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 Parque Natural do Douro Internacional

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MensagemAssunto: Parque Natural do Douro Internacional   Sab Set 13, 2008 10:08 pm

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Douro Internacional
Distrito de Bragança




Riquezas naturais num só Parque Natural

O principal projecto de futuro para o Douro Internacional poderá passar pela junção luso-espanhola dos dois parques naturais das margens do rio numa única área protegida transfronteiriça.

A ideia parece ganhar adeptos de ambos os lados da fronteira, dispostos a cumprir o lema de \"um rio uno\", afirmaram, à agência Lusa, intervenientes no processo. \"O futuro passa pela associação com o lado espanhol, designadamento pela criação de um parque único internacional\", é a opinião de Pedro Henriques, do Instituto de Conservação da Natureza e Biodiversidade (ICNB).

Para já, as duas margens do Douro colaboram, mas funcionam em separado, com o Parque Natural do Douro Internacional do lado Português e o Parque Natural Arribes del Duero, no lado espanhol. A área protegida portuguesa foi classificada há dez anos, mas apesar de quatro anos mais jovem, a espanhola ganhou avanço e faz bandeira desta riqueza.

\"Tierras y gentes de la raya del Duero que compartem algo más que una fronteira\" é a frase que abre a Casa del Parque, em Fermoselle, um dos dois centros interpretativos espanhóis sobre o parque. No antigo convento franciscano da localidade, com 1800 habitantes, guias recebem quem entra explicando e orientando num espaço em que cada recanto reproduz um ambiente do parque.

A menos de 15 quilómetros, do outro lado da fronteira, e à mesma distância do rio, fica Bemposta uma das maiores aldeias portuguesas da região com 700 habitantes. A entrada em Portugal faz-se pela barragem de Bemposta. Ali passam muito turistas para o parque, como contou à Lusa o presidente da Junta, Manuel Folgado, mas quem quiser informação sobre o parque \"vai à junta\".

Promoção é algo que parece não preocupar muito o autarca. Agrada-lhe a ideia de uma autarquia espanhola vizinha que quer fazer uma nova ponte para encurtar distância entre os dois povos, mas não sabe \"como está isso\".

\"É um mal português não tirar partido. Do lado de lá não têm mais potencialidades têm é gente que se mexe mais\", considerou Pedro Henriques. Por esta razão, entende que devia avançar o projecto para um parque único \"porque assim seríamos obrigados a acompanhar o passo dos espanhóis\".


, 2008-09-13
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MensagemAssunto: Pela Calçada de Alpajares   Sab Set 27, 2008 4:35 pm

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Pela Calçada de Alpajares
Freixo de Espada à Cinta




Caminheiros descobrem beleza natural e histórica numa antiga estrada

Uma centena de pessoas associou-se à segunda edição do passeio «Pelos Caminhos de Alpajares», que integra um percurso com cerca de oito quilómetros, efectuado em três horas pelos caminheiros.

Os atrasos verificados não foram motivados pela distracção, desorientação ou cansaço dos participantes, mas porque é imprescindível parar para apreciar a paisagem que, naquele lugar, assume contornos entre o “belo e horrível,” como o descreveu o poeta Guerra Junqueiro.

O percurso é sinuoso entre a localidade de Poiares, no concelho de Freixo de Espada à Cinta e a ribeira de Mosteiro. A calçada de Alpajares, também conhecida por Calçada do Diabo, é de origem romana ou medieval e percorre o sopé de um monte numa extensão de 800 metros que se inicia no Castro de São Paulo e vai até à ribeira de Mosteiro. Ao todo, são 28 curvas num percurso feito em pedras de xisto que são travadas em forma de patamar.

Todo o trajecto da calçada está dentro do Parque Natural do Douro Internacional, que, só por si, chama a atenção do caminhante para uma avi-fauna riquíssima, onde os olhos, com um pouco de sorte, podem contemplar em pleno habitat natural aves rupícolas que dominam os píncaros da maciços rochosos circundantes. Aves como o grifo, águia de Bonelli, abutre do Egipto, falcão peregrino, bufo-real ou a cegonha negra são algumas das espécies dominantes, apesar de parte delas estarem ameaçadas de extinção.

Participantes constatam riqueza natural do Parque Natural do Douro Internacional

Estes e outros valores naturais tornam a Calçada de Alpajares num dos mais bonitos percursos do rio Douro. No local é possível apreciar o aspecto geológico, já que são notórias as marcas deixadas por movimentos tectónicos com vários milhões de anos. Dobras e sedimentos de quartzito construíram muralhas que mais parecem autênticos bastiões defensivos, o muro da Avalona, uma formação geológica que se assemelha a um troço da Grande Muralha da China.

A comunidade científica e, dado os fósseis de espécie vertebradas encontrados no vale, estima-se que aquele local tivesse sido coberto por um imenso oceano há vários milhares de milhões de anos, situação que deixou marcas na paisagem.

Do ponto de vista patrimonial, naquela região há importante vestígios pré- históricos e históricos, já que a calçada está referenciada desde o século XVII. A necrópole de São Paulo e a Fraga do Gato, onde é possível ver uma figura rupestre que ao que tudo indica será de uma lontra, entre outros imóveis.
O património imaterial também tem um papel importante naquela zona, já que são muitas as lendas e narrativas que lhes estão associadas.

Diz a sabedoria popular que o Diabo construi uma ponte em apenas uma noite para as pessoas poderem passar a troco da sua alma. O “demo” não conseguiu os seus intentos e a ponte foi destruída. O Terreiro das Bruxas é outro lugar do percurso sobre o qual se diz que as feiticeiras ali dançavam em noite de lua cheia completamente nuas.

Agora a ideia passa por dotar a percurso da Calçada de Alpajares com outros motivos de interesse para os apreciadores de passeios ao ar livre. Para tal, o município local tem em curso uma candidatura a fundos comunitários com vista à criação de um geo-museu ao ar livre.

«Três Olhares Sobre Alpajares»

Através de trabalhos fotográficos, reunidos na mostra “Três Olhares Sobre Alpajares”, Egídio Santos, João Paulo Sotto Mayor e Luís Ferreira Alves dão a conhecer a Calçada de Alpajares ou Calçada do Diabo, como é conhecida localmente.

Trata-se de um dos percursos mais bonitos do Douro, associado a histórias e lendas, integrado na via romana de carácter secundário, que atravessava o rio Douro, próxima de Barca dAlva, e a ribeira do Mosteiro até ao Planalto Mirandês.

Classificada como Imóvel de Interesse Público em 1977, esta via estende-se por cerca de 800 metros em lajes de xisto e seixos de pequena dimensão, apresentando degraus intercalados com cerca de três metros.
A exposição já passou por Freixo de Espada à Cinta, Carrazeda de Ansiães, Santa Marta de Penaguião, Vila Nova de Foz Côa e Torre de Moncorvo. Actualmente, está patente no Centro Cultural Mestre José Rodrigues, em Alfândega da Fé, onde pode ser vista até 13 de Outubro. A última localidade onde poderá ser apreciada será na Biblioteca Municipal de Tabuaço, entre 24 de Outubro e 24 de Novembro.

Francisco Pinto, Jornal Nordeste, 2008-09-26
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MensagemAssunto: População apoia espécies protegidas do Douro   Sab Dez 06, 2008 12:46 am

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Douro Internacional
Douro


População apoia espécies protegidas do Douro

Habitantes ajudam vigilantes na sua missão
O Parque Natural do Douro Internacional (PNDI), criado há dez anos, é cada vez mais o destino preferido das espécies feridas que os populares da região encontram caídas nos caminhos - e começaram, nos últimos anos, a recolher e a entregar aos técnicos do parque.

Esse foi o caso de António Ferreira, morador em Figueira de Castelo Rodrigo, que, num dos seus passeios habituais, encontrou uma águia ferida no lugar das Arroteias, vítima de algum tiro de um caçador, apesar de ser uma zona onde a caça é proibida.

António gosta de observar aves e diz que é vulgar encontrá-las no ar, mas não «assim chumbadas», pelo menos nos casos de espécies de maiores dimensões, como a águia. Sempre que encontra uma caída no chão vai entregá-la aos técnicos do parque.

Antes, a população, talvez por não saber o que fazer ou a quem as entregar, acabava quase sempre «por abatê-las ou deixá-las». Mas, ultimamente, «sempre que encontram animais feridos vêm ter connosco», afirma Jorge Amaral, vigilante do PNDI.

\"No início do parque, as populações não entendiam bem os seus benefícios ecológicos e turísticos, reagindo mais por desconfiança, desconhecimento ou medo\", refere.

Jorge Amaral, recorda que ainda esta semana encontraram duas aves de rapina nas mesmas circunstâncias, como a águia-de-asa-redonda que foi entregue por António Ferreira na delegação do PNDI. \"Vamos tentar salvá-la, primeiro com pedaços de frango, que o vizinho do talho nos ofereceu\", apesar desta espécie de pequeno porte, protegida por lei, alimentar-se essencialmente de ratos, explica. «É comum aparecerem estes animais feridos, com chumbos de caçadores, mas também por electrocussão, ao poisarem nos postes para observação dos seus próprios territórios de caça», diz.

Com o vizinho espanhol - Parque Arribes del Duero -, os dois parques perfazem 190 mil metros quadrados de área e nos últimos anos tem-se verificado uma maior cooperação entre ambos, realizando-se cerca de 25 jornadas de controlo de populações de aves em conjunto.

Lusa, 2008-12-05
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MensagemAssunto: Um abutre a pairar nos céus dos rios Douro e Tejo   Seg Jan 12, 2009 11:05 pm

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Rei dos penhascos
Douro




Um abutre a pairar nos céus dos rios Douro e Tejo

Desde há cerca de três décadas que a população de grifos regista um considerável aumento, principalmente na faixa fronteiriça que abarca o Parque Natural do Douro Internacional. Esta ave, mais possante que a águia, nidifica nas escarpas, impressiona com seu planar, alimentando-se de carcaças

Ave escolhe áreas raianas onde existe a tranquilidade

Quem, na verdade, não conhece a ave da banda desenhada ou dos filmes do western americano? O grifo, vulgarmente conhecido por abutre, regressou aos troços internacionais dos rios Douro, Águeda e Tejo, onde nidifica nos respectivos penhascos.

Pujante, robusto, quando voa em bando, ou melhor, quando aproveita as correntes de ar quente para planar em busca de presa propicia a qualquer observador uma visão espectacular. Principalmente nos 85 mil hectares do Parque Natural do Douro Internacional (PNDI), nas suas impressionantes arribas. Um miradouro de eleição? Penedo Durão, imensa rocha quartzítica sobranceira aos domínios castelhanos.

Ali, também passam perto britangos, falcões-peregrinos, andorinhões reais e o chasco-preto, por exemplo.

Na faixa entre Miranda do Douro a norte e Figueira de Castelo Rodrigo a sul, nessa fenda geológica que compreende o PNDI, os efectivos têm vindo a aumentar de forma significativa. Porém, comparativamente com Espanha, a tendência foi bastante mais reduzida. O aumento demográfico não seria acompanhado na mesma proporção de um aumento da área de distribuição. Logo, o acantonamento nas áreas raianas.

O grifo evita a chuva, nevoeiro e neve e escolhe extensas zonas abertas onde predominam os matos, as culturas arvenses de sequeiro e as pastagens, que se conjugam com zonas arborizadas. Daí a preferência pelo PNDI, porquanto só na parte nacional há cerca de 30 mil ovinos.

A ave repudia intromissões humanas. Para os biólogos António Monteiro e Ana Berliner, começam a surgir sinais preocupantes relacionados com o aparecimento, de forma descontrolada, de actividades turísticas e de lazer, nos rios e nas arribas e que futuramente \\"podem inverter o panorama actual das populações de grifos e de outras aves rupícolas\\".

Trata-se da abertura de acessos para locais de interesse paisagístico e para praias fluviais, nos vales dos principais rios. E são os caçadores, pescadores, turistas, os fotógrafos de natureza, a crescente circulação de barcos de recreio nas albufeiras das barragens do Douro. Haja tranquilidade, portanto.

A alimentação do grifo baseia-se, estritamente, nos cadáveres de animais. Isto é, de tecidos macios (músculos, vísceras) de mamíferos de médio a grande porte. Por vezes a ave realiza movimentos migratórios em grupo, para explorar zonas de alimentação que se encontram indisponíveis em áreas inóspitas. Nos locais de alimentação necessita de uma ampla extensão de correntes ascendentes em zonas montanhosas. Detecta a comida através da visão, normalmente na sequência de tanto vigiar o movimento de outras aves, no solo ou no ar, usualmente a alguma distância do alimento.

Algo tímido, o grifo pode levar algum tempo a aproximar-se das carcaças. Alimenta-se por necrofagia, precisando de cerca de 500 gramas diárias. Mas se os pastores tinham por costume não enterrar os cadáveres das ovelhas e das cabras, as normas da União Europeia vieram pôr cobro a tal hábito.

Em causa, a criação de uma rede de campos de alimentação, tendo como objectivo assegurar a manutenção das práticas antigas por parte das populações rurais. A ideia, afirmou o biólogo António Monteiro, do PNDI, é manter os recursos alimentares provenientes das explorações agro-pecuárias locais, \\"sem criar condições artificiais, ou seja, não queremos transformar os abutres em galinhas, mas antes encontrar sustentabilidade no processo de modernização do mundo rural\\".

Com tais rotinas torna-se possível ajudar a minorar o efeito dos venenos, uma vez que o alimento é sempre vistoriado por veterinários e acaba por ser vigiado pelas entidades gestoras dos campos.

Importante, preconizam os biólogos, é a criação das áreas protegidas do Douro Internacional e do Tejo Internacional. Uma maneira de preservar as zonas onde o grifo nidifica e, consequentemente, a própria espécie.

Alfredo Mendes in DN, 2009-01-12
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MensagemAssunto: Comunidade vai gerir 105 milhões de euros   Ter Jan 20, 2009 9:38 pm

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Abrangidos 19 municípios
Douro


Comunidade vai gerir 105 milhões de euros

A Comunidade Intermunicipal do Douro contratualizou com o Estado 105 milhões de euros de apoios comunitários, o que representa investimentos reais de 150 milhões, até 2013. Estão abrangidos 19 municípios.

Os números foram apresentados, ontem, em Vila Real, pelo autarca local, Manuel Martins, anfitrião de uma reunião onde foi assinada a escritura de constituição da CID. Esta entidade substitui a Comunidade Urbana do Douro (englobava 14 concelhos) lançada no Governo liderado por Durão Barroso, mas que viria a cair por terra, bem como as outras do país, depois de o PS ganhar as eleições legislativas de 2005, tal como tinha prometido.

Manuel Martins acredita que a CID tem \"estabilidade\" para cumprir os objectivos que justificam a sua criação, já que \"não pende um cutelo sobre o seu pescoço\" tal como aconteceu com a Comunidade Urbana. \"O PS e o PSD, nomeadamente, aceitaram este figurino, pelo que não há divergências\", frisou o edil porta-voz do encontro de ontem. E este acordo é meio caminho andado \"para que não se vislumbrem nuvens negras no horizonte\".

O próximo passo é encontrar entre os autarcas a Comissão Instaladora, sendo que deverá ser constituída pelos presidentes de Câmara de Vila Real, Lamego e Moncorvo. O que se justifica pelo facto do primeiro concelho ficar com a sede da CID, tendo delegações nos outros dois municípios. Só depois é que os 19 vão eleger os órgãos sociais. Para além daqueles três municípios, integram a Comunidade Intermunicipal do Douro os concelhos de Alijó, Armamar, Carrazeda de Ansiães, Freixo de Espada à Cinta, Mesão Frio, Moimenta da Beira, Murça, Penedono, Peso da Régua, Sabrosa, Santa Marta de Penaguião, São João da Pesqueira, Sernancelhe, Tabuaço, Tarouca e Vila Nova de Foz Côa.

Os 19 municípios vão repartir entre si 105 milhões de euros canalizados através do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER). Vão ser financiados diversos projectos com destaque para os centros escolares, nos quais vão ser despendidos cerca de 48 milhões. O restante vai para projectos de resíduos sólidos urbanos, novas áreas de localização empresarial, criação e divulgação de serviços e conteúdos na Internet, redes de transportes públicos urbanos e no meio rural, entre outros. Na sede da CID, em Vila Real, vai trabalhar uma equipa técnico-administrativa que vai apreciar e aprovar os projectos, bem como gerir o dinheiro disponível.

O objectivo principal da CID é o desenvolvimento da região que serve e o planeamento dos interesses intermunicipais. Neste contexto pretende negociar com o Governo o próximo Programa de Investimento e Despesas de Desenvolvimento da Administração Central (PIDDAC) para os 19 municípios.

Eduardo Pinto in JN, 2009-01-16
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MensagemAssunto: Povo da raia manifesta-se pela construção da ponte   Seg Jan 26, 2009 1:11 am

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Em Ventozelo
Mogadouro


Povo da raia manifesta-se pela construção da ponte

As populações ribeirinhas do Douro Internacional continuam a lutar pela construção de uma ponte que ligue o nordeste trasmontano à região espanhola de Salamanca.

Cerca de meia centena de pessoas aproveitaram o decurso da 24ª Cimeira Ibérica e concentrara-se, ontem, na Praça Maior de Zamora no sentido de alertar os governos dos dois países para esta \"necessidade\". Esta pretensão das gentes daquela área transfronteiriça já dura há uma década, havendo mesmo um projecto elaborado para a construção da travessia. De acordo com a Associação Ibérica Pró Ponte Internacional, esta empreitada está orçada em cerca de 15 milhões de euros, montante que terá de ser suportado por Portugal e Espanha em partes iguais.

O projecto para a construção da travessia indica que ponte deverá unir a margem portuguesa junto à aldeia de Ventozelo, concelho de Mogadouro, à margem espanhola, na área de Masueco e seguir em direcção a Salamanca.

Por seu lado os espanhóis querem uma ligação mais rápida e eficaz ao litoral norte português aproveitando a futura auto-estrada trasmontana ou o IC-5.

Segundo Cândido Fernandes, vice-presidente da Associação Pró Ponte Internacional, a travessia seria sinónimo de progresso económico e social entre as duas regiões ibéricas. No entanto a construção da ponte poderá ser algo polémica por atravessar duas áreas protegidas.


Francisco Pinto in JN, 2009-01-25
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MensagemAssunto: Ratos-cegos estão a dizimar soutos e pomares   Qua Abr 22, 2009 11:02 pm

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Agricultores com graves prejuízos
Distrito de Bragança


Ratos-cegos estão a dizimar soutos e pomares

Prejuízos incalculáveis e plantações de árvores dizimadas. É este o cenário no Planalto Mirandês e Parque Natural do Douro Internacional. Uma praga de ratos está a matar milhares de sobreiros, carvalhos e cerejeiras.

No terreno, os estragos são visíveis, o que obriga os produtores florestais a fazer contas aos danos causados pelos ratos-cegos (microtus lusitanicus) e repensar a forma de manter vivos soutos e pomares. Em alguns casos, há perdas que ultrapassam vários milhares de euros. O rato ataca, em primeiro lugar, a raiz principal das árvores, cortando-a e fazendo com que sequem.

\"Quando ataca, o rato-cego pode dizimar, em pouco tempo, um plantação. Quanto mais se lavra a terra, mais probabilidades há de ele se infiltrar, já que actuam através de um sistema de galerias e cortam a raiz das árvores\", explicou, ao JN, Altino Geraldes, engenheiro florestal.

Os primeiros sinais da presença dos roedores foram detectados há cerca de nove anos, na região de Picote, Miranda do Douro. No entanto, nos últimos dois é que as preocupações começaram a surgir já que a praga se estendeu a toda a região trasmontana.

\"Além dos prejuízos, a tristeza é maior ao ver centenas de sobreiros, alguns com cerca de dois metros de altura, mortos, e um número considerável que já não tem salvação\", lamenta Abílio Neto, produtor florestal em Lagoaça.

O agricultor já consultou vários técnicos e foi informado que todos os prejuízos são provocados por uma praga de ratos que assola região. \"Tenho milhares de euros de prejuízos. A minha plantação foi subsidiada por fundos do Estado, tenho que assumir compromissos, não sei como vou fazer\", lamenta Abílio Neto.

Por seu lado, Darvim Garcia, presidente da Associação Florestal de Picote, estrutura agroflorestal que gere cerca de 200 hectares de sobreiro, afina pelo mesmo diapasão: \"Não há duvidas de que são os ratos que estão a dar cabo do sobreiros. Há árvores com cerca de dez anos que são mortas pela raiz e não sabemos como actuar, já que se trata de uma situação ainda pouco estudada \".

Ao que o JN apurou, há já agricultores que aplicam enxofre e raticidas nas plantações, no intuito de travar o avanço dos ratos. O próximo passo é informar as autoridades competentes da situação, a fim de se encontrar uma solução científica para controlar o problema.


Francisco Pinto in JN, 2009-04-22
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MensagemAssunto: Abertura de um caminho dá em embargo   Dom Jun 21, 2009 12:36 pm

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Douro Internacional
Miranda do Douro


Abertura de um caminho dá em embargo, autarcas arguidos e ameça de desanexação

O embargo da abertura de um caminho no Douro Internacional desencadeou um diferendo entre vários autarcas e o Instituto de Conservação da Natureza com processos de contra-ordenação, acusações de fundamentalismo e uma aldeia a ameçar desanexar-se da área protegida.

Os presidentes das Câmaras de Miranda do Douro e de Vimioso e o presidente da Junta de Freguesia de Miranda do Douro podem responder pelo crime de desobediência, que dá perda de mandato, e incorrem numa coima até perto de 50 mil euros.

A localidade de Aldeia Nova ameaça pedir em Tribunal a desanexação do Parque Natural do Douro Internacional, se não se fizer o caminho.

A agência Lusa soube hoje, junto das partes envolvidas, que o Instituto de Conservação da Natureza e Biodiversidade (ICNB) instaurou processos de contra ordenação aos presidentes da Câmara e Freguesia de Miranda do Douro, os donos da obra, e ao presidente da Câmara de Vimioso por ter emprestado a máquina para a obra.

O Instituto de Conservação da Natureza e Biodiversidade alega que a zona do parque onde estavam a construir o caminho de 350 metros é \"uma verdadeira jóia paisagística, geológica e muito relevante em termos de fauna e flora, num estado de não perturbação essencial para a nidificação de algumas espécies\".

O Instituto acusa os visados de terem provocado \"um grande impacto, dada a dimensão e força da máquina\" e \"uma destruição completa de habitats protegidos\", com a obra a decorrer \"em pleno período de nidificação, afectando um casal de cegonhas pretas e 2 a 3 casais de Britangos\".

\"Admitimos (ainda é cedo para confirmar) a eventual perda de ninhadas de Britango e de Cegonha-preta\", refere por escrito à Lusa.

Para o autarca de Miranda do Douro, o social-democrata Manuel Rodrigo, o ICNB é o \"Instituto da Complicação Nacional que pode fazer o que bem lhe apetece mas que não deixa fazer\".

\"Não compreendemos esta atitude quando na mesma zona permitiu a construção de uma charca com muito mais impacto\", declarou.

Manuel Rodrigo disse que, \"ao contrário do que algumas associações ambientalistas já o acusaram, não pretende abrir o caminho para caçar naquela zona mas facilitar o acesso aos turistas que visitam um santuário nas proximidades, no combate a incêndios, para pesca desportiva e para os agricultores replantarem algumas culturas\".

Segundo disse, o pedido de autorização foi feito à direcção do parque em 2001 e como não houve resposta considera que existe uma \"deferimento tácito\".

A mesma interpretação não tem o Instituto que assegura não ter \"qualquer registo no arquivo da entrada de um pedido dessa natureza\" e que \"de todo o modo, mesmo que fosse o caso, com a aprovação do Plano de Ordenamento em 2005, a sua validade perder-se-ia\".

O autarca local disse ainda que a Câmara e a Freguesia de Miranda do Douro decidiram avançar com a abertura do caminho depois de constatarem a construção de uma charca na mesma zona \"com mais impactos ambientais, com a conivência do Instituto de Conservação da Natureza e Biodiversidade\".

Manuel Rodrigo assegurou que vai cumprir a ordem de embargo mas também contestar o processo com o qual disse não estar \"nada da preocupado\", nem pensa pagar a multa que eventualmente lhe vier a ser aplicada.

\"Surpreendido\" ficou o presidente da Câmara de Vimioso com a notificação do Instituto porque, segundo José Rodrigues, a sua intervenção limitou-se a um protocolo de colaboração que tem com o município vizinho de Miranda do Douro, no âmbito do qual as duas autarquias trocam meios e recursos.

O que não surpreende o social-democrata José Rodrigues é o \"fundamentalismo\" em matéria ambiental a que diz estar já \"habituado pelos seis anos de espera para construir uma mini-hídrica travada por uma toupeira, quase duas décadas sem uma estrada para não incomodar o rato de Careira e 10 anos sem avanços em dois açudes\".

\"É melhor acontecer como há quatro anos em que tivemos de ir buscar água a outros concelhos para abastecer a população e morreram milhares de peixes nos Rios Angueira e Maças por falta de água?\" - perguntou.

\"Fico baralhado com isto\", acrescentou.

Quem ameaça com uma atitude radical é Ernesto Garcia, o representante de Aldeia Nova, uma anexa da Junta de freguesia de Miranda do Douro.

O autarca diz que já começou a recolher a documentação para avançar com um processo em Tribunal a pedir a \"desanexação\" do Parque Natural do Douro Internacional.

Se o Instituto mantiver o embargo ao caminho, promete fazer como os vizinhos espanhóis de Castro de Alcanices que conseguiram, na Justiça, sair da área protegida do outro lado da fronteira.

\"Nós não somos já donos de nada. Ainda há dias um vizinho, por cortar uns carrasqueiros, pagou mais de 1.200 euros de multa e eles (Instituto de Conservação da Natureza e Biodiversidade) andaram a fazer uma charca no terreno dos outros e não pagaram pelos estragos\", atalha a esposa, Olga Morgado.

Lusa, 2009-06-21
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MensagemAssunto: Parque Natural do Douro sem vigilantes   Sex Ago 14, 2009 11:27 pm

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«Brincar com os trabalhadores»
Miranda do Douro


Parque Natural do Douro sem vigilantes

Os vigilantes da natureza concentram-se, ontem, terça-feira, frente ao Ministério do Ambiente (Lisboa), para exigir ao Governo que clarifique as carreiras destes trabalhadores. Denunciam que, no Parque do Douro, não existem vigilantes.

Além das questões relativas ao vínculo, a carreira e às remunerações, os trabalhadores denunciam a degradação das condições de trabalho e a falta de meios técnicos e humanos. Segundo Paulo Trindade, dirigente da Federação Nacional de Sindicatos da Função Pública, para toda a área do Parque Tejo Internacional , \"existe actualmente apenas um vigilante\" e no Parque Natural do Douro Internacional \"não existe qualquer vigilante\".

O dirigente sindical lembrou que os \"cerca de cem vigilantes\" do Instituto de Conservação da Natureza e da Biodiversidade (ICNB) têm a seu cargo a vigilância de todos os parques naturais e áreas protegidas do país e que estas situações, em altura de incêndios, \"podem ter repercussões na protecção da flora e fauna e na fiscalização de fogos florestais\".

\"O Governo fez uma lei que dizia que, até Setembro de 2008, apresentaria às organizações sindicais as propostas para resolver este tipo de carreiras e, portanto, quem anda a brincar com os trabalhadores é o Governo, que faz lei e não a cumpre\", acusou.

Desde Janeiro que vigilantes e representantes sindicais solicitam uma audiência com o ministro do Ambiente, mas sem sucesso. Sendo que \"desempenham funções policiais e, inclusive, podem fazer detenções\", os vigilantes reivindicam \"que mantenham o vínculo de nomeação\". \"Por outro lado, têm funções muito específicas e definidas, que não são enquadráveis em carreiras de regime geral\", pelo que devem manter uma carreira específica\", acrescentou Paulo Trindade.

JN, 2009-08-12
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MensagemAssunto: Dias 14 a 17 Maio de 2010, na aldeia de Vila Chã de Braciosa   Qua Maio 12, 2010 9:55 am

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A Festa das Aves
Miranda do Douro


Dias 14 a 17 Maio de 2010, na aldeia de Vila Chã de Braciosa

A Festa das Aves decorrerá entre os dias 14 a 17 Maio de 2010, na aldeia de Vila Chã de Braciosa, situada no concelho de Miranda do Douro, dentro dos limites do Parque Natural do Douro Internacional (PNDI).

A Festa das Aves foi delineada com o intuito de promover a valorização da natureza através das aves.

O objectivo primordial é sensibilizar para a preservação das aves através de uma diversidade de actividades que incluem caminhadas na natureza para observação e identificação de aves, identificação de ameaças e análise dos problemas de conservação e respectivas soluções.

Vão ainda ter lugar sessões de interpretação ecológica, palestras, tertúlias, mostra de filme documentários, eventos artísticos (música, teatro, contos e poesia), actividades para crianças (pintura-facial, jogos lúdico-pedagógicos, manualidades como oficinas de construção de pinhas alimentares, comedouros e bebedouros para aves, construção de ninhos artificiais, etc...), exposições (desenho científico, fotografia), entre outras.

Entre as inúmeras actividades propostas pretendemos que, cada vez mais pessoas, aprendam a apreciar as aves que convivem connosco no dia-a-dia.

http//www.aldeia.org

, 2010-05-11
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MensagemAssunto: Preservação da avifauna do Parque Natural do Douro Internacional   Ter Maio 18, 2010 2:32 pm

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Minimizar as electrocussões.
Miranda do Douro


Preservação da avifauna do Parque Natural do Douro Internacional

Decorrente da preocupação da EDP em preservar a bio-diversidade, no caso vertente a avifauna do nordeste Transmontano residente na área do Parque Natural do Douro Internacional, a EDP interveio na rede de média tensão, a 30 kV, nas freguesias de Póvoa, Ifanes e Paradela do concelho de Miranda do Douro.

Incorporando equipamentos de tecnologia recente, para eliminar ou minimizar os problemas de colisões e electrocussões.

A obra consistiu na instalação de dispositivos anti-colisão das aves com os condutores e anti-nidificação, anti-electrocussão e anti-poiso nos apoios.

Esta acção é tanto mais importante quão importante é o grupo de aves que se pretende proteger, com destaque para a cegonha negra, a águia real, o grifo, o abutre do Egipto, a águia de Bonelli, o falcão peregrino, o bufo real, algumas em perigo de extinção.

AA, 2010-05-18
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MensagemAssunto: Sede do Parque fecha as portas sempre que os técnicos têm que sair para o terreno    Sex Jul 30, 2010 2:11 pm

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Douro Internacional
Mogadouro



Sede do Parque fecha as portas sempre que os técnicos têm que sair para o terreno

A sede do Parque Natural do Douro Internacional (PNDI), instalada em Mogadouro, não dispõe de funcionários administrativos, desde o passado mês de Maio.

O caricato da situação é que são os próprios técnicos daquela área protegida a assegurarem os serviços mínimos de atendimento. Porém, quando há saídas para o terreno, as portas da sede fecham e não há atendimento ao público.

Esta situação está a deixar agricultores, produtores florestais, turistas e público em geral indignados.
Quem já mostrou indignação e descontentamento com a situação foi Morais Machado, presidente do da Câmara Municipal de Mogadouro e membro da Comissão Consultiva do PNDI.

“É lamentável que o PNDI não tenha funcionários para a assegurarem os seus serviços. O parque tem sido um emblema da região, dada a sua rica e única fauna e flora, mas no que diz respeito à sua organização administrativa, a situação é um desastre”, argumenta o autarca.

O edil vai mais longe e garante que as pessoas não sentem que estão numa área protegida. “Quando isso acontece, é pelas piores razões, ou seja, quando o Parque dificulta a vida das populações”, lamenta o edil.

Outras das preocupações prende-se com o facto da área protegida não ter um único vigilante da natureza, apesar de ser a segunda maior de Portugal. “O Parque existe ou não existe, e se existe tem de ser dotado dos recursos humanos necessários à sua missão, mas desde há uns a tempos para cá que isto anda ao Deus dará”, ironiza Machado.

O PNDI abrange os concelhos de Miranda do Douro, Mogadouro, Freixo de Espada à Cinta e Figueira de Castelo Rodrigo, ocupando uma área de 85150 hectares.

Francisco Pinto, Jornal Nordeste, 2010-07-29
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MensagemAssunto: Autarcas denunciam falta de pessoal no Parque Natural do Douro Internacional    Dom Out 17, 2010 9:58 am

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Gestão do parque está »morta»
Distrito de Bragança


Autarcas denunciam falta de pessoal no Parque Natural do Douro Internacional

O presidente da Câmara de Mogadouro, Morais Machado, acusou o PNDI de não ter funcionários administrativos e vigilantes da natureza para assegurarem os serviços mínimos. «De cada vez que um técnico tem de sair para o terreno, as portas da sede encerram e não há atendimento ao público», lamentou.

O autarca disse ainda que “a situação está a deixar indignados agricultores, produtores florestais, turistas e público em geral”.

Morais Machado é apenas um dos quatro autarcas na área do PNDI que elaboraram um documento reivindicativo para entregar à ministra do Ambiente, Dulce Pássaro, onde pedem a tutela daquela área protegida.

Os presidentes de câmara de Miranda do Douro, Mogadouro, Freixo de Espada à Cinta e Figueira de Castelo Rodrigo pedem “alterações” ao regulamento do PNDI, para que haja uma maior participação das autarquias na gestão da área protegida, que no entender dos autarcas está “morta”. “As quatro câmaras que integram a área protegida têm capacidade para fazer a gestão”, considerou o autarca.

“O parque tem sido um emblema da região dada a sua rica e única fauna e flora. No que diz respeito à sua organização administrativa, a situação é um desastre” afirmou Morais Machado. Os autarcas garantem que nas condições actuais o parque “não traz benefícios” para as populações.

Já o presidente da Câmara de Figueira de Castelo Rodrigo, António Edmundo, é da opinião que o actual plano de ordenamento do parque “limita as populações nos seus direitos”. “Tem de haver mais investimento nas áreas protegidas”, frisou.

ICNB lembra concurso para admissão de vigilantes

Em resposta, o Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade (ICNB) garantiu que “procura manter o atendimento adequado ao público em todas as suas delegações”.

No que diz respeito à falta de vigilantes da natureza na área do PNDI, o ICNB afirmou que “está em curso um concurso para admissão de vigilantes”, os quais irão reforçar os serviços naquela área protegida.

Quanto ao encerramento da sede devido à ausência do técnico, o ICNB garantiu que isso “só aconteceu uma vez” e que os motivos foram de ordem pessoal”.

A "frágil situação das áreas protegidas" deverá ser discutida na Comissão Parlamentar de Ambiente, a pedido do PSD feito a 28 de Setembro. Serão ouvidos o presidente do ICNB e os directores das áreas protegidas.

O Parque Natural do Douro Internacional foi criado através do Decreto Regulamentar 8/98, de 11 de Maio, com o objectivo de conservar o património natural, promovendo, ao mesmo tempo, a melhoria da qualidade de vida das populações locais, em harmonia com a conservação da natureza.

O parque ocupa uma área de 85.150 hectares e abrange o troço fronteiriço do rio Douro, numa extensão de cerca de 1222 quilómetros, sendo considerado pelos especialistas em avifauna um santuário em toda a Península Ibérica, já que ali nidificam espécies ameaçadas como a cegonha negra.

Lusa, 2010-10-16
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MensagemAssunto: Primeira Rota Turística Ibérica apresentada hoje   Ter Dez 14, 2010 1:47 pm

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Juntando 11 sítios classificados
Douro


Primeira Rota Turística Ibérica apresentada hoje

A primeira Rota Turística Ibérica é apresentada esta terça-feira, em Vila Nova de Foz Côa, juntando 11 sítios classificados como Património da Humanidade, com o objetivo de ganhar dimensão internacional.

A «Rota do Património da Humanidade do Vale Internacional do Douro/Duero», que se constituirá como o primeiro destino turístico ibérico, nasce no dia em que se comemora o aniversário da classificação do Alto Douro Vinhateiro e do Centro Histórico de Guimarães.

Para além destes dois sítios, a iniciativa que tem como promotor a Fundação Rei Afonso Henriques (FRAH) e junta ainda o Centro Histórico do Porto, o Parque Arqueológico do Vale do Côa, Ávila, Atapuerca, Burgos, Las Médulas, Salamanca, Siega Verde e Segóvia.

DD, 2010-12-14
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MensagemAssunto: Rota do Património da Humanidade do Vale Internacional do Douro/Duero   Qua Dez 15, 2010 4:13 pm

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Um roteiro no Norte da Península
Douro



Rota do Património da Humanidade do Vale Internacional do Douro/Duero

A primeira rota turística ibérica nasceu ontem no Museu de Arte e Arqueologia do Vale do Côa em Vila Nova de Foz Côa, baptizada como Rota do Património da Humanidade do Vale Internacional do Douro/Duero.

Integra onze sítios classificados como Património Mundial (Alto Douro Vinhateiro, Centro Histórico do Porto, Centro Histórico de Guimarães, Parque Arqueológico do Vale do Côa, Ávila, Atapuerca, Burgos, Las Médulas, Salamanca, Siega Verde e Segóvia) e tem por objectivo, segundo os seus promotores, ganhar uma dimensão internacional na atracção turística e na promoção em mercados internacionais com elevada apetência no \"touring cultural\".

Tendo com emblema principal o vale do Douro, a rota pretende, sobretudo, divulgar zonas que actualmente não são conhecidas internacionalmente

Desde os centros históricos das cidades do Porto e Guimarães, a rota pretende sobretudo levar os visitantes ao Douro profundo, Régua, S. João da Pesqueira e Foz Côa, não esquecendo o Douro superior até Moncorvo ou as zonas da Terra Quente e Fria no distrito de Bragança. Um dos pontos importantes a dinamizar internacionalmente pela rota ibérica é o Vale Arqueológico do Côa, que se estende até terras de Espanha, Siega Verde, e que atrai milhares de turistas nacionais, mas internacionalmente ainda não consta dos roteiros.

Segundo os promotores, também a região minhota fará parte integrante da rota ibérica principalmente as zonas fronteiriças, onde procurará preservar e divulgar os valores e recursos naturais. Além do intercâmbio entre turistas dos dois países, os responsáveis da rota apostam na captação de turistas da América do Norte e Austrália, segundo eles um turismo de alto poder económico.

Também o turismo religioso fará parte da rota ibérica, estando em destaque os santuários de S. Bento da Porta Aberta e do Sameiro na região minhota como o Santuário de Nossa Senhora dos Remédios em Lamego e Capela Nova, obra de Nazoni em Vila Real.

Silva Peneda, presidente da Fundação Rei Afonso Henriques, entidade promotora do projecto, e do Conselho Económico e Social, afirmou que a rota pretende trazer até às regiões que a integram um turismo de qualidade e não de massas, porque \"há que transformar a excelência em valor no interesse do país da Península Ibérica e sobretudo do poder local\".

Ricardo Magalhães, chefe da Estrutura de Missão do Douro, diz que a criação desta rota não foi por acaso, pois, segundo ele, \"nesta região do Douro Superior encontra-se não só uma grande parcela do Douro Vinhateiro como o Parque Arqueológico do Côa, os parques naturais de Douro Internacional , Montesinho e Alvão, e mais oito sítios classificados na Rede Natura, aqui há de tudo desde património natural, cultural e arquitectónico, há que o potencializar de uma vez por todas\".


José Cardoso in DN, 2010-12-15
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MensagemAssunto: Concurso para vigilantes do PNDI já abriu    Sex Jan 21, 2011 3:19 pm

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Douro Internacional
Miranda do Douro



Concurso para vigilantes do PNDI já abriu

O Parque Natural do Douro Internacional (PNDI) vai ter dois novos vigilantes.

O presidente do Instituto de Conservação da Natureza e Biodiversidade (ICNB) revela que já está aberto um concurso de recrutamento.

“Está em curso um concurso de vigilantes pois neste momento o parque não tem nenhum vigilante oficial, mas vamos contratar alguns” adianta Tito Rosa, acrescentado que “não são muitos porque a situação geral da administração pública não permite recrutamentos externos”.

O responsável máximo pelas áreas protegidas do país admite, também, algumas dificuldades no Douro Internacional, e aponta o caminho a seguir.

“Tem carências, mas uma das nossas prioridades para este ano é fazer algum investimento do ponto de vista da organização e da logística do PNDI” afirma. “Temos algumas dificuldades porque é uma zona menos desenvolvida e com fracos recursos. Não estamos a pensar fechar as nossas representações, mas queremos juntar esforços” acrescenta.


A falta de vigilantes no Parque Natural do Douro Internacional arrasta-se desde Outubro de 2009.

Um dos vigilantes entrou para a reforma e o outro pediu uma licença sem vencimento.

A vigilância daquela área protegida tem sido feita com recurso a elementos do SEPNA, da GNR, e de áreas protegidas vizinhas.

Brigantia, 2011-01-20
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MensagemAssunto: Douro é o ponto de união    Sab Mar 05, 2011 5:42 pm

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Douro é o ponto de união
Miranda do Douro


Autarca defende gestão ibérica para as áreas protegidas do Douro Internacional

O presidente da Câmara de Miranda do Douro defendeu hoje a criação de um organismo ibérico para fazer a gestão conjunta do Parque Natural do Douro Internacional (PNDI) e do da Arribas do Douro.

O autarca garantiu já ter apresentado a proposta em Madrid, junto do ministério do Ambiente espanhol, preparando-se agora para fazer o mesmo junto da tutela em Portugal.

Em declarações à Agência Lusa, Artur Nunes disse que a proposta passa por uma gestão integrada dos dois parques naturais, para que o rio Douro seja um ponto de união em matéria ambiental.

Lusa, 2011-03-03
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MensagemAssunto: Autarcas do Douro Internacional criticam gestão do Parque Nacional   Ter Dez 25, 2012 12:09 am

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«Não está a cumprir os objectivos»
Mogadouro


Autarcas do Douro Internacional criticam gestão do Parque Nacional

Parque ocupa uma área de mais de 85 mil hectares, mas não tem servido para nada e não está a cumprir os objectivos e anseios das populações, diz autarca de Mogadouro.

Os autarcas do Douro Internacional mostram-se insatisfeitos com o actual modelo de gestão da área protegida e pedem ao Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas maior atenção para a preservação do ecossistema.

“Durante muitos anos foram as populações residentes que preservaram o Parque com as plantações, na limpeza da floresta, na preservação de aves e o Parque afastou-se completamente das populações, esquecendo-se que existe por causa das populações”, critica Artur Nunes, presidente da Câmara de Miranda do Douro.

Moraes Machado, presidente da Câmara de Mogadouro, vai mais longe e afirma que o Parque Natural do Douro Internacional não tem servido para nada e não está a cumprir os objectivos e anseios das populações.

“Espero que o Parque do Douro Internacional continue a ser uma zona protegida, mas, neste momento, está sem beira nem beira”, lamenta Moraes Machado.

O Parque ocupa uma área de mais de 85 mil hectares, abrange o troço fronteiriço do Rio Douro, incluindo o seu vale e superfícies planálticas confinantes, e prolonga-se para sul, através do vale do Rio Águeda.

, 2012-12-20
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Parque Natural do Douro Internacional
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