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RMaria

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MensagemAssunto: Com um clique, a Nautilus rejuvenesceu salas de aula   Dom Jan 08, 2012 11:05 pm

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Com um clique, a Nautilus rejuvenesceu salas de aula

por Rui Marques Simões
Hoje


Empresa de Gondomar junta tecnologia ao mobiliário escolar, criando negócio de sucesso, premiado a nível internacional.

Esqueça os quadros de ardósia e secretárias antiquadas das escolas de outros tempos. As escolas do século XXI, com mesas informatizadas e quadros interativos, já estão espalhados pelo país e demais Europa ocidental. E é tudo obra da Nautilus e do empresário que soube reconverter uma empresa de mobiliário moribunda num negócio inovador, apoiado nas novas tecnologias.

Quando nasceu, em 1996, a Nautilus era mais uma produtora de mobiliário doméstico, área tradicional no concelho de Gondomar. Porém, seguindo esse caminho, não encontrou prosperidade. Em 1999, a empresa passava por grandes dificuldades, quando o seu destino se cruzou com o de Vítor Barbosa, um self-made man, trabalhador desde os 14 anos, formado na Faculdade de Engenharia do Porto e virado para as novas tecnologias. Este, usou a experiência entretanto adquirida no setor do mobiliário escolar, e deu um novo foco à Nautilus.

Hoje, Vítor Barbosa tem 44 anos, preside ao conselho de administração da Nautilus, e a marca pouco tem a ver com aquilo que era há 12 anos. Possui três unidades fabris (duas em Gondomar - Jovim e Zebreiros - e uma em Castelo de Paiva), produz mobiliário escolar normal aliado a produtos de vanguarda tecnológica, e exporta para Espanha, França, Itália e Reino Unido.

Na base do sucesso, está o salto dado da empresa. "Nós antecipámos o plano tecnológico", afiança Vítor Barbosa. "A tecnologia faz parte da vida das pessoas e as crianças brincam com ela"... por isso, a Nautilus levou-a para as salas de aula, fazendo um upgrade digital, ao mobiliário que vendia.

As mesas informatizadas UniNet (com PC incorporado) e os quadros/estações interativas NetBoard foram os primeiros passos da oferta tecnológica que deu fama à Nautilus (rendendo-lhe mesmo prémios internacionais da World Didac, pela inovação, design e qualidade dos seus produtos). Mais recentemente, surgiu também a mesa interativa NetPower, que integra um computador multi touch, semelhante a um tablet.

UniNet, NetBoard e NetPower são exemplos do salto digital da empresa. E foram também o seu passaporte para a internacionalização. " Os produtos que integram tecnologia - a nossa grande aposta ultimamente - são inovadores não só em Portugal como em outros países europeus (até porque, em muitos deles, o processo de introdução de tecnologias em sala de aula está numa fase anterior ao português)", explica o presidente do conselho de administração.

Assim, a empresa já exporta 20% do que produz e Vítor Barbosa espera "chegar aos 50% no prazo de dois anos". O objetivo é contornar a "contração do mercado nacional" - o Estado era o principal cliente mas todas as escolas do 2.º/3.º ciclo e secundárias já estão equipadas com a versão anterior do NetBoard... e o momento é de crise. A "forte ambição" da Nautilus vai até para além da Europa: este ano, abrirá uma empresa no Brasil e espera construir lá uma unidade fabril em 2012.

Ao mesmo tempo, mantém-se "a preocupação de desenvolver novos produtos". A empresa tem um Núcleo de Investigação Tecnológica, que trabalha em parcerias com as universidades do Porto e de Aveiro e com o Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores. E assim espera mudar a imagem de um país pouco associado às novas tecnologias - "em 2006, quando vencemos, pela primeira vez, o prémio da World Didac, a audiência ficou espantada ao ouvir o nome de Portugal", recorda Vítor Barbosa.

O lema da empresa é claro: "o futuro está na educação". E Vítor Barbosa acredita que está a fazer um bom trabalho na formação das novas gerações, lembrando, a sorrir: "Agora toda a gente quer ir ao quadro, já ninguém se esconde com medo das perguntas do professor...".

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RMaria

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MensagemAssunto: Escolher uma rota sem trânsito apenas num clique   Seg Jan 09, 2012 11:11 am

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Escolher uma rota sem trânsito apenas num clique

por Sónia Simões
Hoje


A 'spin-off' da primeira empresa a digitalizar os mapas de Portugal agora só vende 'software' e concebeu uma aplicação para telemóvel que é muito mais do que um GPS.

O sistema Ndrive é uma aplicação para telemóveis que permite definir rotas sem estar ligado à Internet, escolher o melhor percurso para fugir ao trânsito, procurar locais de interesse e, até, saber informações meteorológicas. A criação é portuguesa, de uma empresa com sede no Porto, e está já presente em cerca de 70 países.

A ideia nasceu no seio da empresa Infoportugal, a primeira a digitalizar os mapas de Portugal e a lançar no mercado os PND (portable navigation device) ultrafinos. "Em bom rigor a Ndrive é um spin-off da Infoportugal (nascida em 2001) e surgiu no final de 2006, quando percebemos que podíamos dar mais ao utilizador e que o negócio do hardware, para crescer, implicava muitos outros serviços", conta o diretor-geral Luís Baptista-Coelho .

O timming foi perfeito e, em 2008, a empresa abandonou por completo o hardware focando-se em sistemas de navegação para iphones e androides. "Hoje em dia, 50% do nosso negocio é em telemóveis. Para os PND antigos só vendemos software."

Numa pausa entre uma viagem ao Dubai e outra a São Francisco, nos EUA, o responsável aterrou nas instalações do centro empresarial de Leça do Balio, para onde mudaram em abril último, e explicou quais as variações possíveis num produto que "nunca se poderia limitar ao consumidor português" (98% das vendas são para fora).

Recentemente a Ndrive fez uma aplicação para a TMN que permite ao utilizador definir rotas e percursos sem estar ligado à internet, procurar locais e saber informações sobre meteorologia. O mesmo produto foi agora vendido à francesa Mappy, chegando ao consumidor de forma gratuita e sendo pago com publicidade. "Por exemplo, se o utilizador estiver próximo de um qualquer restaurante, aparecer-lhe-á a publicidade do espaço." E, ressalva, "estamos a falar em anunciantes de qualquer dimensão, até um pequeno estabelecimento".

O Ndrive foi também lançado no Brasil sob lema de muitas outras vantagens: passar menos tempo no trânsito e mais tempo com a família. A ideia é sugerir alternativas de acordo com o tráfego automóvel. Outra novidade neste sistema de navegação é a possibilidade de escolher o sotaque do Português do Brasil. "Pode escolher-se paulista ou carioca." Como o sistema é adequado a androides e smartphones, está já presente em cerca de 70 países - apesar de o negócio "só estar organizado e estruturado em 30 países". "Se um indivíduo na Arábia Saudita compra o Ndrive através da AppleStore, não significa que haja um negócio organizado naquele país", especifica.

À semelhança da parceria estabelecida com a TMN, estes portugueses conseguiram contratos semelhantes com operadoras de outros países. Por isso é difícil falar de crise. "Costumamos dizer que vendemos folhas de Excel com códigos de ativação. A cada um recebemos dinheiro."

Códigos e sistemas complexos que nascem de rascunhos numa das paredes da empresa concebida e desenhada a pensar somente em tecnologia. No andar de baixo, entre paredes brancas com linhas de rooters pintadas a vermelho há salas de reuniões, zona lounge, ilhas de secretárias para o pessoal que trata das contas, do marketing e da área comercial. Ao cimo das escadas, numa espécie de mezanine gigante, está o pessoal do desenvolvimento. Na sala ao lado, a de convívio, há uma máquina com sanduíches à discrição e cacifos para todos os funcionários - com inscrição de um país diferente para cada um. Será este o molde do edifício que a Ndrive acaba de abrir em Silicon Valley, nos Estados Unidos.

"Morei em onze países e não vi em lado algum nada que me espantasse. Em Portugal fazemos coisas tão bem como noutros países", conclui o responsável..

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Romy

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MensagemAssunto: O 'designer' que trouxe mais cores à vida dos daltónicos   Ter Jan 10, 2012 3:44 pm

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O 'designer' que trouxe mais cores à vida dos daltónicos

por Carlos Diogo Santos
Hoje


Miguel Neiva criou um sistema universal de identificação de cores que permite aos daltónicos superar as dificuldades do dia a dia

São essencialmente homens. Veem a cores, mas com as suas cores. Têm dificuldades em conjugar roupa e até uma partida de Uno pode ser um problema. A disfunção que têm é conhecida por daltonismo e, apesar de não ter cura, os daltónicos podem agora respirar de alívio. Em causa está uma invenção portuguesa que atribui um símbolo a cada uma das cores primárias, e as restantes são etiquetadas com símbolos que resultam da mistura dos símbolos primários.

A empresa responsável por esta inovação é a Coloradd e os resultados foram já aplicados em alguns dos piores quebra-cabeças para daltónicos. O sistema de triagem do Hospital de São João que é feito por cores, as linhas do metro do Porto ou até mesmo os lápis de cor da Viarco são alguns desses exemplos de aplicação do sistema universal de identificação de cores.

Para Miguel Neiva, designer e criador deste novo código, o sucesso da ideia está para além do esperado. "Como designer, procurei apenas um tema para a tese de mestrado que pudesse contribuir para o conceito de design inclusivo e por isso lembrei-me destas pessoas que são discriminadas diariamente por algo que não é visível a olho nu e de que não têm culpa", adverte.

A ideia é simples: cada uma das cores primárias - amarelo, vermelho e azul - tem um símbolo próprio. As imagens que identificam as restantes cores provêm da junção dos símbolos das cores primárias que lhes dão origem. Na prática, o verde é identificado por uma imagem que corresponde à junção do símbolo do amarelo com o do azul.

Ainda que em muitos casos os daltónicos não sintam grande discriminação, este designer diz ter conhecimento de histórias terríveis a esse nível.

"Não podemos esquecer que este problema, que atinge cerca de 10% da população masculina, significa em alguns casos muita violência psicológica", diz, adiantando que quem vê um cego mal vestido atribui o episódio ao seu problema visual mas quem vê um daltónico mal vestido justifica-o com "o mau gosto daquela pessoa".

"Num dos muitos depoimentos que recebi, um padre contou-me que só passou a ter paz quando começou a usar a batina, porque assim deixou de correr o risco de andar mal vestido e de ser gozado pelos outros", revelou o criador deste código universal.

Esta disfunção, vulgarmente conhecida por daltonismo - alusão a John Dalton, o ciêntista que estudou o porquê de confundir as cores -, por motivos genéticos, raramente atinge mulheres. Estima-se que só 2% do total de daltónicos sejam mulheres.

Apesar da pouca expressão percentual, existem no mundo inteiro milhões de daltónicos que poderão ser beneficiados com este código. Para o autor deste sistema o exemplo mais flagrante é o mercado de roupa no Brasil, onde todos os anos saem dos bolsos de daltónicos cerca de 13 milhares de milhões de reais, mais de cinco mil milhões de euros.

É por isso que Miguel Neiva ganhou o reconhecimento da comunidade científica, que até hoje havia sido incapaz de arranjar uma solução para quem confunde as cores.

O estudo durou cerca de oito anos e houve desde o início uma grande preocupação com a universalidade do código.

Por oposição a sistemas como o braille, este novo código será igual em todos os países. "Há já interesse de alguns grupos em que este código de cores seja utilizado pelos cegos visto que, em braille, as cores se escrevem de forma diferente de país para país. O objetivo do também sócio maioritário da Coloradd é que cada peça de roupa, cada sinal de trânsito, cada lápis de cor seja acompanhado deste código. A partir daí, basta que os daltónicos conheçam os símbolos para que possam começar a ver as tonalidades que deveriam ver no dia a dia, mas que, dado o seu problema, lhes passam ao lado.

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RMaria

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MensagemAssunto: Até o bolor de uma tela conseguem conservar    Qua Jan 11, 2012 5:58 pm

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Até o bolor de uma tela conseguem conservar

por Marina marques
Hoje


Os materiais utilizados pela arte contemporânea colocam novos desafios à 20/21, que aposta na formação para os ultrapassar

Especializada em conservação e restauro de arte moderna e contemporânea, a 20/21 foi criada em 2008 por quatro conservadores restauradores e um economista - Joana Correia, Luís Pinho e Silva, Marta Palmeira, Raquel Ferreira e Pedro Pardinhas, respetivamente. Área de trabalho recente, requer formação constante pela especificidade dos materiais utilizados. Por isso apostaram na organização de cursos avançados, com especialistas internacionais que os ajudem a resolver os problemas com os quais são confrontados pelas obras de arte.

Além da vontade dos cinco sócios fundadores em encontrar uma saída profissional, a 20/21 surgiu em 2008 como resposta ao concurso lançado pela Fundação de Serralves para a criação da Incubadora de Indústrias Criativas INSerralves. Janeiro de 2008 foi passado a preparar a candidatura e em maio recolheram os frutos: de entre os 76 projetos empresariais candidatos, ficaram entre os sete selecionados para a incubadora. "Apesar de a nossa ideia não ser incrivelmente inovadora, acho que o júri ficou convencido com o facto de termos apresentado um projeto pensado para o mercado", conta Pedro Pardinhas.

Mas se a ligação a Serralves ajuda a abrir algumas portas, só por si não chega para garantir a entrada neste mercado. "No início, telefonámos para todos os sítios que achámos que poderiam ter interesse no nosso trabalho para nos apresentarmos", recorda.

"O Museu Marítimo de Ílhavo foi o primeiro que arriscou entregar-nos um trabalho: 17 pinturas de Cândido Teles", explica o economista. "Estávamos completamente por fora dos preços praticados no mercado e apresentámos um proposta muito baixa, um preço que hoje não faríamos", lembra.

Numa área tão específica como a arte moderna e contemporânea - que utiliza materiais nunca antes usados na realização de obras de arte e por isso mesmo estão pouco estudados em termos de conservação e restauro - a equipa da 20/21 percebeu rapidamente que precisava de apostar em formação para colmatar a pouca experiência. A frequência de cursos no estrangeiro foi a primeira opção, mas o custo era demasiado elevado.

A solução foi trazer a formação até eles. "Pensámos no que queríamos aprender, quais as técnicas que precisávamos de saber e decidimos convidar especialistas para virem ao Porto dar cursos avançados", relata. O primeiro aconteceu em abril de 2009 e desde então já organizaram mais quatro que, no total, tiveram a participação de especialistas oriundos de 15 países. Serralves, Departamento de Química da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto e Museu Soares dos Reis foram os espaços que acolheram os eventos.

No verão de 2010 recolheram alguns dividendos do esforço investido em formação e parcerias: venceram o concurso internacional para fazer o levantamento do estado de conservação das 601 obras da coleção do Parlamento Europeu. Cientes da falta de experiência da 20/21, convidaram o especialista inglês Velson Horie para consultor deste projeto. "É lógico que nos custou mais dinheiro, implicou ganharmos menos, mas se calhar não tínhamos ganho nada se não tivéssemos convidado Velson Horie como consultor", refere Pedro Pardinhas.

Numa altura em que está a espreitar outros mercados - Médio Oriente, Brasil e China - a empresa já é reconhecida por artistas nacionais que, quando se deparam com problemas relacionados com materiais, recorrem ao conhecimento adquirido pela 20/21. E por vezes as solicitações podem surpreender: recentemente, uma pintora pediu-lhes para conseguirem manter o bolor que se tinha formado numa tela por ela pintada, impedindo tanto o avanço como a deterioração do bolor. Eles já têm a solução.

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MensagemAssunto: A tecnologia portuguesa que gere o metro de Londres   Qui Jan 12, 2012 11:41 am

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A tecnologia portuguesa que gere o metro de Londres

por carlos diogo santos
Hoje


João Pavão Martins e Ernesto Morgado doutoraram-se em inteligência artificial na América e trouxeram o conceito para Portugal

"Estávamos nos Estados Unidos da América a tirar um doutoramento em inteligência artificial, isto em 1980/81, quando nos apercebemos de que quem aplicava os conhecimentos ali adquiridos a novos projetos tinha sempre sucesso." Foi deste modo que João Pavão Martins, um dos sócios fundadores da SISCOG, explicou ao DN como surgiu a ideia de criar a empresa. Enquanto isso, folheava um livro, de capa branca, com a história, as peripécias e as fotografias que marcaram esta empresa 100% nacional. Na cadeira ao lado, o seu antigo colega de faculdade, e atual sócio, Ernesto Morgado, validava tudo o que era dito com a cabeça.

Hoje, um dos softwares da SISCOG - o Crews - é responsável pela gestão das escalas dos recursos humanos do Metropolitano de Londres. Mas tal sucesso foi difícil de alcançar.

Quando os dois colegas do Instituto Superior Técnico, que por acaso também se cruzaram nos corredores de uma universidade americana, regressaram a Portugal, tinham um projeto conjunto em mente - a aplicação prática do que haviam aprendido.

A principal dificuldade que sentiram foi explicar aos portugueses as vantagens da inteligência artificial. "Sempre que falávamos sobre os nossos conhecimentos a alguns responsáveis de empresas nacionais riam--se de nós", lembraram com um sorriso.

Ainda assim decidiram arriscar e a 5 de julho de 1986 constituíram a sociedade por quotas SISCOG, Consultas e Serviços em Sistemas Cognitivos, Lda., com capital social de 500 contos, ou seja, cerca de 2500 euros.

"É para si!", continuou João Pavão Martins, esticando-me a mão com que segurava o livro. O título - SISCOG Um Quarto de Século -, esse, já está desatualizado, porque este ano a empresa cumpre já o seu vigésimo sexto aniversário.

A primeira proposta formal feita pela SISCOG aconteceu logo no ano seguinte à sua criação. A pequena empresa de então propôs à CP o desenvolvimento de um protótipo para a geração de escalas dos maquinistas. Antes da assinatura do contrato foram necessários muitos meses de negociações. Na prática, a SISCOG propôs à CP revolucionar sua técnica de fazer as escalas dos maquinistas, que até aí era feita à mão. O protótipo ficou pronto a 27 de janeiro de 1989.

A 1 de julho do mesmo ano, o já extinto, Semanário escrevia: "Inovação nos comboios - SISCOG introduz inteligência artificial nos turnos da CP."

O sucesso estava garantido em Portugal, mas só dois anos depois chegou ao estrangeiro. O primeiro cliente foi o Nederlandse Spoorwegen, o mesmo será dizer, os caminhos de ferro holandeses.

"Mas para eles entregar o desenvolvimento do sistema de planeamento de tripulações a uma pequeníssima empresa portuguesa foi algo muito difícil na altura", revelou Ernesto Morgado.

A falta de alternativas e as provas já dadas pela SISCOG em Portugal foram suficientes para fazer com que os holandeses ganhassem confiança. Além disso, em 1992 fora feita uma demonstração do software à empresa holandesa e a votação dominante - entre os funcionários - foi favorável à compra do sistema.

Os dois colegas de faculdade que sempre se orgulharam de ser portugueses começaram a perceber o sucesso da empresa, quando um especialista em caminhos de ferro holandês lhes disse que, após a experiência com a SISCOG, tenta mostrar a toda a gente que Portugal é um país com muita qualidade.

Hoje, com mais software além do Crews, a SISCOG está presente em grandes empresas. O metro de Lisboa é uma delas, e em 2005 conseguiram entrar no gigante metro de Londres. "Os ingleses também tiveram receio, mas nestes sete anos já mostram que temos valor", assegurou Ernesto Morgado.

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Romy

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MensagemAssunto: "O nosso país tem riquezas que merecem ser conhecidas"   Sex Jan 13, 2012 6:46 pm

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"O nosso país tem riquezas que merecem ser conhecidas"

Hoje


Manuel Casal, dono da loja Stivali, projeto que iniciou há 30 anos, destaca o turismo rural Villa Pedra como destino de lazer de eleição. Apaixonado por Portugal, confessa que "o nosso país tem riquezas que merecem ser conhecidas", como é o caso desta aldeia que foi totalmente reconstruída, após um abandono de 80 anos. Localizada numa das encostas da Serra do Sicó, bem no centro do País, entre Pombal e Coimbra, a antiga Aldeia de Cima voltou a ganhar vida. "Das ruínas foram já construídas oito casas das 14 finais. Um lugar onde a natureza domina, a flora é rica e a fauna abundante." Esta aldeia foi construída de forma a respeitar o meio ambiente circundante, rico em vestígios e arquitetura romana.

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Fantômas

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MensagemAssunto: Uma tecnológica "com muita alma e vontade de crescer"   Dom Jan 15, 2012 12:22 pm

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Uma tecnológica "com muita alma e vontade de crescer"

por Rui Marques Simões
Hoje


Em Coimbra há uma empresa que desenvolve sistemas informáticos complexos para gigantes como a NASA

Atrás há uma larga sala com dezenas de trabalhadores concentrados a olharem para monitores de computadores. É ali que nascem muitos dos projetos da Critical Software. E não são uns projetos quaisquer: a empresa de Coimbra trabalha na área dos sistemas críticos, fornecendo soluções, serviços e tecnologias para clientes tão importantes como as Forças Armadas portuguesas, as principais agências espaciais internacionais (NASA incluída) ou gigantes das telecomunicações, como a Vodafone ou a Deutsche Telekom.

Este projeto, "com muito de alma" - fundado em 1998 por três estudantes de doutoramento da Universidade de Coimbra que decidiram levar para o terreno aquilo que estavam a aprender -, está agora a entrar num novo ciclo. No início do ano, Gonçalo Quadros passou a chairman (presidente do conselho de administração) da Critical, sendo rendido por Marco Costa no cargo de CEO (chief executive officer, diretor executivo) da empresa. Mas é ainda Gonçalo Quadros, sócio fundador e CEO durante sete anos, quem narra ao DN a história e evolução da tecnológica conimbricense.

A Critical nasceu quando Diamantino Costa, João Carreira e Gonçalo Quadros (os três estudantes) pressentiram que os sistemas críticos - "que garantem que uma estrutura informática não falha, ou quando falha se comporta de forma tal que é possível ultrapassar esse problema" - deixariam de ser importantes apenas nos mercados militares e passariam a ser também fundamentais para a sociedade civil. A democratização da tecnologia levou a isso. Hoje, há empresas das mais variadas áreas que precisam de "sistemas robustos, que não falham e correspondem ao que se espera deles mesmo quando há algum problema". E a Critical está lá para elas, para construir ou certificar o software informático de que precisam, seja para uma operadora de telecomunicações ou para um satélite de uma agência espacial (a norte-americana NASA, a europeia, a japonesa e a chinesa estão entre os clientes).

Tudo aquilo que a Critical desenvolve são sistemas de "elevadíssima complexidade", explica Gonçalo Quadros. Mas a marca não deixou de crescer à imagem do que foi produzindo. Saltou, em poucos anos, de uma sala no Instituto Pedro Nunes (uma incubadora de empresas de Coimbra) para um amplo complexo no Parque Industrial de Taveiro, nos "arredores da cidade dos estudantes". E, da mesma forma, saltou do estatuto de empresa portuguesa para marca global. Começou por abrir subsidiárias nos EUA e no Reino Unido - "queríamos construir credibilidade, e tendo operações lá seríamos mais facilmente respeitados", diz Quadros - e depois expandiu-se para a Europa de Leste (Roménia), América do Sul (Brasil) e África (Angola e Moçambique). Hoje, exporta 80% do que faz. E pelo meio já criou quatro spin--off com potencial para crescer: as Critical Links, Manufacturing, Health e Materials.

Agora chega o novo ciclo, com Marco Costa ao leme. O grupo prepara o lançamento de novas empresas e subsidiárias da Critical Software no estrangeiro, mas Gonçalo Quadros não mostra a carta que tem na manga ("ainda é cedo"). "Hoje estamos muito mais bem preparados para enfrentar os desafios do futuro. Temos uma grande estrutura montada. O Marco ajudou-nos a criá-la e vai continuar a missão: manter um crescimento forte, com o objetivo de nos internacionalizarmos ainda mais", aponta o presidente do conselho de administração.

De resto, a empresa de Coimbra só quer dar mais um salto: passar da realização de serviços de software à criação de produtos - estipula Gonçalo Quadros. É isso que falta para que a Critical seja "uma marca tecnológica conhecida por todos à escala global".

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Fantômas

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MensagemAssunto: Imperial aposta em mercados do Oriente   Dom Jan 15, 2012 4:03 pm

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Imperial aposta em mercados do Oriente

por Lusa
Hoje


A empresa de chocolates Imperial pretende apostar nos mercados do Médio e do Extremo Oriente este ano, para sustentar um ritmo positivo de crescimento, disse à Lusa a presidente executiva.

Detida pelo grupo RAR, a Imperial assegurou em 2011 distribuição em novos mercados como a Argélia, Vietname, Rússia, Moçambique e Israel, sendo que "em 2012 uma das principais apostas passa pela expansão" nas geografias asiáticas, como explicou, em resposta a questões colocadas pela Lusa, a presidente executiva, Manuela Tavares de Sousa.

"As exportações representam 20 por cento do volume de negócios da Imperial. Já ao nível do mercado interno, as nossas previsões apontam para um crescimento de cerca de três por cento em 2011", referiu a responsável da empresa que em 2010 apresentou um volume de negócios de 20,5 milhões de euros, com 155 colaboradores.

No mercado externo, o crescimento em 2011 da empresa que detém os chocolates Regina terá rondado os 12 por cento através dos crescimentos "em África (Moçambique, Angola e África do Sul), América Latina (Brasil e Venezuela) e Europa (Itália e Europa de Leste)", firmando um acordo no final do ano passado com um canal de vendas 'online' chinês.

Segundo Manuela Tavares de Sousa, o crescimento da empresa, que comemora 80 anos em 2012, em dois dígitos no mercado externo deverá manter-se em 2012 devido, precisamente, às apostas em novos países.

Em relação às movimentações de preços das matérias-primas que têm vindo a afetar a produção do chocolate, às quais Portugal não escapa, a "Imperial tem conseguido absorver parte desses custos, sem reflexo significativo no preço final", explicou a presidente executiva, acrescentando que as alterações de preços serão ditadas pela "evolução dos mercados ao longo do ano".

O chocolate em Portugal vale, nas contas da Associação dos Industriais de Chocolate e Confeitaria (ACHOC), cerca de 200 milhões de euros, apesar de o país registar um consumo 'per capita' de 1,5 quilos por ano, menos de metade de outros países europeus como Espanha, Itália ou França.

O porta-voz da ACHOC, Manuel Barata Simões, garantiu à Lusa que "o chocolate não tem uma resistência especial à crise", ainda que o entendimento "bastante generalizado de ser um produto de 'oferta' possa fazer emergir o chocolate com uma alternativa mais económica - e saborosa - como uma prenda".

Por isso, em ano de crise, o responsável prevê uma contração do mercado, nalguns casos, que vai rondar os cinco por cento em 2012, o que, combinado com o aumento dos preços das matérias-primas a nível internacional, vai poder levar a aumentos de preços por parte de alguns envolvidos no setor.

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MensagemAssunto: Vendem-se soluções para reduzir despesa da Saúde    Seg Jan 16, 2012 11:25 am

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Vendem-se soluções para reduzir despesa da Saúde

por Sónia Simões
Hoje


Empresa está há dez anos a criar soluções inovadoras no sector da saúde para a gestão de áreas clínicas, telemedicina e rastreios

Os sistemas díspares em funcionamento nas unidades de Saúde em Portugal podem ter solução, ou melhor, soluções. Pelo menos é a isso a que se propõe a empresa First, nas mãos de um empresário que iniciou o seu percurso profissional no Ministério da Saúde. Investir em prevenção, através de rastreios, diminuição dos internamentos ou melhor gestão do orçamento são três das soluções tecnológicas que já permitiram ao Estado poupar milhares de euros.

Siima Rastreios, Hepic ou First Target são siglas para nomes pouco portugueses que, à partida, nada lhe diriam. Mas cada uma destas aplicações informáticas poderá poupar milhares de euros aos cofres do Estado e, por isso, ao contribuinte. Siima é o nome de um sistema de gestão de programas de rastreio. Foi o primeiro, ligado às administrações regionais de Saúde (ARS), a monitorizar rastreios do cancro do colo do útero, do cólon e reto, da retinopatia diabética e do cancro da mama. "A prevenção é fundamental e esta solução tem um verdadeiro papel social, porque salva vidas", diz ao DN o responsável pela empresa, sediada desde abril no quinto andar de uma torre envidraçada na Avenida da Boavista, no Porto. A aplicação Hepic permite aos hospitais controlar infeções. "Se diminuirmos em meio dia a média de internamento hospitalar, poupamos milhares de euros", admite o presidente do grupo, José Correia de Sousa. "Fomos nós que criámos o mercado e não temos concorrência!" A estas, o gestor soma uma aplicação mais recente, a First Target, para gerir o orçamento de cada unidade. "Numa altura de derrapagem orçamental, esta aplicação seria fundamental, porque o Ministério podia controlar ao dia, à semana ou ao mês os gastos de todos os hospitais do País", diz.

Além destas aplicações, um dos primeiros produtos (o Siima) da empresa , criada em 2001, permite gerir qualquer clínica das mais diversas áreas (são catorze, desde radiologia a pneumologia, por exemplo): desde clientes, à agenda, a faturação, os funcionários, a marcação de exames, tudo num só sistema. "Poupa-se tempo e possíveis erros". Mas há mais.

José Correia de Sousa ficou com a totalidade das ações da empresa em 2004 e, desde então, foi adquirindo outras empresas que agora integram o Grupo. A última foi no final de 2010 e tinha a ideia de um produto que a First conseguiu lançar há um mês: o serviço de call center para surdos. A ideia é que "a pessoa ligue de um telemóvel ou de uma empresa que tenha assinado o serviço, através de um videofone, e tem no outro lado uma pessoa que traduz em linguagem gestual". O produto é recente mas está já a ser procurado por outros países. Basta ser adaptado, como aliás foram todas as outras aplicações que a First comercializa a clientes não só portugueses mas também da Polónia, Brasil e Espanha. "Estamos também a tentar a internacionalização através de parcerias com multinacionais. É curioso perceber que em países mais desenvolvidos consideram os nossos produtos inovadores. E queremos fazer uma espécie de cluster para entrar na América do Sul."

No portfólio do Grupo destaque ainda para a componente de business intelligence e para os módulos de integração aplicacional - para articular as dezenas de sistemas diferentes que os hospitais e unidades de Saúde usam em Portugal. Um leque alargado de produtos que permite à empresa ter já 6 milhões de euros de capitais próprios e ter investido, em 2010, 15% do volume total de negócios em inovação.

O gestor tem um segredo, mas não teme partilhá-lo: é que de nada vale ter apenas uma boa ideia: "É preciso pô-la em prática, que ela dê dinheiro e que não seja apenas por um ano, mas de forma sustentável."

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Romy

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MensagemAssunto: A tecnologia que coloca a carteira dentro do telemóvel   Ter Jan 17, 2012 5:38 pm

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A tecnologia que coloca a carteira dentro do telemóvel

por CARLOS DIOGO SANTOS
Hoje


Depois dos cartões de cliente e dos cupões de descontos, os cartões de débito são os próximos a entrar no telemóvel.

Quantas vezes já deu por si a pensar que gostava de tornar a sua carteira mais leve e menos volumosa? E se, de um dia para o outro, pudesse eliminar este objeto e transportar todos os cartões no telemóvel? A tecnologia que o permite está a ser desenvolvida pela empresa portuguesa Cardmobili e já permite aliviar algumas carteiras.

Quer tenha um iPhone, um Nokia, um Blacberry ou até um LG, atualmente é possível transportar todos os cartões de fidelização e cupões de desconto numa simples aplicação. Helena Leite, administradora da Cardmobili, é a prova viva. "Eu tenho aqui todos os meus cartões de cliente e até os meus cupões de desconto. Nunca me foi recusado utilizar os cartões em formato digital para usufruir dos descontos", assegura.

Mas este não é o objetivo final desta empresa: "Nós queremos que no futuro, num futuro próximo, consigamos utilizar esta aplicação para fazer pagamentos e assim eliminarmos também os cartões multibanco feitos de plástico. Continuam a existir, mas em formato digital."

Hoje em dia é possível colocar na aplicação Cardmobili os dados de cartões como o cartão do cidadão, a carta de condução e até mesmo os do cartão de saúde europeu, porém não substituem o cartão plástico. O mesmo não acontece com o cartão de eleitor. Há já quem tivesse usado o cartão digital de eleitor para exercer os seis deveres cívicos.

"Neste caso não há qualquer problema quanto a trocas de identidade, uma vez que o eleitor tem de apresentar sempre o seu cartão do cidadão ou passaporte para votar", esclarece Helena Leite.

Mas o trabalho de todos os profissionais da Cardmobili é assegurar que não existam falhas de segurança. E numa altura em que estudam o alargamento da tecnologia aos cartões bancários, oferecem já muitas garantias aos portugueses.

"As pessoas podem colocar um PIN na aplicação que funciona como se fosse código de segurança da carteira. No fundo, o mecanismo é o mesmo do dos cartões só não têm formato físico", diz Helena Leite, sublinhando que é tão fácil piratear um cartão que está no telemóvel como um cartão de plástico.

Os cartões de desconto e os cupões foram apenas o início desta revolução. "Não poderíamos começar logo a desenvolver tecnologia que permitisse colocar cartões oficiais e de pagamento. Primeiro tínhamos de testar a carteira digital e mostrar a sua segurança", continuou a responsável.

Foi deste modo que, em 2008, a Cardmobili decidiu apostar nos cartões que possuem apenas um número ou um código de barras. O cartão de eleitor, como tem apenas um número, foi o único cartão oficial abrangido e que pôde ser utilizado já nas últimas eleições.

A primeira vez que Helena Leite foi ao cinema e mostrou o código de barras no ecrã do telemovel, provocou algum espanto. O empregado perguntou-lhe: posso passar o scanner, não vou estragar o seu telemóvel?" Mas hoje é tudo muito natural, porque as pessoas já se habituaram.

Os próximos anos ficarão marcados pela evolução para os cartões de pagamento. Para isso, os telemóveis terão de possuir o sistema NFC - ainda não disponível nos iPhones 4, nem nos Blackberry mais antigos - que permite a troca de informações apenas com a aproximação do aparelho a um terminal de pagamento. Para tal é também necessário que seja criada uma rede nacional de terminais que permitam estes pagamentos, ou seja, com leitor de NFC. Além de poder pagar as suas compras, como quem passa o bilhete do metro no terminal, nunca mais perderá os seus cartões. Ficam todos guardados no satélite e só acessíveis a quem tiver o seu código secreto.

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MensagemAssunto: Drogba e Ashley Cole não jogam sem estas caneleiras   Qua Jan 18, 2012 6:36 pm

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Drogba e Ashley Cole não jogam sem estas caneleiras

por AMADEU ARAÚJO
Hoje


Robustas, tecnológicas, personalizadas e nacionais são os adjetivos que melhor definem as caneleiras da SAK, que já tem os olhos postos em projetos noutras áreas.

A SAK, que quer dizer Security Against Kicking, fez jus ao nome e depois do futebol já se estendeu ao hóquei e agora são os mercados da segurança e da medicina o novo foco desta empresa portuguesa que fabrica caneleiras personalizadas, com recurso a tecnologia 3D. A aventura de Filipe Simões e Rui Pina começou em 2008 quando desenvolveram uma tecnologia que usa "materiais inquebráveis e projetados para dissipar toda a energia dos impactos para conceber caneleiras".

À época havia um Mundial de Futebol e a seleção nacional estagiava em Viseu. Os dois professores deram-se a conhecer, e, como "jogador bem protegido é jogador mais confiante", as caneleiras entraram no gosto dos atletas, conta Rui Pina. Filipe Simões acrescenta que "as diferenças notam-se no desempenho em campo" e os jogadores nacionais assim o pensaram. O produto inovador acabou por entrar na área dos equipamentos de proteção desportiva no mercado mundial e hoje "são os jogadores que telefonam a pedir as caneleiras", atira Filipe. Jogadores como "Drogba ou Ashley Cole sabem que uma caneleira personalizada dá garantias de uma real proteção". Estava "descoberto um filão - em todo o mundo há 260 milhões de jogadores de futebol federados".

A tecnologia, "um processo não invasivo que recorre a um scanner para gerar uma imagem usada por um software que gera um modelo tridimensional a partir da geometria observada, permite a produção das caneleiras, que oferecem ergonomia e conforto únicos". As caneleiras são "fabricadas em materiais compósitos, leves e resistentes que encaixam perfeitamente na perna do jogador", garante Rui.

Do Manchester United ao Real Madrid, sem esquecer a seleção nacional e o futebol asiático, as caneleiras são um sucesso e já permitiram à empresa alargar-se ao hóquei, a qual fornece a equipa nacional.

Os dois sócios, professores com formação em materiais compósitos e modulação tridimensional, sabem que este "é um material com grandes potencialidades desportivas, na segurança e na medicina. Em tudo que seja necessária proteção para o corpo humano". E levaram a tecnologia ao último Fórum Têxteis do Futuro. Posteriormente ganharam o Prémio Inovação da Associação Empresarial de Viseu, "15 mil euros aplicados na empresa", e obtiveram o reconhecimento do mercado. Este ano a empresa "irá dar um salto gigante através da entrada de um sócio financeiro que permitirá à SAK passar a ter capacidade produtiva e controlar todo o processo", que atualmente é subcontratado a várias empresas.

Com a produção centralizada em Viseu, o "objetivo é franchisar o modelo de negócio através de uma rede de parceiros que se possam deslocar aos clubes". Um primeiro passo para "gerar recursos que permitam desenvolver novas aplicações, na medicina com próteses e ortóteses e na proteção das forças de segurança". Um "mundo de possibilidades em que a segurança é o elemento diferenciador em relação a outros produtos porque permite evoluir tendo em conta as especificações do futuro utilizador". É que, dizem os empresários, "todo o modelo de operação é personalizado e pensado para com um reduzido custo obter grandes resultados".

O que torna o produto "barato apesar das grandes vantagens para os utilizadores". Atualmente, a SAK conclui a negociação com os investidores, mas os dois sócios garantem que "até final de 2012" terão "produção própria".

E isto depois de 4 anos em que tudo o que conseguiram foi resultado de trabalho e investimento. "Nestes 4 anos investimos milhares de euros que retirámos das nossas profissões, mas que valeram a pena." Afinal, "trata--se de um produto nacional, de extrema visibilidade, de base tecnológica e com grandes aplicações", concluem.

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MensagemAssunto: A empresa que pôs no léxico nacional as células estaminais   Qui Jan 19, 2012 12:51 pm

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A empresa que pôs no léxico nacional as células estaminais

por RUI MARQUES SIMÕES
Hoje


Desde 2003 que preserva células e tecido do cordão umbilical para salvar vidas, e o negócio já se expandiu pela Europa...

Crioestaminal: o nome simplifica aquilo que a empresa faz. Numa expressão, criopreservação das células e tecidos estaminais presentes no sangue do cordão umbilical. O objetivo é salvar vidas. E o serviço, pioneiro em Portugal, já conquistou mais de 50 mil famílias.

A empresa nasceu nos corredores da Universidade de Coimbra, criada por um grupo de estudantes inspirados pela ideia de "de-senvolver uma tecnologia que estava a dar os primeiros passos", a criopreservação de células estaminais (células que têm a capacidade única de se autorrenovarem ou dividirem indefinidamente, podendo reparar tecidos danificados ou substituindo células que vão morrendo) - conta André Gomes, de 36 anos, fundador e administrador da empresa, à qual dedicou, até aqui, toda a carreira.

Da ideia (surgida em 2001) ao lançamento (2003) passaram dois anos, mas isso não impediu a Crioestaminal de ser pioneira na área. Foi a segunda empresa europeia do sector. E, de certa maneira, ajudou a meter no léxico nacional uma expressão que "nem existia em Portugal, células estaminais", sorri André Gomes.

Desde então que a Crioestaminal - sedeada no Biocant Park, um polo de inovação localizado em Cantanhede (distrito de Coimbra) - guarda células estaminais (recolhidas após o parto) para utilização futura. São mais de 70 as doenças que podem ser tratadas com este tipo de células, principalmente hemato-oncológicas (como algumas leucemias, linfomas e anemias). E a criopreservação permite armazená-las por períodos alargados de tempo (20 a 25 anos), até que o dador ou um familiar precise de usá-las.

Até aqui, mais de 50 mil famílias - de Portugal, mas também de Espanha e Itália - recorreram aos serviços da Crioestaminal. Dessas, só sete já tiveram de usar as células armazenadas. Mas é nesses casos que os responsáveis estão sempre a pensar. "Temos sete transplantes feitos. Isto já não é apenas guardar por guardar. Salvámos as vidas de sete crianças - tanto para uso próprio como para uso de irmãos", frisa Miguel Marti, CEO (diretor executivo) da empresa.

Agora, a preocupação é encontrar novas doenças tratáveis com o sangue do cordão umbilical. "Há centenas de ensaios clínicos a decorrer", explica André Gomes, enquanto Miguel Marti sublinha o investimento contínuo em investigação e desenvolvimento. "Tanto aqui como em parcerias com o Instituto Superior Técnico e o Instituto Português de Oncologia, de Lisboa, temos projetos que podem dar mais-valias para o País. Um deles, que usa células mesenquimais [que a empresa agora também recolhe] para ajudar a sarar feridas - por exemplo, em diabéticos - já está na fase de pedido de patente. Pode chegar ao mercado em cinco ou dez anos", revela ainda Miguel Marti.

De resto, em Cantanhede não falta ambição. Hoje, a Crioestaminal é a terceira empresa europeia do sector, tanto em número de transplantes como de amostras armazenadas - 40% da sua faturação vem do estrangeiro. E "o futuro passará por sermos um centro de excelência no desenvolvimento de tecnologia a nível mundial", assume Miguel Marti. "Estamos em três países, mas temos recursos, know-how e ambição de levar este projeto para outras geografias, na Europa e América do Sul", completa o CEO, um espanhol "só de nascimento", que vive em Portugal "há mais de 10 anos" e chegou à Crioestaminal, em 2011, para liderar e internacionalizar a empresa.

Assim, Miguel Marti sonha ter, daqui a 10 anos, "uma empresa portuguesa, mas global, presente nos cinco continentes". E André Gomes deseja que, então, "algumas dezenas ou centenas de pessoas tenham sido tratadas devido às tecnologias da Crioestaminal". É para isso que estão a trabalhar.

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MensagemAssunto: "Montamos as nossas fábricas na casa dos clientes"   Sex Jan 20, 2012 11:34 pm

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"Montamos as nossas fábricas na casa dos clientes"

por CARLOS DIOGO SANTOS
Hoje


A Logoplaste foi fundada em 1976 por Marcelo de Botton. Dedicada ao fabrico de embalagens e garrafas, a empresa aposta em dois vetores: internaciolização e inovação.

A Logoplaste é uma empresa portuguesa que se dedica ao fabrico de embalagens e garrafas. Quando foi criada, em 1976, começou por ser unicamente portuguesa, mas depressa se expandiu a outros mercados. Encontrando-se hoje em 18 países, esta marca portuguesa emprega já mais de duas mil pessoas.

"O atual sucesso da Logoplaste deve-se ao facto de termos apostado, desde o início, em dois vetores que consideramos fundamentais: a internacionalização e a inovação", explicou Filipe de Botton, CEO da empresa.

Quando iniciaram a internacionalização, em 1992, a imagem de Portugal ainda não estava "afinada", o que, segundo este responsável, obrigou os profissionais da Logoplaste a esforçarem-se ainda mais. "Se a nossa origem fosse outra, não tínhamos de dar provas todos os dias, mas como somos portugueses e, por vezes, existiam desconfianças, não nos podíamos descuidar nem por um minuto", disse, assegurando que esse esforço de afirmação internacional acabou por ser benéfico em todas as fases do desenvolvimento da empresa.

A "massa cinzenta" foi outra das grandes preocupações. Os responsáveis pela Logoplaste ainda hoje acreditam que só com inovação é possível uma internacionalização de sucesso.

"Nós não exportamos as embalagens, porque as nossas fábricas são montadas na casa do cliente. Se o cliente for estrangeiro, a nossa fábrica está lá", esclarece Filipe de Botton, continuando: "Foi por isso que, logo que abrimos a nossa primeira fábrica no exterior, em 1992, decidimos fazer uma forte aposta na inovação, na massa cinzenta de quem passou a trabalhar connosco."

E foi assim que, após vários anos de estudo, há 12 anos alcançaram uma técnica que "significa tanto como a passagem da máquina a vapor para a tecnologia deste século: a produção em PET (politereftalato de etileno)", revelou Paulo Correia, engenheiro e responsável pelo Logoplaste Innovation Lab. Na prática, a Logoplaste começou a produzir garrafas para bebidas (e outros produtos) com esta nova matéria-prima.

"Para que se entenda melhor, o PET é o material das atuais garrafas de Coca-Cola, Fairy e água do Luso, por exemplo", esclareceu este responsável.

Além de muitas outras vantagens, este material pode também ser derretido e reutilizado vezes sem conta.

Sempre muito atenta à inovação tecnológica, a Logoplaste levou a cabo uma outra revolução nos últimos anos. Após alguns testes em laboratório, a empresa lançou garrafões de cinco litros com uma redução de peso na casa dos 20%, quando comparados com os tradicionais garrafões.

"O cidadão comum não se pode distanciar destas descobertas, porque graças a elas o preço final de um produto diminui", salientou Paulo Correia. Mas não é só. Todos os dias, a Logoplaste consegue vitórias importantes, mas silenciosas, nos seus laboratórios de Cascais, Chicago e São Paulo.

"Para continuarmos a garantir a qualidade a que já habituámos os nossos clientes, considerámos, nos últimos anos, que era fundamental descentralizar a inovação. Abrimos mais centros de inovação em áreas que consideramos estratégicas", contou Filipe de Botton.

Dada a penetração nos mercados norte-americano e brasileiro, Chicago e São Paulo foram as duas cidades escolhidas para a abertura dos dois novos hubs da Logoplaste. O primeiro laboratório a abrir foi o dos Estados Unidos da América, e só em 2010 é que abriram o do Brasil. Numa altura em que o mercado português representa apenas 14% do volume de negócios da empresa, ponderam também a abertura de um outro laboratório na Ásia.

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MensagemAssunto: Sabe o que come? O ADN dos alimentos responde-lhe   Dom Jan 22, 2012 5:07 pm

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Sabe o que come? O ADN dos alimentos responde-lhe

por sónia simões
Hoje


Foi a primeira empresa em Portugal acreditada a fazer este tipo de testes e é já procurada por laboratórios estrangeiros

A legislação comunitária obriga a rotular os alimentos mas não havia em Portugal qualquer meio que permitisse controlar se a inscrição na embalagem correspondia, de facto, ao produto. Foi desta premissa que dois biólogos portugueses partiram quando decidiram criar uma empresa que aplicasse à realidade os conhecimentos obtidos em anos de investigação.

"É o leite proveniente de ovelha ou de cabra? E qual o peixe usado em determinado filete?", exemplifica um dos fundadores da empresa, Manuel Rodrigues, para explicar ao mais leigo o que são as análises de ADN aos alimentos. Uma resposta pertinente seja para os vendedores deste tipo de produtos, como é o caso das empresas de distribuição a retalho que comercializam marcas próprias, seja para os fornecedores obterem a certificação dos seus produtos.

A ideia surgiu em 2003 quando Manuel Rodrigues e Mário Gadanho faziam investigação na Universidade Nova de Lisboa. "Tinha chegado a altura de mudarmos o rumo das nossas vidas e aproveitar os nossos conhecimentos", explica Manuel, no gabinete anexo ao laboratório da empresa, com sede na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa.

"Começámos a desenvolver os testes e, depois de validados, introduzimo-los no mercado". No final de 2006 a empresa, ainda start-up, obteve o primeiro financiamento de capital de risco. Com a entrada de acionistas foi possível recrutar mais pessoal e melhorar as instalações. "Somos neste momento o único laboratório a nível europeu acreditado para fazer estes testes, são cerca de 30."

A partir daqui os clientes começaram a crescer: além de empresas do sector alimentar e das grandes empresas de distribuição a retalho, surgiram organismos públicos preocupados em controlar a qualidade dos alimentos, como a Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) e, até, universidades.

"Há clientes que começaram a fazer estes testes connosco. Antes nem os faziam. É um mercado em expansão e em breve os testes de ADN serão alargados a outros produtos", salienta. Implementado o produto, a Biopremier começou a pensar no próximo, que está já a a ser desenvolvido, mas só chegará ao mercado no próximo ano.

Se, no caso dos alimentos, as análises são feitas em laboratório, este novo produto surgirá em forma de kit e poderá ser adquirido por qualquer laboratório que queira perceber a origem de uma doença infeciosa. "Estamos a desenvolver um teste para a deteção de agentes relacionados com infeções respiratórias, nomeadamente pneumonias atípicas e tuberculose. E outro para infeções gastro-intestinais", explica Manuel. Vantagem: enquanto o resultado de um exame rotineiro deste género demora duas semanas, este permitirá saber o resultado em duas horas, permitindo um diagnóstico mais rápido e um tratamento mais eficaz.

A única empresa acreditada em Portugal para fazer estes exames tem também acreditação para o sector clínico e veterinário e para o sector ambiental. No que toca à veterinária, a Biopremier tem também uma carta na manga, pronta a ser lançada em 2013 . Trata-se de um teste de deteção de agentes que causam infeções no animal (os chamados dermatofitos), cujos efeitos são visíveis no pelo ou nas unhas. Em caso de animais de companhia, há risco de contágio para os humanos. Neste sector, a empresa desenvolveu ainda um teste de DNA para deteção de micoplasmas e ureaplasmas (bactérias infeciosas ) nos animais.

"Estamos sempre a adicionar novos testes no mercado. Mas temos que ser rigorosos na escolha, por causa do investimento", adverte. A empresa está agora num processo de internacionalização.

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Romy

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MensagemAssunto: Eles dominam os videojogos e não é só na brincadeira   Ter Jan 24, 2012 11:45 pm

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Eles dominam os videojogos e não é só na brincadeira

por Rui Marques Simões
Hoje


Seed Studios. De comando na mão, empresa fez a jogada que faltava à inovação nacional: criou o primeiro jogo português para PlayStation

Quando era mais novo, Bruno Ribeiro dizia aos amigos "um dia vocês vão comprar um jogo de vídeo e ver o meu nome na caixa". E, anos depois, o desejo tornou-se realidade. O seu nome já figura nos créditos de jogos para Nintendo DS, PC, iPhone e iPad - ao lado dos outros entusiastas da área com quem fundou a produtora Seed Studios. E, desde maio do ano passado, todos têm uma honra ainda maior: lançaram Under Siege, o primeiro jogo de Play Station criado em Portugal, que já conquistou fãs por toda a Europa, América e Ásia (excepto Japão) e entrou no top 10 dos mais vendidos das editoras independentes da Play Station (a Sony não revela números oficiais).

Bruno Ribeiro é o fio condutor da história da Seed Studios - que fundou em 2005, na companhia de Filipe Pina e Jeffrey Ferreira - e conta ao DN como tudo nasceu, anos antes, quando estudavam na Universidade de Aveiro. Aí, começaram a "fazer umas brincadeiras", de programação de jogos... que depressa se tornaram sérias, despertando o interesse dos especialistas do ramo.

Em 2004, os jovens programadores foram convidados para participar na produção de um jogo relacionado com a realização do Campeonato da Europa de futebol. "Por vários motivos", esse jogo não chegou a ser comercializado. Mas foi daí que surgiram "as bases e a estrutura" da criação da Seed Studios em 2006.

Seguiram-se avanços e recuos. "Quando arrancámos, quisemos partir logo para um projeto em grande. Mas, depois, percebemos que isso era arriscado para quem não tinha experiência. Repensámos o caminho e começámos por criar um jogo simples", conta Bruno Ribeiro. Foi então que surgiu o Sudoku for Kids (para PC), que logo conseguiram lançar nos Estados Unidos da América, no Canadá e no Médio Oriente, conquistando o respeito do mercado. "A partir daí ganhámos outra imagem, face a outras empresas nacionais. Todos perceberam 'eles não são só um grupo de miúdos, fazem produtos com princípio, meio e fim'", diz o programador.

O protagonismo garantido pelo primeiro jogo deu à Seed Studios o que lhe faltava: contactos com as grandes editoras (Nintendo e Sony) e kits para desenvolvimento de conteúdos para as suas consolas, Nintendo DS e Play Station. E tudo ficou mais fácil.

Em 2008, o coletivo do Porto lançou o seu primeiro jogo para Nintendo DS, o Toy Shop (e tem ainda mais dois na gaveta, Aquactic Tales e uma adaptação do Sudoku for Kids). E, três anos mais tarde (em maio de 2011), chegou ao Olimpo da criação de jogos, com a saída para o mercado de Under Siege, o primeiro jogo português para Play Station.

Esse foi o grande salto em frente da Seed Studios. "Com o Under Siege passámos de seis para 15 pessoas. Foram dois anos e meio de trabalho e mais de um milhão de euros de investimento", narra Bruno Ribeiro, ciente de que tudo isso traz "retorno financeiro e ao nível da imagem da empresa". "De repente, somos uma empresa conhecida em quase todo o lado. Antes, uma editora quase não nos atendia o telefone e agora já sabe quem nós somos. Isto abriu-nos imensas portas para o futuro", explica, sublinhando também o apoio que recebeu da comunidade de jogadores em Portugal.

Agora, o objetivo é "expandir mais um pouco a empresa, tendo sempre mais do que um projeto em carteira". Em breve, serão editados dois "pequenos" jogos para iPhone e iPad. E a Seed Studios também já tem em pré-produção "projetos para Play Station e para outras plataformas que ainda não estão disponíveis no mercado". O mercado "tem potencial para continuar a crescer". E Bruno Ribeiro vai continuar por ali, a cumprir o seu sonho: "Adoro programar e não me imagino a fazer outra coisa."

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MensagemAssunto: Com mais ou menos 'amor' continua    Qua Jan 25, 2012 3:40 pm

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Com mais ou menos 'amor' continua

por Rui Pedro Antunes
Hoje


Carlos Amaral aposta forte no mercado brasileiroAmazon quis os dicionários da Priberam nos seus Kindle. É esta a empresa que criou o dicionário que trocou o 'amor' pela 'nostalgia'.

Numa conjuntura de crise, foi-se o "amor", ficou a "nostalgia". Aquela que era a palavra mais pesquisada do dicionário online da Priberam passou para segundo lugar em 2011, sendo "nostalgia" o termo mais procurado. Uma eventual descrença no "romantismo" dos utilizadores do dicionário, não afetou a empresa, uma vez que a Priberam não para de crescer. Depois de vingar em Portugal, a empresa quer afirmar-se no Brasil e entrar em Espanha.

O CEO da Priberam, Carlos Amaral, explica que "o dicionário online - que é o mais pesquisado da Internet - é como que uma montra tecnológica para a empresa". Isto porque o dicionário da Priberam na Internet é a face mais visível da empresa, mas a grande atividade passa pela "venda de produtos, como software de correção de texto e auxílio de escrita".

A crise foi para a Priberam "um estímulo para fomentar ainda mais a internacionalização. E é aí que entra o mercado brasileiro. A maior parte dos acessos feitos ao dicionário online tem origem no Brasil, só depois vem Portugal e os Estados Unidos fecham o pódio. Estes dados mostram como os brasileiros olham para a Priberam, o que já levou diversas empresas brasileiras a recorrerem aos serviços da empresa portuguesa. Em 2010, as exportações já representavam 20% das vendas.

"Quando se pesquisa a palavra 'dicionário' em português, no Google, o primeiro resultado que aparece é a Priberam", lembra Carlos Amaral. No entanto, não é por aí que se fica a expressão internacional da Priberam, que foi escolhida pela Amazon para conceber o dicionário de português do seu leitor de livros digitais. "Desde setembro de 2011 que o dicionário do Kindle da Amazon é da responsabilidade da Priberam", explica o CEO da empresa. E acrescenta: "Também desde o Office do Windows XP que os produtos da Microsft, incluindo o Word, têm ferramentas nossas."

Mas a Priberam é muito mais do que isso: "Concebe e desenvolve tecnologias de processamento de linguagem natural, ferramentas de informação jurídica, tecnologias avançadas de pesquisa e sistemas de informação para a saúde."

Um dos principais produtos criados pela Priberam é o FLiP (software que inclui ferramentas de revisão e auxílio à escrita), bastante solicitado numa altura em que a ortografia se encontra em mudança.

Confrontado sobre o novo Acordo Ortográfico, Carlos Amaral considera que a Priberam tem sido "completamente neutra" no processo, admitindo que as mudanças foram uma "oportunidade de negócio".

Desde legendas de filmes e séries até software de edição de texto para jornais, a Priberam tem tido como clientes diversas empresas que tiveram de se atualizar.

A Priberam foi fundada em 1989, mas só em 1996 cria a sua face mais visível: o primeiro dicionário de língua portuguesa online. Motivo do sucesso? "A forma como conseguimos colocar engenheiros informáticos e liguistas a trabalhar em conjunto", explica Carlos Amaral.

A inovação na construção das mais diversas ferramentas já fez que a empresa fosse premiada. A COTEC (Associação Empresarial para a Inovação) atribuiu uma menção honrosa no Prémio Produto Inovação à Priberam pelo NLP (Natural Language Processing) Workbench. A NPL é uma "plataforma de desenvolvimento de tecnologias linguísticas que resultou na criação de inúmeros corretores ortográficos e sintáticos e auxiliares de tradução em diversas línguas".

Embora os utilizadores tenham deixado de dar preferência ao "amor" no dicionário, foram feitos na Priberam 220 milhões de consultas em 2011 e 66 milhões de visitas. Os acessos vieram de 206 países. Continuar a crescer é o "escopo" (terceira palavra mais pesquisada em 2011) da Priberam.

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MensagemAssunto: Aqui sonha-se com um novo remédio contra o cancro    Sex Jan 27, 2012 11:48 pm

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Aqui sonha-se com um novo remédio contra o cancro

por Rui Marques Simões
Hoje


Farmacêutica de Coimbra apostou forte no mercado dos genéricos e exporta 70% do que produz. Mas também quer fazer história pelo seu trabalho na investigação

É um exemplo de empreendedorismo, inovação e ambição. Nasceu em Coimbra, da vontade de quatro profissionais da área da saúde. Aposta na investigação, exporta 70% do que produz e quer chegar mais além. O sonho é criar um novo medicamento contra o cancro. Conheça a Bluepharma.

Paulo Barradas Rebelo tinha um avô médico e outro farmacêutico e vivia indeciso entre qual das profissões seguir. Até que, aos 14 anos, teve um acidente de moto e entrou "pela primeira vez" num hospital. "Aí decidi que ia para Farmácia", conta ao DN. E essa decisão marcou-lhe a vida. Tornou-se farmacêutico. Foi numa farmácia - a Estádio, em Coimbra - que se reuniu com Maria Isolina Mesquita, Miguel Silvestre e Sérgio Simões, para formar a Bluepharma. E, hoje, aos 46 anos, é o CEO (presidente executivo) de uma empresa que não tem parado de evoluir.

A farmacêutica conimbricense nasceu em 2001, quando os quatro sócios não se conformaram com o encerramento da delegação da Bayer em Coimbra e decidiram aproveitar as instalações para lançar o seu projeto pessoal. "Esta era uma base tecnológica, tínhamos a ciência próxima de nós (na Universidade de Coimbra) e tínhamos as pessoas. Por isso, com esse enquadramento, tínhamos mesmo de avançar", recorda Paulo Barradas Rebelo.

Assim fizeram. E rapidamente criaram uma empresa "de referência em três vetores: produção de medicamentos para outras companhias, produção e comercialização de medicamentos genéricos próprios e prestação de serviços na área de investigação, desenvolvimento e registo de novos medicamentos", descreve o CEO.

Os genéricos foram o porta-estandarte da evolução do projeto, na década que se seguiu. "Há 10 anos, conseguimos antever a sua importância no mercado. A Bluepharma, tal como as outras, é uma fábrica multimarca: produz o mesmo comprimido e embala-o em caixinhas diferentes, criando genéricos para a sua própria marca e para outras", explica Paulo Barradas Rebelo.

É esse trabalho que dá "notoriedade" à empresa e lhe permite crescer no estrangeiro. "Praticamente todos os laboratórios que operam na área dos medicamentos genéricos na Europa são nossos clientes", revela o dirigente (quem também tem alguns produtos de marca própria espalhados pelo Velho Continente). Hoje, a Bluepharma está presente em 22 países, mas já prepara relações comerciais com outros destinos, como China, Rússia, México, EUA, Austrália ou Vietname. "Para comercializar um medicamento, temos de passar pelo crivo das autoridades. Isso é algo que pode levar dois ou três anos. Mas acho que já podemos dizer que chegámos aos quatro cantos do mundo", aponta Paulo Barradas Rebelo.

De resto, a empresa já nasceu "virada para fora, com um nome anglo-saxónico e de alcance global". E o presidente quer que a Bluepharma seja conhecida como uma marca "multinacional e inovadora". Para essa notoriedade, muito contribuirá a investigação. No último Inquérito ao Potencial Científico e Tecnológico Nacional, a empresa de Coimbra surgia como a terceiro farmacêutica que mais investe em investiga- ção e desenvolvimento (cerca de 10% da sua faturação anual).

"Através dos genéricos, queremos chegar aos medicamentos inovadores", diz Paulo Barradas Rebelo. Por isso, além da investigação intramuros, a Bluepharma trabalha em parceria com três spin-offs universitárias - a lisboeta Technophage e as conimbricenses Luzitin e Treat U - em busca de um sonho: "Temos a ambição de poder contribuir para a criação de um novo medicamento, nomeadamente na área do cancro. É um objetivo que seguimos." E é isso que faz mover a farmacêutica coimbrã.

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MensagemAssunto: "As nossas máquinas também permitem levantar dinheiro"   Seg Jan 30, 2012 2:56 pm

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"As nossas máquinas também permitem levantar dinheiro"

por Marina Marques
Hoje


SIBS não é propriamente um nome familiar para a maioria das pessoas, mas tem uma marca que faz parte do dia a dia dos portugueses: o multibanco

Criada em setembro de 1983 para promover a cooperação interbancária em Portugal, a SIBS tem-se notabilizado pelo desenvolvimento de serviços inovadores no sistema eletrónico de pagamentos. E a oferta é tal que Vítor Bento, líder da SIBS desde 2000, não resiste a dizer: "As nossas máquinas também permitem levantar dinheiro."

O sistema em que assenta a rede já foi considerado o mais funcional da Europa, em 2006, por uma associação britânica e o serviço de renovação da licença de caça na rede multibanco foi eleito como o Melhor Serviço Administrativo Financeiro Europeu Online, em 2009.

A segurança é um fator fundamental na sua atividade e possui um histórico de fraudes sete vezes inferior à média europeia. No entanto, Vítor Bento, líder da SIBS desde 2000, vê estas conquistas como um desafio constante. "Um dos grandes riscos das empresas de sucesso é acomodarem-se e isso é o princípio do declínio. Por isso, temos de manter a humildade suficiente para estarmos sempre dispostos a pôr-nos em causa." Mais, defende o gestor, "todo o nosso sucesso é passado e nós temos é de disputar o futuro". Sobre a segurança, reconhece que "é um verdadeiro jogo do gato e do rato e nós pretendemos estar sempre à frente do rato".

Com uma posição consolidada no mercado nacional, a SIBS está já a trilhar o caminho da internacionalização. "Mas é difícil entrar em mercados onde já existem redes bancárias implantadas. É mais fácil replicar a rede tal como existe em Portugal em países onde se está a começar a implantar redes", afirma, dando Angola e Moçambique como exemplos. De qualquer forma, a SIBS está presente na Polónia, onde gere a rede do Millenium bcp, na Grécia e na Roménia.

"Temos a perfeita consciência de que uma aposta na internacionalização leva tempo e, por outro lado, o período que vivemos não é fácil", refere Vítor Bento sobre esta linha estratégica de desenvolvimento da empresa. "Nesta altura, a marca Portugal não tem a vantagem que seria desejável noutras circunstâncias e, portanto, acaba por ser um obstáculo adicional a ter que ser superado", especifica sobre o momento que o País atravessa e que faz da nacionalidade da empresa uma desvantagem. "Quando conseguimos que nos abram a porta e nos deixem demonstrar as nossas capacidades, em geral, toda a gente fica muito bem impressionada", adianta.

Para além do crescimento além-fronteiras, "internamente também percebemos que há oportunidades de crescer fora da área bancária", diz Vítor Bento, indicando o caminho: "Podemos ser um parceiro muito útil no aumento da eficiência e da eficácia do Estado." "Da mesma forma que ajudámos os bancos a serem mais eficientes - os bancos conseguiram reduzir muito os custos e aumentar a eficiência graças ao serviço que proporcionamos -, acreditamos que podemos ser um parceiro importante para o Estado nessa matéria, pelo desenvolvimento de serviços eletrónicos", reforça. E exemplifica: "A SIBS Processos, uma das empresas do grupo, é especialista em outsourcing e na otimização de processos, uma coisa de que o Estado precisa muito."

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MensagemAssunto: A matéria-prima estava à mão, o resto foi imaginação   Qua Fev 01, 2012 12:06 am

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[size=150]A matéria-prima estava à mão, o resto foi imaginação[/size]

por LINA SANTOS
Hoje




Conhecidos pelos trens de cozinha que toda a menina prendada levava no enxoval, na Silampos descobriram outros usos para o aço inoxidável: um grelhador para fazer churrascos

Na Silampos são os primeiros a admitir: a "notoriedade da marca" é um ponto forte para esta empresa sedeada no concelho de Oliveira de Azeméis. Mas quem os associa apenas a trens de cozinha está a passar ao lado das inovações que estão a pôr no mercado, voltadas para o jardim e para o mobiliário urbano.

Ao longo dos seus 60 anos de vida, a Silampos já tinha feito abordagens a produtos de campismo. "Esta deriva para o garden [jardim] não é, pois, algo que já não tenha acontecido antes, coexistindo aliás com a abordagem a novas áreas de negócio, como é o caso do mobiliário urbano", nota Filipa Campos, diretora de Marketing da empresa. Trata-se afinal de alargar o portefólio de negócios, "aproveitando o know-how e tecnologia próprios, mas também sinergias/parcerias decorrentes do core business". E assim os grelhadores a gás vieram juntar-se à louça de alumínio com que começaram, às panelas de pressão e à louça para cozinhar em aço inoxidável.

Foi precisamente "a proximidade tecnológica da matéria-prima básica, o aço inoxidável, uma das razões da opção pelos produtos garden", afirma Filipa Campos. A opção foi tomada em 2008. "Não foi preciso um grande esforço de adaptação", acrescenta. "Contudo, foram necessários alguns reajustes na fábrica, com a subcontratação externa de algumas operações e autonomização do fabrico." Criaram uma célula de fabrico para estes objectos, "que contrasta com o fabrico em linha característico da produção de louça metálica".

Há dois anos lançaram-se na comercialização de cinzeiros, papeleiras e marcos destinados a espaços muito frequentados (públicos ou semipúblicos). As ideias saem da fábrica, os produtos são feitos fora, a promoção e marketing é da Silampos.

Sejam produtos simples ou complexos, na Silampos defendem a colaboração com "entidades externas" à empresa. Designers, chefs de cozinha, centros de investigação ou outras empresas parceiras, de fornecedores a clientes, refere Filipa Campos. Foi graças a essas colaborações que nasceram as panelas pequenas, unidose, que vão à mesa em restaurantes. Ou que se cruzaram com as ideias do cozinheiro Vítor Sobral. O resto é "vigilância ativa do mercado".

Detentores desde 2000 de uma empresa de distribuição no Reino Unido, a Silam- pos UK, a empresa renovou "quase totalmente o parque de máquinas e os sistemas de informação". Há atualizações, mas o grande esforço, afiança Filipa Campos, é "a qualidade, desenvolvimento de produto, promoção e, mais recentemente, o ambiente". A formação dos 180 colaboradores também tem sido uma aposta, garante Filipa Campos.

O caminho da Silampos e do design cruzam-se a sério quando, nos anos 80, a Dinamarca se recusou a importar panelas anunciadas pela dupla Carochinha e João Ratão, tão popular em Portugal e tão bizarra no Norte da Europa. Contrataram profissionais que ao mesmo tempo que mudavam a imagem da marca desenvolviam objetos. "Os novos produtos tornaram a empresa ainda mais competitiva na medida em que aliava estética, funcionalidade e respondiam às necessidades das pessoas com soluções inovadores que tornam o dia a dia mais fácil", avalia a diretora de Marketing, terceira geração da família Campos a tomar conta da empresa.

A aposta tem sido consistente desde então, diz Filipa Campos: "Continua a haver uma forte preocupação com a imagem da marca, que se reflete não só a nível estético mas também ao nível dos serviços prestados, na prática de responsabilidade social interna (colaboradores) e externa (comunidade) e no bom relacionamento com clientes, fornecedores e parceiros."

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MensagemAssunto: Diferenciação no mercado é feita pelo processo criativo   Qua Fev 01, 2012 5:53 pm

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Diferenciação no mercado é feita pelo processo criativo

por ILÍDIA PINTO
Hoje


'Designer' Ricardo Magalhães, da Boca do Lobo, é um bom exemploNos últimos sete anos, o número de concessões de 'design' em Portugal passou de 293 para 1776, traduzindo o salto qualitativo que as empresas deram ao nível dos fatores que garantem a diferenciação dos produtos num mundo cada vez mais globalizado.

Depois da Inovação, cujas histórias de sucesso foram apresentadas ao longo do mês de janeiro, é a vez de o DN se dedicar, durante este mês, a analisar o 'design' em Portugal nos sectores e nas empresas

O design e a inovação tornaram-se, nos últimos anos, não só temas recorrentes no discurso político e de motivação económica mas também parte do dia a dia das empresas, conscientes de que estes constituem elementos fulcrais do seu sucesso. Os chamados fatores imateriais de competitividade ditam grande parte da capacidade de se afirmarem nos mercados internacionais, em que a diferenciação se faz, necessariamente, através do processo criativo e não mais pelo fator preço. Como salienta Beatriz Vidal, vice-presidente do Centro Português de Design, é através desta disciplina que se interpretam "tendências de estilos de vida, alterações de consumo, perfis de consumidores, necessidades, vontades e capacidades".

São cerca de 1300 os designers que todos os anos se formam em Portugal, nas diferentes áreas da disciplina. "Temos um ensino superior de Design de enorme qualidade, e cada vez mais profissionais premiados a nível internacional", refere Beatriz Vidal, salientando, no entanto, que "são poucos os que conseguem viver unicamente da sua profissão".

E se é verdade que muito falta fazer, grande são as conquistas obtidas. Entre 2004 e 2010, o número de concessões de design em Portugal passou de 293 para 1776. O que não significa que seja generalizada "a boa e correta utilização do design". Diz Beatriz Vidal que continuam a existir "equívocos" em relação à disciplina, à forma como deve ser integrada e gerida, "para que não se limite a sua intervenção esporádica aos aspetos formais". E acrescenta: "Este é um importante passo que tem de ser dado para que o design possa realmente ser uma resposta integrada num processo."

E "praticamente em todos os sectores" há empresas que reconheceram o valor da disciplina e a foram "integrando com sucesso", havendo, inclusive, empresas de diversos segmentos premiadas nos DME Awards - Design Management Europe, conhecidos como os óscares desta área. Mas não é menos verdade que "há sectores, como o calçado, que, pela forma como se têm organizado e desenvolvido e pelas experiências e leituras que fizeram dos mercados e da concorrência, perceberam que o design era absolutamente crítico para a sua sobrevivência e crescimento", salienta, ainda, a responsável do Centro Português de Design.

E os números do calçado não deixam margem para dúvidas: nos últimos oito anos, o sector registou 250 novas marcas, 30 patentes e dois mil produtos. A prova de que a indústria está a "investir, como nunca, em promoção comercial externa, marketing e design, os chamados fatores imateriais de competitividade, e que é o único caminho possível para que as empresas possam ser cada vez mais diferenciadoras e mais competitivas no mercado global", refere o porta-voz da associação do calçado, a APICCAPS.

Paulo Gonçalves salienta que a própria comunicação da APICCAPS tem subjacente o design já que assenta na marca Portuguese Shoes - Designed by the Future, uma evolução face à década de 80 em que a "imagem institucional traduzia a opção estratégica do sector pela qualidade, sob a marca Portugal Quality Shoes".

A aposta das empresas de calçado nesta área é tão importante que todos os anos "os cerca de 60 jovens designers que saem do Centro de Formação do Calçado e da Escola Profissional de Felgueiras são absorvidos pela indústria muito antes da conclusão do curso", assegura Paulo Gonçalves. Portugal é o 11.º maior exportador mundial de calçado, com uma quota de 2%, correspondente a mais de 1,2 mil milhões de euros. Exporta mais de 95% da produção para 132 países.

Sendo a inovação e a competitividade "fatores críticos para o desenvolvimento de qualquer economia", Beatriz Vidal salienta que o design tem um papel "fundamental e estratégico" no aumento das exportações. Não admira, por isso, que a região norte tenha, por si só, concentrado 41,2% dos pedidos de design (de desenhos ou modelos) em 2010.

A indústria de mobiliário foi responsável, nesse ano, por 15% dos pedidos de registo, enquanto o vestuário assegurou 10%.

Raras são as empresas exportadoras que hoje não contam com um ou mais 'designers' nos seus quadros para o desenvolvimento dos seus produtos. A diferenciação é condição fundamental para a competitividade de indústrias como o calçado, o mobiliário ou o têxtil e vestuário, altamente sujeitos à concorrências dos artigos de preço baixo oriundos da China e dos países do Oriente.

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MensagemAssunto: 'Designers' que reinventaram o uso da cortiça    Seg Fev 06, 2012 11:11 pm

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'Designers' que reinventaram o uso da cortiça

por JOÃO RUELA
Hoje


Da casa de banho à sala de jantar, as criações da Simple Forms Design marcam pelo visual arrojado e pelo material de valor singular.

Portugal é responsável por mais de 50% da produção mundial de cortiça, matéria-prima que representa 3% das exportações nacionais. Proveniente da casca do sobreiro, a cortiça é, tradicionalmente, utilizada sobretudo para o fabrico de rolhas ou como material de isolamento. Atualmente, ao entrar numa casa de banho, por exemplo, já é possível lavar as mãos num lavatório de cortiça, iluminado pela luz de um candeeiro feito do mesmo material.

Foi a partir da ideia de combinar o método artesanal com a mais avançada tecnologia e com um visual inovador que os designers Alzira Peixoto e Carlos Mendonça criaram, em 2004, a Simple Forms Design. A cortiça está na base da maioria das criações desta empresa sediada no Porto, que recorre a empresas nacionais para a sua própria produção, mas que foi desenvolvida para o mercado de exportação.

"A cortiça é como uma imagem de marca para Portugal, mas somos o País onde mais se desvaloriza a cortiça. Cá, quando falam em cortiça pensam em rolhas, mas este é um material nobre", começou por explicar Carlos Mendonça. "No mercado, não encontra mais nenhuma peça ou material como o nosso. Se gosta, gosta; se quer, compra; e se compra terá de ser o da Simple Forms Design, porque não há igual em lado nenhum", acrescenta Alzira Peixoto.

É graças à coleção "Cork", lançada em 2004, que Carlos e Alzira são hoje conhecidos como os "designers da cortiça". Esta coleção, composta por objetos de cortiça para casas de banho, é composta por lavatórios, saboneteiras, taças e tapetes, e valeu à Simple Forms Design a distinção com o prémio Red Dot Design Award, em 2008. "Um prémio Red Dot é, basicamente, um certificado de qualidade no mercado de design", explica Alzira Peixoto. "Hoje, fala-se muito da cortiça em Portugal, mas em 2004 já andávamos nós a apresentar peças e a perceber o fantástico que é trabalhar este material", sublinha Carlos Mendonça.

Os lavatórios de cortiça são, talvez, a criação mais arrojada dos dois designers. "Acho muita piada quando nos perguntam se podem ficar coisas espetadas na cortiça. Claro que podem, mas se bater com um martelo num lavatório de vidro aquilo parte. Neste, de cortiça, pode bater à vontade", frisou Alzira Peixoto. "É um material novo, é normal que achem estranho. Só acho incrível como se trabalhou durante tantos anos tão mal a cortiça", completou Carlos Mendonça, antes de acrescentar mais um dos propósitos da Simple Forms: "Vocacionar a cortiça para a questão estética, e não só técnica."

Casas e ninhos de pássaros, candeeiros, tapetes e peças de imobiliário são outras das criações da Simple Forms Design, que também procura combinar materiais que, à primeira vista, sugerem ser opostos. Veja-se o exemplo da coleção de mesa "Porcelain", em que a porcelana está totalmente envolvida por cortiça. "Compramos a melhor matéria-prima e fazemos um jantar gourmet com os melhores ingredientes", ilustrou Carlos Mendonça.

A crise económica na Europa condiciona, naturalmente, a Simple Forms Design, que tinha neste continente o mercado por excelência. Esta empresa portuguesa de sucesso reconhecido internacionalmente aposta agora nos mercados emergentes, sobretudo na Ásia. "Há mercado, mas é preciso encontrar novos tipos de abordagem. Portugal? Não há mercado para isto", lamentou Carlos Mendonça. Tendo como fator diferenciador a exclusividade das peças, a Simple Forms, curiosamente, acaba por sair prejudicada pela falta de concorrência, nomeadamente portuguesa. "Não ganhamos mais por estarmos sozinhos nas feiras internacionais", refere Alzira Peixoto. "As pessoas não vão pensar 'vamos comprar as estes porque são os únicos portugueses'", concluiu.

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MensagemAssunto: Lã de Arraiolos é fio condutor entre 'design' e artesanato   Qua Fev 15, 2012 12:27 pm

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Lã de Arraiolos é fio condutor entre 'design' e artesanato

por Luís Godinho
Hoje


João Bruno Videira trocou o jornalismo pelo artesanato.

Restauro do assento de palha de uma cadeira serviu de inspiração. Agora é procurado na Net por clientes de vários países.

Apesar de sempre ter tido jeito para trabalhos manuais, João Bruno Videira estava longe de imaginar que haveria de se dedicar ao artesanato e ao design e deles fazer modo de vida. Tudo aconteceu por mero acaso, em 2006, quando deixou de se sentir plenamente realizado no jornalismo e lhe foi parar às mãos uma pequena cadeira de lareira, tipicamente alentejana, cujo assento de palha estava estragado.

Olhou para a cadeira e para uns novelos de lã e decidiu fazer uma experiência de restauro. "Desde pequeno que convivo com a lã de Arraiolos, pois a minha mãe, apesar de não ser alentejana, sempre gostou de fazer este tipo de tapete." A cadeira ficou como nova, o acento de palha ganhou o colorido das lãs de Arraiolos e até o próprio João Bruno Videira ficou surpreendido com o resultado final.

"Percebi todo o potencial de negócio que ali estava. Mais do que isso, era algo em que me poderia expressar livremente, o que também me atraiu bastante."

A oficina nasceu pouco depois numa divisão da casa onde habita. Fica junto à Igreja de Nossa Senhora da Graça do Divor, próximo da fonte onde nasce o Aqueduto da Água de Prata mandado construir em 1531 pelo cardeal D. Henrique para assegurar o abastecimento à cidade de Évora. Daí o nome da empresa.

O recurso ao microcrédito - alternativa a que recorreu por não dispor de histórico bancário - permitiu-lhe obter os 8300 euros indispensáveis para o início da atividade. Criou uma marca própria. Apostou num conceito inovador: fusão entre artesanato e design, no qual a lã de Arraiolos é o fio condutor para a "reinvenção" de mobiliário novo ou reciclado. E apostou na Internet para mostrar o seu trabalho ao mundo.

A estratégia rendeu frutos. "As pessoas descobrem-me pela Internet. Apesar de não ser uma comunicação direta, a informação está lá e à medida que as pessoas a vão encontrando acontecem coisas curiosas." Foi assim, por exemplo, que recebeu a proposta de um empresário interessado em explorar a marca na Escandinávia ou o convite para representar Portugal numa exposição de design na Sicília. "É sempre assim que acontece, são as pessoas que me contactam. Não ando a bater de porta em porta nem tenho uma participação muito regular em feiras e certames."

Há seis anos que João Videira se dedica por inteiro à sua arte, já tendo vendido peças para países tão diversos como Inglaterra, Holanda, Bélgica ou Emirados Árabes Unidos. "Não tive reação de estranheza, talvez de surpresa inicial em relação à originalidade do conceito, ao uso intenso da cor."

A ideia assente na "fusão total" entre artesanato e design, da qual resultam "pedras" de lã, pufes coloridos feitos a partir de pneus velhos, painéis de parede que podem servir como cabeceiras de cama, bancos, cadeiras, biombos e um sem-número de outras peças, muitas das quais ainda nem sequer saíram da cabeça do antigo jornalista. "Trabalho essencialmente por encomenda e acabo por fazer o que as pessoas me pedem. Através da Internet apresento uma gama de produtos que as pessoas podem adquirir tal como estão ou pedir para fazer alguns ajustamentos."

"São peças em que a linguagem contemporânea está presente numa junção do tradicional com o moderno", diz, garantindo não ser possível traçar um perfil do cliente da Água de Prata dada a heterogeneidade de público que o procuram.

Vertente em que cada vez mais aposta é o "trabalho em escala" através da colaboração com arquitetos de interiores ou unidades hoteleiras.

Diz João Bruno Videira que todas as peças "lhe dão prazer", guardando um "especial carinho" para a primeira que desenhou: uma estrutura de aço revestida com lã de Arraiolos que se encontra pendurada bem no centro da oficina, a receber os visitantes.

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MensagemAssunto: Criador dos móveis de Ronaldo aposta na alta tecnologia   Dom Fev 19, 2012 11:18 pm

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Criador dos móveis de Ronaldo aposta na alta tecnologia

por JOSÉ PEDRO GOMES
Hoje


Jetclass tem apresentado móveis inovadores que despertam cobiça de clientes de todo o mundo, entre eles Cristiano Ronaldo.

De Valongo para o mundo. Assim tem sido feito o crescimento da Jetclass, uma marca de mobiliário nacional, criada nesta localidade nortenha, em 2003, que tem exportado as suas peças para os quatro cantos do planeta, abraçando um mercado médio/alto de clientes que pretendem artigos inovadores, de design invulgar, boa qualidade e que confiram um certo estatuto e glamour.

Talvez por isso, os móveis feitos pela Jetclass, todos eles com o logótipo de marca gravado com cristais, tenham sido escolhidos, para decorar as suas habitações, por personalidades como José Eduardo dos Santos, Presidente de Angola, ou Cristiano Ronaldo, assim como por vários outros desportistas, além de príncipes e governantes do Médio Oriente.

Agostinho Moreira, empresário que no início deste milénio arriscou lançar na sua fábrica a Jetclass, após vários anos a servir apenas de executante para outras marcas estrangeiras, cedo percebeu que deveria apontar para nichos de mercado que apreciassem a exclusividade, requinte e pagassem bem por isso.

"Apostamos num produto de alta decoração, para certos gostos, mas com bons acabamentos, e que esteja sempre em busca da inovação. Além disso, orgulhamo-nos de prestar um bom serviço antes e depois da venda. Esse é um aspeto essencial e muito valorizado pelos clientes", partilhou com o DN Agostinho Moreira, explicando o porquê de 90% daquilo que produz ser para exportação: "Portugal é um mercado muito pequeno, e mesmo a Europa já viveu melhores dias. Temos vendido agora para países como Angola, Nigéria, Rússia e Ucrânia. Vamos apostar, cada vez mais, nos países do BRIC (Brasil, Rússia, Índia China), pois é lá onde está, de momento, o poder de compra", explicou.

Ainda assim, e apesar do potencial de crescimento da Jetclass, o empresário queixa-se da falta de parceiros, sobretudo no sector da banca, e confessou que já pensou em deslocalizar a empresa para outro país.

"Há uma luta desigual entre as empresas portuguesas, que têm banca completamente fechada à concessão de créditos, e outras empresas europeias que têm condições mais favoráveis para o investimento", começou por dizer Agostinho Moreira, completando: "Todos os políticos sabem que exportar é uma das soluções para a crise, mas atualmente estamos por nossa conta. Ninguém quer acompanhar os projetos dos empresários. Se as coisas continuarem assim seremos obrigados a deslocalizar."

Mas mesmo perante a difícil conjetura nacional, os criativos desta marca de mobiliário, que no ano passado faturou 1,5 milhões de euros, não param de encontrar soluções para surpreender os compradores, algo que Agostinho Moreira considera ser, cada vez, mais difícil: "A alma do negócio deixou de estar no segredo, como se dizia antigamente, mas sim na capacidade para continuar a surpreender, fazendo coisas ainda mais inovadoras", disse o proprietário da Jetclass, mostrando preocupação com todos os pormenores dos seus móveis: "Todos os detalhes contam. Desde os acabamentos dentro das gavetas até à parte de trás das peças, tudo tem de ser perfeito, quer nas partes visíveis quer no que fica escondido."

Precisamente nessa senda da inovação, a marca portuguesa está a desenvolver uma linha de mobiliário hig h tech, num conceito em que o móvel integra de raiz vários tipos de tecnologia: "São móveis inteligentes, que têm um comando que aciona vários aparelhos incorporados, desde televisão, som, telefone e até um simples minibar. Tudo fica escondido dentro do armário e quando for necessário aciona-se através do comando", descreveu Agostinho Moreira, considerando que a indústria do mobiliário vai ter de se adaptar aos novos desafios e, sobretudo, às exigências dos clientes.

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MensagemAssunto: Da 'lagarta' infinita ao pufe de cortiça sustentável   Qua Fev 22, 2012 5:45 pm

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Da 'lagarta' infinita ao pufe de cortiça sustentável

por Inês Banha
Hoje


Ana Mestre é a diretora de design da Corque. Marca de móveis em cortiça foi o resultado de um projeto de investigação. Aposta inicial passa pela internacionalização

Mesa de cabeceira, banco de jardim, mesinha de uma sala de estar. O limite para as funcionalidades que a "lagarta" da Corque pode adquirir no dia a dia está na criatividade de quem a compra... quantas vezes quiser. A peça, desmontável e de cortiça, foi o último grande lançamento da marca, que, desde 2009, se tem dedicado a demonstrar que uma das matérias-primas portuguesas por excelência é sustentável e tem estilo.

"A Corque acontece como resultado de um projeto de investigação da Susdesign", recorda Ana Mestre, diretora de design da Corque e uma dos participantes na iniciativa promovida, entre 2006 e 2009, por aquela empresa. Na altura, a estratégia da equipa de investigação passou por encontrar um material que pudesse ser, simultaneamente, sustentável e "interessante" a nível de design. O vencedor não deixou grandes dúvidas em Ana Mestre.

"Das investigações ao nível de materiais que tivessem esta característica da sustentabilidade, a cortiça é o mais interessante", explica a responsável. Até porque, frisa, as suas potencialidades são também comerciais. Isto porque, para além de aquela matéria-prima ser muito diferenciável a nível tátil, o território do mobiliário de cortiça estava "ainda muito por explorar", o que permitiu "escolher novas formas e padrões".

O resultado está à vista de todos. À "lagarta" teoricamente infinita e sem forma definida, juntam-se assentos como o pufe de esferas - uma massa uniforme de cortiça visivelmente moldável a qualquer corpo - e a "corqui", uma cadeira de encosto. As inovações chegaram também à outra linha da Corque: os acessórios de interiores, de que são exemplo o frapé , os castiçais e as bases para quentes.

A apresentação das peças foi feita no estrangeiro e sem que houvesse reações negativas. "As pessoas ficam muito surpreendidas, habituaram-se a associar o material só a rolhas. A reação normalmente é muito positiva", conta Ana Mestre, sem esconder que o lançamento da marca que continua a operar em estreita parceria com a "mãe" Susdesign passou sempre pela internacionalização. O primeiro passo foi dado em Milão, a que se seguiram cidades como Madrid ou Londres e países como o Japão e os Estados Unidos. O périplo vai continuar este ano, estando a presença garantida em exposições de Milão (abril), Nova Iorque (maio) e Tóquio (junho). O cartão de visita vai ser a "lagarta", lançada no ano passado, mas em carteira está já uma nova coleção, com o papel de parede de cortiça colorida a dar o mote.

É, de resto, em terras nipónicas e transatlânticas que alguns produtos da Corque podem ser comprados, com o Museum of Modern Art de Nova Iorque a dar um toque de prestígio. Em Portugal, as trocas acontecem em seis lojas distribuídas por Lisboa e pelo Porto, pontos no mapa de um mercado "engraçado".

"A parte de comunicação social corre muito bem, não temos é a parte comercial", confessa a diretora de Design da Corque. A explicação para o facto poderá estar nas características do mercado português e que justificam também a aposta inicial na internacionalização da marca. "Eu acho que o mercado português, e falo apenas do de mobiliário e design, não é um mercado pioneiro. Vai muito mais pelas marcas, pela referência", aponta Ana Mestre.

Além disso, sublinha a responsável, as peças da Corque destinam-se a um público nicho e "um público nicho nos Estados Unidos é muito maior do que cá". E o nicho é uma classe média/alta, até por razões monetárias. Se os acessórios, "que podem servir para uma pequena prenda", oscilam entre os 65 e os 200 euros, a peça de mobiliário mais cara - um pufe - atinge os 2500 euros. Já uma peça da "lagarta" custa 320 euros, enquanto uma cadeira vale 1100 euros. "As nossas peças não competem com o IKEA", admite, entre risos, Ana Mestre.

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Romy

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MensagemAssunto: Aliança entre 'design' e gastronomia portuguesa    Sex Fev 24, 2012 7:12 pm

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Aliança entre 'design' e gastronomia portuguesa

por Luís Godinho
Hoje


Produtos alimentares portugueses bem adornados e envolvidos em embalagens atrativas que surpreendem pelo estilo

Porque não existe nenhuma lei que obrigue os produtos tradicionais a serem embrulhados em papel pardo, a Boa Boca lançou em 2006 um conceito inovador em Portugal: Food + Design.

"Fomos pioneiros nesta área específica", recorda Inês Varejão, formada em Agronomia e um dos rostos do projeto. O outro é António Policarpo, designer. São os dois alentejanos. Mas foi no Porto que estudaram e se conheceram. A história de amor foi acompanhada por outra paixão: o design associado a produtos gourmet. "A nossa ideia foi pegar nos produtos portugueses, adorná-los, dar-lhes uma embalagem diferente valorizando a sua imagem", diz António.

O primeiro passo, em 2004, foi a abertura de uma loja gourmet no centro histórico de Évora, cuja variedade de artigos, dos chocolates à garrafeira, foi "embrulhada" num espaço visualmente apelativo e com iniciativas como jantares temáticos ou cursos de chá.

"Não queríamos viver numa grande cidade e então entrámos nesta aventura em Évora, uma cidade que nos oferece qualidade de vida", explica António Policarpo. A loja, com forte componente de design, começou logo a dar nas vistas, conquistando prémios de comércio. Mas os sócios queriam mais: "Como estratégia de negócio, uma lojinha não chega."

É assim que, em 2006, o conceito evolui para o packaging design (desenho de embalagens) associado a produtos alimentares da melhor tradição portuguesa. Primeiro foram os chocolates - "o cacau vem de São Tomé, mas o produto é trabalhado em Portugal" -, depois os biscoitos feitos segundo receitas antigas do Alentejo (açúcar, azeite, canela ou limão) e com eles a aposta num nicho de mercado em que se recorre aos saberes antigos para oferecer produtos alimentares artesanais portugueses "da mais alta qualidade, desenvolvendo embalagens atrativas que surpreendem pelo estilo e design ousados".

São produtos próprios comercializados do Minho ao Algarve através da marca Feito à Mão, especificamente criada pelo Boa Boca. Nuns casos, a empresa limita-se a fazer o packaging e a promoção de alguns produtos, como é o caso da Tryu - uma caixa original, em forma triangular, na qual é colocado vinho alentejano de qualidade. Noutros, são criados produtos originais. Entre estes destaca-se a caixa Happy, formada por seis bombons artesanais com sabor a pastel de nata, café com cheirinho, caramelo, gengibre, azeite e vinho do Porto.

Também os licores tradicionais fazem sucesso. São produzidos de forma artesanal, seguindo o método de infusão de frutos e plantas em álcool. E aos de poejo e ginja, mais comuns, juntam-se os de bolota, frutos do bosque ou medronho e mel.

"Há produtos fantásticos através dos quais temos desenvolvido a marca e nos quais queremos continuar a apostar, diversificando a oferta", sublinha António, garantindo que a aposta em produtos inovadores associados ao design está a conquistar clientes em várias partes do mundo, como Alemanha, França, Dinamarca ou Espanha. Em breve estará também no Brasil.

Para a Boa Boca, exportar é uma aposta decisiva. "Temos vindo a evoluir, mas se não fosse a crise estávamos melhor, pois ainda dependemos muito do mercado nacional", diz Inês Varejão, classificando o cliente-tipo em dois grupos: um público urbano sensível ao design, mas também as pessoas que têm na memória os sabores tradicionais portugueses. "É um cliente que gosta de coisas boas e tem orgulho no que se faz em Portugal."

A empresa mantém aberta uma loja em Évora, no Largo das Portas de Moura, com toda a gama de produtos da marca.

In DN

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