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 O Azeite

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Fantômas

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MensagemAssunto: O Azeite   Qua Out 22, 2008 11:32 pm

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«Em nada dignifica o produto»
Trás-os-Montes


Casa do Azeite considera fim do galheteiro inviolável um «retrocesso completo»

A Casa do Azeite, Associação do Azeite de Portugal, «estranhou» s declarações feitas hoje pelo ministro da Agricultura sobre o fim dos galheteiros com garrafa inviolável, considerando que se trata de «um retrocesso completo».

Mariana Matos, secretária-geral da Casa do Azeite, disse à agência Lusa que o fim da garrafa inviolável nos restaurantes \"em nada dignifica o produto\", representando um \"regresso aos tempos em que se faziam coisas não lícitas\".

O ministro da Agricultura, Jaime Silva, anunciou hoje, em Santarém, na abertura de um encontro promovido pela Associação da Restauração e Similares de Portugal (ARESP), o fim dos galheteiros com garrafa inviolável a partir do momento que os restaurantes passem a dispor de cartas de azeites que permitam ao consumidor escolher o azeite que quer consumir.

Mariana Matos disse à Lusa que a afirmação de Jaime Silva revela \"desconhecimento\" e que \"estranha\" que o ministro \"não queira ouvir os representantes de um sector que é prioritário\" para o País.

Segundo disse, a Casa do Azeite pediu uma audiência ao ministro em Maio, não tendo sido recebida até hoje.

Contudo, disse, \"o senhor ministro já se reuniu duas vezes com a ARESP, associação que não tutela\".

\"Admitimos a existência de várias versões, várias hipóteses mas não entendemos que um sector estratégico não tenha a audiência que solicitou e depois seja feito este tipo de afirmações\", afirmou.

Para Mariana Matos, o regresso aos galheteiros abre de novo a porta à adulteração, porque é impossível controlar se o azeite lá colocado corresponde ao da marca que venha a constar na carta de azeites.

Frisando que a associação tem assessorado alguns restaurantes que dispõem de lista de azeites, Mariana Matos afirmou que ela só faz sentido se o azeite for servido numa garrafa devidamente rotulada, com indicação do lote, da origem e da validade.

Mariana Matos referiu que a ARESP, \"que até apoiou a adopção dos galheteiros invioláveis quando saiu a portaria em 2005\", não é a única associação representativa dos restaurantes que, assegurou, apoiam na sua maioria uma medida que representou um \"salto qualitativo\".


Lusa, 2008-10-19
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MensagemAssunto: Lagar de Azeite em Pedra recuperado   Sex Nov 28, 2008 6:16 pm

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Posto de Venda de Azeites Gourmet
Valpaços


Lagar de Azeite em Pedra recuperado

O processo tradicional da transformação da azeitona em azeite está a partir de hoje perpetuado no concelho de Valpaços.

A Cooperativa de Olivicultores de Valpaços em colaboração com a autarquia local inaugurou esta manhã um Lagar de Pedra, que foi recuperado, bem como um Posto de Venda de Azeites Gourmet, com baixo teor de acidez.

Francisco Tavares, presidente da Câmara de Valpaços, defende que desta forma as gerações futuras poderão conhecer os processos mais antigos ligados à produção do Azeite.

No Posto de Venda de Azeites Gourmet, também hoje inaugurado, vão ser lançados novos azeites de qualidade.
Durante a inauguração foi efectuada uma demonstração de extracção de azeite no Lagar de Pedra com tracção animal reproduzindo uma tradição com mais de 400 anos.


, 2008-11-28
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MensagemAssunto: Negócio não compensa   Seg Dez 22, 2008 12:33 am

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Negócio não compensa
Trás-os-Montes




Azeite enfrenta a prior crise de sempre

O sector do azeite em Trás-os-Montes enfrenta uma crise sem precedentes. Os produtores queixam-se de que o negócio não compensa porque o produto é vendido ao desbarato. Há agricultores a deixar a azeitona no olival.

Está à venda o lagar da empresa Casa Rabaçal-Aragão, em Alfândega da Fé, uma das referências da região no sector e um dos primeiros produtores a comercializar a produção engarrafada e com rotulagem. Os motivos da venda prendem-se com questões pessoais dos proprietários, mas também com o facto de o negócio do azeite \"já não ser lucrativo\", referiu, ao JN, Maria do Carmo Aragão, a proprietária.

O preço do azeite \"está tão baixo como nunca esteve\", confirma António Branco, presidente da Associação de Olivicultores de Trás-os-Montes e Alto Douro (AOTAD). Circunstâncias que estão a desmotivar os produtores, que se queixam de não conseguir fazer face às despesas, nomeadamente o custo da mão-de-obra, que aumentou cinco euros, a jorna diária é paga actualmente a 30 euros às mulheres e 35 euros aos homens.

A mecanização da apanha é incipiente, apenas casos pontuais recorrem a máquinas, também porque os terrenos não o permitem. As despesas de produção também aumentaram. O preço do adubo, por exemplo, custa agora o dobro.

Mas o principal factor é a concorrência. De Itália, mas principalmente de Espanha, a que nivela o preço na região. A azeitona está a ser comercializada a 25 cêntimos o quilo, quando no ano passado foi vendida a 40 cêntimos, e o litro de azeite é vendido a dois euros, menos 50 cêntimos que no ano passado

Este ano até há azeitona em quantidade, apesar de ter baixo calibre, todavia \"já não compensa a apanha, porque o azeite está barato, tem o mesmo preço que há 15 anos\", lamentou Francisco Henriques, um produtor de Vila Nova de Foz Côa.

Jorge Encarnação, um produtor de Felgar (Torre de Moncorvo) gastou esta campanha mais de dois mil euros para apanhar sete toneladas de azeitona. \"Oito quilos de azeitona podem render um litro de azeite, porque é preciso pagar a maquia ao lagar\", calcula Francisco Henriques. Um número que assusta o produtor de Felgar, que prontamente desabafa: \"Tem que render mais senão estou desgraçado, isto dá muita despesa, só se fosse com máquinas\".

Na região já há muitos produtores que \"deixam a azeitona por lá (no campo), não vale a pena andar com tanto trabalho\", frisou Jorge Encarnação. Também Francisco Henriques considera que é um negócio que não rende, \"ainda se vai apanhando a azeitona porque é azeite de casa, e não se liga ao preço\", referiu.

Glória Lopes in JN, 2008-12-21
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MensagemAssunto: A colheita não paga a despesa   Qua Dez 31, 2008 4:34 pm

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A colheita não paga a despesa
Trás-os-Montes




Produtores dizem que já não é lucrativo produzir azeite

O baixo preço a que está a ser vendido o azeite está a levar vários produtores a desistir da actividade e a falar em crise no sector. Em declarações ao Jornal de Notícias (JN), Maria do Carmo Aragão, a proprietária da Casa Rabaçal-Aragão, em Alfândega da Fé, uma das referências da região no sector, referiu que o negócio do azeite «já não é lucrativo», para justificar o facto de ter posto à venda o lagar da empresa.

O preço do azeite «está tão baixo como nunca esteve», confirmou, ao mesmo jornal, o presidente da As-sociação de Olivicultores de Trás-os-Montes e Alto Douro (AOTAD), António Branco.

A azeitona está a ser comercializada a 25 cêntimos o quilo, quando no ano passado foi vendida a 40 cêntimos, e o litro de azeite é vendido a dois euros, menos 50 cêntimos que no ano passado. No entanto, além do preço, na origem da desmotivação dos produtores está também o aumento do preço dos factores de produção, desde a mão de obra aos adubos.

Além disso, os agricultores queixam-se também da concorrência, principalmente de Espanha, que nivela o preço na região. “Já não compensa a apanha, porque o azeite está barato, tem o mesmo preço que há 15 anos”, lamentou, em declarações ao JN, Francisco Henriques, um produtor de Vila Nova de Foz Côa.

Ao mesmo jornal, Jorge Encarnação, um produtor de Felgar (Torre de Moncorvo) lembrou que gastou esta campanha mais de dois mil euros para apanhar sete toneladas de azeitona. Agora, o medo do agricultor é que a colheita não dê para pagar a despesa.


ST, 2008-12-29
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MensagemAssunto: Azeite está mais barato e agricultores mais pobres   Sab Jan 10, 2009 11:23 pm

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Não compensa o esforço
Trás-os-Montes


Azeite está mais barato e agricultores mais pobres

Mesmo com o aumento do consumo a nível internacional, os preços de venda no produtor continuam em queda. E há agricultores que preferem deixar as azeitonas nas oliveiras por falta de rentabilidade, apesar de a procura mundial superar a oferta. O INE fala de perdas de mais de 30%

Preço no consumidor desceu mais de 10% desde 2007

Com a fama do azeite como gordura saudável a aumentar no mundo, países onde o seu mercado era pouco mais do que residual começam a importar cada vez mais o ouro verde - nos Estados Unidos o consumo triplicou em menos de 20 anos -, sendo parcialmente responsáveis pela expansão do consumo a que se tem assistido nos últimos anos.

Segundo o Conselho Oleícola Internacional (COI), organização intergovernamental que agrupa os países produtores, o consumo de azeite poderá crescer 97 mil toneladas em 2008/2009, facto que levará mais uma vez a que o consumo supere a produção, mesmo tendo em conta que se prevê um aumento de produção na ordem dos 200 mil toneladas.

O Instituto Nacional de Estatística (INE) previa no final de Outubro um crescimento de 5% da produção de azeite em Portugal para a campanha que se iniciou a 1 de Dezembro, tendência só acompanhada pela Espanha - de longe o maior produtor mundial - e a Tunísia. No entanto, as condições climatéricas registadas em Novembro poderão ter afectado seriamente previsões ligeiramente optimistas.

Os produtores tunisinos são quem mais poderá lucrar com a safra deste ano, a confirmarem-se as previsões que apontam para um salto de mais de 30% na sua produção, passando das 150 mil toneladas de 2007/2008 para as 200 mil possíveis em 2008/2009.

Se comparado com a Tunísia, Portugal, com as suas 35 a 40 mil toneladas, já é um pequeno produtor, colocado ao lado do gigante espanhol - que deverá atingir 1,2 milhões de toneladas nesta campanha (mais 7,5% do que na anterior) - figura como pigmeu a quem a presença de tal concorrência afecta de sobremaneira.

Recentemente, os produtores de azeite de Trás-os-Montes vieram a público queixar-se da grave crise que afecta o sector porque o preço do quilo da azeitona no produtor em vez de subir, desce, ao contrário das despesas. O lucro minguou tanto, que para alguns nem compensa o esforço. Preferem deixar as azeitonas a apodrecer na oliveira. Em 2007 pagava-se o quilo da azeitona a 40 cêntimos, este ano o preço está em 25 cêntimos.

O INE, na sua primeira estimativa das contas portuguesas da agricultura em 2008, publicada no dia 17, refere que houve um decréscimo de valor da ordem dos 30,4% na produção de azeite nacional.

O preço de mercado do azeite virgem também está em queda. De acordo com os dados do mesmo INE, um litro de azeite virgem pagava-se no final de Setembro a um preço inferior em 10% ao praticado no ano passado. Uma tendência generalizada na UE, dizem os dados do COI: em Espanha desceu 14%, na Itália 22% e na Grécia 30%.

Actualmente, cerca de 95% da superfície oleícola mundial está concentrada na bacia do Mediterrâneo, sendo que Espanha, Itália, França, Grécia e Portugal respondem por 76% da produção mundial. Só a Espanha vale metade do mercado mundial e 70% do da União Europeia.

Os 27 são também os maiores consumidores desta gordura natural, representando cerca de 75% do consumo mundial. Os gregos são os maiores amantes de azeite e azeitonas com 25 kg de consumo anual per capita, ficando-se Portugal pelos sete quilos por pessoa, número que representa um crescimento enorme quando comparado com os 3,3 kg que consumíamos nos anos 90.

Antonio Rodrigues in DN, 2009-01-09
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MensagemAssunto: Custos de produção aumentaram   Ter Jan 20, 2009 10:55 pm

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Custos de produção aumentaram
Trás-os-Montes


Crise pode levar olivicultores a deixar actividade

Este ano, vai ser mais difícil obter lucros com a olivicultura. Os custos de produção aumentaram, mas o preço do azeite e da azeitona vai baixar. A maior associação transmontana teme que muitos agricultores abandonem a actividade.

Mão-de-obra cada vez mais cara, gasóleo com constantes subidas, em 2008, e o preço do adubo 30% mais caro que na campanha do ano passado. São as principais queixas apresentadas por António Branco, presidente da Associação de Olivicultores de Trás-os-Montes e Alto Douro (AOTAD), para justificar o pessimismo que se instalou no sector olivícola.

Para se ter uma noção real desta situação, aquele dirigente associativo revela que o preço do adubo, para tratamento dos olivais, \"deve ter subido cerca de 200% nos últimos dez anos\".

Curiosamente, apesar do aumento dos custos de produção, o preço da comercialização baixou. A azeitona está a ser vendida a 25 cêntimos o quilo, quando na campanha do ano transacto, era vendida a 40. Também o litro de azeite vale menos 50 cêntimos do que no ano passado, fixando-se o preço em menos de dois euros o litro, uma redução de 20%. Como consequência, está a vender-se azeite de qualidade (virgem extra), pelo preço de azeite lampante.

Branco explica que esta queda dos preços \"deve-se ao facto de se nivelar os preços pelo mercado espanhol, o que é prejudicial para o nosso país, porque produz em menor quantidade e não tem forma de competir com um dos maiores produtores mundiais de azeite\", acrescenta. O líder da AOTAD teme que esta situação possa desmotivar e levar à desistência da produção de azeite.

Uma fiscalização rigorosa no embalamento do azeite, a definição de regras rigorosas e sensibilizar o consumidor para escolher um produto de qualidade, são algumas soluções propostas para combater a crise no sector.

Refira-se ainda que a AOTAD está à espera de resposta do Ministério da Agricultura sobre a linha de crédito solicitada para a replantação de olival que ficou afectado com as geadas do Inverno de 2007, após o levantamento exaustivo a cerca de 800 agricultores afectados pela intempérie. Ao todo foram destruídos 1200 hectares de olival, o que significa a morte de mais de 200 mil oliveiras. Existem situações concretas de olival que morreu e não uma simples perda ou redução da produção anual. Por outro lado, \"há uma quantidade significativa de oliveiras que sendo afectadas não morreram, no entanto a sua produção este ano e nos próximos está praticamente reduzida a zero\", revela António Branco. A região devia ter 120 mil hectares a produzir, mas só tem entre 85 a 90 mil devido às intempéries e às doenças que têm destruído os olivais.

Quanto à produção conseguida durante a última campanha, a AOTAD avança que foi um ano de boa produção, mas só terá números concretos no final deste mês.

Fernando Pires in JN, 2009-01-18
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MensagemAssunto: Novas Regras de Rotulagem do Azeite Virgem e Virgem Extra   Qui Fev 05, 2009 2:52 pm

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AOTAD - Associação de Olivicultores
Trás-os-Montes




Novas Regras de Rotulagem do Azeite Virgem e Virgem Extra


A AOTAD vem congratular-se com a aprovação, pela Comunidade Europeia, de novas regras de rotulagem de azeite virgem e virgem extra.

Estas alterações, que entram em vigor em 1 de Julho de 2009, vêm introduzir a obrigatoriedade da menção do país de origem no rótulo das embalagens de azeite virgem e virgem extra.

Segundo estas novas regras, será obrigatório que os azeites originários de um único país da Comunidade mencionem no respectivo rótulo, esse mesmo país de origem. Caso o azeite seja originário de países terceiros, ou misturas de diversas origens, essa condição deverá também ser mencionada no rótulo.

Trata-se uma medida que visa proteger a tipicidade e individualidade dos azeites europeus e que vem valorizar as regiões cujo azeite se destaca pela qualidade e singularidade como Trás-os-Montes e Alto Douro.

Estas regras vêm ainda complementar as regras das Denominações de Origem Protegida e destinam-se a garantir que aquilo que um consumidor compra numa embalagem de azeite corresponde efectivamente às suas preferências e expectativas.

Fica claro que a Comunidade Europeia pretende valorizar o embalamento de azeite de qualidade e a sua origem, ao contrário do Ministério da Agricultura, Desenvolvimento Rural e Pescas de Portugal que ainda questiona a importância de nos restaurantes ser oferecido aos consumidores, azeite em embalagens, devidamente rotuladas e referindo a sua origem e qualidade, preferindo reduzir esta questão à simples utilização ou não de “galheteiros” nas mesas.

Estas novas regras implicam também, que as referências no rótulo a termos como “frutado”, “maduro”, “verde” ou outros, sejam devidamente comprovados por Painéis de Provadores devidamente certificados.

Uma vez mais, o MADRP veio demonstrar que não considera esta questão como essencial para a valorização do azeite de qualidade nacional.

Até 31 de Janeiro de 2009, o MADRP deveria ter comunicado à CE quais as medidas nacionais necessárias para o acesso das organizações nacionais de produtores oleícolas ao REGULAMENTO (CE) N.o 867/2008 da Comissão de 3 de Setembro de 2008 que estabelece regras de execução do Regulamento (CE) n.o 1234/2007 do Conselho no que respeita às organizações de operadores oleícolas, aos seus programas de trabalho e ao seu financiamento.

Até ao presente momento não foi comunicado às organizações de produtores quais as medidas nacionais e a ausência de qualquer comunicação vem comprometer a possibilidade destas mesmas organizações nacionais de concorrerem a diversos financiamentos previstos neste Regulamento até 15 de Fevereiro.

Pelo acesso a este Regulamento seria possível o financiamento de:

a) No domínio do acompanhamento e da gestão administrativa do mercado no sector do azeite e da azeitona de mesa:

i) recolha de dados sobre o sector e o mercado em conformidade com as especificações metodológicas, de representatividade geográfica e de precisão estabelecidas pela autoridade nacional competente,

ii) elaboração de estudos, nomeadamente sobre matérias ligadas às outras actividades previstas no programa de trabalho da organização de operadores oleícolas em causa;

b) No domínio da melhoria do impacto ambiental da olivicultura:

i) operações colectivas de manutenção de olivais de elevado valor ambiental em risco de degradação, em conformidade com as condições estabelecidas pela autoridade nacional competente com base em critérios objectivos, nomeadamente no respeitante às zonas regionais elegíveis e à superfície e ao número mínimo de produtores oleícolas que devem ser abrangidos para tornar eficazes as operações em causa,

ii) definição de boas práticas agrícolas para a olivicultura, baseadas em critérios ambientais adaptados às condições locais, difusão das mesmas junto dos olivicultores e acompanhamento da sua aplicação prática,

iii) projectos de demonstração prática de técnicas alternativas aos produtos químicos para a luta contra a mosca da azeitona,

iv) projectos de demonstração prática de técnicas oleícolas que visem a protecção ambiental e o património paisagístico, como a agricultura biológica, a agricultura com baixo consumo de factores de produção e a agricultura integrada,

v) inclusão de dados ambientais no sistema de informação geográfica oleícola referido no artigo 20.° do Regulamento (CE) n.° 1782/2003;

i) melhoria das condições de cultivo, nomeadamente a luta contra a mosca da azeitona, colheita, entrega e armazenagem das azeitonas antes da sua transformação, em conformidade com as especificações técnicas definidas pela autoridade nacional competente,

ii)melhoria varietal do olival de explorações individuais, desde que contribua para os objectivos dos programas de trabalho

iii)melhoria das condições de armazenagem e de valorização dos resíduos da produção de azeite e azeitonas de mesa

iv)assistência técnica à indústria transformadora oleícola em aspectos ligados à qualidade dos produtos,

v)criação e melhoria dos laboratórios de análise de azeites virgens,

vi) formação de provadores para os controlos organolépticos dos azeites virgens;

d)No domínio da rastreabilidade, certificação e protecção da qualidade do azeite e das azeitonas de mesa, nomeadamente pelo controlo da qualidade do azeite vendido ao consumidor final, sob a autoridade das administrações nacionais:

i)criação e gestão de sistemas que permitam rastrear os produtos desde o olivicultor até ao acondicionamento e à rotulagem, em conformidade com as especificações defi­nidas pela autoridade nacional competente, criação e gestão de sistemas de certificação da qualidade baseados num sistema de análise de riscos e de controlo de pontos críticos, cujo caderno de encargos respeite os critérios técnicos estabelecidos pela autoridade nacional competente

No domínio da divulgação de informação sobre as actividades das organizações de operadores com vista a melhorar a qualidade do azeite e das azeitonas de mesa:

i) divulgação das informações sobre os trabalhos executados pelas organizações de operadores oleícolas nos domínios referidos nas alíneas a) a d),

ii) criação e manutenção de um sítio internet sobre as acções desenvolvidas pelas organizações de operadores oleícolas nos domínios referidos nas alíneas a) a d).

Fica claro que a estratégia nacional de valorização da fileira olivícola passa apenas pelo apoio à plantação super intensiva, ignorando todo o potencial de diferenciação dos azeites de qualidade que são produzidos a nível nacional.

Esta estratégia tem como objectivo a meta da auto-suficiência produtiva nacional, ignorando claramente que o mercado de azeite regista a maior descida de preço dos últimos anos.

Esta mesma estratégia ignora ainda a importância das organizações de produtores e a possibilidade de estas mesmas organizações contribuírem para uma estratégia integrada de valorização e promoção através dos mecanismos que a própria Comunidade Europeia cria.

Lamenta-se que a introdução destas novas regras de rotulagem para o azeite virgem e virgem extra não sejam acompanhadas por uma atitude nacional de impacto equivalente.

AOTAD - Associação de Olivicultores de Trás-os-Montes e Alto Douro

, 2009-02-05
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MensagemAssunto: AOTAD denuncia falta de ajudas   Qua Mar 18, 2009 11:11 pm

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AOTAD denuncia falta de ajudas
Trás-os-Montes


Olivicultores transmontanos com pouco acesso a programas de apoio

A falta de apoios a pequenos olivais tradicionais, a venda de azeite a granel sem ter em conta a sua qualidade, bem como a inexistência de um sistema de regadio específico para esta fileira são alguns dos problemas identificados por membros da Subcomissão de Agricultura, Desenvolvimento Rural e Pescas após a visitada efectuada à região, nos passados dias 8 e 9 de Março.

Segundo o documento, a fileira oleícola caracteriza-se por uma população de olivicultores e um capital produtivo envelhecidos, aliados à reduzida produtividade e rentabilidade, agravados pelo aumento dos custos de equipamentos, materiais e mão-de-obra, entre outros.
A par da produção instável, a Associação de Olivicultores de Trás-os-Montes e Alto Douro (AOTAD) constatou que a falta de apoio às explorações de oliveiras tradicionais coloca em risco a identidade do olival regional e os pequenos produtores, tal como a venda de azeite a granel de modo indiferenciado ou a ausência de técnicas de comercialização e valorização, que impede a actuação em mercados externos.

A AOTAD aponta o dedo, ainda, às regras e princípios previstos no despacho normativo para os pagamentos complementares aos produtores, uma vez as normas estabelecidas impedem a sua aplicabilidade. Entre outras medidas, este despacho determina que só poderão usufruir destes apoios os olivicultores que entreguem a sua produção num lagar ou unidade de transformação reconhecida pelo Instituto Nacional de Intervenção e Garantia Agrícola (INGA), que terão, ainda, que garantir a realização das respectivas análises.

Assim sendo, os produtores que efectuaram avultados investimentos na melhoria de técnicas e condições ambientais e higio-sanitárias não serão contemplados por esta normativa, caso transformem a sua produção no próprio lagar.

Associação critica “valorização da auto-suficiência em detrimento da qualidade”

Na óptica da AOTAD, o Governo português tem apostado, sobretudo, na “auto-suficiência produtiva nacional”, uma vez que “uma actividade super-intensiva é vista como solução para o equilíbrio do sector a curto prazo”. Desta forma, a produção oleícola de qualidade é deixada para segundo plano. Esta “medida” estatal visa, apenas, competir num mercado internacional assente na oferta de produtos de características vulgares. Contudo, o azeite português e, sobretudo, o transmontano é conhecido pelas suas qualidades únicas, que possibilitam a sua valorização nos melhores mercados de todo o mundo, podendo resultar numa mais-valia no que toca ao preço final de comercialização.

Para a AOTAD, esta estratégia governamental está patente nas candidaturas a programas de “Acções de Informação e Promoção de Produtos Agrícolas em Países Terceiros”, que contemplam, sobretudo, produtos de países como a Itália. Esta situação dá-se, segundo aquela associação, porque as candidaturas portuguesas são reprovadas sistematicamente pelo Instituto de Financiamento da Agricultura e Pescas.

Assim sendo, a AOTAD trabalha no sentido de incrementar o preço médio de comercialização de produtos olivícolas e as marcas em comercialização em 30 por cento. Aumentar a área de regadio e a de produção em 20 e 10 por cento, respectivamente, são outros dos objectivos previstos pela associação de produtores.

A criação de um agrupamento de comercialização, de um Centro Tecnológico da fileira, do Sistema de Gestão Integrada de Efluentes e Resíduos e de uma rede de informação que agregue todos os intervenientes destes sector, são outras medidas que a AOTAD pretende levar a cabo.

Sandra Canteiro, Jornal Nordeste, 2009-03-18
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MensagemAssunto: Olival tradicional perde apoios   Qua Abr 01, 2009 4:07 pm

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Olival tradicional perde apoios
Trás-os-Montes




Novo Plano de Desenvolvimento Rural deixa de fora as áreas de olival inferiores a 5 hectares

As produções de olival tradicional com uma área inferior a 5 hectares (ha) ficam excluídas dos apoios no âmbito do novo Plano de Desenvolvimento Rural (PRODER).
A denúncia é feita pela Associação de Olivicultores de Trás-os-Montes e Alto Douro (AOTAD), que pede a inclusão do olival tradicional nas Medidas Agro-Ambientais.

Aliás, a associação diz mesmo, em comunicado, que já tinha alertado para esta situação durante o período de consulta e discussão do PRODER e do Plano Estratégico Regional para a Fileira Olivícola, promovido pela Direcção Regional de Agricultura e Pescas do Norte, mas garante que nunca obteve resposta às solicitações e sugestões.

No documento, a AOTAD realça que no PRODER estão previstos, unicamente, apoios para os olivais tradicionais inseridos nas Zonas de Intervenção Territoriais Integradas, como é o caso do Douro Vinhateiro, Montesinho- Nogueira ou Douro Internacional.
“Podemos afirmar que a maioria das explorações olivícolas ficaram sem o apoio ao seu papel multifuncional, de preservação da paisagem e do meio ambiente”, salienta a AOTAD.

Pequenas produções de olival podem desaparecer devido ao corte de apoios aos agricultores

Importa, ainda, realçar que a cultura das oliveiras em modo tradicional representa grandes custos de produção, tendo em conta a limitação de mecanização. Acresce que o facto de se encontrarem em regime de sequeiro condiciona o olival a uma produtividade baixa, que não é compensado pelos baixos preços de comercialização.
Perante este cenário, a associação teme que os produtores partam para o abandono destas culturas, devido aos lucros reduzidos, o que poderá trazer graves consequências a nível social e ambiental na região de Trás-os-Montes.

Por outro lado, as Denominações de Origem Protegida assentam, sobretudo, neste tipo de olival, visto que preservam o cultivo regional, o que, aliado às características climatéricas, se traduz na identidade única e singular dos azeites produzidos sob esta denominação. No entanto, esta marca não pode ser o único sustento do olival tradicional, até porque é pouco reconhecida pelo consumidor e ainda tem pouca representatividade a nível nacional.

Esta situação leva a AOTAD a pedir a protecção deste tipo de cultivo das oliveiras, quer pela sua importância em tempos de área, mas também porque é uma “pedra basilar” de muitas explorações agrícolas da região.

Teresa Batista, Jornal Nordeste, 2009-04-01
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MensagemAssunto: Prémio Mário Solinas   Ter Maio 26, 2009 2:24 pm

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Prémio Mario Solinas
Trás-os-Montes




Azeite de Trás-os-Montes DOP ficou classificado entre os melhores azeites do mundo

O Azeite de Trás-os-Montes DOP ficou classificado entre os melhores azeites do mundo no Prémio Mario Solinas.

O Prémio Mario Solinas é o Prémio à Qualidade promovido pelo Conselho Oleícola Internacional, sendo considerado um dos prémios mais prestigiados em todo o mundo.

O produtor Jerónimo Pedro Mendonça de Abreu e Lima da Quinta da Fonte - Vale de Madeiro – Mirandela venceu a categoria Maduro Intenso.

Nesta categoria o segundo lugar foi atribuído à CARM- Casa Agrícola Roboredo Madeira, S.A. de Almendra.

De destacar ainda o terceiro prémio na Categoria de Maduro Médio de Filipe José de Albuquerque Roboredo Madeira de Vilar de Amargo e a presença como finalista da Ollivus de Fonte Longa – Meda na mesma categoria.

As presentes classificações vêm demonstrar que o Azeite de Trás-os-Montes DOP possui qualidades únicas e diferenciadoras que o podem valorizar significativamente no mercado mundial de azeites de qualidade.

De destacar ainda a presença de mais quatro azeites portugueses nas classificações finais, o que demonstra também a necessidade de Portugal apostar cada vez mais na valorização e promoção do Azeite DOP em detrimento do mercado de granel e da produção de azeite sem qualquer identidade nacional.

Os resultados podem ser vistos em http://www.internationaloliveoil.org/COIAdmin/resources/pdf/PRENSA-MS09.pdf


, 2009-05-26
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MensagemAssunto: Projecto ajuda empresas transmontanas a internacionalizar-se   Seg Jun 01, 2009 4:08 pm

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]Vinho, azeite, enchidos e pão
Trás-os-Montes


Projecto ajuda empresas transmontanas a internacionalizar-se

Dez empresas transmontanas estão a dar os primeiros passos para conquistar mercados internacionais, graças a um projecto conjunto que vai ter apoio comunitário e que foi apresentado pela Associação de Desenvolvimento da Rota do Azeite de Trás-os-Montes. Em causa estão produtos como azeite, vinho, pão e enchidos.

A Associação de Desenvolvimento da Rota do Azeite de Trás-os-Montes viu aprovada uma candidatura ao Sistema de Incentivos à Qualificação e Internacionalização de Pequenas e Médias Empresas, no âmbito do Quadro de Referência Estratégica Nacional.

Em causa estão cerca de 104 mil euros (40 mil dos quais provenientes de fundos comunitários) que irão ajudar as dez empresas envolvidas a conseguir vender os seus produtos no mercado europeu. Em causa estão produtos de qualidade como azeite, pão, enchidos e vinho (gourmet), que se destinarão a um segmento de mercado de classe média-alta.

A verba em causa servirá para financiar, por exemplo, a participação destas empresas na Feira Internacional da Alimentação que se irá realizar na Alemanha de 10 a 14 de Outubro, bem como em uma prova de degustação que terá lugar na Bélgica. Em ambos os casos, a ideia é que os empresários desenvolvam contactos para vir a colocar os produtos da região nesses mercados.

Além disso, o projecto prevê ainda a realização de estudos de marketing e de mercado que definirão estratégias de actuação para rentabilizar a aposta no estrangeiro.

Numa segunda fase, segundo a coordenadora do projecto, Cristina Passas, e através de uma nova candidatura a fundos comunitários, vai passar-se para as chamadas “missões empresariais”. Ou seja, irão ser apoiadas visitas de grupos de empresários que virão a Portugal ver as produções. “É uma espécie de intercâmbio para aproximar as pessoas ao produto”, explicou Cristina Passas.

Noutra fase ainda, a ideia será levar os produtos transmontanos a mercados extra-europeus.

Margarida Luzio, Semanário Transmontano, 2009-06-01
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MensagemAssunto: Bienal do Azeite com 60 mil visitas   Qua Jun 03, 2009 2:05 pm

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Bienal do Azeite com 60 mil visitas



Durante três dias a cidade de Castelo Branco transformou-se na capital do Azeite de Portugal. A Bienal do Azeite reuniu 100 expositores e contou com a presença de todas as regiões produtoras de azeite.

Foram 60 mil as pessoas a vivenciar as mais variadas experiências em torno do azeite. A Praça da Devesa em Castelo Branco foi o palco de degustações de mais de 50 marcas de azeite português. Os visitantes puderam eleger os azeites mais saborosos e os packagings mais apelativos através do concurso “Azeite & Design”. As provas de BTT, Cozinha ao Vivo, e a Tibórnia gigante foram outras das atracções que registaram uma maior afluência.

A Bienal do Azeite fica marcada pelo reconhecimento oficial da Associação Interprofissional da Fileira Oleícola (AIFO) por parte do Ministério da Agricultura. Há muito que o sector do azeite esperava por esta medida que irá contribuir significativamente para o desenvolvimento das estratégias futuras na actividade oleícola.

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MensagemAssunto: Olival sem apoios comunitários   Seg Jun 08, 2009 10:29 pm

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Olival sem apoios comunitários
Trás-os-Montes




«Impacto fortíssimo» na região, com consequências «dramáticas»

A partir deste ano o olival tradicional, o mais representativo no Norte, vai deixar de receber as ajudas financeiras comunitárias com que contava. Teme-se o abandono do olival pelos agricultores.

O Programa Operacional de Desenvolvimento Rural (PRODER) em vigor até 2013 não prevê ajudas específicas ao olival tradicional, com excepção do olival de produção biológica.

A falta de apoios financeiros públicos está a dar origem ao abandono dos olivais. Em diversos concelhos do distrito de Bragança há olivicultores que deixaram de tratar as suas terras e há casos em que já estão a ponderar não proceder à apanha da azeitona.

António Branco, presidente da Associação de Olivicultores de Trás-os-Montes e Alto Douro (AOTAD), garante que o abandono do olival tradicional terá um \"impacto fortíssimo\"na região, com consequências \"dramáticas\" não só a nível económico, com a diminuição da produção de azeite e redução de rendimentos por parte dos pequenos agricultores, mas sobretudo na perda de capital genético. \"Está em causa a identidade genética do olival transmontano, um património genético único no mundo, que é uma marca distintiva dos restantes azeites\", explicou António Branco.

Muitos dos olivais de produtores que têm ganho concursos internacionais com azeites transmontanos utilizam espécies do olival tradicional, algumas delas típicas da região, \"diferentes das do Alentejo, de Espanha ou de Itália, as novas oliveiras são iguais em todo mundo\", acrescentou.

O olival tradicional é o tipo de olival mais representativo de Portugal, distribuindo-se, dominantemente, em pequenas parcelas, envolvendo milhares de pequenos e médios agricultores que retiram do olival uma parte substantiva dos seus rendimentos.

Armindo Lopes, presidente da Cooperativa Agrícola de Izeda, prevê que se os olivais forem abandonados, as consequências ambientais, económicas e sociais \"serão trágicas\".

Para além da função produtiva de azeitona e de azeite, o olival tradicional contribui fortemente para o equilíbrio ambiental e paisagístico, que são também uma marca da identidade transmontana, até ao nível dos próprios muros em xisto, cujos olivais que os possuíam recebiam uma majoração do subsídio. Olivais abandonados serão mais um risco de incêndios florestais.

\"A produção no olival tradicional envolve custos elevados, dada a baixa possibilidade de mecanização, a que acresce a baixa produtividade, por se tratar de uma cultura de sequeiro\", explicou Adão Silva, deputado do PSD, que já inquiriu o Ministério da Agricultura sobre que medidas estão previstas para ajudar os olivicultores.

Na última colheita já se registou o abandono da vários hectares de olival. Os proprietários recusaram apanhar a azeitona porque os custos ficavam acima do valor de mercado da azeitona e do azeite.

Glória Lopes in JN, 2009-06-08
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MensagemAssunto: União Europeia vai dar ajudas a produtores de azeite   Ter Jun 09, 2009 10:32 pm

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União Europeia vai dar ajudas a produtores de azeite



A União Europeia irá conceder ajuda aos produtores de azeite extra virgem dos países percententes ao bloco, principalmente em países mediterrâneos, para o armazenamento particular. A medida pretende dar resposta à queda prolongada dos preços do produto.

De acordo com a nova directiva europeia, os produtores poderão participar numa licitação para beneficiar de uma ajuda para o armazenamento durante um período de 180 dias e com uma quantidade total máxima de 110 mil toneladas.

Os subsídios da Comissão Europeia destinam-se designadamente aos produtores na Espanha, Itália, Grécia, França e Portugal.

"A queda significativa dos preços do azeite no mercado europeu e a crise económica criaram sérias alterações" no sector, informou a Comissão Europeia em comunicado.

A Espanha já havia solicitado esse tipo de ajuda para compensar a deterioração dos preços desde o início da campanha de comercialização 2008-2009.

Com esta medida, a Comissão Europeia prevê também a opção de prolongar as ajudas em função da evolução dos preços e as previsões para a campanha de comercialização seguinte.

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MensagemAssunto: Magna Olea, azeite produzido numa quinta de Vale de Madeiro   Sex Jun 12, 2009 2:41 pm

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Azeite dos melhores do Mundo
Mirandela




Magna Olea, azeite produzido numa quinta de Vale de Madeiro

O Magna Olea, azeite produzido numa quinta de Vale de Madeiro, Mirandela, foi distinguido num dos mais importantes prémios mundiais. O responsável, Jerónimo Lima, trata e apanha sozinho a azeitona das 6000 oliveiras.

O Azeite de Trás-os-Montes DOP (Denominação de Origem Protegida) ficou classificado entre os melhores azeites do mundo no Prémio Mario Solinas (Espanha), um dos mais prestigiados, promovido anualmente pelo Conselho Oleícola Internacional (COI). Neste concurso são premiados azeites de três categorias: frutado intenso, frutado médio e frutado ligeiro, e destacados os que chegam a finalistas. Na edição deste ano, participaram 84 azeites, em representação de oito países: Espanha, Portugal, Grécia, França, Itália, Marrocos, Israel e Egipto.

Na categoria de frutado intenso, o vencedor foi o Magna Olea, de Trás-os-Montes, registada no final de 2006, do produtor Jerónimo de Abreu e Lima da Quinta da Fonte, Vale de Madeiro, Mirandela, que confessa ter sido uma surpresa esta vitória. \"Não tinha grande esperança de ganhar porque é um concurso de alto gabarito\" refere. No entanto, este olivicultor considera que o mérito \"é das características do micro-clima da região\". De resto, basta o agricultor \"caprichar\" e ter cuidado na selecção e \"avaliar a altura ideal da maturação da azeitona para a colher\" afirma. Outro dos segredos para obter um azeite de qualidade passa pela apanha o mais cedo possível, contrariando a versão popular que só deve acontecer depois de Janeiro. \"Na última campanha comecei a apanha no dia 2 de Novembro, porque quanto mais cedo se apanhar a azeitona, melhor é o paladar do azeite produzido\", garante este olivicultor licenciado em história, mas que se dedica exclusivamente à agricultura há 20 anos.

Jerónimo tem 6000 oliveiras, mas devido à falta de rentabilidade no sector, há três anos que trabalha sozinho. \"Para o trabalho, o investimento e para os riscos, não é possível contratar ninguém\", adianta. Mesmo assim, só precisa de 20 dias para fazer a apanha da azeitona. \"Durante a campanha não há domingos nem feriados para que a azeitona não amadureça demais e só não trabalho de noite porque por não ter visibilidade\", conta o agricultor que utiliza uma moderna máquina vibradora com lona incorporada.


Fernando Pires in JN, 2009-06-12
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MensagemAssunto: Mistura de azeite com óleos?   Qui Jun 25, 2009 2:48 pm

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Mistura de azeite com óleos?
Trás-os-Montes


Jaime Silva «põe em risco» a saúde pública

Agricultores não aceitam que o novo diploma autorize a mistura de azeite com óleos.

O Ministro da Agricultura é acusado, esta terça-feira, pela Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP), de «pôr em risco» a saúde pública dos portugueses, ao permitir a mistura de azeite com outros óleos vegetais, segundo informação da Lusa.

De acordo com o ministro da Agricultura, Desenvolvimento Rural e Pescas, o novo diploma legislativo com que avança, visa obrigar a que os rótulos das garrafas de azeite mostrem a origem do produto e permitam saber a sua «história», desde a produção até ao consumo.

«Pela primeira vez depois das negociações em Bruxelas, [vamos ter] um diploma que permite aos portugueses saber a origem do azeite», explicou Jaime Silva.

Por outro lado, «a legislação continua a autorizar a mistura com óleos e nenhum Estado membro pode proibir a importação», embora Portugal proíba a produção no seu território, especificou o ministro, acrescentando que, «quando é mistura, não se pode chamar azeite, mesmo quando importado».

Neste sentido, «a CAP decidiu denunciar publicamente o risco para os consumidores portugueses da nova legislação proposta pelo Ministério da Agricultura», dizem os agricultores, adiantando que «Portugal passa a ser o único país da União Europeia produtor de azeite a excluir» a proibição da produção que inclua mistura de azeite com outros óleos vegetais.

Para os agricultores, com este diploma legislativo, «o ministro da agricultura prepara-se para destruir a credibilidade e o prestígio do azeite no nosso mercado, colocando também em risco mais um importante sub-sector da economia nacional».

Para o ministro o objectivo da nova legislação é «proteger e valorizar o azeite português».

Quanto aos galheteiros, «somos o único Estado membro que criou legislação nesta matéria». «Numa altura em que, em muitos restaurantes, o azeite é servido como prova» em pratos e não em garrafas, e com regras que protejam o produto português, «esta é uma questão secundária», defendeu Jaime Silva.


Lusa, 2009-06-25
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MensagemAssunto: Oliveiras secam por causas ainda desconhecidas   Qui Jun 25, 2009 3:49 pm

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António Branco preocupado
Trás-os-Montes




Oliveiras secam em Trás-os-Montes por causas ainda desconhecidas

Milhares de oliveiras estão a morrer em Trás-os-Montes por causas ainda não completamente esclarecidas que organizações do sector atribuem a efeitos das geadas, mas há também quem fale em doença ou num vírus.

O dirigente regional do PCP de Bragança José Brinquete anunciou hoje que vai requerer na Assembleia da República, através do grupo parlamentar do partido, a intervenção do Ministério da Agricultura para averiguar o que se está a passar.

A Associação de Olivicultores de Trás-os-Montes e Alto Douro decidiu tomar a iniciativa e, segundo disse à Lusa o presidente António Branco, já solicitou a especialistas académicos colaboração para estudar o caso.

No âmbito das parecerias entre a associação e a Escola Superior Agrária de Bragança do Instituto Politécnico e a Universidade de Trás-os-Montes, técnicos das duas instituições estão a avaliar a situação na tentativa de descobrirem a causa da mortandade.

António Branco realça que «não é uma verdade absoluta», mas a convicção no sector é de que o que está a afectar as oliveiras são ainda efeitos das geadas de Novembro de 2007.

Segundo explicou, «a 14 e 15 de Novembro desse ano verificou-se uma ocorrência excepcional com temperaturas extremamente baixas associadas a outros factores como a humidade».

De acordo com António Branco, logo nessa ocasião foram visíveis os efeitos imediatos, com milhares de oliveiras queimadas, e era já previsível os efeitos indirectos que acredita estarem ainda a ocorrer.

«A árvore ou morre ou pode ficar afectada e numa situação de stress intenso fica susceptível a outro tipo de patologias», explicou, convicto de que o que está a ocorrer em Trás-os-Montes «é idêntico ao que aconteceu em França, em 1936, em que uma geada igual matou toda a produção».

José Brinquete considerou hoje «não ser de afastar a possibilidade de se tratar de uma doença desconhecida» ou um vírus, como se fala entre alguns agricultores.

Daí os comunistas entenderem que se justifica a intervenção do Ministério da Agricultura para estudar e esclarecer o caso.

Por toda a região transmontana são visíveis as consequências do problema em muitos olivais, com a rama completamente seca ou em que resta apenas o tronco das oliveiras.

Esta «poda violenta» que deixa as árvores sem ramos é a prática aconselhada pela associação de olivicultores para permitir novos rebentos.

Fonte do Ministério da Agricultura disse à Lusa que a direcção regional do Norte «tem feito um acompanhamento» da situação em colaboração com a associação de olivicultores e que a convicção dos serviços é a de que «a causa da secura da oliveiras tem a ver com as geadas de há dois anos».

De acordo com a fonte, os olivicultores tiveram a possibilidade de se candidatar à medida de Reposição do Capital Produtivo do programa AGRO para replantarem as árvores que perderam. Porém, foram poucos os que o fizeram, tendo dado entrada nos serviços apenas cerca de 400 candidaturas.

O Ministério da Agricultura explica a fraca adesão com o facto de a data do programa, até Junho, ser uma época que os olivicultores entendem desadequada para fazer novas plantações.

A associação representativa do sector alega que «os olivicultores só encontraram dificuldades no processo de candidatura».

O Ministério avisa que existem outras medidas a que podem candidatar-se, nomeadamente no âmbito do PRODER, o Programa de Desenvolvimento Rural, para replantarem as suas culturas, uma destinada ao olival tradicional e outra para pequenos investimentos até 25 mil euros.

A região de Trás-os-Montes é a segunda maior produtora de azeite do país, a seguir ao Alentejo.

A mortandade das oliveiras não afectará a quantidade de produção, segundo António Branco, porque os cinco mil hectares de novas plantações feitas nos últimos anos «compensam as perdas».

«O que acontece é que devíamos estar a aumentar a produção, mas estagnámos. Já devíamos estar a produzir 120 mil toneladas por ano e continuamos nas 80 ou 90 mil», explicou.

Lusa, 2009-06-25
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MensagemAssunto: "Magna Olea" de Trás-os-Montes conquistou o 1º prémio entre 84 azeites de 8 países   Seg Jun 29, 2009 4:10 pm

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MensagemAssunto: Cooperativa lança azeite aromatizado   Ter Jul 21, 2009 2:15 pm

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Alho, malagueta, louro
Vila Flor




Cooperativa lança azeite aromatizado

A Cooperativa dos Olivicultores de Vila Flor e Ansiães vai lançar um novo produto para conquistar mais mercado: azeite virgem extra aromatizado.

A gama inclui variedades com alho, malagueta, louro ou especiarias.

Para já é uma experiência, mas se resultar a ideia é investir forte neste produto.

“Partiu de um convite que tivemos de uma empresa que nos pediu para inovar em relação ao azeite e então fizemos uma parceria para fazer cinco azeites com especiarias, alho e louro” explica o presidente da Cooperativa dos Olivicultores de Vila Flor e Ansiães.

Hélder Teixeira acrescenta que já está a ser preparada uma primeira remessa para lançar no mercado gourmet, até ao final deste mês. “Estamos a preparar 27 mil garrafas dos vários sabores para lançar no mercado e depois vamos ver qual é a resposta a este produto” refere.

A opção por uma garrafa de 25 centilitros obedece à estratégia inicial de promover o produto, para ver se as pessoas o aceitam bem. “Neste momento, o objectivo é dar a conhecer e mostrar às pessoas, por isso não valia a pena estarmos a fazer em garrafas muito grandes” justifica.

O custo de cada unidade ainda não foi estipulado.

A cooperativa está a analisar os custos de produção para depois fixar o preço.

Rádio Brigantia, 2009-07-21
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MensagemAssunto: Associação transmontana promove estudo para determinar tempo óptimo de colheita   Dom Nov 15, 2009 4:04 pm

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«Tempo óptimo de colheita»
Trás-os-Montes




Associação transmontana promove estudo para determinar tempo óptimo de colheita

A Associação de Olivicultores de Trás-os-Montes e Alto Douro (AOTAD) iniciou um estudo sobre o «tempo óptimo de colheita» das azeitona na região, com o objectivo de melhorar a qualidade do azeite transmontano.

O presidente da AOTAD, António Branco, disse à Agência Lusa que através do estudo, que conta com a colaboração do Instituto Politécnico de Bragança, se pretende encontrar os indicadores técnicos que apontem qual a melhor altura para se fazer a apanha em determina zona.

«A apanha da azeitona não deve ser quando nos apetece ou em Dezembro porque temos férias ou apenas quando vierem as geadas. Queremos encontrar uma média para sugerirmos aos agricultores que façam a apanha no tempo certo», referiu.

Lusa, 2009-11-15
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MensagemAssunto: CAP e AOTAD tentam seduzir empresas de distribuição a comprar azeite transmontano   Sab Nov 21, 2009 10:17 pm

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Resultados parecem positivos
Trás-os-Montes




CAP e AOTAD tentam seduzir empresas de distribuição a comprar azeite transmontano

Foram dois dias a tentar sensibilizar a APED (Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição) a adquirir, para as grandes superfícies comerciais, o azeite com denominação de origem protegida de Trás-os-Montes e Alto Douro.

Foi o que fizeram, esta terça e quarta-feira, a Confederação de Agricultura de Portugal (CAP) e a Associação de Olivicultores de Trás-os-Montes e Alto Douro (AOTAD) que deram a conhecer os embaladores regionais e a capacidade agro-industrial da fileira a uma delegação da APED.

E os resultados parecem ter sido positivos.

Com esta iniciativa pretendem dar a conhecer o melhor que o Azeite de Trás-os-Montes e Alto Douro tem para oferecer quer ao nível da qualidade quer ao nível do potencial produtivo.

Neste último ponto, José António Rousseau, director geral da APED, salienta a importância de os produtores da região produzirem em grande escala.

Mais uma vez a questão do associativismo é abordada.

“É necessário ter dimensão para poder abastecer um hipermercado” salienta.


Mas, o director geral da APED revela que estão a ser feitos contratos entre uma grande superfície comercial e produtores locais. “Ainda na semana passada este cá o comprador do Pingo Doce para fazer aqui contratos com alguns produtores para abastecer as mais de 200 lojas dessa cadeia de hipermercados” adianta.

O presidente da Associação de Olivicultores de Trás-os-Montes e Alto Douro (AOTAD), refere que, neste processo, a associação serve como veículo de aproximação aos produtores, e como promotor de algum conhecimento básico sobre os azeites. “A nossa função é dinamizar e com isto nós estamos a transmitir alguma conhecimento básico para que tenham mais alguma informação quando compram azeite” afirma António Branco.

Esta visita da Delegação da APED, está inserida num protocolo celebrado há já 14 anos com a Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP), e que tem como objectivo fazer nascer negócios.

O presidente da CAP diz que a eliminação de intermediários é extremamente importante, pois assim as mais valias podem ficar no produtor. “Comprando directamente à produção, podem comprar-se produtos genuínos e provavelmente em melhores condições financeiras” afirma João Machado.

Foi feita ontem a apresentação genérica de todos os embaladores regionais e o conhecimento da capacidade agro-industrial da fileira, a representantes de grandes superfícies comerciais especialmente direccionados para a aquisição de Azeite.


Brigantia, 2009-11-20
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MensagemAssunto: Azeite de Trás-os-Montes DOP mais um vez reconhecido   Seg Nov 23, 2009 3:15 pm

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Excepcional qualidade do Azeite
Trás-os-Montes




Azeite de Trás-os-Montes DOP mais um vez reconhecido

Mais uma vez foi reconhecida a qualidade impar do Azeite de Trás-os-Montes DOP.

A Revista Escanção (Sommelier) realizou para a sua edição de Outubro uma prova cega de azeites.

Foram analisadas 40 amostras, utilizando o método 100 point European Show Scoring System e um painel de 6 provadores.

Os três únicos azeites classificados com 95 pontos (categoria Excepcional / extraordinário), pontuação máxima da prova, foram Azeite de Trás-os-Montes DOP: Acushla da Tetribérica e Cobrançosa e Rosmaninho da Cooperativa de Olivicultores de Valpaços.

Na classificação de Excelente entre 88 e 94 pontos registou-se ainda a presença do Madural da Cooperativa de Olivicultores de Valpaços (94), o Porca de Murça da Cooperativa Agrícola dos Olivicultores de Murça (94), o CARM Premium (91) e o Azcoa (90).

Fica mais uma vez demonstrada a excepcional qualidade do Azeite de Trás-os-Montes DOP e o seu potencial de diferenciação quer no mercado nacional quer no mercado internacional

, 2009-11-23
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MensagemAssunto: AOTAD e Azeite de Trás-os-Montes DOP distinguidos no guia italiano FLOS OLEI 2010   Dom Nov 29, 2009 10:23 pm

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Prémio Cristina Tiliacos
Trás-os-Montes


AOTAD e Azeite de Trás-os-Montes DOP distinguidos no guia italiano FLOS OLEI 2010

A edição de 2010 do FLOS OLEI 2010 - guida ai migliori extravergine del mondo, publicado pelo prestigiado Marco Oreggia em colaboração com Laura Marinelli, distinguiu a AOTAD – Associação de Olivicultores de Trás-os-Montes com o Prémio Cristina Tiliacos.

Este prémio, promovido em homenagem a uma famosa jornalista e crítica gastronómica italiana, é atribuído a pessoa ou associação que se tenha dedicado com empenho à difusão e promoção da cultura do sector olivícola.

A atribuição deste prémio internacional, inserido neste que é o mais prestigiado Guia de Azeites Virgem Extra de todo mundo, em que estão representados cerca de 750 azeites e 40 países, vem reconhecer o esforço que a AOTAD tem realizado para que o Azeite de Trás-os-Montes DOP seja conhecido nos meios internacionais do sector olivícola como um azeite de qualidade diferenciadora.

Este reconhecimento internacional associado aos diversos prémios obtidos pelos azeites DOP da região nos últimos anos, com destaque para os Prémios Mário Solinas, vem mais uma vez demonstrar a acertada estratégia de valorizar e promover o Azeite de Trás-os-Montes DOP.

Nesta edição de 2010 o azeite João das Barbas DOP Trás-os-Montes, produzido por Maria Constança de Castro Doutel de Andrade, de Cabanelas – Mirandela, ficou ainda classificado entre os 20 Melhores do Ano (http://www.marco-oreggia.com/flosolei2010best20.htm).

A presença de um azeite regional entre os 20 melhores azeites de todo o mundo acaba por confirmar e reconhecer todo o trabalho e empenho que os produtores regionais de Azeite de Trás-os-Montes DOP têm demonstrado nos últimos anos e a ousadia e ambição de uma produtora de azeite que, pelo primeiro ano, promoveu o embalamento e comercialização de uma marca própria de Azeite de Trás-os-Montes DOP.

Dos 19 azeites nacionais seleccionados na edição de este ano, a região do DOP Trás-os-Montes está representada com todos os oito (Cool azeites que foram enviados para selecção pela AOTAD. (http://www.marco-oreggia.com/flosolei2010list.htm)

Todos os azeites enviados obtiveram excelentes classificações, com destaque para o Romeu da Sociedade Clemente Meneres que, depois da distinção como um dos melhores em 2007, na edição de este ano obteve um “Azienda del Cuore” – exploração que demonstra especial cuidado e paixão pela própria actividade.

Todas as distinções e prémios obtidos nos últimos tempos vêm demonstrar a necessidade da implementação de uma efectiva política de apoio e incentivo aos produtores regionais e nacionais de Azeite DOP na promoção, internacionalização e presença nos mercados que reconhecem e valorizam a qualidade.

Ao contrário de outros países produtores de azeite da Europa, Portugal nunca tem qualquer representação institucional em feiras internacionais de referência, como por exemplo a Medoliva, a Slow Food de Turim, o Salão de Verona ou ainda a próxima Oil China 2010 que é realizada em Xangai em Abril de 2010, desperdiçando assim todas as vantagens promocionais que os prémios internacionais podem traduzir.

A política de valorização dos produtos de qualidade, em especial das Denominações de Origem Protegida, é o único caminho a seguir para que a olivicultura da região de Trás-os-Montes regresse a níveis de rentabilidade suficientes que evitem e compensem o abandono da actividade.

A AOTAD vai assumir a responsabilidade que este prémios e distinções representam, incentivando cada vez mais os produtores a produzirem azeites de qualidade mundial e a promoverem o embalamento e certificação de Azeite de Trás-os-Montes DOP, mesmo lutando com enormes dificuldades na obtenção de verbas e financiamentos quer para as suas actividades correntes quer para os projectos que gostaria de promover para benefício da fileira regional.

Recentemente um projecto de avaliação da altura ideal da colheita teve que ser adiado, depois de obtido o apoio científico da Escola Superior Agrária de Bragança, pois a AOTAD não conseguiu congregar os meios financeiros necessários à recolha regional de amostras.

Este tipo de projectos pode contribuir para uma melhoria generalizada da qualidade do azeite regional aproveitando um potencial estimado de 60% da produção com capacidade de embalamento como DOP.

Para garantir a abrangência regional do embalamento de azeite de qualidade associada a uma Denominação de Origem Protegida, a AOTAD, como representante sectorial para a região de Trás-os-Montes e Alto Douro, vai promover a criação da Denominação de Origem Protegida Douro alargando assim a fileira regional e auxiliando os produtores não inseridos na área do Azeite de Trás-os-Montes DOP na sua adesão a regimes de qualidade certificada.


, 2009-11-29
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MensagemAssunto: Festival de Sabores do Azeite Nov   Qua Jan 27, 2010 11:18 am

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«Os melhores azeites do Mundo»
Mirandela


Festival de Sabores do Azeite Novo

A Câmara Municipal de Mirandela organiza, pela quinta vez, um Festival de Sabores do Azeite Novo com uma atraente e variada programação que não esquece os alunos do ensino pré-escolar e do 1º CEB.

A par da oferta gastronómica, a Câmara Municipal de Mirandela promove cursos, exposições e seminários subordinados ao tema, bem como a apresentação da mais recente edição da Revista Ouro Virgem.
A edilidade, também, pensou nos mais pequenos, a quem dedica os espectáculos “Uma estória com tempero”, que surgem através do grupo Teatro do Azeite.

Além disso, o Pelouro da Educação, Cultura e Turismo da Câmara Municipal de Mirandela está a organizar a iniciativa “Vamos provar um dos melhores azeites do mundo”. Associe-se a esta actividade e participe no percurso pedestre Vila Verdinho/ Romeu, dia 30 de Janeiro, e no final prove os petiscos azeitados. As inscrições podem ser feitas até dia até 27 de Janeiro, às 16:00 horas.
Concertos com reportórios associados ao património olivícola de Mirandela são outras das actividades inseridas no Festival de Sabores.

Em termos técnicos, a Associação de Olivicultores de Trás-os-Montes e Alto Douro, a Câmara Municipal de Mirandela e o Instituto Piaget realizam um Curso de Iniciação à Prova de Azeites, no próximo dia 28, no Museu Armindo Teixeira Lopes – Centro Cultural Municipal.

O objectivo principal desta acção é transmitir aos participantes conhecimentos que permitam detectar a existência de defeitos organolépticos, isto é, de sensações desagradáveis imputadas à existência de substâncias não naturais, formadas devido à deterioração do fruto ou a uma elaboração defeituosa. Por outro lado, pretende-se igualmente detectar a presença de “frutado”, visto que esta sensação organoléptica é um índice de frescura do produto.

Jornal Nordeste, 2010-01-27
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MensagemAssunto: Azeite transmontano com certificação DOP para breve   Sex Jan 29, 2010 10:49 pm

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Processo de certificação
Trás-os-Montes



Azeite transmontano com certificação DOP para breve

A qualidade do azeite transmontano poderá ser reconhecida em breve com mais uma Denominação de Origem Protegida (DOP), que completará a certificação de qualidade de toda a área de uma das produções regionais que mais dinheiro movimenta.

A Associação de Olivicultores de Trás-os-Montes e Alto Douro está a preparar o processo de certificação da produção de azeite da zona do Douro com a marca DOP atribuída pela União Europeia.

Segundo disse hoje à Lusa, o presidente António Branco, o caderno de encargos ficar pronto ainda este ano e depois dependerá apenas da decisão da União Europeia.

O DOP-Douro completará a certificação da área da reprodução de azeite transmontano que já foi distinguida com o DOP- Trás-os-Montes, que abrange apenas parte da região.

De acordo com António Branco, as duas regiões de qualidade representarão 88 embaladores com mais de 30 azeites DOP e um passo importante na valorização desta produção que movimento 27 milhões de euros por ano.

O azeite é, segundo aquele responsável, a produção com maior peso na economia transmontana a seguir ao vinho e a sua qualidade tem sido reconhecida e distinguida além fronteiras com prémios internacionais e alguns azeites colocados entre os melhores do mundo.

Trás-os-Montes tem mais de 36 mil olivicultores com 80 mil hectares de olival que produzem uma média anual de 90 milhões de quilos de azeitona.

António Branco garante que este número devia ser superior e chegar aos 120 milhões de quilos não fossem os prejuízos causados nos últimos anos por intempéries, nomeadamente as geadas de 2007 que queimaram milhares de árvores.

A última campanha rendeu apenas 75 milhões de quilos, \"afectada, primeiro pela seca e depois pelas chuvadas de 2009 e alguns produtores começam a ter problemas em termos de sustentabilidade\", alertou o presidente da associação.

As quebras, garantiu, não têm afectado a qualidade nem a disponibilidade do azeite para os mercados da certificação, porém os olivicultores queixam-se de falta de apoios para minimizarem prejuízos nos olivais e para a valorização do seu produto.

Segundo disse, alguns deste olivicultores ainda estão à espera das ajudas prometidas pelo Governo para fazer face aos prejuízos das geadas de 2007.

\"Era importante que o Governo diferenciasse a produção de qualidade da de granel e definisse uma orientação nacional estratégica para os azeites de qualidade\", defendeu.

Um quarto do azeite transmontano é exportado para Espanha, outro quarto embalado e vendido no mercado nacional e metade é escoado a granel, segundo dados da associação.


Lusa, 2010-01-28
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