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MensagemAssunto: Cidades transmontanas distinguidas pela qualidade ambiental   Seg Jun 07, 2010 12:42 pm

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Bragança e Macedo
Bragança



Cidades transmontanas distinguidas pela qualidade ambiental

As cidades de Bragança e Macedo de Cavaleiros voltaram a ser contempladas com a Bandeira Verde ECO XXI.

O município de Macedo subiu na tabela classificativa e é agora o quarto do país com maior qualidade ambiental.

O presidente da Câmara Municipal de Macedo, refere que este galardão “está cada vez mais consolidado e confirma a estratégia de aposta na qualidade ambiental em todos os aspectos”.

“Mais uma vez conseguimos superar largamente os objectivos do projecto” salienta Beraldino Pinto.

O autarca enumera os factores que contribuíram para a obtenção do galardão e sublinha que a existência de duas bandeiras azuis na Albufeira do Azibo ajudou a somar pontos.

“A qualidade da água, do ordenamento do território, a aposta na valorização dos recursos naturais e a conservação da natureza são aspectos que estão presentes no projecto” afirma, acrescenta que “o facto de termos praias certificadas com qualidade também ajuda e traduz-se em pontuação”.

Quanto ao município de Bragança, é o quarto ano consecutivo que arrecada este galardão, que distingue as boas práticas de sustentabilidade implementadas.

O autarca local diz que este prémio resulta da estratégia de sustentabilidade seguida pelo município e que quer intensificar nos próximos anos.

“Esta distinção serve para trabalhar de forma que no próximo ano possamos conseguir bastante mais e o município já tem no seu curriculum imensas referências” realça Jorge Nunes, “tanto no âmbito das tecnologias de informação e comunicação como no âmbito da competitividade no plano da energia”.

A Bandeira Verde ECO XXI, que premeia a qualidade ambiental, associada ao desenvolvimento sustentável.


Brigantia, 2010-06-07
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MensagemAssunto: Animais à boleia dos transportes    Qua Jul 21, 2010 12:17 pm

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Animais à boleia dos transportes
Vila Real



Vila Real quer mostrar à população animais da região à beira da extinção

A salamandra, o sardão, a borboleta azul ou a gralha de bico vermelho vão apanhar a boleia dos autocarros urbanos de Vila Real, no âmbito de uma campanha que visa dar a conhecer espécies em risco de extinção no concelho, escreve a Lusa.

João Queirós, responsável pela concessionária dos transportes públicos urbanos, a Corgobus, referiu que vão ser disponibilizados 10 autocarros da frota, os quais vão ser ocupados, nas partes laterais exteriores, com imagens dos animais mais emblemáticos do concelho.

A iniciativa é lançada pela autarquia e está inserida no Programa de Preservação da Biodiversidade de Vila Real que conta com um financiamento de 1,7 milhões de euros, aprovado no âmbito do Programa Operacional Regional do Norte (ON.2 - O Novo Norte).

Com a Corgobus vão viajar a salamandra, o sardão, um morcego, a borboleta azul e a gralha de bico vermelho, entre outras espécies que habitam no Parque Natural do Alvão (PNA) e no rio Corgo e seus afluentes.

Este programa inclui dois projectos, o «Seivacorgo», que se destina à protecção das margens ribeirinhas dos rios Corgos e Cabril e dos seus afluentes, e o «Proteger é conhecer», que visa proteger as várias espécies que vivem neste território, algumas delas ameaçadas.

O vereador do pelouro do Ambiente, Miguel Esteves, referiu que nos próximos dois anos, a autarquia quer transformar Vila Real num concelho «emblemático» na preservação da biodiversidade.

Se até as espécies em extinção utilizam os serviços, a Corgobus lança o desafio à população da cidade: «porque não experimenta também?».

Em tempo de aulas, a empresa contabiliza cerca de 7500 viagens dia, numero que desceu para as 5700.

O número de passageiros que utilizam o transporte público urbano de Vila Real tem, segundo João Queirós, «vindo sempre a crescer»

Lusa, 2010-07-21
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MensagemAssunto: EDP pretende criar área protegida   Qua Jul 21, 2010 2:37 pm

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Baixo Sabor e Foz Tua
Distrito de Bragança



EDP pretende criar área protegida

Trás-os-Montes poderá vir a dispor de uma das maiores áreas protegidas do país, no Baixo Sabor e Foz Tua, como forma de compensação pela construção das barragens. O parque «autosustentável» contará com uma verba de um milhão de euros anuais.

O parque regional Baixo Sabor e Foz Tua, para onde estão previstas duas barragens, terá mais de 60 mil hectares, com um centro interpretativo em Felgar, Moncorvo. A ideia está em elaboração. O parque natural será dos maiores do país, completamente auto-sustentável. “Um caso raro”, realçou Aires Ferreira, autarca de Moncorvo.

O projecto «agregará todos os compromissos ambientais no domínio dos projectos Sabor e Tua, e será gerido por uma associação de desenvolvimento regional e não pela EDP», adiantou Ferreira da Costa, administrador da EDP Produção.

O financiamento será através das verbas de compensações da construção dos dois empreendimentos, durante 75 anos. O equivalente a 3% da receita líquida de produção de energia das barragens, que está a ser provido desde o início da construção, cerca de um milhão de euros por ano.

A gestão do dinheiro ainda não está definida. As câmaras do Baixo Sabor constituíram uma Associação de Municípios para tratar da administração das compensações ambientais, mas a autarca de Alfândega da Fé, Berta Nunes, admitiu ontem, durante uma visita de eurodeputados ao Baixo Sabor, que as barragens “não têm trazido as riquezas esperadas” para a região, e por isso é preciso discutir “melhor” o assunto.

Glória Lopes in JN, 2010-07-21
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MensagemAssunto: UTAD devolve corujas e águias à natureza   Sex Ago 06, 2010 11:55 am

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UTAD devolve corujas e águias à natureza
Vila Real


Devolveu 15 aves

A Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) devolveu 15 aves à natureza, entre corujas do mato e águias de asa redonda, depois de serem tratadas e recuperadas no hospital de fauna selvagem, anunciou esta terça-feira a instituição, citada pela Lusa.

Entre o dia 22 de Julho e hoje, foram devolvidas à natureza várias aves que foram tratadas no centro Hospitalar de Recuperação de Fauna Selvagem - Hospital Veterinário da UTAD e que foram levadas feridas por militares, parques naturais, autarquias, caçadores e pessoas anónimas.

A academia transmontana refere, em comunicado, que possui a única unidade hospitalar para a recuperação de fauna selvagem no país, aberta 24 horas por dia, com um Túnel de Voo Octogonal onde as aves selvagens reeducam a sua sobrevivência.

As acções que visam a libertação das aves decorreram nos locais onde os animais foram recolhidos e na presença das pessoas que as encontraram e ainda de crianças e jovens, com vista à sua sensibilização ambiental.

A maioria das aves em causa são corujas do mato (Strix aluco), quer foram libertadas nas zonas de Sanfins do Douro (Alijó), Goujoim em Armamar, Abreiro (Mirandela), no Lugar da Estrada, (Peso da Régua), Fermentões (Sabrosa), Bobadela, (Boticas).

Foi ainda devolvida à natureza uma águia de asa redonda (Buteo buteo) no campus universitário de UTAD.

Hoje foram desenvolvidas três acções com libertação de corujas do mato em Cerva (Ribeira de Pena), Leomil (Moimenta da Beira) e Vila Nova de Paiva.

TVi24, 2010-08-06
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MensagemAssunto: Investigador mede, pesa e vê sexo dos morcegos   Dom Ago 08, 2010 11:06 am

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«Caçada» no rio Tâmega
Vila Real


Investigador mede, pesa e vê sexo dos morcegos

A noite estava de feição: nem vento, nem luar. Paulo Barros estava com as expectativas altas. «Mal a noite comece a cair, vão começar a aparecer. É só esperar», diz, enquanto fuma um cigarro.

Antes, já dera o litro. De catana na mão, para desbravar vegetação indesejada, montou no rio uma rede, uma espécie de campo de voleibol aquático, mas com uma rede muito fina. De regresso à margem, montou o resto do estenderete. Numa pequena mesa colocou uma balança digital, um estojo com pinças, tesouras…alguns formulários…

Paulo Barros é investigador no Laboratório de Ecologia Aplicada da Universidade de Trás-os-Montes e anda a caçar morcegos. Para os estudar. Para já, o projecto é individual, mas Paulo Barros esperar vir a conseguir uma bolsa para um futuro doutoramento na academia.

Em Portugal, sabe-se muito de morcegos, mas dos cavernícolas, dos florestais há falta de informação, sobretudo a Norte, e é essa lacuna que eu estou a tentar colmatar?, explicou, anteontem à noite, durante uma caçada no rio Tâmega, em Chaves.

Junto da rede, Marco Fachada, amigo de Paulo Barros, interrompe a explicação. “Já está aqui um”, grita. Paulo, com um frontal luminoso na cabeça, corre para lá. “Já está a morder a rede”, anota Marco. Paulo dá uma ajuda para desemaranhar o morcego da rede. Quando consegue, mete-o num pequeno saco. “Vai ficar aqui cerca de 15 minutos para se acalmar”, explica.

De regresso à mesa e passados os 15 minutos, Paulo começa o estudo. Marco anota o que Paulo vai dizendo: “É um morcego anão, é um macho adulto, pesa 4,6 gramas e nas observações põe que está sexualmente activo”. Há gargalhadas. Paulo explica: “Sim, isso vê-se porque tem os testículos dilatados”. “E biopsia?”, pergunta Marco. “Não, desta espécie não é preciso”, esclarece Paulo. Com os testes feitos, Paulo abre a mão e solta o morcego. “Vai à tua vida”, diz-lhe

Margarida Luzio in JN, 2010-08-08
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MensagemAssunto: Serra do Alvão registou mais de 50 horas de concentração de ozono superior ao habitual   Dom Ago 08, 2010 11:12 am

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Alerta à população
Vila Real


Serra do Alvão registou mais de 50 horas de concentração de ozono superior ao habitual

A Serra do Alvão, Vila Real, registou este ano mais de 50 horas de concentração de ozono acima do habitual, valores superiores aos do ano anterior e que poderão estar relacionados com os incêndios, revelou fonte da CCDRN.

A fonte da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDRN) disse à Agência Lusa que as concentrações de ozono acima de 180 microgramas por metro cúbico de ar obrigam a uma informação ao público.

Quando a concentração média ultrapassa os 240 microgramas por metro cúbico de ar as autoridades lançam um alerta à população.

Lusa, 2010-08-08
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Embarassed Rolling Eyes
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MensagemAssunto: Estudo mostra perda de metade da floresta   Dom Ago 08, 2010 2:03 pm

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Estudo mostra perda de metade da floresta

Hoje


Nas zonas tropicais vive metade das espécies, mas as alterações do clima e a desflorestação ameaçam este património.

No final deste século, apenas 18% a 45% dos animais e plantas que formam os ecossistemas das florestas húmidas tropicais deverão resistir nestes ambientes em perigo, estima um novo estudo do Departamento de Ecologia da Carnegie Institution. A equipa foi chefiada por Greg Asner.

As florestas tropicais têm metade das espécies que existem no planeta. Mas estão a ser afectadas por um efeito combinado de alterações climáticas e desflorestação de largas áreas, dois factores que tendem a reduzir a superfície total, mas também a sua diversidade.

Para fazer o novo cálculo, os cientistas usaram informação de imagens de satélite de alta resolução e mapas de desflorestação, ligando depois todos os dados com 16 modelos de clima. Depois, foram elaborados cenários, daí o intervalo.

Na América Central e do Sul, a destruição dos habitats poderá ultrapassar os dois terços e na bacia do Amazonas os cientistas estimam que a biodiversidade poderá reduzir-se em 80%. Em África, o efeito das alterações de clima e do uso da terra podem implicar a redução de 70% da biodiversidade. Nos melhores cenários, a grande mancha verde do Congo deverá perder 35%.

As florestas tropicais da Ásia e das ilhas do Pacífico parecem estar um pouco mais protegidas do que as africanas e americanas, mas tendem a perder fatias substanciais. Este estudo baseia-se em modelos que estudam as tendências actuais e as perdas serão desta dimensão se nada for feito para contrarias as práticas existentes.

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MensagemAssunto: Mais 16 centrais a fazer energia eléctrica do lixo   Dom Ago 08, 2010 2:39 pm

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Mais 16 centrais a fazer energia eléctrica do lixo

por LUÍS MANETA, Évora
Hoje


Plano do Governo é reforçar em 40% a produção de energia por esta via até 2012.

Portugal vai ter mais 16 centrais de produção de electricidade a partir dos lixos, apurou o DN junto do Ministério do Ambiente. As novas centrais entrarão gradualmente em funcionamento nos próximos dois anos e juntam-se às nove já existentes, prevendo-se que venham assegurar uma produção energética superior a 140 mil megawtts (Mw) por ano.

Trata-se de aumentar em 40% a produção concentrada no universo empresarial do Estado (350 mil Mw), que em 2009 evitou a importação de 207 mil barris de petróleo e poupou a emissão de 268 mil toneladas de dióxido de carbono (CO2).

Das 16 novas centrais, nove irão produzir electricidade através de biogás de aterro e as restantes sete da valorização orgânica dos resíduos. Entre estas inclui-se a da Valnor, em Avis, cujo investimento de 7,5 milhões de euros agora iniciado deverá estar concluído em 2012, permitindo produzir 2750 Mw por ano através de digestão anaeróbia, processo biológico no qual a matéria orgânica é transformada em biogás que pode ser usado na produção de energia eléctrica e térmica.

A valorização energética dos resíduos começou em 2001 na Valorsul, em Loures, cuja central produziu, em 2009, 293 837 Mw (cerca de 80% do total nacional). Se a estes se somarem as unidades que estão fora da alçada do Ministério do Ambiente, a produção de energia a partir dos lixos garantirá as necessidades de 3% do sector doméstico, ou seja, 168 mil famílias, evitando a importação anual de 311 mil barris de petróleo.

A ministra do Ambiente, Dulce Pássaro, diz que o Governo está "muito virado" para estes projectos, que têm a dupla vertente de conciliar a gestão ambiental e a criação de mais-valias energéticas. "Se tratássemos os resíduos da forma tradicional, só em aterro, estávamos a resolver uma parte do problema. Assim, o biogás que resulta da degradação dos resíduos é aproveitado e esta é a aposta certa, seguida nos países com políticas consistentes em matéria de ambiente".

Uma vez concluídos os projectos, Portugal será dos países europeus "com maior adesão a este tipo de solução", diz Rui Berkemeier, da Quercus, acrescentando que ficará instalada uma capacidade de tratamento mecânico e biológico para cerca de 1,5 milhões de toneladas de lixo. "Como o País produz à volta de cinco milhões de toneladas, ainda há uma margem bastante grande para se instalarem mais unidades".

Rui Berkemeier acrescenta que em regiões como o Oeste, Gaia ou Santa Maria da Feira, as unidades projectadas são "muito pequenas", sendo necessários novos investimentos em Lisboa e Porto, para "compensar" o período de paragem dos respectivos incineradores. "A produção de biogás é só uma das vantagens deste sistema, que permite ainda recuperar grandes quantidades de materiais recicláveis, sobretudo plástico, e produzir um composto de qualidade média para a agricultura".

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MensagemAssunto: Mediterrâneo é o mar mais ameaçado do Mundo    Dom Ago 15, 2010 4:49 pm

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Mediterrâneo é o mar mais ameaçado do Mundo


por BRUNO ABREUHoje


Investigação Lançado há dez anos, terminou recentemente o projecto que pretendia fazer um censo a toda a vida marinha. O estudo permitiu saber que existem cerca de 239 668 espécies em todos os oceanos. Mas serve também de alerta para os problemas do mar, como o Mediterrâneo, aqui tão perto

Não se via um único peixe no mar. Alexandra Cunha, presidente da Liga para a Protecção da Natureza (LPN), estava num congresso sobre pradarias marinhas na Croácia e, com os seus colegas biólogos marinhos, resolveu ir explorar o fundo do Mediterrâneo. O que encontrou surpreendeu-a: "Fiquei pasmada. Perguntei aos meus colegas croatas o porquê de não haver vida marinha e eles disseram-me que a sobrepesca é a responsável." A esta conclusão chegou também o recente censo feito ao fundo marinho. A investigação de dez anos conclui que o Mediterrâneo é o mar mais ameaçado do mundo, bem à frente dos outros.

Sobrepesca, destruição do habitat, contaminação das águas, aquecimento global e pressão demográfica estão a afectar o Mediterrâneo e as 17 mil espécies que lá vivem. E isto tudo está à vista: "Tenho colegas que vão fazer observação nos barcos de pesca e vêm de lá impressionados. Não vêem um mamífero na água, sejam golfinhos ou tartarugas", conta a presidente da LPN.

Este Censo da Vida Marinha foi feito em todo o mundo. O objectivo era identificar as diversas espécies existentes em cada mar, saber a área ocupada e volume de água, assim como descortinar aquilo que mais afecta os oceanos.

Além da perda de biodiversidade, o Mediterrâneo foi invadido por mais de 600 espécies alóctones (de fora). A maioria delas entraram pelo canal do Suez, vindas do mar Vermelho. Outras espécies (22%) chegaram por barco, vindas de todo o mundo. Há ainda 10% associados a fugas de explorações aquícolas : "Houve uma alga, natural do Índico, que fugiu do aquário do Mónaco. Este tipo de alga cresce e forma uma rede que cresce em cima de tudo", contra Alexandra Cunha.

Para os autores do estudo, o cenário futuro será pior: "As ameaças vão aumentar no futuro, em especial as associadas às alterações climáticas e à degradação do habitat", explicou ao jornal espanhol Público uma das coordenadoras do estudo, Marta Coll, do Instituto de Ciências do Mar de Barcelona.

Os autores do estudo, publicado na revista científica PLoS ONE, relembram a invasão de medusas ocorrida no Mediterrâneo em 2006. Estas chegaram do Atlântico em barcos e expandiram-se desde Israel até à costa espanhola. Duas décadas antes já tinham provocado o colapso da população de anchovas no mar Negro.

Um factor que atrai estas espécies exóticas é o aumento da temperatura das águas do mar, que permitem que sobrevivam no Mediterrâneo. Na década de 1980, a temperatura da superfície marinha na costa mediterrânea variava entre os 16,25 graus, na zona ocidental, e os 22,75, na zona oriental. Os investigadores fizeram contas e prevêem que em 2050 a temperatura irá ultrapassar os 24 graus em algumas zonas.

O problema do Mediterrâneo também pode não ser de agora e terá a História a justificá-lo: "Não podemos esquecer-nos de que este é um mar fechado que sempre foi muito utilizado pelas populações à sua volta há milhares de anos", relembra a presidente da LPN. A pressão demográfica das margens leva a que haja mais poluição no mar.

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MensagemAssunto: Microrreservas para proteger anfíbios no Mindelo   Dom Ago 15, 2010 4:59 pm

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Microrreservas para proteger anfíbios no Mindelo

por Filomena Naves
Hoje


Investigadores do Porto têm projecto de recuperação e construção de charcos que servem de 'habitat' e de local de reprodução a 14 das 17 espécies de anfíbios que há no País. Algumas são consideradas vulnerávei

Os charcos secaram há duas semanas, mas Vasco Flores Cruz sabe como procurar rãs e tritões naquele chão húmido e escuro, sombreado pelos pinheiros. Com cuidado, para não escorregar, baixa-se e levanta uma das telhas por ali abandonadas. Nada. Mas o jovem investigador do Centro de Investigação em Biodiversidade e Recursos Genéticos (Cibio), da Universidade do Porto, não desiste.
"Andam por aqui juvenis, ainda há pouco os vi", diz ele confiante. Afasta outra telha, e bingo! Lá está ele, um pequeníssimo vulto escuro, que parece ficar a boiar na palma da mão. "É um sapo-parteiro", anuncia o investigador, olhando-o com atenção. "Fez a transformação [de girino para a forma adulta] há muito pouco tempo".

O animal fica muito quieto, à espera. "Esta espécie é muito interessante porque o macho carrega os ovos às costas, é uma estratégia para aumentar ar o sucesso da reprodução", explica Vasco Flores, que no último ano tem corrido toda a zona da Paisagem Protegida Regional do Litoral de Vila do Conde, a identificar e a avaliar charcos e a fazer o levantamento das espécies de anfíbios que há em cada um deles.

A reserva foi criada há meia dúzia de meses, numa parceria entre várias entidades, entre as quais o município e a Universidade de Porto, e o trabalho de Vasco Cruz está ligado a um projecto daquela universidade para a conservação dos anfíbios na região, que tem também o apoio do Oceanário, entre outros.
"A ideia é criar uma rede de microrreservas, [cada charco é uma microrreserva], nesta zona que agora tem estatuto de área protegida, para conservar as populações de anfíbios que aqui existem", explica o biólogo José Teixeira, que coordena o projecto no Cibio.

O Mindelo, concelho de Vila do Conde, não foi escolhido à toa. Tem uma história ligada à conservação - ali foi estabelecida em 1957 a primeira área protegida do País, a Reserva Ornitológica do Mindelo, que ficou esquecida quando se criaram em Portugal parques e reservas a partir dos anos 70. Sem enquadramento, crescimento urbano e problemas ambientais marcaram a região nos últimos anos.

Mas o ponto essencial é este: pelas suas características, o Mindelo é território de 14 das 17 espécies de anfíbios que existem em Portugal, embora duas delas (a rã-ibérica e a salamadra-de-costelas-salientes) não se avistem ali já há tempos. Recuperá-las é outro dos objectivos.
Região de confluência de climas - é limite norte de influências mediterrânicas e bebe das brisas atlânticas - e de paisagens, com floresta e dunas, e um solo atreito à formação de charcos, o Mindelo reúne condições únicas que fazem dele o sítio com maior número de espécies de anfíbios do País e um dos mais importantes para a sua conservação.

Com os estudos no terreno feitos, a equipa definiu já os quatro ou cinco charcos, em diferentes pontos da reserva, sobre os quais vai trabalhar no próximo ano. Alguns estão em terrenos privados - decorrem por isso conversações com os proprietários para se poder avançar. "Vamos melhorar uns e construir outros de raiz", explica Vasco Cruz.

Um dos que caem nesta segunda categoria tem uma história feliz, que conjuga a filosofia do projecto, que chama à colaboração toda a comunidade local, e a coincidência da localização de um pólo do Centro Juvenil de Campanhã (CJC), que acolhe jovens em risco.
"Têm um terreno na reserva bom para construção de um charco,. Fizemos a proposta, que foi muito bem acolhida. Os jovens têm participado com entusiasmo", conta Vasco Cruz.

Depois de terem salvado já este ano as larvas de várias espécies que foi possível resgatar de um charco da reserva destruído com entulhos pelo seu proprietário, os jovens do CJC observaram os animais a crescer, viram-nos transformar-se e refugiar-se no bosque. Agora vão construir o seu charco. O trabalho começa hoje, com a limpeza do local. As escavações são na próxima semana e haverá muitas mãos a ajudar.


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MensagemAssunto: 'Encruzilhada' ameaça animais de Serengueti   Seg Ago 16, 2010 9:12 am

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'Encruzilhada' ameaça animais de Serengueti

por PEDRO VILELA MARQUES,
Hoje


Construção a partir de 2012 de uma estrada que vai atravessar 53 quilómetros do parque tanzaniano coloca em risco herbívoros que migram para o Quénia

Todos os anos, a peregrinação repete-se: em Julho, cerca de dois milhões de zebras, gazelas e gnus deixam as áridas pradarias de Serengueti, na Tanzânia, em busca das zonas mais húmidas da reserva Masai Mara, no Quénia. Um ritual que pode ser seriamente ameaçado com a construção a partir de 2012 de uma estrada que vai atravessar 53 quilómetros do parque tanzaniano.

"Estou em crer que a estrada prejudicará a 'grande migração', de tal forma que podia torná-la apenas uma recordação do passado, que as novas gerações não conheceriam", alerta o conhecido paleontólogo queniano Richard Leakey à agência espanhola EFE. Segundo Leakey, a nova estrada, que ao todo se estenderá por 480 quilómetros, "não só funcionará como uma barreira e poderá provocar o atropelamento de animais como facilitará a caça furtiva e permitirá que espécies vegetais invasoras e doenças possam movimentar-se mais rapidamente".

Um dos receios que correm entre a comunidade ecologista é o de que a obra seja entregue a uma construtora chinesa. Um país que acusam de consumir muitas partes de elefantes para fins medicinais, o que poderia acabar definitivamente com um animal já seriamente ameaçado pelo tráfico de marfim no Norte do país. Estimativas apontam que, por exemplo, a população de zebras pode sofrer um declínio abrupto de 1,3 milhões para apenas 200 mil cabeças em pouco tempo.

A Sociedade Zoológica de Franqueforte (SZF), que financia a administração de Serengueti, acompanha o conservacionista queniano nas críticas à medida, ao lembrar que, com o crescimento do comércio naquela zona da África Oriental, "centenas de camiões atravessarão o parque todos os dias". Críticas às quais o presidente tanzaniano responde com garantias de protecção do ecossistema. "Sou um defensor incondicional do meio ambiente e a última pessoa que permitira a construção de algo que destruísse a natureza", garante Jakaya Kikwete. As autoridades da Tanzânia querem apenas "equipar todas as regiões do país com estradas que possam ser usadas sejam quais forem as condições meteorológicas, já que as populações daquela zona também merecem ter acesso a boas infra-estruturas".

Argumentos que ainda assim não convencem a SZF, que contrapõe com um projecto alternativo em que a estrada passaria a sul de Serengueti e que "serviria cinco vezes mais pessoas".

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MensagemAssunto: Recursos naturais esgotam sábado    Ter Ago 17, 2010 9:57 am

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Recursos naturais esgotam sábado

Hoje


Segundo uma organização não governamental, os recursos naturais disponíveis para 2010 esgotam-se a 21 de Agosto

Os habitantes da terra esgotarão a 21 de Agosto os recursos naturais que o planeta lhes proporciona anualmente, pelo que a partir daquela data já passarão a consumir e a viver dos créditos respeitantes ao próximo ano.

O alerta foi deixado pela organização não governamental Global Footprint Network (GFN), que anualmente calcula o dia em que o consumo da humanidade esgota os recursos naturais que o planeta é capaz de fornecer cada ano.

"Isso significa que demoramos menos de nove meses para esgotar o nosso orçamento ecológico para este ano", realçou o presidente da GFN, Mathis Wackernagel.

Em 2009, o limite dos recursos naturais foi alcançado em 25 de Setembro, mas, segundo o responsável do GFN, o desempenho deste ano não significa que o consumo em 2010 tenha aumentado.

"Este ano analisamos todos os nossos dados e percebemos que, até agora, tínhamos sobreavaliado a produtividade das florestas e das pastagens: em outras palavras, exageramos a capacidade que a Terra" tem para regenerar e absorver o nosso excesso.

"Se você gastar o seu orçamento anual em nove meses provavelmente ficaria muito preocupado com a situação: a situação não é menos grave quando falamos das nossas reservas naturais", sustentou Mathis Wackernagel.

De acordo com o responsável da GFN, as alterações climáticas, a perda de biodiversidade, a deflorestação, a escassez de água e de alimentos "são todos sinais de que não podemos continuar a consumir [este tipo de recursos] a crédito".

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Romy

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MensagemAssunto: Aquecimento da Terra ditou fim dos mamutes   Qui Ago 19, 2010 1:50 pm

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Aquecimento da Terra ditou fim dos mamutes

por FILOMENA NAVES
Hoje


Equipa internacional coordenada pela universidade britânica de Durham estudou pólenes antigos e concluiu que os grandes herbívoros perderam as suas pastagens

A teoria preferida para explicar o fim dos mamutes, há quatro mil anos, tem sido a de que ele foi caçado até à extinção pelo Homo sapiens. Mas afinal não terá sido assim. Um estudo de uma equipa internacional, que olhou para pólenes antigos e fez simulações por computador, diz que o motivo foi a diminuição drástica das pastagens, desencadeada pelo início do período interglaciar que estamos a viver desde há 12 mil anos. Uma explicação que é uma parábola para os tempos modernos, dizem os autores do estudo, que o publicam hoje na revista Quarternary Science Reviews.

As conclusões resultaram de uma investigação mais vasta para caracterizar e datar o clima e a vegetação no hemisfério norte durante e após a última era glaciar. Pelo caminho os cientistas reuniram dados que destronam a ideia de que a extinção dos mamutes - e de outros mamíferos gigantes, como o leão das cavernas ou o rinoceronte lanudo, que desapareceram também por essa altura - ficou a dever-se à caça e à com- petição por território por parte do Homo sapiens.

No final da última era glaciar, há cerca de 12 mil anos, houve um declínio acentuado da produtividade das pastagens no planeta e surgiram vastas áreas florestais.

Estas mudanças nos habitats tornaram a vida mais difícil aos grandes mamíferos, que ficaram com uma disponibilidade alimentar reduzida, e isso coincidiu com o crescimento das populações do homem moderno. Embora muitas das espécies tenham sobrevivido ainda alguns milhares de anos, o seu destino terá ficado traçado nessa alteração radical. "A mudança das ricas terras de pasto em extensas regiões no Norte da Eurásia e Alasca para habitats de tundra muito menos produtivos teve um impacto enorme nas espécies dos grandes herbívoros, como rinoceronte-lanudo e o mamute, que se confrontaram com dificuldades alimentares crescentes", disse o coordenador do estudo, Brian Huntley, da universidade britânica de Durham, notando que " foi o principal factor para a sua extinção".

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Romy

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MensagemAssunto: Libelinhas e Libélulas: vorazes predadoras de insectos   Dom Ago 22, 2010 12:42 pm

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Libelinhas e Libélulas: vorazes predadoras de insectos

por Joana capucho
Hoje


Quatro novas espécies foram encontradas no Parque Natural do Vale do Guadiana. A qualidade da água e a destruição da vegetação localizada junto às margens são a principal ameaça a estes seres que chegam a voar a 30 km/hora

Moscas, mosquitos, borboletas, abelhas e besouros são verdadeiros petiscos para as libelinhas e libélulas - consideradas por alguns especialistas autênticos "dragões voadores". Os Odonata, ordem a que pertencem, habitam a terra há aproximadamente 300 milhões de anos. Seres esplendorosos, de variadas cores e formatos, são inofensivos para o ser humano e têm uma função ecológica muito importante, uma vez que consomem uma grande quantidade de insectos, muitos deles bastante prejudiciais para o homem.

São conhecidas a nível mundial cerca de seis mil espécies da ordem Odonata, que se dividem em duas subordens: Zigoptera (libelinha) e Anisoptera (libélula). Em Portugal está confirmada a presença de 65. Há cerca de um ano atrás, foram recolhidas e identificadas 12 espécies no âmbito de um estágio no Parque Natural do Vale do Guadiana, quatro delas novas para a região: Sympecma fusca, Coenagrion caerulescens, Gomphus graslinii e Libellula quadrimaculata. Gomphus graslinii tem o estatuto de espécie "em perigo" no Livro Vermelho dos Invertebrados de Espanha e Coenagrion caerulescens está classificada de "vulnerável".

As libelinhas e libélulas ocupam ambientes diferentes nas duas fases de vida: enquanto ninfas habitam rios, ribeiros e lagoas, e os adultos são facilmente observados a sobrevoar os cursos de água e nas suas margens. Dentro do território do Parque Natural do Vale do Guadiana é na ribeira do Vascão que estes Odonatas fazem a postura dos ovos.

As maiores ameaças a estas eficazes predadoras de insectos ocorrem na sua fase larvar. "A principal ameaça para a conservação destas espécies é a poluição da água", refere Cristina Vieira, bióloga que realizou o estágio no Parque do Vale do Guadiana e a responsável pela identificação das espécies. "A agricultura e o pastoreio são também factores de ameaça à sobrevivência das libelinhas e libélulas", acrescenta.

A agricultura é responsável pelo desaparecimento de uma parte importante da vegetação, essencial para as ninfas se desenvolverem. Por outro lado, essa actividade é agravada pelo "comportamento agressivo do gado que, ao pisar as margens da ribeira, destrói a vegetação tão importante para os Odonatas".

Cristina Cardoso, bióloga e técnica superior do Parque do Vale do Guadiana, salienta que a "permanência do gado nas linhas de água e a consequente presença de excrementos (carregados de nitratos) agrava as condições do sistema aquático, prejudicando estas espécies". Por esta altura do ano, em que as secas são uma constante no Baixo Alentejo, nas pocinhas de água (pegos) concentra-se toda a vida, tanto os animais como os nutrientes, mas também os factores de ameaça, tornando as populações mais frágeis. A extracção de inertes, a captação de água dos pegos, a construção de açudes e as alterações climáticas são também ameaças a este grupo de insectos.

No que respeita a medidas de conservação destas espécies, Cristina Vieira refere "a manutenção da qualidade das linhas de água, com especial atenção para a preservação da vegetação ribeirinha existente".

As vigorosas asas permitem às libelinhas e libélulas um voo extremamente rápido (superior a 30 km/hora) e em todas as direcções. Os olhos, compostos por milhares de lentes microscópicas, permitem-lhes ter um campo de visão de quase 360º. Características que facilitam a captação de presas, mas que, ainda assim, não as livram de predadores como as andorinhas, os abelharucos, as garças e os guarda-rios.

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MensagemAssunto: Tecnologia não evita subida do mar   Qui Ago 26, 2010 12:16 pm

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Tecnologia não evita subida do mar

por FILOMENA NAVES
Hoje


Investigadores testaram cenários com mais ou menos emissões e com soluções técnicas de vários tipos

Ideias não faltam e algumas são até muito imaginativas. Por exemplo, colocar espelhos gigantes no espaço ou injectar dióxido de enxofre na atmosfera estão entre as hipóteses que os cientistas da geoengenharia já sugeriram para tentar travar o aquecimento global. Mas, diz agora uma equipa que testou várias soluções em simulações computorizadas, a geoengenharia não resolve o problema do aumento do nível do mar.

Até final do século, a subida dos oceanos deverá situar-se entre os 30 e 70 centímetros e afectará mais de 150 milhões de pessoas, alerta a equipa internacional que publicou um estudo na Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS).

"A subida do nível do mar devido ao aquecimento global deverá afectar cerca de 150 milhões de pessoas que vivem em zonas costeiras baixas, incluindo algumas das maiores cidades do mundo", afirmou Svetlana Jevrejeva, do National Oceanography Centre, nos EUA, e uma das investigadoras que fez os cálculos.

A comunidade científica é consensual sobre os efeitos no clima da crescente concentração de gases com efeito de estufa na atmosfera, devido às actividades humanas. As alterações climáticas, visíveis no aumento global da temperatura, na subida do nível do mar e nos fenómenos climáticos extremos mais frequentes são já o resultado dessa maior concentração de gases com efeito de estufa, dizem os climatologistas. A temperatura média da Terra, por exemplo, subiu 0,76 graus Celsius no último século e o nível médio dos oceanos está a aumentar 1,5 milímetros ao ano, com tendência para ficar mais elevado.

Cálculos anteriores, conforme os cenários de maior ou menor emissão de gases com efeito de estufa por parte da civilização humana, tinham já determinado que a subida do nível médio dos oceanos até final do século poderia andar entre os 18 e os 59 centímetros. Outros cálculos projectaram valores mais elevados, até 1,2 metros.

A equipa internacional que agora publicou o seu estudo na PNAS, vem propor um novo intervalo: entre 30 e 70 centímetros. Mesmo se houver recurso a soluções de geoengenharia, como a captura de carbo-no ou a utilização combinada de soluções que envolvam menos emissões e captura simultânea de uma parte das que forem produzidas.

A solução dos espelhos no espaço, para reflectir uma parte das radiações solares e, portanto, do calor que chega à Terra, foi descartada pela equipa, devido às suas gigantescas dificuldades técnicas.

A injecção de partículas (aerossóis) de dióxido de enxofre na atmosfera, para gerar o seu arrefecimento, também foi analisada pelos investigadores, mas a incerteza é tanta que a puseram de parte como solução possível. "Simplesmente não sabemos como o sistema da Terra iria reagir a uma acção dessas em larga escala", afirmou Svetlana Jevrejeva, sublinhando que substituir o controlo das emissões de gases com efeito de estufa pela soluções da geoengenharia seria "tratar apenas os sintomas e colocar um fardo cheio de riscos nas gerações futuras".

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MensagemAssunto: Extinção foi causada por duplo impacto   Dom Ago 29, 2010 2:57 pm

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Extinção foi causada por duplo impacto

Hoje


Descoberta de cratera na Ucrânia aponta para causas complexas na extinção dos dinossauros, há 65 milhões de anos.

Na realidade, os dinossauros não tiveram qualquer hipótese de sobrevivência. A teoria de que foram extintos por um impacto de um asteróide foi agora refinada com o estudo de David Jolley, da Universidade de Aberdeen, que aponta para um duplo impacto, seguido de uma chuva de meteoritos.

A controversa ideia do impacto foi apresentada em 1980, e os cientistas sempre apontaram a cratera de Chicxulub, no México, como prova de um choque de dimensões catastróficas coincidindo com a extinção. Nos últimos 30 anos, foram reunidos mais indícios de que algo de muito dramático aconteceu há 65 milhões de anos.

Um novo estudo sugere que o impacto de Chicxulub foi acompanhado de um segundo choque, que produziu a cratera de Boltysh, na Ucrânia, descoberta em 2002. Mas não se pense que era o mesmo asteróide a partir-se antes de chocar com a Terra. Foram dois impactos separados por alguns milhares de anos.

A ideia surge da análise das camadas de pólens e esporos associadas à cratera de Boltysh, cuja antiguidade é semelhante à de Chicxulub. Verificou-se existir uma camada de fetos, plantas ligadas à ocupação inicial após um impacto. Mas, para surpresa dos cientistas, após uns metros desta camada, surge um segundo nível de fetos, indicando outro impacto.

Aparentemente, os dinossauros foram destruídos há 65 milhões de anos, após a Terra ser vítima de uma chuva de asteróides cuja origem permanece um mistério para a ciência.

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MensagemAssunto: Investigadores de 46 países debatem a paisagem   Sex Out 01, 2010 4:17 pm

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«Homogeneização da paisagem»
Bragança


Investigadores de 46 países debatem a paisagem

Ao contrário do que está suceder na maioria das regiões da Europa, onde a destruição da paisagem está a crescer, em Trás-os-Montes verifica-se uma renaturalização.
A conclusão saiu da conferência internacional “IUFRO Landscape Ecology Working Group International”, que terminou ontem em Bragança.

Segundo João Carlos Azevedo, professor do Instituto Politécnico de Bragança (IPB) e um dos responsáveis pela organização, “há uma tendência para a homogeneização da paisagem a partir do momento em que abandonamos a agricultura e a pecuária, e a paisagem fica dominada por áreas de mato”.

O docente defendeu que as alterações podem não ser “muito favoráveis” a algum tipo de biodiversidade. Apontou exemplos: “As plantas e animais que estão há muitos milhares de anos ajustadas a mosaicos complexos, com a presença de comunidades urbanas, tenderão a diminuir a dimensão das suas populações. Já as espécies mais selvagens têm tendência a ver o seu habitat melhorado”, acrescentou o especialista.
O abandono da agricultura pode não ter “os efeitos mais desejáveis, pois as paisagens são dinâmicas e esta é a grande mensagem dos trabalhos aqui apresentados”, alertou João Carlos Azevedo.

Em algumas freguesias, o decréscimo da agricultura nos últimos 50 anos foi mais de metade

Quanto a alterações previstas para a região, o docente admite que a agricultura está a diminuir. Em algumas freguesias, nos últimos 50 anos, o decréscimo foi mais de metade e há casos em que ultrapassa esse valor. Todavia, tudo indica que a mudança está a caminho com o regresso à agricultura, ainda que em moldes diferentes dos actuais. “Eu acredito que a agricultura e o aproveitamento agrícola dos sistemas rurais vai recomeçar a ser feito”, defendeu.

O professor sustenta a sua posição nos indicadores e no facto de existirem cada vez mais técnicos qualificados as áreas da agricultura e das florestas. “Há alteração na distribuição das pessoas por esses territórios, mas há conhecimento e havendo a possibilidade de fazer investimento haverá possibilidade de fazer uma nova alteração de fundo na paisagem da região”, vaticinou João Carlos Azevedo.

O encontro reuniu, em Bragança, mais de 300 participantes de 46 países de cinco continentes. Recorde-se que o IPB candidatou-se à organização desta conferência internacional há dois anos, durante um encontro semelhante realizado na China, deixando para trás muitos outros países.


Glória Lopes, Jornal Nordeste, 2010-10-01
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MensagemAssunto: Governo recua e inclui câmaras transmontanas na gestão do fundo do Sabor    Sex Nov 05, 2010 5:27 pm

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Gestão do fundo ambiental
Distrito de Bragança



Governo recua e inclui câmaras transmontanas na gestão do fundo do Sabor

Saiu fumo branco da reunião de ontem entre os autarcas da associação de municípios do Baixo Sabor e os Secretários de Estado do Ambiente e da Cultura e o Instituto de Conservação da Natureza e Biodiversidade.

Em causa estava a gestão do fundo ambiental criado por três por cento das receitas da barragem do Sabor, ou seja, cerca de meio milhão de euros por ano.

No final do encontro, que ontem decorreu em Vila Nova de Foz Côa, Aires Ferreira, presidente da Associação de Municípios, não escondia a satisfação.

"Estamos satisfeitos, agora é preciso concretizar a proposta avançada pelo Governo. A parte importante é a gestão de proximidade que a associação de municípios pode garantir. O conselho estratégico não tinha poderes e agora vai ser alterado, passando a ter pareceres vinculativos."

Uma das alterações acordadas passar por dar mais força ao conselho executivo que vai ajudar a gerir o fundo, que até aqui só tinha um carácter consultivo.

"É que as autarquias só tinham um representante. Depois é constituído pela CCDR, ONGs, universidades e não tinha um representante do ministério da cultura. E os municípios aceitam que seja o presidente do ICNB que continue como presidente do Fundo, dado que depois são criados mecanismos de proximidade."

O Secretário de Estado do Ambiente, Humberto Rosa, admite que o Governo vai rever algumas das suas posições.

"também reconhecemols que a composição do conselho estratégico merece revisitação. Mas uma porposta nossa de vir a haver um contrato de gestão do fundo para haver uma gestão próxima das pessoas foi bem acatadas."

Outro dos pontos em cima da mesa foi a criação de uma área protegida, que poderia integrar as zonas do Sabor e do Tuas mas, sobre esta questão, Aires Ferreira explica que não houve consenso.

"falou-se mas não há consenso. É uma situação que mais tarde pode ser novamente vista. A associação de municipios defende uma área protegida para o Sabor, que vai até ao Maçãs." Mas defendem que seja de gestão regional e não sob a alçada do ICNB.

A reunião de ontem deixou a garantia de que o fundo ambiental da barragem do Sabor será gerido na região e por gente da terra, e não apenas pelo Instituto de Conservação da Natureza.

Brigantia, 2010-11-05
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MensagemAssunto: Valor Douro quer acabar com lixeiras clandestinas na região    Seg Nov 29, 2010 11:13 am

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Projecto «Valor Douro»
Carrazeda de Ansiães


Valor Douro quer acabar com lixeiras clandestinas na região

É mais uma tentativa para acabar com as lixeiras clandestinas na região duriense.

O projecto “Valor Douro” foi apresentado em Carrazeda de Ansiães.

Abrange sete concelhos e representa um investimento de cerca de um milhão de euros.

A sua execução está a cargo da empresa intermunicipal Resíduos do Nordeste, nos concelhos de Carrazeda de Ansiães, Freixo de Espada à Cinta, Miranda do Douro, Mogadouro, Torre de Moncorvo, Vila Flor e Vila Nova de Foz Côa.

Durante dois anos vão ser corrigidas intrusões e disfunções paisagísticas provocadas pela falta de civismo de muitas pessoas.

“Infelizmente devido a más práticas pois as pessoas ainda não usam os ecocentros e não fazem reciclagem, vão abandonando os resíduos pela paisagem o que é um factor negativo para o desenvolvimento turístico da região” afirma director da Resíduos do Nordeste acrescentando que “o projecto Valor Douro vai fazer a remoção desses depósitos clandestinos de resíduos que ainda existem”. Por outro lado, “vai fazer também acções de sensibilização ambiental”.

Paulo Praça acrescenta que todo o lixo vai ser removido, com destaque para o da construção civil que neste momento constitui o principal problema.

“Os resíduos de construção e demolição são os que nos têm causado porque é um conjunto de resíduos que não estão separados, mistura betão com tijolo, com plástico e vidro”.

A empresa que recolhe o lixo dos concelhos do distrito de Bragança e ainda do de Foz Côa aguarda também o desenvolvimento de uma solução definitiva para os resíduos da construção e demolição.

Para o efeito existe já um compromisso com a CCDRN.

Até lá, apenas conta com a boa vontade dos empreiteiros.

“São alternativas distantes mas existe o ecocentro e o aterro sanitário onde se podem depositar os inertes, só que as pessoas não estão dispostas a fazer a separação em obra” explica o responsável.

O projecto Valor Douro só abrange sete concelhos da região, mas já foi aprovado um outro semelhante que permitirá limpar também os restantes.


Brigantia, 2010-11-29
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MensagemAssunto: Ecologia Mundial   Qua Dez 01, 2010 11:54 am

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Acordo sobre as florestas no clima pode avançar

por FILOMENA NAVES
Hoje


Em Cancún, as negociações já se iniciaram. Uma das maiores dificuldades tem a ver com a possibilidade de prolongamento de Quioto, que agradaria à União Europeia.

Os representantes dos 192 países que esta semana iniciaram em Cancún a cimeira do clima, sob a égide das Nações Unidas, começaram ontem a partir pedra nas reuniões técnicas que antecedem a conferência dos decisores políticos, a partir de dia 7 de Dezembro. Apesar de parecer afastada a possibilidade de um acordo global para suceder ao Protocolo de Quioto, em cima da mesa desta Conferência das Partes da Convenção das Nações Unidas sobre as Alterações Climáticas (COP16), estão alguns dossiês que poderão dar frutos.

Entre ele estão a luta contra a desflorestação, a possibilidade - e os moldes - de prolongamento do protocolo de Quioto, até que um novo acordo global seja definido, ou ainda a ajuda aos países em desenvolvimento para se adaptarem aos impactos das alterações climáticas.

Na abertura dos trabalhos, na segunda-feira, a nova responsável da ONU para o clima, Christiana Figueres, apelou a um compromisso nesta cimeira. E fora do recinto onde decorrem as negociações, na famosa estância balnear do México, milhares de activistas do ambiente exigem o mesmo.

Uma das questões que parece mais perto de chegar a bom termo é o processo de atribuição de compensações financeiras aos países que reduzam as actividades de desflorestação ou de degradação das suas florestas. Outro tema em discussão que pode ser levado a bom porto é o do Fundo Verde, que deverá receber uma parte dos cem mil milhões de dólares prometidos aos países pobres, na cimeira de Copenhaga, e com execução até 2020.

Mas há outras questões que prometem levar maiores dificuldades e morosidade às negociações. Uma delas tem a ver com o mecanismo de verificação do trabalho de casa de cada um dos países para a redução das suas emissões atmosféricas. Um dos grandes reticentes a abrir portas a um controlo externo é a China, que já ultrapassou os Estados Unidos nessa matéria. Quanto a este último, uma das condições para os seus próprios esforços de redução dos gases com efeito de estufa, tem exactamente a ver com a sua diminuição por parte da China, o que significa que deverá haverá intensos contactos bilaterais nos próximos dias.

O assunto mais delicado em Cancún deverá ser mesmo a possibilidade de prolongamento das metas de Quioto (cujo prazo de validade termina em 2012), de forma a manter os esforços de redução das emissões até que um novo acordo global seja aprovado. Esta é de resto a visão da União Europeia, na qual se inclui Portugal, que já fez saber estar disposta a considerar um prolongamento do protocolo. Visão idêntica têm os ambientalistas portugueses da Quercus, que também estarão na cimeira como observadores.

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MensagemAssunto: Fracasso ameaça Cimeira de Cancún   Sab Dez 04, 2010 5:14 pm

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Fracasso ameaça Cimeira de Cancún

por FILOMENA NAVES
Hoje


Prolongamento do Protocolo de Quioto para lá de 2012 está em risco devido à posição do Japão.

A meio da Cimeira do Clima, que está a decorrer em Cancún, no México, até final da próxima semana, a balança parece pender perigosamente para mais um fracasso - Copenhaga ainda paira na memória -, mesmo em relação aos mínimos que já se esperavam desta Conferência da Partes da Convenção das Nações Unidas sobre as Alterações Climáticas, ou COP16.

Em risco está o compromisso necessário para o prolongamento do Protocolo de Quioto, que termina em 2012, e que é actualmente o único instrumento com metas definidas de redução de emissões de gases com efeito de estufa para combater as alterações climáticas. Curiosamente, é o Japão, que albergou em 1997, a cimeira que viu nascer o protocolo, que está nesta altura a tentar travar a aprovação de um segundo período de cumprimento de Quioto, para lá de 2012.

"Existe aqui nesta altura um sentimento muito negativo e preocupante em relação a esta questão, devido à atitude do Japão, que logo na primeira sessão plenária afirmou não estar disposto ao prolongamento do protocolo", confirmou ao DN Francisco Ferreira, da Quercus, que acompanha em Cancún o desenrolar dos trabalhos.

Será na fase política da cimeira, que deverá contar com a presença de várias dezenas de ministros do ambiente (é o caso de Portugal com a ministra Dulce Pássaro) e cerca de 30 chefes de Estado, e que se inicia na próxima terça-feira, dia 7, que tudo vai decidir-se, e é possível que o Japão ainda mude a intenção. "Já aconteceu numa das outras cimeiras, em Bona, que o Japão teve exactamente a mesma atitude de início e depois alterou a sua posição", lembra Francisco Ferreira.

Se assim acontecer, e se o documento final desta cimeira mencionar esse segundo período do Protocolo de Quioto (para lá de 2012), e se estabelecer também as fundações para a aprovação de um acordo global de redução de emissões na próxima COP, em Joanesburgo, na África do Sul, em Dezembro de 2011, então esta COP 16 terá atingido os seus principais objectivos. Mas esse cenário é para já muito remoto.

Mas não são apenas estas duas grandes questões que estão em debate em Cancún. Em cima da mesa estão também um acordo sobre as florestas enquanto sumidouro de gases com efeito de estufa e também a operacionalização do Fundo Climático, que se destina a apoiar nos países em desenvolvimento acções de adaptação aos impactos das alterações climáticas.

E estas duas questões, afirmou ontem o ministro mexicano do ambiente Rafael Elvira, "serão objecto de acordo" em Cancún.

Rafael Elvira fez a afirmação em resposta ao Presidente brasileiro, Lula da Silva, que esta semana declarou que esta cimeira "não vai dar nada", uma vez que "nenhum chefe de Estado lá estará, apenas ministros do Ambiente, na melhor das hipóteses", de acordo com a AFP.

"À partida, esperamos dois acordos, um sobre a adaptação às alterações climáticas e sobre a protecção das florestas, e outro sobre um fundo de financiamento", contrapôs o ministro do Ambiente mexicano.

A meio da cimeira, as posições definem-se. Ontem mesmo, a organização Alba, a Aliança bolivariana para as Américas, declarou que sem um compromisso dos países industrializados no prolongamento do Protocolo de Quioto, "será muito difícil" chegar a um acordo global.

Este acordo global, para a redução das emissões por parte de todos - e não apenas dos industrializados que estão vinculados ao Protocolo de Quioto, à excepção dos Estados Unidos - exigirá negociações que englobem também os países em desenvolvimento. E estes esperam contrapartidas.

Para levar estas negociações a bom termo, a Índia indicou estar disponível para fazer a ponte entre o mundo rico e o mundo pobre.

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MensagemAssunto: Cimeira do Clima cria fundo para países menos desenvolvidos   Sab Dez 11, 2010 5:33 pm

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Cimeira do Clima cria fundo para países menos desenvolvidos

por LUSA
Hoje


A conferência das Nações Unidas sobre alterações climáticas conseguiu hoje um acordo, entre os 193 países participantes, para a criação de um Fundo Verde para ajudar os países menos desenvolvidos nos esforços de preservação do ambiente.

Embora tendo sido mais uma cimeira sem compromissos para maiores reduções nas emissões de dióxido de carbono, o maior problema na luta contra as alterações climáticas, esta foi a primeira vez em três anos em que a cimeira das 193 nações adoptou alguns acordos globais, depois dos fracassos de Copenhaga.

O Fundo Verde Climático (GCF) é criado dentro da convenção quadro que contará com um conselho com 24 países membros e um fideicomissário (responsável que estipula a obrigação de transmitir a outro e as condições em que isso é feito), que num primeiro momento será o Banco Mundial. Será também criada uma comissão de transmissão formado por 40 países, 15 dos quais países ricos e industrializados e os restantes países em desenvolvimento.

Ficou incorporada na declaração final o compromisso de proporcionar 30 mil milhões de dólares de financiamento rápido (fast start) para o período 2008-2012. É ainda reafirmada a necessidade, já reconhecida em Copenhaga, de "mobilizar 100 mil milhões de dólares por ano (76 mil milhões de euros) a partir de 2020 para atender as necessidades dos países em desenvolvimento".

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MensagemAssunto: A iniciativa é da Frauga contemplada   Sex Dez 24, 2010 5:48 pm

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Fundo EDP Biodiversidade 2010
Miranda do Douro


A iniciativa é da Frauga contemplada

Quatro projectos nacionais sobre aves migradoras, árvores ribeirinhas, algas do fundo do mar e saberes associados às espécies do Parque Natural do Douro Internacional vão partilhar 500 mil euros, no âmbito da terceira edição do Fundo EDP Biodiversidade 2010.

A Spea (Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves) é uma das entidades que recebe financiamento, com o projecto de criação de um atlas das aves invernantes e migradoras de Portugal. A iniciativa pretende promover o conhecimento da distribuição e abundância das espécies de aves no período de migração pós-nupcial e de Inverno, em todo o país.

Saber mais sobre a biodiversidade genética das espécies de árvores ribeirinhas é outro dos projectos financiados, desta vez nas mãos do Instituto Superior de Agronomia. O objectivo é permitir melhorar o sucesso das acções de conservação nesse tipo de habitats.

O projecto do Centro de Ciência do Mar Algarve é outro dos vencedores, com o projecto Findkelp, dedicado às algas castanhas que ocorrem no fundo do mar e que dominam os habitats marinhos rochosos de baixa profundidade das regiões temperadas. Em Portugal existem sete espécies destas algas.

Preservar e valorizar o património natural e cultural associado ao Parque Natural do Douro Internacional – com especial destaque para os usos, práticas e saberes associados às espécies – conquistou a distinção. A iniciativa é da Frauga - Associação Desenvolvimento Integrado de Picote.

O Fundo EDP Biodiversidade foi criado em 2007 para financiar projectos associados à promoção e recuperação da biodiversidade, a um ritmo de 500 mil euros anuais até 2011.

Este foi o segundo ano consecutivo que sete organizações não governamentais de Ambiente – Associação Cívica Pró-Tâmega, Associação de Defesa da Praia da Madalena, Associação Amigos do Vale do Rio Tua, Centro de Estudos da Avifauna Ibérica, COAGRET (Coordenadora de Afectados pelas Grandes Barragens e Transvases), FAPAS (Fundo para a Protecção dos Animais Selvagens), GAIA (Grupo de Acção e Intervenção Ambiental), GEOTA (Grupo de Estudos de Ordenamento do Território e Ambiente) e Quercus - boicotaram o concurso, prescindindo de se candidatar ao fundo, como protesto contra “os impactes negativos das grandes barragens”, disseram num comunicado de final de Junho deste ano. “Abdicamos do Fundo EDP Biodiversidade enquanto persistirem na mentira de que as grandes barragens constituem um benefício para a Protecção da Natureza.”


Helena Geraldes, 2010-12-22
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MensagemAssunto: Municípios do Baixo Sabor e ICNB chegam a acordo para gestão partilhada do fundo ambiental    Sex Jan 21, 2011 3:28 pm

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800 mil euros anuais
Distrito de Bragança



Municípios do Baixo Sabor e ICNB chegam a acordo para gestão partilhada do fundo ambiental

Cerca de 800 mil euros anuais para investir em projectos de e para a região.

Foi essa a conclusão da reunião de ontem, que juntou à mesma mesa, em Alfândega da Fé, a Associação de Municípios do Baixo Sabor e o presidente do Instituto de Conservação da Natureza e Biodiversidade (ICNB).

Recorde-se que inicialmente estava previsto que fosse Tito Rosa a gerir os cerca de 800 mil euros que anualmente vão ser transferidos para um fundo de conservação da natureza, uma das contrapartidas para a construção da barragem do Baixo Sabor e que se vai manter pelos 75 anos de concessão do empreendimento à EDP.

Mas o protesto dos autarcas transmontanos fez o Governo recuar nessa intenção e criou um conselho estratégico que integra os municípios e outras instituições da região para gerir o dinheiro.

Ontem, o presidente do ICNB prometeu manter-se à margem desse processo e não criar problemas à região.

“Isto vai funcionar articuladamente com uma grande autonomia de escolha. Não vamos criar dificuldades nem opinião sobre o que vai ser feito aqui” garante o presidente do ICNB, acrescentando que “o que vai ser feito aqui vai ser decidido por quem está aqui que vai ser gerido por uma estrutura de apoio que vamos criar”. Tito Rosa explica ainda que “nós faremos o acompanhamento dos objectivos e os processo de auditoria do fundo”.

O recuo do Governo já tinha ficado decidido no dia 3 de Novembro, numa reunião em Vila Nova de Foz Côa mas ontem foi delineado o esboço de um protocolo que será assinado já em Fevereiro e que vai formalizar essa decisão.

“Acordámos os termos gerais do protocolo que deverá ser assinado no dia 1 de Fevereiro e delineámos uma estratégia para começar a fazer o plano de investimentos que apresentaremos ao conselho estratégico convocado para 1 de Março” afirma.

Actualmente já estão disponíveis cerca de 1,6 milhões de euros.

A presidente da câmara de Alfândega da Fé explica que poderá haver várias vantagens para a população com a gestão do dinheiro na região.

“A vantagem é envolver as populações e os seus representantes pois quando há uma gestão muito centralizada não se tem a percepção das reais necessidades e ás vezes tomam-se decisões que as pessoas aceitam mal” afirma Berta Nunes. “Esta gestão de proximidade tem essa vantagem: são as populações e os seus representantes que vão decidir onde se vai aplicar este dinheiro e isso dá logo à partida a garantia de uma melhor aceitação das decisões que são tomadas a nível local” salienta.

Um dos primeiros projectos a avançar poderá ser a criação de uma área protegida de âmbito regional na zona envolvente à barragem do Sabor.

Mas o fundo deverá estar aberto também à iniciativa privada.

“Á partida essa gestão vai ser feita com a abertura de candidaturas dirigidas aos municípios e a particulares pois é importante que uma fatia desse dinheiro possa fomentar também iniciativas privadas, dentro do espírito deste fundo” adianta a autarca.

Os municípios do Baixo Sabor comprometeram-se agora a estudar projectos que possam ser financiados por este fundo de conservação da natureza.

Brigantia, 2011-01-20
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RMaria

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MensagemAssunto: Resíduos do Nordeste aumenta 8% os materiais retomados em 2010   Qua Fev 16, 2011 10:52 am

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Tendência de crescimento
Distrito de Bragança


Resíduos do Nordeste aumenta 8% os materiais retomados em 2010

Desde o início da actividade da Resíduos do Nordeste a recolha selectiva tem registado um aumento gradual nos valores retomados. Em 2010 esse aumento traduziu-se em 8% face ao ano anterior.

Esta tendência de crescimento reflecte o esforço desenvolvido pela empresa a vários níveis, nomeadamente a existência de 14 ecocentros; o aumento da rede de ecopontos, com 580 unidades instaladas; e o reforço de campanhas de sensibilização e informação, desenvolvidos no âmbito dos Planos de Sensibilização anuais.

O esforço da Resíduos do Nordeste ao nível da recolha selectiva será reforçado em 2011 com a entrada em funcionamento do Roadshow de Sensibilização Ambiental, uma exposição interactiva móvel que pretende sensibilizar toda a população da área de intervenção da empresa.

Outro elemento fundamental para o aumento da recolha selectiva será também a entrada em funcionamento da Unidade de Tratamento Mecânico e Biológico por Digestão Anaeróbia do Nordeste Transmontano, que permitirá reduzir significativamente a quantidade de resíduos depositada em aterro para níveis inferiores a 50% do total de RSU produzidos, aumentando assim a quantidade de materiais encaminhados para reciclagem.

Resta-nos agradecer o contributo de todos os intervenientes neste processo, nomeadamente os Municípios, as Escolas e toda a população que, cada vez mais, aderem à recolha selectiva, e utilizam os nossos ecopontos e ecocentros.

Jn, 2011-02-15
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