PSD com responsabilidades especiais" e não como companheiro de percurso, mesmo que marcado pelos seus discursos.

Passos Coelho recorda estar em Chaves no momento do anúncio da morte: "O Sr. Flávio avisou-nos que a televisão estava a transmitir a notícia do acidente. A notícia apanhou-nos desprevenidos, com absoluta incredulidade e durante aqueles instantes em que nos adaptámos à notícia fomos surpreendidos por um ribombar de foguetes e morteiros que pessoas ligadas à extrema-esquerda tinham feito espoletar para mostrar a sua satisfação com o que tinha acabado de suceder. Isto tornou ainda mais impressionante toda a vivência daquela notícia".

Realmente, Sá Carneiro "não deixava ninguém indiferente" e, com o estrondo da sua morte, entrou para as páginas da História ao mesmo tempo que criou um vácuo político. Um vazio que é imediatamente disputado pelos políticos rivais, enquanto o PSD e a Aliança Democrática se confrontam com a diminuição drástica do horizonte de governação.

Ao PSD restou um mito para recordar. Uma mística para explorar em cada crise ou congresso. Um busto para personificar o político que modelou o perfil do que seria a partir de então um primeiro-ministro da democracia, mesmo que não tivesse sido capaz de o fazer como líder partidário, devido à sua imprevisibilidade e irrequietude mental.

Quem pretender empunhar de novo o mito Sá Carneiro deve questionar-se sobre a sua adaptação aos tempos actuais. Um líder impetuoso como ele já não passaria no crivo da opinião pública como acontecia naquele tempo de imaturidade e crudelidade política dos portugueses. A devassa dos seus ziguezagues de percurso fá-lo-iam cair rapidamente por irresponsabilidade em vez de serem entendidos como liderança forte. O oportunismo político de Sá Carneiro cairia por terra face a uma imprensa que já não se fascina com fogos fátuos como os dele. O eleitor não lhe daria o voto face a renúncias constantes aos cargos para que fora eleito. Não aceitaria que andasse a brincar ao tiro ao alvo, com os sobrinhos, com uma pistola reservada para a segurança pessoal. Nem que tivesse acidentes de carro por se achar piloto de corridas ou que autorizasse aterragens de avioneta perigosas. Na melhor das hipóteses, perdoar-lhe--iam que tivesse perdido a fé católica e a paixoneta por Snu, porque tinham motivo de conversa ao fim--de-semana.

Se não tivesse sido um mito, o que seria Sá Carneiro hoje? Um advogado retirado da política, a atender clientes num escritório do Porto, mesmo que reformado!

O futuro político de Francisco Sá Carneiro será sempre uma das questões que se colocam aos que lhe sobreviveram. Seja qual for a razão por que o fazem, a pergunta repete-se mais no seu caso do que na maioria das estrelas fugazes da democracia portuguesa.

O seu protagonismo político confunde-se com o seu feitio. As palavras que se repetem sobre a sua última personalidade política são: crispado, inquieto ou imprevisível. Nem sempre foi assim, e as opiniões sobre a sua pessoa variaram conforme os tempos. Em criança eram: bem-comportado, estudioso e religioso. Em adolescente: dançarino, protocolar e decidido. Como advogado: competente, profissional e inspirado. Mas, logo que aceita o convite para ser deputado pela Ala Liberal, nos tempos de Marcelo Caetano, os adjectivos mudam e aproximar-se-ão dos que o lembrarão na fase posterior aos 35 anos: contradição, autoconfiança e determinado.

A teimosia em levar em frente as suas ideias e propostas é grande, e quando Sá Carneiro não as consegue impor, raramente aceitará o facto de sair vencido. Será assim na Assembleia Nacional, onde é o primeiro deputado da Ala Liberal a não acabar o mandato e a desafiar o marcelismo com propostas inviáveis para o chefe de Governo.

Marcelo Caetano não aceitará as propostas de revisão constitucional em 1971 que prevejam a eleição por sufrágio universal do presidente da República; a PIDE não deixará de o vigiar, preocupada com as visitas a presos políticos; muitos deputados não verão com bons olhos a introdução de reformas tendentes a encaminhar o País para a democracia, e o debate para encontrar um solução para as três frentes de guerra no Ultramar será um beco sem saída.

A sua atitude de se meter em bicos de pés é repetida várias vezes neste seu primeiro período de intervenção, designadamente durante o tempo em que assume a liderança parlamentar da Ala Liberal. Já o fora ao obrigar Marcelo Caetano a aceitar o fim do exílio do bispo do Porto D. António Ferreira Gomes, ou as invectivas constantemente censuradas contra o re-gime publicadas no semanário Expresso. Ainda liderará o convite ao general António de Spínola para se candidatar às eleições presidenciais, nome com que pretende substituir o sempre eterno candidato do regime, Américo Tomás.

Após a renúncia ao mandato na Ala Liberal, imporá mais um acto de rebeldia: a formação de um novo partido político. Pretende com a sua fundação, a implosão da quase situação de partido único no fim da ditadura salazarista. Será essa estrutura em preparação que logo saltará para a praça pública a seguir à Revolução dos Cravos e que terá a sigla PPD, o Partido Popular Democrático, obrigado a não incluir a palavra Cristão no nome por ter sido já anunciado outro com o conceito.

Se a impaciência com que responde a cada obstrução às suas ideias políticas e sociais foi notória antes do 25 de Abril, 30 anos após a sua morte já se pode reflectir sobre esse comportamento, principalmente quando somado ao ziguezague que desenhará no seu percurso político até 4 de Dezembro de 1980.

Outra divergência que merecerá análise em Francisco Sá Carneiro será a questão religiosa. Se havia quem não duvidasse em pequeno de que o seu futuro seria a vida eclesiástica, a adolescência haveria de confirmar que não seria padre mas que estaria muito ligado à Igreja Católica nas primeiras décadas da sua vida, mesmo que na Assembleia Nacional tivesse apresentado uma proposta para legalizar o divórcio.

Era muito beato em criança, leitor fervoroso da Bíblia e assíduo frequentador da missa, e assim continuou até à vida adulta. Ainda recém--casado com Isabel, Sá Carneiro foi um dos principais dinamizadores da iniciativa da Igreja, os Casais de Nossa Senhora, em que se debatiam questões religiosas e a integração na vida do dia-a-dia. No entanto, as mudanças da Igreja Católica eram radicais após o Concílio Vaticano II e a mensagem que o papa João XXIII haveria de passar com esta reunião magna era a de que havia várias interpretações do papel dos católicos. Maior participação e o fim de hábitos tradicionais sacudiram muitos fiéis, entre os quais o próprio Sá Carneiro, que iniciou uma mudança no seu pensamento e acção. A cumplicidade da Igreja para com o regime e a injustiça que a fé católica permitia existir no mundo abalaram Sá Carneiro e exigiram-lhe outra actuação social. Assim aconteceu a aproximação a Frei Bento Domingues e a participação nos debates da cooperativa Confronto, entre outras situações conflituosas.

E Sá Carneiro, mesmo mantendo a fé e o espírito católico, mudou tanto que se poderá dizer que a sua entrada na política se faz pela porta da religião. Mesmo que, ao tempo da morte, a religião fosse em si quase só passado. Outro ziguezague.

Após o 25 de Abril, a presença de Francisco Sá Carneiro implanta-se logo ao início. Ainda não tinham passado cem horas sobre o golpe e já desarrumava a sala de estar da sua casa para dar uma entrevista à RTP, para marcar presença e anunciar PPD. O partido é formalizado logo a seguir e a marca política imposta a ferro e fogo no próprio partido e na sociedade portuguesa.

Até adoecer e ser operado a 19 de Fevereiro de 1975, Sá Carneiro vai mostrar a fibra da liderança no combate ao PCP e aos militares do MFA que pendem para a esquerda, cha-ma que estranhamente se apaga e quase se extingue no período pós- -operatório. Uma depressão, que diz ter uma razão psicológica, afasta-o da arena política. Londres é o destino do exílio, ponderará viver no Brasil, e regressar a Portugal é a uma situação que despreza. Outro ziguezague na trajectória política, que só será corrigido no fim do ano ao anunciar com pompa e circunstância a volta.

Empurra o presidente do PSD que o substituiu e iniciará a luta política pela qual ficou mesmo conhecido. Provocará a primeira das duas divisões no PSD, tenta seduzir Mário Soares para uma coligação e acabará com Freitas do Amaral na Aliança Democrática, afina o tiro contra o presidente Ramalho Eanes. Numa sucessão de ziguezagues, incompreensíveis até para os seus correligionários do PSD, que muitas vezes o acusam de ser déspota e egoísta, ainda desiste da presidência do PSD para voltar a lutar por ela, será eleito primeiro-ministro e repetirá a vitória em segunda eleição.

Em Maio de 1978, Sá Carneiro colocará a cereja no bolo da sua relação "extraconjugal": leva a "namorada" Snu ao Conselho Nacional de Portalegre e, entre as críticas, vai às compras. O fim do casamento está anunciado. Mais um ziguezague que o próprio bispo D. António Ferreira Gomes considera preocupante pois Sá Carneiro alega que ainda não tinha a personalidade formada quando se casou de mo-do a obter o divórcio. Tantos ziguezagues.

Trinta anos após a morte de Sá Carneiro há muitas perguntas no ar. A quem importa o legado é uma de-las, mesmo que no PSD sejam poucos os que se beneficiaram da lição política, a não ser no constante ziguezague das suas posições e de uma intervenção política errática que o ex-presidente inaugurou com a liderança.

O seu cadáver político, no entanto, continua a ser exumado com sofreguidão. É dado como exemplo quase sempre para o bom e serve para castigar comportamentos. Raros são os que negam o histórico e menos os que publicamente o criticam.

Conforme se poderá ler nas entrevistas que se seguem, numa tentativa de se fazer o retrato de Sá Carneiro à luz dos 30 anos, o seu legado é sempre referido. São poucas as reticências ao papel e à personalidade, bastantes os elogios e grande o perdão. Entrou para a História.

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MensagemAssunto: Em 20 de Dezembro de 1989...   Seg Dez 20, 2010 5:05 pm

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Estados Unidos invadiram o Panamá há 21 anos

por DN.pt
Hoje


A 20 de Dezembro de 1989, o presidente dos Estados Unidos da América, George H.W. Bush (senior), anunciava a invasão do Panamá.

Há 11 anos, os Estados Unidos da América anunciavam ao mundo a invasão do Panamá, argumentando a necessidade de implementar a democracia no país, combater o tráfico de drogas, garantir a abertura do canal do Panamá e fazer com que o presidente Manuel Noriega fosse capturado e julgado nos EUA.

O anúncio de George H. W. Bush



A operação "Just Cause"



Embora o número oficial de mortos no conflito não seja conhecido (certas fontes apontam para quatro mil mortos), uma estimativa das Nações Unidas aponta para que tenham morrido mais de duas mil e quinhentas pessoas durante a invasão norte-americana.

In DN

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MensagemAssunto: Dia Internacional da Mulher   Seg Mar 07, 2011 6:10 pm

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Dia Internacional da Mulher


Manifestação no Dia Internacional da Mulher em Barcelona, 2009.


O Dia Internacional da Mulher, celebrado a 8 de Março, tem como origem as manifestações das mulheres russas por "Pão e Paz" - por melhores condições de vida e trabalho e contra a entrada do seu país na Primeira Guerra Mundial. Essas manifestações marcaram o início da Revolução de 1917.
Entretanto a ideia de celebrar um dia da mulher já havia surgido desde os primeiros anos do século XX, nos Estados Unidos e na Europa, no contexto das lutas de mulheres por melhores condições de vida e trabalho, bem como pelo direito de voto.

No Ocidente, o Dia Internacional da Mulher foi comemorado no início do século, até a década de 1920.

Na antiga União Soviética, durante o stalinismo, o Dia Internacional da Mulher tornou-se elemento de propaganda partidária.

Nos países ocidentais, a data foi esquecida por longo tempo e somente recuperada pelo movimento feminista, já na década de 1960. Na atualidade, a celebração do Dia Internacional da Mulher perdeu parcialmente o seu sentido original, adquirindo um caráter festivo e comercial. Nessa data, os empregadores, sem certamente pretender evocar o espírito das operárias grevistas do 8 de março de 1917, costumam distribuir rosas vermelhas ou pequenos mimos entre suas empregadas.

1975 foi designado pela ONU como o Ano Internacional da Mulher e, em Dezembro de 1977, o Dia Internacional da Mulher foi adotado pelas Nações Unidas, para lembrar as conquistas sociais, políticas e económicas das mulheres, mas também a discriminação e a violência a que muitas delas ainda são submetidas em todo o mundo.

Origem

A ideia da existência de um dia internacional da mulher surge na virada do século XX, no contexto da Segunda Revolução Industrial e da Primeira Guerra Mundial, quando ocorre a incorporação da mão-de-obra feminina, em massa, na indústria. As condições de trabalho, frequentemente insalubres e perigosas, eram motivo de frequentes protestos por parte dos trabalhadores. Muitas manifestações ocorreram nos anos seguintes, em várias partes do mundo, destacando-se Nova Iorque, Berlim, Viena (1911) e São Petersburgo (1913).

O primeiro Dia Internacional da Mulher foi celebrado em 28 de Fevereiro de 1909 nos Estados Unidos, por iniciativa do Partido Socialista da América[2], em memória da greve das operárias da indústria do vestuário de Nova York, em protesto contra as más condições de trabalho.

Em 1910, ocorreu a primeira conferência internacional de mulheres, em Copenhaga, dirigida pela Internacional Socialista, quando foi aprovada proposta da socialista alemã Clara Zetkin, de instituição de um dia internacional da Mulher, embora nenhuma data tivesse sido especificada.

No ano seguinte, o Dia Internacional da Mulher foi celebrado a 19 de Março, por mais de um milhão de pessoas, na Áustria, Dinamarca, Alemanha e Suíça.

Poucos dias depois, a 25 de Março de 1911, um incêndio na fábrica da Triangle Shirtwaist mataria 146 trabalhadores - a maioria costureiras. O número elevado de mortes foi atribuído às más condições de segurança do edifício. Este foi considerado como o pior incêndio da história de Nova Iorque, até 11 de setembro de 2001. Para Eva Blay, é provável que a morte das trabalhadoras da Triangle se tenha incorporado ao imaginário coletivo, de modo que esse episódio é, com frequência, erroneamente considerado como a origem do Dia Internacional da Mulher.

Em 1915, Alexandra Kollontai organizou uma reunião em Christiania (atual Oslo), contra a guerra. Nesse mesmo ano, Clara Zetkin faz uma conferência sobre a mulher.

Na Rússia, as comemorações do Dia Internacional da Mulher foram o estopim da Revolução russa de 1917. Em 8 de março de 1917 (23 de fevereiro pelo calendário juliano), a greve das operárias da indústria têxtil contra a fome, contra o czar Nicolau II e contra a participação do país na Primeira Guerra Mundial precipitou os acontecimentos que resultaram na Revolução de Fevereiro. Leon Trotsky assim registrou o evento: “Em 23 de fevereiro (8 de março no calendário gregoriano) estavam planejadas ações revolucionárias. Pela manhã, a despeito das diretivas, as operárias têxteis deixaram o trabalho de várias fábricas e enviaram delegadas para solicitarem sustentação da greve. Todas saíram às ruas e a greve foi de massas. Mas não imaginávamos que este ‘dia das mulheres’ viria a inaugurar a revolução”.

Cartaz soviético de 1932. Em vermelho, lê-se: "8 de março é o dia da rebelião das mulheres trabalhadoras contra a escravidão da cozinha." Em cinza: "Diga NÃO à opressão e ao conformismo do trabalho doméstico!".


Membros da Women's International League for Peace and Freedom, em Washington, D.C., 1922.


Berlim Oriental, Unter den Linden, (1951). Retratos de líderes da IDFF, na 41°edição do Dia Internacional da Mulher.

Após a Revolução de Outubro, a feminista bolchevique Alexandra Kollontai persuadiu Lenin para torná-lo um dia oficial que, durante o período soviético, permaneceu como celebração da "heróica mulher trabalhadora". No entanto, o feriado rapidamente perderia a vertente política e tornar-se-ia uma ocasião em que os homens manifestavam simpatia ou amor pelas mulheres - uma mistura das festas ocidentais do Dia das Mães e do Dia dos Namorados, com ofertas de prendas e flores, pelos homens às mulheres. O dia permanece como feriado oficial na Rússia, bem como na Bielorrússia, Macedónia, Moldávia e Ucrânia.

Na Tchecoslováquia, quando o país integrava o Bloco Soviético (1948 - 1989), a celebração era apoiada pelo Partido Comunista. O MDŽ (Mezinárodní den žen, "Dia Internacional da Mulher" em checo) era então usado como instrumento de propaganda do partido, visando convencer as mulheres de que considerava as necessidades femininas ao formular políticas sociais. A celebração ritualística do partido no Dia Internacional da Mulher tornou-se estereotipada. A cada dia 8 de março, as mulheres ganhavam uma flor ou um presentinho do chefe. A data foi gradualmente ganhando um caráter de paródia e acabou sendo ridicularizada até mesmo no cinema e na televisão. Assim, o propósito original da celebração perdeu-se completamente. Após o colapso da União Soviética, o MDŽ foi rapidamente abandonado como mais um símbolo do antigo regime.

No Ocidente, o Dia Internacional da Mulher foi comemorado durante as décadas de 1910 e 1920. Posteriormente, a data caiu no esquecimento e só foi recuperada pelo movimento feminista, já na década de 1960, sendo, afinal, adotado pelas Nações Unidas, em 1977.

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MensagemAssunto: Sarkozy questiona necessidade do Dia da Mulher   Ter Mar 08, 2011 5:30 pm

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Sarkozy questiona necessidade do Dia da Mulher

por Lusa
Hoje


O Presidente francês Nicolas Sarkozy questionou hoje a utilidade do Dia Internacional da Mulher, considerando mais importante "encontrar trabalho para homens e mulheres".

O Presidente da França afirmou, numa celebração do dia com uma associação de autarcas de Morbidan, Bretanha, que: "É simpático, é necessário, mas talvez nos devêssemos concentrar no essencial".

"O essencial é encontrar trabalho para homens e mulheres, uma possibilidade de promoção social para os dois", disse.

"O Dia da Mulher, sobre o qual há muito a dizer, quererá dizer que os restantes dias são do homem? Muito curioso. Francamente", exclamou Sarkozy.

O Presidente da França disse ainda que "as mulheres têm um papel muito importante na sociedade" que referiu que "a vida das mulheres é muito idêntica à dos homens" e que "as coisas mudaram consideravelmente".

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MensagemAssunto: Observatório de Lisboa faz 150 anos   Qui Mar 10, 2011 3:48 pm

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Observatório de Lisboa faz 150 anos

por Lusa
Hoje


Em 150 anos, os telescópios do Observatório Astronómico de Lisboa ficaram praticamente cegos com a luz da cidade que cresceu em sua volta e o seu diretor lamenta a falta de dinheiro para tornar o espaço num "museu vivo".

Inaugurado em 1861, o Observatório, localizado na Tapada da Ajuda, estava inicialmente fora do alcance das luzes da cidade de Lisboa, o que, com o passar dos anos, mudou completamente.

"Hoje, a qualidade do céu é tão má" que o Observatório de Lisboa, e todos os observatórios clássicos, encomendam a observação em outros lados e dedicam-se hoje a "tratar os dados e a tirar conclusões", disse à agência Lusa o seu diretor, Rui Agostinho.

Segundo o responsável, o Observatório tem um "património histórico de excelência" herdado do terceiro quartel do século XIX. "Os instrumentos podem ser vistos no seu contexto original, o prédio é o original, o jardim também", explicou.

Rui Agostinho afirmou que o potencial para se transformar em museu já foi reconhecido por especialistas internacionais. "O Observatório deveria ser um museu dos tempos modernos, um museu vivo", defendeu Rui Agostinho, reconhecendo que, "apesar de serem instrumentos muito especiais, ver telescópios velhos não é muito apelativo".

Assim, defende que quem visitasse o Observatório/Museu deveria ter oportunidade de ver "a ciência aplicada" e os instrumentos a continuarem a produzir conhecimento.

Para isso, será preciso mais dinheiro para recuperar o património e para reforçar o quadro de pessoal.

"Há muita gente que quer fazer coisas connosco e que quer aprender, mas somos poucos", referiu Rui Agostinho, para quem um projeto museológico no Observatório não poderia estar de portas abertas apenas no horário do expediente normal.

Contudo, o Observatório, com cerca de dez pessoas -- e duas vagas para investigador por preencher --, não "tem capacidade para funcionar a tempo inteiro", lamentou.

O Observatório chegou a ter um orçamento próprio concedido pela Fundação para a Ciência e Tecnologia, mas hoje recebe apenas uma fatia do orçamento total da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, onde está integrado.

Um maior investimento justificar-se-ia também pelo "serviço público" que o Observatório, responsável pela medição e manutenção da Hora Legal através de relógios atómicos, faz ao país, defendeu Rui Agostinho.

Os meios do Observatório, que emite também pareceres quando lhe são pedidos, servem ainda a cerca de 20 projetos de investigação. Rui Agostinho referiu como exemplo pareceres para serem utilizados em tribunal: "Se um condutor diz que um acidente foi provocado por ter ficado encandeado pelo Sol, com as coordenadas e a hora podemos comprovar ou não se aconteceu assim".

A sessão comemorativa dos 150 anos realiza-se na sexta-feira à noite. Rui Agostinho fará uma palestra sobre a história do Observatório e guiará uma visita pelas instalações.

Se o tempo ajudar, haverá também observação do céu com telescópios.

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MensagemAssunto: Em 15 de Março de 1961...   Dom Mar 13, 2011 12:25 pm

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"Guerra é guerra!"

por JOÃO CÉU E SILVA
Ontem


O massacre de 15 de Março de 1961 dá a machadada final nos bons costumes coloniais portugueses. Oitocentos mortos, brancos selvaticamente esquartejados, serrados e incendiados, mulheres e crianças violadas, bens destruídos e a implosão definitiva da paz podre com 500 anos exigiam a resposta que Salazar não queria dar perante a pressão da ONU, dos EUA e de novas nações livres.

É uma das expressões que mais se ouvem na boca dos ex-combatentes: "Guerra é guerra." Poderia ser "quem vai à guerra dá e leva", mas não é isso que dizem ainda hoje, muito pelo contrário, porque o envio de um milhão de militares portugueses para a Guerra Colonial - ou guerra do Ultramar ou em África - parte da premissa de dar muito e levar pouco.

Tudo começa a sério em 1961 em Angola. Há revolta nas plantações de algodão no Cassange, ataques aos portugueses e resposta pronta com a reorganização de companhias militares para executar a repressão. Pouco depois, a 4 de Fevereiro, verifica-se nova acção. Desta vez mais problemática, pois é contra algumas instituições portuguesas em Luanda, de que resultam mortos e feridos. A repressão aumenta de nível e é exigida maior protecção aos colonos portugueses. Mas é o massacre de 15 de Março, perpetrado por movimentos independentistas, que vão obrigar Salazar a mandar avançar para aquela colónia "rápido e em força".

Diga-se que foi mais a comoção popular na sede do império, o continente, que mais obrigou o ditador a agir. Um governante que nunca admitiu que estava perante uma guerra mas antes numa acção policial, mesmo que ela se estendesse nos anos seguintes a mais duas frentes: Moçambique e Guiné.

Não foi de um dia para o outro que os movimentos independentistas se apresentaram ao mundo. Mas, para além de um historial de revoltas, será o 15 de Março de há cinquenta anos que marcará verdadeiramente a existência de um conflito ao verificar-se uma acção violenta e determinada.

À União das Populações de Angola (UPA) foi atribuída muita da autoria do massacre, se bem que já existissem outras organizações como a FNLA e o Partido Democrático de Angola (PDA) no terreno e, a partir de 1961, também o MPLA e a UNITA.

A Salazar, foi exigida uma resposta que salvasse o Império português espalhado pelo mundo. Numa época em que a própria organização das Nações Unidas criticava a política colonial portuguesa e que o presidente norte-americano, o recém-eleito J. F. Kennedy, boicotava abertamente o apoio a Portugal, partilhando o coro de duas dezenas de novos países surgidos após a derrocada dos impérios coloniais francês, belga e inglês.

Para além do cenário internacional negativo, a situação interna de contestação ao regime aumentava e teria em 1961 um ano de grandes actos políticos que abalavam o regime. O desvio do paquete Santa Maria e de um avião da TAP, o golpe de Botelho Moniz e de Beja, a queda de Goa, entre outros casos, infernizaram Salazar no ano de 1961. A guerra em Angola foi a gota de água, uma situação grave que, no entanto, o governante viu voltar-se a seu favor. O povo português uniu-se em sua volta na defesa do Império.

Só meia dúzia de anos mais tarde é que os portugueses iriam começar a contestar a presença militar dos seus filhos em África, num processo em que as colónias se encaminhavam mais para a libertação do que um país que fosse "do Minho até Timor", como queria Salazar. Uma "solução política" era, contudo, defendida por muitos, civis e militares, e o próprio sucessor do ditador, Marcelo Caetano, acreditava que à guerra deveria suceder outro estágio para o império.

Américo Tomás, e outros duros do regime, não partilharam dessa opinião. Milhares de jovens continuaram a embarcar para África enquanto os militares se cansavam de uma guerra sem fim à vista. Por África, a guerrilha fervilhava em todas as frentes.

O massacre

A chacina que vitimou 800 portugueses e africanos de várias etnias determinou o desvio de militares em massa para Angola e uma reorganização mínima das Forças Armadas. No entanto, afirmam sempre os responsáveis militares, para além de um maior recrutamento não se verificou o necessário investimento financeiro no apetrechamento da máquina de guerra. Tal como não aconteceu um fortalecimento da solidariedade, também necessária, entre colonos e militares que deveriam defender as suas vidas e a economia colonial.

A investigação definitiva sobre o que se passou exactamente nesses dias ainda está por fazer, se bem que alguns a tentem realizar. Para o historiador Rui Ramos, houve uma "vietnamização desta guerra" e a visão dos acontecimentos é distorcida por um conflito bastante diferente do nosso.

Para o então ministro do Ultramar, Adriano Moreira, a atitude de Salazar face à guerra não poderia ser outra porque "nasce, vive e é educado num período em que a supremacia ocidental e europeia era absolutamente indiscutível em relação a todas as partes do mundo. Ele é surpreendido pela evolução do mundo".

Recentemente, o casal Dalila Cabrita e Álvaro Mateus publicou um volume - Angola 61 - em que dedica grande parte da sua investigação ao massacre de 15 de Março. Entre as teorias apresentadas está a de que esta chacina "não foi surpresa". Justificam com as conclusões nos documentos e alertas reportados pela polícia, militares e civis algum tempo antes. Assim, apontam, a PIDE já informara através um colaborador enviado a Leopoldville que "dentro em breve, explodirá na nossa terra de Luanda uma grande revolta, pois todos os naturais de Angola estão preparados para o assalto". Dois meses antes, um responsável desta polícia política, dizem os investigadores, informaram o "administrador da circunscrição e o comandante militar de que as actividades da UPA se tinham intensificado junto à fronteira". E indicavam a data de 15 de Fevereiro de 1961 como provável.

Também os colonos aguardavam, explicam os autores, por esta situação anunciada: "Demonstra--o a compra maciça de armas." Angola importara, em 1960, 953 toneladas", seis vezes mais do que em 1959.

Quanto aos militares, acrescentam, a desconfiança também existia: "Os militares tinham previsto o que iria acontecer. E Costa Gomes fez questão de assinalar que, 'entre 1958 e 1961, não se tomaram medidas importantes para prevenir uma guerra no Ultramar, antes pelo contrário." E fazem notar que "finalmente, em 15 de Dezembro de 1960, o Comando Militar de Angola, pressentindo que algo grave poderia vir a acontecer, considerou necessário 'intensificar missões de vigilância e de soberania'".

Os generais Aniceto Afonso e Carlos de Matos Gomes, que têm estado a fazer a história desta guerra de três frentes e que publicaram um espesso volume intitulado Os Anos da Guerra, não hesitam em retratar Salazar como "um homem cansado", incapaz de enfrentar a situação com uma política de defesa e com "respostas à acção militar (...) sempre insatisfatórias". No livro reproduzem o comunicado publicado dois dias depois do massacre nos jornais de Angola onde se pode confirmar o distanciamento da situação real: "Verificaram--se na zona fronteiriça do Norte de Angola alguns incidentes a que deve atribuir-se gravidade por demonstrarem a veracidade de um plano destinado a promover actos de terrorismo que assegurem, a países bem conhecidos, um pretexto para continuarem a atacar Portugal perante a opinião pública internacional." Da violência do massacre escreve-se apenas: "Sabe-se que há a lamentar a perda de algumas vidas, mas não se conhecem pormenores. As autoridades que procederem a uma rigorosa investigação fornecerão à imprensa mais elementos logo que sejam obtidos. A situação encontra-se inteiramente sob o domínio das autoridades."

Os generais consideram, no entanto, que o ataque foi "uma surpresa completa para os fazendeiros e para os administrativos que viviam na região". Quanto à resposta das autoridades, reportam que "de Lisboa não chega sequer uma palavra de esperança" enquanto "em Luanda foram apressadamente organizados serviços de socorro e de evacuação" a várias regiões do Norte de Angola que "em meia dúzia de dias se transformaram num mar revolto de sangue". As primeiras contas apontavam para a morte, dizem nesta introdução do livro, de "mais de 300 europeus na área de Nambuangongo, outros tantos do Dange ao Quitexe, talvez uns 200 junto à fronteira, no distrito do Congo".

Num dos primeiros trabalhos exaustivos sobre o conflito colonial, A Guerra de África 1961-1974, José Freire Antunes faz uma descrição sucinta desses dias entre 15 e 18 de Março de 1961: "De madrugada, na Fazenda Primavera, perto de São Salvador, grupos de bacongos, empunhando catangas e canhangulos e julgando-se imunes às balas dos brancos, lançam uma ofensiva contra propriedades e povoações na zona de fronteira com o Congo, na Baixa de Cassange, até às cercanias de Vila Carmona. O Norte de Angola é avassalado por uma onda de brutalidade tribal, assassínios em massa, incêndios, destruições e rapina de haveres, violações de mulheres e crianças. Os tumultos espalham-se às plantações de café isoladas, aos postos de abastecimentos e às vias de transporte." A seguir, vários depoimentos mostram a violência do massacre: o "pai que fora espancado com as pernas do próprio filho morto a golpes de catana"; a "inacredidável barbaridade com que foram mortos alguns europeus, serrados vivos numa serra mecânica", entre outros casos. Os culpados são, escreve-se: "rebeldes que foram convencidos por feiticeiros de que podiam matar os portugueses sem perigo e que as terras e propriedades dos brancos ficariam para eles".

Filhos ignoram

O massacre de 15 de Março de 1961 raramente é comentado pelos militares que contam algumas das suas histórias de vida nas páginas que se seguem. Basta-lhes as suas próprias vivências para justificar esses anos de uma vida; o que fizeram lá e o que o Estado português deveria ter feito cá por eles.

Há quem diga que houve três gerações diferentes que foram vingar o massacre original ao longo dos 13 anos de Guerra Colonial. A primeira, entre 1961 e 1965 partiu num contexto de resposta racista. A segunda, de 1965 a 1970, deixou Lisboa preparada para combater com técnica e determinação. A terceira, até à Revolução do 25 de Abril, fez a guerra por obrigação, de forma muitas vezes descuidada e a cumprir uma obrigação que lhes cortava a vida pessoal ao meio, porque estavam já empregados, saíam da universidade ou tinham filhos.

Deste universo de um milhão de homens que foi à guerra num outro continente existe um denominador demasiado comum: a sua experiência em África foi silenciada no regresso. São poucos os militares que contaram o que sofreram/fizeram na guerra aos filhos e, na maior parte deles, só a mulher partilhou de algum conhecimento. Mais estranho é que o relato ultrapassou uma geração e só os netos tiveram direito a escutar o que o avô sofreu/fez durante a comissão em Angola, Moçambique ou Guiné.

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MensagemAssunto: Em 25 de Abril de 1974   Seg Abr 25, 2011 10:57 am

A 25 de Abril de 1974, acontecia em Portugal a Revolução dos Cravos.


25 de Abril Sempre, pintura mural[1]

Revolução dos Cravos

O golpe de estado militar do dia 25 de Abril de 1974 derrubou, num só dia, o regime político que vigorava em Portugal desde 1926, sem grande resistência das forças leais ao governo, que cederam perante a revolta das forças armadas. Este levantamento é conhecido por Dia D, 25 de Abril ou Revolução dos Cravos. O levantamento foi conduzido pelos oficiais intermédios da hierarquia militar (o MFA), na sua maior parte capitães que tinham participado na Guerra Colonial. Considera-se, em termos gerais, que esta revolução trouxe a liberdade ao povo português (denominando-se "Dia da Liberdade" o feriado instituído em Portugal para comemorar a revolução).

Antecedentes

Na sequência do golpe militar de 28 de Maio de 1926, foi implementado em Portugal um regime autoritário, de inspiração fascista. Em 1933 o regime é remodelado, auto-denominando-se Estado Novo e Oliveira Salazar passou a controlar o país, não mais abandonando o poder até 1968, quando este lhe foi retirado por incapacidade, na sequência de uma queda em que sofreu lesões cerebrais. Foi substituído por Marcello Caetano que dirigiu o país até ser deposto em 25 de Abril de 1974.


Sob o governo do Estado Novo, Portugal foi sempre considerado uma ditadura, quer pela oposição, quer pelos observadores estrangeiros quer mesmo pelos próprios dirigentes do regime. Formalmente, existiam eleições, mas estas foram sempre contestadas pela oposição, que sempre acusaram o governo de fraude eleitoral e de desrespeito pelo dever de imparcialidade.

O Estado Novo possuía uma polícia política, a PIDE (Polícia Internacional de Defesa do Estado), uma evolução da ex-PVDE (Polícia de Vigilância e Defesa do Estado), mais tarde DGS (Direcção-Geral de Segurança), que perseguiria os opositores do regime. De acordo com a visão da história dos ideólogos do regime, o país manteve uma política que considerava a manutenção das colónias do "Ultramar", numa altura em que alguns países europeus iniciavam os seus processos de alienação progressiva das suas colónias. Apesar da contestação nos fóruns mundiais, como na ONU, Portugal manteve uma política de força, tendo sido obrigado, a partir do início dos anos 60, a defender militarmente as colónias, contra os grupos independentistas em Angola, Guiné e Moçambique.

Economicamente, o regime manteve uma política de condicionamento industrial que resultava no monopólio do mercado português por parte de alguns grupos industriais e financeiros (a acusação de plutocracia é frequente). O país permaneceu pobre até à década de 1960, o que estimulou a emigração. Notou-se, contudo, um desenvolvimento económico a partir desta década.


A Guerra do Ultramar, um dos precedentes para a revolução

O mito do "orgulhosamente sós"

Nos inícios dos anos 1970, o regime autoritário do Estado Novo continuava a pesar sob Portugal. O seu fundador, António Oliveira Salazar, fora destituído em 1968, por incapacidade e viria a falecer em 1970, sendo substituído por Marcelo Caetano . Qualquer tentativa de reforma política foi impedida pela própria inércia do regime e pelo poder da sua polícia política (PIDE). O regime exilava-se, envelhecido, num mundo ocidental em plena efervescência social e intelectual de finais de década de 60, obrigando Portugal a defender, pelas força das armas, o Império Português, instalado no imaginário dos ideólogos do regime. Para tal, o país viu-se obrigado a fazer grandes esforços numa guerra colonial de pacificação, atitude que contrastava com o resto das potências coloniais, que tratavam de assegurar-se da saída do continente africano da forma mais conveniente.


1961 - Desembarque de tropas em Luanda

O contexto internacional não era favorável ao regime salazarista/marcelista. No auge da Guerra Fria, as nações dos blocos Capitalista e Comunista apoiaram e financiaram as guerrilhas das colónias portuguesas, numa tentativa de as atrair para a influência americana ou soviética. A intransigência do regime e mesmo o desejo de muitos colonos de continuarem sob o domínio português, atrasaram o processo de descolonização por quase 20 anos, no caso de Angola e Moçambique.

Ao contrário de outras Potências Coloniais Europeias, Portugal mantinha laços fortes e duradoros com as suas colónias africanas. Para muitos portugueses, um Império Colonial era necessário para um poder e influência contínuos. Contrastando com Inglaterra e França, os colonizadores portugueses casaram e constituíram família entre os colonos nativos. Apesar das constantes objecções em forúns nacionais, como a ONU, Portugal manteve as suas colónias como parte integral de Portugal, sentindo-se portanto obrigado a defendê-las militarmente de grupos armados de influência comunista, particularmente após a anexação unilateral e forçada dos enclaves portugueses de Goa, Damão e Diu, em 1961.


Em quase todas as colónias portuguesas africanas – Moçambique, Angola, Guiné, São Tomé e Príncipe e Cabo Verde – surgiram movimentos independentistas, que acabaram por se manifestar sob a forma de guerrilhas armadas. Excepto no caso da Guiné, estas guerrilhas foram facilmente contidas pelas forças portuguesas, apesar dos diversos embargos ao armamento militar fornecido a Portugal. No entanto, os vários conflitos forçaram Salazar e o seu sucessor Caetano a gastar uma maior parte do orçamento de Estado na administração colonial e despesas militares, sendo que cedo Portugal se viu um pouco isolado do resto do Mundo.

Após a ascensão de Caetano ao poder, a guerra colonial tornou-se num forte motivo de discussão e num assunto muito focado por parte das forças anti-regime. Muitos estudantes e manifestantes contra a guerra terão sido forçados a abandonar o país para escapar à prisão e tortura. Economicamente, o regime mantinha a sua política de Corporativismo, o que resultou na concentração da economia portuguesa nas mãos de uma elite de industriais. No entanto, a economia crescia fortemente, especialmente após 1950 e Portugal foi mesmo co-fundador da EFTA, OCDE e NATO. A Administração das colónias custava a Portugal um aumento percentual anual no seu orçamento e tal contribuíu para o empobrecimento da Economia Portuguesa, pois o dinheiro era desviado de investimentos infraestruturais na metrópole. Até 1960 o país continuou relativamente frágil em termos económicos, o que estimulou a emigração para países em rápido crescimento e de escassa mão-de-obra da Europa Ocidental, como França ou Alemanha, principalmente após a Segunda Guerra Mundial. Para muitos, o Governo português estava envelhecido, sem resposta aparente para um mundo em grande mudança cultural e intelectual.

A guerra colonial gerou conflitos entre a sociedade civil e militar, tudo isto ao mesmo tempo que a fraca economia portuguesa gerava uma forte emigração. Em Fevereiro de 1974, Marcelo Caetano é forçado pela velha guarda do regime a destituir o general António Spínola e os seus apoiantes, quando tentava modificar o curso da política colonial portuguesa, que se revelava demasiado dispendiosa para o país. Nesse momento, em que são reveladas as divisões existentes no seio da elite do regime, o MFA, movimento secreto, decide levar adiante um golpe de estado. O movimento nasce secretamente, em 1973, da conspiração de alguns oficiais do exército, numa primeira fase unicamente preocupados com questões de carreira militar.

Preparação


Monumento em Grândola

A primeira reunião clandestina de capitães foi realizada em Bissau, em 21 de Agosto de 1973. Uma nova reunião, em 9 de Setembro de 1973 no Monte Sobral (Alcáçovas) dá origem ao Movimento das Forças Armadas. No dia 5 de Março de 1974. é aprovado o primeiro documento do movimento: "Os Militares, as Forças Armadas e a Nação". Este documento é posto a circular clandestinamente.

No dia 14 de Março. o governo demite os generais Spínola e Costa Gomes dos cargos de Vice-Chefe e Chefe de Estado-Maior General das Forças Armadas, alegadamente, por estes se terem recusado a participar numa cerimónia de apoio ao regime. No entanto, a verdadeira causa da expulsão dos dois Generais foi o facto do primeiro ter escrito, com a cobertura do segundo, um livro, "Portugal e o Futuro", no qual, pela primeira vez, uma alta patente militar advogava a necessidade de uma solução política para as revoltas separatistas nas colónias e não uma solução militar. No dia 24 de Março, a última reunião clandestina decide o derrube do regime pela força.

Movimentações militares durante a Revolução

No dia 24 de Abril de 1974, um grupo de militares comandados por Otelo Saraiva de Carvalho, instalou secretamente o posto de comando do movimento golpista no quartel da Pontinha, em Lisboa.

Às 22h 55m é transmitida a canção ”E depois do Adeus”, de Paulo de Carvalho, pelos Emissores Associados de Lisboa, emitida por Luís Filipe Costa. Este foi um dos sinais previamente combinados pelos golpistas e que desencadeou a tomada de posições da primeira fase do golpe de estado.

O segundo sinal foi dado às 0h20 m, quando foi transmitida a canção ”Grândola Vila Morena“, de José Afonso, pelo programa Limite, da Rádio Renascença, que confirmava o golpe e marcava o início das operações. O locutor de serviço nessa emissão foi Leite de Vasconcelos, jornalista e poeta moçambicano.


O golpe militar do dia 25 de Abril teve a colaboração de vários regimentos militares que desenvolveram uma acção concertada.

No Norte, uma força do CICA 1 liderada pelo Tenente-Coronel Carlos Azeredo, toma o Quartel-General da Região Militar do Porto. Estas forças são reforçadas por forças vindas de Lamego. Forças do BC9 de Viana do Castelo tomam o Aeroporto de Pedras Rubras. Forças do CIOE tomam a RTP e o RCP no Porto. O regime reagiu, e o ministro da Defesa ordenou, a forças sedeadas em Braga, para avançarem sobre o Porto, no que não foi obedecido, porque já tinham aderido ao golpe.

À Escola Prática de Cavalaria, que partiu de Santarém, coube o papel mais importante: a ocupação do Terreiro do Paço. As forças da Escola Prática de Cavalaria eram comandadas pelo então Capitão Salgueiro Maia. O Terreiro do Paço foi ocupado às primeiras horas da manhã.


Lisboa, 25 de Abril de 1974. O capitão Salgueiro Maia, isolado e de braços abertos, detém o avanço dos tanques do Regimento de Cavalaria 7, que ainda é fiel à ditadura. No momento retratado pela imagem, os soldados deste regimento desobedecem às ordens de disparar contra o heróico capitão. Em seguida, rendem-se e juntam-se às tropas revoltosas.

Salgueiro Maia moveu, mais tarde, parte das suas forças para o Quartel do Carmo onde se encontrava o chefe do governo, Marcello Caetano, que ao final do dia se rendeu, fazendo, contudo, a exigência de entregar o poder ao General António de Spínola, que não fazia parte do MFA, para que o "poder não caísse na rua". Marcello Caetano partiu, depois, para a Madeira, rumo ao exílio no Brasil.

A revolução resultou na morte de 4 pessoas, quando elementos da polícia política (PIDE) dispararam sobre um grupo que se manifestava à porta das suas instalações na Rua António Maria Cardoso, em Lisboa.



Cravo

O cravo tornou-se o símbolo da Revolução de Abril de 1974. Com o amanhecer. as pessoas começaram a juntar-se nas ruas, solidárias com os soldados revoltosos; alguém (existem várias versões, sobre quem terá sido, mas uma delas é que uma florista, contratada para levar cravos para a abertura de um hotel, foi vista por um soldado que pôs um cravo na espingarda), começou a distribuir cravos vermelhos pelos soldados, que depressa os colocaram nos canos das espingardas.

Consequências


Muro na Chamusca, com uma dedicatória ao 25 de Abril

No dia seguinte, forma-se a Junta de Salvação Nacional, constituída por militares, e que procederá a um governo de transição. O essencial do programa do MFA é, amiúde, resumido no programa dos três D: Democratizar, Descolonizar, Desenvolver.

Entre as medidas imediatas da revolução contam-se a extinção da polícia política (PIDE/DGS) e da Censura. Os sindicatos livres e os partidos foram legalizados. Só a 26 foram libertados os presos políticos, da Prisão de Caxias e de Peniche. Os líderes políticos da oposição no exílio voltaram ao país nos dias seguintes. Passada uma semana, o 1º de Maio foi celebrado legalmente nas ruas, pela primeira vez em muitos anos. Em Lisboa reuniram-se cerca de um milhão de pessoas.


1º de Maio de 1974

Portugal passou por um período conturbado que durou cerca de 2 anos, comummente referido como PREC (Processo Revolucionário Em Curso), marcado pela luta e perseguição politica entre as facções de esquerda e direita. Foram nacionalizadas as grandes empresas. Foram igualmente "saneadas" e muitas vezes forçadas ao exílio, personalidades que se identificavam com o Estado Novo ou não partilhavam da mesma visão politica, que então se estabelecia para o país.

No dia 25 de Abril de 1975, realizaram-se as primeiras eleições livres, para a Assembleia Constituinte, que foram ganhas pelo PS. Na sequência dos trabalhos desta assembleia, foi elaborada uma nova Constituição, de forte pendor socialista, e estabelecida uma democracia parlamentar de tipo ocidental. A constituição foi aprovada em 1976 pela maioria dos deputados, abstendo-se apenas o CDS.

Tempos do PREC
Tempos do PREC

A guerra colonial acabou e, durante o PREC, as colónias africanas e Timor-Leste tornaram-se independentes.

O 25 de Abril visto 34 anos depois

O 25 de Abril de 1974 continua a dividir a sociedade portuguesa, sobretudo nos estratos mais velhos da população, que viveram os acontecimentos, nas facções extremas do espectro político e nas pessoas politicamente mais empenhadas. A análise que se segue refere-se apenas às divisões entre estes estratos sociais.

Existem actualmente dois pontos de vista dominantes na sociedade portuguesa. em relação ao 25 de Abril.

Quase todos reconhecem, de uma forma ou de outra, que o 25 de Abril representou um grande salto no desenvolvimento politico-social do país. Mas as pessoas mais à esquerda do espectro político tendem a pensar que o espírito inicial da revolução se perdeu. O PCP lamenta que a revolução não tenha ido mais longe e que muitas das conquistas da revolução se fossem perdendo.

As pessoas mais à direita lamentam a forma como a descolonização e as nacionalizações foram feitas, no periodo imediato ao 25 de Abril de 74, que condicioram sobremaneira o crescimento de uma economia já então fraca.

Filmes

As Armas e o Povo - (Portugal, 1975), p/b 16/35 mm, 80 min, filme colectivo que retrata a primeira semana de revolução, cobrindo os acontecimentos do 25 de Abril ao 1º de Maio de 1974.
Cravos de Abril – (Portugal, 1976), documentário histórico, p/b e cor 16 mm, 28 min, de Ricardo Costa, retratando os eventos desde o 25 de Abril até ao 1º de Maio. Ver referências em francês.
Scenes from the Class Struggle in Portugal - (US/Portugal 1977), 16mm, p/b e cor, 85 min, de Robert Krammer e Philip Spinelli.
Capitães de Abril, 1997, ficção de Maria de Medeiros.

Fotos
25 fotos de Abril - de Eduardo Gageiro

http://www.pcp.pt/actpol/temas/25abril/ ... fotos.html

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MensagemAssunto: Otelo: "Cunhal era o meu principal inimigo"   Seg Abr 25, 2011 11:06 am

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Otelo: "Cunhal era o meu principal inimigo"

por DN.pt
Hoje


O operacional do 25 de Abril diz que "se o FMI atingir os militares pode criar condições para uma revolta".

O "i" traz hoje uma entrevista a Otelo Saraiva de Carvalho a propósito do lançamento do seu livro "O dia inicial". Eduardo Lourenço, que assina o prefácio do livro, escreve que o 25 de Abril foi "o dia de pura glória de Otelo e não terá outro maior". Talvez por isso Otelo insista na ideia que, no dia 26, a sua missão estava cumprida e o seu desejo era voltar a dar aulas na Academia Militar. Não foi assim e, 37 anos depois, Otelo defende, coma a mesma convicção de outros tempos, a democracia directa e justifica os excessos do PREC.

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MensagemAssunto: Re: Efemérides   Seg Abr 25, 2011 5:07 pm

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Comemoração do 25 de Abril

Discurso de Jorge Sampaio



Discurso de Mário Soares



Discurso de Ramalho Eanes



Discurso de Cavaco Silva



Agora é só esperar... para ver o efeito...

Twisted Evil

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MensagemAssunto: Dia da mãe   Dom Maio 01, 2011 12:09 pm

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Dia da mãe

Hoje comemora-se o dia da Mãe, em Portugal.

A minha deixou-me há dias e a ela, como a todas as mães do mundo dedico esta singela homenagem




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MensagemAssunto: Dia da Europa   Sab Maio 07, 2011 2:47 pm

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"A Europa está mal e eu estou muito preocupado"

por Lusa
Hoje


O antigo Presidente da República e primeiro-ministro manifestou-se "muito preocupado" com a "decadência da Europa", a que não são alheias "fracas lideranças" e o desvirtuamento das famílias políticas da democracia-cristã e do socialismo democrático.

"A Europa está mal e eu estou muito preocupado com o que se pode passar na Europa e com a decadência da Europa", disse Mário Soares à Lusa.

Numa declaração a propósito do Dia da Europa que se assinala segunda-feira, o principal responsável pela adesão de Portugal à então Comunidade Económica Europeia (CEE) considerou que a UE não tem estado à altura da solidariedade que o momento atual exige. "Estávamos no centro do Mundo, numa situação óptima, éramos uma sociedade perfeita ou quase perfeita, de bem-estar, de liberdade e democracia. Agora, vamos passar dificuldades, como está a passar a Grécia e a Irlanda e outros países se seguirão", declarou.

Uma situação para a qual contribuem as "fracas lideranças" que Mário Soares encontra à frente dos países europeus.

No mesmo sentido, o professor universitário, antigo presidente do CDS e antigo ministro do Estado Novo Adriano Moreira defende que "o espírito dos fundadores está afectado e o progresso da União Europeia precisa de recuperar esse espírito, e também de recuperar líderes da mesma qualidade."

Na apresentação do livro "No centro do furacão", que reúne textos de Mário Soares, muitos dos quais acerca do estado da Europa, o antigo Chefe de Estado e de Governo referiu-se também ao papel das "famílias políticas que fizeram a Europa", o "socialismo democrático e democracia-cristã (que se baseava na doutrina social da Igreja)", nesta "decadência" do projeto europeu.

Para Soares, "os democratas-cristãos ou acabaram ou os partidos que se assumem como democratas-cristãos tornaram-se populistas ou populares, com uma estrutura neo-liberal muito vincada". Por outro lado, "os socialistas deixaram também de ser socialistas, sobretudo com Blair e a terceira via, com uma estrutura que nada tinha a ver com o socialismo democrático".

A debilidade europeia ficou igualmente patente na reacção às revoltas no mundo árabe, defendeu Mário Soares, sublinhando que foram movimentos "a favor da liberdade", cujos participantes "não dizem uma palavra contra Israel, contra os Estados Unidos e a Europa".

"Reclamam mais solidariedade, mais democracia, um fenómeno extraordinário que nos devia dar uma grande alegria porque é o reconhecimento que lançámos uma semente que floresceu. Mas não há reações ou há reações desencontradas por parte dos líderes europeus", afirmou.

ACL/LMV.

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RMaria

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MensagemAssunto: Dia da Europa   Seg Maio 09, 2011 12:39 pm

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27 Estados-membros assinalam hoje a efeméride

por Lusa
Hoje


A União Europeia celebra hoje o 61.º aniversário do Dia da Europa com diversos eventos públicos nos 27 Estados-membros, incluindo em Portugal, para assinalar os feitos desde 9 de Maio de 1950.

As comemorações têm este ano como tema central "A Juventude em Movimento -- Aposta em Ti".

A data assinala o 9 de Maio de 1950, quando o ministro dos Negócios Estrangeiros francês Robert Schuman apresentou a proposta de aprofundamento das relações entre países europeus, criando-se uma comunidade organizada de nações numa Europa que tinha as memórias da guerra ainda muito próximas.

A proposta, conhecida como "Declaração Schuman", símbolo dos ideais mais nobres da Europa e do projeto europeu, está na base da atual União Europeia.

Em Portugal continental e ilhas estão previstas várias iniciativas de cariz cultural, como exposições, concertos e palestras, em diversas cidades.

Em Lisboa, o músico Pedro Caldeira Cabral irá dar um concerto de guitarra portuguesa no Mosteiro dos Jerónimos.

Na sede do Parlamento Europeu, em Estrasburgo (França), será realizada durante a tarde uma sessão especial, onde será evocado o discurso de Schumann.

Também está prevista uma intervenção do presidente do Parlamento Europeu, Jerzy Buzek, e um recital de piano a cargo do pianista italiano Giovanni Bellucci.

Horas antes, Buzek estará em Florença, Itália, para assinalar a efeméride num seminário.

Na iniciativa, promovida pelo Instituto Universitário Europeu, também está prevista a presença do presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, e de Jacques Delors, antigo presidente da Comissão Europeia.

As novas tecnologias não foram esquecidas e os deputados europeus vão participar em Estrasburgo num 'blog' intitulado "The Lisboners" - "A Política vista do Parlamento Europeu".

O historiador português Rui Tavares, independente eleito nas listas do Bloco de Esquerda, será um dos participantes.

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Fantômas

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MensagemAssunto: Dia da Biodiversidade    Dom Maio 22, 2011 5:42 pm

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Dia da Biodiversidade assinalado em todo o país

por Lusa
Hoje

Iniciativas variadas de entidades públicas e privadas assinalam hoje o Dia Internacional da Biodiversidade em áreas como observação de aves marinhas, conferências ou criação da InBio-Rede Nacional de Investigação em Biodiversidade e Biologia Evolutiva

Com o objectivo de transmitir conhecimentos sobre a natureza, as várias espécies, de animais e plantas, e os ecossistemas, este Dia instituído pela UNESCO em 2000 alerta para a necessidade de proteger a biodiversidade de ameaças resultantes da atividade humana.

No âmbito da celebração do Dia Internacional da Biodiversidade, os parceiros da BirdLife Europa celebram "a beleza da natureza", através do evento "De olho nas Aves", e a Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves (SPEA) estará no Cabo Carvoeiro (Peniche) para "apresentar" algumas das aves marinhas mais emblemáticas da costa.

O secretário de Estado do Ambiente, Humberto Rosa, vai estar na Arrábida, em Setúbal, para verificar a recuperação de biodiversidade, debaixo de água, neste parque natural.

O Centro Ciência Viva de Bragança e o Centro de Investigação de Montanha, do Instituto Politécnico de Bragança, organizam um dia temático dedicado à "Natureza domesticada - diversidade genética e seleção".

O Instituto da Conservação da Natureza e Biodiversidade (ICNB) assina, na segunda-feira, um Acordo de Cooperação Estratégica na área do conhecimento e investigação com o CIBIO-Centro de Investigação em Biodiversidade e Recursos Genéticos da Universidade do Porto e com o CEABN-Centro de Ecologia Aplicada Baeta Neves do Instituto Superior de Agronomia para constituir o InBio-Rede Nacional de Investigação em Biodiversidade e Biologia Evolutiva.

O acordo tem como objetivo enquadrar e promover a colaboração e cooperação científica e técnica entre as referidas entidades, nomeadamente nos domínios da investigação, desenvolvimento e divulgação científica, aplicados à conservação e utilização sustentável da biodiversidade.

Em Lisboa realiza-se a conferência "A relevância da biodiversidade" e na Maia o encontro "Biodiversidade à minha volta".

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Romy

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MensagemAssunto: Em 6 de Agosto de 1966...   Sex Ago 05, 2011 6:17 pm

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Quarenta e cinco anos entre margens assinalam-se amanhã

por DN.pt e Lusa
Hoje


Há 45 anos, mais precisamente a 6 de Agosto de 1966 logo pela manhã, filas intermináveis de carros tentavam fazer a travessia inaugural da ponte 25 de Abril, cujo nome original era "Ponte Salazar", em função do regime.

A "Ponte Salazar" era, à época, a maior construção do género na Europa e uma das maiores do mundo. Custou mais de 2,1 milhões de contos, precisou de mais de 72 mil toneladas de betão, e chegou a ter, num só dia, as mãos de três mil homens a trabalhar para erguê-la. O regime fascista de António Oliveira Salaza, que ordenou a construção da infraestrutura e fez dela sua homónima, fez questão de organizar uma inauguração repleta de pompa e circunstância. Depois da revolução de 25 de Abril de 1974, que depôs a ditadura, a ponte mudou de nome. Os primeiros utentes pagaram 20 escudos (10 cêntimos) para fazer a travessia. Hoje, 45 anos depois, o bilhete da portagem custa quase 15 vezes mais.

De acordo com dados da Lusoponte, concessionária da primeira travessia sobre o Tejo desde 1996, o preço da portagem paga por um veículo ligeiro desde essa altura até hoje quase duplicou. Entre os momentos que marcaram a história da ponte, que se cruza com a história da contestação às portagens, destacam-se os protestos do dia 24 de Junho de 1994, durante o Governo de Cavaco Silva.

Dezenas de camionistas bloquearam a travessia em protesto contra o aumento de 50 por cento nas portagens, que iria custear a construção da Ponte Vasco da Gama. Depois de largas horas de bloqueio por parte dos manifestantes, a polícia avançou sobre eles. Houve confrontos, diversas detenções, mais de uma dezena de feridos e um jovem ficou paraplégico depois de ter sido atingido por um tiro.

O 'buzinão' foi sempre um clássico da contestação às portagens na ponte, mas nunca como nesse ano. Desde 1966 o número de veículos a passar a ponte não parou de aumentar. Hoje a 25 de Abril recebe mais de 150 mil veículos por dia e cerca de 56 mil composições ferroviárias por ano. Tem uma média de 300 mil utilizadores diários.

In DN

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MensagemAssunto: Re: Efemérides   

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Efemérides
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