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 Graça Morais

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Fantômas

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MensagemAssunto: Graça Morais   Qui Out 09, 2008 3:30 pm

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NA ROTA DO SAGRADO



ANA MARQUES GASTÃO (Texto)
RODRIGO CABRITA (Foto)

Graça Morais.

Oito telas a óleo e 23 desenhos (dois de grande formato) e colagens integram a exposição de inéditos que Graça Morais inaugura, hoje, às 18.30, na Galeria DN, em Lisboa. A mostra ficará patente até 8 de Novembro, seguindo depois para a Galeria JN no Porto
A terra esteve sempre presente na sua obra. É como se ela se tivesse tornado nestes trabalhos hiper- - real e mais angustiada...

Talvez porque a morte se dê a ver de uma forma mais densa. Pinto em grande inquietação. Quanto mais envelheço, mais tenho a sensação de que a terra nos dá a vida e a morte. O tempo é limitado. Tenho vindo a isolar-me, sobretudo em Trás-os-Montes, desde que fiz 60 anos. Vivemos num planeta pequeno, invadido pela globalização, onde somos obrigados a ter uma imensa força, insuficiente para a nossa tão grande fragilidade. A fragilidade assusta, mete medo. Sentimo-la na solidão, na doença, nos cataclismos ambientais, numa ética que deixou de o ser e que coloca novas questões à Humanidade e, por sua vez, à arte.

É como se nestas imagens a terra suportasse um peso imenso?

O Céu é pesado, ameaçador. Represento-o assim, muito realista, num quadro onde se vêem uma batata em putrefacção que é o tempo, a passagem dos dias, a vida que se degrada. Ao lado, visualiza-se uma criança de cera - das promessas religiosas -, um açucareiro, que era da minha avó paterna, e um homem fardado, figura ameaçadora sem nome. Estes quadros são fragmentários e resultam de um grande isolamento. Gostaria que a minha pintura revelasse ideias, sensações da minha experiência do mundo.

Talvez por isso, surja a colagem em alguns destes quadros?

Sim, vou combinando fragmentos que têm a ver com a representação do rosto, da máscara, dos elementos vegetais e de figuras que são o resultado de imagens de catástrofes que recupero das primeiras páginas dos jornais. Pergunto-me porquê estas e não outras, uma vez que são iguais em todo mundo? Será da globalização, mas são aquelas que querem que vejamos.

Prosseguiu, de um modo mais denso, o diálogo entre sagrado e profano já presente na sua obra?

Mais do que qualquer outra anterior, esta pintura é religiosa. De alguma forma, contém a minha verdade interior e, nesse sentido, dir-se-ia intimista. Parte do meu mundo, de figuras que me são familiares como a minha mãe, e nela as cores tornam-se ideias, símbolos. Em Agosto, estive na Rússia, em Moscovo, em São Petersburgo, e na Polónia, em Cracóvia, a convite de Guilherme d'Oliveira Martins, presidente do Centro Nacional de Cultura. Nessa viagem - em que vi a minha participação em painéis de azulejo na estação Bielorússia do Metro de Moscovo - compreendi o significado dos meus quadros quando entrei nas igrejas ortodoxas e ouvi os cânticos.

Mas é algo que não encontra nas igrejas católicas romanas?

Para aliciar os jovens, na minha opinião, banalizaram-se muito os rituais. Nas igrejas ortodoxas que visitei, sobretudo, em São Petersburgo, encontrei uma outra solenidade, uma outra interioridade. Digamos que comecei este caminho há muito, mas estou numa fase de maior meditação. Foi um encontro com os meus quadros.

Está a falar também de Deus?

Não necessariamente. Ou melhor, estou a falar de uma dimensão que nos ultrapassa enquanto seres humanos; de um sentimento muito especial, imensamente profundo. Algo que sinto no meio do corpo e que fica em sintonia com a totalidade do universo, com o divino. Encontrei Deus numa igreja ortodoxa na Rússia, mas não em Fátima, onde estive quando um irmão meu teve um cancro e quis lá ir. A missa foi interrompida de uma forma brutal, o padre não tinha espírito religioso, as pessoas falavam alto e o lado mercantil chocou-me. Sinto, por outro lado, que os artistas têm um mundo espiritual que a Igreja negligenciou no século XX, o que a empobreceu. Sou crente, mas sinto-me desintegrada.

Vemos, nestes quadros, a escrita diarística a fundir-se com a pintura em diálogo com a sua mãe...

Sem pretensões literárias, vou escrevendo apontamentos, notas, desabafos, explosões sobre o quotidiano, alegrias, tristezas, e insiro-os na pintura. A palavra pode ser mais importante do que a imagem. Também ela é imagem. Este Verão, em Trás-os-Montes - onde estive a fazer estes quadros -, visitava todos os dias a minha mãe ao fim da tarde. A essa hora, há uma linha indefinida entre os céus e as montanhas e luz torna-se mágica. Enquanto caminhava, ia ganhando consciência de que aquela era uma viagem em direcção do sagrado.

A Terra é mãe. E a sua mãe...

...é o símbolo da Terra. Da terra vimos e para a terra vamos. Por isso quando chegava a Vieiro, o que fazíamos era ir ver a horta. A minha mãe, a Maria e eu ficávamos a observar o crescimento das plantas, dos tomates, das abóboras... Talvez por ter vivido essa experiência, eu ache que todas as escolas primárias e lares da terceira idade deveriam ter hortas e jardins. As pessoas do povo estão nesses espaços à espera de morrer e dizem: "Estou à espera que Ela venha." Ela é a morte. Se estivessem mais próximas da natureza, compreenderiam o quanto podem ajudar a que ela se renove.

Têm uma relação maternal com a Terra essas mulheres?

Ainda que por vezes não tenham consciência disso, a relação com o semear e o colher é de um grande amor. Para mim, nesses momentos, o universo ganha sentido. A paisagem que deixei para trás, aquele mistério culmina no encontro com a minha mãe. Tão simples e tão profundo, não é? Por isso, em mais do que um quadro nesta exposição, ponho as mulheres a segredarem. Elas são sábias, contam segredos, sussurram, e eu cubro-as de flores coloridas. Foram curandeiras ao longo dos tempos, parteiras, conhecem bem a terra, possuem a sabedoria das plantas...

Pintou um rosto de mulher envolto numa couve. Parece uma flor!

É mais um embrião de flor. Estou sempre a observar couves no campo, têm formas incríveis, Hei-de fazer uma série só de couves (risos). São pujantes, sobretudo as grandes. Descobri imensas coisas nestes meus passeios de Verão. Ao entardecer, era inquietante ouvir o vento a bater nas canas de milho. Às vezes, assustava-me. Pressentia presenças humanas ou espíritos. Como se natureza ganhasse dimensão humana. Tenho o atelier cheio delas agora; o meu irmão Cristiano traz-mas. Estão abertas, desesperadas, tortas. O que me interessa não é pintá-las no lugar onde estão, mas transformá-las. Não gosto de as retirar do seu meio-ambiente que é harmonioso. Reintegro-as na minha realidade. Represento-as de outra forma, por vezes incompreensível.

A metamorfose marca a sua obra que transforma os seres humanos em pássaros, flores... Uma sabedoria que vem dos antigos?

A metamorfose é a transformação que o tempo dá à matéria.

Palavras como fecundidade e fertilidade, vida e morte, queda e renascimento atravessam a exposição?

Há sempre uma luz, ainda que esta pintura seja sentida, triste, densa.|

In DN

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MensagemAssunto: Mostra na galaria do JN   Sex Nov 14, 2008 6:35 pm

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Mostra na galeria do JN
Cultura




Graça Morais: «É necessáerio resisstir»

Oito telas a óleo e 23 desenhos criados no Verão passado, em Trás-os-Montes, constituem a mostra a inaugurar hoje, às 18.30 horas, na Galeria do Jornal de Notícias, no Porto. Trabalho resulta da reflexão sobre o quotidiano das pessoas que rodeiam a pintora.

No Verão passado, Graça Morais não teve descanso. Refugiou-se no silêncio do seu ateliê de Trás-os-Montes e, de manhã à noite, trabalhou, concebendo um conjunto de pinturas e desenhos que corporizam, de novo, os corpos das mulheres da sua região e, principalmente, o rosto esguio, belo, da sua mãe, Alda, que simboliza, na obra da artista, a Terra.

Corresponde mesmo, segundo confidenciou a pintora nesta entrevista, ao \\"espelho de uma personalidade intensa, própria da identidade feminina da minha região\\".


O resultado deste intenso, quase obsessivo, diálogo entre Graça Morais, as telas, os papéis, os óleos e os pastéis é a exposição que inaugura hoje, às 18.30 horas, na Galeria do Jornal de Notícias, no Porto. São trabalhos recentes que proporcionam uma perspectiva rigorosa sobre a obra daquela que é considerada uma das maiores pintoras portuguesas, que garante que \\"é necessário resistir e insistir com coragem, porque vivo num país com um espaço físico mental e económico muito reduzido\\". A mostra está patente até 14 de Dezembro.

Em que consiste esta exposição? Que temas privilegia?

Esta exposição é constituida por oito telas a óleo e 23 desenhos sobre papel. Foram realizados no meu ateliê de Trás-os-Montes e resultam de uma reflexão sobre o quotidiano das pessoas que me rodeiam, associando imagens que recolho dos média com objectos e formas da natureza.

A mulher rural ainda surge como protagonista na sua obra. Porquê? Qual a mensagem?

Estes quadros são representações de rostos humanos, máscaras que pertencem ao mundo da montanha e que vivem numa luta diária com uma paisagem rude e harmoniosa.

A sua mãe é um dos seus modelos mais frequentes. Porquê?

A minha mãe simboliza a Terra. Sinto uma grande identificação com o seu rosto, espelho de uma personalidade intensa, própria da identidade feminina da minha região.

Cria, muitas vezes, uma espécie de metamorfose entre mulher e bichos, nomeadamente gafanhotos e pássaros. Qual a relação?

Neste lugar, cohabitam, numa profunda simbiose, animais e homens. A metamorfose entre a mulher e as formas animais é sempre o resultado da transformação da matéria, está associada à memória e ao tempo.

A sua linguagem mais fiel é o desenho ou a pintura? Com qual se sente melhor, ou seja, mais autêntica?

Sinto uma relação muito profunda e imediata com o desenho. Rabiscar é encontrar imagens, é encontrar-me num jogo de descoberta, de grandes surpresas.

Como surgem os temas no seu trabalho? A guerra e a violência já foram tratadas na sua obra. Tratou-as, essencialmente, como forma de denúncia?

Estou atenta a tudo o que se passa à minha volta, seja no meu pequeno mundo, seja no planeta que habitamos e a minha pintura resulta de imagens fragmentadas dessa realidade.

A sua relação com Trás-os-Montes mantém-se? É uma relação umbilical?

Pertenço a este lugar, que, desde a infância, me marcou profundamente. Aqui, aprendi a andar, a falar, a cantar, a rezar e as primeiras letras. Também aqui comecei a despertar para o desenho. Mantenho uma relação de grande identificação com este território geográfico e afectivo.

O silêncio, o recolhimento parecem ser muito importantes, talvez fundamentais, no seu momento de criação. Porquê?

É fundamental para mim trabalhar num ambiente de silêncio e absoluta concentração na minha pintura. Nesta fase da minha actividade criativa, ter tempo e silêncio são luxos pelos quais luto com persistência.

Ser mulher/artista em Portugal é complicado nos dias de hoje?

É complicado ser artista, seja mulher ou homem. É necessário resistir e insistir com coragem, porque vivo num país com um espaço físico mental e económico muito reduzido.

O que esteve na origem da criação do Centro de Arte Graça Morais, em Bragança? Está satisfeita com os resultados/adesão do público obtidos nos primeiros meses de existência?

O Centro de Arte Contemporânea recebeu o meu nome por proposta do presidente da Câmara de Bragança, Jorge Nunes, que foi aceite em Assembleia Municipal por unanimidade. Este centro dá resposta a uma política de desenvolvimento cultural sustentável, num projecto transfronteiriço entre as cidades de Bragança e de Zamora. O êxito de público e visitantes nacionais e estrangeiros ultrapassou as expectativas mais optimistas.

Que conselhos dá aos jovens criadores?

Não dou conselhos, sugiro que desenvolvam os seus talentos inatos com muito estudo e perseverança no trabalho.

A crise afecta a arte?

Qual crise? A dos valores éticos? Nas crises económicas do passado, desenvolveram-se interessantes perspectivas de mercado, sendo as obras de arte um valor seguro de investimento.

Em termos futuros, tem já alguns projectos de trabalho?

Não gosto de falar publicamente dos meus projectos antes da sua concretização.

Como encara a questão da morte? Tem medo de morrer?

A morte é inevitável, é uma senhora que não convido para jantar !

......................................................
Foto de Bruno Simões Castanheira


Agostinho Santos in JN, 2008-11-14
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MensagemAssunto: Graça Morais mostra as «Escolhidas»   Dom Dez 14, 2008 4:47 pm

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Centro de arte contemporânea
Bragança




Graça Morais mostra as «Escolhidas»

Mulheres que não usam cremes, com rostos marcados pelos sacrifícios e com a força da Natureza são assim as «Escolhidas» de Graça Morais expostas desde hoje em Bragança, no Centro de Arte Contemporânea com o nome da pintora transmontana.

A nova exposição do acervo de Graça Morais mostra em Bragança uma série de 12 desenhos de homenagem às mulheres transmontanas que a pintora conhece desde a infância da sua aldeia do Vieiro, no Nordeste Transmontano.

São obras pintadas há 14 anos que já correram mundo mas que a pintora manteve na sua colecção pessoal, decidindo agora doá-las ao Centro de Arte Contemporânea Graça Morais, aberto há sete meses em Bragança.

As \"Escolhidas\" são consideradas pela pintora \"um marco muito importante\" na sua actividade profissional com que decidiu homenagear as mulheres transmontanas, por quem tem \"enorme amizade, admiração pela rudeza da vida que elas sempre levaram e pela coragem que elas têm tido em enfrentar essas dificuldades\".

Mesmo de forma silenciosa foram \"sempre mulheres com muito poder\". Seguraram a região quando os homens foram chamados para outras missões ou partiram à procura de melhor vida, \"fizeram crescer as árvores e os filhos\".

\"Estas mulheres não usam cremes, a pele vai envelhecendo naturalmente, são rostos que acompanham o tempo e não há uma luta contra o tempo nesses rostos\", descreveu.

Apesar da rudeza da vida estampada nos rostos, \"não são todas mártires, muitas levaram vidas difíceis, o que não quer dizer que não sejam felizes\" porque. na opinião da pintora. \"mesmo o trabalho do campo, quando é feito com amor não é feito com infelicidade\".

Graça Morais diz que se identifica com estas mulheres, afirmando mesmo que nas \"Escolhidas\" está também um pouco do seu auto-retrato, pela \"comunhão que elas têm com a Natureza\".

E nesta forma de vida rude até encontra alguns exemplos para o momento de crise e de interrogações sobre a globalização e ruptura com os hábitos ligados ao consumo.

É que nas \"Escolhidas\" encontra \"uma grande economia e respeito pela Natureza\".

\"É tudo muito aproveitado, ainda há o sentimento de que as coisas não se deitam fora, reaproveitam-se\", disse.

Além das \"Escolhidas\", o Centro de Arte Contemporânea Graça Morais inaugurou hoje também uma outra exposição de escultura abstrata nas décadas de 1960-1970 da colecção da Fundação Serralves.

O escultor Zulmiro de Carvalho confessou hoje na abertura que quando construiu as suas peças há quarenta anos \"estava longe de imaginar que elas pudessem ter hoje esta visibilidade\".

Da mesma forma, não imaginava encontrar em Bragança um espaço totalmente diferente das condições com que há vários anos trazia arte a esta cidade nos chamados \"exposições-encontros\"

O Centro de Arte Contemporânea Graça Morais é um equipamento municipal que abriu há sete meses num edifício secular remodelado e ampliado com a assinatura do arquitecto Souto Moura.

Graças Morais é uma das dinamizadoras do Centro e promete renovar, pelo menos quatro vezes por ano, o espaço dedicado à exposição permanente da sua obra.

A pintora considera \"muito positivo\" o balanço destes meses de funcionamento, assegurando que \"excedeu todas as expectativas, com o Verão muito concorrido\".

\"Veio muita gente de toda a parte. Não podia pedir mais, mesmo em relação à cidade foi muito bem aceite pelas pessoas\", disse.

Lusa, 2008-12-14
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MensagemAssunto: As mulheres escolhidas por Graça Morais   Seg Dez 22, 2008 11:23 pm

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Centro de Arte Contemporânea
Bragança




As mulheres escolhidas por Graça Morais

As mulheres do Mundo Rural foram as escolhidas pela pintora transmontana Graça Morais para elaborar uma série de desenhos que retrata os rostos femininos do Vieiro, no concelho de Vila Flor.

“As Escolhidas”, datadas de 1994, são pinturas sépia sobre papel, que vão renovar a colecção de Graça Morais exposta no Centro de Arte Contemporânea, em Bragança, até ao final de Fevereiro de 2009.

Nestes quadros, a artista presta uma homenagem às mulheres do Mundo Rural. “Conheço-as desde criança e tenho por elas uma grande amizade e uma grande admiração pela rudeza da vida que sempre levaram e pela coragem que têm tido a enfrentar as dificuldades”, realça Graça Morais.

Estas mulheres sem nome fazem parte de uma série de pinturas que a artista guardou ao longo da sua carreira e que agora decidiu oferecer ao Centro de Arte baptizado com o nome da pintora transmontana.
“São cerca de 12 desenhos que considero um marco importante na minha pintura e aqui penso que estão bem guardados”, desvendou Graça Morais.

Depois de terem percorrido o País e de passarem por algumas cidades estrangeiras, os quadros de Graça Morais estão, agora, expostos numa das seis salas dedicadas à pintora transmontana. “As figuras conversam umas com as outras. Penso que a minha colecção está bem conseguida”, vinca a artista.

Nestes desenhos, Graça Morais apresenta um olhar sobre o mundo feminino ligado à ruralidade. “Quando comecei a pintar estas mulheres, que conheço desde a minha infância, não fazia ideia da importância que estas pinturas iam ganhar no mundo”, revela.

Mostra colectiva de escultura abstracta da colecção da Fundação de Serralves patente até ao final de Fevereiro de 2009

Com traços bem marcados no rosto, estas personagens representam o processo natural do envelhecimento, que se assemelha com o ciclo natural da evolução da natureza. “Quando observo aquelas caras é como se observasse a casca das árvores. São rostos que não usam cremes e que acompanham o tempo e o ritmo da natureza”, acrescenta Graça Morais.

Já na sala de exposições temporárias pode ser apreciada uma mostra colectiva de escultura abstracta, que remonta às décadas de 1960 – 1970. Armando Alves, Alfredo Queiroz Ribeiro, Ângelo de Sousa, Joaquim Vieira, João Machado, José Rodrigues e Zulmiro de Carvalho apresentam uma colecção da Fundação de Serralves.

“São peças diferentes, que representam aquilo que nós, na altura, achávamos que deveria ser a escultura, contrariamente àquilo que a escola nos pedia”, desvenda o escultor Armando Alves.
Nos primeiros seis meses, o Centro de Arte Contemporânea já registou cerca de 12 mil visitas.


Teresa Batista, Jornal Nordeste, 2008-12-22
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MensagemAssunto: Centro de Arte Graça Morais recebe menção honrosa   Qui Jan 29, 2009 4:50 pm

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Prémios Turismo de Portugal 2008
Bragança




Centro de Arte Graça Morais recebe menção honrosa

O Centro de Arte Contemporânea Graça Morais de Bragança recebeu uma menção honrosa dos Prémios Turismo de Portugal 2008. O museu brigantino foi considerado um exemplo da requalificação de projectos públicos.

O projecto foi distinguido entre 26 candidaturas na mesma categoria. O vice-presidente da Câmara Municipal de Bragança, Rui Caseiro, considera que a distinção atribuída ao Centro de Arte Contemporânea, serve para qualificar o museu e fazer de Bragança, cada vez mais, um destino turístico de excelência nacional.

Rui Caseiro defende que a menção honrosa concedida não vai sobrepor o Centro de Arte Contemporânea Graça Morais aos outros museus da cidade e refere que todos se complementam.

RC, 2009-01-28
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MensagemAssunto: Rui Sanches em exposição no Centro de Arte Graça   Dom Jan 30, 2011 4:50 pm

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3 décadas de desenhos e esculturas
Bragança



Rui Sanches em exposição no Centro de Arte Graça Morais

O Centro de Arte Contemporânea Graça Morais de Bragança mostra, a partir de sábado, quase três décadas de desenhos e esculturas de Rui Sanches, que traçam o percurso do artista português que se destacou na década de 1980.

«Obras Escolhidas» é o tema da exposição que reúne um conjunto de trabalhos de escultura e de desenho produzidos entre 1984 e 2010 pelo autor «de uma das obras escultóricas mais significativas do contexto artístico nacional dos anos de 1980».

A descrição é feita por Jorge da Costa, comissário da exposição e diretor do Centro de Arte Contemporânea que, periodicamente, associa exposições de nomes das artes nacionais aos da «madrinha» deste espaço, Graça Morais

Lusa, 2011-01-28
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MensagemAssunto: Uma viagem a Trás-os-Montes através de Graça Morais   Sab Out 01, 2011 4:25 pm

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«Terra Quente-Terra Fria»
Bragança


Uma viagem a Trás-os-Montes através de Graça Morais

Uma viagem a Trás-os-Montes através da obra da pintora Graça Morais é a proposta do espectáculo \"Terra Quente-Terra Fria\" com estreia marcada para hoje no Teatro Municipal de Bragança.

A encenadora Joana Providência aceitou o desafio da directora do TMB, Helena Genésio, para criar um espectáculo a partir do trabalho da pintora transmontana, tal como já tinha feito com Paulo Rego, e em pouco mais de um ano surgiu esta encenação de dança-teatro.

Depois da incursão nas narrativas fantasmáticas de Paula Rego, com \"Mão na Boca\", Joana Providência volta a desafiar o universo pictórico, desta feita com Graça Morais, para \"mergulhar\" no universo da pintora transmontana que retrata o quotidiano e as gentes desta região.

\"Particularmente, a relação forte das mulheres com a terra, com o lugar, e com tudo o que daí vem\", resume a autora do espetáculo, em que cinco pessoas em palco, três actores e duas bailarinas, interpretam este trabalho essencialmente de movimento, como explicou à Lusa Joana Providência.

\"Quase não existe palavra. É através das sequências de movimento que vão trazendo à cena situações articuladas com música e vídeo\", disse.

O espectáculo é uma coprodução do ACE Teatro do Bolhão (Porto) e Teatro Municipal de Bragança\"e conjuga actores e bailarinos num mergulho ao interior do universo da pintora e que transporta o público para o pulsar .

\"Pelo corpo e gesto dos bailarinos e atores evoca-se a ideia da terra e dos elementos tão particulares ao carácter das gentes de Trás-os-Montes, tão presentes na obra de Graça Morais\" é o resumo deste espectáculo, com a duração de uma hora e um quarto.

A necessidade de ir ao encontro destas raízes, levou a uma residência que permitiu aos intervenientes \"conhecer homens e mulheres com estórias sem fim, saídas de uma vida que decorre ainda em moldes tradicionais e antigos\". \"Vidas duras, marcadas por uma enorme força de viver e por uma vontade de aguentar, de levar em frente uma áspera existência arrancada às entranhas da terra. E todavia, um humor hilariante, uma deliciosa ironia, uma alegria explosiva que rebenta da secura árida e agreste e envolve as suas vidas\", explicam.

Deste trabalho de pesquisa, em que a autora e a sua equipa contactaram de perto com as tradições, paisagens e pessoas ficou uma \"teia que segreda e revela as metamorfoses, as marias, as escolhidas e tantos outros temas deste universo único de Graça Morais\".

O espectáculo estreia em Bragança, onde pode ser visto sexta e sábado no Teatro Municipal, e será apresentado no Porto, entre 11 e 23 de outubro.

Para dar a conhecer o universo da pintora transmontana, o Centro de Arte Contemporânea Graça Morais (CACGM) de Bragança, abre em simultâneo uma nova exposição, com o mesmo título, que pode ser visitada até 08 de janeiro de 2012.

O comissário da exposição e diretor do CACGM, Jorge da Costa, disse à Lusa que vão ser mostrados cerca de 70 quadros, alguns pela primeira vez.


Lusa, 2011-10-01
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MensagemAssunto: Concretizar este sonho    Qua Maio 30, 2012 12:25 pm

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Concretizar este sonho
Vila Flor



Vila Flor quer espaço dedicado a Graça Morais

Depois de Bragança, Vila Flor também quer dedicar um Centro de Artes à pintora Graça Morais. A ideia até surgiu antes de nascer o museu na capital de distrito, mas a obra foi sendo adiada e o projecto está agora entregue a um grupo de arquitectos.

O vice-presidente da Câmara de Vila Flor, Fernando Barros, diz que a elaboração do projecto está dentro dos prazos.“A obra foi entregue e estamos à espera que concluam o projecto. Estão a cumprir os prazos e vamos ter o projecto do Centro de Arte Graça Morais”, garante o autarca.

Em tempo de crise o maior entrave é mesmo conseguir financiamento para esta obra.

Fernando Barros acredita que a projecção nacional da pintora transmontana pode ajudar o município a concretizar este sonho.O autarca não teme a concorrência do Centro de Arte Contemporânea Graça Morais, em Bragança.

O município ainda não contabilizou o valor desta obra, mas Fernando Barros garante que não é um investimento avultado.

Brigantia, 2012-05-30
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MensagemAssunto: Graça Morais recebe no dia 15 Grande Prémio da Academia Nacional de Belas-Artes   Sex Out 11, 2013 7:26 pm

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Grande Prémio Aquisição 2013
Distrito de Bragança



Graça Morais recebe no dia 15 Grande Prémio da Academia Nacional de Belas-Artes

A artista plástica Graça Morais receberá no dia 15, em Lisboa, o Grande Prémio Aquisição 2013, atribuído por unanimidade em maio pela Academia Nacional de Belas-Artes, anunciou hoje a entidade.

O prémio foi atribuído por unanimidade à pintora, de 65 anos, pela repercussão da criação artística, marcada pelo universo da ruralidade.

O Grande Prémio da Academia Nacional de Belas Artes foi criado em 1983 e distinguiu na pintura, entre outras personalidades, Júlio Pomar, Maria Keil, Luís Filipe de Abreu, Sá Nogueira, Alice Jorge, Júlio Resende.

O prémio é atribuído anualmente, em sistema de rotatividade, à pintura, escultura e arquitetura.

Graça Morais nasceu em Vieiro, Trás-os-Montes, estudou pintura na Escola Superior de Belas Artes do Porto, e começou a expor o seu trabalho a partir dos anos 1970.

Além da pintura, fez peças para cenografia e azulejo, arte pública, tapeçarias, e a sua obra está representada em coleções públicas e privadas em Portugal e no Estrangeiro.

Foi agraciada em 1997 com o grau Grande Oficial da Ordem do Infante D. Henrique, atribuída pelo Presidente da República Jorge Sampaio.

Em 2008 inaugurou em Bragança o Centro de Arte Contemporânea Graça Morais.

Em junho passado, por ocasião do quinto aniversário do espaço, Graça Morais apresentou uma extensa antologia de pintura e desenho, que abrange a vida artística de 1970 a 2013.

No dia 15, a Academia Nacional de Belas Artes entregará ainda o prémio Gustavo Cordeiro Ramos a Domingos Loureiro e o Prémio José de Figueiredo e Nuno Vassallo e Silva.

Lusa, 2013-10-07
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