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MensagemAssunto: Em 15 de Dezembro de 1961...   Dom Dez 14, 2008 11:37 pm

A 15 de Dezembro de 1961, em Niterói, estreava o Gran Circus Norte-Americano, sem que ninguém pudesse imaginar a tragéwdia que sobre ele se abateria, dois dias depois.


Gran Circus Norte-Americano


O Gran Circus Norte-Americano estreou em Niterói, no dia 15 de Dezembro de 1961.

Os anúncios diziam que era o maior e mais completo circo da América Latina, com cerca de sessenta artistas, vinte empregados e 150 animais.

O dono do circo, Danilo Stevanovich, havia comprado uma lona nova, que pesava seis toneladas e seria de nylon - detalhe que fazia parte da propaganda do circo. O Norte-Americano chegara a Niterói uma semana antes da estréia e instalara-se na Praça Expedicionário, no centro da cidade.

A tragédia


Dequinha

A montagem do circo demandava tempo e muita mão-de-obra, pelo que Danilo contratou perto de 50 trabalhadores para a montagem. Um deles, Adilson Marcelino Alves, o Dequinha, tinha antecedentes por furto e apresentava problemas mentais. Trabalhou dois dias, foi demitido por Danilo Stevanovich e, inconformado, passou a rondar as imediações do circo.

No dia da estréia, 15 de Dezembro, o circo estava tão cheio, que Danilo Stevanovich mandou suspender a venda de ingressos, para frustração de muitos. Nessa noite, Dequinha tentou entrar no circo sem pagar, mas foi visto e impedido pelo tratador de elefantes, Edmílson Juvêncio.

No dia seguinte, sábado, Dequinha continuava a perambular pelo circo e começou a provocar o funcionário Maciel Felizardo. Segundo Felizardo, Dequinha cismou que fora por sua causa, que Danilo o demitira. Os dois discutiram e Felizardo acabou por agredir Dequinha, que reagiu e jurou vingança.

Na tarde de 17 de Dezembro, Dequinha convidou José dos Santos, o Pardal, e Walter Rosa dos Santos, o Bigode, para porem fogo no circo. Encontraram-se no local denominado Ponto de Cem Réis, no Fonseca, e decidiram pôr em prática o plano de vingança. Um dos comparsas do Dequinha comprou a gasolina, e advertiu-o de que o circo estava muito cheio e alguém podia morrer, mas ele retruco,u dizendo que queria vingança.



Com 3000 pessoas na platéia, faltavam vinte minutos para o espetáculo acabar, quando uma trapezista percebeu o incêndio. Em pouco mais de cinco minutos, o circo foi completamente devorado pelas chamas. 372 pessoas morreram na hora e, aos poucos, vários feridos morriam também, chegando a 500 o número de vítimas fatais. 70% das vítimas eram crianças. Dizia-se que a lona era de nylon, mas, na verdade, era de um tecido altamente inflamável.

Com base no depoimento de funcionários do circo, que acompanharam as ameaças, Dequinha, foi preso, em 22 de Dezembro, denunciando os cúmplices Bigode e Pardal, que também foram presos.

Em 24 de Outubro de 1962, Dequinha foi condenado a dezesseis anos de prisão e mais de internamento num manicómio judicial, como medida de segurança, mas foi assassinado em 1973, menos de um mês depois de ter fugido da cadeia. Bigode recebeu 16 anos de condenação, mais um ano em colónia agrícola. Pardal foi condenado a 14 anos, mais dois anos em colónia agrícola.



Televisão

No mês de Junho de 2006, o programa Linha Direta Justiça, da Rede Globo apresentou a história do incêndio do Gran Circus Americano. No papel de dono do circo estava o actor Dalton Vigh e, como Leni, a jovem atriz Ana Roberta Gualda.

Música

Em 1964, na 5ª faixa do LP Gaúcho Autêntico, Teixeirinha lembrou o caso e registou-o com a faixa de nome: Tragédia no Circo, tal foi a repercussão nacional deste triste acontecimento.

Dezessete de Dezembro

Foi triste o que aconteceu

A capital Niterói,

De luto anoiteceu

O Brasil todo chorava,

O mundo se comoveu

Com o grande incêndio do circo

Quantas pessoas "morreu".


Nada sobrou do circo


Foram centenas de pessoas

Queimadas perderam a vida,

Outras centenas ficaram

Sofrendo a dor dolorida,

Quantas mães "ficou" sem filhos,

E filhos, sem mãe querida.

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Romy

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MensagemAssunto: Em 16 de Dezembro de 1761...   Seg Dez 15, 2008 11:13 pm

A 16 de Dezembro de 1761, sob o comando de Pyotr Rumyantsev, os russos tomavam a fortalerza de Kolobrzeg da Prússia (Guerra dos Sete Anos).


Guerra dos Sete Anos

A Guerra dos Sete Anos foi uma série de conflitos internacionais, entre 1756 e 1763, durante o reinado de Luís XV, entre a França, a Áustria e seus aliados (Saxónia, Rússia, Suécia e Espanha), de um lado, e a Inglaterra, a Prússia e Hannover, de outro.

Vários factores desencadearam a guerra: a preocupação das potências européias com o crescente prestígio e poderio de Frederico II, o Grande, Rei da Prússia, as disputas entre a Áustria e a Prússia pela posse da Silésia, província oriental alemã, que passara ao domínio prussiano em 1742, durante a guerra de sucessão austríaca e a disputa entre a Grã-Bretanha e a França pelo controle comercial e marítimo das colónias das Índias e da América do Norte.

A fase norte-americana foi denominada Guerra Franco-Indígena (ou Guerra Francesa e Indígena), e participaram a Inglaterra e suas colónias norte-americanas contra a França e seus aliados . A fase asiática iniciou o domínio britânico nas Índias.

Foi o primeiro conflito com carácter mundial, e o resultado é muitas vezes apontado como o ponto fulcral, que deu início à era moderna. A Guerra foi precedida por uma reformulação do sistema de alianças entre as principais potências europeias, a chamada Revolução Diplomática de 1756, e caracterizou-se pelas sucessivas derrotas francesas na Alemanha (Rossbach), no Canadá (queda de Québec e Montreal) e na Índia.

Principais batalhas

As principais batalhas, em território europeu foram:

Batalha de Minorca (20/05/1756)
Batalha de Lobositz (01/10/1756)
Batalha de Reichenberg (21/04/1757)
Batalha de Praga (06/05/1757)


Batalha de Kolin (18/06/1757)

Batalha de Hastenbeck (26/07/1757)
Batalha de Gross-Jägersdorf (30/08/1957)
Batalha de Moys (07/09/1957)
Batalha de Rossbach (05/11/1957)
Batalha de Breslau (22/11/1957)
Batalha de Leuthen (05/12/1757)
Batalha de Krefeld (23/06/1758)
Batalha de Zorndorf (25/08/1758)
Batalha de Hochkirch (14/10/1958)
Batalha de Bergen (13/04/1759)
Batalha de Kay (23/07/1759)
Batalha de Minden (01/08/1759)
Batalha de Kunersdorf (12/08/1759)
Batalha de Hoyerswerda
Batalha de Maxen (21/11/1759)
Batalha de Meissen (04/12/1759)
Batalha de Landshut (23/06/1759)
Batalha de Warburg (01/08/1760)
Batalha de Liegnitz (15/08/1760)
Batalha de Torgau (03/11/1760)
Batalha de Villinghausen (1761)
Batalha de Burkersdorf (21/07/1762)
Batalha de Lutterberg
Batalha de Freiberg

Motivos da guerra


Rota da Expedição de Braddock.

A guerra deu continuidade a disputas, não apaziguadas pelo Tratado de Aix-la-Chapelle (1748), tinha relação com a rivalidade colonial e económica anglo-francesa, e com a luta pela supremacia nos Estados Alemães entre a Áustria e a Prússia. Prosseguiu na América do Norte, com a expedição de Braddock que, entre 1695 e 1755, comandou as forças britânicas contra os franceses e indígenas. Cada facção estava insatisfeita com seus antigos aliados. A Inglaterra tomou a iniciativa quando capturou trezentos navios franceses, sem declarar guerra, e de seguida, com o Acordo de Westminster (1756), estabelece uma aliança militar com Frederico II da Prússia para defender Hanover de um possível ataque francês.

A França, por sua vez, com os dois Tratados de Versalhes (1756 e 1757) obtém a promessa de aliança de Maria Teresa da Áustria e de seu ministro Kaunitz. Maria Teresa também se aliou com Elizabeth da Rússia.

Desenrolar da guerra


Operações do exército russo partindo do território polaco

Ao longo dos sete anos, 1756-1763, as grandes potências europeias levam a guerra às suas possessões em todo o mundo. Enquanto nas colónias americanas e da Índia os sucessos pertencem aos Ingleses, e apesar da tentativa do "Pacto de Família" com os Bourbons da Espanha, na Europa, numa fase inicial, a aliança franco-austríaca é bem sucedida, contando com a ajuda dos príncipes alsacianos, da Suécia e da Rússia.

A guerra na Europa teve início no verão de 1756, quando Frederico II da Prússia resolveu, preventivamente, atacar a Saxónia, estado do Sacro Império Germânico aliado da Áustria de Maria Teresa, e ocupar a capital, Dresden. Em poucas semanas logrou capturar a totalidade do exército saxão (18 mil homens) em Pirna. Adiantava-se, assim, ao iminente ataque, preparado contra a Prússia pela coalizão formada pela Áustria, Rússia, Suécia, Saxônia e França.

Embora tivesse o melhor exército da Europa, a situação estratégica da Prússia era preocupante. A Prússia, como um todo, estava ameaçada ao norte pela Suécia (que dispunha de um exército pequeno) e pela Áustria ao sul. A oeste, um punhado de príncipes alemães, fiéis a Maria Teresa, formara um exército contrário a Frederico e que viria a operar na Saxónia. A noroeste, o Hanôver, apoiado por tropas britânicas, oferecia uma ilusória protecção aos prussianos. A leste, a neutra Polónia era uma nação permeável às tropas russas que, num primeiro momento, estavam interessadas em ocupar a Prússia Oriental.


Operações da Guerra dos Sete Anos em 1756

Durante o ano de 1756, as tropas prussianas obtiveram uma série de vitórias. Frederico II invadiu a Boémia e, em 6 de Maio de 1757, bateu os austríacos na disputada batalha de Praga, mas acabou por ser derrotado, em 18 de Junho, pelo marechal austríaco Daun, em Kolin, o que o obrigou a abandonar a Boémia. A Prússia, a partir de então, foi obrigada a enfrentar uma guerra defensiva em três frentes: a Suécia atacou a Pomerânia, as tropas russas invadiram a região oriental, obtendo uma importante vitória, a França penetrou na Prússia ocidental e os austríacos marcharam sobre a Silésia.

Apesar da inferioridade do exército ante as tropas inimigas, o rei obteve duas grandes vitórias em 1757: em 5 de Novembro infligiu uma esmagadora derrota a um exército franco-germânico em Rossbach e, em 5 de Dezembro, esmagou os austríacos em Leuthen, na Silésia, salvando a Prússia de uma invasão.

Frederico foi muito pressionado em 1758, mas derrotou, em Zorndorf, as tropas russas, que ameaçavam Berlim, e fez com que recuassem para Landsberg e Königsberg. Ferdinando de Brunswick protegeu o flanco ocidental com um exército anglo-hanoveriano. Na batalha de Hochkirch, no entanto, o inesperado ataque dos austríacos obrigou o rei prussiano a recuar até Dresden. Em Agosto de 1759, Frederico sofreria a sua mais terrível derrota, em Kunersdorf, ao atacar uma força austro-russa reunida a leste do rio Oder. Apenas o desentendimento entre as tropas austríacas e russas e a logística podem explicar a salvação de Berlim, naquele ano.


Frederico II

Em situação precária, o rei recuperou sua capacidade ofensiva, graças a um novo tratado com a Inglaterra, que lhe forneceu a ajuda financeira necessária ao prosseguimento da guerra. Em 1760 as tropas prussianas iniciaram o seu avanço em direção à Silésia, onde venceram os russos e os austríacos. As forças militares do monarca prussiano, embora prodigiosas, começavam a mostrar sinais de esgotamento. Nesse mesmo ano seria travado o último grande combate de Frederico II: a batalha de Torgau, em que prussianos e austríacos sofreram pesadas baixas.

Ocorreu então o que é chamado pelos historiadores austríacos de o "milagre da Casa de Brandemburgo": com a morte da czarina Elizabeth, em 1762, subiu ao trono russo seu sobrinho, Pedro III, que nutria grande admiração por Frederico e pela Prússia. Rompeu-se assim a coligação antiprussiana. O novo czar não apenas reverteu a sua política e assinou um armistício com Frederico II (deixando o rei livre da frente oriental), como também actuou como mediador entre prussianos e suecos. Pôs seu exército à disposição do rei e juntou-se aos prussianos para expulsar os austríacos da Silésia. Pedro III foi assassinado meses depois de subir ao trono, mas a sua viúva e sucessora, Catarina II, a Grande, manteve a paz com a Prússia.


Pedro III

Sem o apoio do Exército russo, os austríacos foram derrotados em Burkersdorf e Freiberg.

Operações nas colónias

Paralelamente aos conflitos nos campos de batalha da região central da Europa, os combates travados entre a Inglaterra e a França, pela posse das colónias da América do Norte e das Índias estenderam-se às Índias Ocidentais, oeste da África, Mediterrâneo, Canadá e Caribe.

A ocupação da ilha de Minorca, então possessão inglesa, pelos franceses, em 1756, provocou o bloqueio inglês às costas da França em Toulon e Brest, o que deixou indefeso o Canadá francês, ante dos ataques lançados pelos ingleses às colónias ao sul do rio São Lourenço.

Em Julho de 1757, o primeiro-ministro Pitt, o Velho, subiu ao poder na Inglaterra e conduziu a guerra com habilidade e vigor. Enquanto a França se via limitada pelos seus compromissos continentais, a Grã-Bretanha tomava o controle do Atlântico e isolava as forças francesas na América do Norte. Precisando de reforços, Louisbourg caiu em 1758. O ano de 1759 foi de vitórias britânicas - Wolfe capturou Québec, Ferdinando derrotou o exército francês em Minden e Hawke destruiu a frota francesa na baía de Quiberon. Com a tomada de Montreal, em 1760, depois das vitórias navais britânicas da Baía de Quiberon e Lagos, todas as possessões francesas no Canadá passaram para as mãos dos ingleses, que conquistaram ainda alguns portos do Mediterrâneo.


Encontro de Robert Clive com Mir Jafar após a batalha de Plassey, por Francis Hayman

Na Índia, Clive havia conseguido o controle de Bengala, em Plassey. Os franceses renderam-se nas Índias, em 1761. O almirante Boscawen atacou com sucesso as Índias Ocidentais francesas. Em 1761, a Espanha entrou na guerra e Pitt renunciou. A França assinara com a Espanha o chamado "pacto de família", pelo qual os ingleses perderam acesso aos portos de Portugal, o que provocou a invasão de Cuba pela Inglaterra e a ocupação de Manila, nas Índias Ocidentais. Até o ano de 1763, os britânicos controlavam a Havana espanhola e todas as ilhas francesas, com exceção de Santo Domingo.

Em meados do século XVIII o relacionamento saudável entre a Inglaterra e as 13 colónias foi modificado devido a dois fatores paralelos:

A ocorrência da revolução industrial.
A vitória das 13 colônias na guerra dos 7 anos.

A paz

Todos estavam dispostos a um acordo de paz. No cômputo global do conflito, a Inglaterra e a Prússia foram as grandes vitoriosas.


Silésia

Em 1762, o Tratado de São Petersburgo devolveu a Pomerânia à Prússia. Pelo Tratado de Paris, firmado em 1763, franceses, austríacos e ingleses assinarem a paz. No acordo firmado, os ingleses ganham o Canadá e parte da Louisiana, Flórida (que foi cedida pela Espanha), algumas ilhas das Antilhas (São Vicente, Tobago, Granada e Granadinas), São Luís, e feitorias costeiras do Senegal, na África, além de ter de reconhecer todas as conquistas inglesas nas Índias Ocidentais. A favor de Espanha, para compensá-la dos prejuízos advindos da guerra, a França cedeu o resto da Louisiana e Nova Orleans. Perdia também os franceses toda a influência na Índia.

Finalmente, em 15 de Fevereiro de 1763, foi firmada a paz definitiva em Hubertusburgo. Pelo Tratado de Hubertsburg, a Áustria renunciou definitivamente à Silésia, cedendo-a à Prússia, enquanto a Polónia era dividida pela primeira vez, pela Prússia, Rússia e Áustria.

A Prússia afirma-se como concorrente da Áustria, na liderança dos estados alemães, lançando as bases do futuro Império Alemão. As importantes vitórias inglesas sobre a França, solidificadas no Tratado de Paris, lançam as bases do futuro Império Colonial Britânico.

No Brasil houve repercussão dessa luta. Portugal não aderiu ao "pacto de família", o que motivou o ataque dos espanhóis do rio da Prata ao sul do Brasil. O Tratado de Santo Ildefonso, assinado em 1777, encerrou o conflito: a Espanha tomou posse da Colónia de Sacramento e de grande parte do actual território do Rio Grande do Sul, enquanto Portugal recuperava a ilha de Santa Catarina.


Memorial da Guerra dos Sete Anos em Krefeld (Renânia do Norte-Vestfália).


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MensagemAssunto: Em 17 de Dezembro de 1925...   Qua Dez 17, 2008 12:16 am

A 17 de Dezembro de 1925, Manuel Teixeira Gomes partia para o exílio voluntário, rumo à Argélia.


Manuel Teixeira Gomes

Manuel Teixeira Gomes (Vila Nova de Portimão, 27 de Maio de 1860[1] — Bougie (Argélia), 18 de Outubro de 1941) foi o sétimo presidente da Primeira República Portuguesa de 6 de Outubro de 1923 a 11 de Dezembro de 1925. Foi também escritor.

Biografia

Foi filho de José Líbano Gomes e Maria da Glória Teixeira Gomes. Educado pelos pais até entrar no Colégio de São Luís Gonzaga, em Portimão, é enviado aos 10 anos, para o seminário de Coimbra, onde frequenta depois a Universidade, em Medicina. Cedo desiste do curso e, contrariando a vontade do pai, muda-se para Lisboa, onde pertencerá ao círculo de Fialho de Almeida e João de Deus. Mais tarde, conhecerá outros vultos importantes da cultura literária da época, como Marcelino Mesquita, Gomes Leal e António Nobre.


Colégio de S. Luis Gonzaga

O pai, com alguma visão de futuro, decide continuar a apoiar financeiramente a nova vida de cariz boémio, permitindo assim que Manuel consiga desenvolver uma forte tendência para as artes, nomeadamente na literatura, pintura e escultura. Tendo-se decidido pela literatura, não deixa, no entanto, de admirar as outras artes, tornando-se amigo de grandes mestres, como Columbano Bordalo Pinheiro.

Vive depois no Porto, onde conheceu Sampaio Bruno, tendo sido neste período que começa a colaborar em revistas e jornais, entre eles "O Primeiro de Janeiro" e "Folha Nova".

Depois de se reconciliar novamente com a família, viaja pela Europa, norte de África e Próximo Oriente, em representação comercial, para negociar os produtos agrícolas produzidos pelas propriedades do pai (frutos secos, nomeadamente amêndoa e figo) o que alarga consideravelmente os seus horizontes culturais.


Jorge V

Após a implantação da República, exerce o cargo de ministro plenipotenciário de Portugal em Inglaterra. Em 11 de Outubro de 1911 apresenta as suas credenciais ao rei Jorge V do Reino Unido, em Londres, cidade onde então se encontrava a família real portuguesa no exílio.

Eleito Presidente da República a 6 de Agosto de 1923, viria a demitir-se das suas funções a 11 de Dezembro de 1925, num contexto de grande perturbação política e social. A sua vontade em dedicar-se exclusivamente à obra literária, foi a sua justificação oficial para a renúncia.

A 17 de Dezembro, embarca no paquete holandês "Zeus" rumo a Oran (Argélia) num auto-exílio voluntário, sempre em oposição ao regime de Salazar, nunca regressando em vida a Portugal.


Argélia

Morre em 1941 e só em Outubro de 1950 os seus restos mortais voltam a Portugal, numa cerimónia que veio a tornar-se provavelmente na mais controversa manifestação popular, ocorrida na já então cidade de Portimão, nos tempos da ditadura de Salazar, onde estiveram presentes as suas duas filhas, Ana Rosa Teixeira Gomes Calapez e Maria Manuela Teixeira Gomes Pearce de Azevedo.

Deixou uma importante obra literária, integrada na corrente nefelibata e uranista. As suas obras completas estão disponíveis ao grande público através de edição recente..

Citação

"A política longe de me oferecer encantos ou compensações converteu-se para mim, talvez por exagerada sensibilidade minha, num sacrifício inglório. Dia a dia, vejo desfolhar, de uma imaginária jarra de cristal, as minhas ilusões políticas. Sinto uma necessidade porventura fisiológica, de voltar às minhas preferências, às minhas cadeiras e aos meus livros.".


Casa Museu Manuel Teixeira Gomes

Principais obras literárias
Cartas sem Moral Nenhuma (1904)
Agosto Azul (1904)
Sabrina Freire (1905)
Desenhos e Anedotas de João de Deus (1907)
Gente Singular (1909)
Cartas a Columbano (1932)
Novelas Eróticas (1935)
Regressos (1935)
Miscelânea (1937)
Maria Adelaide (1938)
Carnaval Literário (1938).

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MensagemAssunto: Em 18 de Dezembro de 1954...   Qua Dez 17, 2008 10:34 pm

A 18 de Dezembro de 1954, era criado o município de Não-Me-Toque, no Rio Grande do Sul (Brasil).


Município de Não-Me-Toques

Não-Me-Toques é um município brasileiro do estado do Rio Grande do Sul. Localiza-se a uma latitude 28º27'33" sul e a uma longitude 52º49'15" oeste. Está a uma altitude de 514 metros.

História

As terras do hoje município de Não-Me-Toques, como noutros municípios da região, tiveram índios como primeiros habitantes nativos.


Lagoa dos três Cantos

A partir de 1827, começaram a chegar, à região do Planalto Médio elementos lusos, iniciando a atividade pecuária nas grandes estâncias por eles instaladas.

Em meados do século XX, os descendentes de italianos e alemães buscam na Col´´onia Nova do "Alto Jacuhy" (hoje Alto Jacuí) melhores condições de vida e, nos lotes de terras adquiridos, dedicam-se à agricultura e à extracção de madeira, bem como à instalação de pequenas fábricas e casas comerciais, tornando Não-Me-Toques sede da Colónia do "Ato Jacuhy" (1900).

A religião e a educação foram sempre as molas propulsoras do pequeno povoado, que passou à vila, fazendo parte das terras de Rio Pardo, Cruz Alta, para posteriormente se tornar distrito de Passo Fundo e Carazinho.


Carazinho - Ópera Don Guanella

A partir de 1949, começam a chegar os imigrantes holandeses e o município passa a ser o berço da imigração holandesa, no Rio Grande do Sul.

Em 18 de Dezembro de 1954 foi criado o município de Não-Me-Toques, sendo instalado em 28 de Fevereiro de 1955.

A sua população é composta, principalmente por descendentes de alemães, holandeses, e uma parcela de italianos e portugueses.


Aeroporto

A origem e troca do nome

Entre as várias versões que explicam a origem de "Não-Me-Toques" encontram-se:

Um arbusto de tronco curto e recortado de espinhos, popularmente conhecido como "Não-Me-Toque", de nome científico Dasyphyllum spinescens (Less.) Cabrera, muito abundante na região, na época da colonização italo-germânica.

A expressão "não me toques nestas terras", ou "não me toques daqui", foram ditas por um português, referindo-se à sua grande fazenda, da qual nunca pretendia desfazer-se.


Casinha holandesa

Não-Me-Toques já foi conhecida como "Capital da lavoura mecanizada", pois nas décadas de 50 e 60, houve aqui grandes empreendimentos na agrícolas, tornando-a o maior potencial económico da região.

Entre a variedade de culturas e a produção de boas sementes, o trigo foi considerado por muitos anos o "cereal rei" das plantações, inspirando os munícipes a optarem pela troca do nome de Não-Me-Toques para Campo Real (1971).

Depois de intensas campanhas, a população, através de um plebiscito, optou pela antiga denominação de Não-Me-Toques (1976).


Praça de Victor Graeff

Turismo

Março: Páscoa Étnica e Expodireto Cotrijal;
Abril: Baile do Alemão;
Maio: Torneio de Laço (CTG Galpão Amigo);
Huaheau: Torneio de Expolaçobostino
Junho: Noite Italiana Festijanta;
Julho: Festa do Imigrante e Festival Municipal de Corais;
Outubro: Oktoberfest, Arrancadão de Tratores e Encontro Estadual de Corais;
Dezembro: Baile do Chope do Clube União, Festa de São Nicolau, Rodeio Crioulo e Natal Étnico;

Economia

O município é sede da Expodireto Cotrijal, feira agrodinâmica de grande expressão à nível nacional e internacional, onde são realizados anualmente o Fórum Nacional da Soja e da Conferência Mercosul sobre Agronegócio.


Folclore de Não-Me-Toques


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MensagemAssunto: Em 19 de Dezembro, de 1683...   Qui Dez 18, 2008 6:18 pm

A 19 de Dezembro de 1683, em Versalhes, nascia Filipe de Anjou, o primeiro Bourbon a reinar em Espanha.


Filipe V de Espanha

Filipe V de Espanha (Versalhes, 19 de Dezembro de 1683 – 9 de Julho de 1746), conhecido como Filipe de Anjou, antes da sua subida ao trono espanhol, era neto do rei francês Luís XIV, tendo governado a Espanha entre 1700 e 1746, bem como os reinos de Nápoles (até 1707) e da Sicília (até 1713) – foi o primeiro Bourbon a governar a Espanha, tendo-se, desde então, os seus descendentes mantido no poder no país.

O cada vez mais ambicioso Luís XIV desejava ardentemente estender o domínio da sua família à vizinha Espanha, e dessa forma adquirir as ricas possessões da América Espanhola. Contudo, as outras potências europeias receavam a união de dois Estados tão poderosos, tanto quanto a França temia uma reunião da coroas de Espanha e da Áustria, de novo sobre a cabeça de um Habsburgo.


Carlos II de Espanha

Daí ter-se gerado um conflito, motivado pela sucessão de Carlos II de Espanha, que morrera sem filhos, mas designara como sucessor o neto de Luís XIV, Filipe de Anjou. O imperador Leopoldo I da Áustria, parente próximo do rei defunto, julgando-se com direitos ao trono de Espanha, iniciou as hostilidades, e assim teve início a Guerra de Sucessão da Espanha (1701-1713).

Embora tenha saído vencedor e permanecido como rei de Espanha, teve que ceder à Grã-Bretanha a ilha de Menorca, nas Baleares, assim como o rochedo de Gibraltar, e aos Habsburgos da Áustria os Países Baixos espanhóis. A perda dos territórios mencionados marcou apenas o início do declínio espanhol na Europa, por oposição ao da França, agora senhora praticamente incontestada no Continente Europeu, e da Grã-Bretanha, que dominava as rotas do comércio mundial.


Luis I de Espanha

A 14 de Janeiro de 1724, Filipe abdicou a favor do seu filho mais velho, Luís, mas voltaria a assumir a coroa de Espanha sete meses mais tarde, quando o filho faleceu, vítima de varíola.

Filipe ajudou os seus familiares em França a conseguir significativos ganhos territoriais, durante as guerras de sucessão na Polónia e Áustria.

Embora o seu governo tenha contribuído para uma melhoria significativa do Estado da Espanha, que ficara muito enfraquecida durante o ocaso da dinastia de Habsburgo, para o fim da vida, Filipe viu-se atacado por uma depressão, caindo como outros antecessores do trono espanhol, num estado de grande melancolia. Sua segunda esposa, Isabel Farnésio, dominava completamente o espírito passivo e complacente do marido.


Rainha Maria Amália Cristina, esposa de Carlos III de Espanha

Por sua morte, viria a ser sucedido por Fernando VI, seu filho segundo da sua primeira esposa, Maria Luísa de Sabóia. Quando também este morreu sem descendentes, foi o filho que houve do segundo casamento, Carlos III, quem lhe sucedeu.

Descendência

De Maria Luísa de Sabóia (1688-1714):

Luís I
Filipe (1709).
Filipe Pedro (1712-1719)
Fernando VI

De Isabel Farnésio (1692-1766):


Elisabetta Farnese

Carlos III (1716-1788), rei de Espanha, Nápoles e Sicília;
Francisco (1717), morreu jovem;
Mariana Vitória (1718-1781), consorte de D. José I de Portugal;
Filipe I (1720-1765), duque de Parma;


Louis, dauphin de France

Maria Teresa Rafaela (1726-1746), consorte do delfim Luís de França (1729-1765);
Luís Antônio (1727-1785), abdicou de seus direitos à coroa espanhola;
Maria Antonieta (1729-1785), consorte do rei Vítor Amadeu III da Sardenha, duque de Sabóia;

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MensagemAssunto: Em 20 de Dezembroi de 1862...   Sex Dez 19, 2008 10:29 pm

A 20 de Dezembro de 1862, saia o primeiro número experimental do Kolonie-Zeitung.


Imagem do primeiro número do Kolonie Zeitung, ainda com "C"

Kolonie-Zeitung (Jornal da Colónia), foi um jornal publicado na Col´´onia Dona Francisca, antiga denominação para a cidade brasileira de Joinville, no Estado de Santa Catarina.

Foi fundado por Ottokar Doerffel. O primeiro número foi uma versão experimental, publicada em 20 de Dezembro de 1862, apenas alguns dias após a chegada das máquinas, trazidas de Hamburgo. Com uma tiragem inicial de 250/300 exemplares, funcionava como órgão informativo para a Colónia Dona Francisca e consequentemente Blumenau, que ainda não tinha o seu próprio jornal. Doerffel enviava também 50 exemplares para a livraria Robert Kitler, em Hamburgo, para distribuição na
Bandeira de Joinville

A circulação definitiva, com o nº 1, iniciou-se a 3 de Janeiro de 1863, em tamanho 23,5 x 31,5, a princípio como semanário, passando em 1898, a bi-semanário. Ottokar Doerffel, membro da Direção da Colónia Dona Francisca, Consul de Hamburgo (em substituição do Sr. B. Poschaan, desde 1860), apaixonado pelo Desenvolvimento cultural da Colónia, foi, assim,o pai da imprensa joinvillense (não contando o jornalzinho manuscrito "Der Beobachter", de 1852). A última edição foi a de 21 de Maio de 1942. Não se conhecem as razões da interrupção, provavelmente devido à entrada do Brasil na Segunda Guerra Mundial.

O jornal poderia ter nascido mais cedo, em 1858, não fosse a perda das máquinas no naufrágio do navio Francisca, próximo ao porto de São Francisco do Sul.


S. Francisco do Sul

Ao longo dos 80 anos de sua existência o jornal mudou de nome em 5 ocasiões.

De 20 de Dezembro de 1862 a 26 de Dezembro de 1868 chamou-se "Colonie-Zeitung".
De 2 de Janeiro de 1869 a 25 de Outubro de 1917 chamou-se "Kolonie-Zeitung".
De 6 de Novembro de 1917 a 21 de Agosto de 1919, chamou-se "Actualidade".
De 26 de Agosto de 1919 a 28 de Agosto de 1941 voltou a chamar-se "Kolonie-Zeitung", mas aos 75 anos passou a ser um jornal bilíngüe.
De 2 de Setembro de 1941 a 21 de Maio de 1942 passou a chamar-se "Correio Dona Francisca".


Brasão de Joinville

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MensagemAssunto: Em 21 de Dezembro de 1471...   Sab Dez 20, 2008 11:21 pm

A 21 de Dezembro se 1471, João de Santarém e Pedro Escobar descobriam as ilhas de S. Tomé e Príncipe.


Bandeira de São Tomé e Príncipe

São Tomé e Príncipe é um estado insular, localizado no Golfo da Guiné, composto por duas ilhas principais (São Tomé e Príncipe) e várias ilhotas, num total de 964 km², com cerca de 160 mil habitantes. Não tem fronteiras terrestres, mas situa-se relativamente próximo das costas do Gabão, Guiné Equatorial, Camarões e Nigéria.

As ilhas de São Tomé e Príncipe estiveram desabitadas até 1470, quando os navegadores portugueses João de Santarém e Pedro Escobar as descobriram. Foi então uma colónia de Portugal, desde o século XV até à sua independência, em 1975. É um dos membros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).


Brasão de S. Tomé e Príncipe

História

As ilhas de São Tomé e Príncipe estiveram supostamente (tese maioritária) desabitadas até 1470, quando os navegadores portugueses João de Santarém e Pedro Escobar as descobriram. A cana-de-açúcar foi introduzida nas ilhas no século XV, mas a concorrência brasileira e as constantes rebeliões locais, levaram a cultura agrícola ao declínio, no século XVI. Com a decadência açucareira, as ilhas tornaram-se entrepostos de escravos.

Numa das várias revoltas internas nas ilhas, um escravo chamado Amador, considerado herói nacional, controlou cerca de dois terços da ilha de São Tomé. A agricultura só voltou a ser estimulada no arquipélago, no século XIX, com o cultivo de cacau e café.



Durante estes dois séculos do Ciclo do Cacau, criaram-se estruturas administrativas complexas - vários serviços públicos, tendo à frente um chefe de serviços, cujas decisões tinham de ser sancionadas pelo Governador da Colónia, que para legislar, se swocorria de um Conselho de Governo e de uma Assembleia Legislativa.

Durante muito tempo, o governador foi o comandante-chefe das forças armadas, até que, com a luta armada nos outros territórios sob o seu domínio, se criou um Comando Independente. Fora da sua alçada encontrava-se a Direção-Geral de Segurança (DGS).

O Governador deslocava-se periodicamente a Lisboa, para informar o governo colonial e dele trazer instruções.


O palácio presidencial de São Tomé e Príncipe

Na Ilha do Príncipe, em representação do Governo, havia o administrador do Concelho, com largas atribuições. A colónia achava-se dividida em dois concelhos, o de São Tomé e o do Príncipe, e em várias freguesias.

Em 1960, surge um grupo nacionalista opositor ao domínio português. Em 1972, o grupo dá origem ao Movimento de Libertação de São Tomé e Príncipe (MLSTP), de orientação marxista. Assim, em 1975, após cerca de 500 anos de controlo de Portugal, o arquipélago é descolonizado.

Após a independência, foi implantado um regime socialista de partido único, sob a alçada do MLSTP. Dez anos após a independência (1985), inicia-se a abertura económica do país. Em 1990, adopta-se uma nova constituição, que institui o pluripartidarismo.

No ano seguinte, as eleições legislativas apresentam o Partido de Convergência Democrática - Grupo de Reflexão (PCD-GR) como grande vencedor, ao conquistar a maioria das cadeiras. A eleição para presidente contou com a participação de Miguel Trovoada, ex-primeiro-ministro do país que estava exilado desde 1978. Sem adversários, Trovoada foi eleito para o cargo.


Miguel%20Trovoada

Em 1995, é instituído um governo local na ilha do Príncipe, com a participação de cinco membros. Nas eleições parlamentares de 1998, o MLSTP incorpora no seu nome PSD (Partido Social Democrata) e conquista a maioria no Parlamento, o que tornou possível ao partido indicar o primeiro-ministro.

Política

Partidos Políticos

MLSTP-PSD: Movimento de Libertação de São Tomé e Príncipe – Partido Social Democrata
ADI: Ação Democrática Independente
PCD-GR: Partido de Convergência Democrática – Grupo de Reflexão
MDFM: Movimento Democrático Força de Mudança (Partido criado por Fradique de Menezes)
Outros partidos sem representação parlamentar
Poder Legislativo

Unicameral – Assembléia Nacional, com 55 membros
Constituição: 2003

Subdivisões



São Tomé e Príncipe é uma nação constituída por duas ilhas principais e alguns ilhéus menores, e está administrativamente dividida em sete distritos. Em 2004, São Tomé e Príncipe contava com 139.000 habitantes.

A Ilha de São Tomé, cuja capital é a cidade de São Tomé, tem uma população estimada em 133.600 habitantes (2004) numa área de 859 km².

A Ilha do Príncipe, cuja capital é Santo António - é a ilha menor, com uma área de 142 km² e uma população estimada em 5.400 habitantes (2004). Desde 29 de Abril de 1995 que a ilha do Príncipe constitui uma região autónoma.

O ilhéu das Rolas fica a poucos metros a sul da ilha de São Tomé, e apresenta a particularidade de ser atravessado pela linha do Equador.

Apesar de estar consagrado na Constituição, que os distritos devam ser governados por órgãos autárquicos eleitos, até ao momento não se realizaram quaisquer eleições autárquicas em São Tomé e Príncipe.

Distritos de São Tomé e Príncipe



Ilha de São Tomé :

Água Grande (1)
Cantagalo (2)
Caué (3)
Lembá (4)
Lobata (5)
Mé-Zóchi (6)

Ilha do Príncipe

Pagué (7)

Geografia


Localização de S. Tomé e Príncipe

As ilhas de São Tomé e do Príncipe ficam situadas junto à linha do Equador e a cerca de 300 km da costa Ocidental de África. Todo o arquipélago está inserido no rifte da linha vulcânica dos Camarões.

Economia

São Tomé e Príncipe tem apostado no turismo para o seu desenvolvimento, mas a recente descoberta de jazidas de petróleo nas suas águas, abriu novas perspectivas para o futuro. A actividade pesqueira continua a ser uma das principais actividas económicas do país, que continua também a manter estreitas relações bilaterais com Portugal.


Actividade pesqueira

Demografia

Do total da população de São Tomé e Príncipe, cerca de 131 mil vivem em São Tomé e seis mil no Príncipe. Todos eles descendem de vários grupos étnicos que emigraram para as ilhas desde 1485.

Na década de 1970, houve dois fluxos populacionais significativos — o êxodo da maior parte dos 4.000 residentes portugueses e o influxo de várias centenas de refugiados são-tomenses, vindos de Angola. Os ilhéus foram, na sua maior parte, absorvidos por uma cultura luso-africana comum. Quase todos pertencem às igrejas Católica Romana, Evangélica, Nazarena, Congregação Cristã ou Adventista do Sétimo Dia, que, por sua vez, mantém laços estreitos com as igrejas em Portugal.


Evolução demográfica de São Tomé e Príncipe.


A grande maioria do povo são-tomense fala português (95%), mas também fala três crioulos diferentes,de base portuguesa .

População Urbana - 40% (a cidade de São Tomé, com cerca de 51 mil habitantes, é o único centro urbano do país)

População Rural - 60%

Clima


Floresta de São Tomé

São Tomé e Príncipe tem um clima do tipo equatorial, quente e húmido, com temperaturas médias anuais que variam entre os 22°C e os 30°C. É um país com uma multiplicidade de microclimas, definidos, principalmente, em função da pluviosidade, da temperatura e da localização. A temperatura varia em função da altitude.

Cultura

No folclore santomense, são de destacar a sobrevivência de dois autos renascentistas (século XVI): " A Tragédia do marquês de Mântua e do Príncipe D. Carlos Magno", denominado localmente de "Tchiloli" e o "São Lourenço" (por ser representado no dia deste santo) e que é idêntico aos "Autos de Floripes", que ainda hoje é representado na aldeia das Neves, perto de Viana do Castelo.

A Cena Lusófona editou um livro, Floripes Negra, em que Augusto Baptista, ensaísta e fotógrafo, faz um levantamento sobre as origens do "Auto da Floripes" e as suas ligações com Portugal.

Religião


A catedral de São Tomé e Príncipe

As manifestações religiosas são imensamente complexas. Têm origem nos mais variados credos, pois se atendermos à gama de indivíduos de varias origens, vindos para São Tomé e Príncipe, facilmente se encontra a explicação deste facto.

Distinguem-se contudo, duas tendências religiosas acentuadas: a animista e a católica.

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MensagemAssunto: Em 22 de Dezembro de 1858...   Dom Dez 21, 2008 10:51 pm

A 22 de Dezembro de 1858, em Lucca, nascia Giacomo Puccini, célebre compositor italiano de óperas.


Giacomo Puccini

Giacomo Puccini (Lucca, 22 de Dezembro de 1858 — Bruxelas, 29 de Novembro de 1924) foi um compositor italiano de óperas. De entre os compositores com óperas mais populares, é o mais novo.

Assim como a família Bach, a família Puccini produziu músicos por várias gerações, especialmente de igreja. Os seus antepassados foram organistas da igreja de São Martinho em Lucca,tendo passado o cargo de pai para filho, desde o século XVIII.

Antes Giacomo nasceram cinco irmãs e dizem que seu pai, Michele, já andava à procura dos nomes femininos mais feios que pudesse encontrar, quando o tão esperado filho homem nasceu, e foi baptizado Giacomo Antonio Domenico Michele Secondo Maria Puccini. Depois dele, Albina Magi deu à luz outro menino, que recebeu o nome de Michele.


Catedral de S. Martinho

Giacomo estudou órgão com o pai, até à morte deste, em 1864, quando ainda não havia completado seis anos de idade. Para seguir a tradição secular da cidade de Lucca, o governo municipal decretou que Giacomo herdaria o cargo do pai, desempenhado por diversos professores, que repartiam com a viúva os modestos vencimentos anuais.

Puccini continuou seus estudos de órgão com seu tio, Fortunato Magi, e com Carlo Angeloni. Aos dez anos, começou a cantar no coro da igreja, parecendo destinado a seguir a tradição da família e ser um simples músico de igreja, até que um dia, em 1876, aos 18 anos, ouviu a Aida de Verdi, que despertou nele um tal fogo, uma tal paixão, que percebeu em si mesmo um instinto musical, que levava naturalmente à composição de óperas. Conseguiu então uma bolsa de estudos da rainha Margherita e, com um pouco de ajuda financeira do tio, entrou para o Conservatório de Milão, onde foi aluno de Amilcare Ponchielli. Graduou-se em 1883 com o Capriccio Sinfonico, peça que parecia anunciar um compositor de sinfonias, tamanho o brilho de sua orquestração.


Giulio Ricordi

Sua primeira ópera, Le Villi, foi composta em 1883, para participar de um concurso. Não ganhou o primeiro prêmio, mas chamou a atenção de Giulio Ricordi, dono da Editora Musical Ricordi, que lhe encomendou uma segunda ópera, Edgar, friamente recebida, quando estreou no Teatro Scala de Milão, na primavera de 1889. Essas duas primeiras óperas de Puccini, são as únicas que são raramente encenadas, hoje em dia.

A ua terceira ópera, Manon Lescaut, que estreou no Teatro Regio de Turim, a 1 de Fevereiro de 1893, foi um sucesso estrepitoso, apesar da ousadia de Puccini, que utilizou uma história sobre a qual o compositor francês, Jules Massenet já havia composto uma ópera poucos anos antes, tornado um sucesso internacional. O editor Giulio Ricordi tentou demovê-lo da idéia, obviamente arriscada, do ponto de vista financeiro, mas Puccini era teimoso. "Massenet trata a Manon como um francês, com minuetes e pó-de-arroz!Eu vou tratá-la como um italiano, com paixão desesperada." "Por que não duas óperas? Uma mulher como Manon pode ter mais de um amante."

E de facto, os instintos do compositor provaram-se acertados, embora tenha gente que prefira a Manon de Massenet, mais romântica e sentimental, à de Puccini, mais quente e sensual. Massenet chegou a mover uma acção na justiça contra Puccini, mas no final. ficou decidido que a ópera de Massenet se chamaria simplesmente Manon, enquanto que a de Puccini seria Manon Lescaut, para evitar confusão entre as duas.


Cena da ópera Manon Lescaut

A quarta ópera de Puccini, La Bohème, estreou também no Teatro Regio de Turim, em 1896, sob a regência de Arturo Toscanini, que se tornaria amigo de Puccini pelo resto da vida.

A quinta, Tosca, estreou em Roma, em 1900, e também causou sensação.
Em 1905, Puccini visitou a Argentina. Um dos motivos dessa viagem pode ter sido investigar a morte de seu irmão, Michele, que ocorrera naquele país, anos antes, em circunstâncias até hoje não esclarecidas. Em 1907, viajou para os Estados Unidos, para a estréia americana de sua sexta ópera, Madame Butterfly, que se deu no Metropolitan Opera House de Nova York a 22 de Fevereiro, com a presença do compositor.

A próxima ópera de Puccini, La Fanciulla del West, mostra influência de Debussy e Richard Strauss. Estreou no Metropolitan de Nova York em 1910, também sob a regência de Toscanini. Puccini estava em Nova York, na ocasião, numa segunda visita aos Estados Unidos, mas não compareceu à estréia.


Cena da ópera La Bohème

Puccini comprou uma casa de campo em Torre del Lago, onde se instalou com sua esposa, Elvira Gemignani, com quem casara em 1904. A relação dos dois foi turbulenta. Ela era ciumenta e um pouco paranóica. Acusou a empregada dos Puccini, Doria Manfredi, de manter relações íntimas com o compositor, e passou a infernizar a vida da pobre rapariga, que acabou por suicidar-se,em 1909, ingerindo veneno na cozinha dos Puccini. Uma autópsia mostrou que ela era virgem, provando assim a inocência do marido, mas a Senhora Puccini foi parar à cadeia e obrigada a pagar uma alta indemnização à família da infeliz . Daria para compor uma ópera sobre essa tragédia pessoal, mas Puccini não o fez.

Em 1924, foi-lhe diagnosticado um cancro na garganta, para cujo tratamento seguiu para Bruxelas , onde morreu, a 29 de Novembro do mesmo ano, deixando inacabada sua última ópera, Turandot.

Lista de óperas

Le Villi (1884)
Edgar (1889)
Manon Lescaut (1893)
La Bohème (1896)
Tosca (1900)


Madame Butterfly

Madama Butterfly (1904)
La Fanciulla del West (1910)
La Rondine (1917)
Il Trittico (óperas curtas em ato único, 1918):
Il Tabarro
Suor Angelica
Gianni Schicchi
Turandot (póstuma, 1926)
nessun dorma


Tosca

Outras Obras

Preludio para orchestra (1876)
Preludio Sinfonico para orchestra (1882)
Capriccio Sinfonico para orchestra (1883)
Adagetto para orchestra
Cantata: A Giove
Cantata: I figli d'Italia bella (1877)
Hino de Roma
Missa a Quatro Vozes (1880)
Réquiem (1905)
Marcia Scossa Elettrica para piano
três Minuetos para quarteto de cordas
Crisantemi para quarteto de cordas
Onze canções para piano
Foglio d'Album
Piccolo Tango



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MensagemAssunto: Em 23 de Dezembro de 1790...   Seg Dez 22, 2008 10:58 pm

A 23 de Dezembro de 1790, em Figeac, nascia Jean-François Champollion, considerado oi pai da egiptologia.


Jean-François Champollion

Jean-François Champollion (23 de Dezembro de 1790, Figeac — 4 de Março de 1832, Paris) foi um linguista e egiptólogo francês. Considerado o pai da egiptologia, a ele se deve a decifração dos hieróglifos egípcios.

Biografia

Nascido no departamento do Lot, na França, ainda criança mostrou um extraordinário talento lingüístico.

Com dezasseis anos dominava uma dúzia de línguas, e com vinte incluía o latim, grego, hebreu, amárico, sânscrito, avestan, pahlavi, árabe, siríaco, caldeu, persa e chinês, sem contar o francês.


Pedra de Rosetta

Em 1809 torna-se professor de História, em Grenoble. Seu interesse pelas línguas orientais, especialmente o copta, levou-o a dedicar-se à tarefa de decifrar os escritos da então recém-descoberta Pedra de Rosetta, no que passou os anos 1822–1824, expandindo enormemente os trabalhos de Thomas Young nesta área, que foi a chave para o estudo da Egiptologia.

Obras

Lettre à M. Dacier... Relative a l'Alphabet des Hiéroglyphes Phonétiques. Paris, Firmin Didot Pére et Fils, 1822.
Panthéon Egyptien, Collection des Personages Mythologiques de l’Ancienne Egypte d’Après les Monuments. Paris, Firmin Didot, 1823. Desenhos de M. L. J. J. Dubois.
Précis du système hiéroglyphique des anciens Égyptiens, ou Recherches sur les éléments premiers de cette écriture sacrée. Paris, Treuttel et Würtz, 1824.
Grammaire Égiptienne, ou Principes Généraux de l'Écriture Sacrée Égyptienne Appliquée a la Représentation de la Langue Parlée. Paris, Firmin Didot, 1836-1838.
Dictionnaire Égyptien en Écriture Hiéroglyphique. Paris, Firmin Didot Frères, 1841-1843. Publicado, com base nos manuscritos autógrafos, por Champollion Figeac.

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MensagemAssunto: Em 24 de Dezembro de 1951...   Ter Dez 23, 2008 11:33 pm

A 24 de Dezemnro de 1951, a Líbia tornava-se um país independente da França, depois de abandonada pela Itália, em 1947.


Líbia

A Líbia é um país do norte de África, limitado a norte pelo Mar Mediterrâneo, a leste pelo Egipto e pelo Sudão, a sul pelo Chade e pelo Níger e a oeste pela Argélia e pela Tunísia e tem por capital a cidade de Trípoli.

História

Antigo assentamento de povos, tão díspares quanto os fenícios, os romanos e os turcos, a Líbia recebeu o seu nome dos colonos gregos, no século II antes da era cristã.

Durante grande parte da sua história, a Líbia foi povoada por árabes e nómadas berberes, e somente na costa e nos oásis se estabeleceram colónias. Fenícios e gregos chegaram ao país no século VII a.C. e estabeleceram colónias e cidades, fixando-se -se na Tripolitânia e os gregos na Cirenaica. Os cartagineses, herdeiros das colónias fenícias, fundaram na Tripolitânia uma província e, no século I a.C., o Império Romano impôs-se em toda a região, deixando monumentos admiráveis (Leptis Magna).


Leptis Magna

A Líbia permaneceu como província romana, até ser conquistada pelos vândalos em 455 d.C.
Após ser reconquistada pelo Império bizantino, continuação do romano, a região passou a ser dominada pelos árabes, em 643. Os árabes estenderam a área cultivada em direcção ao interior do deserto.

Durante pouco mais de três séculos, os berberes almôadas mantiveram o domínio sobre a região tripolitana, enquanto a Cirenaica esteve sob o controle egípcio. No século XVI, os otomanos ocuparam e unificaram o território, estabelecendo o poder central em Trípoli. A autoridade turca, entretanto, mal passava da região para além da costa, que servia de base corsária.

Dois séculos mais tarde, o reinado da dinastia Karamanli, que dominou Trípoli durante 120 anos, contribuiu para assentar mais solidamente as regiões de Fezã, Cirenaica e Tripolitânia, e conquistou maior autonomia. Em 1835, o Império Otomano restabeleceu o controle sobre a Líbia, embora a confraria muçulmana dos sanusis tenha conseguido, em meados do século, dominar os territórios da Cirenaica e de Fezã (interior do país).


Zepelins italianos bombardeando posições turcas em terrítório líbio, durante a Guerra ítalo-turca (1911-1912).

Em 1911, sob o pretexto de defender seus colonos estabelecidos na Tripolitânia, a Itália declarou guerra ao Império Otomano e invadiu o país, facto que iniciou a Guerra ítalo-turca. A seita puritana islâmica dos sanusis liderou a resistência, dificultando a penetração do Exército italiano no interior. A Turquia renunciou a seus direitos sobre a Líbia, em favor da Itália, no Tratado de Lausanne ou Tratado de Ouchy (1912). Em 1914 todo o país estava ocupado pelos italianos que, no entanto, como os turcos antes deles, nunca conseguiram afirmar sua autoridade plena sobre as tribos sanusi do interior do deserto.

Durante a Primeira Guerra Mundial, os líbios recuperaram o controle de quase todo o território, à excepção de alguns portos. Terminada a guerra, os italianos empreenderam a reconquista do país. Em 1939, a Líbia foi incorporada no reino da Itália. A colonização não alterou a estrutura económica do país, mas contribuiu para melhorar infra-estruturas, como a rede de estradas e o fornecimento de água às cidades.


Mosaico romano en Leptis

Durante a Segunda Guerra Mundial, o território líbio foi cenário de combates decisivos. Entre 1940 e 1943 houve a campanha da Líbia entre o Afrikakorps do general alemão Rommel e as tropas inglesas. Findas as hostilidades, o Reino Unido encarregou-se do governo da Cirenaica e da Tripolitânia, e a França passou a administrar Fezã. Essa nações mantiveram a Líbia sobre forte governo militar até que a Assembléia Geral das Nações Unidas aprovou a independência do país em 1 de janeiro de 1952, data a partir da qual foi adoptado o nome Reino Unido da Líbia. O líder religioso dos sanusis, o emir Sayyid Idris al-Sanusi, foi coroado rei com o nome de Idris I (1951-1969).

Depois de sua admissão na Liga Árabe, em 1953, a Líbia firmou acordos para a implantação de bases estrangeiras em seu território. Em 1954, houve a concessão de bases militares e aéreas aos norte-americanos. A influência económica dos Estados Unidos e do Reino Unido, autorizados a manter tropas no país, tornou-se cada vez mais poderosa.

A descoberta de jazidas de petróleo em 1959 constituiu, no entanto, factor decisivo para que o governo líbio exigisse a retirada das forças estrangeiras, o que provocou graves conflitos políticos com aquelas duas potências e com o Egipto. Em 1961 tem início a exploração do petróleo.


O coronel Muammar Khadafi, presidente do país.

A nova história da Líbia começou em 1969, quando um grupo de oficiais radicais islâmicos derrubou a monarquia e criou a Jamahiriyah (República) Árabe Popular e Socialista da Líbia, muçulmana militarizada e de organização socialista. O Conselho da Revolução (órgão governamental do novo regime) era presidido pelo coronel Muammar al-Khadafi. O regime de Muammar Khadafi, chefe de Estado a partir de 1970, expulsou os efetcivos militares estrangeiros e decretou a nacionalização das empresas, dos bancos e dos recursos petrolíferos do país.

Em 1972, a Líbia e o Egito uniram-se numa Confederação de Repúblicas Árabes, que se dissolveu em 1979. Em 1984, a Líbia e o Marrocos tentaram uma união formal, extinta em 1986.

Khadafi procurou desencadear uma revolução cultural, social e económica que provocou graves tensões políticas com os Estados Unidos, Reino Unido e países árabes moderados (Egito, Sudão). Apoiado pelo partido único, a União Socialista Árabe, aproveitou-se da riqueza gerada pela exploração das grandes reservas de petróleo do país, para construir o seu poderio militar e interferir nos assuntos dos países vizinhos, como o Sudão e o Chade (Tchad), invadido pela Líbia em 1980.


Anwar al-Sadat

Depois da Guerra do Yom Kippur, a Líbia levou osseus parceiros árabes a não exportar petróleo para os Estados que apoiaram Israel. Opôs-se à iniciativa do presidente egípcio Anwar al-Sadat, de restabelecer a paz com Israel, e participou ativamente, junto com a Síria, da chamada "frente de resistência" em 1978. O seu apoio à Organização para a Libertação da Palestina (OLP) intensificou-se, e a cooperação com os palestinos estendeu-se a outros grupos revolucionários de países não árabes, que receberam ajuda económica líbia.

A rejeição a Israel, as manifestações antiamericanas e a aproximação com a União Soviética, geraram sérios conflitos na década de 1980. As relações da Líbia com os Estados Unidos deterioraram-se quando, em 1982, os Estados Unidos impuseram um embargo às importações de petróleo líbio. Em resposta a vários atentados contra soldados americanos na Europa e às acusações de que o governo líbio patrocinava ou estimulava o terrorismo internacional, o presidente Ronald Reagan ordenou, em Abril de 1986, um bombardeio da aviação americana a vários alvos militares em Trípoli e Bengazi, onde pereceram 130 pessoas. Kadhafi, que perdeu uma filha adotiva quando sua casa foi atingida, manteve-se como chefe político, mas a sua imagem internacional deteriorou-se rapidamente.


Atentado Lockerbie

Para tirar o país do isolamento diplomático, no início da década de 1990 o chefe líbio dispôs-se a melhorar o relacionamento com as potências ocidentais e com as nações vizinhas. Em 1989, a Líbia associou-se à União de Magreb, um acordo comercial dos Estados do norte da África. Em 1991, durante a Guerra do Golfo Pérsico, a Líbia adotou uma posição moderada, opondo-se tanto à invasão do Kuwait quanto ao posterior uso da força contra o Iraque. Apesar de sua neutralidade no conflito, a Líbia manteves-se sob crescente isolamento internacional ,até meados da década. Em 1992 os Estados Unidos, o Reino Unido e a França, com a aprovação do Conselho de Segurança das Nações Unidas, impuseram pesados embargos ao comércio e ao tráfego aéreo líbio, porque o governo se negava a extraditar os dois líbios suspeitos de terem colocado uma bomba num avião de passageiros norte-americano que explodiu sobre Lockerbie, na Escócia, em 1988, e matou 270 pessoas (Atentado de Lockerbie). Este tipo de sanção repetiu-se nos anos seguintes, mas Khadafi tem desrespeitado o bloqueio aéreo militar viajando pela Nigéria e Níger, bem como enviando peregrinos a Meca, em aviões com bandeira líbia.

Em 1993, a Líbia rompeu relações com o Irão, reagindo contra o crescimento do fundamentalismo islâmico. Em 1994, os líbios retiram-se do Chade. As relações de Khadafi com os palestinos deterioraram-se, à medida que estes se mostravam dispostos a negociar uma paz com Israel, e em Setembro de 1995 o dirigente líbio anunciou a expulsão de 30 mil palestinos que trabalhavam na Líbia. A medida foi suspensa, depois da deportação de 1.500 pessoas, e em Outubro de 1996, Khadafi anunciou que estas seriam indemnizadas.


Chade

O regime líbio tem enfrentado uma crescente resistência por parte de grupos religiosos islâmicos, e em 1997, seis oficiais do exército foram fuzilados, acusados de espionagem. Tentando melhorar sua imagem internacional, Khadafi admitiu a possibilidade de conceder a extradição dos dois agentes acusados do atentado de Lockerbie, desde que não sejam julgados nos Estados Unidos ou no Reino Unido.

Política

Forma de governo: Ditadura militar desde 1969.
Divisão administrativa: 3 províncias, 10 governadorias e 1.500 comunas.
Partido político: União Socialista Árabe (único legal).
Legislativo: unicameral - Congresso Geral do Povo, com 1.112 membros da União Socialista Árabe.
Constituição em vigor: 1977.

Subdivisões

A Líbia subdivide-se em 34 municipalidades (em árabe Sha'biyah, plural Sha'biyat).



As 32 municipalidades são:

1 Ajdabiya 17 Ghat
2 Al Butnan 18 Ghadamis
3 Al Hizam Al Akhdar 19 Gharyan
4 Al Jabal al Akhdar 20 Murzuq
5 Al Jfara 21 Mizdah
6 Al Jufrah 22 Misratah
7 Al Kufrah 23 Nalut
8 Al Marj 24 Tajura Wa Al Nawahi AlArba'
9 Al Murgub 25 Tarhuna Wa Msalata
10 An Nuqat al Khams 26 Tarabulus (Tripoli)
11 Al Qubah 27 Sabha
12 Al Wahat 28 Surt
13 Az Zawiyah 29 Sabratha Wa Surman
14 Benghazi 30 Wadi Al Hayaa
15 Bani Walid 31 Wadi Al Shatii
16 Darnah 32 Yafran

Geografia


Centro de Trípoli, a capital do país.

A Líbia situa-se ao Norte de África, banhada pelo Mar Mediterrâneo e ladeado pelo Egipto e pela Tunísia. Divide-se em três regiões geográficas: a Cirenaica, a Tripolitânia e o Fezzan. Ao longo da costa, o clima é mediterrânico, mas no interior é o deserto muito seco do Saara, de onde por vezes sopra um siroco quente e carregado de poeira (conhecido no país como ghibli). No deserto também são comuns tempestades de pde areia. Os recursos naturais principais do país são o petróleo, o gás natural e o gesso.

Economia

A economia da Líbia, orientada por princípios socialistas, depende, basicamente, do sector petrolífero, preenchendo cerca de um quarto do Produto Interno Bruto. Os rendimentos proporcionados pelo petróleo, e o facto de a população ser reduzida, faz com que este país tenha um dos maiores rendimentos per capita da África. Contudo, há uma deficiente distribuição desses rendimentos, chegando as classes mais baixas a apresentar dificuldades na obtenção de alimentos, devido também, a restrições nas importações.

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MensagemAssunto: Em 26 de Dezembro de 1972...   Qui Dez 25, 2008 7:59 pm

A 26 de Dezembro de 1972, em Kansas City, falecia Harry Truman, 33º Presidente dos EUA.


Harry S. Truman

Harry S. Truman (Lamar, Missouri, 8 de Maio de 1884 — Kansas City, Missouri, 26 de Dezembro de 1972) foi um político, 33º presidente dos Estados Unidos da América, governando de 1945 a 1953.

Truman lutou na Primeira Guerra Mundial e, em 1922, entrou para o Partido Democrata, tendo sido eleito senador em 1934 e 1940. Em 1944, concorreu a Vice-Presidente, com Franklin D. Roosevelt e a 7 de Novembro foram eleitos. Com a morte de Roosevelt, em 12 de abril de 1945, Truman assumiu o cargo de Presidente dos Estados Unidos, durante a Segunda Guerra Mundial.


Franklin D. Roosevelt

De 17 de Julho a 2 de Agosto de 1945, participou, juntamente com Stalin e Churchill, na Conferência de Potsdam, onde dividiram a Alemanha e Berlim, criando assim a Alemanha Oriental, e a Alemanha Ocidental, bem como a Berlim Oriental e a Berlim Ocidental.

Harry Truman, em Agosto de 1945, autorizou o bombardeio com armas de destruição em massa (bombas atómicas) sobre Hiroshima e Nagasaki matando quase 200 mil civis.


Bomba atómica

Em Junho de 1947, autorizado pelo Congresso, o Presidente americano criou a CIA, impôs o Plano Marshall e a Doutrina Truman para recuperar a Europa, e impedir a expansão do comunismo, através da ajuda económica e militar aos países ameaçados por revoluções de esquerda, dando início à Guerra Fria.

Foi reeleito Presidente dos Estados Unidos, em 4 de Novembro de 1948 e, m 25 de Junho de 1950, a Coréia do Norte invade a Coréia do Sul, para reunificar a Nação.

Os Estados Unidos, financiam a Coréia do Sul e intervêm no conflito chamado de Guerra da Coréia no ocidente. A China entra na guerra.


Guerra da Coreia

Em 1952, o Presidente americano e o Congresso instituíram o Comité de Investigações das Atividades Anti-Americanas, comandado pelo Senador Joseph MacCarthy,

Os "anos dourados", iniciavam uma forte influência da propaganda e do capital ocidental, para fazer frente à "cortina de ferro".


Joseph MacCarthy

Harry Truman, em 1953, terminando seu mandato Presidencial, retirou-se da política.

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MensagemAssunto: Em 27 de Dezembro de 1797...   Sab Dez 27, 2008 12:26 am

A 27 de Dezembro de 1797, em S. Paulo, nascia Domitília de Castro e Canto Melo, conhecida como Marquesa de Santos e célebre amante do rei D. Pedro IV de Portugal e primeiro Imperador do Brasil.


Retrato de Domitília de Castro, por Francisco Pedro do Amaral.

Domitília de Castro e Canto Melo, primeira e única viscondessa e marquesa de Santos, (São Paulo, 27 de Dezembro de 1797 — São Paulo, 3 de Novembro de 1867) foi uma nobre brasileira, célebre amante de D. Pedro I, imperador do Brasil, que lhe conferiu o título de marquesa em 12 de Outubro de 1826.

Origem

Filha de João de Castro Canto e Melo, coronel, e Escolástica Bonifácia de Oliveira Toledo Ribas, de boa e tradicional família paulista, era neta do coronel Carlos José Ribas, tetraneta de D. Simão de Toledo Piza, patriarca da família em São Paulo.

O brigadeiro João de Castro Canto e Melo nascera na ilha Terceira, nos Açores, em 1740 e morreria no Rio de Janeiro em 1826. Era filho de João Batista de Canto e Melo e de Isabel Ricketts, e descendia de Pedro Anes do Canto, também da Ilha Terceira. Assentou praça em Portugal aos 15 anos , como cadete, em 1 de Janeiro de 1768.


Armas dos Canto e Melo

Nomeado Porta Bandeira em 17 de Outubro de 1773, tinha 21 quando, em 1774, foi para o Rio de Janeiro e meses depois para São Paulo, transferido para o Regimento de Linha de Infantaria de Santos, promovido a alferes em 1775 e a tenente no mesmo ano. Ajudante em 1778, Capitão em 1798, major no mesmo ano e, em 1815, tenente-coronel. Mais tarde, depois dos amores da filha com o imperador, foi feito Gentil-Homem da Imperial Câmara e Visconde de Castro em 12 de Outubro de 1825.

Eram irmãos de Domitília:

João de Castro Canto e Melo, marechal-de-campo e gentil-homem da Imperial Câmara, que seria segundo visconde de Castro em 1827.

José de Castro Canto e Melo, baptizado em São Paulo, em 17 de Outubro de 1787, brigadeiro do exército.

Soldado aos cinco anos, em 1 de Julho de 1792, porta-estandarte em 1801, alferes em 1807, Tenente efectivo em 1815, Comandante do esquadrão de cavalaria da Legião de São Paulo e no combate de Itupuraí, campanha de 1816. Capitão em 1818. Sargento-mor do Regimento de Cavalaria de 2.ª Linha da Vila de Curitiba, então Província de São Paulo, em1824. Coronel do Estado-Maior do Exército em 1827.Teve licença para tratar da saúde em 1829. Brigadeiro reformado do Exercito. Gentil Homem da Imperial Câmara, dela demitido em 1842. Era cavaleiro da Ordem de São Bento de Avis, 1824 e foi promovido a comendador na mesma ordem em 1827. Oficial da Imperial Ordem do Cruzeiro em 1827.


Baronesa de Sorocaba e seu brasão

Maria Benedita de Castro Canto e Melo, baptizada em 18 de Dezembro de 1792, que morreu em 5 de Março de 1857. Casada com Boaventura Delfim Pereira, torna-se baronesa consorte de Sorocaba. Deixou descendência ilegítima com D. Pedro I, o amante de sua irmã.

Primeiro casamento

Aos dezasseis anos, em 13 de Janeiro de 1813, Domitília casou com um oficial do segundo esquadrão do Corpo dos Dragões da cidade de Vila Rica, o alferes Felício Pinto Coelho de Mendonça (1789–1833), citado por diversos historiadores como um homem violento, que a espancava e violentava, e de quem se divorciou em 21 de Maio de 1824.

Do casamento nasceram três filhos, Francisca, Felício e João, morto com poucos meses, pois, durante sua gravidez, Domitília foi espancada e esfaqueada pelo marido - em 1819).

O caso de amor com D. Pedro I

Em 1822, Domitília conheceu Dom Pedro de Alcântara (1798–1834), dias antes da proclamação da Independência do Brasil, em 29 de Agosto de 1822.


O grito do Ipiranga

O Príncipe-Regente voltava de uma visita à Santos , quando recebeu, às margens do rio Ipiranga, em São Paulo, duas missivas, uma da imperatriz Leolpoldina e outra de José Bonifácio, que o informava sobre as decisões da corte portuguesa, em que Pedro deixava de ser Regente, para apenas receber e acatar as ordens vindas de Lisboa. Indignado por essa "ingerência sobre seus atos como governante", e influenciado por auxiliares, que defendiam a ruptura com as Cortes, especialmente por José Bonifácio de Andrada e Silva, decidiu pela separação do reino de Portugal e Algarves.

Pedro era conhecido como «mulherengo». Em 9 de Maio de 1826, seriam autenticados passaportes para a Europa de uma francesa, Adèle Bonpland, em companhia de uma filha e de um criado índio, que fora amante do Príncipe, como outra francesa,Madame Clemence Saisset, cujo marido tinha loja na Rua do Ouvidor. A Baronesa de Sorocaba, irmã de Domitília, pertenceria à lista.


Solar da Marquesa de Santos

Em 1823 o imperador instalou-a na rua Barão de Ubá, hoje bairro do Estácio, que foi a primeira residência de Domitília, no Rio de Janeiro. Posteriormente, em 1826, recebeu de presente a "Casa Amarela", como ficou conhecida a sua mansão, no número 293 da actual avenida D. Pedro II, perto da Quinta da Boa Vista, em São Cristóvão - onde hoje funciona o Museu do Primeiro Reinado. Comprou a casa do Dr. Teodoro Ferreira de Aguiar e mandou reformá-la em estilo neoclássico com o arquitecto Pedro José Pézerat. As pinturas murais internas são obra de Francisco Pedro do Amaral, os baixos-relevos internos e externos por Marc Ferrez e Zephérine Ferrez. Mais tarde a casa foi comprada pelo barão de Mauá, e por volta de 1900, pelo médico Abel Parente, protagonista de um dos maiores escândalos do Rio, em 1910. Passou a ser museu do Primeiro Reinado, no final dos anos 1980. Domitília mudou-se em 1826 e ali viveu até 1829.

Em 12 de Outubro de 1825, Domitília foi feita viscondessa de Santos e, em 12 de Outubro de 1826, elevada à condição de primeira marquesa de Santos. Seus pais foram agraciados com benesses imperiais, seu irmão Francisco feito ajudante de campo do Imperador. Constava que os seus ciúmes tinham encurtado a vida da imperatriz Leopoldina, que sua ambição era ver o Imperador legitimar seus filhos, tornando-os príncipes de sangue, em pé de igualdade com os filhos legítimos.


Imperatriz Leopoldina

Dom Pedro e Domitília romperam em 1829, quando, segundo o comentário da época (pois nada se comprovou) ela tentou balear a sua própria irmã Maria Benedita, baronesa de Sorocaba, ao descobrir o seu relacionamento com o Imperador – que deu fruto: Rodrigo Delfim.

Porém, o maior motivo para a separação foram as segundas núpcias de D. Pedro I com Amélia de Leuchtenberg. Ele procurava, desde 1827, uma noiva nobre de sangue e seu relacionamento com Domitília e os sofrimentos causados a Leopoldina, eram vistos com horror pelas cortes européias e várias princesas recusaram-se a casar-se com Pedro. Uma das cláusulas do contrato nupcial de Amélia e Pedro dizia que ele deveria afastar-se para sempre de Domitília e baní-la do império.


Amélia de Leuchtenberg

Posteridade ilegítima de D. Pedro I

Nasceram-lhes cinco filhos:

um menino nado-morto (1823)

Isabel Maria de Alcântara Brasileira (1824–1898), duquesa de Goiás

Pedro de Alcântara Brasileiro (1825–1826), falecido antes de completar um ano

Maria Isabel de Alcântara Brasileira (1827), duquesa do Ceará, que morreu com meses de idade, antes de lhe ser lavrado o título

Maria Isabel II de Alcântara Brasileira (1830–1896)

Títulos

Em 1824 recebeu o título de baronesa de Santos, em 1825, foi feita viscondessa de Santos, e, em 1826, marquesa de Santos. Ressalva-se que, apesar do título, a marquesa nunca esteve na cidade paulista de Santos.

Relacionamento


Casa da Marques de Santos

Consta de livros de história do Brasil a descrição: "Pedro I ficou perdidamente apaixonado pelos seus encantos, pois era uma linda luso-brasileira 'sensual de seios fartos e quadris volumosos, chamada carinhosamente pelo imperador do Brasil de 'Titília, a bela...'".

O amor ardente do casal, descrito em obras diversas do Brasil, abalou profundamente o prestígio de D. Pedro I na corte e as interferências políticas de Domitília prejudicaram o seu governo. A história do Primeiro Reinado mostra que, graças a gestos impulsivos, demitiu e perseguiu vários ministros, tomou decisões temerárias, cometeu erros difíceis de perdoar.


2º casamento de D. Pedro I

Em Junho de 1829, quando estava já acertado o casamento de D. Pedro I com a princesa de Leuchtenberg, Amélia de Beauharnais, o embaixador da Áustria no Rio de Janeiro, Marechal, escreveu a Viena: "O Imperador D. Pedro acabou por se convencer de que a presença da Senhora de Santos seria sempre inoportuna e que uma simples mudança de residência não satisfaria ninguém; ele insistiu na venda de suas propriedades, o que segundo soube já foi providenciado e na sua partida para São Paulo em oito ou dez dias". O Imperador acabou comprando os prédios de São Cristóvão por 240 contos (240 apólices da Divida Pública (da Caixa d Amortização) de 1 conto de réis, devolvendo a Domitila "em bilhetes de São Paulo" 14 contos de réis, dois contos pelo camarote com que a tinha presenteado, mesada de um conto de réis por mês posto à sua ordem, "ao par ou em bilhetes". Falando do palacete, diz Mareschal: "Servirá à jovem Rainha e sua corte". Tratava-se de D. Maria da Glória, futura rainha D. Maria II de Portugal. Por isso ficaria depois conhecido como Palacete da Rainha, já que efectivamente D. Maria da Glória ali se instalou, embora por curto período.

O segundo casamento

A marquesa conheceu o brigadeiro Rafael Tobias de Aguiar (1794–1857), com quem se uniu em 1833, tendo casado em segundas núpcias, em 14 de Junho de 1842. Dessa união, nasceram quatro filhos: Rafael Tobias de Aguiar Júnior, João Tobias de Aguiar e Castro, Antônio Francisco de Aguiar e Castro e Brasílico de Aguiar e Castro.

Velhice


Fonte Grande, o maior sistema de abastecimento de água da Bahia colonial, tornada famosa,
a partir da visita de D. Pedro I e da Marquesa d3e Santos


Na sua velhice, a Marquesa de Santos tornou-se uma senhora devota e caridosa, procurando socorrer os desamparados, protegendo os miseráveis e famintos, cuidando de doentes e de estudantes da Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, no centro da cidade de São Paulo.

A casa da Marquesa tornou-se o centro da sociedade paulistana, animada com bailes de máscaras e saraus literários.

Domitília de Castro e Canto Melo, a Marquesa de Santos faleceu de enterocolite, sendo sepultada no Cemitério da Consolação, cujas terras foram por ela doadas.

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MensagemAssunto: Em 28 de Dezembro de 1557...   Sab Dez 27, 2008 11:58 pm

A 28 de Dezembro de 1557, Mem de Sá chegava a Salvador, na Bahia (Brasil).


Mem de Sá

Mem de Sá (1500 — 1572) foi um fidalgo e administrador colonial português.

Irmão do poeta Francisco Sá de Miranda, exerceu o cargo de desembargador dos Agravos. Foi nomeado como terceiro governador-geral do Brasil, de 1558 a 1572, sucedendo a D. Duarte da Costa (1553-1558).

Chegou a Salvador, na Bahia, em 28 de Dezembro de 1557 e tomou posse do Governo a 3 de Janeiro de 1558. Procurou pacificar a colónia, liderando a guerra contra o gentio revoltado. Nessa luta, perdeu o filho, Fernão de Sá, em combate na então Capitania do Espírito Santo.


Espírito Santo

Os 14 anos de seu governo caracterizaram-se por feitos importantes, tais como a fundação da cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro, segunda a ser criada no Brasil, em 1 de Março de 1565, por seu sobrinho Estácio de Sá; a expulsão dos franceses, em 1567, com o auxílio do mesmo sobrinho, que morreu de flechada recebida na luta, e o aldeamento de tribos indígenas em missões.

Incentivou a produção açucareira, estimulou o tráfico de escravos africanos para o Brasil e decretou leis, que protegiam da escravidão os indígenas já catequizados. Combateu a antropofagia.

A expulsão dos franceses do Rio de Janeiro


Forte Coligny

Em Março de 1560, com os recursos da esquadra de Bartolomeu Vasconcelos da Cunha e com as informações do desertor francês, Jean de Coynta,Senhor de Boulés, derrotou o estabelecimento francês da Antártica, na baía da Guanabara, ao destruir o Forte Coligny. Sem recursos para guarnecer o local, os franceses que ali se haviam estabelecido desde 1555, conseguiram escapar e refugiaram-se nas matas com seus aliados Tamoios, voltaram e se reorganizaram.

A expulsão dos franceses seria o grande feito de seu governo, em Janeiro de 1567. Os invasores tinham estabelecido relações cordiais com os indígenas, incitando-os contra os portugueses. Em 1563, os jesuítas José de Anchieta e Manuel da Nóbrega conseguiram firmar a paz entre os portugueses e os tamoios, que ameaçavam a segurança de São Paulo e de São Vicente. Anchieta permaneceu cinco meses como refém dos índios de Iperoig, aldeia localizada onde é hoje a cidade de Ubatuba, no litoral norte do Estado de São Paulo.


Cunhambebe - Líder da nação tupinambá

A chamada Paz de Iperoig, conseguida pelos dois sacerdotes, permitiu a sobrevivência do Colégio de São Paulo e a permanência dos portugueses. Num primeiro ataque contra os invasores do Rio de Janeiro, Mem de Sá conseguiu destruir o forte Coligny, na ilha de Serigipe, hoje Villegagnon, na baía de Guanabara. Depois disso, o governador voltou à Bahia. Os franceses, refugiados junto aos índios, seus aliados, retornaram e reconstruíram o forte.

Em 1 de Março de 1565, Estácio de Sá fundou a cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro. A nova cidade tornou-se a base das operações dos portugueses, na luta contra os franceses. A expulsão definitiva dos franceses só foi conseguida, depois de muitas lutas.


Ubatuba

Estácio de Sá, com a ajuda de tropas do governador e da região de São Vicente, derrotou os invasores depois da batalhas do Forte Coligny, de Uruçu-Mirim e da ilha do Governador (Paranapuã). Destacaram-se nos combatentes, lado a lado com os portugueses, os índios temiminós do Espírito Santo, comandados por Araribóia. Como recompensa, esse chefe indígena recebeu uma sesmaria na região do Rio de Janeiro, onde fundou a vila de São Lourenço, que deu nome à cidade de Niterói.

Mem de Sá ainda mandou transferir a cidade, para melhor a defender, para o Morro do Castelo.

Na Bahia, como os ataques indígenas constituíram um fator desestabilizador,desde 1559, havia guerreado os Tupiniquins, na antiga Capitania de Ilhéus, e pacificou-os à força. Mas os Aimorés, em 1564, atacaram Caravelas, Porto Seguro, Ilhéus e as terras em frente à Ilha de Cairu. No Governo de Manuel Teles Barreto (1583-1587), os Aimorés voltariam a atacar a região da baía de Tinharé e, em 1597, deflagrariam uma ofensiva do Paraguaçu até Porto Seguro.


Salvador da Bahia

Governou até 1572, ano de sua morte na Bahia. Seu sucessor - D. Luís de Vasconcelos - que havia sido enviado em 1570 para o substituir, como quarto governador, foi morto durante a viagem quando seu navio foi atacado por corsários franceses, a caminho do Brasil. O governo ficou entregue a outro sobrinho, Salvador Correia de Sá, chamado posteriormente o velho.

Para facilitar a administração, em 1572 a Corte estabeleceu dois governos: um, ao Norte, com sede em Salvador; outro ao Sul, com sede no Rio de Janeiro. A divisão não produziu bons resultados e o governo foi reunificado, em 1578, com sede em Salvador.


Salvador Correia de Sá

Factos marcantes no governo

No seu governo registraram-se como feitos:

a chegada do segundo Bispo nomeado para o Brasil, D. Pêro Leitão (1559);

a pacificação dos Tamoios (Confederação dos Tamoios) pelos padres jesuítas Manuel da Nóbrega e José de Anchieta, concluída pelo armistício de Iperoig (1563);

a organização das Entradas de Vasco Rodrigues Caldas (1561), de Luís Martins e Brás Cubas e a de Martim Carvalho (1567 ou 1568).

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MensagemAssunto: Em 29 de Dezembro de 1482...   Dom Dez 28, 2008 5:06 pm

A 29 de Dezembro de 1482, a ilha do Pico era integrada na Capitania do Faial, pela infanta D. Beatriz.


Pico

A Ilha do Pico é a segunda maior ilha do Arquipélago dos Açores, pertencente a Portugal, distante 8,3 quilómetros da Ilha do Faial e 15 km da Ilha de São Jorge. Tem uma superfície de 447 km² e conta com uma população residente de 14 806 habitantes (em 2001). Mede 42 km de comprimento e 20 km de largura. Deve o seu nome à majestosa montanha vulcânica, a Montanha do Pico, que termina num pico pronunciado cujo topónimo é Pico Pequeno ou Piquinho. É a mais alta montanha de Portugal e a terceira maior montanha que emerge do Atlântico, atingindo 2 351 metros de altitude.

Administrativamente, a ilha é constituída por três concelhos: das Lajes do Pico e Madalena ambos com seis freguesias, e São Roque do Pico,com cinco freguesias.

Dispõe de Bandeiras, um moderno aeroporto regional, com ligações aéreas directas a Lisboa (TAP/SATA Internacional),Terceira (Lajes) e Ponta Delgada (SATA Air Açores). Tem ligações marítimas diárias (Transmaçor) com a cidade da Horta e vilas das Velas e Calheta. Durante os meses de Verão, usufrui de ligações marítimas com as restantes ilhas do arquipélago.

Geologia


Ilha do Pico vista da Fajã Grande, Calheta, ilha de São Jorge, Açores

A ilha emergiu de uma fractura tectónica de orientação ONO-ESSE – a mesma que deu origem à Ilha do Faial, denominada Fractura Faial-Pico, que se desenvolve ao longo de 350 km, desde a Crista Médio Atlântica (sigla CMA) até uma área a Sul da Fossa do Hirondelle.

Complexo Vulcânico da São Roque
Complexo Vulcânico da Lages...*Complexo Vulcânico da Madalena

História

A designação henriquina era Ilha de São Dinis. Na cartografia do século XIV, a ilha foi chamada de "Ilha dos Pombos". O seu povoamento foi iniciado em 1460, na fajã lávica das Lajes, mas tornou-se definitivo em 1483, quando Joss van Hurtere mandou fundar São Mateus. Em 29 de Dezembro de 1482, a ilha é integrada na Capitania do Faial pela Infanta D. Beatriz, em virtude de Álvaro de Orlenas não ter tomado posse da ilha.

Em 1501, Lajes do Pico é elevada a Vila e sede de concelho pelo Rei D. Manuel I. Em 1542 é a vez de São Roque do Pico e em 1712, a de Madalena.


Montanha do Pico, Ilha do Pico.

Cultura e Património

Em Julho de 2004, o comité da UNESCO considerou a Paisagem da Cultura da Vinha da Ilha do Pico como Património da Humanidade. A área engloba os lajedos das freguesias da Criação Velha e de Santa Luzia. A cultura da vinha domina a parte ocidental da ilha, sendo o famoso "Verdelho do Pico" cultivado em pequenas quadrículas de terreno, onde crescem as vinhas, separados por muros de basalto negro, feitos de pedra solta, chamados localmente de "currais".

Presentemente, pretende-se constituir um Parque Nacional na Ilha do Pico, englobando a área da Montanha do Pico e o Planalto Central. Paisagem da Cultura da Vinha da Ilha do Pico

Outro património inclui: a Gruta das Torres, na Criação Velha; as Furnas de Frei Matias; Na Madalena, Museu do Vinho, instalado no antigo Convento das Carmelitas; o Museu da Indústria Baleeira, em São Roque do Pico; o Museu Regional dos Baleeiros, nas Lajes do Pico.

A Ilha do Pico inclui o sítio Paisagem da Cultura da Vinha da Ilha do Pico, Património Mundial da UNESCO.

Tradições, festas e curiosidades


Vista aérea da Ilha do Pico.

Festa e Procissão do Senhor Bom Jesus (São Mateus, Madalena), Semana dos Baleeiros (N. Sra. de Lurdes), Cais Agosto (Cais do Pico - S.Roque), Festa de São Roque, Festas de Santa Maria Madalena, Semana das Vindimas, Festas do Espírito Santo.

Economia

Os habitantes da ilha do Pico dedicam-se à agricultura, à pesca e à criação de bovinos. A vinha, outrora uma das grandes riquezas da ilha, que produzia o afamado vinho do Pico, exportado para a Inglaterra e para a América do Norte e que chegou a ser servido à mesa do próprio czar do Império Russo, foi gradualmente afectada pela praga do oídio, na segunda metade do século XIX.


Freguesia de S. Roque do Pico

Actualmente, a produção é reduzida e as principais fontes de rendimento, no campo da agricultura, são os produtos hortícolas, a fruta e os cereais. A pecuária está muito desenvolvida, em especial no concelho de São Roque do Pico. A pesca é outra actividade importante. As indústrias da ilha estão, na sua quase totalidade, ligadas ao ramo alimentar: lacticínios, destilarias e moagens. No artesanato destaca-se a escultura em basalto e em osso de baleia, bem como rendas e bordados.

Gastronomia

A gastronomia da ilha é muito rica. A dificuldade prende-se com a escolha, devido à qualidade. O mar generoso oferece uma ampla variedade de matéria-prima para a confecção de deliciosos pratos. Os crustáceos como a lagosta, cavaco e o caranguejo, os moluscos encabeçados pela lapa e a craca, manjares inigualáveis, e os seus “primos” lula e polvo, base de pratos únicos como o “polvo guisado em vinho de cheiro”. Peixes de todos os tamanhos, formas, cores, texturas e sabores - abrótea, chicharro, moreia, (desconhecido no Continente, muito parecido com o bacalhau), írio, salema, cherne, garoupa, espadarte – tornam difícil a escolha. Cozidos, fritos ou grelhados são um pitéu, mas ainda podem oferecer-se num divinal “caldo de peixe” ou numa espectacular “caldeirada”.

Mas as pastagens picoenses não são menos pródigas, que o mar que as rodeia. As carnes de bovino e suíno mostram-se imbatíveis numa “molha de carne à moda do Pico”, com carne de vaca ou uns “torresmos”, a partir da carne de porco. A carne de bovino não é menos apetecível num bom bife. A de suíno, faz umas singulares “linguiças” e “morcelas”». Temos ainda os acompanhamentos, sólidos e líquidos, os queijos de São João e do Arrife, ambos a partir do leite de vaca, vão muito bem com um vinho verdelho e um pão de massa sovada. Quando não se deseja experimentar os dezasseis graus do verdelho, com medo de não se conseguir levantar, aconselha-se um “vinho de cheiro” ou um dos brancos ou tintos produzidos na ilha.


Monte do Pico nevado visto da marina da Horta, Ilha do Faial.

Falar do vinho do Pico, é sinónimo de orgulho. A cultura da vinha está associada aos primeiros tempos do povoamento, nos finais do século XV. O vinho verdelho, a partir da casta do mesmo nome, ganhou reputação mundial ao longo dos séculos, chegando à mesa dos czares russos. A partir do século XIX são introduzidas novas castas que dão origem a vinhos de mesa brancos e tintos. O modo de cultivo, contra a aspereza dos terrenos vulcânicos quase sem terra vegetal, em currais, que são áreas muradas de pedra negra, de muito pequena dimensão, marca igualmente a cultura da Ilha do Pico.

A prova da importância local e mundial é o facto da UNESCO, em Julho de 2004, ter considerado a Paisagem Protegida de Interesse Regional da Cultura da Vinha da Ilha do Pico, criada em 1996, como Património Mundial da Humanidade. Currais, maroiços, que são diversos amontoados de pedra em forma de pirâmide, vinhas e adegas com os seus equipamentos, são elementos emblemáticos da vinha e do vinho».


Formação rochosa do Cachorro

Por último uma vista pelos doces e os digestivos para ficarmos a saber mais sobre a doçaria local. Um bom prato de arroz doce, massa sovada ou rosquilhas. Para rematar, um bagaço do Pico, uma aguardente de figo ou um dos vários licores a partir de amora, nêspera ou de uma “angelica”.

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MensagemAssunto: Em 30 de Dezembro de 1916...   Ter Dez 30, 2008 12:34 am

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A 30 de Dezembro de 1916, Rasputin era assassinado, a mando da família imperial russa.


Grigori Rasputin

Grigoriy Yefimovich Rasputin (russo: Григо́рий Ефи́мович Распу́тин), místico russo, nasceu em 23 de Janeiro de 1864 em Pokrovskoie, Tobolsk e faleceu a 16 de Dezembro de 1916, aos 52 anos, em Petrogrado, actual São Petersburgo. Foi uma figura influente, no final do período czarista da Rússia.

Por volta de 1905, a sua já conhecida reputação de místico introduziu-o no círculo restrito da Corte imperial russa, onde, diz-se, que Rasputin chega mesmo a salvar Alexei Romanov, o filho do czar, de hemofilia.


Czarina Alexandra Feodorovna

Perante este acontecimento, a czarina Alexandra Fedorovna dedicar-lhe-á uma atenção cega e uma confiança desmedida, denominando-o mesmo de "mensageiro de Deus". Com esta proteção Rasputin torna a influenciar ocultamente a Corte e principalmente a família imperial russa, colocando homens como ele no topo da hierarquia da poderosa Igreja Nacional Russa.

Todavia, o seu comportamento dissoluto, licencioso e devasso (supostas orgias e envolvimento com mulheres da alta sociedade) justificará denúncias por parte de políticos atentos à sua trajectória poluta, entre os quais se destacam Stolypine e Kokovtsov. O czar Nicolau II afasta então Rasputin, mas a czarina Alexandra mantém a sua confiança absoluta no decadente monge.


Yussupov

A Primeira Guerra Mundial trará novos contornos à actuação de Rasputin, já odiado pelo povo, que o acusa de espionagem, ao serviço da Alemanha. Escapa a várias tentativas de aniquilamento, mas acaba por ser vítima de uma trama de aristocratas da grande estirpe russa, entre os quais Yussupov.

Rasputin também é conhecido pela sua suposta e curiosa morte, primeiramente por envenenamento num jantar, tendo a sua úlcera crónica feito com que expelisse todo o veneno, mas vindo a ser posteriormente fuzilado com onze tiros, a que também sobreviveu. Foi castrado - continuou vivo, e somente quando agredido, o atiraram inconsciente no rio Neva ele morreu, não pelos hematomas, nem afogado, mas de frio.


Rio Neva

Filmes que têm Rasputin como personagem

1932 - Rasputin and the Empress (Rasputin e a Imperatriz) de Richard Boleslawski - C/ Lionel Barrymore (Rasputin)
1960 - Les Nuits de Raspoutine (Noites de Rasputin) de Pierre Chenal - C/ Edmund Purdom (Rasputin)
1966 – Rasputin, the mad monk (Rasputin, o monge louco) de Don Sharp - C/ Christopher Lee (Rasputin)
1967 - J'ai tué Raspoutine (Eu matei Rasputin) de Robert Hossein - C/ Gert Fröbe (Rasputin)
1971 - Nicholas and Alexandra (Nicolas e Alexandra) de Franklin J. Schaffner - C/ Tom Baker (Rasputin)
1981 - Agoniya (Agonia) de Elem Klimov - C/ Aleksei Petrenko (Rasputin)
1996 - Rasputin (Rasputin) de Uli Edel - C/ Alan Rickman (Rasputin)
1997 - Anastasia (animação) de Don Bluth e Gary Goldman - C/ Christopher Lloyd (Rasputin) voz
2004 - Hellboy de Guillermo del Toro - Karel Roden (Rasputin)


A filha de Rasputin (à esquerda)

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MensagemAssunto: Em 31 de Dezembro de 406...   Qua Dez 31, 2008 1:07 am

A 31 de Dezembro de 406, os vândalos cruzavam o Reno para invadir a Gália.


Vândalos saqueando Roma

Os Vândalos eram uma tribo germânica oriental, que penetrou no Império Romano durante o século V e criou um estado no norte da África, centralizado na cidade de Cartago. Devem ter dado seu nome à região autónoma da Andaluzia -originalmente Vandalusia e depois Al-Andalus- na Espanha moderna, onde eles se fixaram temporariamente, antes de emigrarem para a África.

Teodorico o Grande, rei dos ostrogodos e regente dos visigodos, aliou-se, por casamento, com os vândalos, assim como com os burgúndios e com francos sob Clóvis I.

Origens


A cultura Przeworsk (verde) na primeira metade do século III.

O mapa mostra a extensão da cultura Wielbark (Godos) em vermelho, uma cultura báltica (Aesti?) em amarelo, e a cultura Debczyn, em rosa. O Império Romano está na cor violeta.Os vândalos foram identificados com a cultura Przeworsk no século III. Controvérsias envolvem as potenciais conexões entre os vândalos e outra tribo, possivelmente germânica, os Lugii (lygier, lugier ou lígios). Alguns académicos acreditam que, ou Lugii era um antigo nome dos vândalos, ou os vândalos eram parte da confederação lígia.

A similaridade de nomes sugere, como terras natais para os vândalos, a Noruega (Hallingdal), Suécia (Vendel) e Dinamarca (Vendsyssel). Supõe-se que os cruzaram o Báltico, entrando no que hoje é a Polónia, em algum momento do século II a.C., e se fixaram na Silésia, por volta de 120 a.C.. Tácito registou a presença dos vândalos entre os rios Oder e Vístula na Germania, no ano de 98, corroborado por historiadores posteriores. De acordo com Jordanes, eles e os rugios foram deslocados com a chegada dos godos. Esta tradição apoia a identificação dos vândalos com a cultura Przeworsk, e desde então a cultura Wielbark gótica substituiu um braço daquela cultura.


Teodorico, o Grande

Na Idade Média, havia uma crença popular de que os vândalos eram ancestrais dos polacos. Essa crença foi originada, provavelmente devido a dois factores: o primeiro, por se confundirem vênedos com os vândalos, e o segundo, porque tanto vândalos como vênedos viviam nas áreas depois ocupadas pelos polacos. Em 796, nos Annales Alamanici, pode-se encontrar um resumo dizendo: "Pipinus ... perrexit in regionem Wandalorum, et ipsi Wandali venerunt obvium" ("Pepino partiu para a região dos vândalos, e os vândalos não se opuseram"). Nos Annales Sangallenses, a mesma incursão (contudo, datada em 795) é resumida numa pequena mensagem, "Wandali conquisiti sunt" ("Os vândalos foram conquistados"). Isto significa que os escritores do início da Idade Média deram o nome de vândalos aos ávaros.

História

Os vândalos dividiam-se em Silingi e Hasdingi. Os Silingi viviam na região, conhecida durante séculos como Magna Germania, onde hoje é a Silésia. No século II, os Hasdingi, liderados pelos reis Raus e Rapt (ou Rhaus e Raptus), deslocaram-se para o sul, e atacaram inicialmente os romanos na região do baixo Danúbio. Depois entraram num acordo de paz e estabeleceram-se a oeste na Dácia (Roménia) e na Hungria romana.


A Ibéria

Em 400 ou 401, possivelmente por causa dos ataques dos hunos, os vândalos junto com seus aliados, (os alanos sármatas e os suevos germânicos), iniciaram uma deslocação para oeste, sob o comando do rei Godgisel. Alguns dos Silingi juntaram-se a eles depois. Nessa mesma época, os Hasdingi já haviam sido cristianizados. Muitos como antes os godos, adoptaram o Arianismo, uma crença que estava em oposição à principal corrente do Cristianismo do Império Romano, que depois cresceram como Catolicismo e Ortodoxia Oriental.

Gália

Os vândalos viajaram para oeste, margeando o Danúbio sem muita dificuldade, mas quando alcançaram o Reno, encontraram a resistência dos francos, que habitavam e controlavam as possessões romanas, no norte da Gália. Cerca de 20.000, inclusivé o rei Godigisel, morreram na batalha com os francos, mas então, com a ajuda dos alanos, conseguiram derrotar os francos e, em 31 de Dezembro de 406,cruzaram o Reno, para invadir a Gália. Sob o comando do filho de Godigisel, Gunderico, os vândalos pilharam e saquearam, no seu caminho para oeste e para o sul através da Aquitânia.

Península Ibérica


Gallécia

Em Outubro de 409, os vândalos cruzaram os Pirinéus, penetrando na Península Ibérica, onde receberam terras dos romanos, como foederati, na Gallécia (a noroeste) os Hasdingi, e os Silingi na Bética (no sul), enquanto os Alanos receberam terras na Lusitânia (a oeste) e na região em torno de Nova Cartago. Os Hasdingi foram derrotados pelos suevos e romanos, nos montes "nervasi" . Gunderico e o seu exército fogem para a Bética, perseguidos pelos romanos, onde Gunderico se tornou rei dos Vândalos Silingi. Ainda os suevos, que também controlaram parte da Galécia, e os visigodos, que invadiram a Ibéria antes, receberam terras na Septimânia (sul da França), esmagando os Alanos, cujos sobreviventes saudaram Gunderico como seu rei.

África

O meio irmão de Gunderico, Genserico começou a construir uma esquadra naval vândala e 429, depois de se tornar rei, cruzou o estreito de Gibraltar e foi para a leste, até Cartago. Em 435, os romanos lconcederam-lhe alguns territórios no norte da África, e já em 439, Cartago caiu ante os vândalos. Genserico transformou então o reino dos vândalos e alanos num estado poderoso (a capital era Saldae actual Bejaia no norte da Argélia), conquistando a Sicília, a Sardenha, a Córsega e as Ilhas Baleares.


Genserico saqueia Roma

As diferenças entre a heresia ariana adoptada pelos vândalos e os católicos romanos, eram uma constante fonte de tensões no estado africano. A maioria dos reis vândalos, excepto Hilderico, mais ou menos perseguiram os católicos. Embora o catolicismo fosse raramente proibido oficialmente (com os últimos meses do reinado de Hunerico sendo uma excepção), era proibido fazer conversões entre os vândalos, e a vida era geralmente difícil para o clero católico.

Saque de Roma


Saque de Roma.

Em 455, tomaram Roma e saquearam a cidade por duas semanas, começando em 2 de Junho. Partiram com valores incalculáveis, pilhagens do Templo em Jerusalém trazidas para Roma pelo imperador Tito Flávio e pela imperatriz Licínia Eudócia e suas filhas Eudócia e Placídia. Em 468, destruíram uma enorme frota bizantina enviada contra eles.

Declínio

Com a morte de Genserico em 477, seu filho Hunerico tornou-se rei. O reinado de Hunerico foi mais notável por suas perseguições religiosas contra os maniqueístas e os católicos. Ghuntarmund (486-496) buscou a paz interna com os católicos. No campo externo, o poder vândalo em declínio, desde a morte de Genserico, e Guntharmund, perdeu grandes partes da Sicília para os ostrogodos, e foi obrigado a opor-se à crescente pressão dos mouros.

Hilderico (523-530) foi o mais amistoso dos reis vândalos, em relação aos católicos. Tinha pouco interesse na guerra, deixando esse assunto para um membro da sua família, Hoamer. Quando Hoamer sofreu uma derrota contra os mouros, a facção ariana dentro da família real liderou uma revolta, e Gelimer (530-533) tornou-se rei. Hilderico, Hoamer e seus parentes foram mandados para a prisão.


Belisário, um quadro de Jacques-Louis David (1781) julga-se actualmente, embora em controvérsia, um retrato fictício da vida do general

O imperador bizantino, Justiniano I, declarou guerra aos vândalos. A acção foi liderada por Belisário. Tendo ouvido que a maior parte da frota vândala combatia uma revolta na Sardenha, decidiu agir rapidamente, desembarcando em solo tunisino, e avançando na direcção de Cartago. No final do verão de 533, o rei Gelimer encontrou Belisário, dezasseis quilómetros ao sul de Cartago, na Batalha de Ad Decimum. Os vândalos estavam venciam inicialmente, mas quando o sobrinho de Gelimer, Gibamundo, caiu na batalha, os Vândalos desistiram e fugiram. Belisário rapidamente tomou Cartago, enquanto os vândalos sobreviventes ainda lutavam.

Em 15 de Dezembro de 533, Gelimer e Belisário novamente se enfrentaram em Ticameron, uns 32 quilómetros ao sul de Cartago. Novamente, os vândalos venciam, mas falharam, dessa vez quando Tzazo, o irmão de Gelimer caiu na batalha. Belisário avançou rapidamente para Hippo (actual Annaba, na Argélia), segunda cidade em importância do reino vândalo. Em 534 Gelimer rendeu-se ao conquistador romano, pondo fim ao reino dos vândalos.

Lista de reis


Guerreiro Godo

Godigisel (-407)
Gunderico (407-428)
Genserico (428-477)
Hunerico (477-484)
Guntamundo ou Gunthamund (484-496)
Trasamundo ou Thrasamund (496-523)
Hilderico (523-530)
Gelimer (530-534)
Fredibal capturado e enviado ao imperador bizantino Honório

Língua vândala

Muito pouco se conhece da língua vândala, que pertencia ao ramo lingüístico germânico oriental, muito próximo da língua gótica, ambas completamente extintas. Devem restar alguns traços no dialecto andaluz, o grupo de dialetos espanhóis mais meridional, contudo fortemente influenciado pela língua árabe (os mouros dominaram a península Ibérica de 711 a 1492).

Herança moderna

Um tanto injustamente, o nome dos vândalos tornou-se sinónimo de saques bárbaros e destruição, visto que capturaram Roma em pouco tempo, mas não causaram danos maiores que outros invasores, inclusivé exércitos cristãos.

Pessoas que não aprofundam a história, geralmente ligam os Vândalos à anarquia, pois o velho Romanocentrismo ignora todas as outras civilizações, declarando Roma como a capital do Mundo (no mesmo período os Neo-Persas ou Partos viviam um grande apogeu civilizacional; os próprios rotulados de "bárbaros" ergueram estados e só eram agressivos com Roma porque ela o foi primeiro para com eles).

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MensagemAssunto: Em 31 de Dezembro de 2008...   Qua Dez 31, 2008 9:14 pm

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Ano Novo, Vida Nova!

É um lugar comum, mas que serve para encerramento de uma rubrica, que muito me aprouve manter e na qual, talvez um dia... quem sabe?! volte a pegar ou alguém queira continuar...

Vou ter saudades, pelo muito que aprendi, ao pesquisar sobre os assuntos tratados, trabalho que se assemelha muito às cerejas: puxa-se uma e vem uma infinidade delas atrás.

Fiquei mais rica em conhecimentos!

Valeu a pena!



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MensagemAssunto: Efemérides   Dom Nov 01, 2009 12:44 pm

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O culto dos mortos no dia de todos os santos

por ANA BELA FERREIRA
Hoje



O Dia de Todos os Santos, que se celebra hoje, é cada vez mais o Dia dos Fiéis Defuntos, marcado para amanhã. Igreja não condena esta vontade popular, que aproveita assim o feriado para lembrar os familiares que já morreram. A homenagem aos mortos acontece um pouco por todo o mundo, de formas muito diferentes

O primeiro dia de Novembro é marcado pela ida de milhares de portugueses aos cemitérios, que nesta altura estão especialmente enfeitados. Mas esta visita tem tendência a acontecer no dia anterior ao definido pela Igreja, muito por culpa da força popular. Assim, é cada vez mais comum celebrar-se o Dia dos Fiéis Defuntos no Dia de Todos os Santos.

Um fenómeno que pode ser explicado simplesmente pelo facto de o dia 1 de Novembro (Dia de Todos os Santos) ser feriado e o dia 2 (Dia dos Finados), não. Porém, o padre José Manuel Almeida prefere acrescentar uma justificação mais espiritual.

"A voz do povo é a voz de Deus e se calhar muitos dos nossos defuntos podem ser também celebrados no dia de Todos os Santos", explica. O religioso vai mais longe e acredita que co-mo "Deus escreve direito por linhas tortas, esta mistura popular dos dois dias pode fazer-nos pensar e levar à luz: Se calhar não são datas assim tão diferentes."

Uma coisa parece certa, os portugueses dão mais significado ao Dia dos Finados que à celebração de Todos os Santos. Talvez porque esta é uma data em que "particularmente se recordam os amigos e familiares que se encontram a caminho da comunhão com Deus", refere o prior de Santa Isabel. A proximidade das pessoas aos seus defuntos aumenta o significado desta data, em relação à celebração de santos que são desconhecidos.

A homenagem aos mortos é um acontecimento global e é vivido de diferentes formas um pouco por todo o mundo. Tal como sublinha o padre José Manuel Almeida, "no México é uma festa bastante divertida, enquanto aqui tem um pendor mais triste e saudoso".

Contudo, a Igreja não esquece que o dia 1 de Novembro é dedicado a Todos os Santo. Ou seja, àqueles que não tendo um dia consagrado para a sua celebração são assim adorados em conjunto. "A Igreja está convicta que apenas uma pequena parte dos santos é conhecida e que muitos que viveram de forma anónima, mas que agora estão em comunhão com Deus", esclarece José Manuel Almeida.

Além do carácter espiritual, estes dias são também aguardados pelos vendedores de flores, velas e santos, que vêem o seu lucro aumentar, devido à devoção dos católicos. Uma faceta que não choca o padre José Manuel Almeida. O prior de Santa Isabel lembra que "os negócios só são criticáveis quando há desonestidade".

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MensagemAssunto: Dia Internacional da Mulher   Sab Mar 06, 2010 5:56 pm

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8 as mulheres mais influentes

Hoje


Para assinalar o Dia Internacional da Mulher lançámos um desafio aos leitores do 'Diário de Notícias'. E através do 'site' dn.pt elegemos as oito portuguesas mais influentes. Foram escolhidas Manuela Ferreira Leite, Leonor Beleza, Mariza, Maria José Morgado (em segundo plano, da esquerda para a direita), Maria Barroso, Paula Rego, Eunice Muñoz e Judite Sousa (em primeiro plano)
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MensagemAssunto: PSD-Madeira recusa comemorar 25 de Abril   Sab Abr 24, 2010 9:35 pm

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PSD-Madeira recusa comemorar 25 de Abril

Hoje


A maioria do PSD no parlamento madeirense voltou a recusar as propostas para a realização de uma comemoração solene do 25 de Abril na Madeira, tendo os restantes partidos programado iniciativas para assinalar a data.

O PSD/M tem usado todos os anos o argumento que a data da reposição da democracia deve ser celebrada "na sede própria" que é a Assembleia da República, em Lisboa, defendendo que a Madeira deve assinalar o Dia da Região a 01 de Julho e o 25 de Novembro.

Assim, os diferentes partidos e outras estruturas regionais programaram iniciativas para celebrar a Revolução dos Cravos.

O PS/M vai juntar no domingo militantes e simpatizantes num almoço na Água de Pena, em Machico, por baixo da pista do Aeroporto da Madeira.

O PCP-M vai realizar a tradicional festa comício na rua da Carreira, no Funchal, comemorativa do 36/o aniversário da Revolução do 25 de Abril de 1974, com um programa centrado no tema "derrubar as injustiças".

O BE-M, através da estrutura da Juventude, programou uma "festa de Abril" num bar da capital madeirense "extensiva a toda a família bloquista e amigos".

A data será ainda comemorada por um grupo de cidadãos em Machico, que vão evocar a "Revolução dos Cravos", numa iniciativa apartidária que pretende "unir todos os que comungam dos ideais da liberdade e da democracia"

A iniciativa tem lugar no Largo do Município de Machico, onde estará patente uma exposição intitulada "perguntas e respostas sobre Abril", que tem um carácter pedagógico e formativo, expondo as diferenças de vida política, social e cultural antes e depois de 1974, dizem os organizadores.

Além da exposição será difundida música referente ao movimento libertador, nas interpretações de Zeca Afonso, Adriano Correia de Oliveira, Sérgio Godinho, José Mário Branco, Francisco Fanhais e muitos outros cantores portugueses e será distribuída uma mensagem alusiva à data histórica, recordando os valores da "Revolução do Cravos" e o papel de Machico, como "Terra de Abril".

A União Mulheres Alternativa e Resposta (UMAR) organizou um almoço de homenagem às "Mulheres de Abril", assinalando o aniversário duma "data que abriu portas à emancipação da mulher portuguesa.", que conta com a presença da dirigente nacional, Manuela Tavares, investigadora na área dos Estudos sobre as Mulheres, e terá lugar num restaurante da zona velha do Funchal.

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MensagemAssunto: O lobo dos mares que faria cem anos   Ter Jun 08, 2010 11:21 am

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O lobo dos mares que faria cem anos

por FILOMENA NAVES
Hoje


Comemora-se hoje o Dia Mundial dos Oceanos. Ocasião para lembrar os perigos que ameaçam dois terços da Terra, e tudo o que eles contêm, e para recordar também o homem que mais fez para que conhecêssemos melhor esse mundo azul: Jacques-Yves Cousteau.

Há um antes e um depois de Jacques Cousteau. E isso é tanto assim para o conhecimento sobre os oceanos e as suas profundezas como para a própria imagem que o homem comum passou a ter desse maravilhoso mundo submarino.

Foi o explorador francês, a bordo do seu navio Calypso, que percorrendo os mares e mergulhando neles com os seus companheiros de aventura deu a conhecer a milhões de pessoas a riqueza até aí insuspeita desse mundo azul imenso. Hoje, que se assinala o Dia Mundial dos Oceanos, e a poucos dias do centenário do nascimento de Cousteau, que se comemora na sexta-feira, dia 11, o seu legado está em foco.

Antárctida, mar Vermelho, Haiti, Cuba, Tailândia, Papua Nova Guiné, o lago Baikal e o Amazonas, a Grande Barreira de Coral, por todos esses lugares, e ainda muitos outros, andou o explorador francês, acompanhado da sua equipa.

Após a sua morte, no dia 25 de Junho de 1997, a sociedade com o seu nome, que ele próprio havia fundado em 1973, e a equipa Cousteau continuaram o seu legado.

A sociedade, agora presidida pela sua mulher, Francine, detém o seu espólio, que engloba uma centena de livros e mais de 115 filmes que documentam quase todos os habitats marinhos do planeta.

Para além dessa documentação, a sociedade continua a promover missões de exploração a bordo do navio oceanográfico Alcyone, que continua a percorrer os mares e a descobrir os segredos das profundezas oceânicas.

Ainda recentemente a equipa Cousteau participou nas actividades científicas do Ano Polar Internacional (2007-2008), nomeadamente no censo da vida marinha que decorreu no seu âmbito.

Quanto às expedições, a imagem de marca do explorador francês que mudou a nossa visão sobre os oceanos, elas continuam, bem como as filmagens submarinas, o desenvolvimento de novos equipamentos ligados ao mergulho e à navegação e as acções didácticas destinadas aos mais novos ou ao público em geral.

Na página oficial da Sociedade Cousteau na Internet (http://www.cousteau.org) é possível navegar através das missões, que continuam mar fora.

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MensagemAssunto: Dia Mundial dos Avós   Seg Jul 26, 2010 11:22 am

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Criados os filhos... educar os netos

por JOANA FERREIRA DA COSTA
Hoje


O DN foi conhecer as histórias de quem foi mãe dos netos. E ganhou uma vida nova.

Júlia Azevedo, de 56 anos, tornou--se mãe pela terceira vez quando trouxe a neta para viver consigo. "Dormia num carrinho de bebé que eu lhe dei, numa marquise em casa da avó materna", conta. Como o pai e a mãe da criança viviam fora do País, Júlia passou a tomar conta da neta de cinco meses. "Ela é minha", diz com um sorriso, "foi a melhor coisa que me aconteceu na vida". Aos oito anos, Erica trata sempre a avó por mãe. E Júlia foi a única que conheceu. A mãe biológica vive em Inglaterra e tem uma nova família. O pai, emigrante na Noruega, ainda lhe telefona às vezes.

Só aos cinco anos, quando a avó lhe contou, é que Erica soube que ela não era sua mãe. Lembra-se de se ter agarrado a ela num grande abraço: "Tu és sempre a minha mãe." Confessa que gostava de conhecer o pai, tal como aos irmãos, que resultaram de um casamento posterior, mas diz não sentir a sua falta. "Só sinto falta dos meus irmãos. O meu pai nunca quis saber de mim e eu também não quero saber dele."

Nos últimos oito anos, Júlia só lamenta uma coisa: que o filho nunca tenha querido ser um pai para Erica.

Romana foi avó aos 35 anos

"Foi o que me calhou, e eu recebi, ponto final", sintetiza Romana Silva, de 48 anos, quando pensa em João António, o neto que a filha lhe deu quando tinha apenas 13 anos. A mãe rejeitou a criança desde logo, e os avós acabaram por assumir a sua responsabilidade pelo bebé junto da protecção de menores. "Eu só não o pari", explica a avó, "tudo o resto eu tive de passar. Solange era ainda muito nova, precisava do meu apoio. Tive de os educar a um e a outro", bem como às outras três filhas do casal.

João António nunca se sentiu posto de parte, pelo contrário. A mãe era como uma irmã mais velha, mas ele sempre soube que era ela a sua mãe e procurava chamar--lhe a atenção. "Vês, Solange", dizia, "eu gosto muito da minha avó, ela ralha e dá-me mimos, ela é que cuida de mim". A luta da avó era fazer com que mãe e filho se aproximassem, fazendo-os passar tempo juntos. Mas só aos oito anos é que viu esse esforço dar frutos.

Com o pai aconteceu o mesmo, mas só depois de este o reconhecer como filho, aos cinco anos, por ordem do tribunal. "Eu é que acabei por obrigá-los, a um e outro, a criar uma afeição com o menino."

Hoje, vive com a mãe, mas a casa dos avós continua também a ser a sua. Com o pai mantém uma relação mais distante. "Às vezes vou dormir lá a casa, mas não é tanto por causa dele", apressa-se João António a explicar. "É por causa da minha irmã mais nova. Eu sempre disse à minha mãe que quando tivesse um irmão ia acarinhá-lo."

Leonilde ajudou a salvar a neta

Carinho também não faltou a Leonilde Bregeira, de 65 anos, quando acolheu em casa a neta de três meses, hoje com 18 anos. Foi ela quem alertou o Ministério Público para os perigos que corria Vanessa, entregue aos cuidados dos pais toxicodependentes.

"A bebé era um entrave na vida deles quando se zangavam", explica Leonilde. "Quando estava tudo mal era a menina que sofria."

Os pais de Vanessa, que se separaram pouco depois, visitam-na de vez em quando e a avó acabou por criá-la praticamente sozinha. Trabalhou muito para cuidar da neta e hoje teme não conseguir pô-la na faculdade. Emocionada, deixa escapar: "Preocupa-me que eu feche os olhos e ela não tenha ninguém." "Ela é a minha bonequinha de porcelana que eu guardei com muita estimação. Tenho muita vaidade nela, mas custa-me que ela nunca tenha uma palavra de carinho para mim."

Hoje, Vanessa tem vergonha de andar na rua com a mãe, por causa do seu aspecto, e evita o pai a todo o custo. "Não me sinto bem com o meu pai", explica. Como boa recordação da mãe lembra que foi ela quem a ensinou a fazer bolhas com a pastilha elástica.

"E eu não te ensinei nada?", pergunta a avó. O silêncio da neta é a resposta. Vanessa vive revoltada com a sua sorte, justifica Leonilde. "Ela tem um feitio complicado, não tem muita paciência", desculpa-se a neta.

Os psicólogos são unânimes em considerar que os avós não substituem os pais. "Os avós podem dar a educação, as regras, mas não é a mesma coisa", diz a psicóloga Maria de Jesus Candeias. "É fundamental para o desenvolvimento das crianças ser amado e desejado pelos pais. A sua ausência deixa marcas profundas na auto-estima e sentimentos de insegurança."

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MensagemAssunto: Dia Internacional da Juventude   Qui Ago 12, 2010 1:55 pm

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Associações de jovens crescem 50% em cinco anos

por JOANA FERREIRA DA COSTA
Hoje


O DN foi conhecer voluntários e os projectos que os fazem abdicar do tempo livre para apoiar quem precisa. A maioria 'trabalha' com crianças.

Diana Cerqueira adora ser voluntária. Desde os 16 anos que trabalha com crianças em campos de férias organizados pela Associação Social Recreativa Juventude de Vila Fonche, em Arcos de Valdevez. Aos 25 anos tornou-se dirigente do organismo, onde também começou a receber um salário.

Como ela há 150 mil jovens voluntários que passaram pelos projectos do Instituto Português da Juventude (IPJ), desde 2002. O objectivo é promover e estimular a actuação dos mais novos no espaço público. E nos últimos cinco anos, o número de associações apoiadas passou de 1100 para 1650. Um aumento de 50%.

"As associações juvenis são o expoente máximo do intervencionismo entre os jovens, que passam a desenvolver os seus próprios projectos", explica Luís Alves, vice--presidente do IPJ. "Este crescimento significa que estamos a ser bem-sucedidos."

Criar uma associação exige primeiro que tudo iniciativa. "Uma vontade de intervir para melhorar as coisas que já não funcionam na nossa comunidade", resume Diana. "Isso permitiu-me crescer na associação, não só como pessoa, mas também como estudante e como profissional", conta. "Tornei-me mais solidária e ganhei prática a escrever relatórios, preencher candidaturas e a comunicar." Qualidades que, acredita, a poderão ajudar mais tarde numa entrevista de emprego.

Por agora continua a trabalhar na associação, o que o sociólogo Fernando Ferreira desaconselha. "Hoje o voluntariado é uma forma de colmatar o desemprego por algum tempo, mas não deve ser encarada como uma solução."

Para o especialista da Universidade da Beira Interior, a palavra- -chave no voluntariado é a "dádiva", mas reconhece que hoje há uma certa instrumentalização da actividade: "Pode ser vista como uma forma de ganhar experiência, de ganhar currículo." Porém, não deixa de ser "uma oportunidade de realização pessoal e profissional e de aprendizagem do altruísmo e dos valores", acrescenta.

Para a Federação Nacional das Associações Juvenis o aumento do número de associações juvenis prende-se com uma maior vontade para participar. "Os jovens estão mais atentos ao mundo e também há mais oportunidades e plataformas de diálogo", afirma Júlio Oliveira, director da FNAJ. "Tem- -se desenvolvido uma política sustentada de apoio ao movimento associativo através de programas próprios", promovidos pelo Estado em parceria com entidades como o IPJ, que reserva 1/3 do seu orçamento para o financiamento destas associações.

As iniciativas desenvolvem-se nas mais variadas áreas, desde o apoio social, ao ambiente e à cultura. A Acreditar ou o Banco Alimentar são exemplos de instituições em que a presença dos jovens é bastante significativa.

Regra geral, preferem trabalhar com as crianças, mas na Legião da Boa Vontade há excepções. Ivo Machado é uma delas. Aos 21 anos é militar e colabora no projecto "Ronda da Caridade", que distribui alimentos, roupa e mantas aos sem-abrigo à noite em Lisboa. Pelo menos uma vez por semana distribui sopa e um "saquinho" com pão, fruta e um iogurte. Sente-se "gratificado por dar a uma pessoa a refeição que naquele dia se calhar ainda não tinha feito".

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Romy

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MensagemAssunto: Em 13 de Agosto de 1992...   Sex Ago 13, 2010 1:11 pm

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Estudo: Canhotos pensam mais rápido que os destros

Hoje


Especialista português diz que é precisa mais investigação, mas admite que entre os esquerdinos há muitos sobredotados.

Um estudo publicado na revista Neuropsychology sugere que os canhotos pensam mais rápido do que os destros, mas especialistas portugueses apontam que faltam mais estudos que comprovem essa teoria, apesar de haver a percepção de que muitos sobredotados são esquerdinos.

O estudo, publicado na revista Neuropsychology, da Associação Americana de Psicologia, indica que os canhotos são mais rápidos no processamento de múltiplos estímulos cerebrais do que os destros. O neuropsicólogo e membro do Instituto da Inteligência Nelson Lima explicou que essa teoria pode ser verdadeira, mas sublinhou que "varia de caso para caso porque cada pessoa tem uma estrutura cerebral e um funcionamento muito particular".

"De facto há estudos que apontam para a hipótese de que os esquerdinos tenham uma rapidez de raciocínio em determinadas áreas, especificamente no raciocínio lógico matemático e também na inteligência verbal e na inteligência espacial, mas isto carece de novos estudos que venham a confirmar", disse Nélson Lima. O especialista acrescentou que o raciocínio lógico matemático é o que comanda a racionalidade, o pensamento objectivo, o planeamento ou a rapidez de resposta nas actividades que exijam menos envolvimento emocional e a inteli- gência espacial a capacidade para nos orientarmos no espaço que nos rodeia.

"Aparecem muitos esquerdinos com essas habilidades mais de-senvolvidas do que pessoas com igual nível de inteligência, mas que não são esquerdinos", revelou. Nélson Lima apontou igualmente que em faixas etárias mais baixas, ou seja, nas crianças, há muitos esquerdinos que são sobredotados.

"Não quer dizer que haja mais esquerdinos sobredotados do que destros, mas o que acontece é que dentro dos esquerdinos há um elevado número de crianças sobredotadas e este simples facto dá que pensar", defendeu Nélson Lima, acrescentando não haver dados estatísticos concretos.

Para o presidente da Sociedade Portuguesa de Neurologia (SPN), é preciso ser cauteloso ao dar relevância a este tipo de estudos porque, apontou, não foi replicado e "na prática não têm qualquer relevância". "A maior parte da informação que existe sobre as características da inteligência ou características intelectuais distintas nos destros ou nos canhotos são de uma maneira geral de pequena dimensão e cuja validade é questionável", defende Joaquim Ferreira.

O Dia Internacional dos Canhotos assinala-se hoje, efeméride criada a 13 de Agosto de 1992 pelo clube britânico Left-Handers (canhotos) como forma de protesto contra a discriminação que sofrem os esquerdinos.

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Romy

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MensagemAssunto: Em 27 de Agosto de 1910...   Sex Ago 27, 2010 4:07 pm

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Católicos celebram 100 anos do nascimento da 'santa dos pobres'

por CATARINA REIS DA FONSECA
Hoje


Em Nova Iorque, Empire State Building recusou homenagear a missionária

"É um insulto que tenham recusado o nosso pedido de homenagem à Madre Teresa, quando no passado iluminaram o edifício para honrar [o aniversário da] China comunista e assinalar o lançamento do DVD do filme dos Simpsons". As palavras de indignação contra os donos do Empire State Building, citadas pelo New York Times, foram ontem proferidas pelo presidente da Liga Católica para os Direitos Religiosos, uma organização americana que luta contra o anticatolicismo.

Os cem anos do nascimento de Madre Teresa de Calcutá foram assinalados um pouco por todo o mundo, mas em Nova Iorque a data esteve envolta em polémica. Para as 18.00 locais (23.00 em Portugal) estava marcado um protesto nas ruas, convocado após os proprietários de um dos mais emblemáticos edifícios da cidade terem recusado a cobrir as fachadas com luzes azuis e brancas, em honra da Nobel da Paz de 1979.

"Não aceitamos pedidos que estejam relacionados com figuras religiosas", declarou ao New York Times o porta-voz de Anthony Malkin, um dos donos do Empire State Building. Muitas instituições religiosas apoiaram a decisão, sublinhando que Madre Teresa não aprovaria este tipo de comemorações.

O edifício ficou assim excluído de uma iniciativa que ontem concedeu a Times Square - a praça onde confluem algumas das maiores avenidas da cidade - uma aura azulada, proveniente das luzes de edifícios e placares.

Já em Calcutá, a cidade indiana onde a missionária passou grande parte da vida, as celebrações decorreram num clima calmo de meditação. Uma missa solene, presidida pelo cardeal Telesphore Placidus Toppo, teve lugar na sede das Missionárias da Caridade, uma congregação fundada por Madre Teresa em 1950 . Na eucaristia foi lida uma mensagem enviada pelo Papa, que se refere à Beata como um "dom inestimável" para a Igreja e para o mundo.

O centenário do nascimento da "santa dos pobres" foi ainda assinalado na sua terra natal, a Macedónia, que em 1910 integrava o Império Otomano. Também na Albânia, na Sérvia e no Kosovo foram realizadas cerimónias comemorativas e missas solenes.

Em várias capitais europeias, como Roma, Madrid ou Copenhaga, realizaram-se inúmeras vigílias e missas de homenagem.

In DN



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