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 Património da Humanidade

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MensagemAssunto: Classificação de Património Mundial no Douro vai ser mantida   Sex Abr 20, 2012 10:11 pm

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Francisco José Viegas garantiu
Douro



Classificação de Património Mundial no Douro vai ser mantida

O secretário de Estado da Cultura, Francisco José Viegas, garantiu hoje, em Lisboa, que tudo fará para valorizar e manter a classificação de Património Mundial concedido pela UNESCO, na região do Douro.

À chegada ao Museu Nacional de Etnologia para participar na abertura de um encontro para assinalar o Dia Internacional de Monumentos e Sítios, que hoje se comemora, o governante foi confrontado com uma manifestação de cerca de duas dezenas de militantes do Partido Ecologista Os Verdes e de associações de ambientalistas.

Em frente ao museu, foram colocadas faixas em defesa da Linha do Vale do Tua, na região do Alto Douro Vinhateiro, e contra a barragem de Foz Tua, criticando o seu «impacto negativo irreversível».

Em declarações aos jornalistas, Francisco José Viegas destrinçou: «Uma coisa é a construção de uma barragem, outra é a Linha do Tua. Há posições diferentes e processos diferentes para cada um deles».

«A cultura sempre tomou uma posição sobre a barragem, um parecer vinculativo que foi desrespeitado. Nós acabámos de chumbar a linha de alta tensão Tua-Armamar, portanto fazemos o nosso trabalho», apontou o secretário de Estado.

Especialistas da UNESCO criticaram, num relatório entregue no verão de 2011 ao Governo e divulgado no final desse ano, o modo como as autoridades portuguesas têm gerido o património da região vinhateira e alertaram para os impactos negativos da construção da barragem.

«Tudo faremos para conservar o estatuto e as condições que permitam valorizar o acesso e protecção da zona», garantiu o secretário, rejeitando a hipótese a classificação vir a ser retirada pela UNESCO, a organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura.

«A cultura sempre tentou minimizar o impacto dessa construção. A única coisa que não admitimos é perder a classificação de Património Mundial. Isso para nós é uma bandeira e uma condição inexpugnável», disse Francisco José Viegas.

Quanto à Linha do Tua, o secretário de Estado ressalvou que é um processo completamente diferente: «Pelo que sei há uma hipótese muito credível e aceitável de reconstrução que, aliás, faz parte de um dos cadernos de encargos para o desenvolvimento regional da zona».

Sobre as comemorações do Dia Internacional dos Monumentos e Sítios - em que se assinala o 40.º aniversário da Convenção para a Protecção do Património Mundial, Cultural e Natural da UNESCO, no quadro da qual foi estabelecida a conhecida Lista do Património Mundial - o secretário de Estado sublinhou que o património «é e vai continuar a ser uma aposta fundamental deste Governo».

«O património vai ser daqui a uns anos o nosso grande bem disponível para o desenvolvimento económico e a criação de riqueza», salientou.

Na abertura do encontro, que vai decorrer durante todo o dia para debater os novos desafios para a salvaguarda e a valorização, estiveram ainda António de Almeida Ribeiro, presidente da Comissão Nacional da UNESCO, Elísio Summavielle, diretor-geral do Património Cultural, Ana Paula Amendoeira, presidente do Icomos Portugal (entidade internacional não-governamental de defesa do património) e Kerstin Manz, do Centro do Património Mundial da Unesco.

Lusa, 2012-04-19
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MensagemAssunto: Nova chefe da EMD assume como prioridade zelar pelo Património Mundial    Sex Abr 20, 2012 10:15 pm

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Célia Ramos
Douro



Nova chefe da EMD assume como prioridade zelar pelo Património Mundial

A nova chefe de projeto da Estrutura de Missão do Douro (EMD) assumiu hoje como prioridade zelar pelo Douro Património Mundial da UNESCO, considerando que é possível compatibilizar a barragem de Foz Tua com a salvaguarda da paisagem.

Célia Ramos foi nomeada há cerca de um mês para a EMD, substituindo no cargo Ricardo Magalhães.

Em declarações à Agência Lusa, a responsável afirmou hoje que ainda está a estudar os dossiês. No entanto, adiantou que a missão principal da EMD é \"manter o valor\" que levou à classificação em 2001.

Lusa, 2012-04-20
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Romy

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MensagemAssunto: Primeiro roteiro turístico ibérico apresentado a Passos e Rajoy   Qui Maio 10, 2012 10:17 am

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Património Mundial Douro/Duero
Douro


Primeiro roteiro turístico ibérico apresentado a Passos e Rajoy

O primeiro roteiro turístico ibérico, a «Rota do Património Mundial Douro/Duero», foi quarta-feira apresentado aos chefes do Governo português e espanhol na XXV Cimeira Luso-Espanhola, no Porto, estando previsto que o projecto arranque já este Verão.

Pedro Passos Coelho e Mariano Rajoy visitaram a exposição \"Rotas do Património da Humanidade do Vale do Douro\", da Fundação Rei D. Afonso Henriques, mostra de fotografia onde figuram os 11 sítios que são Património da Humanidade classificados pela UNESCO e que compõem este roteiro turístico ibérico apresentado.

Em declarações à Agência Lusa, o presidente da fundação Luso-Espanhola, Silva Peneda, explicou que \"o Rio Douro -- e o Duero, em Espanha -- têm ao longo das suas margens 11 sítios que são património da humanidade classificados pela UNESCO, sendo esta uma rota que passa por esses locais\".

\"O Douro impressiona qualquer um que o visita. Com esta diversidade somos capazes de criar um circuito turístico com qualidade e estamos a promover o desenvolvimento económico e social desta região que bem precisa. É o primeiro projecto que eu conheço deste tipo que é verdadeiramente ibérico\", disse ainda o ex-ministro.

Segundo o responsável, \"o projecto está pronto\" e vai haver um website a partir do mês de Junho, estando neste momento as agências de viagens a ser contactadas, esperando Silva Peneda que \"este verão seja o arranque da iniciativa\".

\"Aos dois governos trouxemos o projecto propriamente dito e uma exposição de fotografia, em que mostra os 11 sítios. A recepção dos dois chefes de Governo foi magnífica. Aliás, vários ministros também visitaram a exposição. Trata-se de um projecto Luso-Espanhol e por isso penso que foi muito bem escolhido ser nesta cimeira a sua apresentação\", acrescentou ainda.

Denominada \"Rota do Património Mundial Douro/Duero\", esta iniciativa é da responsabilidade da Fundação Rei Afonso Henriques (FRAH) e foi lançada em Dezembro de 2010, com o co-financiamento comunitário do Programa Operacional Regional do Norte (ON.2).

Em Portugal, esta rota integra os centros históricos do Porto e Guimarães, o Alto Douro Vinhateiro e sítios de arte rupestre do Vale do Côa.

Já em Espanha, estão incluídos os centros históricos de Ávila, Salamanca e Segóvia, a catedral de Burgos, o sítio de arte rupestre de Atapuerca, Las Medelas e Siega Verde.


, 2012-05-10
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Romy

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MensagemAssunto: Governo pediu à UNESCO nova visita ao Douro «o mais cedo possível»   Sex Maio 18, 2012 8:31 pm

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«Compreendemos as preocupações»
Douro


Governo pediu à UNESCO nova visita ao Douro «o mais cedo possível»

O secretário de Estado da Cultura, Francisco José Viegas, revelou que foi solicitada uma nova visita da UNESCO à região classificada do Douro Vinhateiro, «o mais cedo possível».

Num entrevista à rádio Antena 1, o secretário de Estado defendeu a constituição de uma nova missão para realizar uma visita à área de paisagem do Alto Douro Vinhateiro classificada como Património Mundial.

Na terça-feira, o jornal \"Público\" tinha noticiado que o Comité do Património Mundial da UNESCO vai exigir, numa reunião em junho, a paragem imediata das obras de construção da Barragem de Foz Tua e uma análise à situação da área de paisagem classificada.

Nesse dia, em reação à notícia do diário, o secretário de Estado da Cultura, em declarações à Lusa, considerou \"razoável que a UNESCO apresente essas dúvidas\", mas não admitia \"perder a classificação de Património Mundial para a região\".

Na entrevista à rádio Antena 1, Francisco José Viegas disse que não está em causa perder a classificação, mas admitiu que o Douro Vinhateiro pode entrar na lista de bens classificados em risco. E disse que \"já foi pedida uma nova visita à UNESCO\", através da representação oficial da entidade em Portugal.

\"Compreendemos e achamos legítimo que a UNESCO manifeste estas preocupações e tudo faremos para continuar a mantê-la porque são as nossas. Devem vir o mais cedo possível fazer uma nova visita\", apelou o secretário de Estado.

No ano passado, a Icomos, uma associação de profissionais da conservação do património, alertou que a construção daquela barragem terá \"um impacto irreversível\" e constitui uma \"ameaça ao valor excecional universal\".

JN, 2012-05-18
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RMaria

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MensagemAssunto: Tradição das noivas de Lisboa com origem em lenda de Tabuaço   Qui Jun 14, 2012 9:40 am

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Património cultural imaterial
Douro



Tradição das noivas de Lisboa com origem em lenda de Tabuaço

O investigador da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) Alexandre Parafita defendeu hoje que a tradição das noivas de Santo António teve origem numa lenda que passou de geração em geração em Tabuaço.

Alexandre Parafita contou à agência Lusa ter ficado a conhecer a lenda do «Santo António mandado degolar» através de uma idosa do lar de Barcos, no concelho de Tabuaço, no âmbito de um inventário sobre o património imaterial organizado pelo Museu do Douro e do qual é coordenador.

«Essa lenda foi depois estudada por mim para a contextualizar e percebi que nela estaria a origem da tradição das noivas de Santo António», que todos os anos é celebrada em Lisboa, acrescentou.

Segundo o docente da UTAD, a lenda «narra os amores não correspondidos e obsessivos de uma rapariga pelo jovem que mais tarde viria a ser Santo António».

O pai da rapariga, «para a livrar desta obsessão, mandou degolar o jovem e fez espetar a sua cabeça numa estaca, expondo-a na rua à vista de quem passava», mas, «para espanto de todos», ele apareceu noutro lado a pregar.

«Reza a lenda que foi assim que aquele rapaz ficou com a fama de santo e que a moça não quis ser de mais ninguém, ficando para sempre noiva de Santo António», acrescentou.

As características da lenda, nomeadamente o facto de a jovem «se manter noiva de Santo António, traduzindo nessa atitude uma paixão duradoura», levaram Alexandre Parafita a concluir que está relacionada com «Santo António, o patrono das paixões duradouras».

Lembrou que a adoração deste santo como «protetor das paixões duradouras» passou para o Brasil, onde o Dia dos Namorados não se relaciona com São Valentim.

«O Dia dos Namorados no Brasil não é festejado a 14 de fevereiro, mas sim a 12 de junho, véspera do dia de Santo António», contou.

O estudioso frisou que muitos dos rituais dos tempos modernos têm origem em mitos e lendas antigos, um pouco por todo o país.

«Há muitas festas e rituais que persistem na modernidade e são até explorados pelo turismo cujas origens moram em velhos mitos e lendas que estão a perder-se na memória das gerações mais velhas», alertou, considerando, por isso, muito importante inventariar, classificar e estudar o património cultural imaterial.

O projeto do Museu do Douro que coordena e que permitiu passar para o papel a lenda de «Santo António mandado degolar», entre muitas outras narrações orais, tem «a preocupação de ir buscar estes resquícios da memória», para que não se percam.

Lusa, 2012-06-13
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MensagemAssunto: Igreja de Santo Cristo pode vir a ser basílica    Qua Jul 11, 2012 10:45 am

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Monumento nacional de Outeiro
Bragança



Igreja de Santo Cristo pode vir a ser basílica

A inauguração das obras de restauro e conservação da igreja de Santo Cristo de Outeiro, no concelho de Bragança, foi marcada pelo anúncio da candidatura do monumento nacional a basílica.

A ideia foi lançada, no passado sábado, pelo bispo da Diocese Bragança-Miranda, D. José Cordeiro. O presidente da Câmara de Bragança, Jorge Nunes, gostou da ideia, que rapidamente se transformou num projecto de candidatura para apresentar à Santa Sé, no Vaticano.
D. José Cordeiro garante que vai empenhar-se na candidatura do templo de Outeiro a basílica.

“Tem todas as condições para isso. É um processo longo, moroso e tem que ser pelos serviços competentes da Santa Sé. Da nossa parte faremos tudo para candidatar esta igreja, sobretudo pela celebração que vai acontecer dos 300 anos da dedicação desta igreja”, realça o prelado.

Depois deste investimento de cerca de 140 mil euros, financiados por fundos comunitários, Jorge Nunes diz que as obras vão continuar na Igreja de Santo Cristo, com a realização de trabalhos na sacristia.

Segundo Jorge Nunes, a nova fase poderá arrancar até próximo do final do primeiro semestre do próximo ano, para as comemorações dos 300 anos do templo.

O secretário de Estado da Cultura, Francisco José Viegas, presidiu à cerimónia e realça que o desafio agora é manter o templo aberto, para que os turistas o possam visitar.

Jornal Nordeste, 2012-07-10
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MensagemAssunto: UNESCO diz ser importante ouvir diferentes opiniões sobre barragem de Foz Tua   Qui Ago 02, 2012 10:20 pm

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Antes de chegar a conclusões
Douro


UNESCO diz ser importante ouvir diferentes opiniões sobre barragem de Foz Tua

A chefe da missão da UNESCO, Mechtild Rössler, afirmou hoje, na Régua, que é «muito importante» conhecer as diferentes opiniões sobre a construção da barragem antes de chegar a conclusões sobre os impactos no Douro Património Mundial.

A missão de UNESCO, que está de visita ao Alto Douro Vinhateiro (ADV), é composta por três especialistas do Centro do Património Mundial e da Icomos, uma associação de profissionais da conservação do património.

Depois de reunirem, no Peso da Régua, com associações ligadas ao ambiente, movimentos locais e representantes da Agência de Desenvolvimento do Vale do Tua, Mechtild Rössler disse aos jornalistas que é muito importante conhecer as diferentes preocupações da região.

As três especialistas estão a recolher opiniões e informação sobre os impactos provocados pela construção da Barragem de Foz Tua no Alto Douro Vinhateiro (ADV), classificado pela UNESCO em 2001.

O empreendimento hidroelétrico, cujas obras arrancaram há 15 meses entre os concelhos de Alijó e Carrazeda de Ansiães, vai ocupar 2,9 hectares do ADV, o que representa 0,001 por cento do total da área classificada.

Depois desta visita, a equipa vai \"olhar para toda a informação\" e preparar um relatório que será apresentado ao Centro do Património Mundial e ao Governo português.

\"Vamos levar pelo menos um mês a concluir o relatório, temos de trabalhar nele\", salientou.

Mechtild Rössler referiu ainda que, neste momento, não é possível avançar com nenhumas conclusões, sublinhando que a equipa, nesta visita ao território, olhou para \"diferentes aspetos\" da construção da barragem, do vale do Tua e do Douro vinhateiro.

A visita ao território foi agendada após a última reunião do Comité do Património Mundial da UNESCO, que decorreu em São Petersburgo, Rússia, e durante o qual aprovado um \"abrandamento significativo\" das obras da barragem, em alternativa à suspensão das mesmas.

Este ritmo de trabalhos vai manter-se até à apresentação do relatório da missão da UNESCO, que deverá estar pronto ainda este ano.

Depois de um primeiro encontro com ambientalistas e movimentos, a maior parte dos quais oponentes à construção da barragem, a missão da UNESCO recebeu Artur Cascarejo e José Silvano, da Agência de Desenvolvimento do Vale do Tua.

Cascarejo, que é ainda presidente da Câmara de Alijó e da Comunidade Intermunicipal do Douro (CIM Douro), defendeu a prossecução das obras, destacando o projeto de desenvolvimento integrado que, em consequência do empreendimento, está a decorrer neste momento no Vale do Tua.

Referiu ainda que a \"linha do Tua já tinha sido abandonada há muito tempo\" e que este projeto \"é o único que pode fazer com que a via continue a existir através de uma aposta intermodal que combina caminho-de-ferro, barco e funicular\".

\"Temos ainda associado um parque de natureza e biodiversidade, que vai plantar o dobro das árvores que vão ser abatidas e a construção de um museu no vale do Tua\", salientou.

Artur Cascarejo classificou ainda este projeto como \"fundamental para reverter 40 anos de desertificação e envelhecimento populacionais\".

Lusa, 2012-08-02
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MensagemAssunto: «Inútil» construção de mais um museu em Vila Real    Qui Ago 02, 2012 10:28 pm

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Secretaria de Estado da Cultura
Distrito de Vila Real



«Inútil» construção de mais um museu em Vila Real

A Secretaria de Estado da Cultura considerou hoje «inútil» a ideia de construir «mais um» museu no Vale do Tua, projeto que está incluído nas contrapartidas pela construção da barragem de Foz Tua.

«A ideia avançada de construção de mais um museu no Vale do Tua carece de qualquer efeito positivo e seria, em si mesma, inútil se levada avant», referiu fonte da Secretaria de Estado da Cultura num comunicado enviado à agência Lusa.

Uma missão da UNESCO está de visita ao Alto Douro Vinhateiro (ADV), para fazer uma avaliação dos impactos provocados pela construção da Barragem de Foz Tua no património mundial.

A secretaria de Estado da Cultura, liderada por Francisco José Viegas, aproveitou esta visita para, à margem da mesma, fazer uma chamada de atenção.

«É importante, aliás fundamental, que o projeto de desenvolvimento integrado seja concertado com os responsáveis da Cultura, sob o risco de continuarem a desenhar-se mantas de retalhos na região, ao sabor de ideias sem sustentabilidade a prazo e na prática excessivamente ambiciosas ou desajustadas», afirmou a fonte.

É que, no âmbito da construção do empreendimento hidroelétrico na Foz do Tua, foi projetado um plano de desenvolvimento do Vale do Tua, a financiar pela EDP.

O presidente da Câmara de Alijó e da Agência de Desenvolvimento do Vale do Tua, Artur Cascarejo, falou precisamente desse projeto no decorrer da reunião que teve hoje, no Peso da Régua, com as três especialistas que compõem a missão da UNESCO.

Esta agência vai gerir os milhões de euros das contrapartidas pela construção da barragem de Foz Tua.

O autarca defendeu a prossecução da construção do empreendimento hidroelétrico e referiu ainda que o «projeto associa um parque de natureza e biodiversidade, que vai plantar o dobro das árvores que vão ser abatidas, e a construção de um museu no vale do Tua», salientou Artur Cascarejo.

Para a Secretaria de Estado da Cultura, «é positiva a criação de um Parque Natural que una o Sabor e o Tua com o Douro a servir de grande zona de referência».

No entanto, criticou a construção de mais um museu e considerou que o que é necessário «é proteger, restaurar e dinamizar o património já existente, colocando-o em rede».

«Uma missão prioritária que só faz sentido se for levada a cabo em interligação estreita com os organismos e técnicos competentes na área da Cultura», referiu ainda o comunicado.

A visita da missão ao território foi agendada após a última reunião do Comité do Património Mundial da UNESCO, que decorreu em São Petersburgo, Rússia, e durante o qual aprovado um «abrandamento significativo» das obras da barragem, em alternativa à suspensão das mesmas.

Este ritmo de trabalhos vai manter-se até à apresentação do relatório da missão da UNESCO, que deverá estar pronto ainda este ano.

Lusa, 2012-08-02
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MensagemAssunto: Organismo internacional propõe região transfronteiriça do Douro e Tejo a Património Mundial    Qua Set 19, 2012 3:50 pm

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Douro Internacional
Distrito de Bragança



Organismo internacional propõe região transfronteiriça do Douro e Tejo a Património Mundial

A União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN), um organismo ambiental com delegação em Espanha, vai avançar com uma proposta para que as regiões transfronteiriças do Douro e do Tejo sejam declaradas Património Mundial da Humanidade.

Contactado pela Lusa, o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) disse ter conhecimento da iniciativa e garantiu que se pronunciará sobre o assunto \"em tempo oportuno\".

As áreas protegidas propostas são as Arribas do Douro Internacional, bem como algumas áreas abrangidas pelo Parque Natural do Tejo Internacional e zonas da Serra de São Mamede (Alto Alentejo), abrangendo sempre territórios dos dois lados da fronteira.

Lusa, 2012-09-19
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MensagemAssunto: A derrota da Quercus e dos Verdes   Qui Out 11, 2012 5:42 pm

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UNESCO considera compatível
Douro


A derrota da Quercus e dos Verdes

A UNESCO considera compatível a construção da barragem de Foz do Tua com a classificação de Douro como Património Mundial. Contactado pela Antena 1, o Ministério do Ambiente confirma que já recebeu o relatório, mas não diz quando poderá tornar público o documento.

O Partido Ecologista Os Verdes diz que, a ser verdade, o relatório da UNESCO é mau para o futuro do Alto Douro Vinhateiro.

Manuela Cunha diz que a UESCO dará um exemplo pela negativa. Os Verdes querem que o relatório seja tornado Público no imediato.

A associação ambientalista Quercus lamentou, quarta-feira, o relatório da UNESCO, que concluiu que a construção da Barragem de Foz Tua é compatível com o Douro Património Mundial, e considerou que agora \"já não há nenhum entrave ao empreendimento\".

, 2012-10-11
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MensagemAssunto: Autarcas do Douro satisfeitos com decisão da UNESCO   Qui Out 11, 2012 5:46 pm

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«Central vai ficar enterrada»
Douro



Autarcas do Douro satisfeitos com decisão da UNESCO

O presidente da Comunidade Intermunicipal do Douro diz à Renascença que sempre acreditaram que era possível compatibilizar.

«Nós sempre dissemos desde a primeira hora que estávamos disponíveis para atenuar todos os efeitos secundários que uma construção produz numa paisagem e sempre dissemos que era perfeitamente possível compatibilizar uma coisa com a outra», disse.

Artur Cascarejo, autarca de Alijó e presidente da comunidade intermunicipal do Douro, acrescenta que «a barragem do Foz Tua está 99% fora da região Alto Douro Vinhateiro.»

«A única coisa que estava, de facto, dentro era a tal central hidroeléctrica. A partir do momento em que a central vai ficar enterrada e a paisagem vai ser renaturalizada, até acredito que, futuramente, os turistas virão até à barragem para verem essa obra do arquitecto Souto Moura».

A organização das Nações Unidas pediu, no entanto, ao Estado um abrandamento nas obras. A EDP, dona da empreitada, deverá adiar em quase um ano a conclusão da barragem.

RR, 2012-10-11
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MensagemAssunto: UNESCO considera Barragem do Tua compatível com Douro Património Mundial   Qui Out 11, 2012 5:50 pm

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Relatório da missão da UNESCO
Douro



UNESCO considera Barragem do Tua compatível com Douro Património Mundial

O relatório da missão da UNESCO ao Douro conclui que a Barragem de Foz Tua é compatível com a manutenção do Alto Douro Vinhateiro (ADV) na lista do Património mundial, disse à agência Lusa fonte do Governo.

O Governo recebeu na terça-feira o relatório da missão conjunta do Comité do Património Mundial da UNESCO, ICOMOS e IUCN sobre a construção do aproveitamento hidroelétrico de Foz Tua, entre Alijó e Carrazeda de Ansiães.

Fonte do Ministério da Agricultura, Ambiente, Mar e Ordenamento do (MAMAOT) disse à Lusa que o relatório conclui que a construção da barragem de Foz Tua, \"de acordo com o projeto revisto, é compatível com a manutenção do ADV na lista do Património Mundial\".

De acordo com as conclusões a que chegaram as peritas que visitaram a região, a barragem tem um \"impacto visual reduzido\" no ADV, \"na sua integridade e autenticidade, quer ao nível da paisagem quer ao nível do processo vitivinícola\".

Segundo o MAMAOT, o relatório \"aplaude\" ainda a opção tomada em construir a central elétrica enterrada, solução que é considerada tecnicamente \"adequada\".

Durante a visita ao Douro, foi apresentado à UNESCO o projeto do arquiteto Souto Moura, que tem em vista a compatibilização da central hidroelétrica, inserida na área classificada, com a paisagem.

O projeto pretende enterrar toda a central. Será ainda feito um pequeno reajuste do ângulo da própria barragem que pretende diminuir o impacto visual da mesma.

O relatório da UNESCO refere ainda, de acordo como Governo, que o calendário da obra foi abrandado, em cumprimento das conclusões da reunião do Comité do Património Mundial de São Petersburgo, na Rússia.

No decorrer deste encontro, foi aprovado um \"abrandamento significativo\" das obras da barragem, em alternativa à suspensão das mesmas.

E, neste aspeto, segundo o MAMAOT, também se verifica uma evolução, ou seja, a anterior avaliação sugeria um \"abrandamento significativo\" e o relatório atual refere-se apenas manter um \"abrandamento\".

Para avaliar \"in loco\" os impactos decorrentes da construção da barragem no Património Mundial, uma missão da UNESCO, composta por três especialistas, esteve no Douro entre 30 de julho e 03 de agosto.

A missão incluía peritas da UNESCO, da IUCN (União Internacional para a Conservação da Natureza) e da ICOMOS, órgão consultivo da UNESCO.

Em sequência da decisão de abrandamento, foi solicitada pelo Estado português à dona da obra, a EDP, a apresentação de um novo calendário, o qual adia em quase um ano a conclusão do empreendimento.

O Douro foi distinguido como Património Mundial da Humanidade em 2001.

A barragem vai ocupar 2,9 hectares do Alto Douro Vinhateiro, o que representa 0,001 por cento do total da área classificada.


Lusa, 2012-10-11
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RMaria

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MensagemAssunto: Mota Andrade diz que os ambientalistas são fundamentalistas de alcatifa   Ter Out 16, 2012 10:26 am

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Prejuízos de milhões ao País
Distrito de Bragança



Mota Andrade diz que os ambientalistas são fundamentalistas de alcatifa

O PS também reclama vitória, depois da UNESCO ter considerado que a construção da barragem de Foz Tua é compatível com a manutenção da classificação de Património Mundial do Alto Douro Vinhateiro.

O deputado socialista Mota Andrade lembra que é uma das barragens que mais energia vai produzir em Portugal e enaltece a dinâmica económica criada na região com a construção do empreendimento hidroeléctrico.

O deputado do PS aponta o dedo aos ambientalistas que contribuíram para a suspensão das obras em Foz Tua e que também estão a travar o avanço de Veiguinhas, a quem apelida de fundamentalistas de alcatifa.

Mota Andrade acusa, ainda, as organizações ambientalistas de estarem a causar prejuízos de milhões de euros ao País.

O deputado socialista eleito por Bragança a defender a construção da barragem de Veiguinhas.

Brigantia, 2012-10-12
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MensagemAssunto: UNESCO impõe exigências duras para contemporizar com barragem do Tua    Ter Out 16, 2012 10:32 am

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Barragem é compatível mas..
Douro



UNESCO impõe exigências duras para contemporizar com barragem do Tua

O relatório apresentado pela missão da UNESCO que esteve no Tua em Agosto passado conclui que a construção da barragem é compatível com o estatuto do Alto Douro como património da humanidade, mas impõe um duríssimo caderno de encargos ao Governo português, ao qual este terá de responder até final de Janeiro de 2013.

Num comunicado conjunto, o GEOTA (Grupo de Estudos de Ordenamento do Território e Ambiente), a Quercus e outras associações que se têm manifestado contra a construção da barragem – às quais se vieram associar alguns produtores de vinho da região - estimam que a concretização das recomendações da UNESCO resultaria muito mais cara do que parar a barragem.

Deste relatório da UNESCO \"fica evidente que o empreendimento [da barragem do Tua] não é incompatível com a preservação do estatuto de \"património mundial\" do Alto Douro Vinhateiro\", escreve, no seu blogue, o embaixador português em França (e junto da UNESCO), Francisco Seixas da Costa. No entanto, esta conclusão, saudada tanto pelo Governo como pelo Partido Socialista, vem acompanhada de duras críticas ao modo como o processo foi gerido e de um conjunto de recomendações que podem tornar este documento um presente envenenado para o executivo.

Seixas da Costas não esconde a influência que teve neste desenlace, explicando que, após a proposta de decisão que apontava para a suspensão imediata dos trabalhos da barragem, ele próprio se reunira em Paris \"com cada um dos 21 membros\" do Comité do Património Mundial da UNESCO, fazendo-lhes ver que não teria sentido suspender a obra \"na pendência da realização de uma nova missão\". Mas o preço que o país terá de pagar por esta aparente vitória diplomática poderá ser bastante alto.

Se algumas das exigências serão difíceis de cumprir em tempo útil, como a da criação de um novo Plano de Gestão do Alto Douro Vinhateiro, discutido com todas as partes interessadas e que tenha força de lei, outras implicarão, segundo as associações ambientalistas, custos exorbitantes. Concordando com o enterramento da central eléctrica, a UNESCO critica o facto de não serem ainda conhecidas as soluções que permitirão atenuar o impacto da subestação, outra peça da barragem, e da linha eléctrica de muito alta tensão. Se a solução for enterrar a linha, como o relatório parece sugerir, só o custo dessa operação, garantem os ambientalistas, seria superior ao do resgate da construção da barragem.

O relatório censura também o abandono da linha ferroviária do Tua, recomendando que se \"mantenha e se valorize\" a secção de linha férrea que se encontra na zona classificada como património da humanidade. O documento, sublinha a plataforma de associações que se opõe à construção da barragem, \"diz expressamente que a solução de mobilidade proposta pela EDP e pelo Governo (com teleférico e barco) não satisfaz minimamente as necessidades, quer das populações locais, quer do turismo, e exige uma solução alternativa\". Na interpretação dos ambientalistas, o que o relatório sugere \"nas entrelinhas\" é \"a reposição do serviço da Linha do Tua\".

A par das questões já identificadas pelo anterior relatório da UNESCO, esta missão veio alterar para novos riscos, quer directamente resultantes da construção da barragem do Tua, quer de outras obras, designadamente rodoviárias, na área classificada. Chamando a atenção para o facto de a futura albufeira abranger terreno xistoso, o relatório adverte para o perigo de infiltrações que poderão afectar a estabilidade da zona envolvente. A acrescentar ao já reconhecido risco que o eventual aumento da humidade representaria para a produção de vinho.

Até que estas e outras questões levantadas pelos técnicos da UNESCO sejam adequadamente satisfeitas pelo Governo português, o relatório defende que se mantenha o abrandamento do ritmo das obras.

Segundo o próprio relatório da UNESCO - que só ontem foi colocado no portal do Governo na Internet –, Portugal vem cumprindo esta recomendação. Diferente é a perspectiva das organizações que se opõem à barragem, as quais afirmam que os trabalhos têm decorrido a ritmo acelerado, com o evidente propósito de transformar a obra num facto consumado.Um receio que lhes parece tanto mais credível quanto há exemplos recentes de projectos fortemente criticados no plano técnico, mas que acabaram por beneficiar da condescendência da UNESCO uma vez concretizada a obra. Foi o que se passou em Sevilha, com a edificação de uma torre espelhada, construída nas proximidades da catedral após ter sido reprovada em sucessivos relatórios.

O documento agora entregue ao Governo termina com o aviso de que o executivo terá de apresentar à UNESCO, até 1 de Fevereiro, um plano detalhado de execução de todas as medidas agora recomendadas.

Quercus não trava barragens no Tâmega
A acção da Quercus contra o Ministério do Ambiente para impugnar a declaração de impacte ambiental do empreendimento hidroeléctrico do Alto Tâmega foi considerada improcedente. O projecto, que prevê a construção de três barragens (Gouvães, Alto Tâmega e Daivões), terá impactos ambientais irreversíveis, viola a lei da água e os instrumentos de gestão territorial, altera os ecossistemas lóticos (água corrente) e afecta a espécie protegida do lobo-ibérico, diz a Quercus. Por isso, considerou que decisão impondo a construção dos empreendimentos às cotas mais baixas deveria ser considerada nula ou anulada.

O Tribunal Administrativo de Lisboa reconheceu que a construção da \"cascata\" do Alto Tâmega causará \"necessariamente\" perturbações ambientais, mas considera que estarão acauteladas as medidas que permitirão minorar as mesmas. A Quercus vai recorrer da sentença.

Público, 2012-10-15
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Fantômas

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MensagemAssunto: Douro une Portugal e Espanha na primeira rota turística   Sab Out 27, 2012 10:10 pm

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Projecto de escala transfronteiriça
Douro


Douro une Portugal e Espanha na primeira rota turística

Dez Patrimónios da Humanidade no Norte de Portugal e na região espanhola de Castela e Leão partilham a proximidade com um rio e agora também a promoção internacional.

“Rota do Património Mundial Douro / Duero”. Assim se designará a primeira rota turística ibérica, que juntará uma dezena de sítios e bens classificados pela UNESCO como Património da Humanidade – quatro deles são portugueses –, que têm o Douro como uma “identidade própria que potenciará a atractividade turística” das duas regiões.

Segundo apurou o Negócios, do lado português da Península, a rota terá como “paragens” o centro histórico do Porto (classificado em 1996), o centro histórico de Guimarães (2001), o Alto Douro Vinhateiro (2001 ) e os Sítios de Arte Rupestre do Vale do Côa (1998).

Do lado espanhol contam-se os centros históricos de Ávila, de Salamanca, de Segóvia (e o seu aqueduto romano), a catedral de Burgos, o Sítio de Arte Rupestre de Atapuerca e Las Medulas.

Este projecto de escala transfronteiriça, lançado em Dezembro de 2010 e agora concluído, foi promovido pela Fundação Rei Afonso Henriques e co-financiado pelo “ON.2 – O Novo Norte” (Programa Operacional Regional do Norte).

Será apresentado na sexta-feira durante uma conferência internacional onde intervirá Kerstin Manz, perita do Centro do Património Mundial da organização com sede em Paris.

JNegocios, 2012-10-26
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Romy

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MensagemAssunto: Douro vive 11.º ano como Património Mundial e finaliza relatório para a UNESCO    Dom Dez 09, 2012 11:19 pm

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«Vai conseguir compatibilizar tudo»
Douro



Douro vive 11.º ano como Património Mundial e finaliza relatório para a UNESCO

O Douro assinala a 14 de dezembro os 11 anos de Património Mundial da Humanidade, numa altura em que o Governo prepara o relatório final para entregar à UNESCO e garantir a compatibilização desta classificação com a barragem.

A chefe de projeto da Estrutura de Missão do Douro (EMD), Célia Ramos, afirmou hoje que o Douro \"vai conseguir dar resposta e vai conseguir compatibilizar tudo\".

\"Nós responderemos absolutamente e com toda a convicção a todas as questões que nos forem colocados e que nos estão a ser colocadas\", salientou.

Lusa, 2012-12-06
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Romy

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MensagemAssunto: Onze anos do Douro Património Mundial   Seg Dez 24, 2012 10:48 pm

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Ponto de vista dos ambientalistas
Douro


Onze anos do Douro Património Mundial

Comemora-se em 2012 onze anos que o Alto Douro Vinhateiro foi inscrito pela UNESCO na lista de sítios Património da Humanidade. Infelizmente, este aniversário é marcado pela farsa da suposta compatibilidade da barragem de Foz Tua com a classificação do Património Mundial.

O mais recente relatório da UNESCO sobre o Alto Douro, resultante da missão de Agosto 2012, é dúbio: por um lado reconhece que a barragem implica a perda de valores muito importantes, criticando duramente o Estado Português pelo processo que levou à sua aprovação e início de obras; por outro lado, não exige a paragem imediata dessas obras (contrariando a recomendação da equipa técnica da própria UNESCO em Maio 2012).

Estas posições aparentemente antagónicas coexistem no mesmo relatório, resultando num conjunto de condições muito exigentes que o Estado Português deveria cumprir até 1 Fevereiro 2013.

Portugal não vai conseguir cumprir satisfatoriamente essas exigências:

1. A UNESCO considera que o Alto Douro Vinhateiro é altamente vulnerável a agressões, tanto pelos impactes cumulativos de infra-estruturas como barragens, linhas eléctricas e estradas, como por impactes incrementais resultantes da ausência de políticas de gestão. Exige por isso a criação de um Plano de Gestão da zona, com força de lei. Esse plano anda a ser preparado nos gabinetes, sem ouvir as partes interessadas. Se o Estado cumprir o prazo (improvável) será inevitavelmente em detrimento das populações e da economia local;

2. A UNESCO exige conhecer e pré-aprovar soluções para o enterramento da central eléctrica, para a subestação e para a linha de muito alta tensão. Ainda não existem projectos para nenhuma destas componentes, e é certo que nenhum deles será avaliado e finalizado até Fevereiro;

3. A UNESCO reconhece o papel da ferrovia na paisagem cultural do Alto Douro Vinhateiro, e critica fortemente o processo que levou à inutilização da Linha do Tua. Diz expressamente que a solução de mobilidade proposta pela EDP e pelo Governo não satisfaz as necessidades, quer das populações locais quer do turismo, e exige uma solução alternativa (leia-se: a reposição da ferrovia). Exige ainda a reposição da navegabilidade do Douro;

4. Se, contra toda a evidência, as exigências da UNESCO vierem a ser cumpridas, isso terá um sobrecusto elevado — pelas nossas estimativas, cerca de 150 M€ além dos 300 M€ antes previstos. Esse sobrecusto irá inevitavelmente ser pago por todos os cidadãos portugueses, traduzindo-se um encargo futuro na ordem dos 3000 M€, ou um acréscimo de 2% no custo da electricidade (pago na factura ou nos impostos). Parar a barragem agora seria muito mais barato, cerca de metade do custo das medidas adicionais exigidas pela UNESCO;

5. Em Agosto 2012, a UNESCO foi muito condescendente para com o Estado Português e a EDP, fazendo uma interpretação minimalista das suas próprias competências; p.e. ignorou as exigências de gestão sustentável dos sítios e a salvaguarda da zona de transição (que engloba boa parte do Vale do Tua). É pouco provável que esta permissividade se mantenha. Há um risco real de o Alto Douro entrar na lista do “Património em Risco”, e eventualmente ser desclassificado, devido à subserviência do Estado Português ao lobby do betão e do electrão. (Em 2009 o Vale do Elba foi desclassificado por causa de uma simples ponte);

6. Mesmo cumprindo as exigências da UNESCO, a barragem de Foz Tua provocará danos brutais e irreversíveis nas perspectivas de desenvolvimento local (especialmente no sector turístico), na paisagem, no património e nos ecossistemas.

Salvemos o Tua e o Alto Douro Património Mundial — pare-se a barragem do Tua já

GEOTA, LPN, FAPAS, COAGRET, Quercus, MCLT, AAVRT,

, 2012-12-18
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RMaria

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MensagemAssunto: Património da Humanidade mais pobre com a extinção da Turismo do Douro   Dom Jun 02, 2013 10:36 pm

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António Martinho contra
Douro



Património da Humanidade mais pobre com a extinção da Turismo do Douro

O presidente da extinta Entidade Regional de Turismo do Douro quer que a lei das Entidades Regionais de Turismo, que entrou em vigor no dia 17, seja alterada para garantir uma delegação no Douro e a continuidade dos 13 funcionários.

António Martinho esteve quatro anos à frente da estrutura duriense e critica a nova lei e faz um balanço positivo da atividade desenvolvida. “Sou claramente contra a extinção do Polo de Desenvolvimento Turístico do Douro. Receio que o Douro se venha a diluir na nova organização”, afirma António Martinho, defendendo que “a dinâmica de crescimento verificada nos últimos anos na região Património Mundial da Humanidade, só será mantida se a nova lei permitisse criar uma delegação no Douro, o que não está contemplado”.

António Martinho avança ter proposto aos grupos parlamentares que “fizessem uma rectificação da lei, que ainda era possível, para que se criasse essa delegação”. A nova lei prevê que os funcionários possam transitar para o regime de mobilidade especial. “Os funcionários são essenciais para continuar o trabalho que se tem vindo a desenvolver. A lei é muito iníqua, cria situações de desigualdade”, realça.

De acordo com a nova lei são definidas cinco áreas regionais de turismo em Portugal Continental, nomeadamente Centro e Porto Norte, Algarve, Alentejo, Lisboa e Vale do Tejo.

O prazo para a conclusão do processo de fusão é de 60 dias úteis, contado do início da vigência dos diplomas que aprovem os estatutos de cada entidade regional de turismo. António Martinho manter-se-á em funções até à eleição da direcção da Porto e Norte.

Balanço positivo
Segundo António Martinho, a Turismo do Douro canalizou para a região um investimento total de três milhões e meio de euros, 15% dos quais foram pagos pelo orçamento da estrutura regional, que serviram para a concretização de vários projectos.

“O Douro é hoje uma marca forte e, pelo bem da região e das suas gentes, o trabalho deve continuar, sempre com o objectivo de manter o destino num nível de excelência internacional”, afirma.

Ao longo dos quatro anos de existência a Entidade de Turismo do Douro, entre outras iniciativas, promoveu o festival da rede das Aldeias Vinhateiras, as primeiras edições do Douro Filme Harvest, a requalificação de seis polos de turismo, a elaboração de vários guias turísticos, o estudo da sinalização turística do território e a elaboração de um plano de marketing.

Iniciativas que, de acordo com o responsável, ajudaram a atrair mais visitantes ao Douro, tornando-o num “destino turístico incontornável”.

Na hora de saída, António Martinho garante que hoje há mais turistas a visitar o território duriense, que dispõe também de mais unidades hoteleiras e de barcos hotel a cruzar o rio.

Olimpia Mairos in RR, 2013-05-30
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Embarassed Rolling Eyes
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MensagemAssunto: Re: Património da Humanidade   

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Património da Humanidade
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