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 A Castanha

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Romy

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MensagemAssunto: A Castanha   Qui Set 25, 2008 12:17 am

7 a 11 de Novembro
Bragança


Especialistas debatem transformação na Norcastanha

A segunda edição da Norcastanha, Feira Internacional da Castanha, que se realiza, em Bragança, de 7 a 11 de Novembro, quer incentivar a transformação deste fruto de Outono.

O certame conta este ano com um fórum internacional dos países produtores de castanha onde estarão presentes especialistas italianos, franceses e espanhóis, para dar conta das últimas novidades do sector e, sobretudo, na transformação, uma actividade pouco explorada na região e que esta feira pretende incentivar.

A região transmontana é responsável por 80 por cento da produção nacional de castanha sendo que os concelhos de Bragança e Vinhais são os maiores produtores. No entanto, quase toda é vendida em bruto, fazendo-se alguma transformação ao nível da descasca e congelação, mas em quantidades mais reduzidas.

, 2008-09-23
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Fantômas

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MensagemAssunto: Norcastanha   Qui Set 25, 2008 11:36 pm

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De 7 a 11 de Novembro
Bragança




2ª edição da Feira Internacional da Castanha – Norcastanha

Sendo um dos maiores produtores de castanha a nível mundial, Portugal deveria apostar mais na transformação deste fruto. A ideia foi avançada durante a apresentação da 2ª edição da Feira Internacional da Castanha – Norcastanha, que vai decorrer em Bragança de 7 a 11 de Novembro.

O certame, que visa promover a fileira da castanha, integra um extenso conjunto de iniciativas dedicadas a este produto. “Este ano há um reforço das actividades, pois a feira assenta nas parcerias com diversas entidades”, sublinhou o vice-presidente da Câmara Municipal de Bragança (CMB), Rui Caseiro.

Para o autarca, a castanha de Trás-os-Montes, que representa cerca de 30 por cento da produção nacional, “deve ser a melhor do País”. E, sendo um produto com peso na economia local, “deveria pugnar-se para que seja ainda mais valorizado, uma vez que os beneficiários são os próprios produtores”, sublinhou.

Neste sentido, a Norcastanha pode ser uma forma de promover e dinamizar esta fileira, na qual Portugal é o segundo maior produtor da Europa, a seguir à Itália. “As áreas plantadas começarão a produzir em pleno dentro de algum tempo, já que actualmente ainda há muitos soutos novos”, adiantou Rui Caseiro.

Actualmente, Portugal produz cerca de mil quilogramas por hectare, enquanto que Itália atinge os 20 mil quilos. O responsável acredita que é possível igualar os agricultores transalpinos. “Com o tempo vamos aumentar a produtividade dos soutos antigos e consolidados de Itália”, salientou.

Especialistas vão reunir-se para debater evolução do sector

Atendendo ao peso da região na produção de castanha, o responsável defende a aposta na transformação deste fruto. “Em Portugal já se faz alguma coisa, como o descasque e a congelação da castanha que é vendida em mercados estrangeiros, mas há aspectos que podem ser incentivados”, avançou o autarca.

A Norcastanha vai reunir, ainda, no Fórum Internacional de Países Produtores de Castanha, alguns dos principais especialistas e investigadores nesta área, que irão debater a evolução e problemáticas deste sector.

Dividido em três sessões distintas, os profissionais abordarão os constrangimentos da produção de castanha na Europa, bem como as tecnologias de transformação e colheita. “Os especialistas vão falar, por exemplo, das diferentes formas de apresentar a castanha no mercado”, explicou o presidente da Escola Superior Agrária de Bragança, Albino Bento, que participa na organização do Fórum.

Ainda segundo este responsável, “Portugal produz, mas não tem a mais valia da confecção, um benefício que vai para quem compra o produto e depois o transforma”.
Recorde-se que, além do Fórum Internacional de Países Produtores de Castanha, o certame integra a semana gastronómica da Castanha da Terra Fria (Denominação de Origem Protegida), que contará com a participação de restaurantes da região, a realização do concurso de Quadras de São Martinho, dedicado às escolas de 1º, 2º e 3º Ciclo, bem como a Mostra Tecnológica Internacional da Fileira da Castanha.

A Norcastanha, orçada em cerca de 60 mil euros, termina com o típico Arraial de São Martinho, em que os participantes podem provar jeropiga e castanhas assadas ou cozidas no “Maior Pote do Mundo”, apresentado na Norcaça 2007.

Sandra Canteiro, Jornal Nordeste, 2008-09-25
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Romy

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MensagemAssunto: Doenças provocam quebra na produção de castanha   Qui Out 16, 2008 11:31 pm

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Doenças provocam quebra na produção de castanha
Distrito de Bragança





Produtores temem ficar sem soutos em meia dúzia de anos


A quebra na produção de castanha ronda, este ano, os 30%, em Bragança e Vimioso. As doenças estão na base da baixa acentuada. Adivinham-se problemas sociais graves nas famílias que dependem daquela cultura.

Os concelhos de Bragança e Vinhais produzem 87% da produção nacional de castanha, cerca de 30 mil toneladas, movimentando milhares de euros anualmente. Mas quem trabalha a terra considera que o filão do castanheiro está subaproveitado porque não tem sido valorizado em termos turísticos e paisagísticos, nem ao nível da transformação nem da gastronomia. Mesmo assim, continua a ser um recurso fundamental.

O negócio mantém-se igual há séculos, a maior parte do lucro fica nos intermediários, pessoas que compram ao produtor e vendem a terceiros. Este ano, a castanha temporã, a variedade francesa e a primeira a cair, está a ser vendida no campo a dois euros, mas nas lojas chega a ultrapassar os quatro e cinco euros.

Os produtores de castanha de Trás-os-Montes queixam-se de que os castanheiros da região estão a morrer devido às doenças do cancro e da tinta, cuja disseminação está a aumentar, apesar de, em 1998, ter sido lançado um Plano de Erradicação do Cancro, que, segundo constatam diariamente, não teve os efeitos desejáveis.

O presidente do Monteval - Associação de Desenvolvimento Agrícola, Armando Bento, garante que o problema vai originar uma maior dependência social por parte das famílias, nomeadamente nos dois concelhos citados, que ainda têm na castanha a maior fonte de rendimento. \"Muitos reformados têm na castanha um suplemento, se não for assim, vão ter de recorrer a mais ajudas sociais\", considerou.

Os castanheiros estão a degradar-se rapidamente. Os agricultores não estão a conseguir resolver problemas criados anteriormente devido à relutância em acatar as recomendações das dezenas de acções de formação realizadas desde 1995, que alertaram para a necessidade de fazer pouca mobilização dos solos e a fertilização equilibrada, factores controláveis, já que os restantes, nomeadamente as temperaturas e a pluviosidade, estão fora do seu alcance.

Não há nenhuma área limpa das doenças. Em todas as zonas dos três locais há cancro, apesar de a Direcção Regional apontar só para 10% dos castanheiros infectados.

............................
Concelhos que mais produzem sofreram uma redução de 30%, este ano


Teolentino Rodrigues, de Pinela, em Bragança, é um dos castanhicultores a entrar em desespero. Teme ficar sem soutos em meia dúzia de anos. «Há muita doença e a produção cada vez é mais pequena, os castanheiros estão a secar», lamenta ao JN.

O agricultor faz contas à vida e vaticina um mau futuro, \"não sei o que farei sem os castanheiros, a carne dos animais é barata para vender e o cereal não compensa\". Diz que já não há anos de boa co-lheita. Pelas suas contas, está a colher metade do que devia devido ao cancro. Um castanheiro demora cerca de 10 anos a começar a produzir. No ano passado, conseguiu nove toneladas de castanha, mas este ano não sabe se chegará lá, já que se prevêem quebras nas variedades longal e judia.

Também José Reis, de Edral, no concelho de Vinhais, vê a situação mal-parada. \"Há cada vez mais doenças, quando deviam estar a regredir\", sustentou. No seu caso, a quebra de produção chega aos 10%.

Para aumentar a produtividade, em Vinhais, estão a dar-se os primeiros passos na plantação de soutos regados. Este ano, foram plantados nove hectares de castanheiros com rega gota-a-gota, um projecto experimental da responsabilidade de uma empresa agrícola sediada em Santarém, mas que detém vários investimentos em Vinhais. Recorde-se que foram plantados novos soutos nos últimos 10 anos, registando-se um aumento de 5000 hectares. A mancha actual em Bragança, Vinhais e Carrazedo de Montenegro (Vila Real) é de 35 mil hectares. A produção deveria estar a aumentar, mas as doenças estão a travá-la.

Glória Lopes in JN, 2008-10-16
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MensagemAssunto: A castanha vale cada vez mais   Qui Nov 13, 2008 12:15 am

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A castanha vale cada vez mais
Trás-os-Montes




Em Trás-os-Montes, houve uma quebra maior na produção.


Os tradicionais magustos de 11 de Novembro são o expoente em Portugal da procura da castanha, um produto criado nas regiões de Trás-os-Montes e Beira Interior. É mesmo uma cultura muito rentável. Gera receitas de 80 milhões de euros. A norte, houve quebra mas a qualidade do fruto é boa .

Só Sernancelhe produz duas mil toneladas por ano

\"Água-pé, castanhas e vinho, faz-se uma boa festa pelo S. Martinho.\" Reza assim a sabedoria popular para traduzir em poucas palavras os muitos anos de vida e valor da castanha. Dos castanheiros, \"trezentos anos a crescer, 300 em seu ser e outros trezentos em morrer\", como escreveu Aquilino Ribeiro, aprendeu o povo que a castanha é um alimento rico em hidratos de carbono e com grande valor calórico. Isenta de colesterol, como convém nestes tempos de preocupações com a alimentação, a castanha tem sido o alimento dos pobres e até já foi usada como moeda de troca.

A tradição manda que o dia de S. Martinho se festeje com castanhas, água-pé ou jeropiga e bom convívio. Uma honra para um alimento que chegou à Europa há três mil anos, mas um dos mais importantes botânicos nacionais, Jorge Paiva, lembra que estudos levados a cabo na Serra da Estrela provam que a origem pode ser ainda mais remota. Seja como for o castanheiro é hoje uma árvore autóctone. A castanha, que hoje comemos e celebramos é, de facto, uma semente que surge do interior de um ouriço, o fruto.

Por muitos consideradas as melhores do país, é nos Soutos da Lapa, a zona compreendida entre Trancoso e Penedono, onde existem castanheiros com mais de 200 anos, que se apanham das melhores castanhas nacionais. Até ao final do mês colhe-se o fruto, que nas melhores qualidades pode chegar até aos quatro euros o quilo.

Os Soutos da Lapa, que vão do distrito da Guarda ao de Viseu, constituem-se como uma zona de origem protegida que tem na vila de Sernancelhe a capital da castanha. Os dois principais produtores desta zona, a Soutos da Vila e as Frutas Santos, produzem no seu conjunto quase dois mil quilos de castanhas por ano.

Conhecida fora de portas pelo epíteto \"capital da castanha\", Sernancelhe produz anualmente 2000 toneladas deste fruto, que abunda essencialmente nos soutos de Sernancelhe, Sarzeda, Granjal, Vila da Ponte, Lamosa e Chosendo. Uma produção que tem na Frusantos e na Soutos da Lapa os seus principais produtores.

A região pertence \"à Terra Fria Transmontana\", onde é produzida mais de 70% da produção nacional, o equivalente a 20 mil toneladas/ano. Este ano \"o calor prejudicou a cultura, mas traduziu-se num ano de qualidade excepcional\", afirma António Garcia, responsável pela Soutos da Vila que estima colher \"500 toneladas, quando acabar a campanha, no final do mês\". A castanha é cada vez mais \"uma cultura rentável nestas terras\" e num ano médio pode equivaler a receitas totais a rondar 70 a 80 milhões de euros.

Em Trás-os-Montes, houve uma quebra maior na produção. De acordo com o presidente da Associação Regional dos Agricultores das Terras de Montenegro (ARATM), a quebra no concelho de Valpaços anda à volta de 40% na chamada zona quente e de 80% na zona fria. \"Por exemplo, no ano passado colhi seis mil quilos, este ano não chego a 500\", exemplificou. A redução na colheita não pôs em causa a realização da XII Feira da Castanha de Carrazedo Montenegro que se realizou no fim-de-semana, no pavilhão multiusos. A maioria da produção \"é exportada para países como França, Espanha, Itália, Brasil e EUA. Com PAULO SILVA REIS, Chaves

\"Enquanto houver vinhas não se acaba a água-pé\"

JOÃO BATISTA, Santarém

Tradição. Joaquim Cachado, produtor da Golegã, reúne sempre os amigos para a festa

Na Golegã, como em todo o Ribatejo, continua bem viva a tradição de fazer acompanhar as castanhas assadas com uma pinga de água-pé. É por esta época do S. Martinho que os produtores de vinho abrem as pipas da água-pé, juntando rodas de amigos em animados convívios, dando à festa um pendor fortemente popular.

Entre as centenas de adegas que abrem os portões por estes dias da Feira de S. Martinho, na Golegã, a adega de Joaquim Melancia Cachado é uma das mais afamadas, onde se pode beber uma excelente água-pé, sem receio de efeitos secundários.

\"Para fazer a água-pé, o processo é igual ao do vinho, mas logo no início do fabrico faz-se um desdobramento com água de acordo com a graduação alcoólica pretendida\", afirmou ao DN Joaquim Cachado. \"Uns preferem a água-pé fraquinha, com quatro ou cinco graus, mas eu prefiro com nove a 10 graus. Senão parece que estamos a beber água\", adiantou o proprietário da adega regional.

Enquanto o vinho novo só ficará em condições de se beber lá para Dezembro ou Janeiro, a água-pé já escorre a rodos pela Golegã por estes dias festivos da Feira de S. Martinho.

\"Aqui no Ribatejo, a água-pé sempre foi uma tradição muito popular e nunca ouvi falar em qualquer proibição, nem tive conhecimento de problemas com as autoridades\", disse o produtor. Hoje em dia, a água-pé não é oficialmente reconhecida e a sua comercialização não é permitida, segundo as regras ditadas pela União Europeia. É, no entanto, Joaquim Cachado segue, aliás, uma tradição familiar já muito antiga.

Mecânico de automóveis reformado, Joaquim Cachado, de 68 anos, deixou os carros e tomou conta da adega do pai quando este deixou de poder trabalhar. \"Este ano este fiz cerca de mil litros de água-pé, e enquanto a bebida durar vou ter a adega aberta, o que deverá acontecer lá para Dezembro, depois fecho as portas\".

Até lá, juntam-se na adega castiça dezenas de amigos em alegres convívios à volta da mesa. Trazem os seus próprios petiscos, pois Joaquim Cachado só fornece os jarros de água-pé. O resto são os próprios convivas que terão de comprar e confeccionar. Na adega, a churrasqueira está sempre a grelhar umas febras, uns chouriços, um naco de toucinho ou umas castanhas assadas. \"Até há quem traga peixe para grelhar que também acompanha muito bem com esta água-pé\", afirmou.

Joaquim Cachado acredita que a tradição não vai acabar, nem com as novasregras da Europa, nem com o desinteresse dos jovens pelas tradições. \"Assim como eu nasci nisto e tenho gosto em fazer o vinho e a água-pé, e em bebê-la com os amigos, outros irão dar continuidade a estas tradições.\"

Amadeu Araujo in DN, 2008-11-11
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MensagemAssunto: Certificação da castanha não funciona   Seg Nov 24, 2008 5:00 pm

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Sem selo de qualidade
Trás-os-Montes





Certificação da castanha não funciona

As Denominações de Origem Protegida (DOP) criadas para a fileira da castanha não estão a ser utilizadas pelos produtores para valorizarem este fruto de Outono. A certificação está regulamentada desde 1994 mas, 14 anos depois, a castanha continua a ser vendida sem selo de qualidade.

Em Trás-os-Montes (TM) existem duas DOP: a Castanha da Terra Fria, com uma área de cerca de 20 mil hectares (ha) divididos por oito concelhos, e a da Castanha da Padrela, que abrange uma área de 5 mil ha e quatro municípios.

“80 por cento da área da DOP da Terra Fria pertence aos concelhos de Vinhais – Bragança e Macedo de Cavaleiros. Já a DOP da Padrela centra-se na zona de Carrazedo de Montenegro”, explica José Laranjo, professor da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) e coordenador do projecto “RefCast”, que pretende revolucionar o sector da castanha em Portugal.
As DOP`s transmontanas têm associados dois sistemas de produção e duas variedades completamente diferentes, que não são reconhecidos pelo mercado. Enquanto na Terra Fria a variedade predominante é a “longal”, na zona da Padrela a maioria da castanha é “judia”.

Num estudo realizado para a tese de doutoramento, em 2005, o professor da UTAD, Manuel Tibério, verificou que em TM não há castanha certificada. Na zona de Carrazedo de Montenegro ainda houve algumas tentativas para usar a qualificação DOP para vender o produto nas feiras, mas as acções foram muito restritas e sem expressão no mercado.
Três anos depois, a certificação da castanha da região continua na gaveta, uma vez que o selo de qualidade não é valorizado pelo mercado.

“Como os clientes não pagam mais pela certificação, os produtores não estão dispostos a ter encargos com o selo de qualidade”, explicou o coordenador técnico da Associação Florestal da Terra Fria Transmontana - Arborea, António Borges.

Cerca de 90 por cento da castanha colhida na região é exportada para o Brasil, França e Espanha, e, apenas, entre 5 e 10 por cento é consumida em Portugal, a maioria por altura do S. Martinho. “Aquilo que o mercado pede é castanha calibrada e a granel. Não há procura de produto certificado. Por isso, da maneira que o mercado está organizado actualmente, a certificação não compensa ao produtor”, adverte o responsável.

Produtores de castanha não apostam na certificação porque o mercado não paga o selo de qualidade

Já o presidente da Associação Regional de Agricultores das Terras de Montenegro, Flávio Sousa, afirma que os produtores não têm necessidade de certificar o produto, porque tem venda garantida a preços rentáveis.
Utilizar o selo de qualidade também só faz sentido para vender o fruto embalado, para que a DOP chegue ao consumidor final. No entanto, as quatro unidades de comercialização e embalamento existentes em TM também não apostam na certificação.

Numa perspectiva de marketing e comunicação, José Laranjo realça que faz todo o sentido fundir as duas DOP transmontanas. “Indirectamente o País já assume a DOP Trás-os –Montes”, acrescentou o responsável.

No País existem mais duas DOP`s, designadamente a Castanha dos Soutos da Lapa e a Castanha do Marvão, que também se encontram “adormecidas”. “Ainda bem que as DOP`s existem, porque podem ser usadas a qualquer momento. A nossa castanha é biológica e é um produto de qualidade. Numa perspectiva de evolução do mercado, o produtor pode ter necessidade de apostar na certificação”, concluiu António Borges.

Teresa Batista, Jornal Nordeste, 2008-11-24
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MensagemAssunto: Autarca diz que restrições impedem duplicação de castanheiro   Dom Nov 30, 2008 12:22 am

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ICNB garante que podem aumentar dez vezes
Distrito de Bragança





Autarca diz que restrições impedem duplicação de castanheiros

O Instituto de Conservação da Natureza e Biodiversidade (ICNB) garantiu hoje que será possível aumentar «dez vezes» a actual área de castanheiro no Parque Natural de Montesinho, respondendo assim às queixas de restrições do autarca de Vinhais.

O presidente do município transmontano, Américo Pereira, contestou o plano de ordenamento que vigora desde 24 Novembro, depois de a proposta inicial ter sido alterada devido à polémica em trono da proibição das eólicas e da construção de barragens na área protegida.

Tanto o autarca como o ICNB confirmam que a versão final «abre a porta» a estes equipamentos, mas Américo Pereira entende que o documento «põe em causa» as principais estratégias de desenvolvimento do concelho, que passam pela expansão do fumeiro regional e da cultura do castanheiro.

O autarca afirma que o plano «impede a duplicação da actual área de soutos nos próximos dez anos».

A terra fria transmontana, onde se incluiu o concelho de Vinhais, é a principal produtora de castanha do país, uma das culturas mais rentáveis para os agricultores.

«O fundamento deste plano é transformar todas a zonas produtivas em zonas de silvas e mato, o que faz com que, dentro de poucos anos, o parque seja vocacionado apenas para incêndios e caçadores furtivos», disse.

As criticas do autarca «não fazem sentido nenhum» para Henrique Miguel Pereira, do INCB - Norte, que abrange o Parque Natural de Montesinho (PNM), que se estende pelos concelhos de Vinhais e Bragança.

Henrique Miguel Pereira garantiu à Lusa, «com base em estudos realizados» que a actual área de castanheiros «pode aumentar até mil por cento, 10 vezes mais do que os actuais quatro mil hectares de soutos».

Aquele responsável do ICNB explicou que as restrições do plano de ordenamento dizem respeito a habitats considerados prioritários do ponto de vista da conservação da natureza e que não podem ser substituídos.

Para melhor esclarecer toda a população da área do PNM acerca do plano de ordenamento, o ICNB está a preparar um «Guia do Habitante«, que será distribuído localmente, logo que seja aprovada a candidatura realizada para o efeito.

Segundo Henrique Miguel Pereira,«este guia explicará as regras em linguagem simples, sem os termos jurídicos e técnicos» contidos no documento.

O plano de ordenamento de Montesinho foi o que mais tempo demorou a ser elaborado e ficou pronto quase três décadas depois da criação do parque.

A versão inicial gerou uma onda de contestação a nível local por proibir a construção de parques eólicos e de barragens.

Esta proibição inviabilizava o projecto para aproveitamento da energia do vento já em curso na região e a construção de Veiguinhas, a barragem que falta para completar o sistema de abastecimento de água ao concelho de Bragança.

O documento final «abre a porta» a ambos os equipamentos, mas pendentes do parecer vinculativo do ICNB.

Ainda assim, segundo Henrique Miguel Pereira, quem terá sempre a última palavra serão os ministérios do Ambiente e da Economia que podem declarar o interesse público para ultrapassar as restrições.

Lusa, 2008-11-29
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MensagemAssunto: «Castanheiros, técnicas e práticas»   Seg Nov 02, 2009 1:47 pm

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«Castanheiros, técnicas e práticas»
Vinhais




Apresentado livro para ajudar produtores a tratar dos castanheiros

O castanheiro, como modelo de negócio, com futuro e para o futuro. Esta é a ideia base do livro «Castanheiros, técnicas e práticas», que foi apresentado nas VII Jornadas do Castanheiro, inseridas na Rural Castanea, em Vinhais.

Esta obra resulta do trabalho de 20 instituições e 38 autores e investigadores que têm procurado encontrar soluções para alguns problemas dos soutos e dar conselhos aos agricultores.

“Diz às pessoas quais são os requisitos dos solos, como devem preparar o solo para plantar. É que grande parte do sucesso do souto começa na forma como o souto é plantado. O solo deve ser ripado e não lavrado… a escolha correcta das plantas. É importante que se plantem enxertos resistentes à doença da tinta. Diz também como se devem podar castanheiros, como se devem conduzir as árvores, para entrarem em produção rapidamente, para termos castanhas ao fim de quatro ou cinco anos e não ao fim de oito ou nove anos.”

José Gomes Laranjo é um dos autores e salienta também que este livro apresenta técnicas e práticas para limitar as doenças que afectam muitos castanheiros, como é o caso da tinta ou do cancro.

“A questão da tinta passa muito como o souto é mantido, pelo maneio do souto durante o ano. Os agricultores sabem bem que não devem lavrar os soutos, porque destroem as raízes e é por aí que entra a doença da tinta.”

Com esta publicação, associada ao projecto REFCAST, que poderá resultar num investimento na ordem dos 80 milhões de euros nas zonas de produção de castanha, poderá haver dividendos para os produtores.

E ao longo do fim-de-semana foram muitas as castanhas que se vendera na Rural Castanea, o que leva o presidente da câmara de Vinhais, Américo Pereira, a fazer um balanço positivo.

“Os balanços destas feiras são sempre muito bons porque são certames onde são expostos e vendidos produtos locais. Tudo o que se possa fazer pela economia local é sempre bom.”

Entre os expositores, sentiu-se a diminuição do número de visitantes. Mesmo assim, o negócio foi bom.
“Foi menos boa, com menos pessoas, menos público”, disse uma das expositoras que, contudo, assume que “vale sempre a pena” porque dá a conhecer os produtores. O mesmo pensa outra expositora: “damos a conhecer o nosso produto e isso é muito importante.”

Uma das atracções da feira da castanha foi o maior assador do Mundo.

Brigantia, 2009-11-02
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MensagemAssunto: Produtores de Bragança não conseguem vender a castanha   Sab Nov 21, 2009 10:29 pm

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Os produtores começam a desesperar.
Distrito de Bragança




Produtores de Bragança não conseguem vender a castanha

Há centenas de toneladas de castanhas armazenadas nas adegas dos agricultores transmontanos e que não estão a ter escoamento.

A produção de castanha é das poucas actividades que ainda vai contribuindo para o lucro dos agricultores, mas este ano, em algumas zonas do concelho de Bragança, não há quem a compre.
Os produtores começam a desesperar.

Dizem os mais velhos que não há memória de um ano como este em que as castanhas se acumulam nos armazéns sem se conseguirem vender.

Em algumas zonas de produção do concelho de Bragança, os agricultores estão com dificuldades em escoar o fruto.

É o caso de José Luís Marrão, de Oleiros, que tem cerca de cinco mil quilos para vender.

“Ainda ninguém anda a elas. Já fui lá em cima, onde as compram, e ninguém faz caso da gente. Nunca me lembro. É para as apanhar mais baratas. Em vez de ganhar o lavrador alguma coisa, ganham-no eles”, lamenta.

Com o passar do tempo e sem fazer negócio, os agricultores temem que a castanha só seja vendida no final da campanha, altura em que o preço do quilo é menor.

Mas Lázaro Martins, outro produtor de Espinhosela, que tem sete mil quilos em armazém, acredita que não vão ficar por vender.

“Não estou preocupado porque devem vir cá buscá-las. Ainda não houve caso nenhum em que tivesse cá ficado. Temos tido anos em que a vendemos mais cara, outros mais barata. Mas segundo dizem, eles não dão preço e, assim, também não sabemos.”

O presidente da junta de freguesia de Espinhosela, Telmo Afonso, compreende a ansiedade dos produtores, pois a castanha ainda é a produção que vai gerando algum rendimento.

“Nas nossas aldeias, com a população envelhecida, um suplemento que têm ao fim do ano para poderem viver melhor é a produção de castanha. Se puderem vender por dez, não vendem por cinco. Quem tenha dez mil quilos de castanha, uma diferença de dez cêntimos por quilo é muita diferença.”

A juntar ao rol de preocupações há ainda o facto de as castanhas armazenadas nas adegas perdem peso e qualidade.

O presidente do conselho de administração da Sortegel, uma das empresas da região que comercializa e transforma castanha, diz que as queixas dos agricultores não têm fundamento.

“Estamos a comprar a castanha em todo o lado. Mas não temos meios para a comprar toda ao mesmo tempo.”

Vasco Veiga acrescenta que a contribuir para esta situação pode estar também a disparidade de preço.

“Estamos a praticar preços até onde podemos ir. Isto dos preços é muito complexo. A castanha tem de servir para os agricultores ganharem dinheiro, para os angariadores ganharem dinheiro, para os distribuidores ganharem dinheiro e chegar a bom preço ao consumidor final. Se alguém elo da cadeia se quebrar, pode acontecer que fique por vender.”

Segundo a Sortegel, tem-se verificado uma quebra nas vendas tanto no mercado de fresco como no de congelado, muito por causa da crise económica mundial.

Brigantia, 2009-11-20
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MensagemAssunto: Escoamento à castanha da região   Ter Jan 26, 2010 3:21 pm

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Escoamento à castanha da região
Vinhais



Fábrica de Vinhais vai passar a transformar castanha

A câmara de Vinhais viu ser aprovada pelo PRODER uma candidatura que vai permitir fazer a transformação de castanha na fábrica que já está a funcionar há dois anos naquele concelho.

Trata-se de um investimento de um milhão e 250 mil de euros, financiado pelo Programa de Desenvolvimento Rural em 500 mil euros.

“A fábrica está em funcionamento há dois anos, mas o projecto só ficará completo quando estiverem prontas as obras que queremos realizar na totalidade, nomeadamente a criação de uma infra-estrutura que permita a transformação e embalamento” refere o presidente da câmara de Vinhais.

Américo Pereira salienta que este projecto vai permitir dar mais escoamento à castanha da região. “Vamos dar mais escoamento, mas o importante é que esta infra-estrutura tenha as condições necessárias para poder recolher, armazenar, embalar, guardar em stock” refere, acrescentando que “naturalmente também vamos ter salas de frio”.

A fábrica vai agora ser reforçada com este equipamento que vai permitir fazer a congelação do fruto e a autarquia estima que na próxima época da castanha, o equipamento já esteja a funcionar. “A infra-estrutura está feita e parte da maquinaria já lá está como é o caso da linha de embalamento, agora vamos pôr a parte da congelação” adianta o autarca.

O contrato do PRODER deverá ser assinado pelo próprio ministro da agricultura que deverá deslocar-se a Vinhais por altura da Feira do Fumeiro.

Brigantia, 2010-01-26
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MensagemAssunto: Câmara e empresa promovem consumo da castanha   Ter Abr 27, 2010 4:10 pm

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Na cantina das escolas do concelho
Vila Pouca de Aguiar



Câmara e empresa promovem consumo da castanha

Quase mil alunos do concelho de Vila Pouca de Aguiar almoçaram pratos confeccionados com castanhas. Locais, claro. A iniciativa partiu da Câmara e de uma empresa privada de comercialização e transformação de castanha, e o objectivo é aumentar o hábito de consumo deste produto, que já existiu, mas que agora parece estar «esquecido».

Em França, a média de consumo de castanha por pessoa anda à volta dos três quilos, por ano. Em Portugal cada pessoa come apenas 300 gramas. A Câmara de Vila Pouca de Aguiar e uma empresa privada local de comercialização e transformação de castanha não se conformam com a diferença, ainda para mais quando o concelho produz muita castanha. E, por isso, estão a tentar que as castanhas voltem a fazer parte dos hábitos alimentares dos transmontanos, como já o foram noutros tempos. Estão a começar pelos mais novos.

Ontem, a ementa servida a cerca de mil alunos do concelho foi feita à base de castanha. No Agrupamento de Escolas de Pedras Salgadas, os 550 alunos comeram creme de castanhas, frango assado com arroz, salada e castanhas salteadas e castanha assada. No Agrupamento de Escolas de Vila Pouca de Aguiar, os 420 alunos almoçaram sopa de castanha, vitela estufada com castanhas e legumes e, de sobremesa, castanha assada. “No fundo, a intenção é potenciar o consumo da castanha na região.

Era uma hábito que existia, mas que se tem vindo a perder”, explicou, ao Semanário TRANSMONTANO, Anabela Dureta, directora geral da Agroaguiar, sedeada em Sabroso de Aguiar. Os 210 quilos de castanhas utilizados para a confecção das refeições foram, aliás, oferecidas pela empresa, que além de comercializar castanha em fresco, comercializa também castanhas congeladas e confitadas.

Ao aumentar o consumo do produto, além de beneficiar o seu próprio negócio, a Agroaguiar acredita também estar a promover a produção e, por isso, a ajudar ao desenvolvimento local.

E em termos nutricionais, valerá a pena consumir castanha? A dietista municipal de Vila Pouca de Aguiar, Andreia Sousa, diz que sim. “A castanha é equivalente aos cereais, à batata, ao arroz, à massa...”, explica a técnica, lembrando, por isso, que além de ser uma fonte possível para ir buscar os hidratos de carbono que o organismo precisa, o seu consumo acaba por ajudar os produtores locais.

E não enfarta mais? Não. “O problema é que, quando comem castanhas, as pessoas exageram um bocado”, explica Andreia Sousa. Para ajudar a controlar o consumo, a dietista deixa uma comparação: seis castanhas equivalem a uma batata e meia.


Margarida Luzio, Semanário Transmontano, 2010-04-27
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MensagemAssunto: «Quem ganha são os intermediários»   Sex Nov 05, 2010 5:09 pm

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Preço da castanha
Bragança



«Quem ganha são os intermediários»

Agricultores de Terroso defendem a criação de uma cooperativa, em Bragança, para regular os preços da castanha.

A campanha da apanha da castanha arrancou na última semana de Outubro e prolonga-se até ao final de Novembro. Na aldeia de Terroso, na freguesia de Espinhosela, a azáfama é grande nos soutos que ladeiam a localidade. Os agricultores palmilham os hectares de terra para apanhar o fruto dos castanheiros, que é considerado o “petróleo” da região.

A rentabilidade deste produto é confirmada pelos próprios agricultores, que garantem que a castanha ainda é o que vai dando dinheiro. Por isso, a maioria das pessoas de Terroso reconverteu em soutos os terrenos onde, antigamente, produziam grandes quantidades de cereal. “O cereal deixou de dar dinheiro. Por isso, plantámos soutos novos”, garante Julieta Gomes, enquanto faz uma pausa na jornada da apanha da castanha.

Esta habitante de Terroso afirma que as pessoas da aldeia se ocupam com a castanha, porque os restantes produtos agrícolas não têm saída no mercado. “Não compensa produzir mais nada para vender, só semeamos umas batatas para comer”, acrescenta Julieta Gomes.

Já a produção de castanha tem comercialização garantida. Manuel Afonso, de 80 anos, afirma que há sempre pessoas pelas aldeias à procura de castanha. “Nunca fiquei com nenhuma em casa”, garante o agricultor.

No entanto, Adérito Gomes defende a criação de uma cooperativa em Bragança para regular o preço da castanha e beneficiar os agricultores. “Quem ganha a maior fatia são os intermediários”, acrescenta.
A castanha na zona de Terroso tem sido vendida a 1 euro por quilo, um preço que os agricultores consideram baixo, pelo que há muitos que optaram por guardar o produto em casa e esperar que passe algum intermediário a oferecer um valor mais alto.

A mão-de-obra é um problema para os produtores de castanha, que têm dificuldade em contratar pessoal à jeira para a campanha. “É difícil arranjar quem queira trabalhar”, lamenta Manuel Afonso.

O preço da castanha ronda 1 euro por quilo, valor que os agricultores consideram baixo

Para ultrapassar esta situação, há quem aposte na mecanização da apanha da castanha. Adérito Gomes investiu cerca de 2500 euros na compra de uma máquina de apanha, um soprador e um crivo mecânico. Com estes instrumentos, este produtor não necessita de recrutar mão-de-obra para apanhar os cerca de 6 mil quilos de castanha que produz anualmente. “ No ano passado, eu e o meu filho apanhámos 36 sacas de 50 quilos num dia”, enaltece Adérito Gomes.

Quer chova ou faça sol, os agricultores vão diariamente para os soutos. “Quando chove andamos com umas botas e umas capas. Não se pára”, frisa Manuel Afonso.
As doenças que afectam os soutos, nomeadamente o cancro e a tinta, são, igualmente, uma preocupação para os produtores de castanha. No entanto, Adérito Gomes garante que com tratamentos é possível curar o cancro do castanheiro, que é a principal causa de morte das árvores. “Tinha um souto que estava praticamente morto e, neste momento, está praticamente recuperado”, garante o agricultor.

Para promover o produto, Adérito Gomes defende, ainda, a realização de uma feira da castanha nas aldeias do concelho onde se produz mais castanha, tal como já aconteceu em Terroso.

No entanto, o presidente da Junta de Freguesia de Espinhosela, Telmo Afonso, afirma que a feira nos moldes em que decorria antigamente não trazia mais valias para os agricultores, porque não havia comercialização de castanha.

O autarca garante que a Junta está empenhada em realizar um certame ligado à castanha na freguesia, mas afirma que este ano não foi possível devido à falta de apoios, uma vez que a Junta não tem verbas suficientes para suportar todas as despesas

Teresa Batista, Jornal Nordeste, 2010-11-05
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MensagemAssunto: Trabalho sazonal aumenta rendimento familiar. Proprietários pagam 40 euros por dia    Sab Nov 13, 2010 3:53 pm

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Tiram férias para a castanha
Distrito de Bragança



Trabalho sazonal aumenta rendimento familiar. Proprietários pagam 40 euros por dia

Em tempo de crise económica, a apanha da castanha continua a ser uma forma de aumentar o rendimento das famílias da Terra Fria Transmontana. Há quem tire férias nesta altura, só para fazer este trabalho. Um dia vale 40 euros.

A fileira continua a ocupar mão-de-obra sazonal, mas a escassez de recursos humanos nas aldeias está a obrigar muitos produtores a contratar trabalhadores de outras regiões do país ou até mesmo estrangeiros, principalmente imigrantes de países de Leste. Na corda de aldeias do sul do concelho de Bragança, como Pinela e Carçãozinho, grupos de romenos aproveitam a castanha para se ocupar no Outono, depois de no Verão terem andado na campanha da maçã.

Este ano o dia de trabalho é pago a 40 euros, quantia baixa para quem trabalha e elevada para quem paga. "Contratei cinco pessoas, mas fica dispendioso porque o preço da castanha este ano está baixo, cerca de um euro. Não tenho outra alternativa porque na aldeia já não há gente para fazer o serviço", explicou um agricultor.

Arménio Oliveira, residente em Gondomar, mas proprietário de uma segunda habitação em Pinela, deslocou-se propositadamente a Trás-os-Montes para apanhar as castanhas de um souto que comprou há uns anos, que produz cerca de 300 kg. "São para consumo próprio, mas também vendo", contou.
A castanha é um sector importante na economia transmontana, onde é colhida 80% da produção nacional, tendo um peso de 3% na produção total de frutos frescos. Anualmente gera entre 70 a 80 milhões de euros de receitas.

Armando Bento, presidente da Monteval-Associação para o Desenvolvimento Económico e Rural da Terra Fria, não tem dúvidas que a cultura tem um papel fulcral no rendimento de algumas famílias, pois é a mais rentável. "Por isso muitos produtores continuam a contratar pessoal para trabalhar, portugueses ou estrangeiros. Raramente um agricultor deixa a castanha no campo", disse.

Também os idosos complementam as suas reformas com a castanha. Carmelina Pires, 68 anos, residente em Oleirinhos, apanha com mãos desembaraçadas a colheita de um souto que não lhe pertence. No final reparte a castanha que apanhar com o proprietário dos castanheiros.

Cândida Afonso, reformada, 60 anos, residente em Pinela conta com a ajuda preciosa dos filhos que aos fins-de-semana "vêm para a apanha da castanha".

JN, 2010-11-10
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MensagemAssunto: Castanha maior e mais brilhante é em Carrazedo    Sab Nov 13, 2010 6:04 pm

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Castanha «a riqueza do concelho»
Valpaços




Castanha maior e mais brilhante é em Carrazedo

A vila de Carrazedo de Montenegro, no concelho de Valpaços, vai ser palco da 14ª edição da Castemonte - F eira da Castanha, marcada para os dias 5, 6 e 7 de Novembro.

Este ano, a organização quer oferecer aos visitantes um bolo de castanha ainda maior e melhor do que é habitual. O objectivo é ultrapassar os 600 quilos do ano passado, para que possa ser degustado pelos milhares de visitantes que vão ao certame, que em 2009 foram perto de 20 mil. O maior bolo de castanha do mundo vai ser confeccionado pela primeira vez em Carrazedo de Montenegro, com a participação de várias pastelarias.
A feira é muito acarinhada, por ser um evento que “traz visitantes e dá visibilidade a Carrazedo e ao concelho”, referiu Francisco Tavares, presidente da Câmara de Valpaços. O investimento é de 25 mil euros, dados como bem empregues para promover a cultura e a região.

O certame tem crescido em todas as edições, pelo que os pavilhões já não têm capacidade para receber todos os expositores, que este ano serão 50. “Isto revela bem o dinamismo comercial, é um sinal de vitalidade. A feira é uma mais valia económica que tem levado o nome do concelho ao resto do país”, acrescentou o autarca.
Os dois pavilhões foram construídos com o objectivo de receber certame, que inicialmente realizava-se na Escola EB 2,3 de Carrazedo de Montenegro. O espaço envolvente, cerca de quatro hectares, vai ser alvo de uma requalificação no valor de 1,5 milhões de euros. O projecto já tem financiamento e o concurso deverá ser lançado no próximo ano.

Volume de negócios da castanha equivale a metade da produção agrícola do concelho

Francisco Tavares considera a castanha “a riqueza do concelho”, que representa um volume de negócios anual a rondar os 20 milhões de euros, o equivalente a 50 por cento da produção agrícola, deixando para trás culturas como a amêndoa e o vinho, que representam negócios de 10 milhões de euros. “É uma riqueza que temos sabido valorizar e que os agricultores sabem tratar. Apesar das doenças que têm dinamizado muitos soutos, têm sido plantados outros”, sublinhou o edil.
Estima-se que só nos três dias do certame alguns armazenistas façam negócios na ordem dos 500 mil euros, mas o valor real do que se apura no certame “é difícil de calcular”, assegurou Francisco Tavares.
Este ano as previsões indicam que haverá menos quantidade de castanha, embora a qualidade seja muito boa.

Uma parceria com sucesso

O presidente da Junta de Freguesia de Carrazedo de Montenegro, Alípio Barreira, entidade que organiza a feira em colaboração com a Câmara, realçou que o certame resulta de uma parceria “com sucesso” que agrega, ainda, a Associação Regional de Agricultura das Terras de Montenegro (ARATM).

Alípio Barreira explicou que gostava de dar melhores condições aos expositores e aos visitantes, mas os tempos de crise não permitiram um investimento superior ao ano passado. “Julgamos que vamos ter o mesmo sucesso da edição 2009. Foi o ano em que tivemos mais visitantes e mostramos um espaço mais agradável, mas não temos fundos para mais”, referiu o autarca.
Além da castanha, a Castemonte vai receber expositores de vinhos do concelho, gastronomia, doçaria e animação de dia e de noite.

Flávio Sousa, da ARATM, garante que não há castanha melhor no país e no mundo do que a de Carrazedo. “Não precisa de muita publicidade. O nosso produto é do melhor que há no mercado, pelo brilho e pelo tamanho. 32 castanhas fazem um quilo. O mercado valoriza a nossa castanha, porque as das outras regiões não se conservam como a nossa”, frisou.

Durante a feira, que contará com a presença de uma comitiva francesa de Beynat, decorre a Semana Gastronómica da Castanha, magustos com provas de vinhos e o concurso da castanha, destinado aos produtores. O encerramento da 14ª edição da Castemonte será feita com a abertura do bolo de castanha gigante.


Glória Lopes, Jornal Nordeste, 2010-11-10
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MensagemAssunto: Castemonte repartiu bolo gigante    Sab Nov 13, 2010 6:11 pm

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Castemonte repartiu bolo gigante
Valpaços



Domingo foi dia de enchente na Feira da Castanha de Carrazedo de Montenegro

A preocupação com a crise e as medidas de contenção orçamental propostas pelo Governo podem ser a explicação para a diminuição do número de visitantes na Castemonte - Feira da Castanha de Carrazedo de Montenegro, no concelho de Valpaços.

A feira terminou anteontem com uma enchente de visitantes, mas tanto a organização como os expositores admitiram que os dois primeiros dias do certame, sexta-feira e sábado, “foram fracos e com menos gente do que no ano passado”, referiu Alípio Barreira, presidente da Junta de Freguesia de Carrazedo de Montenegro, uma das entidades que organiza a feira.

Ainda assim, o último dia foi bom e “superou as melhores expectativas, até me parece que foi o dia que teve mais visitantes de todas as 14ª edições”, acrescentou o autarca.

A organização ainda não tinha feito os cálculos da quantidade de castanha vendida, as previsões apontavam para uma diminuição relativamente a 2009. “Seguramente foram umas toneladas, mas ainda não temos esses números. No sábado as vendas estiveram um bocadinho abaixo do ano passado, mas o domingo superou a falta de pessoas dos outros dois dias”, explicou Alípio Barreira.

Alguns expositores, contudo, não estavam satisfeitos com os resultados apurados e consideram que a Castemonte precisava de ser mais divulgada fora da região.
Susana Almeida, produtora de Serapicos, disse que “vendeu muito menos que na edição passada”, uma redução que atribui à falta de poder de compra dos visitantes.

A organização prometeu e cumpriu. Este ano, o Bolo de Castanha, se não era maior do que na edição anterior, pelo menos tinha um novo formato que resultou num maior número de fatias.

Glória Lopes, Jornal Nordeste, 2010-11-11
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MensagemAssunto: Produção de castanha será inferior à do ano passado    Qui Nov 18, 2010 10:53 am

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Maior qualidade
Trás-os-Montes



Produção de castanha será inferior à do ano passado

A pouco mais de meio da campanha da castanha, a Cooperativa Soutos os Cavaleiros já colheu 80 toneladas de castanha. O preço de venda ao produtor ainda não está definido e a fasquia para a produção deste ano está colocada nas 120 toneladas.

Cerca de 60% da castanha dos 48 sócios da Cooperativa Soutos os Cavaleiros já está apanhada. No armazém, 80 toneladas do fruto já foram calibradas, mas, pelo menos mais quarenta são esperadas até ao final da campanha deste ano.Mesmo com estes números, Paulo Pinto, técnico da Cooperativa, considera que a produção está abaixo dos números do ano anterior. “Está um bocadinho abaixo daquilo que nós prespectivamos no início de setembro. A produção esperada era muito maior, depois quando começou a castanha a cair apercebemo-nos que a produção não era tão grande como era esperada. Mas mesmo assim esperamos uma aumento da produção.” Só no final da campanha pode ser dado um preço médio da compra da castanha ao produtor. “Os preços vão flutuando ao longo da campanha e só no final é que conseguimos obter uma média.

Ainda só entrou 60% da castanha, é muito difícil estar a dar agora um valor”. A Cooperativa Soutos os Cavaleiros continua no armazém em Podence, cedido pelo actual presidente, mas já existe projecto para novas instalações. \"Neste momento já temos um projecto e temos dois lotes adquiridos na zona industrial de Macedo de Cavaleiros. O processo de licenciamento está praticamente concluído na Câmara. Pensamos ainda este ano começar a construir o novo armazém.”
Para além da venda da castanha, a cooperativa já deu azo a alguma transformação. A compota de castanha é um exemplo.

Já Sandra Fernandes, técnica da ARBÓREA, a Associação Florestal da Terra Fria Transmontana, adianta que este ano a produção será menor do que em 2009.

“Há menos castanha do que no ano passado mas em termos de qualidade está com bastante. Aliás, desde que choveu, aumentou o seu tamanha e dará para compensar um pouco a perda de produção, porque apesar de haver menos castanhas, vai ter mais quilos.”

Menos castanhas mas de maior qualidade é o que se espera da produção deste ano.

Brigantia, 2010-11-17
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MensagemAssunto: Portugal pode ser líder europeu na produção de castanha   Seg Out 10, 2011 10:40 am

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«É o petróleo» da região
Trás-os-Montes



Portugal pode ser líder europeu na produção de castanha

Portugal pode ser líder europeu na produção de castanha, fruto que é destinado na sua maioria à exportação e rende anualmente cerca de 50 a 60 milhões de euros aos produtores, defendeu, este domingo, um investigador da Universidade de Vila Real.

José Gomes Laranjo, professor na Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), há muito que afirma que a castanha \"é o petróleo\" da região transmontana.

O especialista integra a rede nacional da fileira da castanha -- RefCast -- que quer aumentar a área de produção, incentivar o consumo em Portugal e apostar também na transformação, praticamente inexistente no país.

Cerca de 35 mil hectares estão ocupados com souto, que produzem uma média anual de 50 a 60 mil toneladas de castanha o que corresponde a aproximadamente cerca de 50 a 60 milhões de euros de rendimento para o produtor.

A propriedade média destes agricultores é de um a um hectare e meio. \"O souto faz-se da pequena propriedade e tem a rentabilidade na ordem dos 50% para os produtores\", sublinhou.

A \"excelente qualidade\" das variedades de castanha portuguesa levam a que, segundo o responsável, seja elevada a sua procura a nível internacional, tanto para a sua industrialização como para o consumo em fresco.

\"Temos um produto que tem valor e que, se houvesse mais castanhas, poderia aumentar também a sua exportação\", sublinhou.

O RefCast prevê precisamente o aumento da área de souto em Portugal o que, a concretizar-se, poderia transformar o país no \"maior produtor europeu de castanha\".

Neste momento está em fase de criação a Federação Europeia da Castanha que, a nível nacional, é representada por José Gomes Laranjo. Os seus órgãos sociais deverão tomar posse em Setembro de 2012.

Para o investigador, esta entidade vai desempenhar um importante papel na negociação de apoios para o sector na Política Agrícola Comum (PAC) para 2020.

De imediato, a rede quer promover o consumo da castanha em Portugal fora da época da apanha. Para o efeito foi apresentada em Agosto uma candidatura à Rede Rural no valor de 220 mil euros que, se for aprovada, irá resultar na edição de um livro em fascículos que serão distribuídos conjuntamente com um jornal de grande tiragem nacional.

\"Queremos ensinar as pessoas a comer castanhas, a introduzi-las nas suas receitas\", salientou José Gomes Laranjo.

Para além disso, o especialista enalteceu ainda as qualidades a nível da saúde deste fruto, que possui um baixo índice de colesterol e não tem glúten.

O RefCast quer promover ainda a transformação em Portugal. \"Existem mais de 300 produtos derivados da castanha, desde purés, compotas, iogurtes, cerveja ou farinha\", referiu.

Esta é, na opinião do responsável, uma forma de valorizar ainda mais este produto.

Actualmente, as empresas Agroaguiar e a Sortegel calibram, descascam e congelam a castanha. A Agroaguiar lançou no ano passado um novo produto: castanhas assadas congeladas.
E, numa altura, em que se começa a apanhar este fruto, José Gomes Laranjo perspetiva um ano de boa produção.

JN, 2011-10-10
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MensagemAssunto: RefCast    Ter Out 11, 2011 3:35 pm

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RefCast
Vila Real



Projecto que queria criar 1.700 postos de trabalho espera há três anos apoio do Governo

A fileira da castanha espera há três anos pelo apoio do Governo à concretização do projecto RefCast, que inicialmente previa a duplicação da plantação de souto em Portugal e a criação de 1.700 postos de trabalho directos.

A Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) anunciou em Junho de 2008 um grande projecto de investimento no sector - o RefCast, que entretanto se transformou numa rede de cooperação e já conta com mais de 28 parceiros das regiões produtoras de castanha.

Ao longo destes anos, apesar das boas críticas por parte dos vários ministros da Agricultura e da Direcção Regional de Agricultura e Pescas do Norte, ainda não foi dado nenhum passo com vista à definição de uma linha estratégica de apoio.

Mais recentemente, a rede apresentou o projecto ao secretário de Estado das Florestas e Desenvolvimento Rural, Daniel Campelo.

\"Entendemos que o castanheiro é uma fileira de oportunidade para estas zonas de montanha porque se trata de um produto que é muito valorizado e cuja procura supera a oferta\", afirmou hoje à Agência Lusa José Gomes Laranjo, professor e investigador da UTAD.

O responsável salientou a grande procura externa deste fruto e sublinhou a possibilidade de se aumentar a sua exportação se fosse concretizado o projecto de aumentar a área de plantação de souto no país.

Mas, para que haja mais castanha é preciso que haja também investimento.

Por isso, os parceiros do RefCast reivindicam o apoio do Estado para promover os investimentos junto dos pequenos agricultores e defendem, no âmbito do PRODER, a criação de uma linha estratégica de apoio para incentivar o plantio de soutos. \"Tal e qual está a ser feito na vinha\", acrescentou o responsável.

José Gomes Laranjo referiu que o secretário de Estado \"ficou sensibilizado\" com o projecto, mas \"não se comprometeu com nada\".

\"Sempre que vamos a Lisboa falar da castanha nós sentimos que há interesse, mas depois parece que a fileira não consegue reunir o peso politico necessário para convencer os nossos decisores\", sublinhou.

Os parceiros da rede representam cerca de 90 por cento do mercado da castanha em Portugal.

O RefCast quer desenvolver dois grandes eixos, um mais voltado para a produção e outro mais direccionado para a sua transformação.

A proposta inicial previa a plantação até 2013 de cerca de 12.000 hectares de souto, o que se poderia traduzir em mais de 1.700 postos de trabalho directos, beneficiando também alguns milhares de agricultores.

Passados três anos, o investigador diz que é preciso rever estes valores. \"Nesta fase, a dois anos de chegarmos a 2013, estaríamos a falar na plantação de cerca de 6.000 hectares para um valor global de 32 milhões de euros. Isto representaria em termos de incentivo de Estado qualquer coisa como 16 milhões de euros\", explicou.

Em consequência, o número de postos de trabalho fica reduzido a cerca de metade também.

A região de Trás-os-Montes e Alto Douro é responsável por 85 por cento da produção nacional de castanha que se estende por uma área total de cerca de 35 mil hectares.

Lusa, 2011-10-11
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MensagemAssunto: Bragança reclama programa idêntico ao que lançou o vinho além fronteiras   Sab Out 29, 2011 5:35 pm

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Sobrinho Teixeira defende
Distrito de Bragança



Bragança reclama programa idêntico ao que lançou o vinho além fronteiras

O presidente do Instituto Politécnico de Bragança (IPB), Sobrinho Teixeira, defendeu hoje a criação de um programa nacional para toda a fileira da castanha idêntico ao que impulsionou o sucesso do vinho português nos mercados externos.

A região de Trás-os-Montes é responsável por 85 por cento da produção nacional de castanha e o IPB é uma das entidades académicas que se dedica à investigação no setor e que organiza anualmente o fórum de países produtores, como o que decorreu hoje, em Bragança, integrada na feira Norcastanha.

O presidente do instituto defendeu a criação de um programa transversal a toda fileira da castanha, desde a produção, à investigação e comercialização para potenciar este produto, nomeadamente nos mercados externos.

Lusa, 2011-10-29
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MensagemAssunto: Transformação de castanha cria 50 empregos    Sab Out 27, 2012 10:27 pm

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Exportações para todo o mundo
Vinhais



Transformação de castanha cria 50 empregos

Abre na próxima segunda-feira a fábrica de transformação de castanha Cacovin, em Vinhais. A empresa foi adquirida por um grupo francês ligado à comercialização de castanha transformada e inicia esta campanha com uma nova configuração.

Este projecto vai criar cerca de 50 postos de trabalho directos no concelho de Vinhais durante a campanha de recolha e transformação da castanha, que deverá prolongar-se entre Outubro e Março.

No entanto, o objectivo da empresa é laborar durante todo o ano. “Numa segunda fase vamos também trabalhar outros frutos, mas isso só depois de o projecto estar verdadeiramente consolidado. Nesta primeira fase será só castanha”, afirma o novo administrador da Cacovin, Nuno Branco.

De recordar que, no ano passado, a autarquia de Vinhais, a Cooperativa de Agricultores, a Arbórea, a Associação Nacional de Criadores de Suínos de Raça Bisara e a Organização dos Produtores Pecuários do Concelho de Vinhais decidiram vender a Cacovin Agro-indústria.

Para o presidente da Câmara Municipal de Vinhais, Américo Pereira, este foi um bom negócio. “Foi uma aposta oportunamente acertada. Nós tivemos aquilo a funcionar dois ou três anos, sempre aos solavancos e em boa hora resolvemos colocá-la à venda. Hoje já não seria possível, tendo em conta a situação económica e financeira com que se debate o País e as empresas”, enaltece o edil.

Exportações para todo o mundo

A dimensão do projecto é um impulso para a economia do concelho e, até, da região. “Numa altura em que fecham fábricas por todo o País, abrir uma fábrica em Vinhais que recruta 50 pessoas de uma só vez é quase um milagre”, enfatiza Américo Pereira.

O administrador da Cacovin garante que a fábrica tem capacidade para transformar a castanha produzida não só na região, mas em todo o País.
“Esta empresa está inserida num grupo francês, que já é um grande comprador de castanha congelada na região. A castanha nunca teve problemas de escoamento e também não os tem hoje. Os agricultores têm mais uma alternativa em termos de escoamento do produto”, acrescenta Nuno Branco.

A fábrica vai ter uma unidade de preparação e selecção de castanha para consumo em fresco e depois terá outra divisão que será uma unidade para pelar castanha e produção de puré. “Em Vinhais vamos fazer uma primeira transformação e depois o produto será enviado para duas unidades que temos no Norte de França, onde fazemos a segunda transformação”, explica o administrador da Cacovin.

A castanha transformada em Vinhais vai ser exportada na totalidade para os mercados mundiais.

Jornal Nordeste, 2012-10-26
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MensagemAssunto: CGTP reclama apoios para a Sortegel    Sab Nov 03, 2012 5:17 pm

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Transformação de castanha
Bragança


CGTP reclama apoios para a Sortegel

A Sortegel, uma empresa de transformação de castanha, em Bragança, está a ser prejudicada no acesso a apoios ao desenvolvimento.

A denúncia foi feita pelo secretário-geral da CGTP que visitou, na passada quarta-feira, o distrito de Bragança.
Na passagem pela fábrica, Arménio Carlos lamentou que o Governo não saiba dar a devida atenção a esta empresa.

“Pelo facto de fazer parte da holding que estava ligada ao BPN está a ser prejudicada por ser uma média empresa, que não tem acesso a um conjunto de apoios. Da parte do Governo deveria haver a necessária atenção para não misturar aquilo que não deve ser misturável”, denuncia o sindicalista.

Arménio Carlos enaltece o contributo da Sortegel para a economia do País. “Transforma 9 mil toneladas de castanha e que exporta, deveria ter a atenção devida do Governo no que diz respeito a apoios e financiamento”, reclama o secretário-geral da CGTP.

Arménio Carlos salienta, ainda, que o desenvolvimento da região só pode ser feito através de investimento. “Esta região precisa de mais investimento e mais emprego para fixar as pessoas e isso só se faz com investimento público e privado”, refere o responsável.

Jornal Nordeste, 2012-11-02
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Romy

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MensagemAssunto: Há cada vez mais jovens a apostar na produção   Qui Nov 08, 2012 11:35 pm

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Produção de castanhas
Vila Real



Há cada vez mais jovens a apostar na produção

O investigador da Universidade de Vila Real José Gomes Laranjo afirmou hoje que há cada vez mais jovens interessados em apostar na produção de castanha, alguns dos quais desempregados que querem rentabilizar os terrenos de família.

O especialista integra a rede nacional da fileira da castanha – RefCast – que quer aumentar a área de produção e incentivar o consumo no país.

“Em consequência deste trabalho da rede, em que se pôs a castanha na ordem do dia, há muita gente a lembrar-se dela na hora de investir”, afirmou à agência Lusa.

José Gomes Laranjo referiu que alguns dos novos investidores pertencem à segunda geração, ou seja, filhos de proprietários de terrenos que migraram para as cidades e que, agora, estão a querer voltar à terra.

É o que está a acontecer com Vítor Sousa, de 36 anos, que reside no Porto e trabalha na área do desporto.

Com terrenos de família em Carrazedo de Montenegro, Valpaços, este empreendedor quer fazer novas plantações e também investir na compra de soutos já formados.

Por enquanto, será uma atividade paralela, mas a ideia é que se transforme na sua atividade principal.

O objetivo é também apostar no mercado externo, porque “lá fora este produto é muito mais valorizado” do que em Portugal, onde, por exemplo, só se come este fruto nesta época.

Esta aposta na castanha surge devido às ligações familiares, mas também por uma questão de afetividade.

Carlos Ramos, responsável por um viveiro em Vila Real, disse à Lusa que nos últimos três anos tem praticamente esgotado a produção de castanheiros.

“Há muita procura por esta árvore. Nos últimos anos não temos conseguido satisfazer os pedidos feitos pelos clientes. Este ano vamos ter uma produção maior, mas já temos também muitas encomendas em carteira”, salientou.

O viveiro Serviruri tem vendido por ano cerca de 10 mil plantas de híbridos, plantas resistentes à doença da tinta que afeta os soutos.

Este ano, Carlos Ramos prevê que a produção possa atingir as 12 mil plantas.

O responsável referiu que as vendas estão a ser feitas essencialmente para a zona do Marvão, Minho e Trás-os-Montes.

José Gomes Laranja considerou que a castanha é uma ”janela de oportunidades” para as zonas de rurais e de montanha.

Segundo o responsável, neste momento a RefCast está em processo de formalização, para poder, entre outras coisas, concorrer a fundos comunitários.

Esta rede é também a representante portuguesa na Comissão Europeia da Castanha, com sede em França, e que, segundo responsável, vai desempenhar um papel importante na negociação de apoios para o setor na Política Agrícola Comum (PAC) para 2020.

Lusa, 2012-11-06
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Romy

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MensagemAssunto: Portugal pode duplicar produção de castanha com os soutos existentes   Qui Nov 08, 2012 11:40 pm

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80 milhões de euros
Trás-os-Montes


Portugal pode duplicar produção de castanha com os soutos existentes

Portugal é o segundo maior produtor europeu de castanha e tem capacidade para duplicar a produção que já representa 80 milhões de euros em exportações para a economia portuguesa, foi hoje divulgado, em Bragança.

A cidade transmontana acolheu o V Fórum Internacional dos Países Europeus Produtores de Castanha e integra também a Terra Fria Transmontana, a região portuguesa que concentra 85 por cento da produção nacional deste fruto.

As cerca de 30 mil toneladas que os agentes do setor esperam recolher na campanha deste ano em todo o país deverão garantir um rendimento \"próximo dos 60 milhões de euros\" aos produtores e ajudar a entrar na economia portuguesa \"cerca de 80 milhões de euros\" resultado das exportações a que se destinam 70 por cento da produção.

Lusa, 2012-11-05
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MensagemAssunto: Servidos a bordo da classe executiva da TAP   Qui Nov 08, 2012 11:47 pm

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Ouriços de Bragança voam alto
Bragança



Servidos a bordo da classe executiva da TAP

O «Ouriço de Bragança» vai ser servido a bordo da classe executiva da TAP já a partir do próximo mês.
O acordo entre a transportadora aérea e o pasteleiro bragançano foi assinado recentemente e é válido por cinco meses, equivalente ao chamado Inverno IATA, podendo ser renovado por dois anos.

Os contactos com a TAP começaram há vários meses, até que o mentor do “Ouriço de Bragança” foi convidado a apresentar uma proposta. “Ao longo deste tempo desenvolveu-se um trabalho com muito esforço e dedicação. O produto foi desenvolvido especificamente para a TAP, com uma gama de caixas de duas unidades, que projectam a nossa imagem”, explica Eurico Castro.

Natal diferente

Para o mestre pasteleiro, este acordo vem cimentar um projecto que nasceu em 2007, aquando do lançamento daquele que já é um ex-libris da doçaria de Bragança. “Conseguimos colocar o nosso produto ao mais alto nível.

O nosso ouriço vai voar muito alto, mas ainda há muito trabalho para fazer. A nossa conquista é manter este nível de qualidade”, considera o empresário
Mas, os avanços de Eurico Castro não se ficam por aqui. A empresa acaba de fechar um acordo com a Vista Alegre/Atlantis para começar a comercializar uma peça de cristal recheada de “Ouriços de Bragança”.

“É um pinheiro de Natal que vai estar à venda, tanto na Atlantis como no nosso site. É uma peça de luxo para quem quiser ter um Natal diferente”, garante Eurico Castro.

Jornal Nordeste, 2012-11-08
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MensagemAssunto: 300 mil castanheiros doentes na região   Sab Nov 10, 2012 5:40 pm

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Doenças da tinta e do cancro
Trás-os-Montes



300 mil castanheiros doentes na região

Mais de 300 mil castanheiros na região de Trás-os-Montes estão afectados com as doenças da tinta e do cancro.

Este problema tem vindo a ganhar dimensão e a investigação até já encontrou uma solução para o cancro do castanheiro. Eugénia Gouveia, professora e investigadora no Instituto Politécnico de Bragança, conta que já há um método pronto para implementar no terreno.

“É um processo natural, no fundo, porque ele apareceu primeiro no castanheiro e os investigadores é que verificaram que estava ali uma maneira de combater o cancro. Agora é produzir essa estirpe”, realça a investigadora.

Para avançar com a investigação e fazer chegar os resultados de laboratório aos agricultores da região, falta financiamento.“Estamos a trabalhar nisso para concorrer aos projectos, porque a investigação faz-se com dinheiro”, lembra Eugénia Gouveia.

Entretanto a Sortegel, que produz e transforma castanha, já pôs os seus soutos ao serviço da investigação. António Borges, responsável pela gestão dos soutos da Sortegel, garante que o objectivo é ajudar os produtores a produzirem mais e melhor castanha.

Para os agricultores o Ministério da Agricultura também devia ter um papel mais activo no combate às doenças do castanheiro. Manuel Fortes, produtor de castanha na freguesia do Parâmio, em Bragança, defende a criação de brigadas de intervenção para os soutos.

Declarações de investigadores e produtores, proferidas, ontem, durante o programa “Estado da Região”, na rádio Brigantia.

Brigantia, 2012-11-09
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MensagemAssunto: Feira da Castanha de Carrazedo de Montenegro apresenta bolo com 600 quilos   Sab Nov 10, 2012 5:45 pm

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16.ª edição da Feira da Castanha
Valpaços



Feira da Castanha de Carrazedo de Montenegro apresenta bolo com 600 quilos


A 16.ª edição da Feira da Castanha de Carrazedo de Montenegro, em Valpaços, vai divulgar, entre sexta-feira e domingo, o «ouro» da região de Trás-os-Montes e dar a provar um bolo de 600 quilos.

O presidente da Câmara de Valpaços, Francisco Tavares, afirma que o certame tem evoluído de forma \"muito significativa\" com maior número de expositores, volume de negócios e visitantes, anos após ano.

A produção de castanha é, segundo o autarca, o principal sustento económico das famílias da região que, anualmente, gera uma receita entre os 15 e 20 milhões de euros.

\"A castanha é uma riqueza e uma mais-valia concelhia para os agricultores da região que, ao longo dos tempos, vão sabendo aproveitá-la e tirar partido das suas potencialidades\", frisa.

A Castmonte 2012 conta com 80 expositores e com um bolo gigante de 600 quilos feito à base de farinha de castanha que será, posteriormente, dado a provar a quem passar pelo certame.

\"Gostávamos de fazer um bolo ainda maior, mas não conseguimos porque o tipo de forno existente não nos permite ir além, assim como o espaço\", afirma o presidente da Junta de Freguesia de Carrazedo de Montenegro, Alípio Barreira.

Este ano, o calendário brindou a feira e fez com que a celebração do dia de São Martinho coincidisse com o último dia, pelo que o dirigente promete mais castanhas assadas, mais vinho e jeropiga para cumprir a tradição.

Durante os três dias, os visitantes poderão adquirir, além da castanha, produtos e doces confecionados com este fruto, peças de artesanato, produtos regionais e provar vinho.

O técnico da Associação Regional de Agricultores das Terras de Montenegro (ARATM), Filipe Pereira, garante que a produção de castanha deverá ser \"muito equivalente\" à do ano passado, mas de maior calibre.

Por este motivo, o \"ouro\" de Trás-os-Montes está a ser pago, diretamente ao produtor, entre 2 e 2,5 euros, comparativamente ao preço máximo de 1,60 euros de 2011.

\"Este ano, devido à chuva, a castanha cai hidratada e com maior poder de conservação, ao contrário do ano transato\", explica.

Filipe Pereira salienta que 95 % dos agricultores da região são produtores de castanha em monocultura tendo, na atividade, o sustento para \"quase\" todo o ano.

\"A castanha não para nos armazéns dos agricultores, ninguém se queixa de não ter a quem vender\", refere.

As Terras de Montenegro estão inseridas na Denominação de Origem Protegida (DOP) da Padrela, que se estendem pelos concelhos de Valpaços, Vila Pouca de Aguiar, Chaves e Murça que produzem, anualmente, entre seis a oito mil toneladas de castanha.

A Castmonte é promovida pelo município de Valpaços, Junta de Freguesia de Carrazedo de Montenegro, ARATM e Empreendimentos Hidrelétricos do Alto Tâmega e Barroso (EHATB).

Lusa, 2012-11-09
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